Espiritualidade e espiritismo - Entrevista com Alexandre Caldini | Izabella Camargo

Alexandre Caldini talks with Izabella Camargo about spirituality and spiritism, exploring how the philosophy shapes personal responsibility and views on society during the COVID-19 pandemic.
Chapters
Alô, pessoal, vocês me ouvem? Tô tentando aqui. Estamos com problema lá com a Isabela, né? Não tá conseguindo o áudio. Isabela manda um... manda uma solicitação que eu tento fazer por aqui.
Tá vendo? Vou ficar assim, vai, de compridinha é mais fácil de ler.
Paulina, Patrícia, Márcia, Glória... Roberto, Emilene, quatro pessoas, Cláudia, Rosimeire, Carol, a Turmona, legal, obrigado. Eu tô tentando por aqui ver se a Isabela consegue me mandar. Primo Nelson, Paulina, Dilene, Leon, um monte de gente.
Dani.
Vamos só aguardar um minutinho, ver se a Isabela entra por aqui. Vou mandar um WhatsApp pra ela. Fiquem aí, não saio, já volto. Vamos ver se ela entra aqui. Aquelas coisas que... Aquele começo de conversa que não se sabe o que falar.
Tá tudo bem com vocês? E aí, o que tem feito de bom?
Wagner, Mar, Paulinha... Márcio, uma turma. A Cláudia Trapnell. A Cláudia, amigos, que acabou de entrar, está traduzindo um dos meus livros, A Vida na Visão do Espiritismo. Está traduzindo para espanhol.
Daqui a pouquinho sai.
Na verdade, ela já traduziu. Tem quatro amigos nossos que estão revisando. Uma colombiana que mora nos Estados Unidos, um argentino, um costarriquenho e um chileno. Então, daqui a pouquinho vai ter A Vida, na verdade, não é a morte. A Vida na Visão do Espiritismo em espanhol. Olá, Pathy, olá, Neide, olá, Edu, olá, Suzana, bom dia pra você também, Suzana Lelê. Uma turma massa aí, vamos ver. Só falta entrar a entrevistadora, só falta entrar a jornalista Isabela Camargo. Deixa eu ver se ela respondeu alguma coisa no WhatsApp.
Só um minuto que eu já volto.
Ela tá entrando por lá também, vamos ver. Regina, oi Alexandre, fale sobre a ansiedade, o desespero, o medo da economia mundial no futuro. Pode deixar, vamos falar sobre isso.
Boa, obrigado.
Quem mais quiser mandar sugestões, mandem as suas sugestões e a gente fala daqui a pouquinho.
Ah, Milena Malandri, que saudade, Milena.
Tudo jóia? Regiane, super. Isso, super, super. Olha aí. Pronto, vou tentar aqui fazer ela entrar.
Vamos ver se ela entra, turma. Ô, Roberto Medeiros, saudade de você também, Roberto. Nossa, gente bacana e amiga. Cláudia, André, a Isabela aqui dentro. Pronto, Isabela. Oi! Estamos te ouvindo agora.
Nossa! Meu amigo!
Nos atrasou quase 20 minutos, 10 minutinhos. Liga!
Bom dia pra você. Bom dia pra todos que estão nos acompanhando. Nós que já fizemos muitos eventos juntos. Você tá me ouvindo?
Tá me ouvindo?
Nós que já fizemos muitos eventos juntos, talvez você pode não se lembrar de uma frase que eu dizia sempre, inclusive dizia nos últimos anos de TV Globo, nos jornais da madrugada é assim, que a gente tenha bom humor e jogo de cintura para os imprevistos que podem acontecer. A gente faz de tudo para que eles não aconteçam, mas na hora H eles acontecem. E isso que está acontecendo aqui nessa nossa live, de uma maneira muito minúscula, representa muito do que tá acontecendo com toda a nossa vida. Com toda a nossa vida, porque a gente tá vivendo um baita do imprevisto, né? Que ninguém podia imaginar, e aí hoje a gente vai ter bom humor, jogo de cintura, em tentar encontrar outros caminhos, ou a gente vai ficar sofrendo, né? Obrigada pela compreensão. Aqui tudo travou, o som parou, a garra que coloca o telefone quebrou. Se eu te contar, foi uma novela, mas agora estamos aqui.
Isso aqui não funcionou. Virou pra cá, virou pra lá, virou pro lado. Tribé não funcionou. Um monte de coisa não funcionou também no jogo da vida. Mas nós estamos juntos. Tamo junto!
Estamos juntos! Eu quero...
Pessoal que tá conosco antes, Isabela, que eu não falei que todo mundo tem hoje 120 pessoas conosco. Aí, bom dia, pessoal. Que bacana que vocês estão junto conosco. Tomara que seja uma conversa boa. Mandem perguntas.
Isso, eu já tô com vários aqui. Caldine, então como nós estamos começando a live do seu Instagram, depois você precisa salvar ela, tá? Pra eu poder colocar lá no YouTube. Se começa no meu, eu já salvo e coloco lá.
Tá bom, é no finalzinho, né? No finalzinho que salva, é isso?
É.
Se eu não estragar tudo, ficará salva.
O máximo que pode acontecer, a gente repetir a conversa.
Certíssimo.
Tá? Bom, então, primeiro, obrigada pelo convite. Obrigada por ter aceitado o meu convite.
Prazer, Zaço. Super joia.
Em colocar na sua agenda uma hora dessa conversa conosco, uma hora agora, mas ela ficará infinitamente no YouTube e que são mensagens que eu entendo que não são úteis apenas neste momento, mas são úteis pra toda a vida, não é? Antes eu quero só fazer aqui uma breve introdução, que eu conheci você ainda na Editora Abril E você sempre foi um líder, na verdade foi com você que eu entendi aquela diferença que as pessoas falavam entre chefe, líder e tal, mas você sempre levou com muito equilíbrio os desafios da empresa, a gestão das pessoas, as metas, ou seja, você sempre procurou e conseguiu, pelo menos em todos os cenários em que eu estava, manter o equilíbrio entre todas essas áreas. Eu te admiro muito por isso e sei que depois do Editor Abril você ainda foi para o jornal Valor, tem uma carreira maravilhosa e eu me sinto muito privilegiada em ter feito parte um pouquinho da sua caminhada.
Mas, gente, você sabe que é recíproco, né, Isabela? Para quem está nos assistindo, a Isabela coordenou, ela foi a mestra de cerimônia em vários eventos nossos, na revista Exame, na revista Você Se Acha, acho que no Valor também, né, e sempre com profissionalismo espetacular. Era muito legal, muito parceiro, muito inteligente, tocou as coisas muito bem, então sempre foi uma delícia estar junto com você. É bom a gente estar junto de volta. Agradeço o convite, para mim é uma felicidade estar aqui junto.
Que bom. Esse papo vai ser muito especial. Você escreveu três livros. Dois eu já li, tenho lá na minha prateleira. A vida na visão do espiritismo e a morte na visão do espiritismo. Esse último, networking versus not working, depois a gente tem que fazer uma live só disso, tá? Já que agora estamos com mais tempo, como é que a gente pode preservar as nossas relações ou melhorar outras que ainda estavam mais fracas. Mas vamos lá. Caldini, já há cerca de um mês a gente está vivendo uma mudança sem precedentes, ponto. A fase da negação da raiva já passou, agora é a fase da negociação e a fase do vamos parar de reclamar porque isso não vai adiantar, não é?
Perfeito.
E eu falo por mim, eu sou espírita e vejo e sinto muita dificuldade em compreender coisas que estão além aqui desse nosso dia a dia. Você falou, você escreveu nesse último artigo do Great Place to Work, fantástico aliás, recomendo, que agora nós saímos de um piloto automático, de um auto engano em que tudo aparecia na nossa frente. A comida aparecia na nossa frente, o banheiro aparecia limpo, tudo aparecia limpo. Agora a gente está vendo que não, que nós fazemos parte desse sistema. Se a gente não tiver uma visão ecológica, a gente vai ficar reclamando e não vai adiantar. E a espiritualidade e o espiritismo podem nos ajudar a enxergar além disso. Gostaria, dessa minha breve fala, prometo que eu vou falar bem menos, nos colocar a primeira diferença do que é o espiritismo e do que é a espiritualidade e como cada uma pode nos ajudar.
Perfeito. Bom, começando pelo espiritismo então. Espiritismo, no meu entendimento, de um rapaz chamado, recomendo o nome dele mesmo, Allan Kardec, Não, é religião. Diferentemente do que nós todos no Brasil achamos. No Brasil, até um dado curioso, o censo brasileiro mostra o espiritismo como a terceira maior religião do país. E a religião, se é que ela é considerada uma religião ali, que tem adeptos com maior número de estudo, nove anos e meio, se não me engano, o que para o Brasil é bastante. Por quê? Porque o espiritismo você tem que ler, você tem que estudar, tem que pensar, né? Então, voltando, meu entendimento é que o espiritismo não é religião, Kardec fala no que é espiritismo, até maquia aqui, ó, ele diz o seguinte, nós não somos ateus, mas isso não implica de nenhum modo que sejamos religiosos, ou seja, não é religião. Aqui no Brasil acabou tomando um caráter religião, acho que foi ali no começo do século XX, com Bezerra de Menezes e tal, a influência da religião católica era muito grande, como ainda é, E meu entendimento é que eles acabaram dando uma cara de religião pra ser aceito, pra não ser uma coisa do diabo, uma coisa estranha e tal. Mas Espiritismo surgiu em 1860, Allan Kardec, que era um cientista, um filósofo, um professor, um escritor, juntou tudo que se sabia naquele momento sobre a espiritualidade e fez uma filosofia, ouvindo os espíritos, colocou ali no papel. Acho que vale a pena, se você me permite, rapidamente, alguns conceitos pra facilitar, que nós vamos conversar depois, Isabela. Eu tô aqui com a cabeça que as duas mãos tão segurando o celular. Primeiro, Deus. Como é que o Espiritismo entende Deus? Não entende como uma pessoa, não é um velhinho de barba, muito bonzinho, muito punitivo, não. Deus é só uma coisa, na visão do Espiritismo, uma inteligência suprema causa primária de todas as coisas, ou seja, Deus não é a pessoa, Deus é o que existe, é quem coordena, não é nem quem, porque quem seria uma pessoa é a causa, o que seja, que coordena todo o universo. Isso é importante compreender nesse momento, Isabel e amigos, porque senão a gente fica assim, numa de, nossa, mas como é que Deus pôde fazer isso conosco, essa desgraça toda, eu vou pedir muito a Deus que tire esse bicho daqui, proteja minha família, vamos falar um pouco sobre isso. Será que vale a pena rezar pedindo isso a Deus? Será que Deus estava dormindo, bobeou e veio essa desgraceira? Também faz sentido pensar em Deus nesse modo quando a gente vê algumas pessoas, algumas religiões, dizendo isso é do diabo, foi o diabo que mandou. Como é que o Espiritismo entende o diabo? Não entende, não existe o diabo. O que existe são espíritos mais evoluídos ou menos evoluídos que estão caminhando e os mais evoluídos têm uma visão moral melhor, praticam bem, os menos evoluídos ainda não, mas também eles crescerão. Então, já a segunda coisa, não é um castigo divino, Deus não pune, Deus não recompensa, porque se Ele punisse, recompensasse, né Isabela? Seria passional, e sendo passional seria humano, e sendo humano não é Deus. Então não faz sentido achar que Deus está nos punindo. Se não é punição, se não é uma coisa do diabo, o que é isso? Calma, nós vamos chegar lá. Ainda, alguns conceitos do Espiritismo. Como é que o Espiritismo vê Jesus? O espírito é cristão? Se você pensar no sentido de que a gente entende Jesus não como filho de Deus, não como Deus, mas como mais um espírito, como eu e você que está nos assistindo agora, só que muitíssimo evoluído, muito à frente de todos nós, é assim que o espiritismo entende. Então, Jesus sim é o modelo que o espiritismo estuda. Pega seus exemplos, como pega de vários outros, porque é um espírito muito avançado já, que pode nos ensinar uma série de coisas. Quais coisas? Tudo que é de bom. Caridade, serenidade, amor, compaixão, fraternidade, tudo isso. O espiritismo vai pela lógica, ele não acredita em milagres, não acredita que nada que seja extra-natural, então não há milagres, nada disso. A lógica vai pautar um pouco e nós vamos falar daqui a pouquinho sobre o Covid, né? A fé no espiritismo, a chamada fé raciocinada. Tudei me ocorrer uma frase que eu achei interessante, veja o que você acha, Isabela e amigos. O que é fé raciocinada, né? A gente acredita por que é. E a fé não raciocinada, o que é? É porque eu acredito. Qual a diferença? Primeiro, o espiritismo não acredita em qualquer coisa porque alguém falou que vale bom se acreditar em tal coisa. Não. Ou é, ou eu não acredito. Então a ciência anda para e passa com o espiritismo. Isso tem a ver nesse momento também, quando a gente fica negando a ciência, negando o isolamento, negando... Não, não, vamos seguir a ciência. Os centros de espíritos pararam de há muito tempo, fecharam as portas. Tem religião que não quis fechar a porta, quis continuar com os cultos, tal, porque Deus vai proteger. Ciência é ciência, natureza é natureza, o bicho pega qualquer um, você pode ter fé ou não. Bom, ainda só finalizando aqui, o espiritismo quer dizer reencarnações, então a morte, nós vamos falar daqui a pouquinho também para o espírita, deveria ser, ainda que a gente se assuste, todo espírito se assusta com a morte, porque é uma surpresa, de repente alguém que estava ao meu lado não está mais, e agora nós estamos enfrentando a morte muito pertinho, né? Quem de nós não saberia, ou não sabia, ou não sabe que morrerá um dia? Todos sabemos, né? Mas agora com o Covid-19, com essa doença, com o vírus, Ficou mais aparente. Você pode morrer semana que vem. Eu posso não estar aqui para a nossa próxima live, Isabela, ou você, ou qualquer um dos 173 que nos assiste nesse momento, né? Saber isso com serenidade, com tranquilidade, como nós já sabíamos há muito tempo, todos sabíamos que morreríamos, né? Mas a gente fazia de conta que não. Bate na madeira para espantar, né? Quando morre alguém mais jovem a gente se assusta muito. Eu falo isso no meu livro, né? Porque supostamente o mais velho morre antes, nem sempre. Supostamente o mais, não é? Supostamente o mais doente morre antes, nem sempre. Então entender a morte, eu não diria nem que encarar a morte, enfrentar a morte, porque ela não é uma coisa ruim, ela é só natural, né? E nesse momento que ela tá do ladinho da gente, é importante compreender a morte, estar preparado para morrermos, estar preparado para a morte de gente muito próxima da gente que morrerá, se não essa semana, semana que vem, daqui a um mês, daqui a um ano, daqui a 10 anos, daqui a 30 anos, mas todos morreremos. Então a morte é uma coisa importante a gente compreender. Agora, o espírito também compreende a reencarnação, que morre ao corpo, né Isabella? Não é o espírito. O que é o espírito? O espírito somos nós. É você, sou eu. O espírito é quem pensa. O pensamento somos nós. E sabe uma coisa que me ocorreu interessante? Hoje de manhã, na verdade, conversando com minha mulher, Isabella, A gente falava o seguinte, talvez... Como é que eu vou explicar isso pra vocês? Nós estamos envelhecendo, né? E a gente começa a ver o físico ficando mais baleadinho, né? Ontem eu fiquei cuidando do jardim aqui de casa, cara... Aliás, ontem à noite, né, Isabela? A gente ia fazer um teste desse negócio e eu não aguentei, cara, eu tava chumbado Eu precisei dormir com uma dor na lombar espetacular, dor na lombar...
Você tá bem agora?
Dormi pra caramba. Tô ótimo, cara. Tô ótimo. Acordei cedinho hoje.
Mas você fez muito bem. Reconhecer os limites faz parte desse pensamento crítico que é o espiritismo. Porque reconhecer os limites é quando você realmente se coloca em primeiro lugar. Não, pera lá. Agora eu não vou fazer teste nenhum. Eu preciso cuidar desse meu templo, porque senão não adianta eu querer fazer nada.
Que é a sua área de expertise, né? Você fala super bem do famoso burnout, antigamente stress, né? É isso. Até eu queria ouvi-lo um pouquinho depois da visão. desse lado o lado mais científico até dessa história toda né mas então é livre-arbítrio outra coisa você pode fazer o que você quiser se eu quiser matar pós posso eu quiser estuprar posso também posso roubar o que quiser mas tem causa e efeito né aquela história do plantio é livre a colheita obrigatória Faça o que você quiser e recebe o que fez, o bem e o mal feito. É só natural isso. Então, você veja como tudo é menos assustador, menos religioso, menos pesado. Tudo absolutamente natural. E o Covid também vai ser. Nós vamos entrar nisso já, já. Aguenta mais um pouquinho, pessoal. Reforma íntima é a base do espiritismo. O que é isso? Nós nos melhorarmos. Eu olhar a mim mesmo e falar... Onde é que eu tô pisando na bola? Onde é que eu tô fazendo bobagem? Onde é que eu ainda sou agressivo? Eu sou buquirana? Eu sou irritado? Eu sou arrogante? Eu sou qualquer coisa dessas, né? Cada um sabe de si. Então, o que é a reforma íntima? É pegar, pensar o que é que tá complicado ainda e começar a mudar, começar a mudar, começar a mudar. A gente tem só a eternidade pra fazer isso. Tem muito tempo, né? Então, não tem pressa, mas o interesse é meu. Quanto mais eu tirar essa lixada toda que tá em mim, menos eu sofrerei. É só lógica, de novo, percebe? Evolução. Espiritismo acredita que o espírito evolui sempre, nunca involui. Então você não voltará encarnando no seu cachorrinho Rex. É sempre pra cima, nunca pra baixo. O que você já livrou, você tirou a vaidade, já não será mais vaidoso. Tirou o egoísmo, já não será mais egoísta. É assim que a gente vai caminhando e evoluindo, reencarnando, voltando, aprendendo. E aí a reencarnação serve pra quê? Porque nós aprendamos. Mais uma vez vamos falar disso daqui a pouquinho. Será que isso tudo que a gente tá passando não é também uma lição espetacular? Ah, mas dói. Dói. Mas não é porque dói que não é bom. Não dá pra aprender na dor? Dá pra aprender muito na dor. A dor é necessária? Não, a dor não é necessária. Mas se a gente não caminhar direitinho, ela pode ser que venha pra nos alertar. Será que não é isso que tá acontecendo agora? Vamos falar já disso. Por fim... um item meio polêmico, mas que o Espiritismo fala, eu queria abordar daqui a pouquinho com você também, Isabela, que é a evolução dos mundos. O que que é isso? O Espiritismo diz o seguinte, que os mundos todos, dá uma olhadinha pra cima aqui, ó, tudo isso aqui é habitado, você tem milhares de planetas, milhares não, milhões, né? Eu ia olhar no meu tempo, se alguém puder dar uma gulgada aí, gulga e depois coloca aqui, por favor, quantos planetas existem só na Via Láctea e quantas Via Láctea existem no universo que a gente conhece? É um número que explode em qualquer calculadora, só no que a gente conhece, né, Isabela? Imagina o que a gente não conhece. Será que só essa porcariazinha da Terra que é habitada? O Espiritismo diz que não. Vários são habitados. Não necessariamente por gente encarnada como a gente, não necessariamente com esse formato, mas humanoides ou com formato humano. Tudo isso pra dizer o seguinte, a Terra tá, segundo o Espiritismo, já há algum tempo passando de um estágio pra outro estágio. Ou seja, de prova e expiação, onde o mal prepondera ao bem, onde a gente tem experiências mais duras para se emendar, para um mundo chamado de regeneração. Não se apega ao homem, o que importa é que nós estamos mudando para um mundo melhor. Será que agora não é hora de a gente repensar uma série de valores? E também o Espiritismo diz há bom tempo o seguinte, que haverão desencarnes coletivos. O que quer dizer isso? Um monte de gente morrendo ao mesmo tempo. O que está acontecendo agora mesmo? Exatamente isso, né? Então isso tudo a gente pode abordar um pouquinho. De qualquer maneira, Isabela, desculpe ter sido longa, mas eu queria só dar alguns conceitos do Espiritismo que nos ajudarão a compreender o que a gente vai falar em seguida dessa pandemia.
Perfeito, Caldine. Antes da gente continuar, você tá confortável? Você tá segurando o telefone com uma.
Mão ou com as duas? Se quiser, perdi tudo errado, vou encostar aqui atrás, aí fica mais confortável.
Isso, fique confortável e fique com uma mão só, que pode ser que vai ficar melhor, tá?
Tá bom.
Mas tá ótimo assim. Eu só espero que seja confortável pra você.
Não, agora tá melhor, tava segurado.
Bom, você já disse no início, o Espiritismo é uma filosofia. Não foi lá com Allan Kardec criado como uma religião e ela estimula muito o nosso pensamento crítico É como você disse, eu tenho responsabilidade, traduzindo, na minha opinião, eu tenho responsabilidade sobre as minhas escolhas Aí entra o livre-arbítrio e eu posso ficar prisioneiro das minhas escolhas se eu não tiver pensamento crítico para reconhecer que aquilo que eu fiz ontem pode ser que eu não precise fazer amanhã, não é? E quando você tem essa visão do espiritismo Fica tudo muito mais fácil de compreender.
Deixa eu fazer só um parênteses, que eu não respondi o que você perguntou. Você falou espiritismo, lembrei. Qual é a diferença entre espiritismo e espiritualidade, né? Desculpe. Tudo isso que eu falei é espiritismo. Espiritualidade, eu diria, é maior que o espiritismo, né? Espiritualizado é qualquer pessoa que cria no espírito, que não seja só materialista, que ache que há alguma coisa a mais do que a materialidade apenas, né? Então espiritualidade são os budistas, são os católicos, os judeus, os muçulmanos, qualquer pessoa que acredite na existência do espírito, na sobrevida do espírito, é espiritualista. Essa é a diferença só. E último parênteses nessa parte, não há garantia nenhuma em ser espírita, não há benefício nenhum em ser espírita, eu diria até que é mais difícil ser espírita, porque o espiritismo fala o seguinte, problema seus, se cuida aí, queridão, se vira, você tem que resolver seus problemas, o espiritismo não é, paguei um dízimo, tá tudo certo, meu Deus que é mais poderoso, vai salvar você, não tem isso, tem lógica de a gente se arrumar, mas em suma, essa é a diferença de espiritismo e espiritualidade, espiritualismo.
E aquela velha história, quando você tem a informação, a responsabilidade aumenta. Porque enquanto você vive na ignorância, você realmente não sabe que se você fizer aquele caminho, você corre o risco de ter certa consequência. Aí quando vem a informação, a responsabilidade aumenta, não é?
Sabe o que eu acho que nós todos sabemos, cara? A gente pisa na bola porque a gente quer. Quem não sabe que comer demais faz mal. Quem não sabe que fumar faz mal. Quem não sabe que se acanear o outro tá errado, né? E a gente faz, né Isabela? Tem um fim no fundo. A gente sabe. Ah, mas se eu sei, por que eu faço? Porque a gente é tonto, porque a gente acha que é vantagem fazer isso, né?
Porque a gente acha, Caldine, que nunca nada de errado ou de mal, se a gente usar essas palavras, vai nos acontecer. A gente tem essa ilusão de que tudo... que nós somos o centro. Nós já sabemos disso, né? O nosso umbigo não é o centro do universo e nem o sol é o centro de nada, ou seja, a gente tem que parar com essa ideia de... egocentrismo em todos os aspectos, na minha opinião.
E quando acontece uma coisa complicada, que a gente fala, Deus não existe, como Deus foi permitir que isso acontecesse comigo, como o meu filho foi morrer, como eu fui ter essa doença, parece que é uma punição divina. Não é, a gente prega, a gente faz as coisas acontecerem pra gente e depois reclama, né?
Perfeito. E isso só depois, com maturidade, depois que você já entendeu que você foi responsável por aquilo que você fez. Não adianta terceirizar a responsabilidade. Vamos trazer então isso que a gente está falando, Caldine, para o coronavírus. Eu ouvi outro dia uma palestra do Divaldo Pereira Franco e ele dizia assim, que Deus enviou esse vírus para a gente despertar. Uma frase simples, na minha opinião com muita verdade, porque nós estamos reclamando daquilo que sempre pedimos, mais tempo. Estamos reclamando de devolver para a natureza aquilo que nós já tiramos. Agora, com essas últimas semanas, os índices de poluição de São Paulo diminuíram, os estudos macro sobre a atmosfera estão melhores, ou seja, o nível de poluição de certas águas, eu tô falando de rios e mares, também melhorou, ou seja, a gente tá reclamando de algo que nós mesmos estragamos. Estamos reclamando dessa chance de autoregeneração e regeneração da Terra, porque já tá no nosso DNA uma tendência, um viés pra mais reclamação do que pra autoresponsabilidade. Em torno disso, como que o Espiritismo encara todas essas oportunidades?
É, você acabou de dar a resposta da sua última palavra, oportunidade. Duas coisas, você falou do Divaldo, eu discordo um pouquinho do que Deus tem enviado esse vírus para nos fazer acordar. No meu entendimento de Deus, é que Deus é tão maior que isso aí, que Ele não está preocupado. Falar Ele já é complicado, Deus não é Ele nem ela, Deus não é pessoa.
Tem razão.
Vou mandar um vírus para os caras. Nossa, olha o pessoal lá da terra, gente. Eles estão atrasadinhos. Vou mandar um vírus para eles acordarem. Não acho que seja assim. Primeiro, vamos dar uma olhada na natureza e na ciência. Peste bubônica. Eu marquei aqui para a gente conversar. Cinco anos de peste bubônica. De 1347 a 1348. Isso, em 1351. 75 milhões a 200 milhões de pessoas morreram naquela peste que durou cinco anos. Não tinha muita estatística na época, 1300 né. Gripe espanhola durou três anos 1918 a 1920. Um quarto da população mundial foi infectada e morreu alguma coisa de 40 milhões e 50 milhões de pessoas. Depois teve varíola, cólera, gripe suína, uma série de coisas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil desimou-se os índios. Quem matou mais índios não foi a arma de fogo, foi as doenças. Foram as doenças que os portugueses trouxeram. Gripe, sarampo, varíola, catapora, tudo isso matou um monte de índios. Por quê? Porque eles não tinham os anticorpos pra isso. Então, eu não sei se esse vírus, aliás, eu acho que esse vírus não é assim, Deus mandou um vírus pra dar um alerta pra gente. Esse vírus é uma coisa natural, que está na natureza. Ontem eu li uma matéria, não sei aonde, muito interessante, o cara falava o seguinte, ou nós aprendemos a cuidar da natureza ou outras pandemias como essa virão. Por quê? O cara dizia o seguinte, como a gente está deflorestando, desmatando, acabando com o ambiente dos animais, os animais estão muito mais próximos dos humanos. E os animais têm literalmente milhões de vírus ainda não identificados pela ciência e que podem ser nefastos, podem fazer mal pra gente. E aí, volta e meia, um desses vírus chega na gente e dá essa desgraceira toda. Então eu penso que é uma coisa mais da natureza do que uma... Preceito. Dito isso, é o seguinte, nós estamos encarnando, nós como espíritos, estamos encarnando uma série de vezes, nós temos uma única vida, várias passagens pela vida para aprender uma série de coisas. A gente nasce como homem, como mulher. pobre e rico, no Brasil e Zimbábue, enfim, nasce das formas mais diferentes para aprender um pouco de tudo ao longo de muitas encarnações. Se nós estamos encarnados agora aqui, não é diferente, nós estamos encarnados para aprender também. Então, nesse momento dessa dificuldade extrema que está acontecendo, nisso sim, eu concordo com a fala do Divaldo. É um aprendizado, um aprendizado espetacular, né? Então, talvez nós devêssemos tentar, eu sei que não é fácil, serenar, compreender, olhar no entorno e falar, bom, disso aqui, o que que eu posso tirar de bom? E tem muita coisa boa que a gente pode tirar. Acho que tem algumas coisas como, por exemplo, que a gente pode aprender nesse momento, Isabela, como humildade. Você falou no comecinho da sua fala, ninguém previa. Que coisa curiosa, né? Cientistas maravilhosos, pesquisadores maravilhosos, todos esses caras de banco de investimento fazem cenários econômicos, o pessoal da saúde faz cenários da saúde, tem o que as pessoas de negócio chamam de worst case scenario, que é o pior cenário possível, o que que acontece com a empresa, ninguém previu isso, tá todo mundo de joelhos, as empresas estão fechando, quebrando, parando, isso é sim assustador, é sim preocupante, a gente pode falar daqui a pouquinho, mas veja, a nossa imprevisibilidade é a primeira coisa, a nossa vulnerabilidade é outra coisa, rico ou pobre, país rico ou país pobre, tá todo mundo de joelhos, isso é um sinal interessante né, Então tem uma série de coisas, a relatividade das coisas. Vamos pegar as grandes potências do mundo, em geral estão no hemisfério norte, Estados Unidos, Rússia, Israel, Inglaterra, França, Alemanha. Várias dessas grandes potências investem muitíssimo em armamento, muitíssimo. Se alguém puder dar uma bugada aí também, mas eu sei que um míssil nuclear custa 7 milhões de dólares, repito, 7 milhões de dólares. E eu não lembro agora, se alguém puder olhar pra gente, aliás já deram resposta agora há pouco dos planetas aí, vale a pena você ver. Um porte-aviões está sendo desenvolvido nos Estados Unidos agora, se não me engano, dê uma olhada, por favor. Acho que está custando, só o desenvolvimento do porte-aviões, 12 bilhões de dólares. Imagina esse dinheiro se tivesse sido empregado em hospitais, em Nova York que seja. Será que estaria tão complicado como está agora? Será que não tem um recado aí para a gente, que investir toda essa grana para nos proteger? não é o caminho, não é pelo armamento, não é nessa coisa bélica, né? Essa indústria do armamento é uma indústria enorme. Eu tenho um amigo que trabalha nessa indústria. É uma coisa horrorosa, né? E movimenta muito dinheiro. Será que a gente deveria investir em outra coisa, em saúde, educação, habitação, né? Ainda fazendo um parênteses, veja que curioso, né? Todo esse dinheiro, Isabela, não nos protegeu desse vírus que é tão pequeno que você não consegue ver nem no microscópio, tem que ser microscópio eletrônico, e é tão delicado, sensível, porcarinha, que ele morre com sabão, com a espuma de sabão que tem na sua cozinha, que tem na sua lavanderia. Um sabão custa R$ 1,30 e um navio desse custa 12 bilhões de dólares. e é pra gente dar uma parada, uma pensada. Nesse sentido, eu acredito que sim. Como é que o espiritismo vive? É como uma oportunidade ótima de repensar. Repensar o quê? A gente. Você não muda seu filho, seu marido, seu pai, seu namorido, seu irmão, você não muda ninguém, seu chefe, mas você pode mudar si mesmo. Aí quando eu falo isso nas nossas reuniões espíritas, as palestras falam É, mas é difícil, hein? Claro que é difícil. Ninguém disse que era fácil. Mas o mérito está justamente em conseguir. Devagarinho, uma coisinha após a outra, né? O outro não muda, a mim mesmo eu consigo. E se eu mudar a mim, Isabela mudar a si, os outros, cada um desses que estão nos assistindo for mudando a si mesmo, o entorno vai mudando, todos os entornos mudando, tudo muda. muda, é claro, a gente já não é mais escravagista, há 130 anos a dela, eu pude ser escravo, você ia me vender minha mulher, meu filho e eu não tinha palavra sobre isso, ou ao contrário, eu podia escravizá-la, né, podia estuprar, matar, era um objeto, há 130 anos apenas, isso mudou, isso prova que dá pra mudar, dá pra mudar só tudo que está aí, ninguém está satisfeito com a sociedade como está, agora, mudar Começa na gente. Comece a devolver o troco na padaria que veio errado, não passar pelo acostamento, ser gentil, ser doce. Não, é fácil, mas é possível, né? Nessas pequenas coisas. Parar de pegar dois recibos no médico pra pôr no plano de saúde, né? Essas pequenas tretas, é fácil. E depois eu falo mal do político? Não faz sentido, né?
É só reflexo. Caldine, quando você fala sobre o vírus, é tão pequeno, tão insignificante se a gente levar ao pé da letra do que realmente as pessoas temem, coisas grandiosas, materiais. Isso eu trago para a questão da saúde mental. Falar da saúde mental nesse momento é prioridade, como a Organização Mundial da Saúde já disse aos quatro cantos. Saúde mental é prioridade numa pandemia. Quando eu disse, quando nós temos as informações, a responsabilidade aumenta, eu também volto a falar sobre a OMS, que já determina quais são os sintomas de uma pandemia. Então, se você para de ficar só olhando, sendo bombardeado por informações rasas, vai estudar e entender o que é uma pandemia, como você trouxe aqui os dados da peste bubônica, da gripe espanhola, outras pandemias, e os cientistas já cruzaram essas informações e trazem o seguinte, as consequências de uma pandemia podem durar, em média, três anos. Então, ou eu olho para esse momento como oportunidade e tenho consciência da consequência da minha ação, ou se não, daqui a três anos eu posso ainda desenvolver algum problema relacionado à saúde mental. O que desde o início eu procuro trazer é o seguinte, a gente não precisa pensar nesse momento só no coronavírus. Eu não quero que ninguém desenvolva coronavírus, mas eu, Isabela, como jornalista e pesquisadora no assunto, também não quero que ninguém desenvolva um problema relacionado à saúde mental. Pra fechar, o que a OMS fala, quais são os sintomas esperados numa pandemia? Oscilação de humor, a mudança no sono, a oscilação alimentar, uma hora eu quero comer muito, uma hora eu quero comer pouco, momento de agressividade verbal Então olha que curioso, se eu sei que isso é inspirado numa pandemia, olha, eu sou ser humano Então o que eu estou sentindo é comum a todos os outros seres humanos Como uma psiquiatra falou comigo nesses dias, a Camila Magalhães, colunista da Jovem Pan, ela disse que o problema é quando você não tem as oscilações, é quando você vive num estado de extrema negatividade ou você não tem a oscilação de humor. Isso sim já sinalizaria um problema, aí sim você precisaria procurar ajuda de um psiquiatra. Mas, veja que curioso, nós já sabemos que isso pode acontecer. Nós precisamos, como você falou, de bom senso para entender que este é o momento que todos estão sendo impactados. Alguns sofrendo, outros aprendendo. E aí trazendo então para a saúde mental, que é também um problema invisível. Nós não temos empatia por aquilo que nós não vemos. E agora, como eu ouvi por muito tempo que síndrome de burnout, depressão, ansiedade é frescura, Mesmo com um quarto da população ativa do Brasil tendo diagnóstico de ansiedade, depressão e burnout, ainda você tem pessoas que vão discordar e dizendo que ainda é falta de pia, palavra louça. Então agora todos estamos rendidos por algo que também é invisível. E por isso que eu digo, estamos vivendo um show de ironias, que é para despertarmos. para melhorarmos. A Clícia, ela trouxe aqui, na visão de vocês, este acontecimento para nós é uma segunda chance de nos tornarmos melhores, Claudine?
Clícia, né?
Clícia.
Clícia não é uma segunda chance. Deve ser a 200ª, 49ª chance. A gente tem chance o tempo todo. A cada dificuldade que a gente passa, nós somos obrigados a raciocinar. E a gente melhora, segundo o espiritismo, intelectualmente e melhora moralmente. Não necessariamente na mesma onda, né? Às vezes um pouco mais uma coisa, um pouco mais outra. Tem gente, por exemplo, muito inteligente, muito inteligente, mas moralmente, nada, né? É o cara que faz uma bomba, como essas que eu citei. É o cara que faz um cigarro que vicia mais, fica trabalhando em laboratório pra fazer um fumo que vicia mais. Isso até naqueles filmes que tem, né? É o cara que fabrica drogas mais poderosas. Esses caras são muito inteligentes, são gênios, mas moralmente, São inexistentes. E tem o cara que é muito bonzinho, mas é fraco das ideias, como diz o interior, não desenvolveu a intelectualidade. É importante as duas coisas. Então, isso que tá acontecendo agora, que sempre aconteceu e sempre acontecerá, são incentivos à nossa melhora. Se eu não topo, se eu por mim mesmo não quero me melhorar, se eu não tô atento à minha reforma íntima, à minha melhora, vem um tapa, vem uma espora, vem um bliscão, vem um quiparote pra me acordar, pra eu me movimentar. É como, quem é do interior talvez conheça, não sei se tem hoje em dia ainda, antigamente, Isabela é do Paraná, talvez você tenha visto por aí. O gado tinha para andar em uma determinada área, tinha uns fiozinhos bem fininhos de arame, eletrificados, baixa tensão, só para manter o gado aqui. Se o gado encostasse no arame, tomava um choque e voltava para onde era pra ir. É meio que isso, nós estamos tomando choquinhos ou chocões. Agora foi uma descarga meio pesada, né? Por que será que foi uma descarga meio pesada? Pra nos ajudar a pensar na vida, né? E o Espiritismo diz o seguinte, nesse momento, não sei se é hoje, se é daqui a 100 anos, se começou a 30, tanto faz, mas nessa mudança de prova e expiação pra regeneração, onde o mundo melhorará, é meio que a última chance pra quem tá aqui. Você tá encarnando várias vezes no mundo, tá encarnando, tá encarnando, tá encarnando, falando ó, melhora aí, ó, melhora aí, ó, melhora aí. E a humanidade tá melhorando. Volto a dizer a questão do escravagismo. A gente já não é mais escravagista, já não é mais carimbau. A gente estupra menos, ainda estupra, mas bem menos que no passado. A gente tá melhorando, aos pouquinhos tá melhorando. Se você não se melhora, se eu não me melhoro, chega uma hora que fala assim, queridão, queridona... Deu. Acho que não dá mais, exatamente, deu.
Chega de repetir de ano.
Exatamente, como na escola, você tá na escola. o pessoal tá estudando, você não tá estudando, você tá só no videogame, só na boa, e o povo tá estudando, o povo tá crescendo, você não tá crescendo. Uma hora, o professor, o diretor chama e fala, olha, querido, não dá mais, você tá aprontando pra caramba, você tá atrapalhando a sala, eles estão indo, você tá segurando esse povo aqui, não dá mais, você não faz mais parte dessa turma. A gente gosta de você, você é uma boa pessoa, mas você não tá afim. Como você não tá afim, nós vamos te tirar dessa escola, passar você pra uma outra escola mais fraca, dos mais fraquinhos, e olha que coisa curiosa, lá você será o mais inteligente, o mais esperto daquela turma, você vai ter até a chance, a obrigação de puxar essa turma aí. Então esses espíritos que estão desencarnando agora, parte deles, não todos, parte, aqueles que não se emendaram, que não quiseram se melhorar, não precisa estar ótimo não, mas os que não demonstraram nenhuma vontade do bem, da caridade, da fraternidade, do amor, esses caras não voltarão mais pra terra. vão encarnar em outro mundo. Isso é ruim ou bom?
Não, nada.
Isso é uma situação só. Vai estudar numa escola mais fraca. Pode ser que volte um dia, que se ele se mendolar, pode ser que volte. E esses aqui que já não tão prontos, não tão bons, não tão perfeitos, saindo longe disso, mas já tão afim de tomar algumas atitudes melhores, continuarão melhorando a qualidade de vida na Terra. Então não é segunda chance, é uma chance, a gente terá... São eternas chances, não há pressa. Há interesse de a gente se melhorar para o próprio bem, para a própria paz.
Perfeito. Eu adorei o que o senhor falou. São estímulos, incentivos para raciocinarmos, para a nossa melhora. Caldine, veio um comentário na sua publicação para falarmos sobre o medo e a ansiedade, que a ansiedade é uma das patologias relacionadas à saúde mental. Como então o Espiritismo vê esse aumento de medo e aumento da ansiedade, aumento de patologias relacionadas à saúde mental? Teve até aqui um rapaz, o Alex, que disse assim, esse vírus veio para nos, deixa eu ver aqui, veio para livrar a humanidade da escravidão mental.
Olha, interessante. Eu não sei se ele veio pra isso, Alex, mas que ele ajuda, ajuda, né? Agora, depende de quem. Nosotros acá, no... Não adianta, cara. Se a gente não se emendar, as coisas mudam. Só que eu acho que já não tá... Acho que já... Eu tenho pressão e torço pra que seja esse o momento. Ou que seja a partir deste momento. Pra que o que você tá falando seja verdade. Porque a gente falha, ó, não dá mais. Não dá mais.
Quer ver?
Eu fiz uma listinha aqui de coisa, ó. Corrupção, né? Vou até pegar a tolinha. O que nós sabemos? A gente sabe do nosso excesso de consumo, a gente sabe do excesso de lixo que a gente gera, a gente sabe da devastação da floresta, o gado, a gente comendo carne. Eu não sou vegetariano, já fui vegano, vegetariano, na verdade. Agora não sou mais, mas estou pretendendo voltar. Mas comer carne é um mal terrível. Todo mundo sabe a poluição que os animais causam, todo mundo sabe dos maus tratos ao animal. O consumo de água, fazer um quilo de carne, vai uma água absurda. não faz sentido nenhum, né? A gente sabe do excesso de agrotóxico, causa câncer, tá matando as abelhas, a gente sabe tudo isso. A gente sabe da poluição da terra, da água e do ar, que a Isabela falou, né? O mercúrio nos peixes, o plástico matando as tartarugas, um monte de coisa. Exato. A gente sabe do degelo, das enchentes. Estão vendo aí as enchentes, gente? O fogo por toda parte. Não é castigo divino, né? A gente tá desarrumando a terra faz tempo. A gente sabe tudo isso. A gente sabe do excesso da alimentação. Veja a obesidade. É uma doença terrível, terrível, terrível. Enquanto a gente tá passando fome no mundo, tem gente super obesa por toda parte do mundo desenvolvido, né? E a gente continua comendo com meus doidos, né? Isso faz o mal louco. Você imagina, um minutinho, eu falo isso em um dos meus livros, se nós todos coméssemos, Isabela, metade do que a gente come. Imagina o seu prato cortado a metade. Você não ia passar fome, né? Aliás, ia ficar melhor. A gente ia exigir menos do organismo para digerir tudo aquilo. A gente não ia ficar tão obeso, ia ter benefício na saúde coronária, benefício nas articulações, menos pressão alta, ia encher menos os hospitais, ia custar menos pra saúde pública, só tem benefício, a gente ia envelhecer melhor, ia ter menos Alzheimer, tudo seria bom. E, by the way, o que aconteceria? Sobraria mais alimento, sobraria mais comida, a comida baixaria de preço, gente que não tem acesso talvez pudesse comer. Então, olha que diferença. Mesmo sabendo disso, a gente não faz, a gente come que nem os loucos. Excesso de bebida. Olha o que causa bebida alcoólica, gente. É a cervejinha, né? A gente acha que bebida alcoólica é o destilado da cervejinha. Isabela, causa um mal doido. As pessoas bebem. Olha, só olhar.
Distração. Distração, né? Distração. Quero fugir da minha realidade.
Exato, exato. Sêneca tem uma frase maravilhosa que eu sinto nos livros. Ele diz o seguinte, embriagar-se é, como é que ele fala? É uma insanidade voluntária. A gente opta por ser insano. Olha a loucura que é isso, né? Você quer sair. Qual a diferença do cara que usa crack e do cara que toma cerveja? É muito diferente. Mas a base é a mesma, sair da realidade, como você bem diz. O cara toma uma cerveja, atropela uma pessoa, capota um carro, tá cheio, é só se olhar. A televisão mostra o carro capotado, um monte de latinha de cerveja. E volta a falar, é a cervejinha. A televisão mostra cerveja, gente bonita na praia. Quem toma cerveja é bonito e está na praia? É barrigudo, gordo, horroroso, não tem nada de bacana nessa história. Então tudo isso, a cerveja leva o marido a espancar a mulher e os filhos, é muito complicado. Cigarro, a gente sabe do malefício do cigarro agora, a indústria do cigarro, olha como são bacanas. Há um ano na Inglaterra, agora no Brasil, o presidente das grandes empresas começou a falar, o cigarro é um malefício, então nós estamos desenvolvendo o cigarro eletrônico para você. que é tão, segundo o doutor Drauzio Varela, faz tão mal quanto. É horrível o cigarro eletrônico. Mas a indústria, como tá caindo o consumo de cigarro, resolveu mudar para o cigarro eletrônico. Aliás, fazendo um parêntese aqui, o Brasil tá de super parabéns, né? Caiu barbaramente o consumo de cigarro no Brasil. Mas muito, hoje acho que é 10%, era 40%, né? E eu acho que aí o mérito é do... Então, acho que ele era senador, deputado, José Serra, né? Que proibiu o cigarro, virou fumódromo, depois acabou, o pessoal vai fumar na rua. Tá parando, hein? Dá pra mudar as coisas, né, Isabela? Só a gente querer que a gente consiga mudar. Enfim, falando ainda do nosso mundo atual, ganância, né? Que é diferente de ambição. Ambição é bacana, ambição é você querer uma coisa. Ganância é não ter limite, né? As margens dos laboratórios, caríssimos os remédios, não precisa, eu trabalhei em indústria farmacêutica, essa história que custa muito pra desenvolver um medicamento é parcialmente verdadeira, mas depois de um tempo você já pagou, aí é só lucro, é lucro gigantesco, não precisava, podia ser menor pra todo mundo ter acesso a remédio. Os bancos, você deposita seu dinheiro no banco, quanto ele paga pra você? 4%. 5%, 6%. Você vai pegar o dinheiro prestado do banco, quanto que custa? 150%. Foi 300%, o ano passado era 300%, Isabela. Faz sentido um negócio desse? É uma ganância espetacular. As religiões, a mercantilização da fé. Tem agora religioso nas redes sociais, de máscara, o cara que curava todo mundo até antes, tá certo? Tá de máscara. Ainda bem que ele tá de máscara. Dizendo o seguinte, uma voz doce, né? Já que você não pode vir aqui à igreja, ao culto, deposite a sua contribuição na conta do Bradesco, do Itaú. É vergonhoso, né? É vergonhoso.
Vergonha alheia total.
Não é fé, isso é grana, né? Enfim, há uma série, seis brasileiros têm mais dinheiro que metade da população brasileira, que 105 milhões de brasileiros. Alguma coisa está muito errada. E nós estamos mexendo nessa coisa toda. Então esse freio de mão, essa parada, eu acho que é pra gente pensar essas coisas e começar a mexer. Aí o que normalmente a gente fala, Isabela, mas quem sou eu? Eu não sou ninguém, eu não consigo mudar, não sou um deputado, não sou senador, não sou presidente da república, eu não sou um grande empresário, claro que você consegue, no seu entorno, mexendo em si, mexendo em volta, né? É parar de fazer aquelas coisas que a gente falou, passar pelo acostamento, ser mais gentil, mais doce, é assim que a gente muda a sociedade.
Isso, e aí depois de tudo isso que você colocou muito bem, primoroso, nós ainda, perdão, ainda vamos dizer, é um castigo, é um castigo, será que é um castigo?
Essa enchente é o castigo? Esse fogo que tá pegando é o castigo? Ou será que a gente mudou os chamados rios aéreos, né? Devastando as florestas.
Os voadores. Eu me lembro quando eu tava na previsão do tempo mesmo, quando nós tínhamos chuvas bem volumosas e as pessoas falavam assim, ai São Pedro tal coisa. Não é São Pedro não, o problema tá quem joga o lixo aqui. Que aí temos os alagamentos. E aí sim os grandes prejuízos. não é São Pedro, são as nossas atitudes.
Na verdade, além de São Pedro tem mais um responsável, que é o Leonardo DiCaprio, que foi fogo na Amazônia. Esse cara é louco.
Então, a gente sempre tende, né, Caldini, a responsabilizar o outro, a tirar a responsabilidade das nossas ações E é como você falou, se eu não penso nas consequências das minhas atitudes, eu acho que sempre é outro que tá culpado, aí eu vou fazer um monte de bobagem mesmo porque eu vou culpar outra pessoa. Como nós podemos, então, na prática, começarmos, e eu digo começar pela quantidade de pessoas ainda muito aflitas e ansiosas, começarmos a nossa reforma íntima nesse momento?
Então aí me chama a atenção duas coisas, você falou começarmos as pessoas e tal. Uma coisa que eu tô tentando, você não fez isso, mas eu tô tentando evitar, Isabela e amigos, é falar as pessoas.
Não, nós, nós pessoas.
Não, você fez direitinho, eu só tô falando porque eu me lembro disso toda hora. Ah, as pessoas isso, as pessoas aquilo, as pessoas não sei o quê. Que história é essas pessoas? Eu tô fora das pessoas? Eu não sou as pessoas, né? A gente sempre acha que o outro, a gente mete o dedo no nariz do outro, fala você, você, você, e eu, né? Então esqueça o outro, cuide de si, cuide da sua melhora. Se o outro tá errando, Perceba o erro do outro e use isso como exemplo, como o que não fazer e não ficar criticando o outro. perceber que precisa. Se eu achar que eu sou o rei da cocada preta, que eu sou o único cara correto, que o mundo inteiro tá errado, não vai rolar. E aí eu vou ficar sofrendo, e sofrendo, e sofrendo, e sofrendo muito tempo, até que uma hora a ficha cai, né? Então a gente fala, pô, o fulano é feliz, eu sou infeliz, Deus não existe mesmo, né? Olha, ele tem tantos irmãos gêmeos, univintelinhos, iguaizinhos, um é super feliz, outro não é. Por quê? Porque Deus é injusto? Claro que não. É porque um já merece ser feliz. Por quê? Porque ele fez por merecer ser feliz. Ele já se emendou, ele já parou de pisar na bola, ele parou de fazer bobagem, então ele sofre menos, porque ele tirou esses inúmeros fatores que trazem o nosso sofrimento. Então, como começar a fazer reforma íntima? Eu diria que há alguns passos. Primeiro, compreender a necessidade de se modificar. Segundo, parar de culpar o outro, entender que o problema é consigo mesmo. É aquela história que Jesus falou, no olhar, a gente olha a trave, o olho... O cisco no olho do outro não olha a trave no nosso olho, né? Para de olhar o outro, olha assim, para de fofocar, para de falar mal do outro, né? Terceiro, uma vez que você notou que precisa mudar, comece. Pelas coisas pequenas, não vai pegar a coisa mais difícil, pega a bobagica, né? Ah, vou reciclar lixo, por exemplo. Comece a reciclar lixo, né? Ah, vou lavar a louça sem que ninguém peça. Comece a lavar a louça sem que ninguém peça. Vou falar quando minha mulher estiver bacana, o cabelo dela estiver bonito, vou elogiar o cabelo dela. Ó, Isabela mexendo no cabelo, ó. É isso mesmo, é fazer pequenos carinhos, pequenos agrados, falar que a comida tá tão gostosa, muito obrigado, viu que você cozinhou pra mim hoje. A gente faz isso, gente. Você não gosta de ser elogiado, você não gosta de sentir que alguém gosta de você. Ligar pra alguém, nós estamos ligando. E essa crise tá fazendo a gente falar com os parentes, buscar amigos. Eu tô recebendo e fazendo, já falei com um amigo da Inglaterra, falei com um amigo da da Dinamarca, vários Estados Unidos, da Argentina, do Chile, Costa Rica, a gente tá se reconectando com um monte de gente, um amigo meu do exército, Isabela, que eu não via há 40 anos, fez exército comigo, meu colega do CPUR, a gente voltou a se falar esses dias, olha que delícia, que coisa maravilhosa, né? Então a reforma íntima pressupõe você retomar, então primeiro, ter noção da necessidade de mudança, parar de jogar cotão no outro e tomar pra si, fazer as perguntas certas, por que eu agi assim, por que eu agi assim, tô irritado, eu não tava, por que eu fiquei irritado? Ah, já sei, foi tal coisa que eu fiz, foi tal coisa que tal pessoa fez, foi tal coisa que eu li, ouvi, identificar o que nos faz mal e começar a mudar essas coisas, né? E não desistir, porque vai ter hora que você vai errar de novo, caramba, pisei na bola de novo, fiz bobagem de novo, tudo certo, você não aprendeu a andar de bicicleta e de pro outro, você começou a andar de bicicleta, caiu, ralou o joelho, doeu, você chorou, falou vamos andar nunca mais, aí você andou de novo, alguém te ajudou segurando o selim, é assim, compreender que a vida não é uma escada rolante que você vai subindo automaticamente, é uma escada que o de cima puxa o de baixo e esse aqui pega a mão do de cima, um vai ajudando o outro, ajudando o outro, é só na fraternidade, eu tenho visto muitos artigos que não tem nada a ver com espiritismo, nada a ver com religião, nada a ver com filosofia, de economistas, de médicos, falando, olha, ou a gente se ajuda, ou a gente se ajuda. Gente, isso é bacana, hein? Será que tá caindo a ficha, finalmente? Não jogar pro outro. Ou a gente se ajuda, ou eu ajudo os outros a começarem em mim. É, mas se eu ajudar, ninguém me ajuda. Não tem importância. Não tem importância, você tá trabalhando pra você. Você não tá trabalhando pro outro. Cuide de ser bom pra você. E aí a vida naturalmente lhe sorrirá. Por quê? Porque é natural. É a história que você plantou, rosa, vai colher rosa. Plantou espinho, vai colher espinho. Então, plante coisa boa. Seja coisa boa. O Espiritismo tem uma frase que eu gosto muito, talvez você tenha visto já, que diz o seguinte, Isabela, é espargir o perfume da caridade, da paz, da felicidade no seu entorno. Não é isso mesmo, ó. É você levar a caridade, você levar a serenidade, você levar a paz por toda parte. É fácil? Não. É possível? É. É bom? É ótimo. Começa a fazer isso. Em essência, sim. É prestar atenção e começar a mudar as coisas em si mesmo.
A Iara, a escritora Iara Fonseca, ela pergunta se a gente vai deixar a live se a gente vai salvar essa live. Yara, sim, nós vamos salvar. Várias pessoas perguntaram.
Tem um risco, né, Yara? Tem um risco. Se eu não conseguir salvar aqui, se eu não souber mexer nesse negócio aqui...
Eu vou te ensinar. Aliás, Caldinho, nós começamos por volta de umas 9h40, você se lembra? Se foi 9h40 que a gente começou? Foi, exatamente. Então a gente só tem que tomar cuidado pra encerrar 9h38, senão aí sim o Instagram derruba, como se não houvesse amanhã. E aí... A gente encerra e aí vai ter com o número de pessoas que nos acompanharam e também embaixo salvar o story ou excluir o story. Pronto. Depois eu vejo com você a maneira de pegar pra subir no YouTube. Eu vou deixar um resumo aqui no feed do Instagram e depois o vídeo todo lá no YouTube. Caldine. Você fala tantas coisas incríveis, eu não quero te interromper Você falou agora sobre os passos para a reforma íntima Tem muito a ver, como você falou, eu preciso reconhecer que eu preciso dessa mudança E agora, eu queria entrar num assunto que tem surgido muito nesse momento que é de desespero para algumas pessoas E aí sim eu vou colocar para algumas que é a questão do suicídio. Assim como você falou que quando eu bebo, por exemplo, é uma insanidade voluntária. Muitos estão buscando nas drogas, na bebida, sair dessa realidade que a única certeza que nós temos é a incerteza, mas alguns lidam muito mal com essa incerteza. Como a espiritualidade e o espiritismo veem o suicídio? Agora ficou sem som. Ficou sem som. O áudio do Caldine parou, a Yara falou.
Sai. Agora.
Agora voltou. Saiu.
Bom. Agora. Saiu? Tá funcionando?
Agora voltou. Agora sim.
Não, tô brincando. Bom, suicídio. Suicídio, não solução. É assim que o espiritismo compreende. Por que não solução? Se nós somos espíritos imortais, não existe o suicídio. Você não se mata, esqueça. Ah, mas você mata o corpo. Ah, isso sim. Isso aqui fica, estraga. O corpo é a única coisa que morre. O espírito não morre, o espírito continua. E a hora que você se mata, achando que aquilo é solução pra alguma coisa, não é solução pra nada. As pessoas se matam por alguma angústia, né? Não tá valendo a pena viver, a vida tá chata, a vida tá muito angustiante, a vida tá muito difícil, não tá dando conta, tá. Só que na hora que você se mata, você vai continuar não dando conta, e pior, você vai ver que não teve solução. E vai sofrer, segundo o espiritismo, as consequências daquele ato. O que quer dizer isso? Nós temos, é como se tivesse prazo de validade, é meio como se fosse um presunto, você tem que viver até os 73 anos de idade, você se mata aos 51, né? Dos 51 aos 73, o nosso corpo ainda tá muito ligado ao espírito, tem uma ligação energética muito forte ainda, e você arrebentou aquilo, isso faz o mal danado, você sente essa coisa complicada. Mas além disso, o mais importante que isso é que não é solução pra nada. Você causou muita dor a muita gente ao cometer suicídio. Imagine os filhos de um pai suicida, de uma mãe suicida. Imagine um cônjuge de um suicida. Imagine a mãe ou o pai de um suicida.
O irmão.
O irmão. O angústia é terrível, eu tenho casos assim próximos a mim. É muito angustiante, porque todo mundo fica achando Eu devia ter percebido. Eu devia ter falado o que eu amo. Eu devia ter dado mais atenção. Eu achei que era uma bobagem. André Trigueiro, seu colega jornalista, espírita, um cara bárbaro, brilhante, tem um livro muito bom a respeito. O André fala sobre isso muito. E o André diz, em essência, o seguinte. É um caso de saúde pública gravíssimo. O suicídio é enorme na humanidade. Quando o André fala no suicídio, quem cala consente, ou seja, converse. Se alguém perto de você está pensando em cometer suicídio ou você acha que está, aborde o tema, não fique quieto. Fale, escute. Vamos conversar um pouquinho? Está tudo bem? Eu estou sentindo que você está meio mal. É impressão minha ou você está pensando em suicídio? Porque a pessoa quer conversar, quer falar. Diferente do que no passado, você falava, não fale porque isso vai incentivar. Não, fale sim.
Isso serve inclusive para casos de depressão e ansiedade.
Olha que interessante. É, buscar ajuda, né? E se você tá pensando no suicídio, é a mesma coisa. Fale a respeito, converse com alguém de sua confiança, um parente, um amigo. E tem aí o CBV, que é maravilhoso, né? O Centro de Valorização da Vida. Ligue para o CBV se você quiser. Lá tem gente pronta a ajudar, treinada, que não vai fazer fórmula nenhuma pra você. Vai conversar, vai ouvir mais do que falar e vai tentar resgatar dessa bobagem que é o suicídio. Então, pensando em você, pensando nos outros, não faça essa bobagem. Ah, mas agora é um momento muito duro, as pessoas ficam muito desesperadas. Bom, serenidade, né? Pensar, usar o raciocínio, tentar melhorar o nosso modo de compreender o mundo.
Antes da gente encerrar esses últimos seis minutos, Caldini, dentro das vantagens desse momento, porque existem muitas vantagens, como você escreveu nos textos lá no Great Place to Work, recomendo demais para que, se vocês ainda não leram, acessem esse conteúdo do Caldini sobre a questão do tempo que nós ganhamos. Um exemplo. Dentro dessas vantagens, então, para a gente concluir, o que você já identificou e o que você falaria para despertar outras pessoas que ainda não perceberam quantas vantagens nós já temos?
Quantas? Eu não ouvi direito.
Quantas vantagens nós já temos?
Olha, acho que é questão do tempo. Nós estamos com tempo para pensar agora. Você parou de ter que ir para o trabalho e voltar para o trabalho nesse tempo que nós estamos em isolamento social, que aliás é importantíssimo. Por favor, mantenham-se em casa. É um crescimento exponencial essa contaminação. A única proteção nesse momento é ficar em casa. Mas enfim, nesse momento a gente pode pensar a vida, pensar nossos valores. Uma amiga me falou uma frase, Isabela, que eu achei maravilhosa. Ela é jornalista também. Ela falou, nesse momento, o único caminho é para dentro. Olha que beleza. É isso mesmo.
A saída é para dentro.
É a única série pra dentro, né? Que legal você pensar em si. Aproveite o tempo pra refletir, né? E tomar decisões. Vou mudar isto, isto e isto que eu não tô gostando da minha vida. Esse é o bom uso desse momento. E serenidade. Ah, mas é difícil ser sereno. Não é difícil ser sereno. É só você parar de prestar atenção nas coisas erradas e prestar atenção nas belas coisas da vida. Que é a sua própria vida, inclusive. A oportunidade que você tá tendo de aprendizado. Maravilhoso isso. Tanta coisa bacana que já aconteceu na sua vida. Tanta coisa bacana que vai acontecer na sua vida ainda, não é? Fique-se nisso, pense essas coisas. A outra dica que eu acho importante, que as pessoas não gostam, as pessoas, olha eu falando as pessoas aqui. É pensar na morte. Pense na morte. A morte não tem nada de errado com a morte. A morte é só natural. Os nossos corpos todos morrerão. Nós todos não morreremos. Compreender a morte assim, saber que ela vai acontecer daqui a pouquinho comigo, com você e com todo mundo, com aqueles que você gosta muito, inclusive, é importante. Porque a hora que ela acontecer, e ela acontecerá, não será muito surpresa. E você vai estar mais preparado para conviver com a morte, saber lidar com a morte. Isso é tão importante. Não deixe de lado, viu? Não tema a morte. Não tem nenhum problema a morte.
Pronto. E aí eu também recomendo a vida na visão do espiritismo e a morte na visão do espiritismo. A doutora Ana Cláudia Quintana Arantes tem um livro que eu gosto muito também, como o seus, que é a morte é um dia que vale a pena ser vivido. É como a OMS fala sobre a pandemia, ou a gente compreende, a gente busca essas informações, ou a gente vai sofrer por algo que é natural.
Exatamente. Caldini, eu... Isabela, é uma fase, e a fase passa, né? Mas a gente tem que permanecer saudável, usando a sua área de expertise, saudável mentalmente, saudável espiritualmente, né? Quer rezar, reze, mas reze pedindo o que vale a pena pedir. Não peça pra Deus livrar a gente desse horror. Peça serenidade, peça conhecimento, peça sabedoria. peça amplitude de visão, peça o amor entre os seus, peça o amor da humanidade, peça que você tenha coragem de perceber onde precisa mudar e mudar, tudo isso dá pra gente pedir pra Deus, que é o que de melhor a gente pode pedir, né?
Perfeito. Eu, assim como várias pessoas que estão aqui, ficaremos horas te ouvindo, porque você tem uma visão muito ampla, muito privilegiada sobre vários ambientes da sociedade. Nós podemos já combinar uma outra live mais pra frente?
Claro, com o maior prazer. com muito gosto.
Não só sobre o espiritismo, com essa visão mais abrangente, mas também sobre o tema do seu último livro, que é o networking versus not working. Como é que a gente pode aproveitar esse tempo também para fortalecer algumas relações?
Combina a daço, quando vocês quiserem.
Não é? Caldinho?
Estou vendo um monte de gente conhecida, amigos meus aqui pipocando, muito obrigado, viu pessoal? Todo mundo que está junto aí, uma alegria, uma felicidade.
Foi um privilégio estar com você. Esse conteúdo ficará disponível no YouTube, lá no meu canal Isabela Camargo Real E eu queria que você compartilhasse aqui, Caldine, como as pessoas podem também te acessar Além do Great Place to Work, qual é a sua frequência que você tá.
Por lá No Great Place, semanalmente. Toda quinta-feira sai um texto meu sobre networking. Agora, por conta da Covid-19, por conta do isolamento, a gente tá falando um pouco mais disso. Mas toda quinta-feira tem um texto novo no Great Place to Work, no site deles. Aliás, no LinkedIn e no site deles também. E vídeos. Tem uns, em Leão, já fiz acho que uns 300, mais de 300 vídeos pequenininhos de 4 minutos. Só colocar meu nome que aparece sempre abordando temas da nossa vida de acordo com a visão do espiritismo, né? Mas acho que esses são os jeitos mais fáceis de a gente estar em contato.
Muitas pessoas gratas pelas suas palavras e me vem uma frase aqui. Quando o ouvido está pronto, a mensagem chega. Então, muito obrigada pelo seu tempo. Beijo para todos. Fiquem em casa e se cuidem. Eu vou sair daqui para você poder encerrar aí com calma, tá bom?
Odela, muito obrigado. Foi um super prazer estar com você. Obrigado pelo convite.
Adorei.
Você é super querida no meu coração. Muito obrigado.
Gratidão, meu amigo. Até breve.
A sua família aí. E agora acho que encerro aqui, né, pessoal? Se eu não errar, aí eu vou gravar e passar para vocês. Um abração para todo mundo. Obrigado, viu? Até a próxima vez. Tchau.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








