Leila Ama: Como se tornar protagonista da sua própria história - EP 23 - Ïnterioriza

Leila Ama, an image strategist, talks about overcoming personal loss and building self-awareness to take control of your own story. She shares how self-love and intentional choices transformed her life after difficult experiences.
Chapters
Bem-vindo, bem-vinda ao Interioriza. A partir de agora, você já sabe, minutos muito preciosos com histórias que valem a pena você conhecer para tomar melhores decisões. E hoje eu trago aqui no Interioriza ela que ama... A coerência, o bom senso, a elegância. Ó, que introdução. Leila Ama, bem-vinda à Interioriza.
Ah, obrigada, Issa. Obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês.
O que mais que você ama?
Eu amo tudo que agrega valor. Acredito que a gente não pode perder tempo nessa vida. Então, o que de fato faz sentido? É o que vai ser... É o que amo. É o que eu amo. É o lugar que eu quero estar.
E o que você não ama?
Ela já quer me colocar em uma roubada. Calma, deixa as pessoas me conhecerem primeiro.
Boa, muito bem. Quem é a Leila Ama? Hoje, em 2024, quando esse episódio está sendo gravado.
Eu sou a minha história, Isa. E a minha história, ela é carregada de... de pedaços que me trouxeram e me fizeram ser quem sou hoje. Eu sei que as pessoas se intitulam por, ah, eu sou fulana de tal, trabalho na empresa tal, esse aqui é o meu currículo, e eu gosto muito de trazer as pessoas para a realidade e dizer, não, você é a sua história. Você não é só a mãe do fulano ou a esposa do cicrano. Você é a tua história. O que você construiu até aqui? Será que você tem parado para pensar nisso? Mas eu sou o estrategista de imagem. Eu defendo o belo. Mas eu defendo o belo no sentido do divino mesmo. Como nós devemos contemplar a Deus. Porque a beleza gera ordem. E ordem gera credibilidade e autoridade. E quando nós entendemos esse lugar, dessa beleza, nós ocupamos nosso lugar no mundo. Então, é mais profundo. Eu sou um estrategista de imagem e eu costumo dizer que eu trago a pessoa amada em três encontros.
Ela própria, né?
Ela própria, claro. E aí, quando eu trago essa fala, as pessoas falam, nossa, sério? Eu falo, então, a pessoa amada é você. Porque, primeiro, nós precisamos nos amar para que tudo que esteja ao redor... Nós somos energia, né? Então, nós vamos, de fato, ser um imã para aquilo. Então, primeiro, você precisa se amar para poder amar alguém.
Exato. Ser magnética, ser uma pessoa magnética, requer muito mais do interno do que o externo, mas a hora que eu chego na sua história, hoje, em 2024, e você nos ensina a apreciar essa beleza que causa ordem, adorei, mas eu preciso de recursos externos para descobrir o interno, como isso funciona?
Eu preciso de recursos externos, mas, antes de tudo, o que vem primeiro é o interno. Porque se eu não me conheço, eu não consigo identificar o que vem de fora que faz sentido para mim. Então, essa libertação, esse lugar de autoconhecimento, é sempre de dentro para fora. Aqui é uma expressão do que eu estou construindo. A nossa imagem, ela embala quem nós somos. Então, qual é a minha mensagem para o mundo neste momento? Então quem é a Leila Amma hoje? A Leila Amma hoje é uma mulher segura, resolvida, é uma mulher realizada. Eu estou no lucro já há alguns anos e o meu desejo hoje é trazer pessoas também para esse lugar, porque da forma como eu construí isso, Eu acredito que todo mundo pode, eu acredito não, eu tenho certeza, todo mundo pode, mas para que isso aconteça é necessário que você se conecte com a sua história, com a sua trajetória, porque eu não quero me distrair olhando para a história do fulano ou da pessoa que está ao meu lado. Cara, você tem um foco, qual é o teu foco? E se você tiver um sonho, e se isso estiver muito bem estabelecido, tudo ao teu redor. Você simplesmente vai arrumar a tua vida inteira por conta desse lugar. É uma decisão. É uma decisão que a gente precisa tomar. Então, a Leila Ama, eu sou uma história, eu sou a construção das minhas escolhas. Como é que a gente consegue, de fato, chegar nesse lugar? É fazendo escolhas, boas escolhas. E muitas vezes pode ser que não seja. Você até acha que, nossa, realmente essa aqui foi, e aí deu uma merda. Pode falar merda aqui, isso é francês, tá, gente?
Leila, quando você fala que sou uma mulher que está no lucro há alguns anos, o que isso significa?
Significa que o meu sonho era ter uma família, ok? E eu sonho com isso desde os meus seis anos de idade.
Que tipo de família, assim?
Família. A minha família. Construir a minha família. Então, ser mãe, né? Ser mãe, ter um marido que me amasse, um homem que me amasse, que fosse, de fato, a cabeça da família e eu o pilar. Então, assim, muito bem equilibrado. E um lar, né? Construir um lar de muito amor, um lugar que, de fato, me fizesse entender o que significa, de fato, ser amada, porque eu não vim desse lugar. E não interessa de onde você veio. Você pode construir qualquer coisa na sua vida. E aí eu queria muito ter esse... viver essa experiência. Então eu caso muito cedo, né? Pode falar essas coisas aqui da minha história?
Pode. Você tinha 22 anos.
22 anos, quando eu caso a primeira vez, e muito... a minha família, sempre nesse lugar da construção da minha família. A história do sonho de você ter isso muito claro pra você, né, porque o que falta pras pessoas de Falfa é clareza, o que que você quer pra sua vida. Muitas ficam assim, ah, mas eu não sei, eu tô meio perdida e tal. Aí eu olho e falo, você não sabe nem o que você quer, né? E aí entra naquela história, qualquer caminho serve quando você não tem clareza sobre isso. O meu sonho era ter uma família, então toda a minha vida foi dedicada para isso. Aí eu caso com 22 anos e eu sempre anoto tudo, né, dos meus sonhos. E eu tinha colocado lá, poxa, eu quero casar, eu quero ser mãe aos 30 anos. Eu quero... eu sempre fui uma pessoa de metas e metas realmente estabelecidas e com o tempo para aquilo acontecer. E... não, você é mãe aos 30 anos, uma vida bem resolvida, aquela coisa de conto de fadas que a gente acha que existe, mas às vezes você vai precisar descer da sua carruagem, sem salto mesmo, entendeu? E sair correndo. E aos 30 anos eu fico viúva, Isa. Então, ali eu tenho o primeiro choque de realidade do que de fato é a vida, o que de fato é a dor e o quão importante ela é para que a gente se torne alguém na vida, porque é impossível você crescer sem a dor. E se você entender isso já no primeiro momento, não existe esse lugar de se vitimizar. Você chega muito longe. E naquele momento, obviamente, eu vivi o meu luto intenso. Eu falei, eu vou viver, eu quero saber qual é essa dor. E eu sei que isso vai me levar para algum lugar. Porque muitas vezes a gente esquece que existe algo lá em cima que tem nos visto, que é Deus. E a gente fica preso na nossa dor. Mas existe algo maior que tem nos visto. E em algum momento aquilo vai chegar para você, porque é um foco. Enfim, eu que sonhava aos 30 anos estar com a minha vida resolvida, mãe bem-sucedida, rica, porque eu sempre tive uma mentalidade rica, embora não fosse. Minhas vaquinhas eram anorexicas. Eu não venho de uma realidade com grana. Eu venho de uma realidade que a gente... Eu entendi muito cedo o que é a vida.
E você disse agora há pouco, não importa de onde você veio, importa como você vai fazer diferente.
Sim, sim.
Senão a gente culpa demais, né? Quem veio antes de nós.
E coitados, só fizeram o que estava ao seu alcance. Essa responsabilidade é nossa. E com 30 anos eu fico viúva. Foi assim, a maior... Eu diria que a maior dor que eu já senti na vida, né?
A sua segurança não tava em você.
Não. Não. E eu falo isso hoje. Mas eu só fui entender isso no segundo episódio, porque daí eu caso de novo. Porque eu tinha um sonho, né? E aí, a história do sonho era, pra mim, muito claro. Eu não posso me perder diante disso. Mas naquele momento, eu não estava pensando só no meu sonho. Eu só queria uma fuga. E quando a gente busca atalhos, isso tem um preço alto. Porque é importante entender quando é que nós estamos preparados para viver o que a gente tem, para viver de verdade. Se você buscar atalho, aquilo vai te custar um preço alto. É tudo bem. Casei, tive um relacionamento também incrível com essa pessoa. Me tornei mãe no ano que eu programei, que seria mãe. Mas quando a minha filha tinha quatro meses, o pai se suicida. E aí eu tô aí de novo. nessa realidade, eu olho e falo assim, cara, não é possível um negócio desse. Como é que eu posso estar vivendo isso, né? Eu que sempre fui uma pessoa... Eu sempre me intitulei uma pessoa muito boa. Eu sei, a minha essência realmente é boa, mas a gente se põe num lugar de que... Isso não pode acontecer comigo.
Por quê?
Por quê? E aí o erro já começa aí, porque o outro pode, mas eu não. Já está errado, entende? E nós vamos passar por provas. Alguns vamos suportar um pouco mais e Deus sabe com quem Ele pode contar. E Ele sabia que podia contar comigo. Mas aquilo me gerou uma revolta tão grande, porque naquele momento eu já não estava mais sozinha, eu tinha um bebê. Era uma dor insuportável, a ponto de eu pensar em fazer a mesma coisa. E o que me fez não tomar essa decisão foi a minha filha. E olha como as coisas vão se encaixando na vida, porque Deus sabia exatamente que se eu não tivesse aquilo, Eu teria desistido de viver, mas eu tinha um farol. Inclusive, esses dias a gente passou por uma experiência e aí lá eles pediam para os filhos, a família mandar um recado para a pessoa que estava lá. E ela me escreveu uma carta e na carta ela dizia, você sempre disse que eu sempre fui o teu farol e você sempre foi o meu caminho. Menina, Mas eu chorei, mas assim, uma carta linda, linda. E ela ter entendimento sobre isso também é algo que... Porque a nossa história foi uma história muito profunda.
Hoje ela está com quantos anos?
Ela vai fazer 12 agora. E ter essa clareza de que a vida não acaba naquele momento de quando você está passando por uma situação que vai passar, como tudo, né? Tudo tem um tempo. Tanto pra felicidade quanto pra tristeza. E como é fundamental entender que as emoções se complementam. E por que não viver isso? E aí tô eu lá de novo, né? Mergulhada na merda, enfim. Merda francês, desculpa.
Já sabemos, já tivemos mais uma, não é?
E naquele dia, assim, eu passei um ano, Thais, um ano que eu chegava todos os dias em casa, eu me olhava no espelho e falava, meu, que vida é essa? Por que que eu, todos os dias, durante um ano eu chorava compulsivamente, assim, porque eu não Eu não acreditava que aquilo... Eu pudesse estar vivendo aquilo.
Além da perda do seu marido, o pai da sua filha, pelo que eu estou entendendo, você não teve o apoio de pessoas que você achou que teria.
Não.
Eu só estou trazendo esse elemento aqui porque, no fundo, no fundo, tudo que nós queremos é apoio. E nós queremos apoio daquelas pessoas que, por alguma razão, a gente depositou confiança. E isso é uma coisa muito importante pra gente trazer aqui. Quando eu ouço falar sobre irresponsabilidade emocional ou imaturidade, né? A gente tem que ser muito responsável. Não à toa, Santos Azul Perris já escreveu, tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. O que significa que tem a responsabilidade por aquilo que você faz, porque conforme as coisas vão mudando, não dá pra você simplesmente depois virar a cara pra uma história que tá ali do seu lado. Mas isso acontece.
Acontece.
Agora é, o que você vai fazer com o que te acontece?
Sim.
E aí, como foi a virada?
Eu entendi, depois de um ano, um dia eu cheguei em casa, me olhei no espelho e falei, olha só, eu comigo. Você vai ficar nessa até quando? Porque assim, a tua vida não vai mudar. O que precisa mudar é a tua mentalidade. A partir do momento que você mudar a tua mentalidade, a tua vida vai se tornar mais fácil. Eu falando comigo, eu falei, veja, o que é isso?
Mas veio esse insight assim, você tava lendo alguma coisa? Não. Assistindo alguma coisa?
Não. Um dia eu cheguei em casa... Olhando? Não. Eu fui ao supermercado com a Vale e me vi numa situação que ela estava... eu coloquei ela aqui e eu.
Cheia de sacolas... Vale é Valentina, tá, gente?
É. E eu cheia de sacolas, eu estava chorando no supermercado e eu me vi numa cena, tipo, muito... como se eu não estivesse vendo aquilo. Era como se eu estivesse vendo alguém viver aquilo. E naquele momento, eu olho praquela situação e eu falo assim, poxa, eu queria poder ajudar aquela pessoa e dizer pra ela que se ela aceitar aquela situação, As coisas vão se tornar mais fáceis. E eu cheguei em casa e fiz esse exercício comigo. É como se naquele momento eu estivesse vendo essa cena e não era comigo, não era eu que estava vivendo. E chego em casa e tenho esse diálogo comigo. Você vai ficar nessa até quando? Mas me dando bronca mesmo. não vai mudar, o pai dela não vai voltar, a tua vida é essa hoje, e por um tempo você vai ter que viver isso, mas se você aceitar a sua situação hoje, isso vai se tornar mais fácil. Isa, naquele momento, virou a minha chave. E realmente, a partir daquele dia, a minha vida foi outra, eu enterrei aquela pessoa naquele dia. E nunca mais eu me coloquei naquele lugar e naquele dia eu me fiz uma promessa. Eu nunca mais, nunca mais nessa vida eu vou colocar a minha segurança em alguém. Porque se a minha segurança vier de alguém, Eu nunca vou ter nada. E é isso que eu quero deixar para as pessoas aqui. Se a tua segurança vier de alguém, você não tem absolutamente nada.
Posso só fazer um parêntese que esse alguém pode ser um lugar, um emprego, por exemplo, um caixá, um contexto, ou seja, que não depende de você. Então não importa se é uma pessoa ou uma empresa, tá?
Sim. Porque é realmente. E aí, quando você se coloca como, de fato, protagonista da tua história e ocupando o teu lugar no mundo, que só você pode fazer isso, a tua vida muda, assim, absurdamente. Porque daí, o que ocorreu durante esse processo? Eu passei a me arrumar todos os dias. E aí vem o tal do lustrar a sua armadura.
Me conta mais sobre esse lustrar a armadura.
A lustrar a armadura veio nesse período aí do luto, quando eu me dei conta disso, e eu falava assim, caramba, se eu não me olhar no espelho e me ver com uma imagem forte, eu não vou dar conta do meu dia. Porque eu entendi que a vida era uma guerra. Pra mim, estava sendo uma guerra. E se eu lustrasse a minha armadura, eu estaria indo pra guerra preparada. Então eu daria conta daquele dia. E eu passei a viver os dias como o único. Naquele dia eu falava, hoje o que eu tenho pra fazer? Hoje vai ser o meu melhor. E quando eu vi, a minha vida estava organizada, porque todos os dias eu me preparava para o meu dia sem pensar no que poderia acontecer, mas eu ia entregar o meu melhor. E eu passei a tirar só as coisas boas de tudo que eu vivi. Então, eu fui acumulando uma sequência de experiências que eu falo, gente, a vida, ela se apresenta também na dor de forma linda.
Totalmente.
Só que eu preciso estar focado nisso. O que eu estou perdendo ao longo desse processo?" E aí eu me arrumava todos os dias, me olhava no espelho, e aquilo era uma proteção para mim, antes do outro. E eu dizia, eu estou pronta. Eu posso ir para a vida, porque de hoje eu vou dar conta. E aí veio o Lúcio e a sua armadura, porque se você fizer isso, se você se preparar para a sua vida, não tem nada que possa te impedir. O teu dia pode dar tudo errado, mas você se preparou para ele.
Então vamos lá, amorecos. Vamos passar por desafios. Esses desafios se apresentam como luto e eu quero só trazer aqui duas coisas antes de continuar. Muitas oportunidades vêm disfarçadas de desafios. Muitas evoluções vêm como problemas, tá? Vai depender de como está a sua saúde mental, do quanto você está íntegro, íntegra, pra ver a oportunidade atrás do problema. Então você só vai ver problema. E você vai ver problema de manhã até a noite. Segunda coisa muito importante, Leila, porque já já eu explico porque que você viveu tudo que você viveu. Quem tenta tirar a vida, quem tenta o suicídio, não quer se livrar da vida, quer se livrar de uma dor. Então, se você não tiver organizado, organizada com as suas dores, pode ser que você perca. A maior é a esperança de continuar vivo, porque você não está sabendo lidar com uma dor.
Exato.
Então, é muito importante a gente trazer aqui essas etapas, porque agora eu quero mostrar que você viveu o que você precisou viver pra hoje fazer o que você faz. Quando que lustrar armadura te fez sentido? Por quê? Também não adianta você ter uma armadura linda e por dentro tá muito adoecido. Isso também não se sustenta. A moda já tava na sua vida, você já tinha já se especializado em moda, e aí o que isso Faz a virada.
Eu sou formada em moda, né? Moda e depois eu me formei em fotografia, então a minha base é toda arte, criatividade. Meu espírito sempre foi um espírito livre, feliz. Eu sou uma pessoa feliz, gente. Feliz. Mesmo no meu momento da tristeza, eu tava lá buscando. Gente, cadê a parte boa da vida? Mas qual foi o insight com relação a tudo isso, de entender esse poder? Porque durante esse processo do luto eu desenvolvi a minha autoestima elevada, porque eu absorvi um superpoder, porque eu passei a me conhecer. E até tudo que eu queria, né? Então, assim, o quanto que eu posso, o quanto que eu aguento, com quem eu quero andar, quem são as pessoas que vão entrar na minha vida, pra quem eu vou dizer não. Eu não vou aceitar mais isso aqui, de falta de respeito de ninguém. Então, eu passei a me amar. E passei a me respeitar. E a partir daquilo, eu ganhei um super poder, que é um autoestima elevado. E a partir disso, eu falei, caramba! Isso veio muito de quando eu passei a me preparar na dor, porque era muito sofrido fazer aquilo. Porque aquele lugar me chamava pra ficar na cama, dormindo, sofrendo. Então, me arrumar era um exercício de amor próprio que me colocava num lugar de desconforto. Só que dali, quando eu me olhava no espelho, eu falava, caramba... Hoje eu posso mais. Então, eu entendi o quê? Existe um poder muito grande que está atrelado à nossa imagem, que diz respeito à autoestima. Porque se eu me olho em um lugar que eu me vejo forte, eu consigo, de fato, trazer esse lugar, porque as pessoas passam a me ver daquele jeito. E pode ser até que eu esteja destruída, mas chega uma hora que eu entendo que ilustrar armadura vai, de fato, me colocar na linha de frente. E aí eu fui fazer um trabalho num asilo.
Lustrar a armadura vai me colocar na linha de frente. Meu Deus. As pessoas quando te encontram elas querem já fazer uma sessão.
Querem.
Eu quero muito fazer uma sessão com você. Porque na minha vida foi o contrário. Eu fui tão obrigada a lustrar a.
Armadura... Que te tornou um peso.
E aí, por exemplo, hoje me arrumar, não que seja um fardo, mas depois a gente fala disso, tá? Isso aí é outra conversa. Vai. Asilo.
Aí eu fui fazer o processo do luto, porque às vezes a gente acha assim, ah, o que eu tô passando é maior do que qualquer outra coisa. Vai fazer um pouco de caridade, tá? No momento da dor, eu fui fazer um trabalho voluntário e, naquele lugar, eu promovia como se fosse um baile para eles. Naquele dia era o dia deles. O cabelo era arrumado. as senhoras, a gente pintava o cabelo, fazia a unha, cortava, fazia barba, roupas novas, um jantar.
Que demais!
Isso em São Paulo? É, mas esse asilo nem existe mais, você precisa ter ideia. Eles já foram, né?
Tá.
E aí, vivendo aquela experiência, quando eles se confrontavam com aquela imagem da volta, né, Uns choravam, outros gritavam, outros tinham uma reação assim. Era uma reação muito diferente de tudo que eu já tinha visto. E aí eu comecei a observar aquilo e falei, opa, tem um lugar aqui que é exatamente isso, que mexe, que levou essa pessoa pra um lugar muito bom que ela já viveu. Então, o lugar onde se esperava a morte, onde houve vida. Então eu falei, caramba, o que é isso? Que poder é esse? Só que eu estava vivendo esse processo comigo também. Eu estava vivendo comigo e eu levei essa água para o outro também. Porque eu morava lá no porão do fundo do poço, mas eu falava assim, um dia eu vou sair daqui e vou levar água para as pessoas beberem. Então eu passei a levar um pouco dessa água para o outro. E quando eu vi a transformação daquelas pessoas e a vida, isso obviamente fez com que eles vivessem mais, porque eles passaram a enxergar sentido para tudo. Eu falei, existe um poder aqui. E aí ficou. Todas as vezes que eu saía daquele lugar, eu chorava muito. Aquele lugar me curou.
Você dizia isso mensalmente ou semanalmente?
Mensalmente. Aquele lugar me curou do meu luto. E todas as vezes que eu saía de lá, eu falava pra Deus assim... Eu tenho uma relação com Deus, 5G, a gente é best. E eu falava assim, Senhor, eu quero muito poder trabalhar com algo que eu possa tocar na vida das pessoas e que elas sejam resgatadas. Então, o meu trabalho é uma missão de vida. E passaram-se anos, eu fui sair para jantar com algumas amigas, a gente tem um grupo de amigas, e três delas vieram me falar assim, Por que você não trabalha com consultoria de imagem? Eu nunca tinha ouvido falar nisso. Eu sempre fui a pessoa da turma que orientava, põe essa roupa, isso não tá legal. Porque isso é um pouco de dom, um pouco não, é dom e a gente vai aprimorando isso. E eu sempre fui a da turma, que a galera queria saber, o que a Leila vai achar disso?
Primeira pergunta que eu fiz, tá, gente? Alô, Brasil. Leila, tá bom, assim... Primeiro, porque a gente tem uma loja em comum, né? Começamos no Z, tem quatro letras, eu, Amfros, então já vou chegar. Ai, eu já escolhi o brinco aqui, né?
Ai, eu acho tão lindo isso.
Primeira pergunta que eu fiz foi... Leila, tá bem? As pessoas já faziam isso com você antes?
Antes. Só um parêntese, é tão engraçado isso, porque todos os lugares que eu vou hoje, se a pessoa sabe que eu vou, ela fala assim, pelo amor de Deus, foi uma dificuldade hoje, você não tem noção do quanto eu tive que me disciplinar.
O que isso significa? No fundo, o que isso significa?
Isso significa autoridade, reputação, respeito. A Leila vai estar lá, então eu não posso estar de qualquer jeito. O meu evento, você não tem ideia, é o evento, eu tenho um evento presencial, é a plateia mais linda que eu já vi, de mulheres.
Quando?
Este ano é em novembro, dia 23. Está convidada.
Alô, senhora, já não estarei pronta aí, não é? Obrigada.
E o que que ocorre? Naquele momento ali, elas falaram pra mim, e eu falei, gente, naquela hora assim, Deus falou comigo, lembra daquilo que você me pedia no asilo? É isso. Essa é a tua missão na Terra. E eu saí dali, assim, com meu coração, gente, queimando. Eu cheguei em casa, eu já estava casada, porque eu casei três vezes. As pessoas falam que tem dificuldade pra casar, eu casei três vezes. Eu só até abri já um produto pra ensinar como é que faz isso.
Ô, meu pai! E olha, luto é perda de vínculo, tá? Só um... Eu não finalizei o raciocínio anterior. Luto é perda de vínculo.
É quando você perde Sim, seu pode vínculo... acontecer em várias frentes.
No trabalho, numa perda de saúde, numa perda... Até um relógio. Se você tem muito apego, você perdeu, você vai ficar triste. É evidente que são intensidades e... É... Um tempo diferente, mas luto é perda de vínculo.
Sim. Tá?
Aí você resolveu o vínculo, segue.
Segui a vida.
Segue.
E eu tinha acabado de me formar em fotografia. Eu cheguei em casa super empolgada. Amor, você não sabe. Eu já sei o que eu vou fazer da minha vida. Aí ele falou, mas você acabou de estudar fotografia, amor. Porque eu... O que ocorreu nesse período, antes de eu chegar aqui? Eu não pude ser a mãe da Valentina que eu sonhei para ser. Então, eu não vivi minha maternidade com a Valentina. A gente passou... por situações que eu não desejo pra nenhuma mãe, de muito desespero, de ter que deixar minha filha em lugares que eu não gostaria de ter deixado, de expô-la a situações de risco, tá? E eu não vivi isso. Então, hoje, até eu sinto que a gente tem um pouco disso ainda, e ela fala pra mim, eu sinto a sua falta, mamãe, e tem a ver com esse lugar. Mas muito bem resolvido. Ela faz terapia, eu também. A gente é muito, né?
A gente vai se curando.
É, vai se curando. E um combinado que eu fiz com meu marido é que se eu fosse mãe novamente, eu adoraria poder viver minha maternidade. E a gente teve um combinado e eu fiquei em casa. Então, a Pietra... Eu falei, eu não quero babar. Eu quero saber por que ela está chorando. Então, esse choro é de fome, é de sono. Eu queria entender o que era esse lugar. E eu fiquei, assim, um ano e meio. Só que eu sempre... Eu comecei a trabalhar com 14 anos. Eu me deparo com a situação que eu estou vivendo só para aquilo. E dá pra gente, de fato, segurar vários pratinhos. E eu falei, amor, eu preciso de uma coisa pra eu voltar pra o meu lugar, que eu gosto tanto, que é exercer a minha criatividade. E a fotografia entrou na minha vida desde os meus oito anos de idade. E eu falei, eu não posso morrer antes da fotografia, eu achava que eu ia seguir essa linha. E tinha acabado de estudar, meu marido tá ciente de que é isso que eu vou levar adiante. E de repente eu chego pra ele e falei, eu já entendi o que eu tenho que fazer na vida. Aí ele falou, mas você acabou de estudar fotografia, amor. Falei, não, fica na sua, é isso aqui, eu já entendi. Eu falei, amor, o meu trabalho, a partir do que eu vou trazer pra você, vai ser uma missão, tá? De vida. Deus tá nesse lugar. Meu coração queimou. Naquele dia, eu passei a madrugada inteira pesquisando sobre, e aí eu fui em busca dos melhores cursos que existiam no mercado, eu me formei na FAAP, foi meu primeiro curso, e até hoje eu estudo, eu nunca parei de estudar, e fui. Só que assim, ninguém acreditava, tá? Porque tem isso. As pessoas sempre falam, ah, tá lá, tá lá buscando uma fuga. Ah, tá sempre nessa coisa da transição de algum lugar. E a gente muda, caramba. A gente muda, e a gente pode mudar e deve mudar, né? E eu me vi nessa situação, as pessoas, a família... Nossa, virou blogueirinha. Porque daí, o que eu fiz? Comecei a estudar. Eu abri o Instagram. E como eu já tinha uma bagagem de moda de anos, eu comecei a falar o que eu sabia falar. Só que... Ser uma estrategista de imagem não tem a ver com moda, tem a ver com pessoas. Você tem que gostar, você tem que amar muito. Gente, e eu amo gente. E eu comecei a falar do que eu sabia fazer. E aí o técnico, eu fui aprendendo e fui trazendo esse conteúdo também. Só que a galera, como eu comecei a aparecer, virou blogueirinha. Eu falei assim, vai ver onde a blogueirinha vai chegar, filho.
Aí isso já não te incomodou mais, né?
Não, eu já não me incomodava com nada há muitos anos, porque o que eu vivi no luto, nada mais poderia me abalar. Então eu não ligo, eu não ligo pra cancelamento, eu não ligo. Fala mais, eu só falo assim, só escreve meu nome direito, tá? Mas quando você tem esse lugar do entendimento de quem você é no mundo, não tem isso mais. Pode falar. E aí eu vou para a vida fazendo meu conteúdo e só que eu não falava só disso. Eu falava. de vida. Eu falava de maternidade, eu falava de dor, eu falava do que a gente vive como mulher, da importância da mulher ter a sua liberdade financeira, porque se existe um lugar que de fato nós somos livres, é quando nós temos a liberdade financeira. Todo o resto é complemento, mas uma mulher só é livre quando ela tem uma liberdade financeira. Por quê? Porque eu vivi isso, ok? Porque quando eu perdi o pai da Valem, eu dependi a 100% daquela pessoa e, de repente, eu me vejo numa situação que a gente não tinha dinheiro pra absolutamente nada. E eu presencio situações onde mulheres passam por um relacionamento abusivo, por tudo que você possa imaginar, porque a segurança dela vem de outra pessoa e ela não tem recursos financeiros. E eu comecei a falar isso pras mulheres. Vem buscar o teu lugar no mundo. Mas pra que isso aconteça, primeiro, lustre a tua armadura. E pra lustrar a tua armadura, você vai ter que se conectar com você.
Pronto. Antes da gente encerrar esse programa, porque já tivemos 30 minutos. Acho que já até foi, né, gente? Já acabou o tempo? Teoricamente? Três minutos! Ah, já deu 30!
Ai, Jesus!
O Leila, é... Não, porque assim, quem quiser a consultoria da Leila, vai entrar no Instagram dela.
Sim.
Então isso aqui não é um programa pra fazer consultoria.
Não, não.
Isso é aqui um programa pra eu saber... Pra trazer luz.
Lugar. Luz, exato. Luz, sentido.
É, totalmente. Não, eu já sabia que nós tínhamos muitas coisas em comum, mas agora eu tô vendo que temos mais. Tem uma... Depois eu quero, Carol, por favor, pega um livro pra mim. para presentear a Leila, tem uma parte, que foi quando eu me descobri, que é a atualização de identidade.
E ela ocorre a todo momento.
E a gente se recusa por não aceitar. Então, com o tempo, com o envelhecimento, não é só o colágeno que vai embora.
Não.
Muita coisa muda, e se você não aceita... Agora, Leila, nesse ilustrar a armadura, Muitas mulheres devem ter a mesma dúvida que eu. Eu preciso usar coisas caras. Onde as marcas entram nisso? O que isso diz sobre mim ou não? Para que você saia daqui com as ideias organizadas e não pense que o que nós estamos falando são coisas muito inacessíveis, muito caras, não. Primeiro dentro, depois fora, mas aí quando eu chego fora, Eu preciso fazer dívida?
Como faço? Tudo na vida a gente precisa do conhecimento. O conhecimento é o que liberta o ser humano. Mas o autoconhecimento é mais importante que o conhecimento. Porque daí eu consigo identificar o que de fato vai fazer sentido pra mim. E eu não preciso investir muito pra andar com uma armadura ilustrada. Eu só preciso entender que um tecido bom, ele vai fazer diferença. Que uma modelagem que valoriza o meu corpo, ele, de fato, vai já me trazer esse lugar da sofisticação. Que cores importam, sim. Elas transmitem sensações. O que eu tô trazendo? Será que isso harmoniza com quem eu sou? E, a partir desse momento que eu entendo elementos, eu vou construindo um armário atemporal. E eu não preciso ter um armário com mil peças. Eu posso ter um armário com 30, desde que eu saiba colocar isso no lugar certo. Então, o que eu falo para as mulheres sempre é, compre menos, invista melhor. Se eu vou comprar uma peça sem qualidade nenhuma, Vou comprar 10, vai? Compra duas com qualidade, porque o teu armário vai durar, eu vou saber diversificar isso e eu vou estar sempre com cara de que eu tô chique, elegante. Isso traz pra gente uma mensagem de autoridade, credibilidade. É o lugar da ordem, é um lugar que as pessoas querem estar. Isso vale para tudo, para o ambiente e para pessoas. E, só para finalizar, Nós nos vestimos para o outro, ok? Isso é uma forma de contemplar o outro. Quando a gente se prepara para o nosso dia, eu não vim aqui arrumada à toa. Eu vim para prestigiar vocês e a Isa. E é como se você... É como escovar os dentes. Eu não faço isso para mim. Eu faço isso como uma forma de educação para o outro. E quando eu não tenho esse lugar de respeito pelo outro, não me sobra muita coisa. Então o primeiro lugar que você tem que pensar, isso aqui é feito para mim primeiro, mas contempla o outro. Isso fala sobre amor. Então que você vá para a vida entendendo que se eu tenho conhecimento do que de fato vai me favorecer e sobre a minha mensagem para o mundo, Eu não vou precisar investir muito. Aliás, você vai economizar muito na sua vida. E dinheiro, você troca por vida. Porque para fazer dinheiro, a gente precisa deixar um certo tempo de vida. E se eu não entendo esse lugar, eu não estou só gastando dinheiro, eu estou gastando algo que nunca vai voltar.
Estou perdendo vida.
Perdendo vida.
Exato.
Tá bom? E me acompanhe, né? Que daí, lá, você vai aprender um pouco mais sobre lustrar armadura.
Ô, Leila, quem está apaixonado, apaixonada por você, faz... entra onde? Faz o quê?
Entra na minha rede social. É... Leila é uma consultoria. No meu Instagram é a minha rede principal. Eu tô abrindo agora outros canais.
Tá.
Tô no TikTok também. É... YouTube, tô construindo o meu. Já... Daqui a pouco tá aí no ar. E eu tenho produtos, né?
Tá.
Este mês mesmo tem um lançamento pra fazer de algo que resolve a vida das pessoas. Salva mais vidas que cintas de segurança, Zamora.
Ah, o que é?
É como se fosse uma revista digital.
Olha.
As mulheres, elas não têm tanto tempo pra ir em busca do que de fato isso que eu trouxe agora. Conhecimento, valor, o que vai agregar na tua vida. E chama Camarim da Leila. E lá tem uma curadoria com tudo que existe no mercado. Vamos supor, hoje eu tenho um... eu preciso comprar uma roupa para uma palestra. Eu entro nesse lugar, você só clica no link e todas as minhas escolhas com selo ama estão lá. Ok? Então você não vai mais comprar errado, você vai comprar...
Não, pode terminar, pode terminar.
Você vai comprar peças com qualidade, com preço justo e você vai entender. A partir disso você já vai começar a entender o porquê que eu estou te oferecendo aquilo. E quero me aprofundar um pouco mais. Eu tenho estilo ama.
Sim.
Que é o que, de fato, você entende sobre você. E aí você traz o complemento, que é esse. Mas, enfim, tá tudo lá, gente.
Tem um risco muito grande, tá, de você começar a acompanhar a Leila. Primeiro, você se apaixonar e, segundo, você dar muita risada. Eu amo a série Diabo É Isso. Como é que você fala? Djaba é isso?
Djaba é isso, eu falo, gente. É um quadro que eu amo falar.
Adoro.
Sobre as coisas que são djaba é isso da vida. Porque eu falo, nem tudo é bonito, tá, gente?
E o outro risco é de você, ao entrar nas sugestões dela, você comprar. Isso aqui é uma sugestão. É um perigo. Porque ela fala, minha seleção... Mas não salva o cartão de crédito, gente, nos aplicativos, porque senão você faz uma compra muito rápida e aí tem autocontrole.
Tem.
Então uma coisa é você gostar, você confiar no que a pessoa tá te indicando, mas também vamos devagar, não é? Porque depois com problema financeiro você vai.
Ter... E eu convido você, quando você chegar lá, você tem que me dar um tempo de experiência de três meses, como qualquer cargo. Porque como eu sou uma pessoa muito verdadeira, que lá vocês não vão encontrar um personagem, sou eu.
Exato.
É, porque dá trabalho ser personagem, viu, gente? Vambora assumir quem a gente é.
Exatamente.
Quando você chega lá, tem humor, mas tem cacetada também. Tem a realidade, tem a vida acontecendo. E eu amo ajudar as pessoas. Então, tem a curadoria da Zara, assim, tem dicas que eu tô... Eu trago dicas pra vida. Obrigada.
É só o começo, tá? Muito obrigada. Parabéns por ter feito toda essa sua jornada. Quero aproveitar que você tá aqui pra agradecer o que você fez com a sua dor. Porque todos nós vamos passar por Dramas pessoais.
Todos. Todos.
Isso... Uma área da vida não anula o sofrimento da outra. Então, por mais que você esteja indo muito bem em um caminho, pode ser que você vai ter que viver o outro justamente pra aprender o que você vai fazer com isso. Recentemente, eu fui convidada por uma plataforma chamada Aquários, que só tem conteúdos para o autoconhecimento. E ali eu conheci um especialista em trauma chamado Agabor Maté. Esse profissional fez um... um belíssimo trabalho falando sobre trauma, até que um dia um paciente dele diz assim, doutor, você ajuda todo mundo, mas ninguém sabe da sua história. E aí ele conta a história então agora num documentário chamado Médico Cura-te a Ti Mesmo. E nesse documentário, recomendo muito que você assista e todos assistam.
Tá no ar já?
Tá. Aquarius é Prime Video. Isso aqui não é uma publi, tá, gente? Isso aqui é porque eu, quando gosto das coisas, eu gosto de divulgar mesmo. O conhecimento precisa chegar nas pessoas. O médico diz o seguinte. Por que você precisa viver o que você tá vivendo? Porque ele, pra poder falar de trauma, ele viveu muito os traumas. Eu, hoje, pra fazer o que eu faço, eu precisei viver muitas coisas. Então, comece a olhar praquilo que você tá vivendo como uma grande oportunidade pra você transbordar o seu talento. É a maneira mais simples que eu posso dizer.
Sim.
Sabe? Mas pode ser que esse lugar de vítima pra aprendiz demore alguns meses, alguns anos, mas não perca essa chance de reconhecer que aquela experiência que você tá vivendo é a porta que está se abrindo pra você seguir aí com prosperidade, não tenho dúvidas.
Posso só concluir pra você finalizar? Tem uma fala que eu trago que é, se você olhar a tua vida devagar, você vai entender que você tem muito mais oito do que três. Mas como você sempre almeja o 10, você fica no zero. Então a gente tem que realmente olhar pra nossa trajetória e falar, caramba, olha tudo que eu já construí. Tudo bem, eu tive aqui algum tropeço, mas as minhas notas são 8.
Ótimo.
Eu não tô no 3, né? E trazer esse lugar pra gente, pra nossa vida, faz com que, de fato, a gente passe a amar a nossa trajetória. E conte, e leve para o outro como uma experiência.
Exato. Leila Otta aqui, ó, atualização de identidade.
Ai, que demais!
Primeiro, esse é um livro que eu lancei em 2020, tá indo pra quarta edição. Tem 100 entrevistas de pessoas como o Cortella, o prefácio é dele. Eu passo sobre quanto custa a sua hora, que é justamente o quanto você tá trocando de vida para comprar o que você tá querendo. Obrigada pela informação que você não me deu, que é sobre objetividade. E aí tempo para dormir, doenças do tempo, tempo para filhos, percepção do tempo, crônus e cairose, tempo da alegria, tempo da tristeza, até chegar na atualização de identidade.
Demais.
Então eu preciso aceitar as coisas como são, parar de brigar com elas, parar de achar que o mundo tá contra mim, e aí atualizar minha identidade. Aí eu consigo me dar um tempo.
Nossa, Isa, a gente... a gente se complementa mesmo, né? Claro.
Seguimos. Seguimos juntas, minha querida.
Caramba. Obrigada.
Se você amou, Leila ama. Leila ama. Ai, que piada, né? Acho que não fui a primeira a fazer isso, mas tudo bem. Foi um privilégio estar aqui contigo, aprender mais com você. E eu tenho certeza que todas as pessoas que estão assistindo o Interioriza e estão vendo suas transições vão poder sair daqui mas decididos em trazer a pessoa amada em três dias. Isso.
É isso, gente. Que é você, tá, amor? Não confunde as coisas.
Alô. Tipo, depois de 40 minutos não entendeu ainda que é você? Tintim. Obrigada.
Obrigada, amor.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








