Ensinamentos do Caibalion para compreendermos os novos tempos.

Isabela and Professor Lúcia Helena Galvão discuss the Caibalion's philosophical teachings and how they apply to understanding today's crises. They emphasize the role of personal values and growth in navigating uncertain times.
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Minha Nossa Senhora. A nossa transmissão caiu do nada. Nós já estamos há 40 minutos conversando com a professora Lúcia Helena Galvão. Tô tentando agora controlar aqui meu coraçãozinho, pra gente retomar então a nossa conversa. ...do tela agora com a professora Lúcia Helena Galvão, mais uma vez. Acho que todos vocês se assustaram como eu, né, Marque? Nós já vamos retomar. São aqueles episódios que nós não compreendemos. Professora, que susto!
Não se preocupe. Tecnologia é assim mesmo, Isabela. Eu tenho feito live todo dia. Você acredita que eu estava fazendo uma live com a Mariana Ferrão? Uma pessoa na minha rua, porque eu moro num condomínio distante, uma pessoa na minha rua derrubou a árvore em cima da rede elétrica Pegou fogo na rede elétrica, no meio da entrevista, foi uma coisa louca. Conseguir na casa de um vizinho pra voltar, foi uma loucura, foi uma loucura. Acontece, nesse meio assim mesmo. Mas deixa eu só concluir a historinha que eu estava te contando. Imagina que você esteja numa sala de aula e haja um professor que é um catedrático sobre o medo. Ele já leu tudo que foi escrito a respeito. Está lidando a sua aula extremamente Na hora que entra um ratinho dentro de sala de aula, ele é o primeiro que pula em cima da mesa e entra em pânico. Essa pessoa sabe sobre o medo ou não sabe sobre o medo? Você percebe que o conhecimento é formação, é resposta à vida. Você sabe o que uma pessoa é pela resposta que ela dá à vida. Você sabe o que ela conhece, o que ela domina, pela maneira como ela responde às dificuldades. Não pela extensão de conhecimento que tem. E se não, ele desiste, vão ser discípulos do Google, da Wikipedia. Se o homem é meramente acúmulo de informações e não a vivencia, não tem sentido. Temos máquinas que acumulam muito mais. Então esse processo de integrar o conhecimento e transformá-lo em qualidade de vida, isso é algo que era muito clássico. A gente tem tentado buscar hoje na Nova Acrópole exatamente isso, uma forma de filosofia que retome esses temas clássicos. do sentido de vida e da formação em valores, que é fundamental. E esse momento é prementido. Ou seja, isso que é interessante, a última palavra em termos de filosofia, não só em Nova Acrópole, mas em vários outros pensadores no mundo, a última palavra é igual à primeira palavra que estava lá atrás, a filosofia clássica grega. Estamos começando a ver novamente aquelas referências orientadoras, como extremamente necessárias agora.
Perfeito, discípulos do Google. Eu nunca tinha pensado nisso. E sabe professora, tem uma frase do sociólogo Eduardo Janetti que ele diz, obesos de informação, famintos de sentido. — É um fato — Você disse. Bom, eu vou respeitar o nosso tempo, combinado mesmo com essa queda que até agora eu não entendi E estou sentindo muito no meu coração, porque quando caiu, me veio uma informação aqui Vídeo deletado, vídeo apagado, eu nunca vi... Professora, eu fiz mais de 180 lives desde que o isolamento começou, isso nunca me aconteceu Então... Ah, mas.
Não se preocupe, se você quiser a gente faz outro, em outro dia, que você queira, grava. Estou à.
Sua disposição. Senhora, então, olha. Começamos a falar do Caibalion, falamos brevemente da filosofia, mas eu ainda gostaria de voltar no aspecto de como a filosofia pode contribuir para nós compreendermos tudo que estamos vivendo. Porque, pelo pouquíssimo que eu sei, nós já vivemos muitíssimas crises, ainda vamos passar por outras, nós vamos evoluindo a partir do momento que nós vamos passando por elas e eu gostaria de ouvi-la como a filosofia pode contribuir para todo esse movimento de aprendizado e se tem idade para ela entrar na.
Nossa vida. Eu vou começar pela segunda excepção. Nós damos aula de filosofia em Nova Acrópole desde os 4 anos de idade. Temos um modo para crianças, outro modo para adolescentes, bem adaptado ao mundo deles, mas bem interessante. Respeito à natureza, pequenas ações ecológicas, ensinar a fazer trabalhos manuais, respeitar o amor que se coloca no trabalho, saber realizar as coisas com amor, e é muito impressionante o resultado. Realmente gera jovens muito fortalecidos contra os tipos de manipulação que a sociedade tem. e em todas as idades, ou seja, eu não acredito que haja limite para a filosofia, nem limite de muito jovem, nem limite de muito velho. O limite é o momento que você percebeu essa necessidade. Esse é o bom momento, como você falou, não é isso, né? O momento que a necessidade se fez premente, esse é o melhor momento. É a hora de caramba. Agora, a questão de como a filosofia pode ajudar nesse momento, os dois vetores que eu te falei, um do sentido de vida, para que a crise não nos roube de nós mesmos. A crise não pode nos corromper. A crise não pode fazer com que a gente perca a cabeça, torne-se mais egoísta, torne-se mais colérico. Eu chamo muita atenção sobre isso. A saída de qualquer crise humana, não só essa, é ir à busca da unidade. Portanto, sempre encarar as vozes da separatividade como um vírus. E um vírus mais perigoso do que esse do Covid-19. Porque não matou só nessa crise, matou ao longo da história da humanidade. Ou seja, vozes de ódio, vozes de sectarismo, vozes de separatividade, são vírus que vêm matando a humanidade desde o sapiens, há 200 mil anos atrás, alguma coisa para aí. Então cuidado com esse vírus, não deixar que a crise nos roube a nós mesmos, que ela nos corrompa. Ou seja, manter, garantir que chegaremos do outro lado íntegros e até melhor do que entramos. Em segundo lugar, aproveitar para treinar valores, a formação de valores, treinar musculatura para a nova normalidade. Essa nova normalidade vai exigir que a gente pense mais no outro. É crise social que se formou aí na brincadeira. O desemprego, as famílias que estão carentes de tudo. Não dá pra gente sair dessa crise e voltar ao que éramos antes, aquela nossa pseudo normalidade. Vamos ter que construir uma nova normalidade, onde a gente pense mais no outro. A gente só vai sair dessas e sair juntos. Não vai dar pra voltar pra nossa bolinha e entrar no piloto automático pensando apenas em nós. Vamos gerar uma outra crise ainda pior se fizermos isso. Então aproveitar a crise para treinar musculatura, por exemplo, de generosidade. Eu tenho passado isso pra todo mundo, essa ideia. Todo dia é um ato de generosidade. Em plena quarentena, em pleno isolamento, sim, em pleno isolamento, não colocar a cabeça no travesseiro sem ter feito um ato de generosidade, que seja ligar para alguém que está sozinho em casa para prestar apoio, que seja ligar para o mercado e pedir para entregar uma cesta básica em alguma instituição que está fazendo distribuição disso, uma instituição séria e seja colocar uma mensagem em uma rede social dizendo se você precisar conte comigo, estamos bem, estamos juntos, ninguém vai cair porque nós estamos juntos. Enfim, Não colocar a cabeça no travesseiro sem fazer isso. Isso vale pelo presente e também vale pela musculatura que estamos desenvolvendo para o futuro. Nós temos que abrir essa nossa caixa de ferramentas, esse nosso kit de ser humano e usar esses valores. Porque só sairemos através deles. Você deve conhecer o conto de fada, como é que acontece. O príncipe chega lá, o rei diz para ele, salve minha filha que foi capturada por um dragão. O príncipe é um garotote em berbe e lá está um dragão. Mas ele diz, é nobre, é justo, é bom, eu vou. E vai. No meio do caminho ele encontra um velhinho que dá a ele uma capa, que ele se torna invisível, um pássaro que conta um segredo, uma espada cravada na pedra. Quando ele chega diante do dragão, ele está armado até os dentes e digno de enfrentar o dragão. São homens que se comprometem com aquilo que é nobre, justo e bom. No meio do caminho vão aflorando seus poderes latentes. E ele chega diante das dificuldades armado até os dentes. Ou seja, trate de fazer aflorar os seus poderes latentes. Agora! Treine a musculatura disso. Porque é um treinamento como o outro qualquer. Abra o seu kit ser humano e use isso ao máximo que você puder. Agora! Porque essas habilidades vão exigir, são exigidas para a construção de uma nova normalidade. Não vamos voltar ao que era antes. E felizmente não voltaremos. Chegamos ao esgotamento de uma vida fundamentada em tanto isolamento isolamento estava muito mais lá do que agora. E temos que.
Reconstruir isso. Isolamento antes do que agora. Professora, só tenho dez minutos e um milhão de perguntas, mas você disse, o príncipe ele se comprometeu, ele teve fé no caminho e foi recebendo as informações. Eu acredito muito que isso também tem a ver com o Carvalho. E nós, eu me vejo e me vi, inclusive, muito comprometida com tudo Comprometida com o trabalho, comprometida com outras pessoas e não estava comprometida comigo Eu precisei também de um freio muito violento, vamos dizer assim, para me comprometer comigo Então, eu curto deste comentário com o que você disse para a nossa última pergunta esse comprometimento, abrir esse kit ser humano, que eu adorei, isso pode nos ajudar a prevenção de doenças do tempo, eu chamo doenças do tempo, isso é meu tá gente, não sigam se não fizer sentido, mas porque estão relacionados a tudo aquilo que nos tira deste tempo. A ansiedade, que como a doutora Ana Beatriz fala, que é o excesso de futuro e a depressão que é excesso de passado. Esse pensamento crítico, o autoconhecimento, a filosofia, são fundamentais para a gente prevenir essas doenças.
Do tempo? Olha, às vezes quando a gente diz, eu esqueci de mim mesmo, eu paro para pensar. Primeiro você tem que encontrar a si mesmo para depois lembrar dele. É uma falta de identidade como elemento fundamental. Outra coisa que eu considero como fundamental para o equilíbrio na etapa de prevenção, como você disse, porque depois há que entrar em toda uma equipe multidisciplinar, há que entrar no tratamento depois que o problema se instalou. Estou aqui querendo dizer para ninguém largar os seus tratamentos. Mas como preventivo, uma das coisas que eu acho mais maravilhosas é a motivação, espírito de missão. Ou seja, eu vim para dar tal coisa ao mundo e mais motivador quanto maior o grupo de pessoas que se beneficiem pelo teu sentido divino. É uma coisa muito interessante que se entende dentro da mitologia, que a palavra coragem, por exemplo, vem de core, coração. Quando aquilo que você ama está do outro lado do rio, ainda que você não nade muito bem, você dá um jeito de atravessá-lo e chegar do outro lado. Platão, num livro chamado Crátio, lhe dizia que o heroísmo vem de Eros, o amor. Você coloca o seu coração lá no final da reta. Está no horizonte e depois o teu corpo corre atrás. Você imagina que às vezes artistas renascentistas, as pessoas viviam em péssimas condições. A gente imagina o Renascimento na Itália, esses artistas eram como que artífices subvalorizados, às vezes tratados muito mal, capazes de grandes seguros. O próprio Leonardo da Vinci foi assim. Trabalhavam dia e noite, às vezes mal alimentados, em condições péssimas. Mas era um amor tão grande por aquele recado que tinha a dar ao mundo. É incrível como prevaleciam sobre a adversidade. Então eu percebo que uma pessoa motivada e com um sentido de vida que seja agregador, que esteja fundamentada em valores, em amor, em fraternidade, ela é uma potência que ninguém freia. Eu me recordo que quando eu entrei em Nova Acrópole, o nosso diretor nacional hoje já é falecido. que trouxe Nova Acrópole ao Brasil, ele falava uma coisa que eu achava muito interessante. Ele dizia, olha, eu vou cair mil vezes, mas vou levantar mil e uma, mas um dia eu estarei lá na frente aos pés do Senhor do Mundo. Se você está indo para lá, a gente se encontra lá, porque eu vou. Gente, aquilo era um negócio que turbinava a minha mente. E com o tempo eu percebi que diante de todas as dificuldades minhas, eu lembrava disso. Olha, não interessa, rapaz. Se vocês vão, a gente não se encontra não, porque eu vou. Um dia desse, uma pessoa me perguntou, será que todos nós estamos fazendo o melhor pela crise? Eu disse, olha, eu estou fazendo o meu melhor. E, portanto, quem faz o seu melhor faz tudo o que se pode esperar dele. Estou em paz, durmo o sono dos justos. E, realmente, o sono dos justos é a maior prevenção contra qualquer Porque você estava em paz com o céu e terra. Você tem a sensação que se você morresse ali, estava bom, porque você deu o seu recado. Então esse fogo de saber que você tem um recado a dar ao mundo, uma missão, e não abrir mão disso, você é altamente motivador. Eu acho difícil encontrar uma pessoa com espírito de missão desse tipo, humanitário, fundamentado em valores, que entre em algum processo de depressão ou de ansiedade, seja o que for. Porque está todos os dias que desconcela a ideia. Tem um filósofo que dizia, olha, a morte não me surpreende no dia que ela chegar. Porque todos os dias eu morro para algumas coisas e renasço para outras. Portanto, nós somos amigos íntimos, caminhamos juntos. E quando você tem essa sensação de que você está realmente se deslocando, está crescendo, ainda que seja um pouquinho, está tão amigo e tão íntimo da morte, que nem a morte você teme. Você sente que você está dando o seu recado. E isso é muito motivador. Isso é uma luz que varra a escuridão, varia as sombras com uma potência que você não.
Faz ideia. E às vezes eu vejo em muitas pessoas que hoje fazem parte da nossa história e que transformaram muitas realidades a partir de uma situação aparentemente ruim é que descobriram a sua missão, o.
Seu propósito. Eu diria que todos nós, um dia quando olharmos para trás e perguntarmos onde foi que eu mais cresci na vida, vai lembrar de.
Momentos difíceis. Absolutamente. Senhora, eu gostaria de caminhar para a nossa conclusão mencionando uma das poesias que eu entendo que faz todo sentido com o seu trabalho, que está no Caibalion, Não deixeis apagar a chama. mantida de século em século nesta escura caverna, neste templo sagrado, sustentada por puros ministros do amor, não deixeis apagar esta divina chama. E tem uma frase da minha bisavó que ela educava, ela alfabetizava adultos no interior de Minas e que encontraram na parede da Casa Vela. Então, até então eu achava que essa frase era dela, mas recentemente alguém me disse que essa frase está no outro livro. Então, de qualquer maneira, a frase é, o mestre é como a vela, consome-se iluminando. E tem muito a ver com essa poesia e eu gostaria de lhe dizer que, na minha humilde opinião, você é uma vela que nos ilumina, consome o seu tempo nos iluminando. E eu estou com um sentimento de gratidão absoluta e que privilégio ter o seu tempo para trocarmos essa ideia que com certeza iluminou milhares de corações. E como as palavras são sementes, como você disse, e uma semente ruim me faz pensar e gerar tantas ações que essas sementes positivas também semeiam em muitos campos. Gostaria então de lhe pedir suas considerações finais e se você pudesse gravar A última mensagem. Vamos supor que a internet, já temos um recado, ela vai acabar hoje. Uma mensagem que chegasse no mundo inteiro. Qual seria a.
Sua mensagem? Tá certo. Rapidamente, antes de concluir, gostaria de convidar o pessoal a conhecer o canal da Nova Acrópole no YouTube. Gostaria de observar que uma vela, ela só se torna vela quando ela dá luz, senão ela é um montinho de cera. Não é isso? A identidade dos seres se realiza quando ele faz aquilo para o qual ele foi gerado. A vela, quando ela não é acesa, ela também se destrói. Aqui em Brasília, que o tempo é seco, a parafina resseca, mas parela, vira pó. Ou seja, morre do mesmo jeito. Mas morre sem ter nascido como vela. Sem ter dado luz ao mundo. E os homens são muito parecidos com as velas. Eles vão morrer de qualquer jeito, tendo ou não dado luz. mas morrem como um peso de papel, porque uma vela que nunca deu luz é o que? É um peso de papel. E o que é um ser humano se não um peso para a natureza se ele não dá luz? Porque é para isso que fomos feitos. Então espero, retomando aí o tema da sua boa, que todos nós possamos aproveitar esses momentos de reflexão que essa crise está nos gerando, para descobrirmos que nós, como as velas, viemos ao mundo para dar luz e passar essa luz adiante. E lembrar uma coisa muito importante nesse poema que você recitou. Oh, não deixeis que se apague a chama. Ainda que a chama, às vezes, nos provoque umas pequenas queimaduras, o fato dela permanecer, iluminar, passar calor e vida adiante, é mais do que suficiente para motivar todas as queimaduras. Mais que suficiente para justificar a nossa vida. Eu espero que a gente lembre disso.
Dessa mensagem. Perfeito, professora. Muito obrigada por deixar a chama acesa. Muita saúde. Que a sua Isabela e vocês em família tenham um dia muito especial. E muito obrigada mais uma vez.
Conte comigo. Eu te agradeço, Isabela. Você comigo também.
Um abraço. Vamos juntas. Até breve. Tchau, tchau. Eu agradeço mais uma vez a cada um de vocês que escolheram estar conosco neste sábado ensolarado, como eu disse não é parte do país, vocês escolheram ouvir, vocês escolheram, vocês aceitaram essas informações, então Aproveitem, reflitam, pensem. Se fez sentido pra vocês, compartilhem então o pedacinho dessa nossa conversa, mas eu espero que em breve a gente volte a falar mais um pouquinho do Caibalion e de outros assuntos que envolvem tudo que está ao nosso redor, para que a gente viva uma vida que vale a pena ser vivida. Na semana que vem eu volto com uma grande novidade. Algo que eu estou esperando há dois anos. Então eu volto com novidades na próxima semana. Bom final de semana. Aproveitem o tempo de vocês.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








