Da Apple para a Terapia dos Sons com Wesley Limash no Ïnterioriza #44

Wesley Limash left Apple to become a sound healing therapist. He explains how different instruments affect health and well-being, and shares what led him to trade tech for sound therapy.
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Já deu pra sacar que o interiorista de hoje vai ser diferente. Eu tô aqui com Wesley Limas, que é terapeuta em Sound Healing. Já ouviu falar em Sound Healing? Seja muito bem-vindo Wesley, tô muito feliz.
Obrigado, uma honra, obrigado pelo convite.
Eu tô muito feliz em receber você aqui e junto com você todos esses instrumentos que já já nós vamos saber para que que significa tudo isso e o quanto esses instrumentos podem ser importantes para a nossa saúde.
Sim, exatamente.
O que é sound healing, para a gente começar?
O zone healing é uma técnica que reúne vários instrumentos de vários países, de várias etnias, vários povos e culturas diferentes, e muitos desses instrumentos têm comprovação científica já publicada. Então, muitos deles, por exemplo, os cientistas viam que as pessoas entravam em níveis de relaxamento, de tranquilidade de calma e então quando foram estudar o porquê que isso acontecia com as pessoas era por conta do instrumento e esse instrumento modifica as partículas de ar de uma forma diferente do que de um instrumento convencional vamos dizer assim então você sente essa esse impacto é porque o som viaja na água três vezes mais rápido do que no ar. Então, como o nosso corpo é 70% água, o impacto desse som no nosso corpo é muito imediato. Então, a gente sente essa reação de forma muito mais efetiva. Então, você sente a música e não apenas ouve.
Uau! Eu já amei. O som se move três vezes mais rápido na água do que no ar.
Isso.
Lembrando, nós somos 70% água.
Isso.
Sabe que eu me lembro do cientista Masaru Emoto.
Exatamente. Que fotografou a molécula da água a mensagem da água.
Quando ela é exposta a palavras positivas e quando ela é exposta a palavras negativas. O quanto a molécula fica muito diferente, né? Uma da outra, ou seja, se você falar uma palavra positiva e uma palavra negativa neste mesmo corpo, a impressão já vai ser diferente.
Isso, exato.
Ou seja, nós todos que estamos vivos e temos, né, 70% água no corpo, a gente está sendo influenciado por tudo que a gente reverbera, não é só o que ouve, o que pensa.
É. é o poder da intenção... conta para quem está fazendo... para o terapeuta que está fazendo o sound healing... enquanto as pessoas estão deitadas lá recebendo a terapia... o poder que esse terapeuta está emitindo... e as pessoas que estão recebendo... está acontecendo uma troca. E essa intenção desses instrumentos em contato com as suas células fazem com que você tenha uma reação de uma sensação de que você deve lembrar que as fotos estavam simétricas, como estrelas e perfeitamente bem... Alinhadinhas.
As palavras positivas.
As palavras positivas. É a mesma coisa que acontece numa sessão de Sound Healing. Então você tem uma sensação de que seu corpo tá lá, mas ao mesmo tempo não tá. Que você tem peso, mas ao mesmo tempo não tem. e você entra em ondas cerebrais muito profundas, que um meditante iniciante não consegue, porque a nossa vida é muito corrida, nós somos ocidentais, então a gente não medita desde criança. Então, o yogui indiano e o monge tibetano, eles entram nesses estágios cerebrais elevados, em teta ou delta, só sentando aqui e falando OM, ele entra nesse estágio.
Porque ele já tá treinado.
Tá treinado desde criança.
Mas nós, aqui, na geral...
Não.
Não.
E aí, a gente tenta meditar e entrar nesse processo. A gente tem um pouco mais de dificuldade, tem muito ruído, tem Wi-Fi, tem sinal de celular, que eu trabalhei muitos anos com isso também. Essas... Todas essas vibrações, todas essas frequências, essas interrupções impedem que a gente entre nesse nível profundo de eu mesmo, de autoconhecimento, de se saber. Então o som leva essa pessoa ao autoconhecimento, que é isso que a gente leva nas empresas. para o líder ter consciência de que ele saiba os sons que ele está emitindo, mais a coerência cerebral, mais a coerência cardíaca, mais a coerência respiratória, tudo isso nesse conjunto. Quando ele emite para a equipe dele, o quanto isso vai reverberar e vai fazer bem ou mal para sua equipe.
Perfeito! Coerência mental, cardíaca e como eu junto tudo isso numa comunicação que flua de uma maneira para gerar harmonia. Porque senão a gente gera desarmonia.
Exatamente.
De todos esses instrumentos aqui, eu gosto muito desse. Como que ele chama?
Sino dos Ventos.
Sino dos Ventos. Nós vivemos uma experiência com Wesley e... como é que era o nome da cantora?
A Jéssica e o Nahil.
Cada um tocando um instrumento. Eu vou colocar imagens pra você ver. Foi uma experiência maravilhosa em que eu e parte da nossa equipe também pôde vivenciar. E a primeira atividade que você propôs pra nós foi segurar esse filtro dos ventos. E a gente só pode passar pra outra pessoa...
Depois que estabilizar.
Depois que estabilizar. E isso tem tudo a ver... como nós estamos nos sentindo. Então, será que você está se comunicando de forma estável?
Exato.
Ou instável? É muito simples. E é muito curioso, porque ali durante a nossa experiência, como a gente está mostrando agora na tela, no início demorou, depois a gente entendeu que aquele silêncio era necessário para a harmonia coletiva.
Exato, e aí você começa a valorizar muito o silêncio e tosse pra que a outra pessoa consiga, e todos passam a respirar juntos pra que aquela pessoa consiga, então a intenção de todos, a harmonia, a vibração, a gente passa a ter uma sensibilidade que a gente não tem tempo de parar pra... pensar, pra sentir, pra ajudar, pra apoiar.
Antes da gente falar sobre a sua passagem anterior, ou seja, como que você renasceu em vida também, tem algum outro instrumento aqui que você já quer explicar pra nós? O quanto pode ser útil no dia a dia?
Nossa, é que eu sou muito suspeito pra falar. Eu tenho mais de 200 instrumentos.
É mesmo?
É, eu trouxe o que dava, né? Dos menores, assim, tem um instrumento de dois metros. Mas tem, por exemplo, esse instrumento aqui é um apito da morte. Ele é um instrumento asteca, que eles usavam nas cerimônias deles. Então, você ouve o som do vento, então...
Esse.
É muito interessante pra fazer o... é quase uma sonoplastia.
Eu imagino assim, quem tá nos acompanhando tá pensando assim... O que que isso tem a ver comigo? Tudo.
É.
Porque o tempo inteiro, nós estamos sujeitos a muitos barulhos. E o nosso maior desafio é como é que nós vamos silenciar dentro.
Isso.
Até pra que o que está fora não nos abale.
Isso.
Porque senão a gente se afeta com tudo. Tirando esse apito, eu gosto muito... Esse aqui, por exemplo, eu tenho um menorzinho, né? Mais econômico. E aí a gente faz uma...
É só tocar.
O movimento?
Isso.
E aí você sente a vibração dele na pele. Vou fazer de novo, tá? Pra você ouvir o barulho.
Ó. É.
Inexplicável o que eu sinto a partir disso pelas minhas células. Vai passando pelo braço, chega no tronco, até que chega no coração. É prazeroso.
A taça tibetana é o instrumento ou um dos instrumentos que mais se tem artigos científicos sobre ele, porque é incrível a quantidade e a gama de benefícios terapêuticos que você tem, principalmente em termos de circulação.
E esse aqui?
Esse é um didgeridoo australiano. Esse é um portátil, né? Eu não pude trazer o de dois metros, mas... Ia ser complicado, né?
O deslocamento.
Digamos que sim.
Teríamos que içar.
Esse também é um instrumento que tem muitos estudos científicos sobre ele. Ele emite... Tem vários de Jiridus, mas esse aqui, por exemplo, emite em torno de 40 Hz. E esses 40 Hz é uma frequência que tem muitos benefícios, principalmente para pessoas com Alzheimer. E muitos estudos científicos provaram que estancaram o processo de progressão da doença. Então, é muito recomendado esses instrumentos. Existem cadeiras nos Estados Unidos que emitem frequências de 40 Hz. E existe um estudo de apnea do sono, que se você tocar ele por 3 semanas, 15 minutos por dia, você diminui em 95% o problema de ronco. de apneia.
E aí, por exemplo, eu só ouvindo me beneficio do som ou eu preciso tocar o instrumento?
Você precisa tocar no caso da apneia. No caso do Alzheimer, você pode só ouvir. Eu vou tocar ele um pouquinho e ele é bom que, para quem vai aprender, existe uma respiração chamada respiração circulatória. Você continua sem parar de respirar. Eu vou explicar.
E aí E aí É até perturbador em alguns momentos.
É, a ideia é essa. Mas aí, depende muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que acha isso a coisa mais relaxante, né? É muito particular. Eu, como já acostumei com todos eles, fica muito da sua primeira impressão. E era isso que eu queria te perguntar.
Me conta.
Como foi sua primeira impressão quando você participou? O que você sentiu?
Eu já tinha feito algumas experiências com o Saúde Healing, mas o encontro que nós fizemos foi muito especial. Com a voz da Jéssica, inclusive. Quando acabou eu perguntei, foi ao vivo?
Foi.
Porque era perfeito. Eu me entreguei, pelas imagens dá pra ver, toda a equipe que estava lá também pôde se entregar. E as percepções, elas eram muito curiosas, porque em alguns momentos, algumas pessoas se conectaram com seus ancestrais. Eu, por exemplo, me conectei muito com o quanto o que estava me incomodando também eliminava do meu corpo, sabe? E como eu já tinha feito outras experiências, eu me entreguei completamente sem ficar controlando. Ah, mas o que é isso? O que é aquilo? Parece que é um mar que tá aqui, parece que é uma bacia com areia.
Um trovão, né?
Então foi uma experiência muito bacana que eu recomendo se você quiser um momento de relaxamento, mas assim como qualquer ser humano hoje está envolvido com milhares de barulhos, o Sound Healing te ajuda a se conectar com as suas células. E aí, com a prática, você vai se acalmando.
Isso, se conhecendo melhor e entendendo quem é você nesse mundo, porque não é barulho. Barulhos são sons desordenados que não se encontram. O sound healing tem uma dinâmica, tem uma técnica, tem um método.
Wesley, agora, você chegou nessa área porque você viveu desafios, inclusive pelo excesso de sinais. Você trabalhou na Apple muito tempo.
Trabalhei.
E você tem uma história linda, porque você entrou como motorista.
É.
Me conta.
Eu... Sempre fui autodidata, então eu aprendi as coisas perguntando ou falando. Então eu aprendi vários dos instrumentos que eu toco, aprendi sozinho. Comecei o chinês, o inglês, o espanhol, tudo sozinho. Depois eu comecei trabalhando numa empresa chinesa. E aí, eu via que os chineses não falavam muito bem o inglês, e isso me deixava incomodado. Eu falei, não, vou aprender chinês pra facilitar as coisas.
Aí você aprendeu a falar mandarim?
Aprendei a falar mandarim.
Super simples.
Não, levou um ano e meio.
Eu contei ironia nessa pergunta.
Levo um ano e meio de estudo, depois eu fiz um intercâmbio lá. E ao voltar, eu saí e entrei na Apple como motorista. E eles queriam um motorista que soubesse do software de engenharia. Mas como eu andava com eles fazendo testes de rede de celular, e eu tinha que falar tudo em mandarim, então eu já sabia o software, já sabia o inglês e já sabia o mandarim também.
Você ficou quanto tempo de motorista?
Há cinco anos. Foi cinco anos.
Tudo isso?
Foi. Aí depois eu passei pra Apple. E aí, da Apple, eu fui promovido pra Engenheiro 1, Engenheiro 2... É... Técnico 1, Técnico 2, Técnico 3, depois Engenheiro.
E... E...
As demandas só aumentavam, até que eu peguei e comecei a ter sintomas de burnout e depressão. E aí, eu vi uma fala sua que eu achei maravilhosa e falei, não é possível. É a mesma coisa que você falou, era o que... A minha demissão virou a minha missão.
Você teve burnout enquanto estava na Apple?
Sim, sim. Eu saí por conta disso. A minha demissão virou a minha missão e eu saí por conta disso porque eu não dava conta. Era muito tempo... Eu viajava demais. Eu tinha um filho pequeno, ficava muito longe dele e era uma pressão absurda a questão de protótipo. Você tinha que lidar e segurança, né? Porque são coisas em segredos industriais, muita pressão. E eu já era músico há 24 anos. E eu sempre quis... A música era aquela namoradinha que eu nunca tinha coragem de chegar, mas eu sempre falava, poxa, eu queria... Era o crush. Era o crush.
A música era a sua crush.
Exatamente. E aí eu peguei até que eu falei assim, poxa, é agora, é a oportunidade que estão me dando. E eu já conhecia o sound healing. E aí, eu ficava nesse ensaio. Vou ou não vou? Vou ou não vou? Falei, agora eu vou. E aí, eu comecei a estudar, a prática. E quando eu viajava nos países pela empresa, eu... No país que eu ia, eu ia aprender os instrumentos do lugar. Quando eu fui na China, eu fui em muitos concertos de música chinesa. Eu adorava. E então, aí eu fui pro Peru, pra Irlanda, pro México, pra Espanha, Itália, e eles sempre, cada lugar tem o seu instrumento.
Exato.
E o interessante é que no mundo oriental, eles têm os instrumentos que são usados pra cura. E pra gente é muito esquisito. o instrumento ser usado pra cura. E aí, eu falei assim, poxa, mas deve ter muita gente aí sofrendo da mesma coisa que eu tô sofrendo. E eu posso cuidar dessas pessoas e eu vou me tratar consequentemente.
Exato.
E aí, eu parti pro Sound Healing. E aí, hoje a gente faz nas empresas no Brasil inteiro. Tem uma equipe grande de Sound Healers. A gente fala Sound Healers, mas a tradução correta seria Terapeutas do Som.
Terapeutas do som.
Sim.
Gostei. Terapia do som, então, o Sound Healing.
Isso, que são pessoas que conhecem essa técnica. Muitos dos instrumentos são intuitivos, mas muitos você precisa... Quando você é músico, você tem uma facilidade maior para lidar com esses instrumentos.
Eu, por exemplo, se eu pegar esse aqui, ó, eu não tenho nem coragem de pegar. Pega você, Wesley.
Esse aqui...
É, o que que é isso?
Ele, no Brasil, por conta do berimbau, ficou apelidado de berimbouca. Porque tem um som de berimbau na boca. Mas ele é jaw harp, ou harpa de boca, né?
Captei. Uau!
Ele toca no dente, você tem que encostar no dente e aí você tem que mexer a musculatura da larinha.
Nossa, maravilhoso!
Pra cima, pra baixo, pra cima, pra baixo, abre e fecha. É bom pra exercitar a garganta.
Perfeito! E aquele outro bonitão ali?
Esse é um sino da Birmanha.
Deixa eu pegar esse aqui.
Ele é um sino que a gente usa no Sound Healing muito a espacialidade dos ouvidos. Então você sente como se o som estivesse rotacionando. E cada instrumento que a gente toca enquanto a pessoa tá deitada recebendo o Sound Healing, vai desligando a espacialidade e as pontes de... da neuroplasticidade, né? Vamos dizer assim. Então, nas pontes de hidrogênio, daquele pensamento que as pessoas falam assim, ah, minha cabeça não para, eu não consigo, não adianta. Com o Sound Healing, para. A gente passa com o instrumento aqui, depois outra aqui, depois outra aqui, como você viu, né? E outra aqui, e aí a gente vai desligando a sinapses e fazendo... Quando a pessoa percebe, ela tá num interior, interiorizado de forma... muito mais intensa de uma forma que ela nunca imaginou. Então, cada experiência que ela passa é diferente uma da outra.
Perfeito.
Esse instrumento é uma hélice de... taça de hélice, não tem uma tradução, mas... lembra um pouco.
Uhum. E você deixa bem perto do coração, né? É. Eu uso.
E aí você usa a técnica de... fazer essa oscilação. E tem a linha de Sound Healing, que é a linha de cristais.
Segura, segura essa. Segura, porque eu ainda estou muito curiosa em saber a mudança do engenheiro para o terapeuta de som. Faz, então, nós estamos gravando esse programa em 2024. Há quantos anos que você está, de fato, sendo um terapeuta do som?
Quatro anos.
Quatro anos. Mas este sonho estava adormecido.
Há 24.
E aí você foi se habilitando, aprendeu mandarim, ou seja, por que que lá... Ou seja, há 24 anos você não encarou o sound healing?
Ah, eu acho que era falta de coragem, sabe? Quando você tá naquele fluxo, trabalhando, e aí você fala, ah, tô levando a vida assim, tá funcionando...
Tô ganhando meu salário...
Tô ganhando meu salário, tô dando conta das coisas, e aí eu fui levando. Mas, aquela frase, né? Se eu pudesse voltar atrás, eu teria me aventurado antes, porque uma coisa que eu sempre falo pra todo mundo, eu sei que é isso que eu vim fazer.
Perfeito. Mas você tem consciência que você precisou passar por onde você passou, pelos países que você passou, pra conhecer os instrumentos que você conheceu, pra hoje trazer tudo isso na bagagem?
Exatamente. E aí foi o meio e o caminho que eu consegui, eu conquistei, me foi cedido, o que quer que a gente pense. pra que eu chegue nesse meio. Então, houve um amadurecimento também. A minha mente também era muito agitada e hoje eu já olho de outra forma e eu sei quando tá muito movimento, muita coisa, eu falo, não, eu preciso acalmar, relaxar. E eu não tinha essa consciência antes, né?
Agora, eu consigo também entrar em um processo de mais calma mesmo sem um instrumento. Um instrumento, como o nome já diz, ele vai te facilitar.
Vai facilitar, sim. Mas sem um instrumento... Sim, quando você medita, a prática da meditação, você não precisa de um instrumento para meditar. Mas existem formas, por exemplo, quando a pessoa não tem a prática da meditação e não tem a disciplina, às vezes a música ajuda como a meditação guiada ajuda. E eu também tenho gravado faixas de Sound Healing que estão em Bineural e Dolby Atmos. Você ouve no fone de ouvido porque essas músicas foram construídas para serem ouvidas no fone de ouvido. Ela não foi construída para você colocá-la num som e deixar rolando na casa. Ela foi construída por conta de um fenômeno científico chamado entrainment, ou entrelaçamento, se a gente puder dizer. As ondas sonoras com as ondas cerebrais fazem um entrelaçamento, então você sai daquelas ondas de hipervigilância, que são as ondas beta, você vai baixando pra alfa e depois você chega em teta. E como que você faz isso? Faz no seu momento, que você tem aquele momento pra você, de relaxar, de acalmar, pra quem gosta de incenso que o acende.
São recursos que te ajudam a ficar no presente.
Isso, fica no presente, coloca o fone de ouvido e... E deixa acontecer. Quando é no fone de ouvido, online, você vai ter o benefício do entrelaçamento. Quando é ao vivo, você tem o benefício das partículas entrando em contato com o seu corpo inteiro. Então, tem uma diferença, mas você colhe os benefícios da mesma forma.
Nossa! Eu estou adorando. E, de novo, se você está chegando agora, então seja bem-vindo. Recomendo que você também dê um Google para procurar tudo o que o cientista Masaru Emoto fez ao fotografar as moléculas da água quando essas moléculas estão em contato com determinadas palavras. E aí, quanto mais você treinar o seu olhar pra isso, mas você vai se policiar pra sair de ambientes muito barulhentos, porque nós estamos falando de músicas que nos elevam e também tem músicas que nos afastam, né, da harmonia.
É, porque existe o seguinte, a gente ouve música de uma forma muito inconsciente. Existe a música sedativa e a música hiperestimulante. Aí eu te pergunto, qual é a música que você acha que a gente escuta desde criança?
A estimulante.
A hiperestimulante. Porque é isso que a gente acha, a maior música é pra pôr a gente pra ser feliz, pra pôr a gente pra cima. E tem hora pra tudo. E a gente acha que não, mas quando a gente não tá triste, não dá vontade de ouvir música da fossa pra curtir a fossa, então coloca música pra curtir a fossa.
Eu sempre gostei, sabia? De músicas mais introspectivas.
E são músicas em Mi menor, são músicas numa nota diferenciada que a gente ocidental entende como uma música triste, né? Existem países no Oriente Médio que acham que nessa nota é pra felicidade, é muito louco assim.
Ou seja, isso também significa que o ambiente...
É cultural, é muito cultural e isso influencia. Então, existe um estudo científico da faculdade de Hong Kong que pegou os alunos que ficavam ouvindo música enquanto estavam estudando. Então, as músicas que falavam de droga, sexo e violência atrapalhavam ou não surtiam efeito nenhum nos participantes, enquanto que músicas instrumentais ou músicas sedativas elevavam, e até mesmo quando ele tava sentindo deprimido, e faziam playlists intencionais, do tipo, eu quero músicas pra ficar feliz. Então a pessoa, ela mudava o estado dela no final do dia, porque ela só ouviu músicas de ficar feliz. E música na mesma língua atrapalha a produção, a produtividade da pessoa, porque ela tem que produzir e às vezes tem a memória afetiva, aquilo vai dispersar ela. Então a produtividade de quem ouve música na própria língua enquanto está trabalhando é muito menor. Então se você tem uma língua que você nunca ouviu falar, não sabe nenhuma palavra, essa é a melhor música se você quer ouvir enquanto está trabalhando ou instrumentais.
Pra uma circuitaria não interferir na outra.
Exato, porque o seu cérebro vai acabar querendo decodificar, ou às vezes a questão emotiva, afetiva, vai te lembrar, aí o cara fala assim na música, que a gente tava debaixo da árvore, naquela goiabeira.
E aí a pessoa...
A pessoa lembra da árvore da Goiabeira e fala, nossa, foi mesmo. E pra ela voltar, demora muito tempo.
Perfeito, perfeito. Eu tô lembrando aqui de uma outra situação, que quando nós estamos falando da capacidade transformadora do som, a gente também precisa falar como o surdo-mudo se comunica através da vibração. Então, de novo, estamos falando de vibração. É uma ferramenta tremenda. de transformação.
Eles sentem com uma sensibilidade absurda qualquer som que a gente emite, porque como não tem a questão de poder ouvir, então eles, a gente toca, eles sentem, eles falam, eles nos comunicam que eles sentiram esse instrumento, esse, esse, esse, e eles falam, eles comunicam a hora pra gente, isso é inacreditável, uma vez eu fiz pra fiz sound healing para um grupo de deficientes visuais. E foi lindo porque as pessoas falavam de uma forma que a gente que tem visão não consegue ver, então eles têm uma... algo que a gente talvez ainda vai demorar muito pra chegar lá, uma sensibilidade, sabe?
Sim, mas ok. Basta a gente só considerar que isso existe.
Isso, exato.
Isso existe e se você ainda não despertou para a potência, né, de como esses instrumentos, de como o silêncio ou das notas organizadas podem beneficiar o seu corpo, eu recomendo demais que você conheça mais o trabalho do Wesley. Para a gente poder encerrar, você então participou na Apple de lançamento de quais produtos?
Desde o iPhone 5, 6, 7, 8, 10.
Em qual etapa você participou desses lançamentos?
Era sempre do protótipo. Era sempre da parte que... Todos os iPhones, até o 13, que com o 13 foi o que eu saí. Depois do lançamento dos relógios.
O Apple Watch.
É, todos eles. Depois, o pagamento via celular, desde o México até o Chile, fui eu que fiz a implantação na América do Sul inteira.
Ou seja, se você está nos acompanhando por algum aparelho desse aqui, da maçãzinha, pode ser que as mãos e os neurônios do Wesley tenham passado... Ah, teve uma pequena contribuição. Por esse equipamento. Mas aí, a Apple precisou te perder pra gente te ganhar.
É, então, e hoje eu sou... vamos dizer que eu estou agradecido, não é? Porque esse processo de sair do mundo empresarial pra ir pra música, que até as pessoas falam, mas como é que você sai da engenharia pra ir pra música? Não tem nada a ver, mas se você for ver, música é número.
Tudo a ver!
Tudo a ver!
Isso me lembrou, sabe a história de quem? Do monge Satyanata. Engenheiro também, trabalhava no Unicamp. Extraordinário. Até que ele falou, opa, não é por aqui. Mas ele conseguiu parar antes.
É, então, aí esse burnout, depressão, eu fiquei afastado, voltei, quando eu voltei, e aí eu tava já mais me inteirando dessa questão da música, do sound healing, aí eu olhava praquele lugar, praqueles algoritmos, softwares, E eu... não é mais pra mim.
Não é mais pra mim.
Não dá.
Quando você recebe esse recado, sabe, quando você ouve este som interno, isso não é mais pra mim, não resiste, não. É você querendo falar com você, mas dependendo dos seus barulhos você não se ouve. Wesley, pra gente encerrar, finaliza então com esse do de cristal, que você faltou mostrar esse.
É porque existe uma linha inteira de sound healing só feita com cristais, não se usa outro instrumento, né? E esse é o cristal de quartz, que alguns mestres e professores ensinam e eu gosto muito também, embora seja frágil, né?
O cristal é muito frágil.
Então, eu vou tocar aqui. Aí imagina que você está lá deitada e vem no ouvido, depois vem no outro ouvido e quando você perceber, já se passaram uma hora e meia e você acha que passou só 15 minutos, como aconteceu com o pessoal naquele dia.
Exatamente. Sensacional. Wesley, você então pode não só fazer a terapia, mas como formar novos terapeutas.
Eu ainda estou trabalhando neste processo, porque olha, do que eu estou recebendo de pedidos para fazer isso, e eu acho que é o caminho natural das coisas.
Qual é o contato, então? Quem está te acompanhando? Quem está nos acompanhando?
ArrobaLima, SHOficial. Ou no LinkedIn também, como Limas. Também tem nas redes o e-mail Wesley, arrobaLimas.com.br. Pode chamar a gente, a gente viaja o Brasil inteiro. A única coisa que a gente precisa é uma sala vazia. O resto a gente faz tudo, leva tudo. E a única coisa que você precisa... Lembro que você me perguntou o que a gente faz. Eu falei, só deita.
Só esteja.
Só esteja, que o resto a gente faz.
Então eu vou complementar. Vocês precisam de uma sala vazia.
Sim.
E de uma mente disponível.
Ah, muito importante.
E de mentes disponíveis para fazer parte deste vazio.
Sim.
Porque aí sim a gente se redescobre.
Exatamente. Muito obrigado.
Obrigada a você. Adorei essa nossa conversa. Adorei a experiência. Foi muito, muito importante. E se você que nos acompanha até aqui, eu espero que todos esses sons, não só dos instrumentos, mas também do Wesley, estejam reverberando em você, para que você siga com mais equilíbrio, para que você siga buscando um som de cura. É isso que a gente precisa.
Gratidão.
Obrigada, Wesley.
Uma honra.
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