Gestão do tempo para evitar Síndrome de Burnout . Participação na Live do Professor Carlos Julio

Professor Carlos Julio and Isabela Camargo discuss how to manage your time to avoid burnout. They cover the mental health toll of poor time management and practical strategies to prevent exhaustion in work environments.
Chapters
Senhor mas você vai ter que pôr aqui é, aí, isso já tá cadê ela? mas não é ela aí não, qual que é o nome dela? é Isabela Isabela calma, ela não entra Pessoal.
Estamos aguardando a nossa convidada de hoje, Isabela Camargo. Assim que ela entrar, a gente começa, tá bom? Já estou vendo todos vocês aí entrando. Obrigado, viu, pela presença de vocês. Ontem falaram que o meu óculos estava sujo, mas não está não. Ele fica meio embaçadinho aqui, mas não está não. Já eu vou limpar, vai.
Em todo caso... Essa daqui... É isso aí, senhor. Ela... Olá!
Tudo bem, professor?
Tudo bem, Isa. E você? Como é que você está?
Muito bem. Boa noite pra você. Boa noite a todos que já estão conosco.
É, tá subindo aqui, ó. Já tá subindo. Quase 50 já. E, bom, também estamos no horário. 9 horas, né?
Eu posso lhe dizer o que esse número significa pra mim?
Diga-me.
Uma grande mudança que todos nós estamos vivendo. Por quê? Quando eu era repórter e eu entrevistava alguém, por exemplo, eu entrevistaria você lá no seu ambiente, eu levaria esse material bruto lá para a emissora, Nós editaríamos o material e ia pro ar. Aí depois da matéria publicada, exibida no jornal, ficaria. Quando deu o Ibope, né, se deu alguma repercussão... Só que agora, professor, este número que está aqui, ele é uma referência de quem pode nos acompanhar agora. Eu, por exemplo, subo depois lá pro meu canal no YouTube. É assim que as pessoas vão acessar na hora que elas...
É verdade.
Quiserem, então, como eu sei que as palavras são sementes, quem estiver conosco, eu sei que se fizer sentido, vai acabar semeando... Sem dúvida, sem dúvida. Não pode pensar que só quem está neste momento vai nos acompanhar. Eu sei que vai... O universo...
Ontem, com o Nonato, flutuava aí 50, 60, 70, e hoje de manhã tinha 400. É o poder das redes sociais. E você, como uma jornalista, uma mulher de comunicação, antes de tudo, já há algum tempo, como é que você viu essa transformação toda, hein?
Professor, é assim. Nós estamos vivendo grandes oportunidades, mesmo neste momento doloroso. A primeira que eu vejo é sobre o assunto que eu tenho falado, que é o bem estar da mente, que é saúde mental A gente nunca teve tanta oportunidade, tanta condição favorável para falar sobre um problema que está dentro da casa de todos, todos, sem exceção Então uma coisa de saúde mental, que a OMS reconhece como prioridade numa pandemia, tá? Falar sobre saúde mental é prioridade em uma pandemia Outra grande transformação, professor, é sobre... é isso que nós estamos falando. Até ontem, existiam alguns canais tradicionais. E ontem, a gente está vendo vários canais individuais ganhando porco, ganhando musculatura, ganhando mais credibilidade. Então, quem está aqui nos acompanhando, está nos acompanhando porque sabe que ou o seu conteúdo ou o meu vão dar match. E aí vão usar esse tempo muito para isso. Por quê? Desde que este isolamento começou, as experiências diante dos telejornais tradicionais não têm sido muito boas. Porque o excesso da mesma notícia causa vários problemas na nossa saúde. Isso tá todo mundo careca de saber. Então, se antes nós já tínhamos canais individuais, eu acredito, inclusive conversando com outros colegas, que a chance é de mais crescimento, porque aí cada um vai se especializar. E aí, por exemplo, a outra pessoa que quer saber sobre um assunto X, você já vai naquele canal. Até porque você já terá tido experiências e vai saber se você pode confiar naquilo ou não.
É verdade. Você sabe que a ideia de criar essas lives essa semana foi porque eu lancei mais um livro, o nono livro, e lancei o livro praticamente na semana em que iniciou o isolamento. Então, todas as palestras e lançamento, aquelas coisas de libraria, nós cancelamos tudo. Só que, de repente, quem adquiriu o livro, por uma ou outra razão, Começou a falar assim, poxa vida, se escreveu o livro para a pandemia, porque o livro fala de como rentabilizar o nosso tempo, mas não só no sentido de você ter mais eficiência e eficácia no trabalho, mas para que você consiga colocar nas suas oito, nove horas de trabalho, o trabalho, para que você tenha outras oito horas para si, para a sua saúde, para a sua família, para o seu marido, para a sua esposa, para as suas crianças e tal. Então essa é a ideia. E a ideia de convidar você, Isabela, tem uma razão muito especial, e eu quero que você me permita aqui, você conta a história, porque a Isabela, uma jornalista hiperconceituada, global, estava lá na Globo, e de repente no ar, teve uma crise de burnout. E que o ano passado, a OMS reconheceu o burnout como uma doença do trabalho, uma doença do ambiente de trabalho, uma doença que deriva, muitas vezes, as nossas pressões no ambiente de trabalho. Ela se recuperou, está aí, linda, maravilhosa, como sempre, e resolveu fazer o seguinte. Sabe uma coisa? Estudei tanto o tema que agora eu vou ajudar as empresas ou os profissionais dentro das organizações, entender a importância de uma série de coisas. Que, aliás, eu devo ter comentado ontem aqui com o Nonato, questão das pequenas pausas, o tempo para você e tudo mais. Mas não sou eu que vou contar, não. Conta, Isa, como é que foi essa tua experiência, essa sua mudança, e o que você faz hoje para ajudar pessoas e organizações, empresas e pessoas, para evitar que tenham o problema que você acabou tendo?
Professor, obrigado pela oportunidade, mas eu vou tentar ser o mais breve possível para que a gente respeite o tempo de quem está nos acompanhando, porque saber o que é o burnout é só dar um Google. Você vai ver lá, inclusive, que é um nome novo para um problema antigo. Nós já tivemos outros nomes, como eu sempre brinco, igual o bullying. Bullying não é coisa nova. É um nome novo para um problema antigo. Síndrome de burnout é a mesma coisa. É o nome novo para um problema antigo. E é o resultado de quem não se coloca na agenda. Então, trazendo para o seu tema, é como você não marca Reunião com você mesmo. Você marca reunião com todo mundo, você faz isso pra todo mundo, mas não faz com você.
Ah, eu vou usar esse conceito, hein? Não está no livro, mas o conceito é bom. Que se coloque na sua agenda, ou coloque-se na sua agenda. Muito bom.
Eu falo isso em todas as minhas palestras, como encontrar limites no mundo sem limites. Então, eu já uso isso já há muito tempo. A gente não marca reunião com a gente, porque nos é colocado de diversas maneiras em que você precisa sempre servir o outro, estar disponível para o outro, ainda mais para o trabalho, que exige produtividade e disponibilidade o tempo todo. Muito bem, mas aí se eu nesta semana... como eu vivi na semana passada. Olha, BCPanela, beijo.
É, e o Ricardo Rufo lá na Austrália te assistindo. O Ricardo Rufo, que é o CEO global da Ecos Laboratório de Inovação, que é a empresa que eu estou dirigindo no momento. Muito bacana e interessante, porque um dos grandes conceitos do design é o ser humano no centro da questão. E é o que você está dizendo. Coloque-se no centro.
E é curioso, professor, porque na semana passada eu tive uma semana muito intensa. Eu fiz uma semana com 25 entrevistas sobre o futuro do mercado do trabalho. E eu encontrei vários futuristas e vários líderes, chefes de empresas. Então foi falado muito sobre o perfil da liderança do futuro, como vão ser os empregos, como vão ser os talentos, como é que a gente vai poder se desenvolver e tal. E o assunto equilíbrio, entrou em todas as conversas. Esse equilíbrio a gente só vai conseguir viver de verdade quando você se desequilibra. Sabe aquela história? Eu só quero saber como aquilo é ruim se eu viver aquilo até o fim. Então vamos lá. Deixa eu juntar aqui todas as peças. Na semana passada eu não me coloquei na agenda. Porque eu estava com a agenda focada em um objetivo Trazer o máximo de pontos de vista para oferecer para as pessoas Caminhos para desenvolverem pensamento crítico Nesta semana, o que eu fiz? Tirei o pé do acelerador e coloquei o pé no freio Este equilíbrio é o que vai fazer com que este tempo tenha algum significado E, além de trabalhar, eu também uso o tempo para mim Por que eu gosto já de dizer isso? Isso não dá impressão a quem tá vendo aqui nós às nove da noite, né, e vão falar assim, nossa, mas eles estão falando de uma coisa e estão fazendo outra. Depende. Você viver momentos da sua semana ou do seu mês com um trabalho estendido é uma coisa. Viver uma vida em um trabalho estendido de segunda a segunda é outra coisa, tá? Então, respondendo a sua pergunta, eu vivi uma experiência anos atrás em que eu não me coloquei na agenda. Eu disse sim para todas as oportunidades, para todas as situações. Eu não disse sim para mim em nenhum momento, disse sim para todos os outros pedidos. E a consequência disso a longo prazo foi o que nós chamamos hoje de síndrome de burnout, que é o esgotamento profissional. Só que assim, professor, você já, por exemplo, quebrou uma perna ou um braço?
Ainda não.
Ainda não. Mas você já viveu algum problema de saúde?
Já, opa, vivi inclusive quando eu escrevi o meu primeiro livro Reinventando Você, foi após um susto de saúde, quando eu tive um pré-diagnóstico de um possível linfoma e eu achei que eu ia morrer. E aí o que aconteceu? Aquilo mexeu muito comigo durante um mês, um ano depois eu tive pânico, crise de pânico, e segundo o psiquiatra que me tratou, ele falou, olha, você levou um susto de saúde, você achou que ia morrer, teu sistema imunológico foi lá pra baixo, tomou corticoide pra resolver o problema que era a massagrafidose, você acha que você não ia pagar essa conta? A conta veio um ano depois, Isa. E só pra dizer uma coisinha em cima da tua fala, eu defino o foco como a capacidade de dizer não. Então quando você diz assim, eu não me coloquei na agenda, eu me dei prioridade, não me coloquei na agenda, é o conjunto dos sims, ou o excesso de sims. Tá bom, mas eu tive meu suspeito de saúde, sim, tive.
É, o que eu quis dizer, professor, lhe perguntando isso, como eu perguntaria aqui pra todos que estão nos acompanhando, aliás, um beijo pro Sérgio Costa, que tá aqui, jornalista, trabalhamos na Band, quantos anos apresentamos jornal na Band, Sérgio, um beijo grande pra você.
É verdade.
Todos que estão aqui, de alguma maneira, já viveram algum problema de saúde. E aí, professor, a gente não pode... Como é que eu posso dizer, marcar uma pessoa a ferro com esse problema de saúde? Então eu não sou o burnout, eu vivi uma experiência E por ser jornalista, como eu não encontrava as respostas, eu fui buscando Só que aí conforme eu fui achando, a minha missão qual é? Aprender para compartilhar Eu falei, bom, vou guardar tudo isso para mim ou eu vou compartilhar isso com outras pessoas para, de repente, elas podem pensar em pisar no freio antes disso acontecer. E aí, professor, saiu um estudo no início desse ano em que mostra que 20 milhões de brasileiros já tiveram diagnóstico com a síndrome de burnout.
10% da população?
E eu acho que esse número até é subnotificado, claro. Ninguém tem coragem de dizer que não está dando conta. Ninguém tem coragem de dizer que está realmente doente. A gente tem um grande problema nas empresas que é o presenteísmo. Não é só o absenteísmo. O absenteísmo é quando realmente a pessoa falta porque ela está com o testado. O presenteísmo é quando a pessoa tem o diagnóstico, recebe o testado e vai trabalhar mesmo assim. com medo de ser substituído, do que vão falar e tudo mais. Então, são vários problemas, vários comportamentos, várias crenças que me levam a acreditar que esse número de 20 milhões é inferior à verdade.
Mas vamos lá.
Voltando ao nosso assunto, tempo burnout, senão eu vou entrar aí nos números e...
Não, mas o que assusta, o que você assusta, você fala, mesmo subestimado, 10% da população brasileira já teve talvez um episódio de burnout. E é verdade o que você falou, eu conheço muitas pessoas, e quando você vai subindo na hierarquia parece que isso é mais grave, que não pode se dar o direito de amarelar. Amarelei.
Ai, professor, essa live podia ter umas três horas.
Deixa aí, vamos embora. Olha, a Gisele Toledo, que é a nossa diretora comercial lá da Band, também tá aqui, mandou um beijo pra você. E nós vamos ter também uma live com ela, se eu não me engano, na segunda-feira que vem, falando a comunicação, como é que tá isso, todo mundo em casa, aumentou a audiência, não aumentou? Como é que tá o tempo da comunicação em época de pandemia?
Isso. Olha, professor, quanto mais a gente compartilhar informações corretas, melhor para todos nós. E este isolamento já nos trouxe, pelo menos para mim, a seguinte ideia. Não adianta a minha casa estar limpo, organizada, jardim cortado e tal. Eu preciso me colocar com a real visão de que nós estamos dividindo o mesmo planeta. Ou a gente começa a conversar, falar a mesma língua, ter mais empatia na prática, não só na teoria, porque estamos dividindo o planeta. Então, ou todos cuidamos, ou todos vamos passar perrengue por conta disso, mas não vou misturar aqui os assuntos. O que a gente estava falando do tempo é que neste modelo que a gente está, que estamos vivendo, produtividade integral, disponibilidade integral, 24 por 7, 366 dias, Aí a gente ouve aquelas crenças. Dormir é perda de tempo. O que você faz da meia-noite às seis? Eu não acho, não. Então, tem até um meme que mostra uma pessoa dormindo de um jeito, uma pessoa dormindo de outro e o empreendedor não está na cama, o empreendedor não dorme. Então, são várias crenças que se a gente não parar aqui como nós estamos conversando, a gente usar para colocar as informações corretas, mais pessoas vão adoecer. E não precisa ser só burnout. Burnout é um problema ocupacional consequência dos novos tempos. Tempos em que nós Vemos índices de cortisol, como você falou, altíssimos. O meu ficou acima de 31 mais de um ano, sendo que o máximo era 18. Qualquer pessoa aqui que estiver nos acompanhando e se fizer um hemograma vai ver que o cortisol tem lá um gradiente de mínimo e máximo. O meu ficou quase o dobro por um ano e a gente acha que isso é normal. Então nós estamos vivendo em um momento em que tudo é normal. Dores crônicas e constantes é tudo normal. Não ter tempo pra mim é normal. E não, isso não é normal. Eu preciso me colocar em algum momento na minha agenda. Então como eu te disse logo no início, se eu tô pegando pesado hoje, trabalhando até tarde, amanhã eu vou ter que reduzir. Então isso só eu vou poder fazer. Faz sentido, professor.
Faz sentido, mas eu queria voltar numa fala sua lá atrás, você disse assim, não, porque a pessoa tinha que não deixar chegar na crise de burnout.
Sim.
Então você que passou por isso, estudou isso e tem ajudado as empresas e as pessoas a não chegar. Quais são as dicas mais importantes e fáceis até de praticar para que a gente não chegue numa crise de burnout?
Ótima pergunta, professor. É assim, primeiro a gente tem que entender o que é resiliência e o que é apelação. O que isso tem a ver? Muitas pessoas apelam para remédios para dar conta de um modelo que assumiram. Isso não é resiliência. E muita gente confunde isso com resiliência. As empresas dizem muito, ah, você precisa ser resiliente. Mas vamos então entender O que é resiliência? Eu estava conversando mais cedo em uma outra live de um terapeuta que é especialista nisso. Então toda semana a gente fala o mesmo assunto e é infinito. A dúvida ainda é constante. Resiliência é quando você passa por uma situação desafiadora e você sai dela do mesmo jeito que você... Esse termo vem da física e como o estresse vem da engenharia, depois a gente fala disso. Então, se eu preciso voltar ao mesmo estado que eu estava de uma situação desafiadora, não é com remédio que eu estarei sendo resiliente, porque eu não vou voltar. Então, aquilo que eu fiz lá atrás achando que era a resiliência, na verdade eu estava apelando para dar conta de um modelo que eu disse sim. Faz sentido? Faz, agora só. Faz sentido agora?
A Rosângela Maldonado tá com uma perguntinha aqui, mas os competentes são penalizados recebendo mais responsabilidade.
Sabe o que que isso eu chamo na palestra? Armadilha da competência.
Armadilha da competência.
Armadilha da competência, que é assim, professor Júlio, parabéns, você fez um excelente trabalho, então agora eu vou te dar mais um trabalho.
Mais um trabalho.
Como nós vivemos nesse modelo em que você, como eu falei, que você entrega mais, fazer sempre mais do que esperam de você, né? E a gente quer realmente evoluir profissionalmente, pessoalmente, você vai dizendo sim. E aí, num contexto com mais pessoas, você fala, nossa, tô batendo um bolão, né? Nossa, que legal, meu chefe está me valorizando. Mais trabalho significa que eu tô valorizando. Só que isso, a médio e longo prazo, vai trazer uma fatura, professor, como você disse. É verdade. Se eu vou entrar na armadilha da competência, eu preciso ser responsável pelas consequências do que ela vai me causar. Só que isso eu só consigo olhar, professor, pelo retrovisor. Eu só hoje posso falar isso porque eu olho pelo retrovisor e eu vejo o que eu fiz no passado. Para hoje poder falar para as pessoas assim, olha, tá vivendo um modelo desse? Ok. Mas só observe se o seu corpo já não está te dando alguns sinais. E te avisando que algo pode acontecer, respondendo então sua pergunta Como eu posso evitar a síndrome de burnout? Ouvindo meu corpo, marcando reunião comigo, me colocando na agenda Porque eu duvido se alguém que está aqui cria atalhos pra farmácia. Tá com uma dor de cabeça, vai na farmácia, tá com uma dor de sítoma, vai na farmácia, não sei o que, vai na farmácia. Aliás, professor, se você me permite rapidamente, nas palestras, como encontrar limites... Eu faço uma brincadeira durante ela, eu falo, nossa, tô com uma dor de cabeça, sabe que alguém tem algum remedinho aí pra me dar? Nossa, todo mundo vai tirando assim das bolsas, aquelas necessaires gigantescas assim, sabe? Aí uma começa a brincar e falando, não, a minha maioria é menor. A gente vive nesse contexto em que a gente glamouriza o tamanho da nécessaire, a quantidade de remédios que a gente tem sempre à mão. E isso não é legal, isso é um atalho. Isso significa que o seu corpo está te pedindo socorro e você está tomando um atalho e achando que isso é ser resiliente. Entende? Então isso amédio... Tá indo no sintoma.
E não na causa.
Não vai ser legal". Aí eu vi aqui um comentário, né, e eu vivi isso também, que é o medo de dizer não para o chefe, é o medo de dizer eu não aguento. Só que aí ou nós vamos treinar o não, tenho que juntar esse conteúdo depois, professor, ou nós vamos treinar como dizer não, ou nós vamos adoecer, ou eu vou aprender a criar uma minha agenda para fazer uma atualização de identidade ou eu vou pagar essa fatura sozinho? Porque de nada vai adiantar eu continuar naquele modelo de trabalho e ficar doente, e ficar afastado. Então, para todas as pessoas que estão nos acompanhando e vão depois nos acompanhar, se você me permitir, vou subir lá para o meu canal no YouTube, a Bela Camargo Real, A gente tem que realmente fazer uma linha do tempo. Se hoje eu tô com medo de dizer que isso não está me fazendo bem, quanto tempo mais eu vou aguentar esse modelo até adoecer? Não sei, eu não sou médica. Eu não sei o que significa ficar um ano com um cortisol acima do normal. Entende, professor. Eu sei que todos têm responsabilidades financeiras, sociais, com família, mas a nossa primeira responsabilidade tem que ser com a gente.
Olha só, posso interromper um pouquinho? A Raquel Portilho colocou aqui uma coisa interessante. Eu não sei se o medo é dizer não para o chefe ou para nós mesmos. Porque nós queremos dar conta de tudo. E aí eu quero te colocar esse comentário da Raquel, mas com mais um comentário meu. Eu noto isso muito em especial nas mulheres. E vou explicar, eu achei que era uma percepção minha, não nada científica. Até que eu li um dos livros, né? O Coragem de Ser Imperfeito, da... Meu Deus do céu. Brown, qual é o primeiro da Brown? Esqueci, vou lembrar daqui a pouquinho. Brennan Brown. Da Brennan Brown, e a Brennan Brown diz lá no livro dela, que a vergonha tem gênero. Olha que coisa louca, que ela descobriu, para ela poder entender vergonha, ela foi pesquisar vergonha. Ela teve que estudar vulnerabilidade. Ela teve que entender vulnerabilidade para entender vergonha. E ela disse que tem gênero. Por quê? Porque a vergonha do homem está muito mais ligada à competição, etc. Mas que a mulher... A principal vulnerabilidade da mulher é não dar conta de tudo. O que é uma covardia às vezes com esses inúmeros papéis. Então vem de encontro com a colocação da Raquel. O quanto que essa coisa de nós queremos dar conta é muito mais do que o chefe pedindo para nós darmos conta e de repente a gente externaliza dizendo, é o meu chefe.
Tem as duas questões, professor. Por quê? A gente vive um contexto com mais agora de 12 milhões de desempregados e existe o medo de não dar conta porque junto com o pedido às vezes indecente de você acumular mais trabalho vem o assédio moral dizendo que se você não quiser fazer tem quem faça Ou, se você não forçar para fazer, tem uma fila querendo o seu lugar. Isso é muito ruim de ouvir. Eu tenho certeza que muitos já ouviram. Então, existe uma cobrança externa e uma cobrança interna. Então, a externa eu dei aqui um exemplo só. A interna, por que as mulheres têm mais dificuldade? Não. Falei isso mais cedo. Professor, nós temos uma característica de acolher, de cuidar. E uma mãe, trazendo agora inclusive para o especial que estou fazendo para o Dia das Mães, ela tem muita dificuldade em dizer não para alguém da família, para um filho, para um outro familiar, para um parente e tal. Então aí você estende isso para o ambiente profissional. Essa mulher ela vai querer dar conta de tudo porque ela costuma dar conta de tudo, ou ela costumava dar conta de tudo. Professor, até pouco tempo, Mulheres não dirigiam e hoje são obrigadas a entender de mecânica. Há pouco tempo elas votavam e hoje elas são obrigadas a entender de política. As mulheres não votavam, sabe gente? E hoje elas precisam dar conta do ambiente de trabalho. Professora, as roupas femininas não vinham com o bolso, porque as mulheres se não trabalhavam não ficavam com o dinheiro. Então são muitas mudanças. Mulheres têm que dizer sim pra todas elas, e aí quando chega no ambiente de trabalho ela fica muito confusa. Nossa, mas se eu disser agora que eu não consigo, vão me chamar de fraca. Então existe uma cobrança externa e interna, com certeza.
Eu percebo muito isso. Aliás, me perguntaram qual o nome do livro. É Coragem de Ser Imperfeito, da Brené Brown. Brené, B-R-E-N-E, Brown. A Brené Brown, aliás, eu estive com ela ano passado lá no South by Southwest. Ela é uma texana, é uma doutora, uma pós-doutoranda pela Universidade do Texas em Houston, em Austin, Texas. E ela foi estudar, o interesse dela foi realmente estudar essa questão da vergonha, só que ela percebeu que se ela não estudasse vulnerabilidade, ela não entenderia vergonha. E aí ela faz todo um tratado, é muito bacana, ela já tem dois dos livros dela traduzidos pro português, né? E tem TEDs maravilhosos, você entra na Brain Brown, você vai achar. Eu acho que ela endereça muito dessas questões que a Isabela tá colocando aqui mesmo, né? Agora, essa questão do dizer não, por que que às vezes é complicado? Porque assim, eu costumo dizer assim, que foca a tua capacidade de dizer não. Mas não é o não quanto mais, porque quem diz não pra tudo não faz nada, né? Como é que você faz para selecionar os nossos? Então, esse livro que eu me referi, que aliás está aqui, esse livro aqui, o título dele é o centro do meu pensamento, quer dizer, o que eu não posso deixar de fazer hoje, o que eu defendo é que se você começar o teu dia por aquelas tarefas que você não pode deixar de fazer hoje, quem sabe ao meio dia, As tarefas que você não podia deixar de fazer, você já fez. Você tem mais meio-dia, talvez, para se colocar na agenda, para colocar outras pessoas queridas na agenda, para os seus trabalhos sociais, por que não? Que também ocupa a agenda de muita gente, graças a Deus. Então é mais ou menos essa a ideia do método, o que eu não posso deixar de fazer hoje, que aliás, Isabela, o título do livro era Quanto Tempo, Tempo Tem. Só que quando o livro foi para a gráfica, eu percebi que tem um documentário da Monja Coen, aliás, muito bonito, na Netflix, com o mesmo tema. Aí eu falei, não vou colocar o nome, não vou falar que eu copiei a Monja, então eu mudei. Cortou, desculpa.
A Monja participa desse documentário?
Aí o Márcio colocou aqui o seguinte, uma mãe cuida de dez filhos e dez filhos não cuidam de uma mãe. Às vezes acontece mesmo, né? Às vezes acontece mesmo. Mas me diz uma coisa, hoje, se eu trabalho junto às empresas, quem te contrata? O RH?
Também. Porque, também, professor, você... Tá, mas como.
É que eles vão te procurar? Como é que eles chegam em você? Eles sentem que tem esse problema dentro da empresa. Eu queria entender o seguinte, por que alguém vai e liga pra Isabel e fala, vem aqui, você tem que falar de burnout pro meu pessoal. Como é que acontece isso? Eu queria entender. Porque eu acho extremamente importante, mas não sei se esse estalo tá na cabeça de todo mundo.
Professor, já começou. As empresas, que têm mais condições de se adaptarem ao futuro, já observam dentro o que está acontecendo. Então, eu converso com o médico do trabalho do Itaú, o doutor André Fusco, e ele me diz, Isabela, todas as empresas têm os seus números. Todas as empresas sabem os funcionários que reporrentemente saem e voltam de licença médica. Então, os departamentos de recursos humanos sabem quem precisa de ajuda. E aí eu lhe digo, quem precisa de ajuda, quem tem cérebro, estamos falando para quem tem cérebro, síndrome de burnout ou outra patologia relacionada à saúde mental pelo esgotamento, pode acometer qualquer pessoa. Nós não estamos falando de um problema novo, professora, a gente tá falando de um problema que nas minhas pesquisas eu cheguei a 1869, não tinha nem luz elétrica. Então o que está acontecendo? Assim como existem empresas que estão olhando mais para as mulheres que chegam da licença maternidade, que aliás chegam com outros skills, com outras habilidades incríveis, algumas empresas também já estão olhando para os seus talentos, não como peças descartáveis. E principalmente, como você estava me perguntando, as pessoas chegam até mim quando olham para os números dela. Quanto a gente está gastando de plano de saúde? Quanto isso está custando para a minha empresa? Quantos talentos eu estou deixando de reter por falta de um ou dois minutos? Porque um momento ruim de uma pessoa, professor, não significa que essa pessoa seja ruim.
De maneira alguma.
Quando, recentemente, uma grande empresa de seguro de saúde me procurou e eu fiz uma palestra para os clientes deles e ficou muito evidente que eles já estavam um passo à frente, eles já entenderam que prevenção é mais barato do que tratamento, que respeitar aquele humano vai ser muito melhor para o resultado que ele almeja, do que dispensar ou mandar embora e ter que contratar outra pessoa. Então, as empresas que querem gastar menos com problemas de saúde, não vão dispensar. E vão identificar qual é a pessoa que está precisando de cinco minutos e entender que de repente, professor, ele está na posição errada. Você é um grande gestor, você só é um grande gestor porque você sabe colocar as pessoas no lugar certo. Uma pessoa no lugar errado, ela se machuca e não entrega o que você precisa.
A pessoa errada no lugar certo quebra a empresa, você não tem a menor dúvida disso. E quanto mais alto na hierarquia, mais rápido. Outro dia eu estava conversando com outro professor lá da Fundação Gilberto Vargas, e o Vargas eu estava dizendo pra ele, se você pega na hierarquia da empresa, ela não se leva na diretoria, ou mesmo as autogerências, um diretor desmotivado, ele vai prejudicar a empresa inconscientemente. Porque se ele não estiver engajado, às vezes ele deixa ele fazer um negócio que seria bom, ou ele não aprofundou o raciocínio, ou ele deixou de reter o talento, mas ele não fez isso pra prejudicar a empresa. Ele só fez porque simplesmente ele não estava engajado. E pra você estar engajado, você tem que estar lá de corpo e alma. E você falou assim, olha, isso é uma coisa do cérebro, isso é uma coisa do pensamento e tudo mais. Então eu vou trazer pro outro lado aqui, pro lado aqui do coração. Quanto como é que o emocional influencia nessas doenças do trabalho?
Professor, com todos os futuristas que eu entrevistei na semana passada, com todo o respeito, eu vou lhe dizer o seguinte, se até hoje nós ouvimos que você é uma pessoa dentro do trabalho e outra fora, essa crença precisa ser ajustada para o futuro do trabalho. Porque você é contratado pelas suas habilidades técnicas, mas você pode ser contratado pelos seus comportamentos. Então eu não posso avaliar mais o sujeito pelos cursos que ele fez. Eu preciso também entender quais são as habilidades que ele tem para trabalhar em equipe. Porque quando você trabalha em uma empresa e precisa resolver um problema, você não vai procurar aquela pessoa que está sempre de cara amarrada, e que não tem saída pra nada. Não, você vai sempre procurar uma pessoa cordial, uma pessoa que busca na sua equipe a melhor saída. Então estas habilidades, chamadas pelos futuristas como soft skills, que são as diferentes das hard skills, Elas é que vão nos salvar, não só do Arnold, mas de todas as outras incongruências que nos fazem não nos colocar na agenda, como seu título do livro. Eu quero muito ler, inclusive. O que eu não posso... Vou te.
Mandar, vou te mandar.
Vou te mandar. A Gisele aqui tá dizendo, somos uma pessoa só, dentro e fora do trabalho, somos seres únicos. É claro que eu, quando eu entrar no meu trabalho, eu vou dançar a música desse trabalho. Só que eu dificilmente vou conseguir ser uma pessoa... mal educada na vida pessoal e educada no profissional. Não, eu vou ser o que eu sou em todos os lugares. Então o emocional, professor, também vai ter que ser visto junto com a caixinha das doenças ocupacionais, porque ou os líderes olham pra isso ou eles estão fechando os olhos pra si, porque os líderes também têm cérebro e eles também adoecem. Deveriam ter, hein?
Olha que eu conheço líder sem cérebro, hein? Tem líder aí que anda mandando o jornalista calar a boca, hein? Cuidado.
Professor, quando as...
Não, não te provoquei, eu te provoquei.
Eu sei, eu sei. Quando as empresas me procuram é porque elas já perceberam que se elas investirem uma hora com uma fala humana coerente com os colaboradores, eles podem fazer, então, eles podem ter uma radiografia melhor do estado atual, começar a se colocar em prioridade, porque às vezes essas oito horas de trabalho, professor, elas estão tão dolorosas, a pessoa não está ali 100%, então é claro que aí as oito horas passam, a pessoa não produz nada e ainda doer.
Então, mas você sabe, Isa, eu tenho um conceito já de muitos anos, eu acho que uma das tarefas do líder é zelar pelo ambiente de trabalho. Ambiente que eu falo, não é só o ambiente em termos... vai desde detalhes como a ergonomia do mobiliário, é o mobiliário que prejudica as tuas costas, as tuas pernas, a tua postura, vai desde a ergonomia do mobiliário até quanto à distância que você está da janela, a luz natural, até a questão mesmo do emocional. Quer dizer, que tipo de lideranças nós temos na organização? É aquela liderança que cobra, mas que cuida da forma? Porque veja bem, o líder não pode abrir mão, às vezes, de certos conceitos, ou de certas coisas que acontecem, ele tem que se concentrar naquela questão. Mas a forma pode fazer uma diferença. muito grande, como é que você lida com as pessoas, quer dizer, você toma cuidado para, nas suas palavras, não evidenciar, às vezes, até preconceitos que você tem, que você não queria ter, mas tem, como é que você cuida para não evidenciar, de repente, um assédio moral? Porque, às vezes, a gente comete uns deslizes. Eu conheço líderes, entre grandes aspas, que por arrogância não pedem desculpas, por exemplo. E às vezes a gente dá uma escorregada, que se você pedir desculpa na hora, você resgata na hora. Pelo amor de Deus, que besteira que eu falei. Esquece isso em zero, deixa eu falar de novo. Tem gente que tem dificuldade, eu conheço gente, Iza, que não pede desculpa até por vergonha, por inibição ou coisa parecida. Então eu acho que faz parte da liderança criar um ambiente saudável e desafiador. Isso inclui treinamento, capacitação, mas também inclui respeito, ouvir com a mente e com o coração, aceitar o contraditório, partir do ponto de vista que você não sabe tudo, partir do ponto de vista que quem está lá embaixo na operação certamente conhece a operação melhor do que você. Então isso pra mim não é humildade, isso pra mim é inteligência. inteligência emocional e inteligência cognitiva também. Então tá bom, olha só, deixa eu dizer uma coisa pra você. Tem gente dizendo aqui, assim, deixa eu ver se eu entendo. A Renata tá dizendo, nunca vi isso. Isso o que, Renata? Seria bom se praticassem. Vejo muitos líderes arrogantes e mal educados, concordo, Renata. Mas já tem muito líder e essa moçada que vem nessas empresas de tecnologia e tal, eu acho que já tá um pouquinho diferente. esses novos líderes, essa nova geração, graças a Deus, ela já está entendendo o poder da empatia, já está entendendo o poder da colaboração, tanto que quando a gente fala de metodologias ágeis, o famoso Wadi Ayo, ou Design Thinking, que é o que a gente faz lá na na Ecos, a gente sabe que nós precisamos divergir para convergir. Então faz parte da metodologia do Design Think. Primeiro você ouve tudo, sem críticas e tal, e depois você tenta convergir. Essa boçada nova, que trabalha com inovação, que trabalha com tecnologia, que cria coisas que a gente nunca pensou que pudessem existir, eles entendem o poder da empatia, da colaboração, da prototipação para colocar aquilo rapidamente no mercado, e eu acho que a gente tem que apoiar Exatamente esse movimento. Então, Renata, eu concordo que ainda tem muito líder à moda antiga. E líder à moda antiga não é líder velho, hein? Minha barbinha branca aqui, mas eu tento praticar coisas diferentes, tá bom? Espero ter respondido aí. Você, Isa, concorda com ela que a maioria dos líderes são arrogantes ou você tem boas experiências também?
Professor, eu ainda continuo no raciocínio das crenças. Porque é o seguinte, nós não podemos olhar presente e futuro sem considerar o passado. Então nós viemos de um modelo em que os líderes eles eram opressores, sisudos, as empresas elas tinham já um perfil muito mais conservador de cobrança e tudo mais. Este modelo está mudando, não é só por conta agora do isolamento social, ele está mudando por uma série de fatores. O coronavírus antecipou o futuro totalmente, trouxe o office para dentro do home, fez em semanas o que aconteceria em anos e também já está chacoalhando aqueles líderes que eram muito inflexíveis. Fora para o mercado do futuro, do trabalho, Já foi dito, já por milhares de pessoas, eu entrevistei 25 na semana passada, viu professor? Só de futurista, presidente do Google a governador do estado, tá tudo lá... Ah.
Falou com o Fábio Coelho, então?
Todos chegavam a falar a mesma coisa. A liderança do futuro, ela precisa ter elementos diferentes da liderança do passado. E esses elementos diferentes vêm do convívio com a diversidade, do desenvolvimento de um pensamento crítico, porque se eu não ouvir as pessoas que estão ao meu redor, Como é que então eu vou trabalhar para uma sociedade melhor se eu só ouço as mesmas pessoas? Se eu só vejo os mesmos filmes, converso com as mesmas pessoas, tenho as mesmas ideias? Então eu preciso da diversidade, eu preciso respeitar aquele que pensa diferente de mim Então mandam lá, mas na prática é uma coisa, na teoria é outra, eu concordo Eu vi pessoas falando coisas muito bonitas, mas na hora da prática, voltavam lá para o pedido da escravidão. Então...
Não dá para generalizar. Mas olha só, Isa. Opa, desculpa, eu te cortei.
Mudando. Como eu disse desde o início, as crenças de que uma doença ocupacional são frescura já mudaram pela OMS. A crença de que um líder vai conseguir tudo na marra também não vai se sustentar. Então a prática vai mostrar as mudanças que precisaremos de verdade.
Muito bom, olha só. A gente tem um negócio chamado design de futuros desejáveis. E o que a gente acredita realmente é que o futuro vem do futuro. O futuro não vem do passado. O futuro vem do futuro. E já que você abordou isso com 25 entrevistas na semana passada, e nós já estamos com 40 minutos da live, então precisamos encerrar, eu quero te deixar com a última pergunta. O futuro que vem do futuro. O que já chegou desse futuro, em termos das relações de trabalho, em termos da gestão pessoal do seu tempo e da tua agenda?
A consciência de que se eu não tiver autocuidado, ninguém vai cuidar de mim. O que o futuro já nos mostra e que não é tão assim inédito para ninguém, talvez só a ficha esteja caindo agora, mas já pensou nisso? É sobre o autocuidado, professor. O autocuidado é quando você faz por você aquilo que só você pode fazer por você. Desde os cuidados pessoais, como escovar o dental nos dentes Até buscar uma terapia, se você precisa organizar as ideias E se você tem a humildade em considerar que você precisa de um outro ser humano Que tenha uma habilidade diferente da sua para você ser humano Então, o que hoje eu sinto e já pesquisava, mas percebo que vai ser a habilidade que vai fazer toda a diferença para os profissionais do futuro, quando esse novo normal chegar, é a capacidade de se cuidar Eu posso estar no meio de um furacão Mas se eu tiver consciência de que só eu vou conseguir trazer as habilidades que eu preciso, buscar o que eu preciso, que nada vai cair do céu, eu sim vou conseguir construir um futuro desejável Então a resposta, pra mim ela não é complexa, ela é simples Mas eu preciso ter coragem e humildade de reconhecer aquilo que eu não fiz por tanto tempo e que eu preciso fazer agora comigo, primeiro.
Muito bom. Eu acho assim, tem pessoas que escolhem entre caminhos, não está errado, mas tem pessoas que constroem novos caminhos, né? E eu acho que a mensagem forte que você deixou aqui, Isa, é que você pode construir um caminho diferente para você, se colocando na agenda, ou até dando a importância de se colocar na sua agenda, talvez com as pequenas pausas, entendendo que de repente você não precisa dar conta de tudo, talvez dimensionando melhor o seu trabalho, o seu dia, a sua semana e o seu mês. E olha só, tem uma entrevista muito bacana que eu fiz com a Isa um ano atrás, está lá no canal do YouTube Magia da Gestão, está também nos canais da Isabela Camargo, Ela vai subir isso aqui também pro YouTube, vai estar lá pra depois você ver e rever quantas vezes você quiser. Isa! Mais uma vez, não tenho como te agradecer. Eu te disse hoje no WhatsApp, né? Não tenho como te agradecer por um papo agradável e muito útil. E a gente está vendo pelas respostas ou pelos comentários dos internautas. Gostoso, palestra muito boa, gente aqui criticando o chefe, gente elogiando o chefe, que é bom. Tive chefes que foram bons líderes, aprendi muito. E tem gente aqui dizendo, meu chefe só me enche o saco. Eu acho que é mais ou menos por aí. Então, Isa, super obrigado. e sua mensagem final para quem está nos vendo, para quem está nos assistindo.
Professor, tudo vai facilitar, vai contribuir para a gente desenvolver o nosso pensamento crítico. Então, por mais que o que eu esteja vivendo não é o que eu quero viver, por mais que o que eu vivi, eu quero deixar no passado, vamos olhar para frente. O parabrisa é muito importante, isso não é um clichê, isso é um fato, observa. E, principalmente, a mensagem que eu gostaria de deixar é, os caminhos que você teve até aqui, pode ser que eles não sejam os que vão te guiar a partir daqui. Então, reler a sua biografia é fundamental para entender onde você foi bem, onde você mandou mal, onde você pode melhorar para olhar para frente, mas não agarrado nos caminhos do passado. Olhando para possibilidades do futuro. E o que eu preciso? De repente, o que eu preciso é apenas ter um pouquinho mais de autocuidado. De repente, o que eu preciso é ter um pouquinho mais de amor próprio. De repente, o que eu preciso não é buscar fora o que eu tenho dentro, mas para isso eu preciso de um tempo para mim. Então, eu agradeço mais uma vez a oportunidade, a confiança e o tempo de quem esteve conosco até agora, me coloca à disposição para a gente...
Muita gente, hein?
Somar, somar sempre.
Muita gente, muita gente. Muita gente te elogiando demais, falando que tinha que fazer mais que receber inputs, insights importantes, até alguns insights bastantes inspiracionais. Mas essa é Isabela Camargo. Super obrigado, Isa.
Professor, até breve, se Deus quiser.
Até breve. Tchau, tchau. Obrigado a você que nos acompanhou. Tchau, tchau.
A gente tem que salvar isso.
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








