DÁ UM TEMPO!

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Chapters
Olá, olá, tudo bem, Grace, Marcelo, Lani? Sejam muito bem-vindos, bem-vindas. Mais uma prosa muito boa para a gente falar sobre o quê? O tempo de vocês. Hoje será uma conversa muito boa, como tem sido nesses últimos dias, nas últimas semanas. A participação de vocês aqui é fundamental, porque assim eu vou interagindo com vocês e com isso o papo vai ficando muito mais fluido e eu vou realmente dizendo aquilo que vocês precisam ouvir. Não é? Bem, deixa eu me apresentar primeiro antes de começar. Meu nome é Isabela Camargo, sou jornalista. Agradeço o Robson Ramucci, o responsável pela Resiliência Humana, por este espaço para que eu esteja aqui compartilhando da hora de vocês para a gente falar sobre o assunto super importante. Antes de continuar, digam se vocês estão me ouvindo bem. Hoje eu tô fazendo aqui essa transmissão também aqui do meu ladinho com o meu pessoal lá do YouTube, do Facebook. Então, como o computador tá ligado aqui do lado, talvez eu precise aqui da resposta de vocês para saber se uma tecnologia não tá interferindo na outra, tá bom? Bom, vamos lá. Então, João, Edu, Raquel, muito obrigada, tá ouvindo bem. E todos vocês que estão chegando também pela primeira vez, tudo que eu disser aqui para vocês está aqui neste livro, tá? Dá um tempo. Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Está aqui, gente. Esse livro tá à venda no resilienciahumana.com.br e é o único canal em que eu poderei colocar uma dedicatória para cada um de vocês. E isso, para mim, é uma alegria dedicar um pouquinho de tempo, pelo menos, para colocar uma dedicatória para cada um, já que vocês vão escolher, né, ler o livro, ou seja, dedicar tempo também para o que eu pesquisei por 4 anos. Durante 4 anos eu fui buscar as respostas para saber se o tempo está passando mais rápido ou se nós estamos passando mais rápido pelo tempo. E aí, percebam o que eu descobri: que a Terra está girando em torno do próprio eixo em média 24 horas por dia, que a Terra está girando em torno do Sol em média 365 dias por ano, por enquanto, tá? Isso são o que os físicos e astrônomos me confirmaram. Então, será que a gente pode ainda continuar com essa ilusão de que o tempo está passando muito rápido? Ou será que eu preciso dizer que o meu tempo está passando muito rápido? Percebeu a diferença? Então, quem aqui sente que o próprio tempo está passando muito rápido, levanta a mão, coloca aqui uma uma mãozinha e me contem se para vocês também o tempo, se para vocês o tempo de vocês também está passando rápido. Bem, não é para todo mundo, tá, que o tempo, o próprio tempo está passando mais rápido. Existem algumas situações em que o tempo para. Tem o quando o tempo para no tempo do amor, mas não é esse tempo que eu quero falar com vocês. Só o tempo do amor dá uma outra live inteira. O tempo para quando a gente está numa fila, por exemplo, uma fila do banco, a fila do banheiro, né? Um minuto esperando do lado de fora é totalmente diferente de quem está dentro do banheiro, não é? Alguém já viveu essa experiência? E o tempo também para quando você está numa fila de transplante. Eu entrevistei um rapaz muito jovem que teve um problema cardíaco e ficou mais de 4 anos na fila do Incor esperando um coração. Essa história tá aqui, é uma história linda, tá, que tá aqui no livro Dá um Tempo: Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. E é curioso porque o coração é um dos órgãos que duram menos tempo fora do corpo humano. Então você tem o rim, o fígado, enfim, outros órgãos que têm uma durabilidade maior, mas o coração não. E É muito curioso quando a gente para para pensar nisso. E eu me lembro de ter visto esse rapaz assim olhando na janela ali do Incor, onde pousam os helicópteros com os órgãos para transplante. Imaginem só você olhando pela janela esperando que o helicóptero pouse com o seu coração. Então o tempo não passa rápido, o tempo realmente ele para. Enfim, tô trazendo aqui essa experiência para vocês só para a gente realmente entender se Nós podemos continuar dizendo que o tempo está passando rápido ou se o meu tempo está passando muito rápido. Me digam aqui, deixa eu ver. Nós estamos correndo demais. Exatamente, Jerusa, obrigada pelo seu tempo aqui. Antes de continuar, Miriam tá aqui, ó, dá um tempo. Como encontrar limite em um mundo sem limites para que a gente viva um tempo de qualidade. Esse livro, Miriam, tá venda no resiliencahumana.com.br, é o único canal de vendas em que eu posso colocar uma dedicatória para cada um de vocês. Amanhã, inclusive, depois da live do meio-dia, eu vou assinar todos para poder colocar no correio para cada um, tá certo? Mas então vamos lá. Mulheres dizendo aqui, a Fabiana, né, mulheres estão mais sobrecarregadas. Elas sempre foram, né? Agora estamos mais, né, Fabiana? Já explico por quê. O Paulinho tá dizendo: a maneira como vivemos e aproveitamos o nosso tempo é o que dita o tipo de vida que temos, é o que dita o estilo de vida e como os quadradinhos do calendário podem passar mais ou como os ponteiros do relógio podem correr mais, não é? Então, para quem está com o tempo passando muito rápido, eu tenho uma boa notícia. Vou até tomar uma água antes, espera lá. E para quem sente que o próprio tempo tá passando muito rápido, significa que vocês estão vivendo uma vida intensa, com compromissos, com responsabilidades. Não vou entrar aqui inclusive no mérito se essas responsabilidades estão coerentes ou não, mas quem está sentindo que o próprio tempo tá passando muito rápido tem uma agenda cheia. Quem sente que o tempo não está passando rápido, além das filas, como eu disse, ou é porque se aposentou e não conseguiu pensar antes desta pausa o que faria com este tempo que agora ficou livre? Pessoas que se aposentaram. E agora, infelizmente, nós temos uma outra pausa involuntária que atingiu muitas pessoas, que foi o desemprego. Então, quando nós estamos esperando o telefone tocar, quando nós estamos esperando a resposta de uma de uma vaga que estamos concorrendo, o tempo também tende a parar, não é? Ou para os apaixonados que estão esperando a ligação do dia seguinte ou aquele contato, né, da pessoa que estamos na expectativa de estreitar um pouco a relação, o tempo também para, não é? Então percebam, não é para todo mundo que o tempo tá passando rápido e também não é para todo mundo que o tempo parou. O que que nós estamos fazendo? Colocando mais coisas na nossa agenda, colocando mais coisas no nosso calendário, tá? Aqui, aliás, aproveitando que eu peguei o calendário, nós estamos fazendo aqui— Opa, pera lá, tem aqui um comentário muito bom. Nise diz que a interferência do inclinamento do eixo da Terra interfere no tempo. Então, Nise, eu fui buscar justamente uma resposta para esta teoria lá no Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Observatório Nacional do Rio de Janeiro é onde você encontra os guardiões do tempo, da hora certa. É a hora que está aqui no meu telefone, meio-dia e 9, é a hora que está aqui no meu laptop com o pessoal do YouTube e Facebook também acompanhando. No Isabela Camargo Real, sejam todos bem-vindos. Esta hora certa aqui do Brasil, ela está em sincronia com outros relógios atômicos, que é a hora mais precisa que nós temos para que a engrenagem deste tempo mecânico que nós humanos criamos funcione, para que os aviões pousam em segurança, para que tudo aconteça na hora certa, na hora coordenada do mundo. Faz sentido o que eu tô dizendo? Perceba, nós temos o tempo da natureza, que é o tempo do nascer e pôr do sol, das fases da lua, e temos o tempo mecânico, que é uma história fantástica. Eu conto um pouco no livro, muito interessante, e que Quando você percebe que a evolução dos relógios, né, o relógio de sol que não funcionava quando estava nublado, aí relógio de água, azeite, a vela foi considerada como medidor do tempo, a ampulheta, né. Então nós vivemos muitas evoluções para chegarmos ao relógio que temos hoje. E como eu disse, hoje o relógio mais preciso do mundo é o relógio atômico do Césio-133, e que faz então o ajuste das oscilações médias da Terra, mas o eixo, Nise, o movimento da Terra em torno do próprio eixo, o movimento da Terra em torno do Sol, na média, tá igual, tá? Não aconteceu nada. O que aconteceu foi aqui, ó. O que aconteceu é aqui na tecnologia. O que aconteceu foi que a internet nos trouxe uma velocidade nunca antes vivida, nos trouxe um excesso de acessos que nos dá a ilusão de que podemos sem custo nenhum, né? Nós podemos viver de tudo isso sem nenhuma consequência. Então, com o tempo da natureza, por enquanto, tá, a ciência, os físicos não perceberam nada com o tempo natural. Nós é que estamos Sabe fazendo o quê? Abrindo a porta para os ladrões de tempo, não reconhecendo quem são os alugadores do nosso tempo. E esse é um papo muito bacana, quero saber aqui se vocês querem que eu fale sobre isso hoje, né? Cada dia eu toco aqui no assunto, ou horas de sono, autocuidado, atualização de identidade, tudo isso faz parte do tempo. Então vamos falar sobre ladrões de tempo? O que que vocês acham? É como eu tava dizendo, né, o tempo parece algo muito subjetivo, mas nós falamos de tempo o tempo inteiro. O tempo da live, o tempo de almoço. Aliás, tem alguém almoçando aqui comigo? Tem alguém dividindo a hora do almoço aqui conosco na internet? Então bom apetite, tá? Mastiguem bem e respirem. Respirem mais uma vez profundamente, porque além do alimento que vocês estão colocando aqui, ó, nós também estamos nutrindo nosso cérebro, que para ele funcionar bem precisamos de duas coisas: glicose e oxigênio. Então se a gente não tá respirando bem e nem nos alimentando bem, porque muita gente também tá correndo, né, pulando, uma refeição e outra, ou engolindo sem mastigar, o nosso cérebro tá, olha, funcionando com muito mais dificuldade do que antes. Podemos falar sobre isso também já já, se der tempo, mas se não, amanhã eu volto meio-dia para falar isso com vocês. Então, quando nós estamos falando de tempo, tem algumas pessoas que meio que cruzam o braço assim e fala: lá vem aquele papo é subjetivo, mas não. Falar de tempo é falar de relógio, é falar de calendário, é falar de exame médico, é falar de tudo aquilo que você coloca nas linhas de uma agenda, nos quadradinhos de um planner, é tudo aquilo que você coloca para fazer no seu dia, sabe? Camila tá almoçando aqui com a gente. Camila tá nos assistindo do Facebook. Obrigada a todos também que estão me seguindo na Isabela Camargo Real pelo Face e YouTube. Sejam bem-vindos. Então, quando eu falo de eu preciso lembrar que o intervalo entre a inspiração e a expiração é o que nós chamamos de tempo, é o que nós chamamos de vida. O dia que a gente inspirar e não expirarmos mais significa morte. Não adianta bater pezinho, tá, dizendo que não quer falar da morte, porque nós precisamos falar da morte para valorizarmos a vida. E eu só vou conseguir valorizar a vida e consequentemente valorizar o meu tempo se eu souber respirar, se eu reconhecer que eu estou aqui verdadeiramente com vocês e que esse momento ele é muito precioso. Aí, tudo bem, e na prática como é que eu faço? De um dia a dia, hora a hora, vigilância constante para você entender quem são os ladrões de tempo, como eu falei agora para vocês. Bom, eu vou dar aqui alguns exemplos de quem pode ser ou do que pode ser os ladrões de tempo, e aí vocês vão também complementar aqui para mim, tá? O que É o ladrão do tempo de vocês, ou quem é o ladrão do tempo de vocês? Olha quem tá aqui, Flávia Mendonça, psicóloga, psicoterapeuta maravilhosa. Antes de eu continuar com os ladrões de tempo, faço um convite para vocês: deem uma olhadinha lá no Insta da Flávia Mendonca. Sim, Mendonca de Mendonça, mas a gente sabe que não tem essa cedilha. Obrigada, Flávia, tá aqui inclusive. Lembrando a todos que estão conosco que o livro dá um tempo. Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites está então no resilienciahumana.com.br, o único canal de vendas em que eu poderei enviar um livro para vocês com dedicatória, em que eu vou poder dedicar o meu tempo colocando uma frase especial para cada um, já que vocês vão dedicar o tempo de vocês para leitura não só do que eu vivi nesses últimos anos, Mas, principalmente, o que 150 pessoas que nós amamos e respeitamos disseram para mim em 4 anos. O prefácio é do Cortella, eu tenho ali Mon Jacob, Encarnal, o Tadashi Kadomoto, tenho músicos, Gilberto Gil, Lenine, Fernando Atacai, Oswaldo Montenegro, tenho médicos explicando por que a internet vicia e que pode ser um ladrão de tempo. Enfim, tem uma turma muito bacana, inclusive com Fernanda Montenegro, Maestro João Carlos Martins, explicando como sentem o que aprenderam com o tempo e como fazem para viver um tempo de qualidade, tá? Então vai ser muito bacana se vocês puderem pensar no assunto, pensar no tempo. Então vamos lá, vamos começar a falar então dos ladrões de tempo. Deixa eu ver se alguém já colocou aqui alguma resposta. A TV é um grande ladrão do tempo da humanidade. Alf Busato. Alf, adorei seu comentário. Isso tá no livro, inclusive. Eu ouvi muitas pessoas me dizendo que a TV era, né, antes da internet, a maior ladra de tempo, a vilã do nosso tempo. E depois, com a internet, muitas pessoas me dizem que quem rouba o tempo delas É a internet. O que que eu preciso dizer para vocês com muito carinho, tá? Tá no livro. Antigamente, quando nós tínhamos um controle remoto na mão, então quem tinha o controle dessa mãozinha era eu, certo? E agora quem tem o controle desse dedinho nervoso que fica em feeds infinitos ou em telas infinitas também sou eu. Então eu posso ter uma programação na TV maravilhosa, eu posso ter conteúdos fantásticos sem fim na internet, mas o controle, quem terá sobre todas essas telas sou eu. É muito curioso quando a gente para para pensar nisso, porque geralmente quem nós observamos como os ladrões de tempo, eles estão absolutamente sob o nosso controle. Então vocês podem dizer que um atraso no aeroporto, na rodoviária, é um ladrão de tempo, mas aí tá fora do nosso controle, né? Então isso é uma circunstância, é um imprevisto que pode subtrair o meu tempo, que pode roubar o meu tempo, tá? Pegaram essa? Tô indo num ritmo bom? Vocês me falem, tá? Se não, posso repetir aqui o que vocês precisarem. Então, quando algo acontece que está fora do meu controle, isso a chama de imprevisto, como nós vivemos no início do ano com a pandemia, pausa involuntária. Vou falar mais tarde sobre pausa voluntária e pausa involuntária, tá? Então, o que acontece que tá fora do meu controle é um imprevisto. Agora, o que acontece com o que está no meu controle é responsabilidade minha. Então, muitas coisas que nós estamos atribuindo responsabilidade só vai depender da gente. Quer um outro exemplo? Além da internet, né, que nós vamos então de tela em tela, tem um movimento inclusive chamado serendipitia. Tem até um filme, não sei se vocês já assistiram, chamado Serendipity, que é quando você vai procurar uma coisa e acha outra e vai para outra, vai para outra, vai para outra, né? Isso não é de hoje, nós temos outros exemplos, inclusive em literatura, e que eu trago os exemplos aqui no livro. Mas os grupos de WhatsApp também podem tomar o nosso tempo. Eu digo podem porque vai depender da gente também, uma postura, vai depender da gente colocar limite neste mundo sem limites. É por isso que eu trago aqui, ó, com muito carinho, como encontrar limite no mundo sem limites, porque a internet realmente que nos dá essa ilusão e alimenta essa nossa ganância de fazer parte de tudo, de todos os grupos, de olhar todas as notícias, de me atualizar o tempo inteiro. Tem até um termo que chama FOMO, Fear of Missing Out, medo de estar perdendo algo, de estar fora, que consome muito nosso tempo. E aí a gente tem que falar sobre uma Outra coisa muito importante que vai nos ajudar a observar, identificar quem são os ladrões de tempo, que são filtros. Eu preciso colocar um filtro no que eu quero ver, consumir e participar, senão o tempo vai embora, vocês vão culpar o tempo da natureza, que como eu disse, como os físicos disseram, não mudou. Então, com dicas práticas, o que que eu vou dizer para vocês? É muito bacana quando fazemos parte de um grupo do qual nos orgulhamos, do qual queremos estar, mas também é muito ruim, não é? Quando alguém te coloca num grupo sem te perguntar. E é pior ainda quando te cobra uma resposta de algo que nem é seu. Alguém já viveu isso? Me contem aqui. Outra coisa, se vocês, será que já colocaram alguém em algum grupo? Será que vocês também já incluíram algumas pessoas antes de perguntar se elas podem naquele momento ou se elas têm tempo para aquela atividade? Então vejam, hoje nós estamos aqui dividindo esta nossa hora no dia 2 de setembro com a escolha de vocês, assim como nós escolhemos o que fazemos. E eu preciso ser no mínimo responsável com o tempo de vocês, trazendo informações que possam ajudar o maior número de pessoas. Mas nem sempre é assim. Às vezes nós não podemos escolher, ou a gente nem sabe que pode escolher. E eu tô aqui, ó. Aliás, para quem não me conhece, meu nome é Isabela Camargo. Eu posso dizer para vocês: sim, vocês podem e devem colocar limite neste mundo ilimitado, neste mundo sem limites, porque senão é só o tempo de vocês que está indo embora, e depois ninguém vai ficar preocupado ou atento se vocês conseguiram fazer aquilo que estava planejado. Então aquela pessoa que te cobra uma resposta ou te cobra uma atividade, ela depois não vai provavelmente oferecer ajuda para fazer algo que você deixou de fazer para atender aquela demanda. Tá fazendo sentido o que eu tô dizendo? Então, Alencar, obrigada, viu? Cristiane, Kiki, obrigada a todos vocês que estão aqui. Abundância Sem Limites 2020, adorei esse nome. Então, ó, Érica Martini, bem-vinda mais uma vez. Grupos, deixo todos silenciados, só respondo quando eu posso. Mesmo assim, Érica, ótimo, tá, você colocar esse comentário. Eu não sei vocês, Mas quando a gente tira as notificações do telefone, a gente também está tirando a possibilidade da gente ver aquilo que precisamos. Então nem sempre, vou dar o meu exemplo, eu consigo tirar as notificações do telefone porque eu tô esperando uma resposta, eu preciso me comunicar com aquelas pessoas que estão envolvidas nas minhas tarefas do dia. E mesmo com as mensagens silenciadas, Érica, fica aparecendo, né? O tempo todo o quadradinho do fulano que escreveu isso, fulano que enviou aquilo, e vem desenhinho, vem videozinho e tudo mais. Isso também consome tempo, porque consome cérebro, porque consome a nossa atenção. E se eu estou aqui falando com vocês e aparece aqui uma notificação na minha tela do lado, eu tô desviando a atenção, tô perdendo energia, e até Voltar ao raciocínio que eu estava, por mais que isso pareça rápido, consome energia. Então, olha, o que eu recomendo de verdade é que vocês façam uma triagem nesses grupos, vejam realmente qual deles vocês podem fazer parte, né? Nem questão de querem fazer parte, né? Porque a gente sempre quer fazer parte dos grupinhos, das turminhas, a gente sempre quer estar em tudo, não é? Mas isso, a médio e longo prazo, vocês verão que tem um custo alto. Então, o que eu recomendo é que vocês façam essa triagem e aí vejam: beleza, então desses 10 grupos eu só posso ficar em 3, porque 3 já é o suficiente, né, os 3 grupos já são suficientes para preencher o tempo que eu tenho para WhatsApp. Então nós estamos falando só de WhatsApp por enquanto, hein, gente, só desse ladrão de tempo. Mas, ó, quem abre a porta para o ladrão sou eu, tá? Não tem como o telefone abrir o grupo sem este dedinho, ainda não, né? Então vamos lá. Isabel, já fez isso? E conta aqui como é que foi. É difícil desapegar, Renata, mas, ó, não é impossível. Shirley, grupos são complicados? Não, são as pessoas que são complicadas, Shirley, porque Nós não temos o hábito de ouvir e dizer o não, com medo do quê? Da rejeição, com medo do que vão pensar, com medo do que: nossa, agora a pessoa não pode participar. Pode ser, Vânia, não gosta do grupo de WhatsApp. Sim, você tem todo o direito de não gostar, né? A lá, abundância sem limite, já saí de 3 hoje. Então Todas as notificações são desativadas, Flávia tá dizendo. Mas aí, Flávia, é o que eu falei agora há pouco, né? Você também aí está abrindo mão daquilo que você precisa ver. Olha como é curioso. Então, Edinalva: é difícil falar de algo sem entrar em outros aspectos ou assuntos. Então, Lilia: coloca as notificações do grupo no silencioso. Eu também, mas mesmo assim aquela imagem que pisca aqui, ó, consome o nosso tempo. Pensem nisso. Para quem tá achando que esse papo não tem nada a ver, não tem problema. Uma hora vai fazer sentido o que eu tô dizendo, até porque cada um tem o seu tempo, cada um tem a sua necessidade, cada um tem a sua percepção do que está fazendo com o tempo. Então vamos juntos no tempo que vocês tiverem aqui para me ouvir, mas mesmo Quem silencia as notificações perceba que as imagens também consomem o nosso tempo, a nossa energia. Então, como é que nós vamos sair desses grupos de uma forma elegante, de uma forma discreta, de uma forma que eu fique bem na fita, né? Já que eu também não quero passar a imagem de: ai, agora ela não vai estar conosco. Sim, 'Olha, por enquanto não, agora não, esse mês eu tô aperreada com projeto, ó, não vou poder.' Vocês não precisam dizer isso para todo grupo. Vai lá no administrador, que afinal de contas deve ter alguma relação com você, né, para ter te incluído no grupo. E aí faz ali um tete a tete: 'Fulano, fulana, ó, eu tô vivendo aqui um período um pouco mais animado do que outros, tô vivendo um período que está me exigindo mais atenção para algumas coisas, então eu vou ter tive que sair de alguns grupos, tá? E aí já já eu volto, aí eu te aviso. Acabou, tá tudo resolvido. Agora, se essa pessoa que vocês falarem com toda delicadeza for rude ou não compreender, posso dizer bem a verdade? Desencana, ignora. Porque se você está dizendo com todo carinho que você precisa se concentrar em algo e alguém não Tá respeitando isso? Então pensa: quem que é mais importante, o grupo ou você? Quem que é mais importante, a opinião do grupo, do administrador do grupo, ou sua? É isso mesmo. Então a escolha também vai ser de vocês: participar de tudo e perder tempo, ou fazer um filtro e sair daqueles grupos que não fazem mais sentido. Aí também tem um monte de coisa, né, Shirley? A gente participa de uns grupos num tempo e depois não faz mais sentido estar naquele grupo. Então nós teremos que fazer essa faxina no WhatsApp. Esse é um ladrão de tempo e que nós abrimos a porta para esse ladrão, tá, Érica, Cris, Isabel? Nós é que temos que observar o movimento ali do WhatsApp. E outra coisa: estabelecer limites para áudio de WhatsApp. Agora tá uma mania de mandar podcast, né, que são áudios de 3, 4 minutos. Eu não tenho nada contra se a pessoa realmente não tiver condições de me ligar e tratar desse assunto, porque 4 minutos, gente, vamos combinar, é um podcast, é uma reportagem especial na TV, por exemplo. Perdão, deixa eu só beber um pouquinho d'água. Então, quando vocês receberem um áudio de mais de 2 minutos, pensem se vocês também não estão enviando um áudio de 2 minutos, né? E se vocês tiverem tempo para ouvir, tudo certo, quem sou eu para dizer alguma coisa? Agora, se vocês se vocês não tiverem tempo e se verem assim atordoados, pressionados em ter que ouvir tudo e responder, né, coisas que vocês nem podem, pensem nisso. Ali em cima, inclusive no WhatsApp, vocês podem colocar, né, como tem no meu: se você precisar de uma resposta para hoje, não grave áudio, porque pode ser que eu não consiga ouvir. O dia tem 24 horas, gente, para todo mundo. E as pessoas que estão se comunicando com vocês não têm todas as informações da agenda de vocês, do dia de vocês, das necessidades de vocês, e pior, das dores de vocês. Ninguém sabe, ninguém pode julgar. Então Será que a gente não tá dando importância demais para pessoas que não são de quem nós somos? Pensem nisso. O Mili tá dizendo: 2 minutos é muito, eu só discuto 40 segundos. Eu acho também, viu, Mili? 1 minuto já é uma belezinha. E aí tem uma outra coisa que eu trago aqui no livro, Dá um Tempo: Como Encontrar Limites no Mundo Sem Limites, Que é um capítulo muito interessante, que eu me baseei em um outro livro que tem esse título aqui: "Obrigado pela Informação que Você Não Me Deu". Obrigado pela informação que você não me deu. Será que a gente também não está alugando o tempo do outro com informações que nem sempre são necessárias? Olha, quando eu me dei conta disso, eu ainda tava trabalhando lá na Globo fazendo a previsão do tempo, e aí eu sempre pensava, eu falei: será que eu tô falando demais algumas coisas que não serão úteis para a maior parte das pessoas? Eu não sei se vocês concordam com Thomas Jefferson, né? O mais valioso de todos os talentos é aquele de nunca usar duas palavras quando uma basta. Então nós sabemos que quanto mais eu falo, menos o outro escuta. Então será que se eu mandar áudios gigantescos, se eu não pensar antes de falar, será que eu tô me fazendo clara? Será que eu tô cumprindo o meu objetivo? Se eu tô gravando um áudio muito longo, eu tô querendo que aquela pessoa me ouça. Será que ela tá me ouvindo? Pensem nisso, viu, Cristina? Obrigada. Você não vai incomodar ninguém se você pensar antes de falar. Inclusive, isso serve para apresentações, tá, gente? Na empresa, na escola, na faculdade, e até para uma DR. Quanto menos tempo a gente tem para falar, Mas a gente tem que pensar no que nós vamos falar. Essa noite passada eu estive no CNN Tonight, aquele programa do Leandro Karnal com a Mari Palma e a Gabriela Prioli. Eu fiquei uns 4 dias pensando no que eu ia falar, isso porque eu fui falar do livro, um livro que eu pesquisei por 4 anos, tem 280 páginas, Eu já tinha dado uma resumida antes, né, antes da publicação do livro. 100 páginas foram tiradas, porque para não ficar um livro muito grosso e aí as pessoas desistirem, percebe? Então, para falar de algo que eu pesquisei 4 anos, eu sabia que o programa durava uma hora, eu pensei 4 dias, né, no que poderia ser perguntado e como eu poderia dar respostas curtas e objetivas. Essa entrevista eu vou subir já já no meu canal no YouTube. Foi muito bacana, foi assim inexplicavelmente gratificante para mim poder compartilhar também isso que eu tô compartilhando com vocês para mais pessoas. Mesmo assim, mesmo assim, eu cometi erros em algumas respostas, eu querendo falar mais, querendo falar muito, querendo explicar na verdade demais, eu acabei me perdendo e tal, mas foram umas duas respostas. Na média, eu consegui me sair muito bem, as respostas foram objetivas. Então, eu tô trazendo para vocês apenas uma semente para que vocês pensem a respeito, tá? Tô falando para vocês fazerem nada não, é só para pensar a respeito. Se quando nós pensamos antes de falar, muito melhor. Aqui, para conversar com vocês nessas últimas semanas, eu tenho uma hora por dia, uma hora para compartilhar também a hora, o dia de vocês. Então preciso pensar no que eu vou falar. Então será que antes de mandar um áudio, Jéssica, Cris, será que antes de mandar um áudio a gente não pode organizar nossas ideias? Eu mesma, tá? Quando eu tô vendo que eu tô meio confusa, né, fazendo pausas na fala, que eu tô, né, tentando pensar no que eu vou falar, eu, opa, pera, nem mando, volta, apaga e manda de novo. Pensem nisso, porque você pode estar alugando o tempo de alguém. Então, se você não gosta de um alugador de tempo, não seja também um alugador ou uma alugadora de tempo. Porque não tem nada pior quando alguém foge da gente por saber que a gente fala muito. Ai, que horror, não é? Pensem nisso. Vocês convivem com algum alugador de tempo? Será que eu sou um alugador, uma alugadora de tempo? Então, no capítulo aqui do livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limites no Mundo Sem Limites, eu falo justamente sobre isso. Obrigada pela informação que você não me deu. Tá? Deixa eu ver se tem algum comentário. Ah, o Cárcio Tacano tá dizendo aqui, né, Gabi Prioli tava lá, Cárcio assistiu, obrigada por ter compartilhado inclusive alguns momentos nas suas redes. Cárcio já já deve estar recebendo aqui o livro Dá um Tempo, Cárcio adquiriu pelo resiliencahumana.com.br e eu fiquei tão feliz, ó, minha memória tá boa, porque eu recebo uma planilha com o nome de cada um E aí quando eu vi o nome do Cássio, da Lourdes, que tá aqui também acompanhando pelo YouTube, eu: opa, essas pessoas estão comigo já há muito tempo! E eu só posso agradecer o tempo de vocês e a confiança, tá bom? A Érica também tá aqui, ó, já há alguns dias do Resiliência. Enfim, a Mili tá dizendo assim: estou aprendendo a ser mais seletiva e isso muda a vida. Sim, Você sabe uma palavra que substitui o seletiva? Escolha, filtro, né? Você está filtrando mais as pessoas e coisas na sua vida. Aqui a gente entraria numa outra, numa outra conversa, que é atualização de identidade. Eu devo falar isso amanhã ou no domingo, tá? Eu vou ter mais dois momentos aqui com vocês essa semana, amanhã ou Domingo. Assim como poucas pessoas vão dizer para vocês sobre ladrões e alugadores de tempo, poucas pessoas também vão dizer que vocês precisam filtrar as informações que vocês consomem. Eu já vou falar sobre filtro, eu só preciso falar só mais um ladrão de tempo. Estou anotando aqui, filtro. Ontem, Só um minuto. Eu fiz uma live lá no meu canal Isabela Camargo Real. Peço para vocês que estão aqui no Resiliência depois dê um pulinho lá, vou ficar muito feliz também. A Mica tá perguntando onde está disponível o seu livro. Mica, obrigada pelo interesse, tá aqui no resilienciahumana.com.br, tá? Vai chegar para você com dedicatória. Amanhã, inclusive, depois da live do meio-dia, eu vou lá colocar uma dedicatória para cada um. Ontem eu fiz uma live lá no meu canal, Isabela Camargo Real, com o Zach Marghese. Não sei se vocês já viram algum pensamento dele, alguma frase dele. O Zach é um poeta da era digital. Ele começou há alguns anos a escrever alguns sentimentos. Esses sentimentos já se transformaram em 5 livros. Mas o que ele me disse ontem, eu quero compartilhar com vocês, é que quando eu perguntei para ele qual era o ladrão do tempo dele, ele disse: o amor foi o meu ladrão de tempo, mas não por culpa das pessoas, por minha própria responsabilidade de ficar esperando parado. Ele falou: eu aprendi com o tempo que eu posso esperar caminhando, sem perder tempo. Eu achei isso lindo. É como outro dia eu ouvi também de uma grande amiga, Isabela: caminha que Deus coloca o chão na sua frente. Então foi muito interessante essa reflexão ontem do Isaac, dizendo que o comportamento dele em esperar parado era um ladrão de tempo. E depois, né, já com talvez, né, com o passar do tempo, ele deu umas rugas, mas eu não lembro se ele tem ruga já ou não, mas com o passar tempo, ele percebeu que ele mesmo subtraía um tempo precioso dele, esperando o quê? Algo que está fora do nosso controle. Então, para fechar esse assunto de ladrões e alugadores de tempo, eu acho que é importante que cada um, depois do almoço, enfim, algum momento, pare um pouquinho para pensar quem são os alugadores de tempo, quem são os ladrões de tempo, e se dá para dar uma fascinada, né, nessa turma toda ou nessas tecnologias todas. Lembrando sempre que o que está fora do nosso controle é um imprevisto, é algo que realmente a gente não pode administrar. Agora, o que está no meu controle, um controle remoto da TV, um dedinho nervoso num feed, tela em tela, internet, sim, aí eu posso controlar. O filtro, gente, como eu prometi aqui, né, temos só 20 minutos, O filtro, ele é como a nossa escolha alimentar. Não é porque eu tenho toda comida disponível no mundo que eu vou comer tudo. Não é porque eu tenho todas as informações agora disponíveis do mundo que eu vou consumir tudo. O presidente do Google, Fábio Coelho, conta aqui no livro sobre o que vai acontecer com o futuro da internet. Eu perguntei, né? Eu falei assim: A gente tá vivendo esse fuso E, né? A tecnologia não vai desacelerar, a velocidade vai continuar sendo sinônimo de progresso. Então, como é que nós vamos fazer? Porque esse cérebro aqui, meus amores, ainda é analógico. Nosso mundo é digital, mas o nosso cérebro ainda analógico. E ele disse: faremos com a tecnologia o que fizemos com a nossa alimentação. Houve um período na nossa história que— a Suzana tá dizendo: "Instagram tem sido meu ladrão de tempo." Suzana, nem falei de Instagram, né? Elimina aquelas pessoas que só te provocam sentimentos estranhos, elas já não fazem mais parte, tá, desta nova Suzana. Vamos falar então de atualização de identidade nos próximos dias, sim. E coloque tempo. tá, de Instagram. Eu, por exemplo, à noite eu fico 5 minutos ou 4, depende do meu cansaço, em pé ao lado da cama. Meu marido até tira sarro, Thiago Godói, ele fala, né, vai ficar em pé olhando? Sim, porque aí a perna já cansa, 3 minutos, pronto, já boto no modo avião e vou dormir. Então tem que colocar também limite, né, no dedinho ali no Instagram. Mas vamos voltar ao filtro, filtro da informação, assim como eu tenho uma seleção alimentar. O Fábio disse assim: em alguns momentos da história nós tivemos muita escassez de alimentos, e depois a escassez se transformou em abundância. Aí teve revolução agrícola, desenvolvimento do comércio e tal. Então ele diz: de uns tempos para cá você tem visto muito mais movimentos de veganos, de pessoas que estão selecionando muito mais os alimentos. Com a internet, com as informações, nós viveremos algo muito parecido. Vai depender de quem? Só de nós. Então, a escolha de comer 3 hambúrgueres de uma vez só é minha. Depois eu preciso arcar com a consequência disso, né? E aí não adianta culpar o hambúrguer, a gordura, né, da batata frita. Eu preciso ter responsabilidade daquilo que eu faço daquilo que eu como. A mesma coisa com a internet. Não adianta culpar o Instagram, o YouTube, Facebook, as redes sociais, as plataformas digitais, se sou eu que aperto o botãozinho de on/off, se sou eu que vou ficar ali de novo com aquele dedinho nervoso em páginas infinitas. Então percebam, esse filtro é fundamental para aquilo que vocês colocam aqui dentro, assim como é fundamental a gente saber escolher os alimentos que nós colocamos no nosso estômago. Faz sentido, gente, o que eu tô falando? Pessoal aqui também no Facebook, YouTube, lá no Isabela Camargo Real, muito obrigada pelo tempo de vocês. E aqui, Shelly dizendo, né, as escolhas têm suas consequências, evidente, a gente precisa coragem para fazer escolhas. Aí, Renata, Sabe o que eu vou te dizer? De onde vem a nossa coragem? Pense no que eu vou dizer. A nossa coragem vem da nossa segurança. E a segurança vem de onde? Do nosso autoconhecimento. Você só consegue ser seguro naquilo que você faz, naquilo que você fala, quando você conhece muito bem aquilo que você está falando, ou quando você se conhece muito bem para poder validar aquilo que você está buscando e escolhendo. Olha só como isso é lindo! Pensem, a coragem vem da segurança. Claro que tem muitas pessoas que agem meio assim, meio titubeando, e depois no trajeto vão ficando mais seguros, mais fortes. Sim, Mas você precisa ter um pouquinho de segurança para dar um passo de coragem. E com o tempo, com a atualização de identidade, com informações que vocês vão validando, que foram mudando ao longo do tempo, é que vocês vão sabendo escolher melhor. Vocês já viram aquelas pessoas que não escolhem? Até amigas, né? Eu lembro da minha época lá de faculdade, de escola, Tinha amigas que, quando tinha aqueles bailinhos, né, a gente se reunia na casa de alguém para se arrumar. Me lembro isso lá no interior do Paraná, sou lá do norte do Paraná. A gente se reunia na casa das meninas e aí uma em especial, ela separava, se arrumava as roupas e ela não escolhia a roupa, ela pedia que nós escolhêssemos, de tanto medo que ela tinha de não agradar a todos. Ou de fazer uma escolha errada. E quando nós não sabemos o que nós queremos diante de todas as escolhas e opções que nós temos, esse comportamento vai gerar ansiedade, vai gerar estresse, vai gerar tristeza, vai gerar decepção. Porque se eu não souber o que eu gosto, se eu não souber o que eu quero, como é que eu vou chegar então numa lanchonete Eu tô querendo tomar café, aí eu chego lá, tem 4 tipos de café. Ou eu vou me distrair com todas essas opções, ou eu vou chegar focada no que eu quero. Dá para a gente espalhar esse raciocínio para outras áreas? Então, se eu quero consumir um conteúdo que faça sentido para o que eu estou falando, se eu quero consumir um conteúdo que vai me deixar feliz, se eu quero consumir um conteúdo que eleve o meu astral, eu não vou ficar seguindo pessoas que me provocam o contrário. Eu não vou ficar olhando conteúdos ou pessoas que não estão melhorando o meu dia. Isso é filtro. Isso é filtro, Ana Paula. Vocês já foram numa exposição ou já ouviram falar de alguma exposição de quadros que dizem assim: a curadoria foi de fulano de tal? Na verdade, foi esse fulano de tal que escolheu aqueles quadros que você está vendo. Olha que curioso! Então eu vou dedicar o meu tempo para olhar aquilo que outra pessoa escolheu. Pode ser que nessa exposição eu me identifique com tudo, mas pode ser que eu não me identifique com tudo, me identifique com um outro quadro, uma outra obra de arte. Então, será que nós não estamos investindo muito tempo observando ou valorizando coisas que escolheram por mim? É evidente que quando eu vou a uma exposição ou quando eu escolho estar em algum lugar, Eu também posso sair dali, eu não preciso perder 2, 3 horas, né? Então eu acho que esse é um caminho para a gente começar a partir para uma conclusão, que é o filtro de vocês. A gente começou falando hoje sobre ladrões e alugadores de tempo, estamos terminando com filtro, que é fundamental para a gente olhar para o nosso tempo e perceber onde nós estamos perdendo tempo. Percebem? Como eu disse no início, eu vou repetir rapidamente aqui, que o tempo da natureza não mudou. Eu fui buscar essas respostas, inclusive. O que mudou foi o nosso comportamento em relação ao tempo da natureza. Não adianta bater pezinho pedindo que o sol fique mais algumas horas, ou que a lua demore algumas horas para escurecer, né, o dia. Perdão, né, quando o sol se põe, aí a lua vai aparecer. Não adianta. Eu preciso saber o que que eu coloco aqui nesses quadradinhos. Eu preciso saber como que eu vou estabelecer as minhas responsabilidades, os meus compromissos. E aí, vejam, se você se sente preso nesta gaiola do tempo, alguém se sente preso pelo relógio? Sim? Então percebam que só vai depender de vocês abrirem essa portinha. Só de vocês. Não vai adiantar terceirizar a responsabilidade do tempo de vocês para ninguém. Então, se vocês culparem alguém, percebam se vocês não deram a responsabilidade para essa pessoa. Se vocês deram, sempre é tempo de tomar de volta. Tá? E se vocês não deram, sempre é tempo de quê? Colocar limite no mundo sem limites. Falar de tempo não é subjetividade. Falar de tempo é falar de vida. Lembra que eu falei mais cedo? Quando a gente não para para pensar no tempo, ele pode passar assim. E infelizmente algumas pessoas pessoas só pensam no próprio tempo quando acontece uma perda violenta de saúde, né, quando tem um diagnóstico de uma doença grave, um acidente de carro ou a morte de alguém, né. Quantas vezes eu estive em situações em que você pensa, fala e ouve também outras pessoas: nossa, como a vida passa rápido, né, ai, "O que que eu tô fazendo?" Tá, e dá 2 dias, a pessoa volta no piloto automático. Então tá na hora da gente fazer uma pausa voluntária para evitar uma pausa involuntária. Vou falar sobre isso também nos próximos dias. Pausa voluntária é quando você para antes de acontecer algo que vai te deixar triste. Pausa voluntária é quando você se coloca na agenda para cuidar da sua saúde antes que uma doença ocupe a sua agenda com tratamentos. Eu vivi isso, tá, há 2 anos, então eu posso dizer isso para vocês. Quando você terceirizar a sua agenda, quando você terceirizar a sua responsabilidade da agenda, Isso pode trazer um custo muito alto para sua saúde e aí vai trazer uma pausa involuntária, um afastamento médico, um tratamento e tudo mais. Então, por que não fazer uma pausa antes de tudo isso acontecer? Pensem nisso, tenho certeza que este raciocínio vai trazer um grande alívio para a vida de vocês, tá bom? Então, partindo aqui para uma conclusão, Eu espero que esse tempo que nós passamos juntos tenha feito sentido para vocês. Tudo que eu falei aqui no livro Dá um Tempo: Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites, prefácio do Mário Sérgio Cortella, entrevistas com 150 pessoas que marcam o nosso tempo, desde Padre Fábio de Mello, Maestro João Carlos Martins, Karnal, Monja Coen, Tadashi, médicos, músicos, Gilberto Gil, enfim, uma turma muito interessantes, que trazem respostas para quem está sentindo que o próprio tempo está passando mais rápido ou não. Esse livro está à venda no resilienciahumana.com.br e é o único canal em que eu poderei encaminhar com uma dedicatória, com muito carinho e respeito, para cada um de vocês. Então vejam o que fez sentido para vocês, de toda essa conversa. Como as palavras são sementes, se elas floresceram no coração de vocês, me ajudem a compartilhar então essas sementes. Deem um print, coloquem a frase que mais marcou, me marquem, publiquem, depois eu republico também. O importante é que vocês sintam que esse tempo valeu a pena. É importante que vocês vivam um tempo de qualidade, para que a gente realmente tenha condições de viver uma vida que vale a pena ser vivida. Amanhã eu estarei de volta, meio-dia. Vamos falar de atualização de identidade, porque teve uma moça aqui, ó, lá no Facebook, né, dizendo, aliás, um rapaz, o Lourenço, dizendo que a agenda, a identidade tá muito desatualizada. Então vamos falar disso amanhã, tá bom? Atualização de identidade, são vocês que escolhem. Então amanhã já tá definido, vamos atualizar a nossa identidade para fazermos melhores escolhas e assim aproveitarmos melhor o nosso tempo. Amei, muito obrigada. O tempo de cada um de vocês, mais tarde eu estarei lá no meu canal Isabela Camargo Real com Satyanata, um monge maravilhoso, para a gente desacelerar a nossa respiração para desacelerarmos os nossos pensamentos, para a gente ter calma na alma. Então, Isabela Camargo Real, 5:45, eu estarei lá. E amanhã meio-dia aqui com vocês. Tchau, tchau! Para vocês que estão me acompanhando também no YouTube e Facebook, hoje foi a primeira vez que eu compartilhei a live no Resiliência Humana. Que eu tenho feito diariamente lá, também com vocês aqui. Então eu espero que tenha sido também um tempo de qualidade para cada um. Obrigada, tá, pela companhia. Amanhã então, meio-dia, estaremos juntos. Eu estarei de volta. Aproveitem o tempo e até mais.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








