Estresse em excesso é um veneno silencioso!

Dr. Marco Kogi, a physiotherapist and stress researcher, explains how chronic stress poisons the body through cortisol, damages fetal and child brain development, and triggers burnout. He demonstrates cardiac coherence and biofeedback techniques to reverse these effects.
Chapters
Olá, olá, boa noite, seja bem-vindo, bem-vinda. Hoje é terça-feira, 19h34, e eu vou começar uma das entrevistas mais esperadas dos últimos tempos, pelo menos por mim. Eu tenho certeza que ela vai fazer muita diferença na sua vida porque eu vou falar sobre o estresse. Eu não, junto com o Dr. Marco Kogi, pesquisador na área, nós vamos falar não só sobre os filhos do estresse. Mas o que que o estresse realmente causa na nossa vida? A gente fala muito de estresse, estresse, estresse, mas de verdade, como será que o estresse pode influenciar na nossa vida, hein? Muito obrigada a todos vocês que já escolheram já entrar aqui nessa nossa conversa. Doutor Marco já já tá chegando, já vamos dividir tela. E já quero fazer um convite: se vocês tiverem alguma dúvida, especialmente da Suíça, né, Hugo, enviem aqui as perguntas na caixinha com ponto de interrogação. E se vocês entenderem que o assunto é importante para mais pessoas, quanto mais corações vocês colocam aqui, mais o Instagram entende que esse assunto é relevante. Então, se a gente cruzar as nossas informações, independentemente da sua profissão, da sua idade, independentemente de qualquer coisa, nós vamos falar sobre um assunto que impacta a vida de todos. Será que estresse tem idade? Só pessoas que trabalham têm estresse? Será que crianças têm estresse? Idosos têm estresse? Será que o feto é afetado pelo estresse da mãe? Olha, eu sei que vai ser um assunto muito importante. Desde que eu comecei a ouvir o Dr. Marco falando sobre filhos do estresse, eu fiquei chocada com as consequências do estresse no bebê e como que esse bebê depois pode ter problemas no desenvolvimento cognitivo, como ele pode ter problemas, dificuldade no comportamento, nos seus relacionamentos. Então, Lilia, obrigada por estar aqui. Sejam todos bem-vindos, tá? Hoje o assunto, ele pode transformar a vida, né, de quem quiser compreender como pode administrar, se blindar, como pode lidar melhor com o estresse, que todos nós estamos sujeitos em diferentes níveis. Então o Dr. Marco vai entrar aqui, olha, conosco. Eu tenho certeza que será um papo muito rico. Hoje em dia tá difícil uma pessoa sem estresse. Oliveira, é justamente isso que nós vamos falar, como que nós vamos lidar com o estresse. Ninguém está blindado, todos estamos sujeitos, mas podemos administrar de uma maneira melhor. Todo mundo tem algum tipo de estresse, sem João Batista, mas gestantes, por exemplo, que vivem situações muito estressantes, que podem ser fome, frio, insegurança, problemas nos relacionamentos, o bebê sente. E se um bebê sente, ele cresce também com suas consequências. É isso que o doutor vai falar. Nós todos, eu tô comentando aqui, né, dos filhos de estresse, mas todos nós, tudo que nós o que pensamos, ouvimos, comemos, todas as nossas interações podem ou não estressar. Tem também o estresse bom, não tem só o estresse ruim. Vocês sabiam que até tirar férias causa estresse? Então é sobre isso que nós vamos falar com o Dr. Marco Koggi, que é fisioterapeuta, pesquisador na área de estresse há muito tempo e desenvolvedor do Cardio Emotion, que é um equipamento fantástico para diminuir o estresse, para a gente entrar em coerência com o nosso estado cardíaco, com o nosso estado geral. É um tema muito importante, sim, Ibrahim, tem muita gente estressada, mas pior do que isso, tem muita gente doente por conta do excesso de estresse. Eu já estou, doutor, enviando a solicitação agora é só você aceitar, tá, para entrar aqui. Aliás, o doutor, ele liberou o acesso do curso Filhos do Estresse gratuito. É só vocês entrarem lá na página do Cardio Emotion e colocar a mensagem "eu quero", mandando um direct lá na página do Cardio Emotion, que ele vai liberar o acesso gratuito para o curso EAD sobre os filhos do estresse. E aí nós vamos também sortear pelas mensagens que forem enviadas por lá dois livros da On Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites, porque a nossa convivência com o tempo também interfere muito na forma como vamos sentir ou não o estresse. Olha, eu estou então aceitando aqui, doutor? É só entrar. Fran Feitosa: ambientes familiares de brigas dos pais e cobranças. Olha o doutor aí! Tudo bem, querido?
Tudo bem. Eu posso entender de estresse, mas de Instagram não entendo.
Oi, foi um pouco estressante para entrar?
Não, é que eu tava, em vez de entrar pelo Cardiomux, tava entrando pela tua, pelo teu Instagram. Mas aí eu raciocinei, bom, eu acho que eu tenho que entrar pelo meu. A gente não tá muito acostumado a trabalhar com Instagram, acontece isso.
Evidentemente. Doutor, eu tava aqui esquentando, né, a todo mundo que já ficou conosco, que se conectou com o assunto. Eu quero já lhe fazer um agradecimento público por vários aspectos. Primeiro, Porque desde quando eu lhe conheci e você me disse o quanto o estresse afeta as nossas células, inflama todas as nossas células, acho que dali em diante que eu comecei a desestressar e acabei engravidando.
Epa!
Segunda coisa, quando você também falou sobre esses seus estudos sobre os filhos do estresse, eu posso dizer aqui, gente, claramente, que todas as entrevistas que eu fiz esse mês de maio Foi por conta do doutor ter falado o quanto é importante nós acolhermos a mulher no momento de gestação, porque é um evento muito estressante também. Então, muito obrigada, doutor, por ter me dito isso para a saúde.
Eu que agradeço a oportunidade de estar com você e seu livro tá aqui comigo.
Ótimo, vamos sortear 2 hoje, não é? Lá pelo cartão.
Maravilha, maravilha, Doutor Marco.
Eu vou deixar por enquanto comentários aqui na frente, já já eu vou tirar, tá? Então eu só quero mais uma vez então agradecer a presença de quem está conosco, fazer o convite para enviar perguntas pela caixinha de interrogação. Quanto mais corações subirem aqui ao lado, mais o Instagram entende que esse assunto é importante. E lembrar que o Doutor Marco CORG. É fisioterapeuta, pesquisador na área de estresse e desenvolvedor do CardioMotion. Doutor, há quantos anos— posso lhe chamar de você?
Claro, faz favor.
Há quantos anos você estuda as consequências do estresse?
Eu comecei a me aprofundar mais em 2008, 2007. Porque eu fui parar no hospital, fui para UTI, você sabe disso, né? Então eu estava de férias lá em Gramado e eu acordei de uma segunda para terça-feira às 3 horas da manhã me sentindo mal. E eu fiz uma autoavaliação, eu vi que alguma coisa não estava bem comigo. E como eu fui uma pessoa sempre que busquei o equilíbrio através de yoga, meditação, alimentação vegetariana. E eu falei: nossa, o que tá acontecendo? Então eu fui lá para o hospital e aí fiquei 2 dias internado na UTI. Todos os meus exames clínicos estavam normais, menos o coração, que tava com uma fibrilação atrial e uma arritmia muito forte. E a causa provável era estresse e ansiedade. Porque na época era executivo de uma empresa, de um grupo muito grande brasileiro, e participava da diretoria, e a gente sofre uma pressão muito grande por resultados. O problema é que a gente se acostuma com isso e acha que é normal. Quando você menos espera, acontece. Então nessa época eu comecei a estudar com mais detalhes Embora eu já muito falei, praticasse yoga, tudo, eu me sentia totalmente zen, desestressado, alimentação natural, mas quando comecei a estudar, eu vi a seriedade do assunto. Quando a gente fala estresse, ah, é um estresse, ah, é uma barata, eu estou estressado, não é bem assim. O estresse é uma coisa que você vai acostumando com estresse. E a hora que você menos espera, acontece. Mas é importante a gente, quando fala em estresse, normalmente fala no estresse crônico, lembrando que existe o estresse agudo. O estresse agudo é bom. Você passa por uma situação de perigo e você reage imediatamente para se livrar dessa situação, mas passou isso, daí você volta ao normal. O problema é estresse crônico. Que ele vai de gota em gota, gota em gota, vai enchendo o copo. De repente, o copo transborda e você não percebia. É aquela fechada no trânsito, é aquela discussão com um companheiro de trabalho, ou é uma briga com o chefe, e vai somando, somando, somando, somando. De repente acontece. E quando acontece, muitas vezes eles não avisam. E aí sim, bom, tem um negócio chamado burnout também que você conhece muito bem, né?
Mas, Doutor, temos aqui um universo para percorrer, já tem várias perguntas aqui. Mas você disse a diferença do estresse agudo e o crônico. Então, o estresse agudo é quando eu vivo uma situação em que meu corpo libera o quê?
Então, existe todo um mecanismo para isso e tá ligado. Nós temos então o estresse, o agudo, que é uma reação imediata através do sistema nervoso autônomo, que prepara a gente para luta e para fuga. Inicialmente, ele libera o que a gente chama de adrenalina, na realidade é norepinefrina, né? E isso aí deixa o corpo preparado para a luta e fuga. Isso é uma reação imediata. E se isso começa a se manter, esse estado de muita adrenalina começa a se manter, aí aparece a produção do cortisol. E o cortisol, ele é importante, ele é anti-inflamatório, que a gente chama de hidrocortisona. Mas ele em excesso, ele começa a prejudicar uma série de funções nossas. Ele pode levar a osteoporose, osteopenia, perda de massa muscular, aquela síndrome metabólica em que você tem excesso de gordura na barriga, afeta a memória, afeta muitas coisas. E na grávida a coisa complica um pouco mais. Porque esse cortisol, ele é tóxico, ele é neurotóxico. Nosso cérebro e o cérebro do feto, ele é revestido por uma camada que protege, chamada de barreira hematoencefálica. Então, normalmente, as moléculas grandes não passam pela barreira hematoencefálica, mas moléculas pequenas conseguem passar, e o cortisol é uma das moléculas que consegue passar. E ela chega através da placenta, do cordão umbilical, até a criança e vai até o cérebro. Ele é neurotóxico. Ele começa a atacar alguns centros neurais importantes. Uma delas é a amígdala. A gente chama de amígdala do hipocampo, né? As pessoas confundem com tonsilas palatinas, né? Com as tonsilas. Não é. É no cérebro. Nós temos dois hipocampos, um do lado direito e um do lado esquerdo. E como ele é neurotóxico, se essa condição de estresse continua na mulher grávida, ele pode afetar de uma forma irreversível o cérebro da criança. Então, e se a mulher durante o período gestacional está sujeita a estresse e também ansiedade, não é só estresse, estresse e ansiedade, e acontece esse evento de ter excesso de cortisol, E ele chega a agredir até 25% do volume, do tamanho do hipocampo. E se esse estresse continua quando a criança nasce, pode tornar-se irreversível. Então a criança ela vai ter uma série de acometimentos devido a esse excesso de cortisol que leva tudo. Então é muito sério. A gente acha que estresse é uma coisa banal, mas não é não, é uma coisa muito séria. E agora, quando você fala em estresse, ansiedade na pandemia, a coisa, nossa, tomou volume assim impressionante.
Doutor, antes da gente continuar, só para todos que já estão aqui, eu quero já dizer que o doutor tem um curso sobre filhos do estresse fantástico, fantástico, e o doutor está generosamente disponibilizando esse curso gratuito para quem enviar uma mensagem lá na página do doutor, que é Cardio Emotion. Nós já vamos falar o que que é o Cardio Emotion, mas por hora é só importante você saber que se você enviar uma mensagem, né, no direct, você já vai ter acesso a essas aulas sobre Filhos do Estresse. Tá pedindo para salvar a live. Sim, ficará gravada, doutor. Então vamos lá. O cortisol, ele em excesso pode ser um veneno para qualquer pessoa, e no caso das grávidas afeta o bebê, certo?
Exatamente isso, exatamente isso.
É quando a gente fala estresse bom e estresse ruim, nós estamos falando de tipo de situação ou quantidade de estresse?
É assim, se a gente for partir do princípio que a nossa principal característica é a sobrevivência, se eu não sobreviver, nada acontece. Mas não é só sobrevivência minha e sim da minha espécie, mas Para que eu possa sobreviver, eu tenho que me adaptar. Se eu não me adapto a um determinado meio, eu não consigo desenvolver a minha espécie. Então, o estresse é chamado de síndrome geral da adaptação. O que significa isso? Nos estudos lá antigos, né, de Galápagos, em que Charles Darwin mostra que alguns pássaros desenvolviam bico específico para pegar o bichinho lá entre as pedras da ilha, enquanto que a mesma espécie no continente já não tinha o mesmo desenvolvimento. Então ele chegou à conclusão que a gente tem que se adaptar para sobreviver. E essa adaptação, ela passa necessariamente pelo radarzinho que nós temos chamado amígdala. Amígdala do hipocampo. Você tem o hipocampo bilateral, que está relacionado às memórias, isso, um de cada lado, lá no centro do cérebro, né? E na frente do hipocampo tem uma amígdala, que é chamada de corpo amigdaloide. Nós temos um de cada lado. E esse corpo amigdaloide, ele tem a função de ficar nos protegendo. Então ele fica como se fosse um radar o tempo inteiro, o dia inteiro, a noite inteira, observando se existe algum tipo de ameaça. Porque essa ameaça pode prejudicar a nossa sobrevivência. E essa ameaça pode ser real ou imaginária, não importa. Então, quando essa ameaça ela vem e passa rapidamente, seria um estresse agudo, em que ela desperta através do nervoso autônomo uma reação de luta e fuga, que é uma reação imediata para você lutar ou fugir naquela situação. E aí então o corpo tá preparado para isso. O ruim é quando isso se perpetua por muito tempo. Então o estresse agudo é uma defesa e o estresse crônico é um problema.
Entendi, perfeito esse exemplo, doutor. Eu vou aproveitar aqui uma questão da Marina, que ela diz assim: outro dia vi uma palestra falando de como usar estresse a nosso favor, usando a potencialidade dele. Ainda nesse aspecto do estresse positivo ou negativo, então se eu vivo em um ambiente de muita insegurança ou de muita violência, tudo isso vai favorecer o estresse crônico?
Crônico, estresse negativo. Você tem o eu-estresse e o de-estresse. O eu-estresse é aquele estresse que faz você levantar de manhã e trabalhar animado, quer dizer, mobiliza teu corpo. Esse é o bom. Mas aquele que contém excesso, que leva a doenças, por exemplo, esse é o estresse ruim, é o de estresse. Então realmente você tem esses dois chamados, dois tipos de estresse.
Agora, doutor, o estresse então ele está relacionado a situações que provavelmente podem me gerar medo, em que meu corpo entende como uma ameaça, né? Então antes, no tempo das cavernas, nós tínhamos essa situação, Luto ou foge. O problema é que agora nós estamos vivendo esse estado de luto ou foge o tempo inteiro. Redes sociais, convivência em geral, tudo isso pode então provocar esse quadro de estresse crônico. E aí o cortisol, que é o hormônio de estresse em excesso, inflama as células. Esse é o caminho?
Exatamente isso. Exatamente isso.
O que que vem antes? O estresse ou a ansiedade?
Eles estão de mãos dadas, né? O estresse pode ser, como a gente falou, crônico, mas quando a pessoa fica cronicamente estressada, gera uma ansiedade. Ansiedade é quando você tenta antecipar um futuro, e normalmente essa antecipação não é de coisa boa. Se você fica preso no passado, A pessoa chama de depressão. Se você fica ligado num futuro, você tem ansiedade. Agora, se você tá ligado num futuro que é ruim, então essa ansiedade começa a se tornar cada vez pior. Quando a gente fala em ansiedade, na realidade a gente tá falando em transtorno de ansiedade. O transtorno de ansiedade se manifesta de diversas formas, como TAG, que é transtorno de ansiedade generalizada, que é fobias, todos os tipos de fobias. O burnout é um tipo também. Você tem agorafobia, aerofobia, aracnofobia. Todas essas fobias são transtornos de ansiedade. Tem centenas, talvez mais do que centenas de sintomas, mas todas elas estão relacionadas à hiperreatividade hiperatividade dessa amígdala que a gente falou. Então a amígdala, ela começa a antecipar problemas que não existem. Ah, eu tenho medo de aranha, por quê? Eu gero ansiedade que aquela aranha vai me atacar. Como? Aranha é pequenininha, ela sai correndo, ela foge. Por quê? Porque no nosso subconsciente, a gente traz muito isso nas nossas aulas de hipnose clínica, no nosso subconsciente Tá formado uma crença negativa, e essa crença negativa tá relacionada, por exemplo, medo de aranha, medo de barata. Tem gente que tem medo de um monte de coisa, mas tem sempre relacionado a um tipo de ansiedade, e tá relacionado ao estresse também. Então estresse e ansiedade andam de mãos juntas, né?
Mãos dadas. Se culpar por não dar conta das atribuições no trabalho causa estresse?
Muito, principalmente se o teu chefe for exigente, ficar no teu pé, ou você ter uma autocobrança muito grande de perfeccionismo. Isso gera muito estresse, muito estresse.
Como você disse, né, doutor, você viveu uma experiência Pela pressão por resultados. Todos nós temos alguma pressão por resultados, e aí, dependendo da escala e da fase da vida, essa pressão ela pode, como uma panela de pressão, ela precisa ser desligada um momento. Só que a gente vai normalizando o anormal, não é? Mas o estresse, já entendemos, é prejudicial, mas ele é muito banalizado. Porque, por exemplo, se a mulher levanta o tom ou se ela fala qualquer coisa fora daquilo que quem está ouvindo quer ouvir, vai dizer: "Ai, fulana está estressada", como se fosse uma coisa passageira e inofensiva, mas não. Gostaria que você trouxesse um pouco dessa visão de como nós estamos banalizando uma coisa tão séria.
Então, porque o estresse Ele tem 3 ou 4 fases. Tem uma fase de alerta, em que você tem toda uma reação do sistema nervoso, de sudorese, de taquicardia, de dilatação da pupila, às vezes dor de cabeça, dor no corpo. São reações imediatas. Normalmente esse estresse deve passar da fase de alerta. Ele fala: olha, cuidado, cuidado que você tá indo no caminho errado. Muito bem, se você não prestar atenção, ele passa para uma segunda que é de resistência. A segunda fase de resistência é uma fase em que a pessoa já começa a ou ela volta para a primeira fase ou ela vai para terceira fase. É uma fase que já começa a ficar difícil. Aí alguns autores falam de uma terceira fase e a Marilda Lipe, que é uma cientista brasileira, fala de uma quarta fase. Então seria alerta, resistência, quase exaustão e exaustão, seriam as quatro fases, ou alerta, resistência e exaustão. Ela entendeu que existe uma fase intermediária, é a fase que a gente chama das doenças psicossomáticas, que elas começam a se instalar. E aí tem problemas mais sérios, até hipertensão arterial, até problemas cardíacos, já começa a ter insônia grave, disfunções sexuais, a coisa começa a tornar-se bem mais séria nesse sentido. Então ela vai evoluindo e muitas vezes leva realmente a pessoa ter que se internar, fazer um tratamento psiquiátrico mais intenso com remédios, tudo porque Ela perde o controle da situação e somatiza. Ela começa na mente e somatiza em seguida.
Exato. É por isso que no caso do burnout, né, que é o esgotamento, né, pelo excesso de trabalho gerado pelo excesso de estresse, são muitos sintomas, né, o corpo tentando chamar para o equilíbrio de todas as maneiras. Agora, eu tenho comentário Infelizmente ele não tá aqui na caixinha para eu poder destacar, mas então eu vou ler. A Graça Jesus, ela diz assim: eu sou diagnosticada com ansiedade generalizada, não sei mais que medicamento tomar, isso afetou todas as áreas da minha vida. Doutor Marco, sabemos que o medicamento ele é indicado para alguns casos, mas independentemente dos casos, além do medicamento— nós não estamos encerrando essa live não, tá, gente, tá com um tom assim já de conclusão, mas não— mas além do medicamento, para os casos de estresse, transtornos, ansiedade diagnosticados, qual é a sua recomendação para a gente voltar para o equilíbrio perdido?
Nós temos algumas recomendações. A gente sabe que alimentação é importante, a gente sabe que esportes são importantes, mas o pessoal fala: "Pratique esporte que você reduz estresse." Daí você vê no campo de futebol tanta briga entre os jogadores. Então, se eles não fossem estressados, não teria briga. Então mesmo esporte de alta performance, ele gera um estresse, não só estresse físico se você tiver em excesso, como estresse emocional também. Bom, quando eu tive aquele problema de ansiedade e depressão, desculpa, de fibrilação atrial devido a estresse e ansiedade, eu comecei a pesquisar modos de evitar o estresse e ansiedade ou de controlar o estresse e ansiedade sem o uso de medicamento. E aí comecei a fazer pesquisas e chegamos a vários, vários trabalhos científicos falando de um estado chamado de coerência cardíaca. Esse estado de coerência cardíaca é o equilíbrio do sistema nervoso autônomo. Eu vou dramatizar um pouquinho, posso? Opa! É, nós temos sistema nervoso autônomo que tem um ramo chamado simpático e um parasimpático. Esses dois ramos trabalham sozinhos, eles controlam toda a nossa fisiologia, e é como se fosse o brake e o acelerador do carro. Eles são independentes, são completamente independentes. Eles têm que manter o equilíbrio. Então vou dramatizar agora, colocar um boneco de um lado, um boneco de outro, e agora o sistema nervoso está equilibrado. Sim, esse é o estado natural, esse está chamado de coerência cardíaca. Se a pessoa começa a ter excesso de preocupação Começa a pender para um lado ou para o outro, ou para excesso de simpático ou excesso de parasimpático. Tanto excesso de simpático quanto excesso de parasimpático fazem mal para a saúde, tanto mental, psicológica, quanto fisiológica. É o que chamamos de psicossomática, como a mente afeta o corpo. Então, o estado de equilíbrio, que é a coerência cardíaca, é isso aqui. E você consegue através de exercícios. Sem uso de medicamento. E como é que você consegue isso? Então, durante nossas pesquisas, nós encontramos uma tecnologia que nós adaptamos para o Brasil, e essa tecnologia é chamada de Cardio Emotion. O Cardio Emotion é um aparelho chamado de biofeedback cardiovascular, porque ele faz, ele trabalha com o coração. A gente sabe que das diversas religiões antigas, filosofias antigas, todo mundo colocava o coração como sendo o palco, a sede da alma, a sede das emoções, a sede da razão, a sede da espiritualidade, e assim vai. Depois esse conceito foi se perdendo, tirou-se do coração e levou para o cérebro. E hoje, as últimas análises feitas pela neurocardiologia, Mostra que o coração tem um sistema intrínseco de regulagem emocional. Então, o que o cardiomotor faz? Ele tem sensores, vou mostrar o sensor para você aqui, e você coloca o sensor no dedo ou na orelha, coloca o módulo chamado módulo USB no computador onde tem o programa cardiomotor, e ele começa a analisar como está o teu estado interno. Então ele faz, é capaz de falar: você tá bem? Você tá estressado? Você não está legal? Ele dá uma nota que varia de 0 a 10. Quanto mais perto de 0, mais desequilibrado está a pessoa, e quanto mais próximo de 10, mais equilibrado. E aí ele traz 9 treinamentos para você entrar nesse estado de equilíbrio, que é a coerência cardíaca. Quando você faz esse exercício de uma forma consistente durante um determinado tempo, que pode ser 1 mês, 2 meses, depende da pessoa, você entra nesse estado de coerência cardíaca, mantém nesse estado de coerência cardíaca e você equilibra essa balança que a gente mostrou. Quando você equilibra essa balança, toda essa cascata de hormônios que está desequilibrada, ela começa a se reequilibrar. Excesso de cortisol começa a normalizar, excesso de adrenalina começa a normalizar. Você tem a produção do DHEA, que é o hormônio da juventude, ele aumenta, reduz. Isso aí, a ocitocina também, que é o hormônio do amor, ele aumenta. Então tem uma série de benefícios saindo do estresse, indo para o equilíbrio. Tem muitos treinamentos que as pessoas tentam fazer, mas não tem um sensor que fala: você tá fazendo certo ou errado. No caso de moxa, não. Ele fala: você tá fazendo certo, faça por aqui que você consegue.
Perfeito. Doutor, eu quero compreender a sua explicação, porque nós vivemos em um contexto em que só acreditamos naquilo que vemos. Quando você vai pesquisando um pouco mais, você percebe que o que você não vê é muito maior do que o que você vê. Então, o cardioemotional te ajuda a ver aquilo que o seu coração tá tentando te dizer, né? E é com a respiração, né? Respirando. É curioso que eu fiz um teste desse, vou contar aqui uma experiência para vocês, o quanto nós não sabemos de nada. Eu fiz um teste no consultório do doutor tempos atrás, e eu tava lá respirando, achando que eu tava fazendo tudo bonitinho. A hora que eu me descuidei por um segundo, né, daquele estado de coerência, e pensei: preciso ir no correio, será que vai demorar muito? Pronto, o meu estado já mudou. Ou seja, imagina o que acontece na nossa vida o dia inteiro quando a gente tá com preocupações, tentando antecipar o futuro. Ou visualizando o nosso presente da pior maneira. Realmente é um trabalhão para o corpo manter esse estado de coerência, não é, Doutor?
No nosso dia a dia é praticamente impossível. Só quando você faz o treinamento que o teu corpo aprende a fazer aquilo e daí ele naturalmente entende e se beneficia e consegue fazer Esse estado de coerência cardíaca é um estado de equilíbrio psicossomático, tanto da mente quanto do corpo. Existe uma conexão cérebro-coração, coração-cérebro, ele ativa o que é chamado nervo vago. Hoje o nervo vago está muito em moda, todo mundo fala em nervo vago, né? Ele trabalha através do nervo vago, é o único biofeedback que trabalha com nervo vago. Então você pode acelerar, desacelerar o coração segundo os teus treinamentos, e você vê na tela do computador em tempo real o que tá acontecendo. Então não fica assim: eu acho que...
Não, eu tenho certeza que... Exatamente, exatamente. Já que você está falando do equilíbrio, doutor, que o CardioMotion pode promover, e eu já usei, né, e desestressei muito, tanto que engravidei, É muito importante a gente trazer essas informações e lembrar que quem quiser ter acesso ao curso Filhos do Estresse do Dr. Marco, é só entrar na página do Cardio Emotion, tá escrito aqui no comentário fixado, e colocar a mensagem "eu quero" no direct. Essas mensagens também nós vamos sortear 2 livros da Um Tempo. Então, além de você ter acesso ao curso Filhos do Estresse gratuito, nós vamos sortear 2 livros da Um Tempo. Doutor, então, como você está dizendo sobre desequilíbrio, o Fábio, ele tá colocando que quando se estressa muito no trabalho, ele fica com tontura. E a tontura é o quê?
É normal, doutor? É, para quem tá estressado é normal. Muitas vezes a pessoa fica tão estressada que nem consegue respirar direito, a saturação cai. Por exemplo, sintomas físicos: dores, dor de cabeça, dor nas costas, dor no ombro, diarreias, a parte da constipação, problemas dermatológicos. Existem muitas pessoas, quando ficam estressadas, existe aquilo que chama de um eixo neurodérmico, né, que é o neurônio que vai até a pele e solta lá os produtos que irritam a pele. E aí você tem resfriado de repetição, pode ter herpes de repetição, perda de libido. Tudo isso é na parte física. Na parte cognitiva, é dificuldade de memória, de concentração, dificuldade de julgar, julgamento. A pessoa torna-se ansiosa, vive vendo a parte negativa da vida, né. Só coisas negativas. Ela começa a ter aquela nuvenzinha preta em cima da cabeça dela. Onde ela vai, a nuvenzinha vai junto. E em termos emocionais, ela fica irritável, o humor que muda muito, instabilidade de humor, agitação, tem essa síndrome do pensamento irriquieto que o pessoal fala, que fica, não para o pensamento. Tudo isso são sintomas do estresse. E se você deixa agravar, aí complica mais. E a dificuldade tá assim: eu não posso mudar o meu ambiente externo, porque o meu ambiente externo é esse. Eu tenho família, eu tenho sogra que me azucrina, eu tenho uma série de condições externas que eu não consigo mudar, mas eu tenho que mudar minha condição interna. Quando eu mudar minha condição interna, não importa o lugar que eu esteja, vou estar em paz, em equilíbrio. Então esse é o foco muito antigo dessa estabilidade, dessa paz mental que muitos filósofos buscaram, o próprio yoga busca, mas ela não tem como medir, não tem como avaliar em tempo real, e o cardioemocional faz isso, ele mede em tempo real o que está acontecendo, E te mostra como alterar esse estado. É muito interessante.
Muito, muito. Eu já usei, recomendo para quem está nos acompanhando que depois veja mais informações lá na página do Cardiomotion, aproveitando então que o doutor tá abrindo o curso Filhos do Estresse. Já vamos falar um pouquinho mais sobre o estresse na gestação, doutor. A Kelly pergunta se é verdade quando sentimos a pálpebra tremer que é um sinal que estamos muito interessados.
Sim, é fácil circulação da pólvora, é verdade.
Uma outra pergunta aqui, eu já vou trazer várias perguntas, mas veja, a Sara: estou passando por problemas no intestino, pode estar ligado ao estresse?
Sim, sim, nós falamos que tanto prisão de ventre como diarreia pode estar relacionado. Inclusive tem aquela síndrome do intestino irritável, que é excesso do parasimpático, que a gente tá falando do equilíbrio simpático-parassimpático, tem excesso do parasimpático.
É, minha gente, eu preciso ficar aqui quietinha, eu só o doutor fala, senão a gente vai longe aqui. A Luana Segato, doutor, ela é uma cópia do que aconteceu comigo, mas aqui ela já teve a gestação, já está com bebê, mas ela passou por uma cirurgia no momento muito estressante. Deixa eu ler aqui a mensagem toda: Doutor, passei por uma cirurgia em minha gestação e foi um momento muito estressante. A Luana também teve burnout e ela engravidou depois de desestressar. Ela pergunta o que pode fazer para bebê não ter sequelas. Então, quando a mãe já tem a consciência que o estresse pode afetar o bebê, o que que ela pode fazer então agora?
Bom, primeiro precisa ficar em observação para ver se existe mesmo alguma sequela ou não, porque as complicações do desenvolvimento durante a gestação está relacionado à ansiedade ou estresse, a criança pode nascer com baixo peso, é com peso abaixo do normal, ter uma gestação mais curta, a maturidade motora da criança pode ser reduzida também, dificuldades de controle de comportamento ao longo da infância, pode ter diversos, diversos distúrbios, mas ela teria que fazer uma avaliação para ver se existe alguma coisa. E o que esse ataque ao hipocampo produz, né? Produz, a criança pode tornar-se hiperativa, um déficit de atenção, tornar-se agressiva, disfunções sexuais. Isso é extremamente interessante em termos, é porque foi feito uma pesquisa aqui no Brasil mesmo, em que na Universidade, acho que em Ponta Grossa, se não me engano, do Paraná, eles pegaram um tubo de acrílico e colocava uma ratazana que estava grávida, uma não, várias, né, durante meia hora, 3 vezes por dia, quando ela estava uma semana para parir. Então isso chama-se estresse de confinamento. A ratazana fica num tubo de acrílico presa, não consegue ir para frente nem para trás nem para os lados, ela desenvolve um estresse violentíssimo. Então pegaram um grupo de ratazanas e fizeram esse estresse de contenção, E o grupo de ratazanas normais, e elas tiveram as crias. Daí eles fizeram uma mistura, colocaram a ratazana estressada com filhos estressados, ratazanas estressadas com filhos não estressados, ratazana não estressada com filho estressado e não estressado. O que aconteceu? Quando esses, os ratos machos chegaram ao 28º dia de desenvolvimento, aqueles ratos que foram não estressados, de mães não estressadas, eles, e quando expostos a ratazanas castradas e ratazanas normais, eles preferiam as ratazanas normais, as que eram férteis. Enquanto que os ratos que eram de mães estressadas e eram estressados, eles, tanto faz se pegava ratazana castrada ou não, eles não tinham essa diferenciação. Então isso mostra que pode ter inclusive problemas, vamos chamar de preferências sexuais, devido ao estresse durante a gravidez. E tem vários estudos mostrando isso. Você tem também esquizofrenia, déficit de aprendizagem, problemas mentais, problemas emocionais, estados depressivos nas crianças quando elas desenvolvem, baixo rendimento escolar. Ou seja, pode ter uma montanha de coisas, né?
E uma coisa quando o feto tá ainda, aliás, uma coisa quando a mulher está gestando, né? Então o frio gera estresse, a fome gera estresse, a insegurança, os conflitos pessoais, né, casais que brigam Tudo isso o bebê sente?
Sente. É uma coisa incrível que a memória emocional da criança, do feto, ela começa a desenvolver muito antes da memória racional. Ou seja, ela consegue— nós temos pacientes aqui na clínica, que ela é uma paciente específica de 26 anos, que ela não conseguia ouvir gritos voz alta, que ela tampava o ouvido. E hipnose, nós fizemos uma regressão, e ela na regressão mostrou que quando ela tava na idade fetal de 6 meses, teve uma briga muito feia do pai, da mãe e da avó, mas uma briga muito, muito feia. Ela escutou aquilo dentro, né, no feto. Ela não conseguia discernir o que era, mas qualquer som mais alto, ela já fazia uma resistência. E assim tem muitos casos que a gente pega aqui na clínica. As pessoas que passam durante a gravidez, os pais, a mãe, né, passa por um estresse muito grande e a memória emocional fica, não a memória racional. Memória racional começa a se formar aos 2 anos, 3 anos, por aí, mas ela já carrega no nascimento, a mãe sofreu, por exemplo, um abuso, sei lá, na gravidez, ou tentou aborto durante a gravidez, ou ela foi rejeitada durante a gravidez, a criança vai sentir sim, vai ter um problema sério de adaptação.
Ou seja, o bebê sente tudo que a mãe sente, não é? Tem uma outra pergunta aqui de uma gestante muito querida. Amanda F. Trindade: estou gestante, tive uma perda familiar no início da minha gestação. O meu estado emocional pode ter afetado meu bebê de alguma forma?
Infelizmente pode, depende da intensidade. Se for uma coisa muito, muito forte, depende do estágio da gravidez também. Tudo depende muito uma coisa da outra, mas emoções fortes por muito tempo, estresse muito intenso, falecimento em família, brigas conjugais, separação, esses são estresse muito intenso. Talvez um dos mais intensos é a morte de um filho. Segundo a escala de estresse, parece que a morte de um filho tem um valor 100. É o estresse máximo que a pessoa pode ter. Mas se ela souber trabalhar com o luto, a gente se adapta. Mas se ela não souber trabalhar com o luto, aí complica, pode entrar em depressão, aí tem toda consequência. Mas é difícil. Oi, desculpa.
Não, por favor.
Não, é difícil, mas Então você tem que estar de alguma forma blindada do meio externo. Como? Você tá em equilíbrio. Se você tá em equilíbrio, o nenê vai estar em equilíbrio. Então a gente recomenda que as pessoas ouçam músicas que relaxem, façam, por exemplo, mindfulness, que relaxa, que traz o estado de bem-aventurança, tenha uma alimentação saudável, faça as coisas dentro do possível para se manter equilibrada. E se puder usar o cardio coach, a gente recomenda, não tem nenhuma contraindicação. O que acontece quando você faz o treinamento de coerência cardíaca, você estabelece novas rotas neurais. Existe um fenômeno no cérebro que é chamado de neuroplacidade. Então você simplesmente sai daquelas rotas neurais que te levam à ansiedade, a estresse, para uma rota neural de equilíbrio. Isso é totalmente comprovado cientificamente. Isso serve para gestantes, para os executivos, para os professores, para os médicos, psicólogos, e para qualquer ser humano serve.
Cientificamente comprovado, e eu também já comprovei a diferença. Doutor, filhos de mães estressadas se tornam crianças estressadas e adultos estressados?
Pode sim, pode sim. Depende do nível de estresse. Normalmente, se a mãe é muito estressada, possivelmente ela tem algum tipo de, vamos chamar de abuso, de bater na criança, gritar na criança, né? Então a criança nasce no ambiente estressado, isso fica registrado na memória emocional dela, mesmo depois que ela tem 2, 3, 4, 5 anos, e fica preso na memória emocional. Depois, quando ela cresce, ela se torna um adulto, que ela vai trabalhar, mas ela leva aquela memória emocional de uma forma subconsciente. Só para contextualizar, 5% da nossa memória é consciente, 95% da nossa memória é subconsciente. Então nós não somos conscientes, nós somos subconscientes. Então o consciente só serve para relacionamentos, Mas onde está a estrutura emocional que faz você ter crenças limitantes ou crenças fortalecedoras? Então, no subconsciente. Então, se você tem dentro de casa exemplos, vamos chamar de exemplos maus, de briga, de gritos, de violência física, isso aí vai ficar impregnado na criança, sim. Ela pode ter consequências quando tiver 20 anos, 30, 40 anos, problema de relacionamento, problemas de emprego, nossa, a coisa desanda. Então a gente recomenda que as pessoas que sabem que passaram por essas situações façam tratamento para que tire isso da frente. E não só o cardioemocião ajuda, a psicoterapia ajuda, a TCC ajuda, as velocidades podem ser diferentes, mas existe necessidade sim de não ficar guardando isso para dentro.
Que uma hora ela explode, explode em formato de problemas de saúde muito graves, como o doutor já explicou aqui no início da live. Doutor, por conta do tempo, então me diga uma coisa. Então ficou muito claro que o bebê sente tudo o que a mãe sente, mas no caso da Luana, que viveu um momento estressante de cirurgia com cirurgia grávida e outras histórias que nós já vimos aqui, depois que o bebê nasce, a mulher já tendo essa consciência que o ambiente pode afetar a formação, desenvolvimento dela, como que essa mãe pode agir com essa criança?
A melhor coisa que ela pode fazer é trazer o afeto, trazer afeto, trazer amor, trazer carinho, trazer segurança para criança. Quando a criança se sente num porto seguro, se sente acolhida efetivamente, não da boca para fora: "Ai, meu amor, eu beijo você" e depois esquece da criança. Não. Se a criança é realmente acolhida de uma forma que ela se sinta segura, que ela se apegue à mãe, isso é um vínculo extremamente forte. Isso dá muitas condições dela se desenvolver de uma forma sadia, o apego seguro. Contrário pode ser o apego inseguro. Esse apego inseguro pode ser muito ruim, pode disparar uma série de estados de ansiedade. Então, pode falar.
Eu fico agora a concluir para todas as crianças de 0 a 80 anos que estão nos ouvindo, as que têm convívio com outras crianças ou não, quais são as suas recomendações para a gente lidar com o estresse? Porque, doutor, vamos lá, nós vamos continuar vivendo em um mundo, em um país, vamos falar aqui de um país e de um mundo que tem inseguranças, crises, vamos continuar vivendo medos, pressões por resultados, Tudo isso vai continuar. A tecnologia mesmo é sinônimo de progresso e ela vai ficar cada vez mais veloz. Então, independentemente da idade da criança que está nos ouvindo, quais seriam suas recomendações para a gente lidar melhor com o estresse?
Acho que a primeira coisa é a pessoa se conhecer, ela começar a se observar, como é que ela está se sentindo. Existe uma história muito rapidinha que eu vou contar, chamada "O Presente de Buda". Buda estava sentado no gramado, conversando com os discípulos, e nisso chega uma pessoa cujo objetivo era deixar os outros desequilibrados. Então ele xingava, falava besteira, maltratava, e o Buda estava lá com os discípulos e ele chegou. E começou a xingar o Buda, falar distratos para o Buda. E o Buda continuou falando para os discípulos. E o malfeitor continuou desacatando, e até que uma hora o malfeitor não conseguiu nada com o Buda, saiu louco da vida xingando, bravo, esbravejando, e foi embora assim. Daí um discípulo perguntou: "Como é que você fica tão passivo na frente de uma provocação dessa?" Buda falou assim: "Se eu comprar um presente, de quem é esse presente? É de Buda. Se eu der esse presente para você e você aceitar, de quem esse presente é? É seu." Então, eu não aceitei o presente dele, então ele levou embora o presente. Então, eu acho que a gente tem que mais ou menos entender esse presente de Buda, observar que na sociedade onde a gente convive, infelizmente em todo lugar é assim, aprender a ter um discernimento e se vigiar 24 horas por dia e não aceitar os presentes de Buda. Isso já ajuda muito você dar uma reduzida nessa ansiedade, no estresse. E aí buscar as alternativas, que é fazer exercícios, se alimentar bem, fazer o cadeirão, que é importante, né, prática de, sei lá, tai chi, essas coisas que a gente conhece, mas essas, mas tem que fazer para valer, senão não adianta. Então uma coisa é você se monitorar, uma coisa é você entender o que está acontecendo, não permitir que invadam tua privacidade, Jamais. E paralelamente, encontrar um modo de você se desestressar um pouco, sair dessa loucura que a gente tá vivendo.
Ou seja, doutor, na prática é não reagir, né, por impulso a tudo que acontece. E quando a gente tende a levar, né, tudo para o lado pessoal, a gente perde tempo, energia e se estressa. E aí O estresse é um veneno, gente. É que infelizmente a gente ainda não vê as células, o que vai acontecendo com elas. Aliás, não vê, né? A gente vê até algumas oxidações celulares externas, mas o estresse é um veneno para as nossas células. E, doutor, o exame de cortisol, o senhor recomenda para medição desse hormônio do estresse?
Ele é o indicativo, é o indicativo. O cortisol tem vários testes de cortisol, cortisol salivar é um deles, em que você pega um algodão, fica mascando esse algodão, depois você coloca no tubo de ensaio e faz o teste salivar. Ele é um pouco controverso porque ele é circadiano, ou seja, o cortisol ele varia com o período do dia. Você tem um pico máximo de cortisol normalmente às 8 horas da manhã, depois ele vai reduzindo, reduzindo, reduzindo, quando chega lá para 6, 7 horas da tarde ele chega no nível mínimo, porque à noite você tem que produzir melatonina. Melatonina é o hormônio do sono, então quando um diminui, o outro aumenta, né? Mas é uma possibilidade, tem muita gente que aceita assim análise de cortisol como sendo indicador de estresse. Tem alguns trabalhos científicos que já não estão indicando o cortisol como dosagem de estresse, mas é assim que está hoje a literatura. Uns concordam, outros discordam, por ser circadiano.
Sim, sim, doutor. De qualquer maneira, o nosso corpo vai enviando as mensagens. Então, ao menor sinal Falta de ar, taquicardia, bruxismo, queda de cabelo, manchas. Se eu fosse assim, ó, fazendo um raio-x, né, escaneando, né, aqui, tudo que o corpo vai enviando mensagem por longos períodos, ele está te chamando atenção. E o excesso de estresse, ele está por trás de muitas dessas mensagens. Então, doutor, Para a gente encerrar, eu quero deixar aqui então o meu testemunho, meu agradecimento por tudo que você compartilhou conosco. O Cardio Emotion, eu me lembro que eu quando comecei a usar, foi imediato, o resultado foi imediato para que eu entrasse em mais coerência com meu corpo, porque o que a gente está querendo fazer é entrar num ritmo muito diferente do que nós temos. E aí vai dar ruim, muito ruim, vai dar ruim, muito ruim. E você vai ter problemas de relacionamento, problemas de saúde, justamente por não ouvir essas mensagens que seu corpo está te mostrando. Então, antes das suas palavras finais, quero lhe agradecer profundamente e recomendar para quem está aqui conosco, depois entre na página @cardioemotion Se você enviar uma mensagem pelo direct dizendo "eu quero", você vai ter acesso gratuito ao curso Filhos do Estresse, aí com mais detalhes para saber o que que acontece com o feto quando a mãe vive em ambientes muito estressados e quando ela está em um modelo de vida muito estressante. Essas mensagens também vão direcionar para o sorteio de 2 livros da Unicamp, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Obrigada, doutora, por me abrir esse espaço para sortear os livros.
E essa mensagem não vai só para as mulheres, vão para os maridos também, para eles entenderem que é importante eles tratarem a mulher de uma forma digna, de uma forma delicada, como parceira para que não tenha esse tipo de problema de perpetuação. Porque se o filho é estressado, ele vai gerar o filho dele estressado, que vai gerar o neto estressado. Ou seja, começa a ter uma cadeia de pessoas estressadas. Então precisa quebrar esse elo, precisa quebrar isso. Então é importante que o marido entenda o período delicado da mulher, que tem que ser amparada, que tem que ser acolhida, tem que ser mais do que nunca valorizada, porque só a mulher tem a gestação, o homem não tem, né? Então, mas tudo isso aí é um equilíbrio muito delicado.
Esse respeito tem que haver sempre, principalmente na página Cardiomotion, lá em mensagens, é um direct. Dizendo eu quero. O doutor liberou o curso e eu vou sortear 2 livros também.
Então muito obrigado pelo convite e assim que possível venha fazer uma visitinha para gente novamente. Vai ser um prazer enorme.
Pelo sucesso aqui da nossa live, pelo número de pessoas que estiveram conosco, eu gostaria de fazer uma entrevista dessa contigo toda semana, mas entendo que a sua agenda também é super apertada. Mas estamos em sintonia, microfone sempre aberto, porque nós não podemos mais banalizar o estresse. Isso serve para homens e mulheres, né? E para crianças, para todo mundo. Doutor, então, olha, muita saúde, muita coerência cardíaca, saúde para todos nós e uma vida com menos estresse.
Como se diz na índia, Namastê.
Obrigada, Dr. Marco.
Eu te agradeço. Até mais. Para todos, pessoal que acompanha a gente também, muito obrigado pela audiência.
Assistindo a live, doutor, ela vai ficar gravada, tá? Você comentou também sobre a hipnose. Tem muitas pessoas aqui perguntando também sobre como, né, reduzir esses traumas da infância e tudo mais. Tudo lá pela página do Cardio Emotion, não é?
Nós temos aqui a clínica Intellectus Clínica, em que nós temos atendimento de crianças, idosos, jovens, Desde a parte da psicopedagogia, da parte de hipnose clínica, o cardiomotion. Então quem tiver interesse pode entrar em contato com a gente, de qualquer forma a gente responde. E tem um "Hello, I'm from Indonesia", alguém da Indonésia falando hello para a gente aí.
Indonésia, Suíça, hoje uma audiência muito, muito, muito especial. Doutor, repete o nome da clínica, por favor.
O site é www.intelectusclinica.com.br. Desculpa, pode falar. Então, é intelectusclinica.com.br. Os nossos cursos nós damos pelo intelectusclinicaescola.com.br. E o Cardio Emotion, cardiomotion.com.br.
Pronto, de qualquer maneira, se ficou com alguma dúvida, é só entrar na página @cardioemotion, que além de ter acesso ao curso Filhos do Estresse, ao sorteio dos livros, também vai estar em contato direto com o Dr. Marco. Muito obrigada, doutor.
Um beijo para você. Muito obrigado, mamãe.
Fique aí, venha para a gente. Boa noite a todos. Tchau, tchau.
Tchau, tchau.
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








