Explorando a Resiliência Humana com Robson Hamuche - Ïnterior Iza EP 32

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Explorando a Resiliência Humana com Robson Hamuche - Ïnterior Iza EP 32" created on August 30, 2023. It features a conversation between Isabela and Robson Hamuche discussing themes of resilience, personal growth, and mental health. Robson shares his personal journey and insights on resilience, while Isabela reflects on their past collaborations and the importance of mental health. The discussion is part of a series called 'Interioriza'.
Chapters
Que bom saber que você tá aqui no Interioriza a fim de se aprofundar em temas que já passaram do tempo da gente assimilar, interiorizar. A gente vai falar hoje sobre várias coisas, inclusive resiliência. Com ele, que é um dos maiores especialistas no assunto aqui no Brasil, Robson Ramouchi. Bem-vindo.
É um prazer, grande amiga, parceira de jornada, poder estar com você aqui nesse trabalho pra gente desenvolver as pessoas, abrir os assuntos que estão tão guardados, jogados pra debaixo do tapete, e a gente poder falar isso de uma forma leve, tranquila, e que todos cresçam juntos, é de muito prazer e alegria. É muito bom, né? Então, muito obrigado pelo convite.
Eu tô feliz demais, porque assim, era pro Robson, inclusive, fazer parte dos primeiros programas na estreia, mas a agenda não permitiu. Então, tô feliz demais. Provavelmente você já passou por alguma mensagem de um portal chamado Resiliência Humana. Hoje tem 12 milhões de pessoas acompanhando o Resiliência. E aí eu não sei se você sabe, mas a pessoa que desenvolveu o Resiliência Humana é Robson Ramosch, RH. Queria que você contasse um pouquinho dessa história, porque nós nos conhecemos há alguns anos O que te motivou a criar o Resiliência é bem interessante.
É bem interessante mesmo. Eu sou engenheiro civil de formação, né? Meu pai queria engenheiro, médico, advogado. Caí no golpe, né? Mas foi uma escola muito grande, trabalhar numa grande construtora. Mas mesmo assim, dentro da construtora, o que eu sabia falar? Lidar com pessoas. Eu ficava amigo desde o colaborador que fazia limpeza até o presidente da empresa.
Que legal.
Quando tinha alguém que fazia resolver um problema, quem falava? Vai lá, Muxi. Depois fui trabalhar nas empresas da minha família no Brás, depois fui ser dono de festas, restaurantes, baladas, e entrei num meio muito obscuro, né? Nessa festa, bagunça, bebida, e aí cheguei a pesar 157 quilos, né? E fiquei pré-diabético, com pressão alta, pronto pra ter um infarto com 30 anos de idade, né? Tava me escondendo na minha carapuça as minhas dores, minhas mentiras.
Mas do que você se escondia?
Minhas inseguras de falar meus sentimentos, de falar o que eu gostava de fazer, de querer agradar todo mundo e não me agradar. Ser reconhecido pelos outros e não me reconhecer.
Você era a pessoa que conversava com todo mundo, mas não falava de si para as pessoas?
Isso daí mesmo. Eu me escondia. Muitas pessoas que são obesas, elas se escondem para afastar mesmo as pessoas. A gente pode falar isso se você quiser, mas eu me escondia atrás daquela carapuça, daquele corpo, algo que pra mim era difícil de falar, dos meus sentimentos, de quem eu amava, e eu ficava buscando nos prazeres externos coisas que não me preenchiam. E aí serotonina, dopamina, você fica cada vez mais querendo buscar, buscar, buscar, buscar, e no fundo você tem um grande vazio lá dentro.
É, muita recompensa imediata, né?
Justamente. E a partir disso eu fui fazer uma cirurgia bariátrica e quase morri. Fiquei dois meses na UTI, alguns dias em coma, e quando a gente fica muito tempo no hospital, eu tava deitado lá, vi meus pais chorando, meus amigos meio muito tristes, eu falei, me leve embora. Pedi pra Deus me levar. Só que aí eu escutei uma voz, levanta daí e vai ajudar as pessoas.
Essa voz se escutou por onde?
Eu não sei se foi Deus, não sei se foi Jesus Cristo, não sei se foi o enfermeiro, não sei se foi um psicólogo, a fisioterapeuta, eu não sei. Mas ela tocou a minha alma. Eu ainda acredito que foi algo mais espiritual, tá? Porque depois desse momento, eu me joguei 100% nesse caminho do autoconhecimento e da espiritualidade. E quando eu saí dali, em duas semanas, eu fiquei bom. E aí, eu fui fazer trabalho de autoconhecimento. Comecei terapia, que eu achava que era pra louco.
Coisa de gente fraca, terapia, né, gente?
Aquela época, eu não conhecia nada, caí num grande curso, num grande treinamento, fiquei amigo de pessoas muito importantes que me trilharam nisso e comecei a transformar minha vida muito rápido. Então, eu consegui fazer uma mudança em seis meses gigantesca de tudo que eu queria ter feito em 30 anos de vida, através do autoconhecimento. E aí, um dia na praia, com a minha esposa, que era minha namorada ainda, Jade. Beijo, Jade. Te amo. Eu falei, eu queria criar um portal. E ela falou, como seria o nome desse portal? Era no Facebook, nem tinha Instagram em 2014. Acho que já tinha, mas não era tão divulgado, o Instagram. Eu falei, eu acho que eu queria falar sobre resiliência, minha história é resiliente, minha família é resiliente, meu avô foi expulso do Líbano, sofreu pra caramba, reconstruiu tudo aqui, meu avô italiano também, minha família portuguesa também é uma confusão como todas, nós somos essa mistura. Eu falei, eu queria resiliência, queria as minhas iniciais.
RH... Aí veio esse insight também.
Veio esse insight na hora, porque minha mãe já falava que eu pintava RH nas paredes, nos cobertores, desde pequeno. Inclusive, a minha marca de jeans com meu irmão chamava RH Jeans.
Você também teve empresa de jeans? Sim.
Minha fábrica é do Jeans Amushi, minha família é do Jeans Amushi. Trabalhei no Brasil na 25, quase 12 anos. E aí era RH Jeans. E eu queria alguma coisa com RH. Aí, Robson. Aí, resiliência. E eu falei o H. E aí eu tava lá em Maresias com a minha esposa na praia, de repente ela foi dar um mergulho no mar, falou assim, bateu nas minhas costas assim como nada, falou humana, resiliência humana. E assim nasceu a resiliência humana. Ali na praia mesmo, a gente criou o Facebook e eu comecei a colocar textos.
Uma salva de palmas para Jade. Não é? E aí tem o detalhe, pra Jade e pra você, porque às vezes muitas pessoas nos dizem coisas pro nosso bem e a gente refuta, reluta, ignora. Ah, não, acho que não. Poxa vida, Deus... Usa todas as pessoas que estão ao nosso redor pra ele se comunicar. E se você quiser ouvir, ah, não acredito em Deus. Ok, a natureza, o que você acreditar. O universo. O tempo inteiro, a gente vai recebendo esses insights, né, Ramush?
Eu falo que todas as pessoas que passam pela nossa vida são um canal de cura.
Sim.
Se vocês quiserem ir mais profundamente, ou essa pessoa vai ficar muito tempo ao seu lado, ou às vezes ela vai ficar uma semana, ou ela vai falar alguma coisa, mas se você prestar atenção no sinal da mensagem que essa pessoa tá te trazendo e colocar em prática, você vai ver que a sua vida vai mudar. Cada vez mais nós estamos desconectados, conectados nessa...
Nessa ferramenta.
Nessa ferramenta. Isso. E desconectando das pessoas. Eu venho falando, estão querendo robotizar os humanos e humanizar a máquina. Não, não vamos deixar isso, vamos nos conectar. Porque esse canal de cura, uma pessoa quando fala algo pra você, você pode levar pro pessoal, criticar, reclamar, lamentar, remoer, ou você pode pegar aquilo e falar, o que eu tenho pra aprender com isso? E cada vez mais eu venho falando que esses reencontros das pessoas são para nós nos tornarmos melhor, evoluir como sociedade, ser mais presente e mostrar para os outros aquilo que a gente tem de melhor. Porque somos diferentes, cada um tem a sua raridade, sua singularidade.
Eu tô achando tão bonito aqui te ouvir, e olha que eu já te ouvi muitas vezes, porque tem muitas pessoas que confundem resiliência com apelação. Ah, eu preciso ser resiliente no meu trabalho. Aí vai lá e começa a tomar remédio pra dormir ou pra acordar. Isso não é ser resiliente. Isso é apelar pra um estilo de vida insustentável. E pra mim, a resiliência é quando você aprende a lidar com a situação sem se prejudicar. Então, lidar com a situação sem se prejudicar. E aí?
Eu lembro dessa live. Você lembra quando a gente fez essa live?
Muitas.
Não, a gente fez uma live. Um dia você me ligou. A gente fez muitas lives na pandemia, no Resiliência Humana. A gente fazia meio-dia. E eu lembro um dia que você falou, Amushi, vamos falar sobre que resiliência não é passar por cima, não é qualquer coisa.
Não é apelação.
Isso me marcou muito, essa sua ligação.
Que bom.
Sabe? Que você me ligou e falou, eu queria falar sobre isso, Amushi. Dá pra gente falar que resiliência não é passar por cima de tudo?
É. Porque eu... Apelei muito, achando que eu estava sendo resiliente no meu trabalho anterior. Então, eu apelei o quê? Para remédios, para dormir e para acordar, eu apelei para energéticos, eu só não apelei para drogas. O resto, o que me diziam para tomar, para fazer, para conseguir dormir 5 horas da tarde, para acordar meia-noite, para conseguir produzir, etc., emagrecer? Nossa Senhora! Então, se você está apelando pra remédios energéticos, anfetaminas, pra dar conta de um estilo de vida que você já sabe que não é sustentável, para um pouquinho, isso não é resiliência. O que que é resiliência, Ramush?
Só complementando o que você tá falando, e tem muita gente buscando fuga cada vez mais nesses remédios que estão aparecendo por aí. Sim, sou totalmente a favor. Às vezes, tem que ter intervenção.
Sim, absolutamente.
Não estou falando que não é pra usar, não usa, não... Coloquem essas palavras na minha boca. Sim, a gente precisa disso, mas não é assim. Vou lá e tomo, se automedica. A quantidade de pessoas que estão chegando dentro do consultório das minhas mentorias e dos meus cursos se automedicando. Um amigo falou que tá tomando Esse remedio aqui vai te fazer bem. Não, vai procurar ajuda. Vai procurar um terapeuta de qualidade, um psicólogo, um psiquiatra, alguém que possa realmente te falar como está a sua resiliência. E resiliência, como você perguntou, é a gente superar uma adversidade, um desafio e poder seguir com criatividade, com relacionamentos é, confiáveis, com aprendizagem sempre, né, a gente tem que sempre aprender, com fazer o meu melhor, né, dentro daquilo que eu consigo, parar de se comparar.
Veneno, comparação é veneno.
Cada vez mais eu venho falando uma coisa que me tocou, isso veio numa live, né, comparar. Quando eu me comparo, a vida para. Quando eu me des... Traio? Eu tô me traindo.
Exato.
Traindo a minha essência, né? Então, de vez reclamar, de vez ficar falando mal dos outros, culpando uma pessoa, uma situação por algo, que tal você lembrar das suas histórias de superação? E aí eu venho num outro joguinho de palavras. Superação. E a sua superação pode ser o milagre de alguém. E esse pode ser o seu superpoder. Então a resiliência é você lembrar das suas histórias de superação, onde você deu um passo seguinte perante algo que você acreditava que não era possível, mas você... Conseguiu, e esse é seu superpoder. E que tal com esse seu superpoder, você ensinar outras pessoas a fazerem isso? Cada vez mais eu venho falando. A sua maior dor, talvez o seu maior trauma, a sua maior dificuldade, esteja diretamente ligada ao seu propósito.
É a sua maior força.
É a sua maior força. Aquilo que você dá conta com facilidade, a coisa muda. Tem aquela frase que vem de uma sequência de pessoas que falam que é o seu óbvio talvez seja um milagre de alguém.
Adoro falar do óbvio.
O seu simples, o que você faz com facilidade, o que você tira de letra. Tem pessoas que precisam disso, né? E somos seres sociáveis. Eu preciso da Isabela, você precisa de mim, preciso do Ale, preciso da Pathy, cada um dos meninos aqui gravando.
Cauê, Jean. Jean.
E a gente precisa de estar unido.
Ninguém faz nada sozinho.
Sozinho. Com cada um, com a sua singularidade, com a sua raridade, com o seu superpoder, pra coisa andar. Isso é resiliência.
Sim. Ô, Ramush, eu nunca sei se eu vou te chamar de Robson ou de Ramush, porque você é tão amigo, tão querido. Nós nos encontramos, a gente às vezes passa meses sem se falar, sem se ver, e quando a gente se encontra, parece que foi ontem.
Parece que foi ontem.
E é curioso, porque no início da pandemia, quando ninguém sabia o que fazer, pra onde ir, Nós começamos a fazer um monte de live, lembra? Eu lembro até que o Tiago, meu marido, ele ficou enciumado, ele... Poxa, a gente tá aqui nesse fuzuê, você fica fazendo live. Eu falei, cara, é a maneira que eu tenho de trocar ideia, contribuir para outras pessoas que estão passando pelo mesmo fuzuê. Quantos assuntos nós levamos ali com constância, né?
Foi muito bom, e é isso, né? Tem uma frase que eu brinco muito, que é o sucesso da noite para o dia demorou anos.
Vamos falar disso?
E a gente construiu, né? Fazendo aquelas lives que pareciam que não estavam ajudando, mas depois... Eu não tinha noção do que a gente fez ali. Hoje eu tenho noção.
Exato.
Porque eu encontro as pessoas e elas falam assim, você é do Resiliência. Você não sabe quanto você me ajudou na pandemia, com tantas pessoas que você trazia pra falar. Eu tava dentro de casa e não tinha o apoio. Eu tinha lá as notícias, só falando coisas que a gente não tinha o que buscar. de conteúdo que podia nos tirar daquele momento de estado de alerta, de sofrimento. E foi muito bom o que vocês fizeram. A gente não tinha noção do que a gente tava fazendo. Hoje a gente vê a grandiosidade, né? Na pandemia, a gente tava com 8 milhões de seguidores. A gente bateu 12 agora. Se você for pensar, em dois anos, subir 4 milhões de seguidores de uma.
Forma orgânica... Vamos falar sobre isso, então. Adorei o que você falou. O sucesso da Noite para o Dia levou anos. Hoje, quando você fala que dessa ferramenta, muitas pessoas entendem o telefone como um vilão ou como um professor. E o telefone não faz nada sozinho. Você precisa desse dedinho aqui. né, pra ligar, botar no modo avião... Esse feed infinito aqui que você vai rolando, você tá consumindo não só Wi-Fi, internet, você tá consumindo cérebro, energia, seu tempo. Então, é este dedinho aqui, controlado por essa mente, que vai te levar para o uso dessa ferramenta de forma mais coerente e saudável, né? Aí vamos lá, olha só o paradoxo. Resiliência humana tem 12 milhões de pessoas. Aí alguém quer fazer o mesmo movimento que você, mas aí quer crescer o que hoje o Resiliência tem. Não é de um dia para o outro. Você tem que ter muita responsabilidade com a sua mensagem. Queria falar com você do período em que você estreou o Resiliência para hoje. O que você aprendeu? Qual é a dor que ainda continua latente e as pessoas ainda resistem a compreender?
Se você quer fazer um trabalho pra dar certo, você precisa de consistência, inovação e teste. É isso que a gente faz no Resiliência. E a gente testa muito. Hoje o que chega mais de desafio das pessoas são as relações. Relações interpessoais, relações em casais, relações profissionais. As pessoas ainda estão pecando e levando as coisas muito a ferro e fogo.
Muito pro lado pessoal?
Muito pro lado pessoal. E a relação hoje é o primeiro tema que as pessoas vêm pedindo ajuda. Segundo não podia ser? Ansiedade. Ah, nós somos o país mais ansioso. Existe um estado, um estudo da Organização Mundial da Saúde que é até bom você saber que pela primeira vez na história, as pessoas estão mais preocupadas com a sua saúde mental do que com a sua saúde física.
Que bom, porque a saúde mental afeta tudo, e tudo afeta a saúde mental. Só lembrando que saúde mental ainda é um recorte que se dá, mas é saúde. Foram muitos séculos focando apenas na saúde física, e aí esse termo saúde física me obriga, me exige a falar saúde mental, mas é saúde.
Que é a saúde. E terceiro...
Relações, ansiedade... Traumas.
Grandes pancadas.
Que não conseguem superar.
Superar, sim. Então, uma perda, um luto, uma doença de alguém. Então, esse é o terceiro. E lá depois vem a quarta, que é a questão financeira. Sim, as pessoas ainda têm uma dificuldade, como nós agora temos o Thiago Godoy.
Papai financeiro.
Papai financeiro, fazendo esse trabalho lindo, ensinando as pessoas que não é tão difícil, porque a gente não teve isso no passado. Isso. O gerar riquezas, e eu não falo só financeira, né? A gente tem uma série de riquezas, vem sendo como um quarto tema. Quinto, depressão. Sexto, vem o luto depois devido à pandemia, porque muitas pessoas perderam E vem nesse movimento ainda, perdendo pessoas queridas. E a morte também é um tema que é muito pouco falado. E é a única certeza que a gente tem.
Você sabe que aquilo interioriza? Logo no início, eu conversei com a Mari Clark. Mari Clark é uma psicóloga especialista em luto. E luto é quando você deixa de ter vínculo com algo ou com alguém. Então, não é só a perda de uma pessoa. É perda de emprego. É quando você tem que amputar um membro. É perda de uma ideia. Imagina que você fica três anos idealizando uma coisa e aí não acontece. Você vai viver um luto. Então, ela inclusive fala, Muxi, que o luto é o evento mais desorganizador da vida.
É isso aí. Eu concordo plenamente.
Precisamos falar mais sobre isso.
Entendi. Então, essas são as dores, né? E aí você pergunta, por que o Resiliência cresceu tanto? Conteúdo de qualidade. A gente não coloca nada lá que a gente não saiba que dá resultado. Não vou falar 100%, mas 99% das coisas que a gente coloca lá, eu já provei em mim. Eu aprendi com um grande mestre que tudo que a gente pode passar pros outros antes tem que ser testado na gente. Eu não posso ensinar algo que eu não resolvi dentro de mim. Ordens da ajuda, Bert Hellinger, quem gosta dos pilares sistêmicos, ele fala, uma das ordens é, só posso contribuir na vida do outro aquilo que já foi resolvido dentro de mim, que já foi feito aqui. Então, muitas coisas que estão lá são coisas que passaram por mim, que eu fiz e que deu resultado, e são conteúdos de qualidade, o que gera e um dos principais pilares da resiliência humana e do meu trabalho é honestidade e confiança.
Inclusive a Juliana Lotúmulo, maravilhosa, aliás, vou trazer ela aqui no interioriza pra gente falar sobre o reiki, ela não parou, né? Eu tive que parar por N razões, gestação, nascimento da Angelina, e aí eu tive que fazer uma escolha. E é curioso, amor, porque uma coisa é você não poder porque você não quer, a outra é quando você tem que parar uma coisa que você quer, que você gosta, mas naquele momento não tem como. Então eu tive que fazer essa pausa e eu fico muito feliz de ver a Ju. ainda todos os dias na live, ou seja, consistência.
A Ju faz live desde a pandemia. Quanto tempo a gente passou a pandemia? Uns quatro, cinco anos? Quatro anos. Duas vezes por dia, consistência, todo dia, às dez, às dezoito, às dez, às dezoito, ajudando as pessoas. dando muito mais, né? Uma grande aprendizado que eu tenho também, que vem do meu pai, é ajudar. Primeiro eu ajudo, depois eu colho. A Ju não pergunta assim, o que eu vou ganhar com isso quando a gente cria um projeto novo. Vamos fazer ajudar as pessoas e depois a gente colhe. Muitas pessoas estão nesse prazer instantâneo que a gente falou ali, querer colher nessa velocidade de achar que as coisas vão acontecer rápido, e sim, as coisas estão acontecendo muito rápido, inteligência artificial, toda essa tecnologia chegando, inovação...
Mas, confiança não é rápida.
É isso aí. quando quebrada demora para ser reestruturada. E é possível reestruturar a confiança depois de quebrada.
Esse é um outro paradoxo que você falou. Sim, as coisas... A tecnologia é sinônimo de progresso e velocidade. Quanto mais rápido, melhor e tal. Mas o relacionamento... Dá aqui a mãozinha. O humano, isso aqui, a confiança, é com o tempo. não queira avançar casas muito rápida, no quesito confiança, que aí vai dar ruim.
Até nos relacionamentos. O que está acontecendo agora, eu te conheci aqui agora, nossa, se é o amor da minha vida, vamos mudar, juntar para um apartamento, junta lá, dá três semanas, não era nada daquilo que estava acontecendo. As relações são, pega na mãozinha, senta no sofá, os pais olhando, dá o primeiro beijinho, depois você leva pra sair, depois começa a namorar, depois vai noivar. Por que tinha o noivado? Pra gente testar, apresentar, tá mais junto. Pra depois juntar. Não tô falando que não dá certo. Tenho N casos de pessoas que se conheceram do dia pra noite e estão felizes para sempre. Mas é muito melhor a gente curtir, né? Uma coisa que eu venho vendo, antes a gente queria um destino, queria um objetivo, depois a gente queria curtir a viagem, né? O caminhar até aquele lugar, agora a gente quer curtir o quê? As pessoas, as relações. Porque a gente não sabe o dia de amanhã, né? Não sabe o que vai acontecer. Então, se a gente não curtir... Hoje, no Resiliência Humana, eu coloquei um vídeo logo cedo, né? E com um programa americano. E eles falando assim, se você pudesse jantar com alguém... Com quem você gostaria de jantar? Pode ser qualquer tipo de pessoas. E os adultos vêm e falam assim... O Michael Jackson, Marilyn Monroe. Vêm com os nomes muito legais. Jesus Cristo. E aí, eles trazem as crianças pra perguntar com quem vocês gostariam de jantar. Eu gostaria de jantar com a minha família. Eu gostaria de jantar com todos os meus primos, meus avós e a união da nossa família. Com quem você gostaria de jantar? Com o meu irmãozinho, que ele fica lá no futebol e eu não. E sim, com quem você queria jantar? Com o meu papai, ele chega tão tarde. Nós, adultos, queremos algo, não a simplicidade. o estar aqui, o respirar, quando você faz a festinha da Angelina, a gente vai ali e tá todo mundo ali, ufa, curtindo, as famílias, as relações, os amigos, pessoas que você pode chegar e falar, tô precisando de ajuda, vem aqui, me escuta, né? Tem muito curso de oratória, mas pouco de escutatória. E a gente poder escutar o outro, tá ali à disposição, às vezes, sem falar nada.
Só ouve. Só ouvir. Você falou agora há pouco uma coisa que eu quero voltar nela pra gente já ir concluindo aqui a nossa prosa. Todas as pessoas que passam pela nossa.
Vida... São um canal de cura.
Repete, por favor.
Todas as pessoas que passam pela nossa vida são um canal de cura.
Podem ser, né?
Eu acho que elas são.
Tá.
Eu acredito que são. Independente se ela vai deixar uma mensagem, uma palavra, um olhar, uma dor, Algo ali tem pra você evoluir. Muitas pessoas vêm me buscando em consultório porque estão querendo se separar. E a maioria das separações são como? Agressivas. Nunca mais. Não quero falar.
Não.
Essa pessoa veio pra te mostrar algo. Talvez que você precisa ser trabalhado em você.
Totalmente.
Melhorado. Autoresponsabilidade. E talvez ela tenha deixado algo em você. Como a gente termina uma relação com uma pessoa? Foi bom enquanto a gente esteve juntos.
Não, sou super a favor.
Eu aprendi muitas coisas e fico com as coisas boas. E se eu te machuquei, me desculpa, Isabela. Mas que a gente possa caminhar em paz os dois juntos. E a partir disso... Como é que eu saio dessa relação? Leve. Foi um canal de cura. E a partir disso, eu enxergo e entendo que não existe a repetição disso. Porque eu tirei o aprendizado daquela pessoa, que foi um canal de cura pra eu não repetir comportamentos, pessoas, situações, que é o que mais as pessoas também trazem. De novo, fui enganada. De novo arrumei uma pessoa indisponível, de novo fiz um projeto e não deu certo. Porque não usou essa pessoa, essa situação como um canal de cura pra aprender.
Excelente. Me faz lembrar uma situação que eu... vivi no passado e outro dia o Thiago me perguntou, você voltaria e ensinaria a tal pessoa isso agora que você ensina nas empresas? Eu, com certeza. Aí ele falou, então agora você está curada?
É isso.
Eu falo da situação, não choro mais dela, não sinto raiva, não sinto nada. Eu gostaria muito de voltar, especialmente para um lugar e falar para aquelas pessoas, para aquelas lideranças que As pessoas, os talentos são fundamentais para alcançarmos os resultados que nós queremos, então não adianta você adoecer, maltratar, dispensar. E quando você fala em terminar um relacionamento, expanda isso também para ambientes profissionais. Se você quer sair de um emprego, se você é líder e vai demitir alguém, faça isso com respeito, como você gostaria que fizessem com você. Porque na hora de contratar, gente do céu, vem currículo e pega repertório, reputação, e na hora de ir embora, às vezes, a pessoa não tem nem chance de se despedir de tantas pessoas que conviveram anos com ela.
Quando você sai com amor e com gratidão perante aquilo, o mundo se abre pra você. Se você sai com dor e fechado, parece que aquilo trava e te segura ali. Todo final de relacionamento você tem que sair com o coração leve. toda a relação de emprego também. Vou contar uma história simples, pra gente não se estender muito. Uma pessoa trabalhava 12 anos numa empresa, e ela não queria mais estar ali. E ela estava muito dolorida. E eu combinei com ela assim, que tal você levar um presente de agradecimento pra todas as pessoas que estavam nessa empresa e te ajudou durante esses 12 anos? E era uma empresa ligada à natureza, não vem ao caso o nome da empresa, e ela comprou um bonsaizinho, um mini bonsai, e deu pra todas as pessoas que ajudaram ela dentro. E ela chegou e falou, obrigado por você me ensinar isso. Até para as pessoas que não foram tão agradáveis, falou, obrigado por você me colocar num lugar diferente pra eu poder fazer esse movimento. Quando ela fez esse movimento, ela tem um depoimento dela que ela fala assim, eu senti uma leveza e não mais uma dor perante o que eu tava sentindo pelaquela empresa. E quando ela saiu... Em duas semanas, ela foi contratada pra um novo projeto, que era o maior sonho da vida dela, que era reflorestar florestas, criando agricultura embaixo.
Perfeito.
Você entende? E hoje ela tá pelo mundo fazendo esse trabalho, e ela me liga, Muxi, se não fosse eu sair com gratidão daquele lugar que eu saí, e eu tivesse com raiva ainda, talvez eu estaria preso.
Por isso que você precisa pedir ajuda de um terapeuta de confiança, de um psicólogo, como o Ramos falou, porque se eu tivesse ouvido isso lá atrás, nossa, teria sido bem mais fácil aprender a agradecer mais e reclamar menos.
Tem uma frase que vem batendo muito e muitas pessoas vêm pedindo pra eu repetir essa frase, que eu gostaria de deixar de presente também pra vocês, que é o meu maior ato de coragem foi pedir ajuda.
Total, eu só conheço pessoas fortes que pedem ajuda.
Então se você tá aí com uma dor, não consegue lidar, burnout, uma tristeza, uma sensação de uma angústia, não consegue falar dos seus sentimentos, respira, lembra dos seus momentos de força e vai buscar ajuda. Acho que já num momento que todo mundo entendeu que nós podemos se unir em prol dessa capacitação emocional, psicológica, espiritual, física. Nós somos um ser por inteiro e não mais essa separação do espiritual uma coisa, o mental é outro, o coração é outro, o físico é outro. Deu pra entender e a gente tem que, sim, cada vez mais pedir ajuda. Seja num livro, seja num treinamento, seja um terapeuta, seja uma pessoa que está ao seu lado aí de confiança.
Já que você falou em união, eu vou estrear com você aqui no interioriza um movimento que eu aprendi há pouco tempo. Celebrei um casamento. Eu e Isabela celebrei um casamento. É... Dois rapazes muito queridos, muito... Assim, amorosos. Eles me chamaram assim, Iza, você celebra o nosso casamento? Eu, claro, já tinha feito isso lá no passado. E aí fiz. E aí, nesse casamento, eu conheci esse movimento, que é das areias. E eu quero começar... Estrear com você.
Amém.
Quando você fala de união, Qual é o oposto de união? Separação. Mas eu não consigo dissociar os sentimentos. Os sentimentos e as emoções fazem parte do nosso caráter, de quem nós somos e de por onde nós passamos. Então, quero estrear com você. Nós vamos começar com o Robson Ramouchi. Essa cerimônia das areias. Você vai escolher uma cor. E aí eu escolho outra, ótimo, aí eu escolho outra. E aí nós vamos misturar as nossas areias. E aí a cada convidado nós vamos misturando as areias. E no fim, todos vocês que estão nos acompanhando, imaginem, mentalizem também que você também está colocando suas intenções aqui. nessa cerimônia e receba também as nossas energias e boas vibrações pra que você tome boas decisões.
Até me emocionei, você acredita?
Que bom, é de verdade. Qual cor você quer?
Eu quero amarelo.
Pronto. Então, você é o primeiro convidado.
É um pouquinho.
O que você quiser, não tem regra.
Tá, então posso pôr uma intenção e falar?
Exatamente.
A minha intenção é... que eu coloco aqui é um pouco... desse canal com algo maior. Talvez eu ia chamar de divindade, mas isso pode atrapalhar as pessoas. Mas é uma conexão com o todo. Sim, essa conexão maior com... o universo e todas as pessoas. Cada um tem algo de melhor, cada um tem algo a contribuir, cada um tem algo de especial para doar para as outras pessoas e para a sociedade. Então, eu vou colocar essa energia aqui dentro. Um pouquinho para deixar que eu responda. Um pouquinho?
Eu vou colocar, então, aqui o azul. assinando embaixo em tudo que você falou e agradecendo ao tempo e a confiança de todos que estão nos acompanhando. Porque se você está nos escolhendo, e nos escolheu até aqui, é porque as nossas mensagens estão fazendo sentido para você. Então, agora, para colocar em prática, coloque também suas intenções aqui. Eu vou no azul. Acho que eu vou instituir o azul como minha cor, sabia? E aí, ó, vai ficar assim até o próximo convidado. E aí as nossas intenções vão se misturando, nossas energias, nossas areias, né? Quando a gente vai pra praia, a gente sabe que não dá pra você...
Posso pôr mais um pouquinho de mais uma coisa?
Claro, claro!
Que eu acho que é essencial. Resiliência.
Resiliência! Resiliência, muito bem.
Pronto. Agora ficou aí, essa energia da união de todos com a sua singularidade e com o que você tem de especial, vamos dizer, a sua raridade e a resiliência.
Adorei.
Eu também tô arrepiado.
Que bom. Que seja... Cerimônia das areias.
Que as areias nos mostrem o caminho a seguir.
Não é?
Que o deserto, né? possa nos mostrar as possibilidades.
O deserto não é um lugar de escassez, é um lugar de possibilidades. Robson, para quem quer continuar te seguindo, quais são os canais?
Pode ir pelo Instagram, Facebook, YouTube, TikTok, Twitter, LinkedIn. Todos têm lá o… Arroba… Resiliência Underline Humana, que é no Instagram. Mas se você pôr Resiliência Humana, vai aparecer em todos. E o meu pessoal também, que eu venho fazendo um trabalho bem digno. No RAMUSH. R-H-A-M-U-S-H-E, Robson Amush. A gente vem aí com… Tô com o meu quinto livro, três best-sellers. Sacados.
Editora Gente, né?
Editora Gente. Eu lancei no final do ano, Minha Gratidão Diária. Que é um livro onde vem 365 mensagens pra gente começar a olhar pra gratidão. E ainda uma parte pra você poder escrever. Porque a gratidão é comprovada, obviamente, já em grandes universidades. Que tira da depressão, tira da ansiedade, cria melhores relacionamentos. Te coloca num lugar mais positivo. E quando a gente olha o copo meio cheio, a vida fica muito mais leve, muito mais fácil.
Exato. Obrigada.
Eu que te agradeço.
Mais uma vez.
De coração.
E agora, eu te encontro no próximo interiorismo. Até mais.
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