Entrevista para o Jornal do SBT

Journalist Isabela Camargo talks about her burnout experience after the WHO recognized it as a work-related stress disorder. Experts discuss how the condition affects people across different professions and why it matters now that it has official recognition.
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Pacientes e especialistas comemoram a notícia de que a síndrome de burnout foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um problema provocado por estresse no trabalho. A expectativa é que isso faça diminuir o preconceito contra o esgotamento dos funcionários.
A jornalista Isabela Camargo sentiu os primeiros sintomas quando trabalhava de madrugada. O cansaço crescente chegou a um ponto em que começou a atrapalhar o desempenho profissional.
Eu senti muita dificuldade em realizar coisas normais que eu sempre realizava, como, por exemplo, dirigir, interpretar um texto. Eu não conseguia fazer essas coisas com a mesma velocidade que eu fazia.
Segundo os médicos, esse esgotamento é mais comum em profissões da área médica, além de professores e policiais. As novas tecnologias, que aumentam o tempo de conexão e o trabalho remoto, também contribuem para o problema.
É difícil se acostumar a esse ritmo tão intenso. Porque o nosso corpo e a nossa mente precisam descansar. Quando isso não acontece, a pessoa chega a completa exaustão. É o burnout, termo em inglês que caracteriza a falta de expectativa, o esgotamento físico e mental e a sensação de impotência.
Ele fica com sentimentos de negativismo, um certo cinismo, uma certa indiferença, o que a gente chama de uma sensação de despersonalização, ou seja, Ele está desconectado do ambiente de trabalho, ou seja, ele chega a esse nível de exaustão e manifesta sintomas dessas naturezas diversas.
Estudos mostram que cerca de 40% dos profissionais convivem com altos níveis de estresse e podem desenvolver a síndrome de burnout. Segundo a Associação Brasileira de Qualidade de Vida, além dos gastos, funcionários adoentados e estressados pioram índices de rotatividade e de produtividade.
No ambiente de trabalho, a inclusão da síndrome de burnout pela OMS como uma doença ocupacional, ela vai fazer com que os profissionais de recursos humanos, os empresários, os executivos olhem para os talentos, olhem para o patrimônio humano com mais acolhimento.
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