Cinthia Chagas, a Portuguese teacher in Brazil, talks about being fired multiple times before starting her own course. She went from childhood disappointments to building a successful education business by turning passion into work.
Depois de uma decepção amorosa na infância, veio a paixão pelo português.
Um dia eu tomei coragem, depois de uns dois anos de amor, e escrevi uma carta pra ele. Quando ele viu a carta, ele falou assim pra mim, sua burra, Fabrício não é concecidilha. Rasgou a carta na minha frente e na frente de todo mundo, havia plateia. Eu queria só o Fabrício e tal, e me achando uma burra, e pedindo um dicionário pra minha avó. E a gente tinha dicionário em casa, só que não tinha aquele Aurélio. Eu queria aquele Aurélio, capa dura, papel bíblia. Porque aquele Aurélio, ele era o portal do amor.
Eu.
Acreditava que se eu decorasse as palavras do Aurélio, ele ia me querer.
E os nãos pelo caminho, quantos você conseguiria suportar?
Bem, eu acho que eu precisei ser demitida várias vezes. Quantas? Dez. Até que eu abri o meu cursinho. Comecei com três alunos apenas. Eu fechava baladas pra dar aula. E aí, quando eu me vi também na capa do G1, aí eu olhei praquilo e falei, gente, eu tô na capa do G1. Jesus Maria José. Aí eu falei, eu sou boa.
Cinthia Chagas, a professora de português mais adorada do Brasil, é a próxima entrevistada no Unha Talks. Neste sábado, às nove da manhã.