Izabella Camargo - Evento de Transmissão Oficial do Cargo ao Ministro Marcos Pontes

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Izabella Camargo - Evento de Transmissão Oficial do Cargo ao Ministro Marcos Pontes" (created 2019-01-04). It is a Portuguese-language recording of the official handover ceremony in which astronaut Marcos Pontes is sworn in as Brazil’s Minister of State for Science, Technology, Innovations and Communications. The excerpt contains opening remarks and hosting by Izabella Camargo, a speech and farewell from outgoing ministry representative Alfonso Orlandi Neto, Marcos Pontes’s inaugural address (personal anecdotes, mission priorities, and presentation of his ministerial team), the playing of the National Anthem, acknowledgements of military, political and scientific dignitaries, and an official photo moment. The content is a formal public/political event focused on leadership transition, science & technology policy priorities, and civic rhetoric; it was livestreamed and intended for a broad public and institutional audience.
Chapters
Agora sim, nós vamos dar início à cerimônia de transmissão do cargo de Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Bem-vindo, Ministro Marcos Pontes! Astronauta Marcos Pontes, Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações. Bom dia. O primeiro púlpito, ministro, e também compõe esse dispositivo de honra o senhor Alfonso Orlandi Neto, secretário-executivo adjunto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o MCTIC, neste ato representando o senhor Gilberto Kassab. Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no período de 2016 a 2018. Antes de prosseguirmos com a nossa cerimônia, eu peço a atenção de todos vocês para a execução do Hino Nacional.
Ao som do mar e à luz do céu profundo, furturas obras de um coral da América iluminam o azul do novo mundo. Nunca terá mais caminho, nossos sonhos pintos com luz sem mais cores. Nossos rostos sem mais risco, nossa vida nunca ser mais a cor.
Agora eu passo a palavra ao senhor Alfonso Orlandi Neto, secretário-executivo adjunto do MCTIC.
Bom dia a todos. Gostaria de saudar o nosso novo ministro, Marcos Pontes, e sua equipe, sua equipe de transição, a sua equipe que vem agora compor o nosso ministério. Gostaria de saudar todos os representantes das nossas entidades vinculadas, das unidades de pesquisa, das organizações sociais, das empresas. Gostaria de saudar os meus colegas secretários, Os diretores, coordenadores. Gostaria de saudar todo o corpo técnico do MCTIC, que é absolutamente competente e nos ajudou nessa missão. E gostaria de saudar todos os convidados, o ministro. Como a gente vê aqui, tá lotado. Nunca vi esse auditório tão lotado, Marcos.
Parabéns.
Em nome da nossa equipe, que tá saindo agora do Ministério, eu gostaria de agradecer toda a colaboração dos servidores, né, que nos acompanharam ao longo desses 2 anos e meio e que nos deram sustentação técnica para que a gente pudesse fazer a gestão que a gente fez. Nós tivemos alguns desafios na nossa chegada aqui. O primeiro deles foi fazer a fusão dos dois ministérios, duas pastas importantes. Houve muita resistência, tanto interna quanto externa, e a gente teve que ao longo desses 2 anos e meio galgar essa, superar essa resistência toda, e eu acho que a gente conseguiu. A gente teve grandes restrições orçamentárias no ministério ao longo das luas que se passaram sempre foram menores do que a anterior, mas eu acho, como o ministro falou, a gente cumpriu a nossa missão, Marcos. Acho que podemos não ter feito tudo que a gente gostaria de ter feito, mas a gente cumpriu a nossa missão e agora a gente passa o bastão para você com muita felicidade, E eu aproveito aqui para repetir uma fala do Gilberto na sexta-feira, que ele falou assim, que a gente sai muito feliz, a gente sai muito feliz porque quando a gente olha para trás, a gente vê que a gente fez alguma coisa, que a gente deixou algum legado dentro do MC Tique. E quando a gente olha para frente, a gente vê na figura do Marcos e da sua equipe que ele vai continuar esse trabalho. Então, realmente é um momento de muita felicidade, viu, Marcos? É sincero isso, fico muito feliz de poder dizer isso. Acho que tem grandes entregas que o Ministério fez. Acho que o Ministério conseguiu nesses 2 anos e meio entregar algumas coisas. O CIROS, por exemplo, é uma entrega boa. O satélite, né, a internet para todos, que efetivamente vai fazer com que haja banda larga no Brasil todo e a gente vai ter a grande inclusão social da população de baixa renda. Acho que a gente conseguiu equacionar os compromissos do CNPq, acho que a gente conseguiu fazer um saneamento na empresa dos Correios, a empresa, enfim, simbólica para o Brasil. E poderia aqui falar de grandes realizações que a gente fez, mas eu acho que o tempo agora é do nosso novo comandante. E a ele, no meu nome, Marcos, e em nome do Gilberto Cassado, eu te desejo todo sucesso, toda sorte, E eu tenho certeza, a gente tem a certeza de que o Ministério está em ótimas mãos com você e com a sua brilhante equipe.
Parabéns, sucesso, obrigado.
Obrigada, Alfonso Arlandi. Antes de passarmos a palavra para o Ministro Marcos Pontes, eu quero agradecer aos senhores embaixadores estrangeiros presentes, senhores ex-ministros de Estado, Senhor Tenente Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Moretti Bermúdez, Comandante da Aeronáutica. Senhores Deputados Federais eleitos, senhores Almirantes de Esquadra, senhores Generais de Exército, senhores Tenentes Brigadeiros do Ar, senhores Deputados Estaduais, senhor Vice-Almirante Marcos Sampaio Olsen, Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, senhores Generais de Divisão, senhores Majores Brigadeiros do Ar, senhores Reitores de Universidades Federais, personalidades da Ordem Nacional do Mérito Científico, Quero também agradecer a presença da senhora Maria Zaira Turck, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, CONFAPE, o senhor Márcio Novaes, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão, a ABRATEL, o senhor Eduardo Levi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, a Sinditele Brasil. Também agradeço a presença dos senhores prefeitos municipais, senhores contra-almirantes, senhores generais de brigada, senhores brigadeiros, senhores Senhores dirigentes de unidades vinculados ao MCTIC, senhores presidentes das fundações de amparo à pesquisa, senhores presidentes das federações das indústrias, senhores líderes partidários, também a todos os familiares aqui presentes, a todos vocês que nos acompanham pelos telões, nas áreas externas, muito obrigada pela compreensão, e também todos vocês que estão nos acompanhando ao vivo pelas páginas do Facebook do MCTIC e também do astronauta.marcospontes. Muito obrigada pela atenção de todos vocês. Eu sei que todos conhecem, já ouviram falar alguma parte da história do nosso astronauta, mas eu vou aqui brevemente ler uma parte do seu currículo. O astronauta Marcos Pontes nasceu na cidade paulista de Bauru, no interior de São Paulo, em 11 de março de 1963. Marcos Pontes é tenente-coronel aviador R1 da Força Aérea Brasileira, engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA, mestre em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, na Califórnia, e piloto de testes de aviões de caça com mais de 2.000 horas de voo em 25 tipos de aeronaves, incluindo F-15 Eagle, F-16 Falcon, F-18 Hornet e MiG-29 Fulcrum. Membro da turma 1998 de astronautas da NASA, Marcos Pontes é o único brasileiro a ir ao espaço. Ele também é o primeiro astronauta profissional a representar oficialmente um país do Hemisfério Sul no espaço. Pontes realizou a missão Centenário em 2006, fruto de uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial Russa, trabalhando 10 dias na Estação Internacional Espacial como especialista de missão, responsável pela manutenção dos sistemas da espaçonave e pela execução de pesquisas científicas escolhidas pela Academia Brasileira de Ciências. Tem vasta experiência como gerente de projetos e gestor de programas, trabalhando em projetos internacionais relevantes no setor aeroespacial, em empresas como NASA, JAXA, ESA e Boeing. Gente, o ministro possui 30 anos de experiência em gerenciamento de riscos e segurança operacional. Vou repetir essa informação: Marcos Pontes possui 30 anos de experiência em gerenciamento de riscos e segurança operacional. Com formação militar e acadêmica expressiva, Pontes é bacharel em administração pública e atua ainda como embaixador da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial Unido, atuando principalmente em programas de desenvolvimento sustentável. Esse é o currículo do nosso ministro, Marcos Pontes. Mais alguns agradecimentos, ministro. Senador Chico Rodrigues, Senador Major Olímpio, Senador Haroldo de Oliveira. Muito obrigada. Haroldo, perdão, Haroldo de Oliveira. Marcos Pontes, a palavra está com você.
Ok, puxa vida, emoção, coração batendo forte aqui. Esse é bom, gente. Queria começar com um bom dia, bom dia a todos. É um prazer estar aqui entre amigos. Eu tenho olhado aqui muitos amigos e isso é importante para a gente conseguir realizar alguma coisa, estar entre amigos, ter uma equipe que realmente a gente possa considerar de nossos amigos, que a gente sabe que pode confiar nos momentos bons e principalmente os momentos mais difíceis. Eu vejo aqui a minha Força Aérea, eu costumo dizer que a Força Aérea Foi onde eu decolei para os meus sonhos, dentro do Brasil, dentro de outros países. Então é muito bom ver aqui os nossos amigos de Força Aérea, amigos de campanha também aqui, o senador Major Olímpio. A gente caminhou muito por São Paulo lá durante a campanha, gastamos muita sola de sapato, e foi muito bom. Lembro subindo aquela ladeira lá em Aparecida, puxando o carrinho lá de som. E olha, esse contato com todo mundo, contato com o público, foi uma coisa extremamente importante, não só no sentido de você estar com as pessoas, conhecer as pessoas, mas saber também das suas expectativas e da responsabilidade que isso significa estar aqui hoje, essa responsabilidade toda que nós temos aqui. Eu gostaria de começar então novamente agradecendo, agradecer a presença de cada um de vocês, Nesse dia tão especial, gostaria de agradecer a Deus também por nos permitir estar aqui. É importante sempre lembrar dessa parte, não esquecer disso. Agradecer o trabalho de todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o sucesso dessa organização. E no ponto onde eu estou recebendo a organização, desde o servente de serviços gerais, como era meu pai, Até os secretários, o ministro, é importante agradecer a cada uma dessas pessoas pelo trabalho que faz. Eu espero que continue fazendo com a gente agora em 2019, contando com cada um. Agradecer também ao presidente Bolsonaro por ter me escalado para mais essa missão pelo país. E por falar nisso, esse dia sendo tão especial assim, eu lembrei aqui, isso aqui me faz muito voltar lá atrás, No dia 29 de março de 2006, né, isso é uma coisa interessante, que eu estava nesse dia, 29 de março de 2006, dia da decolagem da Missão Centenário, eu estava sentado lá naquele foguete Soyuz, são 49 metros de comprimento, né, de comprimento aquele foguete, de altura, você está ali no topo onde fica a cápsula, né, a espaçonave Soyuz, dali para baixo são 200 toneladas de combustível. Você está sentado numa bomba de tamanho bem grande, para falar a verdade, esperando para decolar ali. E as pessoas às vezes perguntam assim: "Escuta, qual foi o momento mais marcante da sua missão?" Para falar a verdade, o momento mais marcante da minha missão não foi exatamente dentro da missão. É interessante falar isso, né? Mas foi no dia anterior. E isso é uma coisa interessante porque a gente passou lá 5 meses treinando intensamente na Rússia, E a minha família ficou em Houston, né? E no último dia eles foram lá para o Cazaquistão, da onde é feita a decolagem, Baikonur, para assistir a decolagem. Então lá estavam a Fátima, que tá aqui, minha esposa, o Fábio, meu filho, Ana Carolina, minha filha, e os russos, naquele jeitão que eles têm de dizer as coisas, falam assim: "Ó, Marcos, sua família tá aqui no quarto 232, você tem 30 minutos, meia hora para dizer adeus para sua família." É estranho, né? Porque a gente nunca para para pensar sobre isso, né? Pô, ninguém gosta de pensar em separação. A gente sempre pensa que as pessoas que a gente mais ama, eles vão estar com a gente para sempre, a gente vai estar com eles para sempre, isso nunca vai mudar. Mas na verdade não é assim. A gente sabe que a vida, uma hora a gente vai ter a separação. E para quem tem esse tipo de carreira, né, de piloto de combate, piloto de testes, né, astronauta, você tem que pensar de vez em quando que pode ser que seja a última vez, pode ser que seja a separação ali. Mas é estranho, a gente nunca para para pensar sobre isso, né? Eu olhava para os meus filhos, eu não sabia o que falar. O que você vai falar para os seus filhos? Se você tivesse, o que você falaria para os seus filhos? Se você tivesse 30 minutos para dizer adeus para eles, para o resto? A gente não sabe o que falar, a gente não se prepara para isso. E muitas vezes a gente passa tanto tempo sem falar aquilo que a gente gostaria de falar, né? Tipo, sei lá, chegar para o seu filho e falar assim: "Olha, eu te amo, mesmo que você é meu filho." "Pô, mas não, hoje não, talvez amanhã, talvez outro dia." A gente sempre vai adiando aquilo, às vezes a gente não tem oportunidade mais de falar aquilo lá. É importante a gente perceber, né, isso, a gente trabalha aqui com tecnologias das mais altas que existem no país, fora do país, mas é importante a gente perceber que a parte mais importante da vida da gente são as pessoas. As pessoas são a parte mais importante da vida, do país como um todo. Então qualquer coisa que a gente faça tem que ser voltado para as pessoas, tem que ser pensando nas pessoas, tem que ser para as pessoas, né. Então E eu te garanto que em qualquer tipo de atividade que você tiver, se você fizer pensando nas pessoas, você tem sucesso. Você tem muito mais sucesso do que você pensar em outras coisas. Mas eu lembro que naquele dia lá, eu saí, depois de falar com eles ali aquela meia hora, quando eles saíram assim pelo corredor do hospital que a gente estava lá em Maiconur, Eu olhei para eles, aquele foi o dia mais marcante, podia ser a última vez que eu estava olhando para eles, né? Fátima, o Fábio e a Ana Carolina. Podia ser o último dia. No dia seguinte eu estava sentado lá, no topo daquele foguete, esperando para decolar. 300 toneladas de combustível. O pessoal pergunta assim: "Dá medo?" Lógico que dá medo, você não é doido, você sabe o risco que você corre. Você tem que ter medo. Medo é emoção natural do ser humano, é a emoção mais natural do ser humano. Mas a questão, na verdade, não é essa, se você tem medo ou não. A questão, olha, eu sou coach também, eu trabalho com formação de pessoas, etc. E quando você vê, muitas vezes tem pessoas que têm uma capacidade gigantesca de fazer um monte de coisas na vida, mas por causa do medo. É medo de quê? É medo de falhar, medo do que as pessoas vão falar, medo do que as pessoas vão pensar. A pessoa vai se encolhendo no canto e a vida vai passando e a pessoa vai se encolhendo. E de repente, quando chega mais da minha idade, cabelo fica branco, ou sem cabelo, olha para trás e fala: "O que eu fiz na vida? Não fiz nada, deixei o medo me vencer." A gente não pode deixar o medo nos vencer, nós precisamos vencer o medo. Você sabe o que diferencia as pessoas que vão e realizam grandes coisas na vida das pessoas que ficam lá escondidas e vê a vida passar e tem um monte de plano e não consegue colocar em execução? É uma coisa simples, é uma questão de coragem. É coragem para você fazer o que você precisa fazer, da maneira como você precisa fazer, quando você precisa fazer. Isso faz a diferença total, é coragem. Parece fácil de falar, mas na hora de você fazer, o coração vai bater mais forte e assim por diante. Mas você tem que vencer aquilo ali. Cada vez que eu tinha medo naquele momento, eu passava a mão na bandeira do Brasil. Eu tinha uma bandeira do Brasil no braço, do Brasil no braço assim, eu passava, falava: "Senhor, não estou indo sozinho, tá todo mundo "Vem comigo!" E aquilo me fazia sentir muito bem, sabe? Porque essa bandeira do Brasil, nossa, não é só um pano bonito com um desenho diferente das outras, né? Essa bandeira significa muito mais, representa toda a nossa tradição, toda a nossa cultura, toda a nossa história como brasileiros, significa o sacrifício de um monte de gente para a gente ter o país que a gente tem hoje. E quando a gente fala isso, às vezes pensa assim: "Mas sei lá, tem um monte de corrupto" e coisa assim do tipo. Sim, mas eles não são a maioria de jeito nenhum. Nós temos 200 milhões de pessoas que eu tenho certeza, mais de 200 milhões de pessoas que não são desse jeito, que fazem as coisas corretas como nós, pagam os impostos, fazem o que tem que ser feito. São essas pessoas que a gente tem que pensar aqui. A gente tem um país maravilhoso, a gente precisa fazer com que isso funcione, que toda essa estrutura funcione. Então, cada vez que eu tinha medo, eu passava a mão na bandeira do Brasil, eu falava assim: "Eu não estou indo sozinho, essa bandeira representa todos nós, representa cada um de nós". Eu falava assim: "Mas o que eu posso fazer para ajudar esse país?". Olha, pode, se a gente fizer, der o exemplo e fizer o correto, der o exemplo para essas futuras gerações, eu tenho certeza que a gente está fazendo e muito para mudar tudo isso. E cada pessoa pode fazer isso. O pessoal às vezes fala que eu sou meio secado por educação, e é verdade, é verdade, porque eu acho que a educação é o que faz mudar o país, junto com ciência e tecnologia, a gente tem a coisa mais estratégica para mudar o país para o futuro, para ser um futuro sustentável e daquele que a gente sonha em ter aqui nesse país. Cara, às vezes eu tinha medo, eu passava a mão nessa bandeira e falava assim: "Eu não estou indo sozinho, está todo mundo indo junto comigo". Vai comigo. É mais ou menos como eu sinto hoje em dia, cada um desse país indo junto conosco, né, para construir esse país, o país que a gente, que a gente quer. E a gente vai precisar de todo mundo. Certamente, nem nós não somos perfeitos, todo mundo tem falhas, ninguém sabe tudo. E o bom de você ter uma equipe competente é que você pode confiar, né, que eles saibam mais do que você nas diversas áreas, e que juntos a gente consiga fazer isso. É o trabalho junto com a comunidade científica, é o trabalho junto com as empresas que são vinculadas, com organizações sociais, com todos os institutos de pesquisas, com as empresas de fora também, as privadas, com a população em saber e estar ali para ficar conectado com a realidade, saber o que precisa. Esse trabalho tem que ser feito em conjunto. Hoje eu estou me sentindo exatamente daquela mesma forma que eu estava me sentindo naquele naquele foguete ali esperando para a decolagem. É uma coisa interessante isso, mas o sentimento é exatamente a mesma coisa. E, de fato, aqui mesmo, hoje mesmo, a pessoa me perguntou assim: "Dá medo?" Pô, lógico que dá medo, você está assumindo uma missão extremamente importante. Olha, mas existem sentimentos mais importantes ou mais fortes do que o medo, como a responsabilidade, o patriotismo e o amor por fazer as coisas pelas pessoas. Como eu falei, a gente tem que fazer as coisas pelas pessoas, né? Nós recebemos uma grande responsabilidade, uma missão que nos foi dada por milhões de pessoas. Nós vivemos um período difícil e sabemos que essa missão não é fácil. Mas, independentemente da escolha política de cada um nesse país, eu tenho certeza que cada brasileiro quer que o Brasil tenha sucesso. Eu queria pedir assim para cada um pensar na pessoa que você ama, de preferência se você tem filho, pense nos seus filhos ou nos seus netos e assim por diante, nas pessoas que você ama, naquelas que você quer deixar esse país, para aquelas que você quer deixar esse país. Nós queremos que os nossos filhos tenham sucesso, que eles vivam em um país seguro, em um país justo. Que eles tenham liberdade, que eles sejam felizes no final das contas, né? Essa é a parte importante demais. Essa é a nossa responsabilidade nesse Ministério de hoje em diante, é ajudar a construir esse país. Claro que não podemos resolver todos os problemas do país aqui no Ministério, mas a gente deve fazer a nossa parte e contribuir nessa missão maior aqui do país. A tecnologia, você sabe que ela é transversal, ela trabalha na saúde, na agricultura, na defesa, na segurança, a tecnologia está em todos os lugares, ela está na qualidade de vida das pessoas, ela funciona como se fosse a ponta de lança do desenvolvimento e nós somos os responsáveis por torná-la uma melhor ferramenta para o sucesso do país, para o sucesso dos nossos filhos, dos nossos netos, e assim por diante. Certamente cada um de nós tem limitações, ninguém é perfeito e ninguém sabe tudo, mas juntos, como eu falei agora há pouco, com a soma do conhecimento de cada um, cada um de nós pode contribuir sim e nós podemos vencer esse desafio e mudar o nosso Brasil juntos. Você pode perguntar assim, como eu falei, o que eu posso fazer? O meu trabalho, agora estou falando mais especificamente para as pessoas que trabalham me perguntam aqui no Ministério também, assim, o que que eu posso fazer? Eu simplesmente trabalho aqui, eu não sou responsável por grandes projetos e coisas assim, né? Sim, cada um de nós pode fazer, cada um de nós pode ser um tipo de um herói para mudar o destino desse país. Que a pessoa pode pegar, não sou herói para mudar isso aqui, mas cada um de nós pode ser sim um herói. Sabe o que é a excelência no seu trabalho, né, do dia a dia? Seja lá qual for o seu trabalho, como eu falei, pode ser o servente, como meu pai, pode ser o secretário, secretário executivo, cada trabalho é importante, cada pessoa pode ser o seu herói naquilo que ele faz, se ele fizer com excelência aquilo lá. Isso aqui não é um emprego, é bom a gente lembrar disso, isso não é um emprego, é uma oportunidade para fazer a diferença no nosso país. Nesse ponto, eu lembro da história de um soldado que eu anotei aqui, um soldado americano na Primeira Guerra Mundial. O nome dele era Martin Preptow. E ele foi morto na Primeira Guerra Mundial tentando levar uma mensagem entre dois batalhões sob fogo de infantaria, fogo de artilharia pesada lá. E quando eles acharam o corpo dele, ele tinha um diário, em que ele anotou esse juramento pessoal. Ele diz assim: "Nós precisamos vencer essa guerra. Assim, eu vou trabalhar, eu vou me esforçar, eu vou me sacrificar e vou salvar pessoas. Eu vou persistir e sempre fazer o melhor, como se ganhar essa guerra dependesse apenas do meu esforço." É interessante a gente lembrar desse diário, desse juramento desse soldado. Como eu falei, a gente tem um grande desafio à nossa frente, mas o importante não é o tamanho do desafio, nem sequer se somos completamente preparados, pois nunca estaremos completamente preparados para alguma coisa que aconteça inesperadamente. O mais importante, como eu falei, não é o tamanho do desafio, mas o mais importante é como a gente vê o desafio, o mais importante é a atitude de vencer, é a atitude que a gente carrega dentro, de cada um de nós, que diz que a gente vai conseguir vencer, que coloca a força no momento que a gente precisa para vencer. O que faz heróis não é a opinião das pessoas e nem o tamanho dos seus resultados. O que faz um herói é esse espírito, é o espírito de guerreiro, é a atitude de vencer. Que vocês tenham orgulho, de cada trabalho, de cada projeto, de cada dia vivido aqui nesse ministério. Que vocês tenham orgulho de serem heróis de um novo Brasil, em nome dos seus antepassados, em nome dos seus descendentes, em nome dos seus filhos, que eu espero que vocês estejam aí pensando neles, né? Que eles saibam que vocês não se acovardaram perante o desafio, que eles saibam que vocês nunca que eles saibam que vocês são verdadeiros heróis. E é importante, cada um de nós pode ser esse herói para construir o futuro desse país. Que eles saibam que vocês são patriotas. E que eles saibam que vocês são verdadeiros brasileiros.
Obrigado, gente.
Obrigado, gente. Eu queria, só para complementar aqui, pedir o seguinte, né, que eu sei que tá muita gente curioso com relação a isso. Deixa eu pegar o nome do pessoal direitinho, mas eu queria chamar a minha equipe aqui para fazer parte também, para estar comigo nesse momento. Então, é, Abdilson, por favor, vem, vem para cá, quem tiver aqui. Eu sei que tem alguns viajando, Mas eu queria apresentar o nosso secretário-executivo, é o engenheiro Júlio Semeghini, Júlio Semeghini Neto, que está aqui. O secretário-executivo adjunto, o doutor Carlos Alberto Fiora Battistucci, coronel-intendente da Força Aérea, da Reserva da Força Aérea. O chefe de gabinete, o Brigadeiro do Ar da minha turma, tá aí, o Todesco, o Brigadeiro Todesco, Celestino Todesco. O nosso secretário de pesquisa e formação, Dr. Marcelo Marcos Morales. Pedir que o Marcelo chegue aqui também, atualmente do CNPq e agora do Ministério. O nosso secretário de Empreendedorismo e Inovação, engenheiro Paulo César Rezende de Carvalho Alvim. Cadê o Alvim?
Está aí?
O secretário de Planejamento, Cooperação, Projetos e Controle, ele está viajando, mas é o Tenente Brigadeiro do Ar Antônio Franciscangeles Neto, da nossa Força Aérea Brasileira também. O secretário de Radiodifusão, o Engenheiro Elifas Chaves Gurgel do Amaral, coronel da Reserva do Exército Brasileiro. Secretário de Telecomunicações, Dr. Vitor Elísio Góes de Oliveira Menezes. Cadê o Vitor? Está ali? Gente, essas são as pessoas, os profissionais que estarão trabalhando conosco durante os próximos 4 anos, durante esse tempo aqui no Ministério, em que nós pretendemos, sim, ajudar o país a ter mais conhecimento, produzir riquezas para o país através da ciência e tecnologia e melhorar a qualidade de vida do nosso país. Então, tá aqui a nossa equipe, né? Eu espero que nós possamos contar com cada um de vocês. E podem ter certeza, contem conosco, né, para tudo que for possível, como a gente disse, quando a gente se forma na Academia da Força Aérea, né, para defender esse país em qualquer situação. Muito obrigado, gente.
Obrigado.
Nós vamos fazer uma foto oficial.
Vou pedir também para outros que estarão conosco ali, por exemplo, a Cris, aqui, Machado, Brigadeiro Machado, aqui. Se eu esquecer de alguém, me avisa aí, viu? Tá lá o Osmar, né, na parte de controladoria também. Então vai ser um time grande aqui, vai subindo aqui. Cadê o pessoal? Ah, tem mais um povo aqui. Cadê o Marcelo? Marcelo tá aí? Marcelo, vai lá, chega lá Marcelo. Deixa eu ver se eu não esqueci ninguém aqui. O Ricardo tá aí também? Ricardo, chega ali para dar o véspero, engenheiro. O Lorenzo, deu Lorenzo? Ok. O Milano está aí também? Acho que o Milano está aí. Está lá, chegando lá. E nossa Isabela Camargo aqui na comunicação.
Gratidão, ministro. Gratidão. Ministro, enquanto faremos essa foto, eu vou repetir uma pergunta que eu já lhe fiz, mas eu tenho certeza que muita gente também está curioso. Como você prefere que nós te chamemos a partir de agora? Astronauta, ministro ou Marcos? Marcos. Mas se alguém colocar astronauta também não tem problema. Astronauta, ministro, Marcos. Enquanto nós fazemos essa foto oficial, talvez você já tenha ouvido a frase que sozinho nós podemos até ir mais rápido. Do mais juntos nós vamos muito mais longe. E com o céu de hoje azul de brigadeiro, como vocês gostam, que lindo início de missão. Gratidão, gente.
Muito obrigado a todos vocês, muito obrigado por participar, muito obrigado pelo Brasil. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Obrigado.
O ministro vai cumprimentar aqui as autoridades e depois ele vai cumprimentar os convidados que estão nas áreas externas. Muito obrigada pela atenção de todos, muito obrigada por você que nos acompanhou ao vivo pelo MC TIC e também pela página do astronauta.marcospontes pelo Facebook. Vamos em frente, que o tempo sempre esteja a nosso favor.
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