Izabella Camargo no Programa de A a Zuca da Tv Gazeta

Celso Zucatelli hosts a live debate on health and society. Journalist Isabela Camargo shares her experience with burnout syndrome, psychiatrist Camila Magalhães Silveira explains OMS recognition and treatment, veterinarian Fernanda Fragata discusses toxoplasmosis, and lawyer Jorge Alexandrides addresses condo conflicts.
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Olá, meio-dia em ponto! Estamos ao vivo direto aqui da Avenida Paulista 900, aqui na TV Gazeta, com o Dia Azul. Quero agradecer o carinho de todo mundo. Ontem eu fiquei em casa assistindo o nosso Príncipe Roni Von. Meu irmão, obrigado! Que programa lindo que essa equipe toda fez! Foi muito legal assistir do sofá da minha casa ontem, me recuperando, ficando em ordem para poder estar aqui com vocês hoje. A voz está quase boa, então eu vou devagarinho hoje, mas contando com a compreensão de todos vocês e agradecendo o carinho de todo mundo, especialmente Ao meu irmãozinho Roni Von, que gentilmente fez dobradinha ontem, apresentou o Dia Azuca e seguiu para o Todo Seu. Esse cara é um craque, não é? Que honra minha! Beijo, Roni, te amo, meu irmão! Daqui a pouquinho ele tá ao vivo, 1:30 da tarde. Gente, tem tantos assuntos importantes hoje. Vamos falar da síndrome de burnout, esgotamento profissional. Vamos conversar sobre isso com uma novidade, inclusive, desta semana, com o reconhecimento desta síndrome como doença pela Organização Mundial da Saúde. É muito importante isso, e esse vai ser o nosso primeiro assunto do dia, muito importante. Quero que você preste bastante atenção. Tem muito mais, a gente vai falar de toxoplasmose. É, a Fernanda Fragata tá aqui, que é veterinária, diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira. Fernanda, obrigado pela presença. Tá tendo um surto de toxoplasmose e as pessoas têm que tomar cuidado para não confundir isso, porque começa a culpar os gatinhos, culpar os gatinhos, e o pessoal tá ficando doente por conta de Comida mal lavada, é isso?
Isso, os gatos eles nem sempre são os vilões e a gente vai falar sobre isso.
Vamos explicar direitinho os cuidados que você tem que ter para que o seu gatinho não seja um vilão nessa história. É muito importante. Eu nesse processo aí de ficar, que fiquei fora de, né, sair do combate aqui, fiquei todo derrubado aí. É claro que a gente investigou todas as possibilidades, ah, é gripe, é virose, não sei o que lá, até o teste da toxoplasmose eu fiz, que deu negativo, então, né. Aquela coisa toda. A gente tem que saber exatamente o que é pra você entender e não culpar o seu gatinho. Cuidado com comida fora de casa, tá bom? Vamos falar sobre os cuidados na nossa casa, especialmente no nosso condomínio. O Jorge Alexandrides está aqui com a gente, advogado especialista em direito condominial. Meu amigo, como tem briga em condomínio, né? Bom dia, boa tarde.
Verdade, realmente essa micro sociedade ela precisa ter uma atenção especial e vamos conversar bastante a esse respeito hoje.
Vamos falar assim, briga de garagem é uma das piores?
Também, viu, vizinhos, né, sossego. Essa questão é muito, muito pautada dentro da questão condominial.
Tá bom, vamos falar muito a respeito desse assunto. Esse assunto é bastante bacana. Pode mandar suas perguntas sobre os dois casos, sobre a questão da toxoplasmose, também sobre a questão dos condomínios, da vida em condomínio. Até onde começa, deixa de ser o seu direito para começar a incomodar o seu vizinho? Vamos entender isso direitinho para a gente conseguir conviver vão brigar, né? Vocês moram no mesmo lugar, gente, não pode brigar. Dá para a gente se entender conversando. A gente vai falar sobre a questão do Gabriel Diniz também. Infelizmente, um registro muito triste da morte desse cantor tão precoce, 28 aninhos. É claro que tá todo mundo muito triste com essa história, mas muito triste. E a gente vai falar sobre uma outra questão envolvendo esse assunto, que é a divulgação de fotos. Tem muita foto correndo nas redes sociais, foto das vítimas do acidente. Na primeira vez que isso acontece, isso acontece demais. Afinal, você pode fazer isso? Você pode compartilhar uma foto assim? Já vou te dizer, não pode, né? É um crime isso. A gente vai falar sobre isso, então preste muita atenção. Corpo dele tá sendo velado, tá bom? A gente vai falar depois a respeito disso. Tá sendo velado hoje. Infelizmente, muita gente não respeita este momento e aí divulga fotos, fotos de corpos. Peraí, gente, não vamos fazer isso não. Vamos falar a respeito disso daqui a pouquinho. Tem o Luiz Durso aqui com a gente, vamos falar a respeito desse assunto que é muito importante, tá? Vamos começar então falando a respeito da síndrome de burnout. Vamos falar sobre essa questão para a gente explicar direitinho o que é essa tal dessa síndrome de burnout. Meninas, sejam muito bem-vindas! Que alegria a gente poder falar sobre isso. Isabela Camargo, jornalista, minha colega querida. Camila Magalhães Silveira, psiquiatra, psicoterapeuta. Que alegria a gente poder falar sobre esse assunto, como a gente falou por mensagem, né, Isa? Num momento de reconhecimento disso. Então vamos explicar primeiro pras pessoas o que é este reconhecimento, o porquê isso é tão importante, Isa, você que tá pesquisando tanto isso, estudando, até porque você é personagem dessa história.
Sim, sim. Boa tarde, gente. Boa tarde pra você, boa tarde pra quem tá nos acompanhando. Eu vou dar a visão humana, tá? Que eu vou deixar a visão médica pra Camila. Que é uma das pessoas que eu tenho encontrado que mais entende do assunto, além de cuidar de mim com muito carinho, né, também entende muito do assunto. Juca, ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida e com certeza também de muitas pessoas que sofrem silenciosamente. Imagina que você já sente dor, como ontem, né, você disse que você tava gripado, você tava mal. Imagina você já sentindo uma dor e ser totalmente incompreendido, às vezes não Só no ambiente de trabalho, mas pela sua família, pelos seus amigos e tal. Então, quando você tem esse reconhecimento, significa que a síndrome de burnout não é fraqueza, não é frescura, não é mimimi, é uma patologia dos, especialmente agora, dos novos tempos modernos, embora a síndrome de burnout, esse nome seja novo para uma síndrome velha, mas agora a gente está tendo mais casos, evidentemente. Que nós estamos mudando a nossa forma de interagir em sociedade. Se antes era a força motora que era exigida, agora é a força intelectual. Então é normal que a gente tenha cada vez mais pessoas vivendo a síndrome de burnout. E a OMS, reconhecendo isso, ela traz pra nós que já tivemos essa síndrome muito acolhimento e respeito principalmente. Por quê? Porque o preconceito em torno da saúde mental é muito grande.
Sabe?
Então, eu ontem fiquei extremamente eufórica e fiquei muito feliz porque, gente, esse programa estava marcado já há tanto tempo, né? Vou confessar. E agora a gente tem essa baita notícia para repercutir.
Que coisa boa! Doutora, obrigado pela presença.
Eu que agradeço.
Como isso muda até na relação profissional de vocês? Porque quando vocês falam com o paciente, vocês notificam uma empresa a partir do sofrimento que um paciente está tendo e está vivendo. Quando você tem um reconhecimento pela Organização Mundial da Saúde, Fica tudo mais fácil, não fica?
Sim, então o que é importante dizer assim, essa síndrome, registros dela a gente tem desde 74, como nessa tríade que a OMS reconhece, tríade de sintomas que a gente fala. Que são o quê? Em primeiro lugar, as pessoas elas estão em um estresse físico e emocional tremendo, então essa é a primeira grande detecção que você faz. A relação burnout é um termo que tem que ser usado unicamente para as relações de trabalho. Então, desde que o homem é homem e se relaciona com o trabalho, você não usa. Hoje em dia a gente vê o pessoal falando burnout pra tudo. "Tô em burnout." Mas não, é uma relação do indivíduo com o seu trabalho. Então, esse estresse absurdo, uma sensação que ele está desconectado, que a gente na psiquiatria chama de despersonalização, mas na verdade é uma sensação de negação com o que ela está sentindo, que ela está desconectada, que ela está em sofrimento porque ela já está cronicamente, quer dizer, há muito tempo passando por sofrimento. E a terceira coisa, ela diante desse cenário, ela pode começar a apresentar uma série de sintomas, seja no corpo, seja na insatisfação dela com algo que ela geralmente gostava muito de fazer, mas aquele estresse, aquele desgaste está tão grande, está tremendo, que ela passa a ter sintomas de insônia, mal-estar. Então o que acontece? Por que é importante, você falou, para o médico ter um código, quer dizer, uma categoria? Porque a psiquiatria não é igual a cardiologia.
Que você faz um exame e aí você olha, a válvula tá com problema, pronto, você já sabe o que é.
É bom que eu que fale aqui no Brasil que você tá com burnout, um médico que atende um paciente lá em Londres, ele também entende como burnout a presença dessa tríade de sintomas, por exemplo, ou de situações. E essa denominação, esse código, ele faz com que a gente comunique exatamente, seja para um médico com outro, o médico com as instituições de seguro, O advogado que ele quer entender melhor o caso, a empresa que quer cuidar do seu funcionário, tá todo mundo falando a mesma coisa.
Nossa, que evolução boa, né?
Muda tudo.
Muda tudo. Vamos lá, se confunde com a depressão?
Sim, sim, se confunde. Por quê? Muitas vezes o burnout, ele pode, que é uma outra, a depressão é uma outra síndrome, mas o burnout, e a gente associa até 1/3 dos casos, quer dizer, a pessoa exposta àquela situação crônica relacionada ao ambiente de trabalho, que passa a ter esse sofrimento, essa fadiga estressante, né, do ponto de vista físico e também mental, pode desencadear depressão. Então você tem que ficar de olho, porque não só depressão é o mais comum, né. Então tem um relatório novo de médicos no mundo que mostra que desses, quase que 25%, um em cada quatro tem uma depressão importante. E aí, por que ficar de olho? Porque esse indivíduo está mais vulnerável a desencadear um transtorno mental.
O burnout pode ser um gatilho para depressão.
É um gatilho e muito importante.
Vamos lá, então vamos agora a gente explicar. Primeiro, tá super claro para mim, tá muito, ficou muito claro. Obrigado às duas de cara, que a gente já começou entendendo uma série de coisas. Burnout está relacionado, ponto, ao trabalho e ao exagero da gente. Vamos lá, minha amiga.
E aí, Zuca?
Eu quero que você relate o que aconteceu com você.
Tá, eu vou. Agora, essa posição, né, da Camila, ela é tão valiosa para quem está nos acompanhando. E por que isso? Porque desde que meu caso ele veio a público, muitas pessoas me procuraram pedindo ajuda. Então eu tenho numa base de dados mais de 1.100 pessoas que estão me pedindo ajuda para tentar entender o que elas têm, que ajuda elas podem procurar. Muitas relatando a incompreensão nos ambientes de trabalho, medo de demissão, medo de falar que precisa de ajuda. Então quando eu fico assim eufórica ouvindo a doutora, tendo esse reconhecimento da Organização Mundial da Saúde, como eu disse, é um acolhimento para tantas pessoas que estão desesperadas pelo preconceito e especialmente quando fala em depressão. Nessa base de dados que eu tenho de 1.100 pessoas que me procuraram espontaneamente, Eu descobri uma coisa além de todas as outras questões que já estão validadas pelos médicos: infelicidade. Ninguém que tem burnout está feliz fazendo o que está fazendo ou como fazendo. Porque hoje, quando você desempenha uma função profissional, você passa boa parte da sua vida no ambiente de trabalho.
Você faz aquilo porque você ama, e às vezes a maior parte do seu tempo você o que você passa na mente de trabalho. É por isso que a gente tem que gostar muito do que a gente faz.
Mas aí, Zuca, olha o perigo, a armadilha. Você gostando muito do que você faz, você vai abrir mão de coisas muito importantes que você acha que não vão interferir na sua saúde, que é a subtração do sono, é a má alimentação, é quando você perde o tesão de fazer coisas prazerosas, as relações com a família, a irritação fica muito evidente. Então, para uma pessoa que faz meditação, que é espiritualizada, ela não tem cabimento. Você fala: "Mas por que eu não estou sabendo reagir às coisas?" Não faz sentido. Não faz sentido. É aí que mora o perigo, quando você está lidando com tudo isso de uma maneira normal e não pensa que pode ser uma coisa mais grave que vai te incapacitar momentaneamente.
Como foi com você? Me conta.
Comigo, Zuca, foi o seguinte: eu trabalhei por muitos anos em um horário em que o meu ciclo circadiano ou seja, o ciclo dos hormônios, da produção, de tudo que a gente precisa ter para ter uma vida saudável, ele foi alterado. Isso não significa que todas as pessoas que trabalhem de madrugada vão adoecer. Isso significa que cada ser humano é diferente. Que bom! Então, não é? Então, por exemplo, muitas pessoas me falam assim: Que horário você trabalhava? Eu acordava ou meia-noite, ou 1, ou 2 da manhã. Dependia do papel que eu executava na TV. Se eu estivesse fazendo a previsão do tempo, Era uma conduta. Se eu estivesse substituindo a apresentadora oficial, era uma outra conduta. E aí no sábado...
Mas de qualquer maneira não é o horário que normalmente a gente acorda.
Exatamente.
Meia-noite, uma ou duas da manhã, a gente tá bom. Exatamente.
Todos os médicos já me explicaram que pra mulher essa mudança é muito pior que pros homens. Ah, entendi. Né, doutor?
Isso.
Aí eu trabalhava então especialmente na madrugada, mas ao sábado o que que acontecia? Eu trabalhava no esquema de plantão, né? A gente trabalha em TV. Horário tradicional, mas eu trabalhava 12 ou 13 horas. Então eu não tinha a recuperação mental, que é quando você dorme direito, quando você pode descansar. Então isso está presente na vida de muitas pessoas, não só no caso da Isabela, não. Padeiros acordam bem cedo para produzir o pãozinho que a gente come. Médicos, plantonistas, o porteiro do meu prédio, aliás, todas as pessoas que trabalham À noite, tem um volume de pessoas, Zuca, doente, triste e que não sabe como pedir ajuda porque acha que vai ser mal interpretado, tremendo. Então são por essas pessoas que eu tenho falado sobre o assunto.
E tem profissões, só pegando um gancho nisso, pra ela contar a história dela, que são mais vulneráveis. Então os estudos mostram que aquele profissional, além disso que ela tá dizendo, que é uma jornada de trabalho. Invertida, ou além de 12 horas, em geral 14 horas expõe muitíssimo, cada vez mais ao burnout. Mas tem profissões que lidam com o contato humano, com a sensibilidade, professores, enfermeiros, médicos, então são pessoas... Policiais. Policiais, são pessoas que elas estão ali lidando com algo que tira delas também uma estabilidade diária, porque ela tem que se sensibilizar com frequência com aquilo. Ela tem que se doar muito e nem sempre o retorno disso é satisfatório. E mudanças nos sistemas de trabalho, seja para professores que não têm condições muitas vezes de lidar com classes enormes, com novas condições de violência dentro das escolas, médicos que hoje em dia os estudos mostram que ele tem que lidar com muita burocracia, muitos planos, muitos pedidos. Às vezes ele tem que operar o indivíduo naquele dia, mas o plano vai liberar dali tantos dias. Quer dizer, uma série de coisas que predispõem a um estresse ainda maior. Então isso que ela passou com essa insônia...
Ou seja, algumas profissões estão obviamente mais vulneráveis. Vamos lá, eu vi ali um número que me preocupou rapidamente, então 5 minutos.
Além da infelicidade, eu te faço uma pergunta: como é quando o jornalista erra?
Nossa, a gente se culpa.
Pronto, a gente se culpa e existe também uma cobrança tremenda no nosso ambiente.
Mas a primeira cobrança é nossa mesmo. A gente acaba descobrindo, porque a gente acha que não pode errar.
Uma médica que na década de 70 lançou um livro chamado The Cost of Caring, que é o custo de cuidar, ela fala dos médicos, enfermeiros e tal, e aí o que me veio à cabeça? Pessoas que estão expostas à ausência de erro. Então, se o médico erra, como é, nossa, a sociedade faz aquele fuzuê. O jornalista quando gagueja, quando ele erra, já vira meme. Então você que está exposto à impossibilidade de errar, vai ter mais condições de ter burnout. Então, policial, como você falou, ou seja, existem profissões que não podem errar de jeito nenhum. Eu já tenho uma outra visão sobre isso, mas fica para um próximo programa. Então, infelicidade vai te tirando o idealismo dessa paixão, desse amor pelo que a gente faz, e o burnout ele estrangula totalmente o seu idealismo.
Você, quando é que teu alerta tocou, Isa? Você tava nessa rotina, você ficou quantos anos nessa rotina desse horário?
Essa rotina, não só, né, é importante dizer, não foi só madrugada, mas era o que eu fazia na madrugada. Porque uma receita não serve pra todo mundo. Então, o meu burnout, ele foi causado por vários fatores. Um deles era o horário que eu trabalhava. O outro fator era o que eu fazia nessas horas. Muito intenso. Ou seja, eu fazia o trabalho de várias pessoas ao mesmo tempo. Então, o acúmulo de função também interfere. E mais uma questão de situações.
Agora, como é que foi, Isa, com você? O que que você começou a sentir para minha amiga em casa, meu amigo, poder se identificar e entender? Como foi?
Levanta a mão em casa quem tem gastrite e acha que é normal, né? Então, o burnout para mim, ele começou chamando atenção por problemas gastrointestinais. E aí eu me lembro quando os médicos falam que o intestino é o segundo cérebro, né, Doutora? Ou seja, Deus vem te dar um alerta pelo intestino, você não ouve, começa a dar outros sinais pelo corpo até chegar na nossa caixa mágica que é o cérebro. Então eu comecei a ter problema gastrointestinal, cardiovascular, taquicardia, falta de ar e muito irritada. Então eu fazia acupuntura dentro da própria TV, é curioso isso, eu saía até com aquele sanguinho assim da agulha às vezes, extremamente irritada, eu falava: "Não, tem alguma coisa." E aí desencadeou, o ápice foi quando eu tive um apagão no ar. Mas um apagão que todo mundo viu. Outros momentos de lapso de memória que eu tive, como a gente só improvisa, ninguém reparou. Quem se esquece, faz uma piada, ninguém vai reparar. Mas nesse caso foi um apagão.
Por isso que o burnout é exaustão. Exaustão profunda.
Tá.
E aí esse apagão foi o teu, falou: "Peraí." Esse apagão me fez ir a um psiquiatra. Legal.
Na época eu não conhecia a Doutora Camila, foi um outro médico e que me falou a palavra burnout. O curioso é que eu já estava pesquisando esse assunto indiretamente, né, para um livro que ainda vou publicar esse ano, e eu não reconhecia em mim sintomas do burnout. Eu tinha entrevistado 3 pessoas que tinham tido burnout.
Mas você não achava que era o teu caso?
Eu não achava, porque a gente nunca acha que pode acontecer com a gente. Então tinha aquele conjunto de sintomas no estômago, na circulação, no coração, na respiração, na transpiração, e não associava tudo isso ao burnout.
E no humor, principalmente, que é o que vocês chamam que chamou a atenção.
É, eu percebo hoje muitas pessoas me procuram que estão extremamente irritadas e aí tem esse alto, esse vai e vem muito oscilante. Agora, o mais importante para dizer: você pode sair do burnout melhor do que você entrou. É o meu caso, eu tô aqui falando, vocês estão vendo que não tá caindo nenhum parafuso, né? Estou com as minhas funções cerebrais muito inteiras. Os neurologistas também falam bastante sobre isso. O burnout, ele afeta a função função momentaneamente e não a estrutura do cérebro. Então eu hoje posso dizer que eu estou muito melhor, né, do que o período em que eu tive que sair, né, para fazer essa licença médica, que foram só 2 meses e 15 dias.
Você ficou 2 meses e 15 dias afastada e aí você voltou ao trabalho no mesmo horário fazendo a mesma coisa?
Não, não, eu voltei ao trabalho no dia 29 de outubro e fui dispensada nesse mesmo dia.
Então não tive nem condições de voltar ao que eu fazia, mostrar que eu tava bem. Então, pera aí, isso é muito importante isso que ela falou, porque olha só, a pessoa identifica, como tá diretamente relacionado ao trabalho, e a doutora deixou isso muito claro para gente, a pessoa que identifica isso e ela tem um afastamento médico, que foi o caso da Isa, ela não pode voltar a fazer a mesma coisa de qualquer forma, não é isso?
Ela pode, só que precisa mudar condições de trabalho. Quer dizer, você precisa ter uma escuta. Isso que os ambientes de trabalho hoje, diante dessas estatísticas que aumentaram importantemente, a gente tem que ressaltar, por exemplo, que nosso país passa por situações difíceis. Então, inclusive, quem está no trabalho muitas vezes trabalha até em demasia, com uma preocupação muito grande se ele vai sustentar aquele lugar dele, né? Então tem outros estresses acontecendo, mas abertura de um canal de comunicação na empresa, com funcionário, pra você tentar readequar, remodelar, porque muitas vezes o que ela queria, ou o que todo mundo quer, é seguir trabalhando. E isso vale dizer, não é só pra burnout, é pra tudo, é pra depressão, é pra ansiedade, é pra transtornos relacionados ao uso de substâncias.
Pra todos os doentes que não são respeitados pela sociedade como deveriam, vamos dizer o termo, né?
É, eu acho que isso, a gente tá aqui, é bonito a Isabela falar que ela foi atrás de ajuda, porque as pessoas as pessoas precisam tirar o estigma do transtorno mental, ou seja, nossa, é coisa de louco. Não, é coisa de todos nós. Se você parar para pensar que 1 em cada 3 pessoas já teve ou está passando nesse momento por algum sofrimento, por algum estresse, essas pessoas precisam saber que ela pode ter ajuda.
Então vamos lá, e aí qual é essa ajuda? Qual é o tratamento? Que aí você deixou muito claro, ela tá zerada, tá ótima, graças a Deus, sorte nossa. Que ela tá dividindo isso com as pessoas. Qual é o tratamento?
O tratamento, ele é multifatorial. Primeiro, ajuste na relação de trabalho, novas demandas. Isso é bom para o empregador, isso é bom para o empregado, né? Então, essa, esse ajuste pode ser feito. É importante, algumas pessoas demandam o uso de medicamentos, outras não. Muitas demandam psicoterapia, uma ajuda para expor como manejar aquele estresse. Algumas Precisam de ajuda para insônia, novas técnicas de relaxamento, técnicas não, que a gente chama de não farmacológico, ou seja, não tô usando um remédio, mas eu te dou orientações para você respirar, para você meditar, meditações não que a gente tem hoje como técnicas que são de cunho religioso nem nada, mas são técnicas que a saúde mental usa para a pessoa estar naquele momento, naquela hora, relaxando. Ela também tem que saber os momentos que ela não vai fazer nada. A gente sempre acha que a gente tem que estar tomado por alguma situação, mas cuidar do lazer, cuidar o tempo para a família, quer dizer, você vai olhar através de todo esse cuidado como você vai modificar aspectos da tua vida que estão passando sobre você como um rolo compressor, né? Então isso é muito importante, essa parada, essa reavaliação. E se a gente for pensar, os novos modelos de trabalho, inclusive, que colocam ambientes, coworkings e coisa e tal, e às vezes com frases assim que você trabalha o quanto você quer, mas para você ter sucesso ninguém trabalhou menos que sei lá quantas horas por semana, eles também estão aí enrustidos de uma nova linguagem, mas a gente tem que tomar cuidado porque as pessoas estão sofrendo muito. Dentro do trabalho e também na condição de desemprego.
Vamos lá, vamos ajudar então as pessoas no seguinte sentido: quem está assistindo a gente agora e está vendo alguma coisa acontecer com ela, mas não está conseguindo identificar, quando que isso pode ser um sinal do burnout? Me dá umas pistas.
Tá, as pistas então são várias. Em primeiro lugar, ela está exausta, ela está diferente, ela está com, como a Isabela falou, ela pode até Ela já tá com sintoma físico, já de mal-estar, gastrite, dificuldade para acordar, sente que dormiu e não relaxou, né? Tem muitas pessoas: "Nossa, eu dormi a noite toda, mas eu não relaxo." Acorda cansado, percebe que ela tá trabalhando numa jornada muito estendida e que aquilo tá muitas vezes prejudicando inclusive o rendimento dela no trabalho. Então ela tem, apesar de ser alguém muito responsável, com muito envolvimento no trabalho, Ela não tá mais conseguindo ter o mesmo retorno de antes. Muitas pessoas, inclusive, quando começam a ficar indiferente ao outro, negando a presença do outro, a gente chama de despersonalização, né? Tá ali, mas como se ela não tivesse, faz, sabe que ficou aquém o trabalho, apesar de ter dado o seu melhor, e que aquilo é comparado com ela mesma. Isso a gente tem que levar em consideração. As questões do trabalho, eu não me comparo a com você, eu não me comparo ao outro, eu tenho que ver como eu estou funcionando em relação a mim mesmo, a como eu funcionava no passado, né, que é o que acontece com muitas pessoas que muitas vezes estão passando por esse estresse e não reconhece isso como sintoma. Então essa sensação, essa, esse conjunto já faz a pessoa levantar, né, uma dúvida de que assim, puxa, eu vou me avaliar, eu preciso ver, acho Acho que eu tô precisando de ajuda, acho que eu tô precisando dialogar sobre isso.
E aí o caminho é procurar psiquiatra?
Pode ser um psiquiatra, pode ser um psicólogo, tem pessoas que o próprio médico de confiança, né, da pessoa, o médico do trabalho que tá disponível na empresa, então assim, o primeiro canal, a primeira porta de entrada não precisa ser necessariamente um profissional de saúde mental. Mas muitas vezes se ela já tá em sofrimento, tá deprimida, Coisas simples, né? "Puxa, eu preciso ligar para o fulano para eu tratar tal coisa." A pessoa já vai deixando lá para frente, se tornam difíceis. Muitas vezes o psiquiatra ele precisa ajudar usando algum medicamento para essa pessoa sair de um sofrimento maior que muitas vezes é reconhecido por ela como uma tristeza, mas que está muito arrastada. Duas semanas, por exemplo, de tristeza.
É mesmo?
Pode ser um antidepressivo, tem medicamentos que você usa para abrandar sintomas que são ansiolíticos. Isso aí, a linha é vasta, né, e muito individualizada, caso a caso.
Juca, uma coisa muito importante: vai, o burnout não é o fim. O burnout é apenas um freio para te colocar no caminho que a sua alma vai ficar feliz, que toda a sua A vida vai fazer mais sentido. A gente sabe que no fundo, a gente sabe quando no fundo tem alguma coisa errada. Então sabe o que que é você ser feliz, ter qualidade de vida? Você trabalhar com prazer, se sentir valorizado no seu ambiente. Hoje você tem a falta de mão de obra qualificada em vários setores, então não aceite esse assédio moral que vai te dizer que você tem que fazer, você tem que acumular função e não vai ter tempo para você, porque uma hora a fatura vai chegar e às vezes essa fatura vai chegar de uma maneira impagável. Então eu hoje eu agradeço o burnout por ter me tirado de uma condição que estava me deixando muito doente. Isso não é normal, não tem empresa, não tem trabalho que seja suficiente para tirar o seu entusiasmo, o seu amor por aquilo que você faz. Então temos que olhar tratar a saúde mental com muito carinho, muito acolhimento. Saúde mental tem tudo a ver com a saúde financeira. E quando os nossos gestores, quando os nossos recursos humanos das empresas entenderem que os talentos são extremamente valiosos, e às vezes é uma mudança pequenininha, vai transformar tudo. Eu só pedia uma mudança de horário, apenas isso.
E eu comento também que quando não é possível, porque isso que a Isabela fala é muito importante, Muitas vezes a gente busca essa satisfação porque a gente passa muitas horas. Mas tem aquelas pessoas que obviamente não tem como ter essa paixão pelo trabalho, mas tem que haver um, tem que ser correto, tem que ser uma relação de troca adequada, boa, respeitosa. Essa é a grande questão. A gente pode muitas vezes não gostar, mas tem de respeitar.
Olha, gente, são vários recados que a gente tem aqui. O primeiro é respeito. Isso é fundamental. A gente precisa quebrar os preconceitos. Eu falei muito, minha vida toda, sobre depressão nesse sentido, por ter vivido isso com casos na minha família. E a gente tem— você tem alguém na tua família, você tem que ajudar. A gente precisa quebrar os preconceitos. E agora, quando a gente tem algo que está diretamente relacionado ao trabalho, identificado, porque já existia, mas identificado, que está diretamente relacionado ao trabalho, isso toma conta do nosso ambiente de trabalho. A gente tem que expandir esse respeito para para os nossos colegas, para os nossos chefes, para os nossos líderes, para os nossos departamentos de recursos humanos. Enfim, temos que respeitar o que é saúde mental para que seja todo mundo, para que todo mundo fique feliz e trabalhe feliz e consequentemente produza mais e feliz. E eu vou deixar aqui uma pulga aqui atrás da orelha para a gente ficar esperto num negócio. O empreendedor, eu acho que a gente vai ter aí uma avalanche desse desse problema com os empreendedores daqui pra frente. Porque tem muita gente buscando empreender e eu vi outro dia, tinha um post rolando aí da galera dizendo assim: "O desempregado dormindo de um jeito e o empreendedor está acordado na madrugada trabalhando." Como se aquilo lá fosse: "Pô, que legal, é por isso que está dando tudo certo e não sei o quê lá e tal." Vamos ver qual é o preço que isso vai ser pago depois. Então as pessoas estão... Eu acho que vem uma avalanche disso aí. Porque é uma consequência.
É, e eu tenho jovens no meu consultório que estão preocupados no que ele vai empreender antes mesmo dele saber o que ele vai cursar.
Olha isso!
Ou seja, tem que tomar cuidado com isso.
Tem que tomar cuidado, tem que tomar cuidado. Porque senão vai virar uma cobrança enorme do sucesso como líder, como chefe, como patrão, antes mesmo dele saber se aquilo dá pra fazer.
Isso também é bastante falacioso e complicado. Temos que ir com calma nessas questões.
Com calma, sempre. Gente, obrigado, foi um bate-papo ótimo. Tenho certeza que a gente vai voltar a falar sobre isso. Quero agradecer demais, Isabela Camargo, jornalista, minha colega, sou muito seu fã, já falei isso pra você.
Você só vê em mim o que tem dentro de você, então gratidão pelo espaço.
Obrigado, estamos em casa aqui. Camila Magalhães Silveira, psiquiatra, psicoterapeuta, muito obrigado.
Obrigada, eu que agradeço.
A gente ajudou muita gente, muitas famílias em casa hoje.
Eu que agradeço, estou à disposição.
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Muito obrigado também.
A Clínica Camila Magalhães.
Muito obrigado, gente. Obrigado, amei. Obrigado. Vamos fazer um rápido intervalo. No próximo bloco vamos falar de toxoplasmose, gente. É, vamos falar de toxoplasmose. Mas presta atenção, tá tendo, tá correndo toxoplasmose, e a gente sempre associa toxoplasmose aos gatinhos. E dessa vez a galera tá ficando doente por causa da salada mal lavada. Então não vamos culpar os gatinhos. Vamos com calma, pelo amor de Deus. Vamos falar sobre isso depois do intervalo, a gente já volta. Estamos de volta ao vivo com o Dia Azul, que é direto aqui da TV Gazeta, na Avenida Paulista 900. Um programa feito com muito carinho pra você. Tudo aqui na TV Gazeta é feito pra você, pra você poder ter acesso a essa programação, a tantas informações interessantes como essa entrevista que a gente fez a respeito da síndrome de burnout agora no primeiro bloco. Sabe como você participa, como você acompanha, como você tem acesso? Ao nosso conteúdo na televisão, obviamente, no YouTube e no aplicativo da TV Gazeta. Tá tão legal o novo aplicativo da TV Gazeta para você que curte a nossa programação, quer acompanhar ao vivo os programas, rever os seus favoritos, ver uma pauta que você perdeu, divulgar para galera, falar para os amigos: ah, pô, eu acho que minha esposa tá tendo síndrome de burnout, teve uma entrevista sobre isso lá no Dia Azul. Pera aí, Deixa eu ver no aplicativo, aí você manda pra pessoa. Olha que legal! É só você baixar o aplicativo. O passo a passo de como fazer isso você encontra no nosso site, no endereço tvgazeta.com.br/app. É só seguir as instruções. E o melhor, é tudo grátis, gente! Não paga nada! Não tem por que não andar com a Gazeta sempre com você. Instala direitinho no seu celular, que você vai adorar. Tem para iPhone e tem para Android, tem para todo mundo, tá bom? Roda a vinheta do Você Viu. Amigos famosos, pessoas queridas lamentaram a morte do cantor Gabriel Diniz. Gente, que tragédia isso, né? 28 aninhos, ficou famoso com o hit Jennifer. Ele já tinha uma carreira muito bacana antes, mas Jennifer foi o que fez ele se tornar um cara conhecido no Brasil inteiro. Nas redes sociais, muitos artistas de todas as áreas lamentaram a morte do cantor. Ivete Sangalo, Daniela Mercury, o DJ Alok, César Menotti, Cláudia Leitte, a Eliana, o Luciano Huck, Serginho Groisman. A gente tá mostrando algumas das imagens aí. O Fernando Sorocaba, Mayari Maraíza, Amarília Mendonça, enfim, muita gente mesmo, como você já sabe. O cantor Gabriel Diniz, famoso pelo hit Jennifer, morreu ontem numa queda de avião. Ele seguia para Alagoas para encontrar a namorada e comemorar o aniversário dela, ia fazer uma surpresa para ela. O avião caiu na região sul do Sergipe. A Polícia Militar identificou depois mais 2 mortos, além dele, o Linaldo Xavier e o Abraão Farias, pilotos diretores do Aeroclube de Alagoas. O motivo do acidente está sendo investigado. As causas em geral, você sabe, não tem nunca uma causa só, é o que os especialistas nos dizem. Por isso que é importante uma investigação muito detalhada. O Gabriel Diniz tinha só 28 aninhos, uma carreira promissora pela frente. Que a família tenha força para passar por esse momento tão difícil, muita força. O corpo dele está sendo velado agora, tá, gente? Então, nosso carinho Nosso amor e o nosso respeito. Porque eu terminei com a palavra respeito. A gente vai falar agora sobre compartilhar fotos de vítimas de acidente, de vítimas de crimes, de corpos, de mortos. Gente, muita gente compartilhou foto do corpo do cantor Gabriel Diniz. É crime isso, gente. Deixa eu falar com o amigo querido Luiz Augusto Durso, especialista em direito digital e em cyber crimes ou ciber crimes, como é que a gente fala isso? Cyber crimes. Vamos lá, Luiz, obrigado pela presença.
Obrigado.
Acho que nosso bate-papo é muito importante. O caso do Gabriel, essas fotos estão correndo hoje nos grupos de WhatsApp, mas a gente já viu isso acontecer em tantos casos, em tantas coisas. Eu lembro, eu vou te falar que eu lembro de um exemplo, cara, que era diferente porque a gente não tinha Tanto celular, tanta qualidade nas fotos e tal. Mas eu lembro das fotos do acidente dos meninos dos Mamonas Assassinas, 95. Imagina só, cara, como a gente recebeu essas coisas assustadoras, assustadoras. E tantos outros vieram, tantos outros vieram, e as pessoas compartilhando isso. Vamos explicar para o pessoal em casa, é crime isso?
É também no caso do Cristiano Araújo, também vazou as fotos. Mas antes de mais nada, Obrigado pelo convite, prazer estar aqui. Infelizmente tratar sobre esse caso triste, parecia ser um indivíduo muito afável, né, Gabriel Genício.
Cara, eu vejo as fotos dele, todo mundo parece um cara tudo bem. Eu não conheci pessoalmente, tá, nunca entrevistei, não tive esse privilégio, mas que menino simpático, né, cara. Fiquei bem triste.
Eu também. Infelizmente acontece a vida, por isso que nós temos que aproveitar a vida. Mas não se deve compartilhar fotos de corpos. Nós temos no Código Penal uma previsão no 212 de vilipêndio a cadáver. E esta palavra usada pelo legislador às vezes não é muito clara, não dá para se entender muito bem o que dizer, mas é o que se entende.
Como muito acontece no meio jurídico, né?
Exato, infelizmente.
Por isso que a gente entrevista vocês, que sabem traduzir. Isso é verdade, cara, porque esses termos são tão complicados. Minha mãe é advogada, minha mãe é advogada, e às vezes ela manda umas coisas para mim, ela escreve igual advogada, até na mensagem para família. Ela mandou falar assim: mãe, legal, manda legenda agora, né? Porque é verdade, os temas às vezes são tão complicados e aí não fica claro para as pessoas. É por isso que a gente faz esse tipo de conversa, para você entender o que é certo, o que é errado. O que, o que diz isso?
Isso é código penal, penal, tá no 212, pena de 1 a 3 anos para quem desrespeitar o corpo. Então nós temos uma proteção, seja do corpo, seja de suas cinzas, tá? E esse desse respeito é crime.
Então vamos lá, vou pegar um exemplo aqui. Tá o corpo do Gabriel ou de qualquer outra pessoa que tenha sido vítima de acidente, o Gabriel ou os pilotos do avião, eram 3 pessoas, mas qualquer outra pessoa. Aí o cara vai lá e faz uma foto e ele manda para os amigos via WhatsApp. Esse cara já tá cometendo um crime?
Sim, é a vontade desse indivíduo em compartilhar essa foto não é em respeito ao corpo. Então você presume que ele tá desrespeitando sim o corpo, até a questão familiar, e aí há o crime de vilipêndio a cadáver, sim.
Tá. Aí agora, por exemplo, ou um amigo dele recebe isso e fala assim: "Ah, não fui eu que tirei a foto, então eu posso mandar para todo mundo." Ele vai lá e manda para os amigos dele. Ele, pelo fato dele não ter tirado a foto, ele tá livre de ser punido?
A sua pergunta é muito interessante, Zuca, porque as pessoas usam a internet e elas não entendem que quando você compartilha conteúdo, isso faz parte a partir deste momento de sua opinião. Então, você quando compartilha, mesmo que você não foi o autor daquela foto, você pode ser responsabilizado sim. Isso vai além, hoje em dia o Tribunal de Justiça de São Paulo já condenou indivíduos que curtiram uma publicação, por exemplo, de difamação. E aí, por você ter curtido, isso fazia parte da sua opinião, você concordou, corroborou curou e aplaudiu aquela situação, e você também pode ser condenado. Então aquele indivíduo que compartilha, ainda mais foto de morto, de cadáver, pode responder pelo crime também de vilipêndio a cadáver.
Mas para alguém ser punido, o que tem que acontecer? Porque as pessoas se sentem muito protegidas. Falou: não, eu passei para frente, ninguém sabe que fui eu que passei para frente. Como é que alguém pode ser punido? Alguém tem que pedir Alguém da família tem que processar, a polícia tem que rastrear, como é que faz?
Nós temos duas matérias aí que é a proteção do corpo. A questão no âmbito criminal e no âmbito civil, tá? Vamos começar pelo âmbito civil que seria indenização. Então nós temos um corpo de alguém que sofreu um acidente e alguém vazou essa foto e claro tá desrespeitando o corpo. A família sofre um dano moral reflexo.
Perfeito.
"Não quero que, por exemplo, seu marido, seu pai, tenha foto vazada do seu corpo." E aí ela pode processar o indivíduo que compartilhou, que vazou essa foto, para receber uma indenização. E aí a iniciativa é da família. No caso do crime vilipêndio a cadáver, a ação é incondicionada, ou seja, o Estado age por si só. Então o Ministério Público, ao ter ciência deste crime, já vai denunciar esses indivíduos ou eventualmente solicitar solicitar que se investigue a autoria para processar sem a anuência necessária da família. Ou seja, o Ministério Público poderia fazer isso hoje, hoje, com todos que estão compartilhando.
Deveria fazer, inclusive deveria.
E as pessoas imaginam que a internet traz uma proteção, é falsa sensação às vezes do anonimato. Muita gente usa perfil falso para publicar, não adianta nada. Dá para rastrear, dá para rastrear, localizar, identificar, e pode, deveria estar punindo esses indivíduos.
Quem deveria fazer depois seria o Ministério Público de lá onde aconteceu o acidente?
Como é pela internet, vamos supor que você postou em São Paulo, o Ministério Público de São Paulo poderia proceder a essa investigação e essa denúncia, esse processo.
Seria muito bom que isso acontecesse, né, Luiz? Porque aí acho que se acontecesse alguma vez um movimento desse tipo, as pessoas vão pensar duas vezes antes de fazer de novo, você não acha?
Concordo plenamente. E para os crimes cometidos pela internet, muitas vezes vem o contra-argumento no sentido de muita gente está cometendo esse crime, por exemplo, vazamento de foto, de nudez sem autorização, mas tem tanta gente cometendo esse crime, mas se nós pegarmos alguns, começar a condenar com caráter pedagógico, nós teremos a diminuição dos crimes. Então não necessariamente precisa localizar todo mundo, punir todo mundo, mas precisa fazer alguma coisa.
Eu recebi hoje um vídeo da TV alemã, da Deutsche Welle, e aí eu pedi para o Luiz, falei: Luiz, sempre que ele vem aqui a gente aparece algum vídeo, né? A gente recebe tanta coisa nos grupos de WhatsApp, mas esse vale a pena. Eu vou colocar para vocês pelo menos o primeiro trecho até o, até o valor da multa, tá? Eu já tá bom só para o pessoal entender. Isso é um policial na Alemanha para um acidente. Vou explicar um pouquinho antes. Um acidente aconteceu e tem uma vítima, infelizmente tem um corpo, tem uma pessoa que morreu. O vídeo não mostra o corpo, não se preocupe. E aí os motoristas, como isso acontece no Brasil, vão tirando tirando foto, passando e tirando foto. Aí o policial começa a parar essas pessoas. Olha o que ele faz e olha a consequência disso. Roda, por favor.
You want to see him?
You want to see him? No, you don't want to see him? Why do you make pictures? If you want, you can say hello to him. You want? So now you have to pay €128.50 for making pictures here from the accident. Shame on you! Depois ele faz a mesma coisa com esse outro motorista, que é da mesma nacionalidade, é húngaro também, assim como a vítima do acidente. Aí o cara pede desculpas, mas já era, tá sendo multado por isso. Tem alguma punição imediata aqui no Brasil nesse caso?
Nesse caso específico que retrata este vídeo, imagina se o indivíduo tá na estrada para fotografar o acidente, ele vai ter que pegar o celular. A partir do momento que ele sacou esse celular, ele já comete infração do Código de Trânsito Brasileiro, cometendo uma multa gravíssima, sujeito a 7 pontos e R$293 é a multa, salvo engano. Mas ele está sujeito à infração do Código de Trânsito Brasileiro. E se ele fotografar e usar essa foto, divulgar nas redes sociais, ele também comete o crime. No âmbito criminal, mesmo a pena sendo de 1 a 3 anos e multa, Isso dependeria de todo o processo e ao final uma multa. Então não esta multa imediata como é o caso do vídeo, a não ser pela infração que ele receberia a multa na hora.
Aí seria uma multa de trânsito.
De trânsito, perfeito.
Gente, olha só, a gente mostrou aqui o exemplo da Alemanha e trouxemos aqui também para o Brasil. O fato é o seguinte: não vamos fazer isso. Se alguém mandou para você, não passa para frente. Eu não acho legal nem você ver uma imagem dessa. "Beleza, tá bom, mas te respeito, te respeito. Você tem curiosidade, você recebeu tal, só não passa para frente isso, por favor." E se você puder, manda uma mensagem. Não precisa mandar no grupo, se tiver no grupo, se você não quer constranger aquela pessoa que te mandou. Mas manda uma mensagem individual para aquela pessoa e fala: "Não faz isso não, cara, você está cometendo um crime, é um desrespeito à família." A gente começa a mudar a maneira de pensar a respeito disso, você não acha?
E tem a questão, hoje em dia tá evoluindo a questão dos administradores do grupo. Nós estamos agora entendendo que ele é responsável muitas vezes por conteúdo. Então se você for administrador desse grupo, comece a informar essas pessoas que estão mandando conteúdo criminoso para que parem, porque eventualmente você pode ser responsabilizado só por ser administrador desse grupo.
Outro dia uma pessoa mandou uma coisa que não deveria ter mandado num grupo nosso, e aí uma pessoa falou: "Não faça isso, não compartilhe isso com mais ninguém." E é muito legal fazer isso.
Esse conselho, Zuca, é para todo conteúdo ilícito ou indesejado na internet. Então você recebeu, tem dúvida, fake news, foto pornográfica, nudes, foto de cadáver, como se proteger? Como você proteger sua responsabilidade? Não compartilhe. Esse é o conselho para tudo que você receber na internet que for eventualmente ilícito.
Você vai ajudar as pessoas pessoas, se você orientá-las. Às vezes a pessoa faz isso sem saber, não tá fazendo por maldade, mas tá fazendo uma coisa errada. Então avise. Esse tipo de bate-papo serve para isso. Luiz, você é uma fera! Alegria de te receber sempre. Obrigado, meu irmão. Valeu, manda um beijão para o teu pai. Obrigado, tá arrebentando. Programa novo, pai dele tá bombando, agora entrevistador também, sabe tudo. Obrigado. Que é isso, cara, pelo amor de Deus! Muito obrigado, gente. Seguinte, chegou aquele momento que todos nós amamos. Momento Pet, roda a vinheta. Momento Pet, oferecimento Veste Casa Megaloja. Entre, a casa é sua. É tão bom a gente falar sobre isso, né? A gente fala sobre os nossos pets, sobre os cuidados com eles, com cães e gatos. A gente recebe Doutora Fernanda Fragata, veterinária, diretora do Hospital Veterinário Sena A Dureira me recebeu super bem lá. Fui visitar o hospital, amei o hospital, é uma graça. Fui super bem recebido. Parabéns pelo espaço, viu? Que coisa linda, que carinho que vocês têm com os nossos filhos. Coisa boa de ver.
É sempre um prazer estar aqui com você.
Olha, para a gente que é. Vamos falar de toxoplasmose porque é um problema sério, tá acontecendo, tem muitos casos de toxoplasmose. Como eu disse para vocês, vocês estão vendo, tô um pouquinho sem voz. Fiquei doente, fiquei com febre nos últimos dias. Agora já tô legal, a voz só que ainda não voltou, mas daqui a pouquinho ela vai estar 100%. E os médicos, quando foram tentar descobrir, ah, é uma virose, é uma gripe, H1N1, é dengue, eles fazem todos os testes, deu tudo negativo. Mas um deles foi toxoplasmose, justamente porque tem muita gente com toxoplasmose. E aí ontem o médico, quando eu passei na consulta, ele falou assim para mim, falou assim: você come carne muito mau passada, você come salada fora de casa. Ele nem me perguntou se eu tinha gato. Você tá vendo? A gente tem que tirar isso, porque todo mundo acha que o gatinho é o vilão de tudo. Não é, não é. Não é isso, Doutor?
Muito importante esse esclarecimento, porque um dos, uma das causas de abandono de gatos é o medo da toxoplasmose, né? Então muitas vezes a família tem um gato, e aí a mulher Mulher engravida, e aí entra em pânico e abandona o gato. Então isso não precisa acontecer.
Não precisa?
Não precisa acontecer. Por quê?
O que é a toxoplasmose? Antes, vamos esclarecer para as pessoas.
Toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário, Toxoplasma gondii, e que ela é transmitida entre os animais. Então ela pode acometer qualquer animal que ingerir os oocistos, então são os ovinhos, tá? O gato, ele é o único hospedeiro onde ocorre a reprodução completa. Então ele é o único que elimina pelas fezes essa parte infectante. Só que os outros animais, ao ingerir isso, e nós estamos incluídos nisso, esses oocistos eles migram pelo corpo e eles vão buscar músculos ou órgãos de atividade de grande atividade. Então músculos, músculo cardíaco, os olhos, né, e o cérebro. Então daí a gente tem os sintomas. Então os sintomas vão variar de acordo com o local onde esse cisto se, se incistou, né, então onde ele se fixou.
Ou seja, algumas pessoas vão ter problema no coração, outras nos olhos, é isso? Isso.
E no caso da mulher grávida, né, então pode causar pro feto porque está em desenvolvimento. Então o toxoplasma ele acaba se desenvolvendo e acometendo órgãos principais ali da criança. Então pode causar abortamento, pode causar deficiências importantes na criança.
Agora, se a pessoa tem um gatinho em casa e aí engravidou, família vai crescer, não precisa, o gatinho não é o vilão?
Não, primeira coisa, se você tiver um um gato, você tem como testar se ele é positivo ou não, ou seja, se ele tem ou não toxoplasmose.
Bacana.
Então a gente tem sorologia, tem PCR. Então a sorologia ela vai identificar se ele tem anticorpo contra aquilo, então quando você entra em contato com algum agente você cria anticorpo e aí a sorologia vai detectar isso. E o PCR vai detectar fragmento daquele organismo, então o PCR também complementa daí a sorologia, né, porque você pode ter ali uma margem que pode dar um falso negativo.
Agora, independentemente da minha amiga tá grávida, isso seria recomendado para todo mundo que tem gatinho?
Todo mundo que tem gatinho.
Olha que dica legal isso!
Você já sabe, né, com o que que você já tem um histórico ali do seu gatinho, e se ele é negativo e vive domiciliado, o que que é domiciliado? Dentro de casa, não tem gatinho nessa rua. Você oferece água filtrada, alimentação controlada, então ração, nada de carne crua. Tem gente que gosta de dar peixe cru ou outras coisas. Não, evite, da mesma forma que os médicos nos aconselham, né? Porque como o toxoplasma ele vai se incistar no músculo, então nós ao comer carne crua ou mal passada, né, na água, então assim, não é só o gato, são os felinos felinos. Então felinos silvestres também podem estar contaminando os rios e contaminando a água, contaminando as plantações. Então se você não lavar bem esses alimentos, frutas, verduras, você pode estar contraindo a toxoplasmose através dessa forma. Então é sempre através da alimentação.
Então se deu negativo e o seu gato não tá exposto aos riscos que são, portanto, alimentação comida crua, água sem ser filtrada, etc. Ele não passeia, ele fica em casa e tal, você não precisa se preocupar. É isso, primeiro ponto. E se der positivo?
Se der positivo, tem tratamento.
Tem tratamento?
Tem tratamento. É um tratamento longo, mas existe tratamento. Eles podem negativar. Existe a possibilidade deles terem ali o toxoplasma incistado, ou seja, inativo, e em algum momento, se ele tiver uma imunossupressão, voltar a eliminar pelas fezes? Existe, mas você pode fazer o controle disso periodicamente com veterinário, então a cada 6 meses ou a cada ano, e controlando essa sorologia e o exame de fezes para ver se tem a eliminação do oocisto. Normalmente a eliminação acontece 15 dias, durante 15 dias a partir da infecção. Então o gato se infectou, e ele vai eliminar durante 15 dias esse cisto. Depois ele não vai estar eliminando, só se ele tiver uma imunossupressão. Então não é o tempo todo que ele vai estar contaminando o ambiente.
Mesmo que ele tenha tido uma contaminação, não significa que toda vez que ele fizer cocô ele está espalhando o vírus.
Não. Outra coisa, o gato é extremamente limpo, eles fazem cocô na bandeja sanitária, então a gente recomenda que use luva e Toda vez que você for manipular fezes, seja do cachorro, do gato, né? Então luva descartável, recolhe, né? Tem aquelas pazinhas. Sempre que for lavar a bandeja sanitária, também usar luvas, água, sabão e desinfetante à base de amônia quaternária. Amônia quaternária, ela não só elimina o Toxoplasma, mas também outros vermes e outros protozoários e outros parasitas que tem nas fezes dos animais.
Então você acaba— Vende nos pet shops, vendem nos pet shops, vendem em supermercados, né?
Então a gente tem também supermercados, os desinfetantes à base de amônia quaternária, que é super— Amônia quaternária.
Amônia quaternária. Isso, amônia.
Presta atenção nisso, super eficaz para eliminar todos os vírus, bactérias e parasitas de cães gatos, ou mesmo para quem tem criança, né? Então o importante é sempre, depois que usar, enxaguar, porque o resíduo pode dar lesão de pele, pode causar algum incômodo.
Então vamos lá, primeira coisa, então fez os exames do teu gatinho, tem um gatinho, antes de mais nada, sem culpar o gatinho, tá, gente? Vamos ter, e sem abandonar o bichinho, gente. Você viu, tem tratamento, é só a gente tomar cuidado com higiene. Vamos lá, tem o gatinho, tá preocupado porque tá tendo um surto não sei o que lá, mas o surto tá acontecendo por conta de alimento mal lavado. Deixa eu deixar isso claro, não é, Doutora?
Sim, mesmo os médicos hoje, eles, como você mesmo falou, nem perguntam mais sobre o gato, porque sabem que a grande maioria das vezes acontece por alimentação, é água e alimentos mal lavados ou crus.
Você dá ração para o teu gatinho, não vai ter nenhum problema. Teu gatinho não fica passeando por aí, não vai ter nenhum problema. Mas De qualquer forma, faça o teste, leva no veterinário, faça os exames, porque aí você vai identificar. Identificou que tá zerado, que não tem nada, é só você manter o que você tá fazendo, dando uma ótima ração para ele, dando água filtrada, e tá tudo certo, e fazendo a higiene direitinho. Identificou que tem, começa o tratamento.
É isso, começa o tratamento, é com medicação, é com medicação via oral, e aí vai fazendo o acompanhamento com veterinário para ir monitorando se ele tem alguma recidiva, né?
Só isso.
Mas na maioria das vezes eles não têm recidiva, a menos que tenha uma imunossupressão, ou seja, ficou mais velho, tá com câncer ou alguma doença debilitante, aí atenção redobrada. Mas se você usar luva pra manipular as fezes do seu gato e as, e os utensílios aonde ele defeca, não vai ter nenhum problema. Mesmo ele eliminando os oocistos, você não vai ter ter contato, né?
É só pelas fezes.
Usa luva só pelas fezes, usando luva e depois lavando as mãos, né? Que é o básico de higiene pra todo tipo de manipulação.
Tem algum sinal no gatinho que ele tá doente? Não, né?
O gato normalmente não, porque ele dificilmente adoece, a menos que ele esteja imunossuprimido. E aí, os sintomas, mesmo nas outras espécies, ele é diverso. Então, Pode ser desde uma febre similar a resfriado, vai depender de onde ele se alocou. E aí se pegar sistema nervoso, aí você pode ter alterações mais sérias, como alteração neurológica, convulsões. Então aí acaba sendo um pouquinho mais grave. E se pega também na parte ocular, pode levar à cegueira.
Por isso que a gente tem que cuidar.
Por isso que a gente tem que cuidar.
E pelo que eu entendi, higiene é o passo número 1.
Higiene é o passo número 1. Comum, como uma gripe, né? A gripe não é higiene, lavem as mãos e cuidado com que você põe a boca, né? Então a gente tem que ter um cuidado redobrado com as grávidas, com as crianças, porque tudo leva à boca, né? E com pessoas idosas por causa da imunossupressão.
Perfeito! Olha, você viu como é? Você viu que fácil que é isso? É só a gente tomar cuidado. Eu quero agradecer demais minha amiga Fernanda Fragata, essa fera que traz dicas tão legais, veterinária. Diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira em São Paulo. Obrigado! A gente tem que quebrar o preconceito, fica todo mundo culpando o gatinho, não é?
Eu que agradeço.
Não pode. Obrigado, doutora. Presta atenção, aliás, falando ainda sobre esse assunto e sobre os nossos gatinhos, tá procurando ração especial para o seu gatinho? Ah, então é super fácil, você vai até a Veste Casa Megaloja, é só conhecer o Espaço Mais Pets. Gente, é tão legal! Lá você encontra produtos de higiene Estamos falando disso aqui, as rações de qualidade e com preço de fábrica. Então presta atenção, põe na tela para minha amiga, para o meu amigo, para os pais de gatos, para os gateiros. Ração Premium Especial Dalkat adultos castrados de 10 kg. Agora você vai cair para trás, minha amiga, meu amigo. De R$99,90 por apenas R$79,90. R$79,90, não existe esse preço no mercado. Isso é impressionante! Ou então, 10 vezes sem juros de R$7,99. Agora você caiu para trás, vai! 10 vezes sem juros de R$7,99. Gente, olha o que a gente está falando aqui! Sem corantes, aromatizantes, a ração é feita especialmente para o paladar exigente dos gatinhos. É, o paladar deles é exigente! Além de conter nuggets saborosos e de qualidade, quem tem gatinhos sabe como é importante mantê-lo saudável. A ração Dalcat Premium Special, Special, ajuda a manter a qualidade, a saúde do coração e evita problemas no trato urinário. Ou seja, você mantém o seu gatinho sempre saudável, sempre com a saúde dele bacana, e aí você não se preocupa mais, não é bom? Na Veste Casa Megaloja tem muito mais. A ração não passa por intermediários, então ela chega fresquinha para o seu amiguinho. Para conhecer mais, acesse o site vestecasamegaloja.com.br e clique na seção pet shop. É super fácil. vestecasa.com.br, clique em pet shop. Veste Casa Megaloja tem tudo para sua casa, tem tudo para sua família. Vai visitar, vai lá, você vai adorar, vai conhecer, tenho certeza que você vai amar. Vamos fazer um rápido intervalo. No próximo bloco tem musical com a turma do Exalta! E ainda dúvidas sobre condomínio. Tá brigando com seu vizinho por causa da garagem ou porque o cachorro dele late demais? A gente vai explicar pra você o que você tem que fazer pra viver bem em condomínio. Até já! Estamos de volta ao vivo, direto com o Dia Azul, aqui da TV Gazeta, na Avenida Paulista 900. E a gente volta com ótima música. Com vocês, a galera do Exalta!
Você falar que um canto acabou? Quanto tempo vai durar nosso sofrimento, amor? Se a cabeça não pensar, quem padece é o coração. Acho que é melhor parar, dar um fim nessa paixão. Nunca mais vou esquecer os momentos de prazer, nos amamos tanto. Que pena que acabou. Olha Aqui dentro de você, se ainda existe amor, eu ainda te amo. Que pena que acabou, que pena que acabou. O amor faz a gente sorrir e chorar, às vezes é o melhor remédio pra dor. Quem não se segura cai da carona do amor, do amor. Eu ainda te amo, que pena que acabou, que pena que acabou o amor. Quem não se segura cai da carona do amor, do amor. Eu ainda te amo. Que pena que acabou. Que pena que acabou. Acabou. Ah, fica comigo, que eu te Te preciso mais uma vez. Ah, fica comigo, amor tão lindo, faz outra vez. Eu percebi no seu olhar um anjo bom de me guiar. Um céu que não vai desabar, o mel do meu prazer. Um nó que não vai desatar, a luz que veio pra ficar. Um coração que sabe o que é sofrer. Você também já percebeu que o seu grande amor sou eu. A solidão já se perdeu, vão te fazer feliz. Vem, se o destino quis assim, bom pra você, melhor pra mim. É impossível duvidar ainda, linda. Pede pra Deus abençoar e o nosso amor eternizar. Abrir meu coração, vem, linda. Vem, meu pedacinho de maçã, me perfumar toda manhã com esse cheirinho bom de fêmea. Vem, preciso tanto de você, eu quero ser teu bem-querer, você é minha alma gêmea. Vem, meu pedacinho de maçã, me perfumar toda manhã com esse cheirinho bom de fêmea. Aí, olha a galera do Exalta!
Que coisa boa! Olha a turma aqui: o Téo, o Jefinho, Magrão, Brilhantina. Que alegria ter vocês aqui! Muito obrigado, viu? Muito legal! A gente viu aquela parada do começo lá, o amor acabou, mas o sucesso de vocês não acaba, né? Ah, graças a Deus a gente tem bastante fãs, né? E a galera tá sempre com a gente, sempre dando força, sempre nos acompanhando. Isso aí é sem comparação, sem preço. É o melhor pagamento, não é não? Melhor pagamento. Eu tenho certeza disso, certeza. Escuta, a gente teve um boom do pagode nos anos 90, a gente viveu isso, que foi muito legal, porque eu acho que o pagode Engraçado, até engraçado a gente falar isso, né? Uma coisa que é tão tradicional do brasileiro, mas o pagode se popularizou mais nos anos 90. Eu acho que porque ganhou a mídia muito fortemente, né? E a galera mais jovem começou a curtir o pagode. Como se manter firme e forte durante tantos anos? É porque é a cara do brasileiro?
Então, nos anos 90 existiam as gravadoras que davam o respaldo, por isso que o pagode ganhou a aquela força. Hoje já não temos mais essa força, respaldo das gravadoras. Os artistas têm que partir por si. Então quem criou aquela força que você tá falando nos anos 90, hoje consegue, né, se manter um pouco sem o respaldo das gravadoras. Pois alta vem pelas próprias forças, nós estamos andando com as nossas próprias pernas hoje, né. E graças a Deus a gente tem conseguido conquistar o carinho do povo, tem conseguido mostrar traz essa nova formação para o público. E o público vem aceitando, graças a Deus, por onde a gente tá passando. A gente tá sendo surpreendido até pelo público. Estamos felizes com o que tá acontecendo nesse momento com o Exalta, com certeza.
Parabéns, viu? Muito obrigado. Eu volto é para você, eu vou voltar nele. Mas é verdade, gente, eu acho que é muito bacana a gente falar sobre isso, porque realmente o mercado mudou, mudou da música, mudou, e qualquer adaptação não é fácil. A gente tem que aprender a trabalhar de uma forma diferente, da mesma maneira que você abre algumas oportunidades especiais a partir da mudança, você também atrapalha um pouquinho em algum momento quem tá acostumado a trabalhar de outra forma. Então vocês saberem fazer isso é muito importante. Parabéns, é mais uma vitória muito legal. E nós fãs agradecemos. Vamos falar das agendas de shows aí, vamos lá. Vamos falar quando é que tem show aqui, deixa eu ver. Ah, tá fácil aqui, vamos lá. Agora, dia 1º de junho, Clube Indiano em São Paulo, perfeito. Opa, tem um antes, 31 de maio antes. Opa, Azul Hall, Sorocaba. 8/6, Festa Junina em Jandira. 13/6, Morro Nova Sintra em Santos. 15/6, Quadra da Peruxe em São Paulo. Amo Peruxe. 20/6, Economizados 2019 em Bauru. Adoro isso. E quem quiser acompanhar e saber nas redes sociais os outros shows, onde é que acha? @exaltooficial no Instagram. Nós também estamos com nosso canal no YouTube, Exalta Oficial, também. E no Facebook é facebook.com/exalta30anos. Vamos de mais música? Vamos embora, mais música! Exalta com vocês, aos seus cuidados, em clima de Dia dos Namorados, hein?
Sabe quando tudo muda da noite pro dia? Quando a tempestade parece nunca passar? Sabe quando um momento rouba sua alegria e some a esperança de um dia ela voltar? Sabe quando rola aquela madrugada fria? Quando a luz do sol não vem pra clarear? E do nada aparece alguém que te deixa bem, faz tudo mudar. Assim você chegou e pôs tudo no lugar. Não importa onde seja, se a gente está comendo lanche ou à luz de velas, na balada ou vendo a novela, tudo é bem melhor com você perto de mim. E o que passou foi uma ponte para que eu chegasse até você. Hoje eu sou mais forte que antes e preparado para vencer. Que bom que Deus me entregou aos seus cuidados, meu amor. Sabe quando tudo muda da noite para o dia? Quando a tempestade parece nunca passar? Sabe quando um momento rouba sua alegria e só me A esperança de um dia ela voltar. Sabe quando rola aquela madrugada fria? Quando a luz do sol não vem pra clarear e do nada aparece alguém que te deixa bem, faz tudo mudar. Você chegou, chegou, chegou, chegou. Não importa onde seja, se a gente está comendo lanche ou a luz Ela na balada vendo uma novela. Tudo é bem melhor com você perto de mim. Eu não tive pra que eu chegasse até você. Hoje eu sou, eu sou, e antes de preparar para vencer. Que bom que Deus me entregou aos seus cuidados. Meu amor, amor que passou longe para que eu chegasse até você, até você, sempre preparado para vencer. Pensei que bom que Deus me entregou aos seus cuidados, meu amor, que bom que Aê, parabéns, galera!
Tô mostrando aqui o Instagram de vocês para a galera seguir e acompanhar e ter todas as informações sobre o grupo. Parabéns, obrigado, vão com Deus, já voltem com a gente. Obrigado, valeu, valeu, valeu. Que alergia boa, não é? Que som bom, né, cara? Olha, a gente tem a alegria de receber agora o Jorge Alexandrides. Quase nada grego você, né? Totalmente quase nada grego. Advogado especialista em direito condominial. A gente vai falar sobre esse assunto que é tão importante, porque como a gente briga no condomínio, a gente não quer brigar. Mas muita gente briga, muita gente não consegue conviver direito no condomínio, Jorge.
Verdade.
É porque não presta atenção às regras? Você acha que é isso ou é mais porque falta bom senso mesmo?
Também, eu acho que o bom senso vem em primeiro lugar, né? A pessoa, quando ela busca viver em condomínio, eu acho que ela tem que se conscientizar que ela tá vivendo numa microsociedade, né? E uma microsociedade que depende de regras para segurança, boa convivência. Para que todo mundo tenha uma paz e uma possibilidade de uma harmonia, né, nessa vivência.
Bacana. Olha, por exemplo, a minha produção separou algumas dúvidas aqui e eu concordo, porque acho que são muito comuns. Por exemplo, eu tenho uma vaga do estacionamento que eu não uso. Pode ser, tem um carro só e tenho duas vagas, por exemplo, ou não tenho carro e tem uma vaga. Se eu recebo uma visita, minha visita pode usar aquela vaga?
Pô, é um depende, né. Infelizmente a gente que às vezes não pode cravar uma coisa que sim ou que não. Primeira coisa, quem vai regulamentar isso é a convenção condominial e o regulamento interno do condomínio. Esses são dois documentos que o condômino tem que ter a todo momento. Então qualquer dúvida, a primeira coisa que tem que fazer é consultar a convenção condominial e o regulamento interno. Se não houver disposição em sentido contrário que proíba o visitante de usar a vaga, vaga, é importante conversar com o síndico para verificar como que é a dinâmica para essa utilização, porque envolve uma questão muito grande de segurança, né? Um estranho está entrando no condomínio, ainda que por algumas horas, para parar o carro para uma festa, para um evento, para o jantar. Então essa questão de segurança tem que ser muito bem evidenciada para que não acabe gerando qualquer insegurança para todos os outros condôminos.
Tá, por exemplo, um condomínio pode alugar a vaga dele na garagem para alguém que não mora no prédio? Tipo um vizinho mora no prédio do lado?
Ah, também é outra questão de segurança que a gente tem que observar, viu, Celso? Complicado. A princípio, a propriedade da vaga da garagem é possível ter alocação para condôminos e até estranhos ao condomínio, desde que tenha autorização também na convenção condominial. E o que geralmente isso não acontece, né, porque você está permitindo que um terceiro que não tem relação nenhuma entre os condôminos possa entrar no condomínio. Então é uma questão voltada também para segurança.
Acho que não é uma boa ideia.
Não, não é, não é, faz bem. Até porque a magnitude que os condomínios têm hoje, né, hoje cada vez mais são verdadeiros clubes, né, com várias torres, com centenas, às vezes até milhares de moradores no condomínio. Então a segurança ela tem que estar realmente, e você compra até um imóvel num condomínio até por por conta da segurança que ele empresta para todos, né?
Morei no condomínio com mais de 3 mil moradores. Você imagina o que é isso? É uma cidade pequena.
E o síndico, ele tem uma participação muito importante porque ele vira um prefeito, claro, né? Ele é um administrador de todas as mazelas e questões que envolvem esse condomínio.
Aliás, vamos pegar então algumas falando sobre mazelas aqui. No caso de um acidente na área comum do condomínio, alguém escorregou na área da piscina, quebrou uma perna, ou caiu de uma escada, quem que deve arcar com custos médicos, com indenização? Isso é conta do condomínio?
Ah, depende, depende de qual é o motivo que gerou esse acidente, né? Então você pode ter desde a própria culpa da vítima que gerou o acidente, por correr no local que não poderia correr, por se colocar numa posição de risco, ou eventualmente até uma questão de má gerência, má administração daquela localidade. Então, primeiro deve ser apurado todos os fatos para evidenciar qual é o responsável, que pode até ser um outro condômino ou propriamente o condomínio ou até aquele próprio vitimado que sofreu os danos, né?
Tá, então tem que investigar direitinho antes de culpar alguém.
Sim.
Mas em alguns casos o condomínio pode ter que arcar com as despesas sim?
Sim, pode ser. Se for evidenciada que a participação do condomínio em alguma falha que ele tenha promovido do deselo, né, da área comum, pode ser sim imposta a responsabilidade a ele.
Por isso que o síndico tem que olhar tudo, né, tem que observar tudo.
É uma responsabilidade grande, né, Celso? Ele é um gestor, né, e ele como gestor ele precisa realmente ter essa dinâmica de cuidar de tudo, né, de ter olhos desde para a área da parte da beleza do condomínio e também para a área da segurança.
Jorge, você sabe que é por isso que eu particularmente sou muito a favor dessa história do síndico profissional? Eu sou um defensor desse negócio, porque quando você transforma isso numa relação profissional, você atribui responsabilidades e você dá valor para aquele trabalho.
Verdade.
Eu acho que isso é um caminho.
É verdade, Celso. Os condôminos, eles passam a dar muito mais valor para o serviço prestado, até porque o síndico ele precisa ter um conhecimento que é prático, não só técnico do ponto de vista de administração, de gestão, né, porque ele lida com empregados terceirizados, muitas vezes, ou do próprio condomínio, ele lida com questões desde a Sabesp com a Eletropaulo ou outras questões com órgãos públicos, ele também tem uma questão de conhecer alguns pontos jurídicos, conhecer a fundo a legislação, a convenção condominial, também o regulamento interno. E muitas vezes aquele condomínio que passa a ser síndico só para não, para ter aquela vantagem de não pagar, de não pagar despesa condominial e tal, ele não vai ter a dedicação que merece, que ele domina. Então eu acho que realmente aí assembleia, os condôminos, eles têm que ter essa situação de que o gasto que eles vão ter na verdade é um investimento. É um investimento e volta.
Olha, eu moro num prédio hoje que o síndico é profissional, é contratado, é externo. Cara, é muito melhor, minha opinião. Isso é minha opinião, tá? Eu vi isso funcionar. Eu moro em apartamento desde que eu nasci, cara, sério. A primeira vez que eu morei abaixo do 10º andar na minha mudou minha vida foi quando eu morei em Nova York, eu morei no sexto. Eu sou um cara, eu sou filho de apartamento, eu sempre vi de tudo, de síndico profissional, de síndico que fazia panelinha, eu já vi de tudo, eu vi de tudo. E a melhor experiência que eu tive até hoje, em todos esses anos, eu tenho 46 anos, foi o síndico profissional.
Talvez, eu acho que o único detalhe que a gente pode apontar é talvez o tamanho do condomínio possa influenciar nessa decisão, porque realmente um condomínio muito pequeno, uma torre única, vai ficar caro, os moradores encarece muito condomínio, que é um, realmente até valoriza ou desvaloriza o seu imóvel. Quando você vai pôr à venda, o alto custo do condomínio é um fator importante na escolha.
É verdade, se você tiver um condomínio mais baixo, as pessoas vão olhar e o teu apartamento vai valer mais. Isso é muito importante, tem que saber fazer essa conta. Por falar em saber fazer conta, multa condominial não é por atraso de pagamento, que isso é definido lá pela administradora, mas multas que multas que podem ser aplicadas no condomínio, por exemplo, por parar o carro fora da vaga, pelo seu carro vazar óleo e manchar o chão da garagem, ou qualquer outra coisa. Como é que se define esse valor de multa?
É, Celso, olha só, sempre que há um descumprimento de regulamento interno da convenção condominial, o condomínio ele está sujeito a ter uma penalidade. Essa penalidade pode ser uma advertência, pode ser a imposição de uma multa, ou até na reiteração pode até agravar essa situação da multa que vai ser imposta. Eu acho que o importante é o síndico que vai impor essa sanção, ele tem que analisar o caso concreto, verificar as circunstâncias daquela penalidade, daquela infração que foi cometida, para ele verificar. Primeiramente, impor uma advertência, né, porque a advertência muitas vezes resolve, a pessoa se conscientiza, acaba não promovendo mais nenhum ato, né, que infringe o regulamento. Agora, realmente, se ele sentir que pelas peculiaridades do caso, impõe uma multa, aí a multa está estabelecida na convenção de condomínio, que é o momento adequado de ser discutido. Se for omissa a convenção de condomínio, se não tiver um valor, aí a assembleia, ela vai por dois terços, aí um quórum privilegiado dos condôminos restantes, aí eles que vão estabelecer o valor dessa multa, que pode ser em caso de reincidência, pode ser pode ser levada.
É legal ter uma multa estabelecida na convenção para evitar problema, né?
Sim, eu acho que até é de bom tom ter essa multa, porque aí você tem uma situação de criar aquela situação de não ser um partidarismo, né? O síndico fala: não, eu vou te multar, mas para o outro eu dou advertência. Não, ele acaba seguindo realmente o que está na convenção.
Que não tem panelinha, panelinha é muito chato dentro de condomínio, atrapalha muito. Vamos lá, se eu tenho uma moto e um carro, tem um carro eu tenho um carro pequeno e eu tenho uma moto, eu posso parar os dois na mesma vaga, se couber?
Ah, maravilha! Outro dia eu tentei parar minha bicicleta junto com meu carro também. Ou tem gente que às vezes usa a vaga de garagem como depósito, né? Então você tem situações que são complexas mesmo e que você tem que analisar sempre. Voltamos lá à questão da convenção condominial, né? A convenção condominial e regulamento interno vão estabelecer qual é o destino da vaga. Se lá estiver que é para uma vaga de um carro único, aí você não pode acumular. Não pode. Agora, existem decisões judiciais, isso muitas vezes vai parar no judiciário. Fala sério! Infelizmente, quer dizer, não consegue se resolver. Eu acho que assim, tendo uma dificuldade, o síndico até tendo uma situação como essa, leva para assembleia, né? Assembleia vai poder decidir, vai poder estabelecer o que é melhor para o condomínio. Até porque, Celso, A gente às vezes tem convenções condominais muito antigas que têm que ser atualizadas com o passar do tempo. Então isso eu acho que é da dinâmica própria da sociedade.
Mas tem que ter bom senso, né, Jorge? Essa é a primeira coisa. Por exemplo, vamos lá, você tem um espaço da tua vaga ali. Agora eu vou falar aqui como dono de carro, de moto aqui, tá? Você tem espaço da sua vaga ali, cabe um carro e uma moto, você não vai atrapalhar ninguém? Cara, pô, vamos combinar no condomínio para colocar as duas coisas coisas e tudo bem. Mas é óbvio, você não vai colocar um guarda-roupa que você tirou da sua casa, você quer doar, e você vai deixar um mês na tua garagem. Aí não, aí já tá errado. Mas se você colocar dois veículos, ou teu carro, tua bicicleta, se não for atrapalhar ninguém, não vai bater no carro do vizinho, problema.
Concordo com vocês. Eu acho que essa dinâmica do bom senso, e o gestor tem um grande papel nisso. Por isso que o síndico profissional, e a gente volta no que você levantou, ele vai ter essa percepção prática porque ele administra vários, eles têm realmente curso, ele tem uma formação específica para isso.
Vamos lá, aí falando sobre essa questão, o síndico tem que estar à disposição dos condôminos 24 horas por dia?
Não, não tem.
Não tem?
Não tem.
Olha, atenção, para de encher o saco do seu síndico às 3 da manhã, tá bom?
É verdade, não tem. É claro que a gente tem várias situações, né, situações que são corriqueiras, alguma reclamação de barulho alto e tal, A portaria, ela vai ter um instrumento lá que é um livro de ocorrências. Então o condômino pode ligar pro porteiro, pede pra fazer uma ocorrência, ou então desce na portaria, faz a ocorrência, que vai ser apurada no dia seguinte. Porque não há uma urgência. Agora, é claro, tem situações que são irremediáveis, né? Então um grave vazamento que acontece no meio da noite, quer dizer, são situações aí você tem, claro. E aí é interessante o síndico ter o contato, claro, da chamar a portaria, a portaria ter o seu contato para ter essa primeira análise. Se for muito grave, aí sim a portaria, né, o porteiro de plantão chama o síndico e aí ele vê o que faz. Mas depende muito do caso concreto, né.
O condomínio pode divulgar a relação dos condôminos inadimplentes?
A polêmica dívida condominial. Olha só, a gente vive num condomínio, vive sim sociedade, e todos contribuem para a manutenção manutenção daquelas áreas comuns. Então, quer seja quadra poliesportiva, piscina, sauna. E aí, como eu te falei, tem condomínios que são verdadeiros clubes, né, nesse serviço. Então todos os valores são destinados a essas áreas comuns e também segurança, embelezamento e tal.
É caro, bicho, é caro.
A falta de um gera um comprometimento para todos e isso acaba encarecendo todos os condôminos. E aí você tem uma situação de que, como a a multa condominial é de até 2% do valor do débito, é uma multa baixa, muitas vezes o condômino prefere pagar outras contas, cartão de crédito, e ainda mais no momento de crise que infelizmente a gente vive, ele vai destinar e vai falar: esse valor do condomínio eu vou deixar, né? Vou deixar. Então assim, a divulgação do nome é possível entre os condôminos.
É legal?
É legal, dentro daquela carta.
Vou colocar no elevador?
Não, então Não pode ser exposição pública, né?
Não pode.
Tem que tomar um cuidado na exposição pública, né? Então você tem a viabilidade de, naquela carta de cobrança que vai o boleto ou na prestação de contas, você pode enviar e identificar para que você tenha aí esse acesso à informação.
Mas não pode expor?
Não pode expor. Eu não vejo essa viabilidade de expor no elevador ou mesmo que seja uma área interna do próprio condomínio. Então é importante que só os condôminos tenham acesso acesso a essas informações.
Responde uma em 10 segundos que eu já tô com a placa do encerra ali. Prédios antigos tem prazo para instalação de gás encanado?
Olha, nós tivemos aqui uma legislação em 87 que regulamentou isso e tinha estabelecido um prazo de 3 anos para essa regulamentação, para essa adaptação. Só que aí depende muito aí de reformas, tem normas da ABNT, é muito complexa essa situação porque envolve muitas questões técnicas e também de custo para cada condomínio.
Ou seja, não tem um prazo, pode ser que—
tem que fazer o quanto antes, porque não pode ter botijão dentro do apartamento, né? Então tem que fazer, tem que fazer.
E é legal para segurança. Então estimule que o teu condomínio faça. Deixa de gastar com algumas outras coisas, deixa para pintar o prédio depois e já gasta uma grana para fazer isso. É para segurança de todo mundo, meu irmão. Obrigado. Você volta para a gente falar mais? Eu fiz metade das perguntas, porque o papo é muito bom. Vou te esperar, gente. Muito obrigado, obrigado pelo seu carinho, pela compreensão com a minha voz, que tá mais ou menos, mas vai melhorar.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








