DÁ UM TEMPO! Vamos falar de TEMPO DE QUALIDADE

Journalist Isabela Camargo discusses quality time in a hyperconnected world, drawing on interviews with 150 people. She describes burnout as losing self-presence, recommends "micropausas" (short breathing breaks), and suggests treating mental inputs like food: choose what nourishes you.
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Olá, boa tarde. Colocando aqui o comentário, fixando o comentário. Tudo bem, Dani, Tamires? Sejam bem-vindos, bem-vindas a essa prosa na hora do almoço que eu estou propondo a vocês todos esses dias. Sejam bem-vindos aqui no Resiliência Humana. Aqui também na minha página, Isabela Camargo Real. Graças à tecnologia, eu vou conseguir falar com mais pessoas nesta hora do almoço. Quem está almoçando? Quem vai almoçar na minha companhia? Levanta aqui a mãozinha, só pra eu entender. Pra onde eu vou levar aqui a nossa prosa? Isso. Pra quem não me conhece, meu nome é Isabela Camargo. Eu sou jornalista. Eu trabalho com comunicação há 23 anos. E eu estou aqui no Resiliência Humana já há alguns dias, algumas semanas. para falar de um conteúdo que é muito importante para todos nós. Tempo de qualidade. Mas eu não vou ficar falando de teorias, ideias, estudos, não. Eu vou falar de coisa prática, tá? Eu vou falar de situações que, se vocês quiserem, essas situações, essas ações poderão mudar muita coisa. Ou não, tá? Vai ser escolha de cada um. Tudo que eu falar pra vocês... Oi Carla, recebeu o livro? Que bom! Depois me conta o que fez sentido pra você. Tudo que eu comentar aqui com vocês será um pouquinho do que está aqui no livro Dá um Tempo. Como encontrar limite em um mundo sem limites. Eu que escrevi, tá? Sou eu aqui na capa, tá diferente, né? Faz um tempinho, faz alguns meses. Mas este livro aqui eu pesquisei por quatro anos. Eu entrevistei 150 pessoas que marcam estes nossos tempos. O prefácio é do Karnal. Perdão, o prefácio é do Cortella. O Karnal, a Monja Coen, o Tadashi, o Clóvis de Barros, Fernanda Montenegro, Padre Fábio de Mello. Tem uma turma muito bacana que nós gostamos e respeitamos muito, que já viveram já suas transições, já compreenderam se o tempo está passando mais rápido ou se eles é que estavam passando mais rápido pelo tempo e compartilharam então comigo muitas informações que eu sei que serão muito úteis para todos que quiserem viver um tempo de qualidade, tá certo? Então o livro é esse, Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Por que que é importante Perdão. Por que que é importante a gente reconhecer os nossos limites? Porque será que nós estamos fazendo o que nós queremos? Ou nós estamos fazendo o que alguém quer? Será que nós estamos consumindo o que queremos? Ou estamos consumindo o que querem que a gente consuma? Será que eu estou pensando exatamente o que eu quero? Ou eu estou pensando algo que alguém quer que eu pense? Isabela, que confuso. Não, gente, não é confuso. É assim. Eu vivi uma experiência há dois anos na empresa em que eu trabalhava que me levou à síndrome de Burnout. Eu ainda vou fazer uma live, tá, gente? Eu prometo. Talvez amanhã ou na sexta-feira sobre a prevenção da síndrome de Burnout. Mas se vocês procurarem no Google ou as características, da Síndrome de Burnout, vocês encontrarão muitas coisas, mas todas vão levar para um fenômeno ocupacional, ou seja, é um problema de saúde que você desenvolve no seu ambiente de trabalho por consequência do excesso de estresse, muita pressão, excesso de trabalho por longos períodos, por muitos meses ou anos. Na minha definição, já é outra. Síndrome de burnout é a ausência de si mesmo. Síndrome de burnout é quando você não se coloca na agenda... e síndrome de burnout é quando você, Camila, não encontra limite... nesse mundo sem limites. Então, nesse mundo sem limites... que mundo é esse? É um mundo que nos dá... acessos infinitos de informação. É um mundo que nos coloca em uma necessidade de disponibilidade integral. Tudo isso tem um preço. E eu vou falar ao longo aqui do nosso almoço, tá bom? Então, aproveitando que todos agora estão chegando, eu vou pedir pra vocês duas coisas. Cacau, Ribeiro, vocês que estão aqui, tanto no Resiliência Humana, como lá na minha página, Isabela Camargo Real. Tem um coraçãozinho aqui do lado, não tem? Se vocês acharem que falar sobre tempo de qualidade é relevante, clique aqui no coraçãozinho, que assim o assunto pode chegar a mais páginas. O Instagram vai entender que esse é um tema relevante, tá? Não é uma bobagem. Outra coisa, tá vendo esta setinha como se fosse um aviãozinho de papel? Envie esse aviãozinho para pelo menos duas pessoas que vocês gostam bastante e que vocês sabem que precisam dar um tempo. Duas pessoas que vocês sabem, sentem, que precisam parar um pouquinho, tá? Então, coraçõezinhos aqui do lado se vocês considerarem que esse assunto é relevante e enviem aqui. Sueli já compartilhou. Obrigada, Sueli. Eu vou repetir rapidamente porque eu estou fazendo as lives dessa semana na hora do almoço. Meio dia, meio dia e meia, muitas pessoas vão se alimentar. Se alimentar significa se nutrir ou se inflamar. E assim como eu escolho o que eu vou colocar no meu prato, eu preciso escolher o que eu vou colocar aqui na minha mente. Para que eu não chegue no final do dia com aquela sensação... de que... fiz um monte de coisa... mas ao mesmo tempo eu sinto que não fiz nada. Chegou ao final do dia com a sensação de esgotamento... mas com aquela percepção de que... nossa, eu não lembro nem o que eu almocei no almoço... então como você consegue chegar ao final do dia... exausto... cansado... sabe, Thaís... e não lembrar o que comeu no almoço... Isso é muito ruim, mas eu tenho a explicação. Se nós ficarmos passando de tela em tela... de assunto a assunto... sem respirar um pouquinho, sem fazer uma micropausa... nós vamos... consumir o nosso cérebro... é como consumir a bateria do celular... e não vamos absorver nada... pelo simples fato de não respirarmos... entre uma tela e outra... entre um conteúdo e outro. Algumas pessoas ainda torcem o nariz quando... eu falo sobre... respirar... respirar profundamente... como se isso fosse algo esotérico. E aí eu digo para vocês com muito carinho... se vocês estão aqui... é porque estão respirando. Então, quando eu pedir pra vocês, vou pedir já já, respirar profundamente, eu não estou pedindo nada diferente do que vocês já não tenham feito. Tá? Uma moça aqui escreveu, né, aqui, Sol, lá na minha página, Isabela Camargo Real, não almocei, eu engoli. Sol, nós vamos falar sobre isso já já, tá? A Silvana tá perguntando se eu tiro carta. Silvana, é... Complementa pra mim a sua pergunta, porque eu não entendi. Eu sou jornalista, sou comunicadora há 23 anos, trabalhei na Band, no SBT, na Globo, como repórter, apresentadora. Hoje eu tô na Rádio Bandeirantes, das sete às oito da manhã. E eu tô aqui compartilhando com vocês o conteúdo do livro Dá um Tempo. Como encontrar limite em um mundo sem limites, tá? Debbie tá dizendo que precisava desse momento. Então, deixa eu já entrar neste momento que estamos tanto falando. a sol, né, não almocei, eu engoli. Então vamos lá. Vamos falar desse momento que eu propus realmente estar com vocês, de almoçar com vocês. Quem está mastigando, quem está dando uma mordida, um sanduíche, enfim, pense um pouquinho e respire. Entre a mastigação e antes da próxima garfada. O simples incomoda, tá gente. Nós estamos muito acelerados. Nós estamos intolerantes ao silêncio. Nós estamos intolerantes às pausas. Pensem sobre isso. Já já eu vou falar sobre as pausas. Respirem. Vou propor para vocês três inspirações profundas para seguir para o nosso assunto de hoje. Confiem em mim. Vamos lá? Se não quiser, nem fecha o olhinho. Só respira. Inspira levando o umbigo lá para frente. Expira levando o umbigo para as costas. Mais uma vez para lembrar como isso é muito prazeroso. Este movimento da inspiração e da expiração, ou seja, este movimento de respirar, é o que eu chamo de tempo, que é o que nós chamamos de vida. Quando nós inspirarmos e não inspirarmos mais, significa morte. e eu preciso falar de morte para lembrar que nós temos um tempo finito dentro de um tempo infinito, para trazer para vocês, para lembrar vocês que este movimento da respiração é o que nos dá o estado de presença, é o que vai evitar muitos problemas lá na frente ou quando eu quiser olhar para o passado. Então, Quando eu proponho pra vocês, vamos respirar três vezes profundamente, eu não sei nem quanto isso dá no relógio, 10 segundos, 15 segundos, mas num dia de 24 horas, eu acredito que 15 segundos não vão matar ninguém, não é? Então, essa inspiração profunda, ela é fundamental para o cérebro de vocês pensar assim, agora vem o conteúdo que eu posso absorver. Ela não está passando de tela em tela, ela não está correndo de um assunto para o outro, aí vem algo que eu preciso assimilar. Conforme vocês colocarem isso em prática, me contem depois lá na minha página, Isabela Camargo Real. Eu vou adorar, tá, vocês que estão na resiliência, darem um pulinho lá na minha página para lhe contar o que essas micropausas estão contribuindo no dia de vocês. Essa live, para quem está perguntando, vai ficar salva no IGTV do Resiliência Humana e depois no meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Eu estou falando com vocês numa velocidade menor do que eu costumo falar. Porque este momento do almoço, ele é pra ser prazeroso. Ele não precisa ser corrido. Ele não deve ser corrido. E eu vou explicar pra vocês até a uma hora, que é o nosso combinado aqui. Pra vocês que estão escolhendo almoçar comigo, muito obrigada. Eu garanto que este almoço será nutritivo e não inflamatório. Às vezes a gente come coisas que vão inflamar o nosso organismo e às vezes que vão nutrir. Com as informações é a mesma coisa. A gente pode nutrir os nossos pensamentos ou inflamar as nossas ideias. Assim como eu escolho o que eu coloco no prato, eu também escolho o que eu vou ouvir, ver, pensar, o que eu vou colocar aqui no meu cérebro. Então, Eu ouvi há algum tempo de uma nutricionista chamada Renata Cortella, ela é sobrinha do Cortella, que nós estamos desembalando muito e descascando pouco. Eu achei fantástico isso. O que vocês acham? Desembalar muito e descascar menos, isso é um problema. Isso significa que a gente está se inflamando. Está todo mundo aqui já careca de saber. que os alimentos verdes vivos são muito mais importantes, são muito mais nutritivos do que aqueles que a gente desembala. Então, neste embalo, eu vou continuar. Cleidiane está dizendo, com as amizades também. É isso mesmo, Cleidane. Nós é que precisamos escolher o que vamos fazer. Com o nosso tempo, nós precisamos escolher quem serão as nossas amizades que vão continuar conosco. Nós vamos escolher o livro que vamos ler. Nós vamos escolher a live que vamos assistir. Nós vamos escolher o conteúdo que vamos introduzir aqui neste corpinho. Um golinho d'água antes. Todos vocês que estão aqui, me acompanhando nessa live, estão vendo provavelmente por um celular. À noite, o que a gente faz? A gente coloca o celular pra carregar, não coloca? Muito bem. Todos acordam e pegam o telefone com a bateria lá em cima, certo? Aí, Tom, Kel, Deia, Jerusa, conforme a gente vai usando o celular durante o dia, a bateria vai Reduzindo? Assim é com o nosso cérebro. Quando a gente acorda, depois de uma noite bem dormida ou mal dormida, né? A live não vai ser sobre sono, é sempre muito bacana, mas hoje acho que não vai dar tempo. Quando eu acordo, o meu cérebro está com a bateria carregada. E conforme eu vou usando este cérebro para consumir informações ou tomar decisões, a bateria vai reduzindo com a bateria do celular. Se eu ficar consumindo, não é doutora Ana Paula Pena? Tá lá na minha página, Isabela Camargo Real, obrigada pela presença. Se eu consumir o meu cérebro, com todas as informações que surgem, com todas as conversinhas, vai faltar energia mais tarde pra algo que realmente eu preciso de foco, energia, concentração? Então eu preciso escolher como eu vou usar a minha bateria. E pra escolher como eu vou usar a minha bateria, que neste caso é o cérebro, eu preciso fazer escolhas muito conscientes. Estão perguntando se a live ficará salva? Sim, meus amores! Vai ficar salva no IGTV do Resiliência Humana e depois na minha página no YouTube, Isabela Camargo Real. Meu nome tá aqui embaixo, tá? No Resiliência. Nós estamos então falando, neste momento do almoço, para vocês, como nós podemos nutrir a nossa saúde, o nosso cérebro, a nossa vida, e não inflamar. Nós já temos discursos inflamados demais, não é? Nós já temos informações que nos inflamam demais, mas também temos informações nutritivas. Mais uma vez, nós é que vamos escolher. Quem está almoçando? Escolheu o que está no prato ou na marmita? Eu escolho sempre o que eu vou colocar na minha marmita. Vocês também estão escolhendo o que vocês estão colocando no prato de vocês? Vocês que escolheram estar aqui nessa live estão escolhendo não estar em outra. Estão escolhendo não fazer outras coisas. E mais uma vez, eu vou repetir. Só tem uma maneira da gente viver um tempo de qualidade. Se conhecendo para saber escolher. Quando eu falo de tempo, de qualidade, Marcele já almoçou, que bom, espero que tenha sido um almoço agradável para quem está almoçando, bom apetite, mastiguem devagar, sintam a comida, aproveitem para se nutrir, tá, e não para se inflamar. Quando a gente fala sobre tempo, quando eu começo a falar sobre tempo, algumas pessoas batem pezinho, né, e falam, lá vem aquele assunto. o que eu não quero saber, o que eu não preciso saber. Eu não vou falar de teorias, de estudos, nada distante, subjetivo, tá, eu vou falar de coisas muito práticas. Vamos falar de tempo aqui, ó, calendário, tá, vamos falar de agenda, vamos falar de relógio, o que que nós estamos fazendo. Porque eu não vou falar pra vocês um monte de coisa antes de falar do tempo. Porque se nós não organizarmos a nossa vida, a nossa agenda, o nosso tempo, não adianta querer estudar em Harvard, não adianta querer morar na melhor casa do planeta, não. Porque vocês precisam ter consciência que o tempo de vocês é a vida de vocês. E se nós não cuidarmos do nosso tempo, não estamos cuidando da nossa vida. Então, deixa eu ver aqui uma pergunta. Sarinha, qual o sentido real de inflamar nessa live? Sarinha, me explica melhor qual é a pergunta que você tá fazendo que eu não entendi, tá? Qual o sentido real de inflamar nessa live? Bom, o sentido, se eu entendi, tá? O sentido dessa live, eu estou aqui, né, me colocando com vocês na hora do almoço. Primeiro, para lembrar que o movimento entre a nossa inspiração E a nossa respiração é o que nós chamamos de tempo. O dia que a gente não respira mais significa morte. E mais uma vez, para falar de vida, eu preciso falar de morte. E eu repito isso bastante, porque poucas pessoas vão falar isso para vocês. E como estamos num piloto automático tremendo, como estamos numa velocidade acelerada tremenda, eu preciso repetir isso muitas vezes. Para quem está chegando agora, meu nome é Isabela Camargo, eu sou jornalista, comunicadora há 23 anos, e estou aqui para compartilhar o conteúdo que está no livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Eu pedi para o Robson Hamushi para fazer essa live no horário do almoço, porque eu sei que é um horário que muitas pessoas vão ficar almoçando e com o dedinho nervoso lá, né, em feeds infinitos. E aí o corpo não vai fazer nem uma coisa nem outra. Você vai engolir a comida, passando rápido por várias telas, daqui a um tempinho você já vai sentir fome e vai sentir cansaço, porque aquele tempo em que era para você se nutrir, você se inflamou. Então, não sei se eu respondi aqui a pergunta da Sarinha, mas tudo o que eu disser para vocês vai ser para nutrir, não é Vanessa Bálsamo linda? E não para inflamar. E essa é a escolha que nós podemos fazer da hora que a gente acorda, da hora que a gente dorme. Hoje eu vou me nutrir ou eu vou me inflamar? Eu vou buscar conteúdos que vão nutrir as minhas ideias ou que vão inflamar? Açarinha. Inflamar significa comer, dar atenção ao que come exatamente e também tudo aquilo que a gente coloca atenção, a gente coloca tempo e coloca amor. Se o momento da alimentação é tão importante pra que eu continue bem no restante do dia, Sarinha, eu preciso, então, observar pelo menos o que eu estou comendo. Como as informações. Eu sempre vou fazer esses paralelos, tá? Antes que vocês saiam da live, deixa eu fazer um comentário pra vocês. Ontem eu fiz uma entrevista com o doutor Daniel Martins de Barros, psiquiatra maravilhoso. Nós falamos sobre o vício da internet e se dá pra fazer várias coisas ao mesmo tempo. Eu já vou contar isso pra vocês, tá? E é por isso que eu vou repetir sempre essas comparações das informações com a alimentação. O lado bom do lado ruim. E como nós estamos equilibrando tudo isso, tá? Então assim, em algum momento, a gente acaba vendo uma informação que poderia ter passado. Mas, na maior parte do tempo, se eu estiver atenta, eu consigo realmente filtrar e focar aquilo que vai me nutrir. Assim, Sarinha, como num restaurante. Se eu tiver desatenta, ah, mas vem pastel, vem coxinha, vem um monte de gostosura. Sim, eu me permito um outro dia, mas todo dia não vai dar. É isso que eu quero falar pra vocês. Caminho do meio. Aliás, gente, faz tempo. Por que que, olha, a gente quando coloca mãos em prece, a gente coloca a mão aqui, no meio do nosso corpo. Será que isso significa caminho do meio? Porque aqui um extremo, aqui outro extremo. Então, olha, quando eu coloco mãos em prece, caminho do meio. É isso que eu quero propor pra vocês. Caminho do meio. Para o que vocês vão comer, para o que vocês vão ouvir, para o que vocês vão se nutrir ou inflamar. Por isso que é tão bacana eu estar aqui com vocês na hora do almoço. Pra mim é um privilégio, tá? Almoçar aqui com vocês. Então, vamos lá. Sarinha, seja sempre muito bem-vinda, viu? Tati também, Darcy, aqui na minha página, olha quem tá aqui, a Fê Fiorito, Vanessa Balsam, o Carina, que bom ter vocês aqui. Vocês me deixam com o coração bem quentinho, bem alegre. Então, vamos continuar? Falamos da nutrição, falamos da inflamação, e tá na hora de eu falar pra vocês sobre o vício da internet. que é o que tem feito muitas pessoas almoçarem engolindo e dedinho nervoso, né, e um monte de feed de conteúdo. Ontem o doutor Daniel Martins de Barros, ele falou mais coisas do que ele já disse aqui no livro dá um tempo, como encontrar limite em um mundo sem limites. Aqui no livro o doutor fala por que que quando a gente está dirigindo o caminho da ida demora mais do que o caminho da volta. Ele fala sobre a questão do Roseville, que é quando a gente olha para o passado sempre com aquele aspecto de que era melhor. Ai, porque no passado era assim. Ai, porque no passado era assado, era bem melhor. O doutor, inclusive, ele coloca no livro o exemplo daquele filme, Meia Noite em Paris. Vocês já assistiram? Ah, eu já assisti muitas vezes e sempre que eu posso eu assisto de novo, para as crianças, sabe? Assistindo as dez vezes o desenho. É assim, no filme Meia Noite em Paris, o autor, que vai para Paris para terminar um livro, ele encontra autores de séculos passados. E aquele período que ele achava que seria o melhor, ele encontra autores que dizem que no período anterior era o melhor, ou seja, ninguém tá feliz no tempo que está. No filme tá claro. E aí esse nome chama, o nome desse fenômeno é Roseville. É uma visão rosa do passado. Mas, O doutor Daniel Martins de Barros, ele fala isso aqui no livro. Mas o que ele me falou ontem? Eu vou compartilhar com vocês. Antes, Rick, eu nunca assisto live. Deus me guiou a clicar aqui. Rick, que assim seja, a gente tá falando sobre tempo de qualidade. Eu espero que algo seja útil pra você. Colocar mais vida no seu tempo. Muita gente quer colocar mais horas na agenda, né? Eu tô falando justamente o contrário. tá, pra vocês continuarem fazendo o que vocês amam, mas colocando mais vida no tempo de vocês, que é se colocando na agenda de vocês. Mas vamos lá, então seja bem-vindo, Rick, eu adoro, tá. Vejam que sempre eu posso aqui, sempre que eu posso eu faço o meu melhor aqui pra trazer vocês para a conversa. Bom, o que que o doutor Daniel me contou ontem que eu, nossa, falei, preciso contar isso pra turma amanhã na hora do almoço. Vocês acham que a internet vicia? Vamos lá. Internet vicia? M Reis, Letícia, Renato, Marina. Quem acha que a internet vicia, levanta a mão. Vamos ver se eu vou ver aqui alguma mãozinha. Nossa, agora vai vir uma chuva de sim, sim, sim, sim, sim. Eu tô olhando dois telefones, tá, gente? É o mesmo tema, mas tá um do ladinho do outro. Bom, então é o seguinte. Pra quem acha que a internet vicia, olha, minha mãe, tá lá na minha página, Isabela Camargo Real, já fez um dedinho aqui, ó. Também acha, viu mãe? Tá rolando aí um vício leve na internet. Mas vamos lá. Vicia. Vicia como qualquer droga, como chocolate, como sexo, como bebida, como qualquer outra coisa que o seu cérebro entendeu que é importante e prazeroso. Vou repetir. Aquilo que vicia, Nelly, é quando o seu cérebro recebeu uma informação que você enviou, consciente ou inconsciente, que tal coisa é importante e prazerosa. Então quando a gente fala do vício da internet e da serotonina, serotonina não é só o hormônio do prazer, serotonina é o hormônio, é o que é provocado por um neurotransmissor de algo importante e prazeroso, então não é só prazeroso, aquilo é importante. O doutor Daniel falou isso ontem na live, tá lá no meu canal, Isabela Camargo Real, pra quem tá aqui no Resiliência, depois dá um pulinho lá. A Rafa também tá dizendo, não assiste live, caiu aqui de paraquedas, tô amando. Muito obrigada, Rafa, ó, uma estrela no céu pra você. Seja sempre bem-vinda. Então, por que que é importante a gente considerar, lembrar do vício, né, como estamos viciados na internet? nas redes sociais. Por que isso é importante? Porque se em algum momento eu culpar a internet que o tempo tá passando muito rápido, olha... Será que eu sou vítima do tempo? Ou o tempo é a minha vítima? Será que o tempo é o vilão ou eu sou o vilão do meu próprio tempo? Será que eu estou colocando nas redes sociais uma responsabilidade que tá aqui, ó, nesse dedinho, ó, é ele que controla, né? Liga, desliga, desbloqueia, bloqueia... O doutor Daniel explicou, então, ontem, muito bem explicado, de uma forma, inclusive, que dá pra compreender bastante, tá? Sim, a internet vicia, e é esse vício que, às vezes, nos deixa passar horas consumindo um conteúdo que só vai nos inflamar e não nos nutrir. Entenderam? Quando eu disse lá no início da nossa conversa, no nosso almoço, será que a gente tá consumindo o que a gente quer consumir ou o que querem que a gente consuma? Vocês estão aqui por escolha. Livre e espontânea vontade. Se vocês quiserem, vocês podem encerrar essa live a qualquer momento. É só puxar, né? Aqui ó, dedinho pra lá e pra cá. Se o que eu estou falando ainda não está fazendo sentido, também não tem problema. Cada um no seu tempo. Cada um vai sentir realmente o que faz bem ou não. E se hoje não está fazendo sentido, amanhã pode ser que faça. Mas tudo que eu estou falando para vocês é para vivermos um tempo de qualidade. E para a gente parar de culpar o tempo. Para a gente parar de dizer que o tempo está passando muito rápido. Eu entrevistei 150 pessoas, quase 4 anos, para oferecer para vocês nesse livro que o tempo da natureza está passando no tempo da natureza. Está tudo certo, não tem nada de errado. O sol continua girando em torno do próprio eixo, em média 24 horas por dia, em torno do sol 365 dias por ano. Aliás, as estações do ano, grandes medidoras do tempo, referências do tempo, ontem, acabamos de sair do inverno para a primavera, mostram que as estações estão durando o mesmo tempo, o nascer e o pôr do sol também. É evidente que nós estamos colocando mais coisa no nosso tempo, colocando mais coisas na nossa agenda e por isso temos a percepção que o tempo está passando mais rápido. Então, Quando vocês ouvirem alguém dizendo, ah, o tempo tá passando muito rápido, pera. Que tempo? O seu tempo? Porque o tempo da natureza, o tempo de todos está passando da mesma maneira. O tempo da natureza. Agora, o que eu coloco nesses quadradinhos é outra história. O que eu faço com este relógio é outra história. Então, nós precisamos ter muita humildade e flexibilidade para viver um tempo de qualidade. Então, humildade em reconhecer que... Será que eu sou vítima de mim mesma? Será que eu sou a vítima do que eu estou fazendo com a minha agenda? Será que é meu cansaço no final do dia? Será que a sensação de esgotamento é... De fora pra dentro ou de dentro pra fora? Tudo isso é importante. Olha quem tá aqui no Isabela Camargo Real. João Paulo Capellanes. Capê, vamos falar hoje o quê? Da ação Silvestre ou do Flamengo do São Paulo? Tô fazendo uma brincadeira. Pessoal que tá aqui no Resiliência Humana e que não sabe, eu trabalho na Rádio Bandeirantes das sete às oito, faço primeira hora. E durante o jornal, alguns repórteres vão entrando, João Paulo Capellanes, fala sobre esporte. Hoje nós estávamos falando sobre esses jogos, que eu nunca entendo nada, mas hoje teve uma notícia muito importante, interessante da gente divulgar. A Corrida de São Silvestre foi adiada. Ela não vai acontecer no último dia do ano, ela vai acontecer só em meados do ano que vem, mas aí isso fica para outra live, tá, Capês? Vamos lá. Então, vamos ver aqui, pausa para preparar o meu almoço e ouvir essa live. Então vamos lá, papi. O que o Dr. Daniel falou ontem, eu vou repetir pra vocês, então, sobre o vício da internet. Vicia? Vicia. Posso fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo? Não. A não ser que seja aqui como a PAP. Disse, né, vou fazer almoço, vou fazer almoço e vou te ouvir. Sim. Se você estiver fazendo algo manual, que vai no piloto automático, neste tipo de manual, tá? E está prestando atenção em algo, ou seja, que a sua capacidade intelectual está te exigindo atenção, ok. O que não dá é pra fazer assim, ó. Sabe aquela cena assim, no telefone, respondendo e-mail e olhando alguma coisa? Isso é uma grande ilusão. Isso é uma grande perda de tempo. Vou explicar por quê. Todo mundo já esteve num quarto escuro. Imagina, então, um quarto escuro. Imagina que vocês estão com uma lanterna. Quando você coloca a lanterna num cantinho desse quarto escuro, até chega uma luzinha aqui e lá, mas o foco está aqui. É a mesma coisa com o nosso cérebro. Se eu estiver prestando atenção em vocês e eu desviar a minha atenção para ver alguma mensagem que vai chegar aqui na tela ao lado, Eu vou ficar pegando frames, pedacinhos de cada situação, mas não o todo. E aí eu vou ter que voltar para aquela mesma situação que eu achei que eu já tinha resolvido e refazer. Então, é perda de tempo. Quem acha que consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo, desculpa. Eu sei que dói, tá? Mas isso não sou eu que tô tirando da cartola, não. são os médicos e especialistas que me disseram aqui no livro, dá um tempo, e que quase todos os dias estão lá na minha página reforçando, ratificando, um momento de consciência, um momento de pausa, pra gente parar de alimentar essa ilusão que podemos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e assim pouparmos tempo, pelo contrário. A gente vai gastar mais tempo, vai gastar mais energia, vai gastar mais saúde, Lembra que você pode precisar dessa energia no final do dia, igual bateria do telefone. Lembra? Então, é isso que eu quero trazer pra vocês. Internet vicia. Então, se eu já sei que ela vicia, eu preciso ficar atenta. Eu preciso ficar vigilante. Será que eu preciso consumir tudo isso que estão falando pra eu consumir? Será que eu preciso publicar tudo isso que o meu cérebro tá mandando eu publicar? Será que ele tá fazendo isso por vício? Será que os meus neurotransmissores querem produzir a famosa serotonina, o hormônio do que o nosso cérebro considera que é importante e prazeroso? Tem uma coisa muito interessante, viu? A USP já trata dependentes tecnológicos desde 2006. A USP já trata dependentes tecnológicos desde 2006? Quem me disse isso foi o doutor Cristiano Nabucco. que também tá aqui no livro, dá um tempo, Como Encontrar Limites em um Mundo Sem Limites. É importante eu falar isso pra vocês, pra que vocês não pensem que só com vocês é que tá acontecendo isso, né, que só tá difícil pra gente ter esse autocontrole. Em 2006 não tinha nem Blackberry, acho que tinha Blackberry, né, mas não tinha esse smartphone aqui que a gente tem hoje, tá, que dá esse excesso de acessos pra nós. Eu estou aqui com muita responsabilidade pra vocês, transmitindo essa informação. Ah tá, a internet vicia, tá, chocolate vicia, bebida também vicia, outras coisas viciam. Outras coisas que o seu cérebro vai entender que aquilo é importante e prazeroso. Então como é que nós vamos fazer? Vai todo mundo desligado da live? Não. Fiquem comigo até uma hora. Tudo vai depender da quantidade. Tudo vai depender do filtro que vocês colocarem, das escolhas que vocês fizerem. É assim. Assistir essa live, né, é... Crabo tá perguntando, a live vai ficar salva? Sim. No IGTV do Resiliência Humana. E no meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Essa é uma vantagem da internet. Eu posso assistir quando eu quiser. A hora que eu quiser. Quando realmente eu puder. Veja. Tudo, lembra, ó, caminho do meio. podemos ter o veneno ou o remédio no mesmo vidrinho. Vou dar aqui um exemplo, tá? Isso aqui é um óleozinho. Isso aqui pode ser veneno ou pode ser remédio. Vai depender da dose que eu tomar. A internet é a mesma coisa. Eu posso estar aqui consumindo um produto bom ou um produto ruim o dia inteiro ou só um pedacinho do meu dia. Não é? Vocês gostam de usar assim um olhinho? Isso é muito bom. Isso inclusive pode fazer parte daquele ritualzinho que eu sugeri para vocês no início da nossa prosa. Uma das razões para chegarmos ao final do dia e sentirmos um cansaço extremo, uma exaustão e não lembrarmos de nada do dia, é pelo fato de estarmos de tela em tela, de conteúdo a conteúdo, sem fazer micropausas. O que é uma micropausa? Uma respiração profunda. Eu proponho sempre três respirações, só três, só três, entre uma tela e outra. Experimentem. Entre uma mensagem de WhatsApp e outra. Entre um e-mail e outro. Entre um conteúdo e outro. Olha, inspira profundamente. Respira. Inspira levando o umbigo lá pra frente. Respira levando o umbigo para as costas. Mais uma vez para lembrar como isso é bom. Isso que eu pedi é uma micropausa. Isso faz uma diferença tremenda no dia de vocês e para o cérebro de vocês. Sabe Mari, obrigada por estar aqui. Isso vai fazer uma diferença a curto, médio e longo prazo. Depois me contem lá na minha página Isabela Camargo Real. É curioso, vou aproveitar aqui esses últimos 20 minutos que eu ficarei com vocês. Quando eu trago aqui no livro Dá um Tempo Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites, quando eu vou dar as entrevistas, sempre me perguntam, ah, mas como que nós vamos poder parar se nós precisamos trabalhar e temos contas para pagar? Tudo repetindo o ar no final. Gente, eu não estou pedindo pra ninguém parar, pra ninguém deixar de trabalhar. Pelo contrário. Se a gente ama o que faz, pra gente continuar fazendo o que ama, eu preciso parar um pouquinho, reconhecer quais são as minhas condições de saúde, ver se tá tudo bem, pra poder continuar. Um dos grandes problemas atualmente É o fato de acharmos que não temos espaço para nós mesmos na agenda. Que nós não podemos descansar. E que nós não podemos respirar profundamente entre uma atividade e outra. Não é uma loucura? Vocês precisam ver, quando eu começo a falar de respiração, as pessoas me olham como se eu estivesse falando de algo esotérico. Eu tô um passo antes. Eu ainda não cheguei na vibe da meditação. Eu tô na vibe do prestar atenção na respiração, antes de qualquer coisa. Aliás, já já eu vou trazer uma novidade pra vocês, pra gente ter um 2021 saudável, né, e não frustrante. Muito sobre isso. Eu não vou pedir pra vocês colocarem nada na agenda. Ai, vamos fazer uma aula de yoga, um curso de meditação. Não. Eu vou pedir pra vocês tirarem alguma coisa. Porque nós precisamos tirar algo para colocar algo. E não só com essa ilusão, essa ganância de colocar coisas. Isso, inclusive, é uma das origens da síndrome de burnout. Eu sei que muitas pessoas estão aqui porque sabem que eu faço esse trabalho de prevenção do burnout. O caminho do burnout é esse, é quando a gente quer colocar mais coisas na agenda, menos a gente, você está ausente de si mesmo, você está se negligenciando, Até que uma hora vai dar ruim. Eu uso o exemplo, inclusive, aqui no livro da mala, né? Imagine que vocês vão viajar. E aí vocês vão colocando roupa dentro dessa mala. Mas é uma viagem pra praia e vocês estão colocando lá roupa de frio, casaco, bota e tal. A mala já tá cheia. O zíper já tá quase pra arrebentar. Aí você fala, não, mas eu vou levar mais um sapatinho, meninas, né? Mais uma blusinha. Vai que... Aí o que acontece? O zíper da mala estoura. Excesso. A mesma coisa é o burnout. É quando o nosso zíper aqui, chamado cérebro, estoura. Ele vai precisar de reparo. Essa mala, se precisar de reparo, ela pode voltar a viajar ou não. Ela pode ser descartada. E com a síndrome de burnout é a mesma coisa, mas nós não vamos falar disso. Hoje nós vamos falar disso amanhã ou na sexta-feira, ainda vou decidir, tá? Só sei que amanhã e sexta-feira eu volto meio-dia pra falar com vocês aqui no Resiliência Humana e junto aqui também na minha página com os meus queridos amigos e amigas e todos que estão me acompanhando, trocando informações tão valiosas. Eu aprendo todos os dias com vocês. Todos os comentários, vocês percebem que eu tento trazer aqui, são fundamentais. Maristela está dizendo que tem dificuldade em respirar fundo. Maristela, então, vem cá. Respira aqui comigo. Só isso. Só tenta. Vem comigo, Maristela. Só respira. Três vezes. Não vou falar para vocês, vamos fazer isso por 20 minutos, 30 minutos, né, Lourdes, não tem problema. Lourdes Egídio, uma querida amiga aqui, que me acompanha, a celular vai ficar salva, você sabe, né, lá no YouTube, Isabela Camargo Real e no IGTV, do Resiliência Humana. A gente está falando, Lourdes, da respiração profunda, né, então, Isso é muito importante para a gente falar antes de qualquer coisa. Alexandre está perguntando se eu sei do que eu estou falando. Bom, Alex, eu sou comunicadora há 23 anos, eu estou compartilhando com vocês informações que estão aqui nesse livro, que eu pesquisei durante 4 anos. No prefácio é do Cortella, tem Monja Coen, Karnal, Clóvis Barros e mais 150 pessoas que nós admiramos. inclusive monges... e que falam muito sobre meditação... e inclusive médicos... que falam muito sobre a culpa que sentimos quando não conseguimos fazer aquilo que sabemos que precisamos fazer. Então, antes de eu pedir para vocês fazerem qualquer coisa... que possa gerar culpa, julgamento ou aquela sensação de não consigo... eu estou pedindo... só fazendo um pedido... uma sugestão para respirarmos... profundamente, nesta hora do almoço. Vocês vão sentir as consequências dessa respiração profunda ao longo do dia. E quando estiverem muito ansiosos, muito angustiados, não busquem na necessaire um remedinho. Não busquem na internet o que eu faço para ficar menos ansioso, menos ansiosa. Porque está dentro de vocês a melhor cura, que é a respiração. Não custa nada. Não custa nada, não dói. A gente sempre fala, não dói. Pode ir lá. Então, é super importante nós questionarmos realmente o que estamos fazendo, por que estamos fazendo. Se não estamos conseguindo, tudo bem. Ainda precisamos treinar. O Bernardinho diz isso aqui no meu livro. Precisamos treinar se algo está difícil. Como a gente precisa treinar? O não. como a gente precisa treinar um monte de coisa que eu estou trazendo aqui pra vocês todos os dias com muito carinho. Então, partindo aqui para uma conclusão, não é? Faltam 13 minutos pra gente acabar. Jerusa tá dizendo não consegue meditar, por isso Jerusa, vem comigo, olha, é isso, Fátima também, me sinto culpada, Carla, então, gente, eu também me sinto culpada por não conseguir meditar 10, 15, 20 minutos. Eu já consegui em alguns momentos da minha vida, mas nessa fase, por exemplo, eu não consigo. Mas eu consigo inspirar profundamente. E sentir o prazer imediato dessa respiração. Então, antes de vocês colocarem na listinha de vocês curso de meditação e tal, hoje, Hoje, pensem na respiração de vocês. Ao longo do dia, no Resiliência Humana, tem vários mestres de meditação. Acompanhem também. Não fiquem também se sentindo, ah, porque eu não consegui ontem, eu não vou conseguir hoje. Não. Tentem. O que eu só estou falando para vocês com muito carinho é... não busquem fora aquilo que está dentro. Não se culpem por não fazer algo que ainda não é tempo. Tem gente que tem dificuldade de comer devagar... tem gente que tem dificuldade de respirar devagar... tem gente que está com dificuldade de ler. Eu disse, né... o doutor Daniel Martins de Barros explicou ontem na live... Estamos viciados na internet. E nós sabemos que para amenizar um vício ou eliminar um vício, nós precisaremos o quê? Colocar atenção. Colocar atenção é colocar o quê? Amor. É dedicar tempo. Ai, que interessante, Isabela. Então agora eu tô pegando. Se nós estamos distraídos, se nós estamos sempre alucinados, querendo fazer tudo, Vai dar ruim. Aqui ó, a Joana, não sei meditar, me culpo. Não se culpa, Joana, tô aqui ó. Tô aqui pra te dizer. Calma. Na alma, Joana. Calma na alma. O M Reis acho que já me assistiu aqui outros dias, né M Reis? Micropausa é vida. É isso. Não estou falando pra ninguém parar nada. Se a gente ama o que faz, pra gente continuar fazendo o que ama, eu só estou pedindo uma micropausa. Ao longo do dia. Comece com uma. Depois vai aumentando pra duas, três, quatro. Três inspirações profundas. Entre assuntos, entre telas. E aí vocês vão pegando gosto. Aí vocês vão mudar o vício da internet para o vício da respiração. Esse vício eu garanto que não faz mal nenhum. Então, hoje, nós falamos sobre este horário do almoço, esse horário da refeição, se vocês estão se nutrindo ou se inflamando. Muitos estão se nutrindo e muitos estão se inflamando. Quando eu falo isso na alimentação, significa o que está no prato de vocês. E quando eu falo isso aqui, olha, para a saúde mental, é o que vocês estão escolhendo. Ver, ouvir, pensar. São escolhas. E são escolhas que nos farão viver um tempo de qualidade. Mais uma vez, vai precisar de humildade para reconhecer que do jeito que tá, não dá. E flexibilidade para experimentar coisas que até então não faziam sentido. Teremos que ter flexibilidade para tentar, para experimentar, para ousar com muito respeito delicadeza, nós precisaremos fazer isso em algum momento, voluntariamente. Precisamos fazer uma pausa voluntária para evitar uma pausa involuntária. Alguém vai dizer assim, não, inspira pelo nariz, solta pela boca, inspira pela boca, solta pelo nariz. Calma, calma na alma. Não fiquem se cobrando e nem se culpando neste momento. Pra quem tá chegando agora, inclusive. Não se esqueçam que quando nós saímos do ventre de nossas mães, a primeira coisa que a gente fez foi respirar. Então, respirar, gente, não é nada esotérico, não é nada difícil. Só presta atenção na respiração de vocês. Pra finalizar, eu vou deixar um exemplo que eu acho que ajuda bastante. Sabemos que o carro tem câmbio automático e manual. Quem já teve a oportunidade de dirigir um carro com câmbio automático? Põe lá, marcha e vai embora. Coloca lá o câmbio e vai embora. E o carro manual, muitas pessoas, mesmo com o câmbio automático, colocam no modo manual pra ter o quê? Controle do veículo. Pega essa, gente. Tá acabando, deixei o melhor pro final. A respiração é a mesma coisa. Nossa respiração fica no câmbio automático o tempo inteiro. Você tá lá, tá fazendo, tá correndo... Quando a gente coloca a nossa respiração no modo manual, eu tenho controle sobre mim. Tenho controle sobre os meus pensamentos, meus batimentos cardíacos. Então, assim como num veículo eu coloco o câmbio no manual e tenho controle do carro, no meu corpo, Quando eu coloco a minha respiração no modo manual, quando eu tiro do automático, eu também passo a ter controle sobre este veículo chamado corpo. Não é bonito isso? Foi durante uma live dessas que nós chegamos a essa conclusão, não foi? Não sei se alguém estava aqui comigo, né? A Val, você falou isso ontem, achei interessante. Outro dia eu também estava... eu não lembro aonde, viu, Val? É que são tantas conversas, mas vejam, isso vai trazendo mais consciência pra gente. Eu não vou falar hoje sobre consciência, planejamento de futuro, né, ansiedade, excesso de futuro, depressão, excesso de passado, não. Eu vou deixar isso pra amanhã. Eu quero deixar aqui vocês apenas com este convite. Este convite. Tentem dirigir o carro de vocês no modo manual. Tentem viver as próximas horas no modo manual. Prestando atenção na respiração. Que delícia, Isabela. É bom mesmo. E vicia, tá? Vicia bastante. Gente, eu vou... Agradecer profundamente a presença de todos vocês que almoçaram comigo nesta quarta-feira. Dizer que, se fez sentido o que eu estou dizendo pra vocês, tem mais coisas, tá? Sobre isso aqui no livro dá um tempo. Como encontrar limite em um mundo sem limites. Um livro que eu pesquisei por quatro anos. Entrevistei 150 pessoas, daquelas que a gente admira muito. Prefácio do Cortella. Tem Karnal, Monja Coen, Tadashi, Médicos, Fernanda Montenegro, Músicos, Lenine, enfim, tem uma turma maravilhosa, em que eu trago aqui dicas úteis, úteis. pra gente viver um tempo de qualidade. Esse livro tá à venda em todos os canais digitais, livrarias, mas pelo resilienciaumana.com.br eu consigo que esse livro chegue na casa de vocês com uma dedicatória. E é uma dedicatória que eu faço com muito carinho, inclusive quando eu vejo a cidade, se eu conheço a cidade eu já faço uma brincadeirinha, enfim, é um momento muito prazeroso pra mim. Foram quatro anos esperando poder colocar dedicatórias para quem vai dedicar tempo para a leitura do livro, então o mínimo que eu posso fazer é dedicar o meu tempo para cada um de vocês que quer viver um tempo de qualidade. Tá certo? Então, mais uma vez, muito obrigada. Esta live vai ficar salva no IGTV, do Resiliência Humana, e no meu canal Isabela Camargo Real, no YouTube e também no Instagram. Boa tarde para vocês. Tenham, sim, Vou colocar mais horas na minha agenda ou vou colocar mais vida no meu tempo? O que vocês querem? Mais tempo na vida de vocês ou mais vida no tempo de vocês? Pensem nisso, me contem amanhã, meio-dia, estarei aqui com vocês para almoçarmos juntos mais uma vez. Fiquem bem e até mais.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








