Live com a apresentadora Adriane Galisteu - Feriado no Feriado? Os aprendizados que levaremos

Isabela Camargo and Adriane Galisteu talk about mental health and resilience during COVID-19 quarantine. They discuss the emotional challenges of lockdown and what we can learn about ourselves when forced to slow down.
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Oi, oi, boa noite. Como vocês estão? Sexta-feira Santa, sete horas em ponto. E nós estamos aqui para mais uma conversa franca, de alto nível, para a gente preservar a nossa saúde mental até o novo normal chegar. E a gente precisa cuidar muito da nossa saúde mental, porque tudo começa nos pensamentos, não é? E se a gente não organizar essa nossa caixa maravilhosa, onde nascem os pensamentos, provavelmente a gente vai tomar decisões que não são tão coerentes ou não tão positivas pra nós. Eu vou escrever aqui embaixo, aliás, eu já vou deixar fixo quem é a nossa convidada de hoje. Adriane Galisteu. Tenho o privilégio de conseguir um tempo na agenda dessa comunicadora incrível, que eu sou mega fã, pra gente entender sobre esse isolamento, esse feriado de isolamento e tantas pausas obrigatórias que nós estamos vivendo nesse período em que todos estamos o aprendendo ou sofrendo. Vai depender muito mais da interpretação de cada um, não é? Então deixa eu só colocar aqui o comentário da Adriane Galisteu para... Isso. Então, aqui nós já temos muitas coisas para compartilhar sobre vantagens e desvantagens de tudo o que está acontecendo. Eu já volto aqui. Vantagens e desvantagens. Isso. Dessa pausa involuntária. Vou colocar aqui, Adriana Galisteu, vantagens e desvantagens dessa pausa involuntária. Vou fixar o comentário. Nós vamos continuar. Então, sete horas, dois minutos. Hoje nós teremos o privilégio de trocar uma ideia que eu sei que vai ser incrível com a Adriana Galisteu, uma comunicadora que eu admiro bastante e eu espero que quando essa hora acabar, você sai melhor do que quando nós começarmos, porque esse nosso momento é pra gente trocar ideia, porque se eu tenho dúvida, você também tem. E se eu posso conversar com pessoas que eu sei que tem muito pra nos ensinar, por que não compartilhar?
Essa é a minha missão.
Boa noite, então, pra todos vocês que estão aqui. Se já tiverem alguma pergunta, alguma dúvida, alguma questão pra Adriane, já podem vir aqui. Ela já mandou o coraçãozinho e assim que eu já observaram que a solicitação, a gente já divide tela. Eu sei que todos nós estamos vivendo momentos muito dúbios, em alguns momentos a gente se sente bem, outros se sente mal, em alguns momentos a gente vê vantagens e outros desvantagens, mas de uma.
Maneira ou de outra é muito importante.
A gente fazer uma análise, né, se a gente tá conseguindo ter resultados positivos, negativos. Eu, por exemplo, cada semana... Oi, Idri, é só você enviar aqui nos pontinhos a solicitação. Aparece uma caixinha rosa pra você pra enviar a solicitação. Senão eu encerro e a gente já conversa. E eu tento te chamar. Peço a compreensão de vocês. Aqui, pronto. Agora sim. Já, já, vamos dividir tela.
Agora sim. Oi!
E aí?
Tudo bem, lindeza?
Estão me ouvindo?
Muito bem.
Dá pra ouvir?
Dá pra ouvir.
Ah, que bom, que bom.
Adoro esse cabelo assim. Também uso sempre, né?
Hoje eu falei que essa vez vou lavar o cabelo. Tava com calor à tarde. Eu prendi assim. Daqui a pouco eu solto. Ele já não aguenta muito cabelo na cara.
Tá linda. Drit, obrigada por... Peraí, deixa eu acertar.
Aqui que eu tô querendo tirar aqui o... Peraí, só um minutinho. Não tô estourado? Ah, não. Agora tá bom. Deixa eu vir mais pra cá.
Pronto. Vamos programar ao vivo. Tá um pouquinho forte.
Tá, né?
Pouca coisa.
Não sei o que que é.
Agora melhorou.
Estranho. Melhorou?
Tá linda. Tá fresh. Dream, obrigada pelo seu tempo, por ter aceitado o meu convite. Você é uma comunicadora que eu admiro muito e há muito tempo porque você viveu N situações em que você criou oportunidades naquilo que outras pessoas só veriam como problema, certo?
Aliás, essa é a tal da resiliência que a gente tem dentro da gente Inclusive estamos botando na prática agora na quarentena Se a gente não for resiliente, a gente pira dentro de casa Enfim, eu aprendi a lidar com o caos Eu aprendi a conseguir dar essa volta por cima Porque as pessoas viam como volta por cima Eu só entendi essa volta por cima depois que eu passei por ela Porque quando você está no meio do furacão Você não saca direito quais são os seus movimentos, onde é que está a tua força Mas sem dúvida nenhuma eu tive que aprender a lidar com situações muito diversas E que de uma maneira geral as pessoas, inclusive eu, às vezes achava que ia dar.
Tudo errado Sim, é, perfeito. Eu tive o privilégio de estar com você recentemente no seu programa, né?
É, o nosso lá no Facebook, foi.
Ótimo, e eu estou reprisando no IGTV Ótimo, ótimo, ótimo. Você já quer já passar aqui pra nós? Como é que faz pra acessar os episódios?
Ah, então, já no nosso programa, no nosso tabletop, se vocês entrarem nas minhas redes sociais, pode entrar no meu stories, tem tudo lá pra arrastar, você já cai direto. Eu tô reprisando no DGTV, tô reprisando no Facebook, vai lá olhar.
—.
Ótimo. E são conversas incríveis, são atemporais Então valem para agora, valem para quando tudo isso acabar E aí eu tive o privilégio de conhecer você pessoalmente há pouco tempo E pensei, falei, poxa, se tem uma mulher que eu gostaria de trocar uma ideia nesse período Seria você. Por quê? Como eu disse, você criou oportunidades em situações que a maioria teria visto como problema Eu vivi isso também. E como você disse, a gente só entende que isso é resiliência depois que você passa por isso, certo? Neste período em que todos nós estamos aprendendo ou sofrendo, depende de cada um, o que que você já identificou, Adri, de vantagens e desvantagens desta pausa involuntária que a gente está.
Vivendo? Bom, você sabe, Isa, que a gente, eu acho que a gente passa por um turbilhão de emoções. No começo, eu que tenho criança em casa, então a emoção é um pouquinho diferente, mas no começo tem uma euforia. Sabe, principalmente com a criança em casa. Ai, nós vamos ficar em casa. Ai, todo mundo junto em casa. Ai, que delícia ficar em casa. Nossa, umas férias. A gente sabe que não é férias, mas imagina pra criança isso na cabeça de uma criança, na família. Bom, agora seremos papai, mamãe e filhinho, todo mundo junto aqui. Então tem uma euforia nos primeiros dias. Depois, você entra numa... numa rotina que é quase uma deprê, quase, sabe? Você começa a reparar nas coisas que você não devia, você começa a pensar, começa a assistir muito noticiário. Eu tive todos os sintomas do coronavírus, eu, o Vitório teve também, meu marido teve. Todos os sintomas de tanto ver, você começa a achar que você tem... Você começa a ficar num estado de ansiedade, de agonia, sabe? Então o segundo momento da nossa quarentena foi bem ruizinho E agora a gente entrou num terceiro momento que eu paro... Porque eu tô de quarentena já vai fazer 30 dias, já vai fazer um mês que eu tô dentro de.
Casa Que você chegou daí e estava lá em.
Itália? É, acabei que embolou tudo, o Vitório nem voltou para a escola Ele foi um dia, por isso a gente fez o exame, todos nós três Nós negativamos, graças a Deus E aí quando eu mandei o Vitório para a escola, de fato começou a quarentena em São Paulo De fato eu já tirei o Vitório, então eu estou praticamente, eu estou um mês de quarentena Então eu já tô nesse terceiro momento de encontrar um equilíbrio dentro de casa De verdade, de encontrar uma coisa legal De não ter mais aquela ansiedade da comida, de não ter mais aquela coisa da insônia Eu escolhi um horário pra assistir o meu noticiário, então assim Se eu não consigo assistir de dia, então eu escolho a noite, não tem problema Mas eu vejo o noticiário uma vez, eu não fico vendo o noticiário, porque é uma coisa... angustiante. Agora, o que eu posso te dizer é que a natureza tá agradecendo muito que a gente tá em casa, né? Quando eu saio pra fazer compras pro mercado que eu compro as coisas pra minha mãe e pro meu sogro, né? Então a gente sai uma vez, duas vezes por semana com luva, com máscara, vamos ao mercado Passo álcool gel na vida, na alma, mas levo pra minha mãe, levo pro meu sogro e volto pra casa Então são as duas únicas saídas que a gente tem O Vitório não vai, fica aqui, aí vou ou eu ou vai o Alê pra noer todo mundo Mas o que eu ia te contar é que toda vez que eu passo na rua e vejo a qualidade do ar ótimo, bom Acho que a natureza tá melhorando muito enquanto a gente se recupera de uma doença que a gente mesmo criou pra gente, sabe? Não tô falando do coronavírus, não Tô falando que a gente recupera das nossas maluquices, das nossas doenças dentro de.
Casa Perfeito, você já resumiu aqui uma série de questões que eu te perguntaria, vou deixar então depois para a gente resumir no fim, porque uma coisa que a gente não pode recusar, Adri, é entender que existem vantagens mesmo nas dificuldades. No primeiro, todo mundo reclama e acho que nesse momento a gente tem que escolher do que eu quero reclamar. Porque se eu estou reclamando de ficar dentro de casa, eu poderia estar reclamando de estar dentro do hospital tratando do coronavírus. Ou eu poderia estar dentro do hospital acompanhando alguém que está em tratamento. Então, eu queria que você falasse um pouquinho sobre essa questão de reequilíbrio, como o Daniel Nakamura escreveu aqui, um amigo querido que se recuperou de um câncer grave, ou seja, mais uma pessoa que se recuperou de um momento que poderia ser o fim. Se você fez essas escolhas, se no momento quando você falou, depois da euforia veio a depressão, por exemplo, você conversou com a angústia, com a raiva, com a negação nesse momento, você escolheu, ou seja, chega, ok? Eu entendo vocês, fiquem aqui, agora eu sigo minha vida. Você viveu esse.
Período? Vivi e não tem outra escolha. Se você não encarar de frente O teu medo, a tua ansiedade, a tua angústia, a tua depressão Você só vai empurrar com a barriga e ela vai estar sempre perto de você Quando você encara de frente, você olha no espelho real Isso eu tô falando agora na quarentena e tô falando na vida lá atrás E minha vida lá atrás também, ela foi marcada dessa forma Eu tive que olhar pra mim, mesmo com imaturidade, tudo começou na minha vida depois Só pra fazer um resuminho rápido, o Ayrton faleceu, eu tinha 21 anos, eu comecei a namorar com ele e ele tinha 19 Então assim, eu tinha acabado de fazer 21 anos Então eu era uma menina super imatura, tendo que lidar com a morte de um ídolo mundial Tendo que lidar com a fama repentina de repente Tudo que é lugar, tendo que lidar com o irmão que na época tinha AIDS, que acabou falecendo em 96, dois anos depois do Ayrton Tendo que lidar com a minha mãe vivendo essa angústia toda e tendo que lidar com a falta de grana Mas falta de grana que eu falo, não é essa falta de grana que a gente escuta por aí, é falta de dinheiro pra comer um pastel Então eu vivi de favor um ano E nesse um ano que eu vivi de favor, eu tive que me entender por completo E entender todos esses meus medos, essas minhas angústias E eu sabia que aquele ali não era o meu lugar, que eu ia conseguir dar a volta por cima Que eu ia conseguir trabalhar, que eu ia conseguir sair dali E que se eu ficasse chafurdando naquele sentimento, eu não ia conseguir sair dali Então assim, o fato é que se nessa quarentena a gente ainda não entendeu que não dá pra ficar reclamando Hoje mesmo eu tava dando banho do Vitória e o Vitória tava reclamando Reclamando de tudo. Sabe quando a criança reclama de tudo? Hoje foi um dia que o Vitória reclamou da hora que ele acordou até agora. E aí eu falei isso, reclama bastante. Principalmente numa sexta-feira santa, expliquei pra ele do nosso feriado, eu falei, é um feriado santo, não é um feriado férias. É um feriado santo. E eu vou te dizer mais, tem criança agora, neste momento que você tá reclamando, que nem em casa tem. Que não tem um banho pra tomar, que tá sentindo fome, que tudo que queria na vida Então assim, a gente tem que ser um pouco dramático, mas pra cair a ficha Não é só um pouco dramático, essa é a realidade do nosso país Então eu mostro, se precisar dou Google, se precisar a gente liga a televisão e assiste junto Então assim, eu tento tirar da reclamação, eu tento tirar ele desse estado Claro, uma criança cheia de energia que se vê presa em casa é foda, não é fácil sair das... Pra gente é difícil, imagina pra uma criança Mas eu tento mostrar pra ele que a gente tem mil motivos pra reclamar Mas a gente tem 50 mil motivos pra agradecer, 50 mil motivos pra tentar deixar mais leve esse momento Que só depende da gente essas escolhas Você pode escolher viver a sua quarentena no inferno ou viver a sua quarentena ok.
Isso. Como você falou agora do feriado, eu vi há pouco no seu Insta a oração do Pai Nosso que você escreveu com foto de uma viagem sua para Israel.
Certo? Foi a viagem mais incrível, olha que eu gosto de viajar, viajo bastante Mas essa foi sem dúvida a viagem mais incrível que eu já fiz Eu fui a trabalho, acabei ficando uma semana a mais pra poder conhecer já que eu já estava lá Acabei ficando e eu vou te falar, é um lugar que mexe com a gente independentemente da sua religião Pode ser de qualquer religião, você pisa por lá Parece que você sente uma energia completamente diferente Eu brinco, uma vez em Israel você nunca mais.
Volta a mesma pessoa Eu estive lá.
Rapidamente quando eu tive uma passagem também.
Brevíssima no Ministério de Ciência e Tecnologia, mas eu não pude ir aos lugares em que eu vi que você foi. E ao ver que você escreveu o Pai Nosso, simplesmente o Pai Nosso, que a gente pensa, eu pelo menos penso algumas vezes, algumas frases, especialmente do livrai-nos de todo o mal e tudo mais. Você se lembra de ter passado algum outro feriado santo com tanta introspecção como nós estamos? Porque quando eu te propus essa conversa eu te falei assim, olha Adri, sexta-feira é um dia, vai ser muito curioso, irônico, triste, é um misto de emoções porque é um feriado já no isolamento Se não tivéssemos mais tempo, eu digo, parece que a gente tá reclamando de algo que a gente sempre pediu Quero mais tempo em casa, quero mais tempo com a minha família, quero mais tempo pra mim Aí agora o universo entendeu que precisávamos desta pausa e tá todo mundo reclamando Hoje, por ser criado já no momento de isolamento, como é que está a sua.
Fé? Vou te falar, eu sou uma mulher de fé, sempre tive muita fé Mas nunca rezei tanto, nunca me aproximei tanto de Deus como eu tenho me aproximado, não hoje Desde a nossa quarentena, por vários motivos Eu rezo pro mundo, eu rezo pras pessoas que estão com corona, eu rezo pra minha família Eu rezo pros meus amigos, eu tenho gente muito perto de mim na UTI Enfim, a coisa mais estranha que a gente tem vivido é que Pra mim, um ato de amor era poder abraçar, beijar, estar junto E agora um ato de amor é você estar longe, né? Então eu tô bem longe da minha mãe, bem longe das pessoas que eu amo Minha tia Irene, que mora em Águas de São Pedro, que tá lá sozinha E a gente fica fazendo o que tem, faz FaceTime, rezo Então assim, a gente reza três, quatro vezes por dia A gente faz aquele Zoom com a família inteira, sabe? E reza todo mundo junto, em nome de tudo, em nome da nossa família, em nome da sua família, em nome das famílias que estão passando pelo que todos nós estamos passando, só que de um jeito pior. Quando a gente escuta alguém falar, estamos todos no mesmo barco, a gente sabe que não é verdade. Graças a Deus, a gente tem barco pra estar. Tem uma turma que nem no barco tá, que não consegue chegar no barco. Então isso é um fato. Então eu realmente tenho rezado muito mais e tenho me aproximado muito mais de.
Deus. Perfeito. Que essa sua rotina também inspire outras pessoas porque a sexta-feira santa já é um dia de muita reflexão. Foi um dia em que o silêncio sempre trouxe momentos para pensar assim E agora? Continuo levando essa bagagem? Vamos perdoar? Dá para reciclar já essas ideias Hoje, além dos momentos de oração Você consegue identificar alguma outra transformação já desses 30 dias? Porque o que eu tô conversando com as pessoas, Dri, em termos de como a gente vai preservar a saúde mental até o novo normal chegar, porque nós já estamos diferentes. O mundo já está.
Diferente. E acho que a gente nunca mais vai.
Voltar. Nunca, e espero que a gente volte. É curioso porque eu ouço muitas pessoas com medo de desenvolver e pegar o coronavírus, ou seja, medo de ficar doente. E aí eu provoco, falo, mas será que a gente já não estava doente lá atrás? Estava todo mundo bem, estava todo mundo normal, todo mundo tranquilo, ninguém estressado, ninguém mais ansioso. E aí eu queria saber então sobre a sua saúde mental. 30 dias depois, como você falou, em isolamento, e hoje sendo uma sexta-feira santa, Você sentiu algo diferente ou você conseguiu ter assim, sabe uma ficha que caiu hoje e fala, poxa vida, já aconteceu com.
Você? Olha Isa, algumas fichas caíram. Eu sou uma mulher que não gosta de ficar sozinha, por exemplo. Nunca gostei. Eu preciso do contato. Mais do que nunca eu tô sozinha, tô tendo que lidar com o ócio. Porque por mais que eu esteja em casa com o meu filho e com o meu marido, o Ale tá fazendo as coisas dele, Ele agora tá lá no quarto dele assistindo as séries dele. Eu fico com eles um pouco aqui, mas pra eu lidar com a minha angústia, por exemplo, porque eu sempre tive gente perto de mim, eu sempre quis ter gente perto de mim, sempre tive a casa cheia. Se minha casa não tivesse cheia, eu me enfiava na casa dos outros. Eu sempre fui assim. Eu nunca nunca administrei muito bem Mais do que duas horas absolutamente sozinha Isso me fez parar pra pensar, porque de um tempo pra cá Eu comecei a me entender sozinha, comecei a gostar da minha companhia Comecei a achar legal estar comigo, mas em especial na quarentena Eu tenho lidado com isso de um jeito que eu estou me surpreendendo, de verdade Primeiro que eu me surpreendi o quanto eu consigo Ficar na paz absolutamente sozinha, com meu filho num quarto, com a Alexandre trabalhando lá Eu não preciso ficar indo lá toda hora, eu encontro o meu espaço, eu vou ler Se eu quiser assistir alguma coisa, assisto, eu fico pensando nos meus projetos que vão acontecer depois disso Eu fico pensando como será daqui pra frente E quando eu vejo, Iza, o tempo voou, gente, eu tô enfiada dentro de casa E eu olho pro relógio, o tempo voa É possível, é incrível o que as coisas estão acontecendo, como a gente tá lidando, pelo menos eu Tô lidando muito melhor do que eu imaginava que eu fosse lidar com essa questão do tempo e.
Do ócio Perfeito, ou seja, você tá se permitindo.
Né? Total. Não, também tem isso. Me dá vontade de comer lá um ovo de Páscoa desse tamanho? Beleza, eu vou comer um ovo de Páscoa desse tamanho e depois eu vou me administrar isso na ST num outro dia, depois que passar Eu também não tô me privando, sabe? Porque já é muito difícil viver desse jeito Aí você ainda se priva e coloca mil regras pra você, pra sua família, pro seu filho Vai ficando muito mais complicado.
Né? Melhor não Perfeito. Aliás, eu queria fazer um comentário aqui para todos que estão nos acompanhando e que depois vão ver esse conteúdo lá no meu canal no YouTube, um conteúdo infinito, como eu disse, vai nos ajudar não só neste momento, mas quando tudo isso acabar, sobre o autocuidado. Quando eu marquei com você, você falou assim, Isa, 9h da manhã não, porque é o horário que eu treino. Ponto. Eu amei porque todas as vezes que eu recebia convites ou pedidos de qualquer conversa, eu sempre abria mão Eu vou colocar no presente, eu sempre abro mão de mim Isso é ainda um ponto do meu pacote de autocuidados que precisa de força E o autocuidado é a única maneira pra gente preservar a nossa saúde mental Então quando você coloca uma regra, olha, tal hora é minha Pode acontecer o que for, mas essa hora é minha Eu adorei isso que você falou pra mim, ou seja, lembra quando a gente falou sobre não outro dia? Eu falei, tá vendo? É isso e às vezes, eu gostaria até de saber aqui o comentário da turma, a gente não se sente digno de se colocar como.
Prioridade. Ah, é.
Verdade. Pra.
Você. Muito.
Verdade. Peço ou você sempre conseguiu se colocar como.
Prioridade? Não, não, tem sido uma mudança isso na minha vida Falar não, me colocar como prioridade Até assim, às vezes, do Vitório, do meu marido que tá aqui em casa Falou, olha, às 9 horas a mamãe treina Normalmente eu treino 6h30 da manhã Então assim, na quarentena eu tô me dando esse luxo de acordar 8h30, 15h para as 9h, faço meu treino Quando dá 10h30, 15h para as 11h eu saio da academia e aí eu tô pra eles, mas assim Esse momento é o momento único meu, exclusivo, que me faz me manter assim lidando bem com o ósseo, lidando bem com as coisas que eu preciso resolver aqui, com as minhas ansiedades, com os meus medos, com as minhas angústias Eu só tô conseguindo estar de boa com você aqui falando porque eu treinei de manhã, porque eu oxigenei meu sangue, porque eu fiz as coisas que me dão prazer Eu tô aprendendo a meditar, que é uma coisa que eu sempre odiei Eu nunca achei que seria razoável, eu sou a Ariana, a Ariana louca, completamente impulsiva Aí de repente meditar é muito antagônico, é uma coisa muito fora da minha vida Sentar e falar, não, agora eu vou pensar em nada, vou respirar Isso era uma coisa improvável, eu tenho feito 10 minutos por dia, é ridículo, é nada Mas eu tô começando, meu marido medita muito bem, ele passa horas lá, ele faz ioga, eu não faço nada disso Mas eu pelo menos tô começando a lidar com essa coisa também porque eu acho, acredito piamente que depois dessa quarentena nós seremos diferentes E se você não for diferente As coisas não vão caminhar como deveriam, eu acredito nisso. Eu acho que o mundo se transformou, não é só a gente. Falei da natureza, do fato da natureza estar agradecendo que nós estamos presos, os mares, os rios, tá todo mundo feliz lá fora, os passarinhos, os jacarés, tá todo mundo feliz e a gente preso. A hora que isso inverter, a gente vai voltar pra rua com uma outra consciência. de fato. Então nós só temos que aproveitar esse momento para mudar, para mudar aquilo que não era bom, para melhorar aquilo que já era bom mas ainda pode ser melhor, para cometer erros novos, não os mesmos velhos e antigos de.
Sempre. Perfeito. Nós já estamos diferentes, né Adri? Nós já estamos diferentes e estamos ganhando uma grande oportunidade para rever tudo aquilo que a gente estava jogando debaixo do tapete Porque hoje a única certeza que a gente tem é a imprevisibilidade É a incerteza, é o incerteza que a gente tem. E aí muitas pessoas que só estão olhando pelo viés negativo, ah, mas antes não era assim. Não, sempre é assim. A gente muda da hora que acorda à hora que dorme e a gente conta muito com o ovo na galinha do dia seguinte. E agora a gente está num momento coletivo que não é bem assim. E a natureza está reagindo de uma maneira conosco, como nós fizemos. Outro dia eu vi um meme incrível, que era um passarinho do lado de uma pessoa dentro de casa, e o passarinho falava para o humano, né? Então, canta agora que você está aqui dentro de.
Casa. Maravilhoso! É bem isso.
Aí. Então, você falou sobre como a natureza está reagindo. Saiu um estudo recentemente falando sobre os gases na atmosfera que estão totalmente diferentes. O nível de poluição do ar em São Paulo diminuiu tremendamente e assim você vai, vai expandindo em escalas o que está.
Acontecendo. Além disso, a gente vai exercer o amor, Isa. A palavra mais falada em 2019 foi a tal da empatia. Alguém.
Praticou? É bonito.
Falar, empatia, generosidade, sororidade, é bonito falar, são palavras que realmente tocam a gente Agora, de fato, o que significa você ter empatia por alguém? Agora é a hora de você botar em prova o que significa a sua empatia, a sua generosidade, a sua.
Sororidade, agora é a hora E aproveitando isso que você está dizendo, porque nós trabalhamos em canais de comunicação E hoje nós somos canais individuais de comunicação Nós somos canais individuais hoje. Se estivermos no futuro em algum outro canal, é melhor para todos, mas por enquanto Eu, por exemplo, estou no canal individual. Eu estou aqui no meu canal produzindo meu conteúdo para preservar a saúde.
Mental. Eu.
Também. Não é? E nós, nesse caminho que eu quero colocar para você é o seguinte Muitas pessoas acham que não pode ajudar as outras porque entende que ajuda é só financeira Ou a ajuda ela pega aqui e coloca ali. Mas eu vejo uma oportunidade pra gente ajudar com os privilégios que nós temos, outras que tem menos. Então, com a experiência que eu vivi com a síndrome de burnout, hoje eu trago os conteúdos pra gente preservar a saúde mental até o novo normal chegar. Então, neste canal individual eu estou compartilhando o que eu aprendo. Eu tô tendo essa conversa com você pública, a gente podia ter essa conversa no privado.
Claro. Mas nessa troca a gente também aprende com a turma que tá escrevendo aí Eu ainda não tô com esse olhar de lince que eu consigo falar com você e ler ao mesmo tempo e ver Porque eu não tô enxergando mais tão maravilhosamente bem como eu enxergava antes Mas de qualquer forma, a galera ela reage e eles falam aqui, dão opiniões Olha, fazer exercício é muito legal É legal essa troca, é importante pra nossa saúde mental, pra sua, pra mim e pra quem tá aqui com a gente curtindo a live.
Né? Isso. E aí você, como é um canal tremendo de informação, você fala para milhares de pessoas todos os dias, aliás, até mais do que um canal tradicional.
Né? Às vezes, sim. Dependendo dos hipóteses, às vezes.
Sim. Muito mais, está falando de mais de 3 milhões de pessoas. Como você tem lidado, além do que você comentou, dessas três etapas? Euforia, depressão e agora encontrando equilíbrio. A ansiedade? Porque nós vivemos no segundo país mais ansioso do mundo E quando você conversa isso com algumas pessoas, como a depressão, a síndrome de burnout A turma tende a dizer que isso é falta de pia pra lavar louça, tanque pra lavar roupa A gente não tem empatia por aquilo que a gente não vê E hoje tá todo mundo isolado dentro de casa pra se prevenir de algo que também não vê Porque um vírus a gente não tá vendo Então a ansiedade, como você ainda está lidando com ela, mesmo já tendo passado aí da euforia, depressão, e aí quando você falou, tem hora que eu quero comer um ovo de páscoa, eu vou lá. Como você está lidando com a sua.
Ansiedade? Você sabe que a ansiedade é uma coisa que me assola, assim. Eu com 18 anos tive síndrome do pânico, numa época em que não se falava desse.
Assunto. Quantos anos você.
Tinha? 18. Demorou bastante pra descobrir o que eu tinha Minha mãe me levou em benzedeira, eu tomei negócios, como é que é? Tinha que tomar um negócio que minha mãe fazia em casa Olha, eu fui à igreja, à missa, à oração, eu fui em tudo que vocês podem imaginar e ninguém sabia o que eu tinha Até que eu me deparei com um psiquiatra numa vez, passando mal, olha as coisas como é que são Eu tava num elevador indo visitar uma amiga e tive uma crise dentro do elevador Porque eu normalmente, quando ficava sozinha, eu ficava com medo e tinha crises E por acaso, quem estava no elevador comigo era um psiquiatra E aí ele me segurou nas mãos, ele falou, você tá bem? Eu falei, não tô, tô suando, doutora, acho que eu vou morrer Eu sempre achava isso, porque essa crise do pânico te dá essa sensação que você acha que você vai morrer Eu ia pro médico toda hora fazer exame, achava que eu tava com isso, achava que eu tava com aquilo E aí ele falou, você só tem síndrome do pânico Eu falei, o que que eu tenho? Síndrome do pânico? Era uma coisa tão esquisita essa coisa? E aí eu lembro que eu fui, liguei pra minha mãe e falei, mãe, eu tô com síndrome do pânico, minha mãe começou a rir do outro lado Ela falou, ai, pelo amor de Deus, Adriane, que síndrome é? Porque a minha mãe é de uma geração que não... psiquiatra e psicólogo era pra maluco O resto era tudo frescura. Qualquer doença que não fosse física, ela entrava no saco da frescura. Então foi muito difícil pra minha mãe aceitar. Foi muito difícil pra eu entender. Foi muito difícil pra eu me tratar. Demorou uns dois anos pra eu me livrar do pânico. E quem tem uma vez ou já teve, nunca esquece. Então a ansiedade, ela me assola o tempo inteiro. E eu tenho que lidar com ela. Então uma maneira que eu faço com que ela se afaste de mim é o esporte. O esporte, seja ele qual for, eu escolhi a corrida, mas eu poderia ter escolhido qualquer outra coisa, caminhada, jogo de tênis, enfim, qualquer coisa que te faça sair daquela, que te traga essa endorfina, sair daquela sensação, fazer essa oxigenação, pra mim é muito importante. Então uma forma de lidar com a minha ansiedade é eu fazer qualquer tipo de esporte. Pode ser subir, descer a escada, moro no nono andar. Por algum motivo eu não consigo fazer a corrida, eu subo e desço as escadas três vezes Eu me viro, mas eu acho que o esporte é a coisa que mais me salva da.
Ansiedade Perfeito, e mesmo nesses dias você sentiu ela mais.
Intensa? Então, por eu ter esse trauma, por eu já ter vivido essa experiência horrorosa, eu sei lidar com ela Agora, aprendi depois de um tempo, não é fácil lidar não, não é que você tenha, aprende a lidar Tudo isso que eu tô falando aqui, meu amor, já penei, já sofri, já me descabelei, é que agora eu tô nessa fase mais madura E agora também tô nessa fase já da quarentena mais legal, eu já passei pela ansiedade na quarentena fortíssima, de acordar comendo e dormir comendo, de achar que tá faltando ar, abrir todas as janelas, eu moro num apartamento, preciso de uma casa, sabe assim, de começar Eu tinha que descer aqui no térreo, expirar um pouco de ar puro, passei por isso naquela fase da ansiedade no início da quarentena Agora não. Então agora eu entrei nessa coisa, não tô falando que tá tranquilo porque não tá tranquilo pra ninguém porque a gente tá com medo, a gente não tem certeza, a gente não tá pilotando a nossa vida, a gente não tá pilotando nada, a gente não conhece direito esse vírus, o nosso inimigo ele é invisível, enfim. Então a gente tem todas essas sensações, mas de fato eu tô lidando melhor com a minha ansiedade por causa do esporte, tô lidando melhor. Outra coisa que é legal, sono. Quando a gente está ansioso, na hora de deitar parece que tudo bem, né? Aí começa a dar insônia e você quer levantar Então a primeira coisa, se eu pudesse dar uma dica aqui para os ansiosos de plantão, eu diria Espera o que vai passar, não levanta. Sabe aquela angústia da cama? Sem você falar, agora vou ter que levantar. Respira, aprende a respirar, aprende a se situar na cama. Se precisar tomar um floralzinho, toma um floralzinho. Tem um negócio que chama Rescue, que é antigo pra caramba, que vende na farmácia. Bota lá quatro goitinhas, qualquer coisa que... Que mesmo que seja um placebo, mesmo que você ache que isso não vai fazer diferença, faz E a gente lute pra não sair da cama, lute pra não ser vencido pela vontade de fumar, pela vontade de comer, pela vontade de beber, pela vontade seja qual for a sua vontade Lute Pelo contrário, então assim, vai buscar o livro, se o livro te angustia, porque tem gente que fica angustiada com o livro Então fecha o olho, bota uma música, procura Hoje tem tantos aplicativos legais que podem te ajudar a entrar numa coisa mais tranquila pra dormir A gente hoje tem alternativas que você não precisa resolver sozinho, entendeu? Você pode resolver pedindo ajuda pro seu telefone, você vai lá no seu.
Aplicativo e pede ajuda É lindo poder ouvir isso de você, e você agora acabou de falar a frase que eu mais gosto. Nós não estamos sozinhos. Esse tipo de conversa não está permitindo aqui na sexta-feira santa, tá? Aliás, eu não quero também tomar muito do seu tempo. Você me fala que quando a gente vai precisar concluir que eu já faço o resumo e já faço minha última pergunta. A conversa que a gente está tendo é fundamental para quem está aqui nos acompanhando E que acha que só eu estou sentindo isso, só eu estou passando por isso E não, como a gente falou mais cedo, eu preciso escolher que tipo de reclamação eu vou ter Porque eu reclamo que eu estou dentro de casa, eu reclamo que eu não tenho caso, eu reclamo que eu estou no hospital e tudo mais Mas entender que nós podemos nos ajudar e hoje existem recursos Conteúdos muito bons, pessoas de muita confiança que você pode ir atrás e aprender Porque se a Adriane Galisteu, se eu, se Padre Fábio, quem puder compartilhar um conhecimento Que a gente admira essa pessoa e vê que ela sente a mesma coisa que eu, isso já.
Dá uma acalmada Ou se dá, a gente precisa de referência, a vida inteira vamos precisar de referência Agora, Adri, olha.
Só que curioso Eu conversei essa semana com uma psiquiatra chamada Camila Magalhães Ela é colunista lá da Jovem Pan FM Gravei, tá aqui no feed do meu Instagram Ela me contou quais são os sintomas esperados numa pandemia Eu não sabia, mas os pesquisadores já têm uma cartilha do que é esperado numa pandemia E essa é uma informação de utilidade pública porque se você já sabe quais são os sintomas, você já não entra em pira do tipo, nossa, estou passando mal. O que os cientistas dizem e os médicos que compilaram vários momentos difíceis da história? Você sentir oscilação de humor, Aumento ou redução de apetite, momentos de agressividade verbal, dias com insônia ou som interrompido Tudo isso é esperado numa pandemia, Adriane, fala sério O problema é quando você não tem as oscilações No caso, como eu explico no vídeo, é quando você passa duas semanas sentindo tristeza absoluta, sem nenhum pensamento de esperança quando tudo isso acabar, quando você só está em um momento de muita acumulança, quando você não consegue dormir, você está só duas semanas depois Então ter essa responsabilidade pelo que você está sentindo e sabendo que isso é comum numa pandemia também já dá uma uma.
Ajudada. Sabe outra coisa, Isa, que é boa, é a rotina. Inventa uma rotina. Sábado e domingo a gente não tem rotina, mas todo dia, sábado, né gente, mais ou menos, cria de segunda a sexta uma rotina dentro da tua casa. Então assim, o Vitório, por exemplo, tem aula, começa às nove, normalmente seria às sete da manhã, mas na classe dele, começa às nove, ele termina a aula dele umas duas e meia, três da tarde, para pro almoço, a gente almoça junto, depois ele volta pra lição, então ele só termina a lição e a parte da educação escolar 2h30, 3h da tarde. Nesse horário eu faço as minhas coisas porque ele tá preso ali também. Então o Alexandre trabalha lá, aí a gente se encontra no almoço e volta cada um pros seus cantos. Aí depois você vai criando, depois eu tenho uma rotina com o Vitório durante a semana. Então depois da atividade dele escolar, a gente faz a nossa atividade juntos A gente joga um jogo de tabuleiro, a gente joga um jogo que ele queira Ele quer descer às vezes pra bater um futebol aqui embaixo no térreo na garagem A gente faz uma rotina com ele ou assiste uma série, assiste um filme Mas tem uma rotininha, eu tenho minhas lives todos os dias Ou 7, ou 8, ou 9 da noite, todos os dias Hoje, depois quando a gente acabar o nosso papo, até quero te convidar pra você participar E convidar a galera que tá aqui com a gente Eu vou entrevistar o padre Juarez, porque hoje como é sexta-feira santa, eu queria trocar uma ideia com o padre Porque eu acho que, independentemente do fato dele ser um padre, de estar falando da religião, do catolicismo Mas independentemente disso, a gente está falando de Deus acima de tudo Eu gostaria de ver todos, eu gostaria de fazer uma live ecumênica, que tivesse todo mundo lá, mas não consegui Então eu tenho um padre, mas de alguma forma eu acho que dá uma acalmada nos nossos corações, sabe? De conversar com quem entende de.
Fato do assunto Perfeito, perfeito. É isso mesmo. E vou ser hoje conversando com o Padre Juarez, estarei aí com você e amanhã de manhã vou falar sobre espiritualidade. É justamente para falar sobre outros pontos de vista que a gente está vivendo até o novo normal chegar. Rodrigo, só para finalizar essa história da Organização Mundial da Saúde, além dos sintomas que os cientistas já divulgam, que são comuns, as consequências de uma pandemia podem durar três anos, isso na média. Não significa que todo mundo vai ter uma consequência até três anos, mas profissionais de saúde, pessoas mais vulneráveis, são mais suscetíveis a ter as consequências. dos sintomas de uma pandemia —.
É um trauma viver.
Isso, né? — Exatamente E aí, só pra gente dar uma amarrada, a chance de você desenvolver uma crise pós-traumática ou, como você falou, uma síndrome do pânico é muito maior quando você não fala sobre o que você está sentindo, quando você vai esconder o que você está vivendo. Isso a gente já viveu há muito tempo, né, Adriana? A gente já estava já se escondendo e jogando de baixo do tapete nossas vulnerabilidades. Agora tá na hora, então, da gente chacoalhar tudo isso. O papo, compadre, vai ser incrível, eu estarei com você Então, pra gente dar uma amarrada, pra eu poder liberar aqui você pra dar uma respirada também Respeito muito o seu tempo, o tempo de todos que estão aqui De uma maneira geral, vantagens e desvantagens deste período A gente tá vivendo uma quarentena na quaresma, sabe? É um double check, é um pedido em dobro de para.
E pensa Essa é uma vantagem, é.
Uma vantagem essa Quarentena na quaresma, isolamento no feriado, ou seja, será que eu ainda vou ficar com esse mimimi todo reclamando do que está acontecendo? Porque reclamar não vai adiantar. Então as suas considerações finais sobre vantagens e desvantagens por Adriana e Galisteu nesta pausa involuntária.
Que estamos vivendo. Olha, antes de falar das vantagens e desvantagens, acho que não é hora da gente discutir política. Para para pensar. Todos os países que passaram e que estão passando por essa pandemia, todos, estão focados em solucionar o problema, estão focados em sarar, estão focados em voltar, estão focados em tirar as pessoas do risco da morte. A gente não, a gente está focado na política. E é uma discussão política louca e um acha uma coisa, o outro acha a outra e a gente vai ficando louco. Primeira coisa, isso não é uma questão política, é uma questão de saúde pública, é uma questão de vida ou morte, é um pouquinho diferente. Eu sei que o mundo precisa voltar, que o Brasil precisa voltar, nós somos um país pobre, todos nós sabemos que isso vai desandar economicamente, que nós vamos ter problemas econômicos daqui a pouco, se já não estamos tendo muitos, Mas agora não é hora disso, agora é hora de preservar vidas, ponto, não tem discussão Então a primeira coisa é essa Vantagem, você falou uma maravilhosa, poder aproveitar este tempo que a gente pediu tanto Eu até coloquei no meu Instagram isso, falei, gente, antes a gente tinha todas as pessoas, mas não tinha tempo Agora você tem todo o tempo do mundo, mas não tem as pessoas Então aproveite esse seu tempo pra repensar, pra rever, pra se conhecer, pra mexer em todas as feridas Aproveite esse tempo pra sair dessa situação melhor do que você entrou Então tem coisas boas? Tem Você pode pensar em você, você tem tempo pra fazer as coisas que você sempre queria fazer e não conseguia Você tem tempo pra fazer uma lista de coisas que você precisa fazer pra hora que acabar a quarentena Eu tô fazendo uma lista aqui só na minha casa, eu vou ter que primeiro sair de casa que eu vou ter que reformar tudo, coisa que eu não tinha nem reparado Tô reparando em tanta coisa que vocês nem imaginam Então assim, faça a sua lista Escreva pra não esquecer, sabe? E aí pense no que você vai fazer profissionalmente Porque eu acho que nós vamos ser diferentes A gente vai ter que ter outras ideias também Temos que ser mais criativos Aproveite, quem tá com você confinado Aproveite pra curtir tudo isso de um jeito legal Pra almoçar e jantar junto Aproveite pra fazer um bolo se você não... Eu fiz um bolo, nunca tinha feito um bolo na vida Porque eu sou péssima de cozinha Até que ficou bom, derrubei metade da massa, até que ficou gostoso Mas assim, eu tô fazendo coisas que eu nunca fiz também Agora o lado ruim é não poder estar perto de quem a gente ama Esse eu acho que é a pior parte da quarentena pra mim O pior é, claro, passar na pele o medo de passar por essa doença ou ter gente que a gente ama passando pela doença E a outra coisa é você não conseguir abraçar e estar perto e dar colo E se dar colo e dar colo para quem precisa também Então assim, a gente tem que aproveitar e lidar com isso, com essa distância através das nossas redes sociais Então fazer disso uma coisa muito legal Então assim, aproximar as pessoas Eu estou me sentindo muito mais próxima de quem me segue, muito mais próxima das pessoas E a gente talvez não estivesse falando hoje Entendeu? Graças à quarentena estamos aqui nos vendo, estamos aqui trocando ideias, estamos aqui falando Então tem as coisas, essas coisas pra mim eu coloco como pontos positivos no meio do caos, no meio dos... Quer um pouco do que a gente tá falando aqui? No meio desse desespero, que se você tiver um olhar só unilateral, só de coisas que não são boas, você vai ter uma lista enorme pra contar e pra fazer E se você conseguir ter um olho equilibrado, você consegue ter uma balança bem.
Legal e razoável. Gente, nós conversamos com a Adriane Galisteu. Comentou três etapas, euforia, depressão e agora? um equilíbrio nisso tudo, porque ou nós escolhemos o caminho do equilíbrio e das vantagens ou a gente vai só olhar para o caminho da desarmonia, da desvantagens e de tudo de ruim que nós podemos observar, ou não. A escolha é nossa e nós somos prisioneiros de nossas escolhas, sempre, não é? E a única certeza que a gente tem nesse momento é que o futuro está mais imprevisível do que já era. Então, se você puder ouvir as lives da Galisteu, as entrevistas, tanto conteúdo incrível que é atemporal, eu faço esse convite. Agradeço demais o.
Seu tempo, Dream. Te admiro, te respeito muito, adoro você, adoro você, seu jeito, seu sorriso, adoro o jeito como você fala, é verdade, adoro o jeito como você fala dos assuntos mais difíceis do mundo, você traz ele para uma Por um jeito tão legal, que todo mundo entende, que todo mundo participa Você tem o dom, claro, por isso que você é quem você é Você tem esse dom maravilhoso Muito obrigada pelo convite, precisando de mim você grita que eu.
Tô aqui, tá? Obrigada, Adri. Você só vê em mim o que tem dentro de você. Foi muito bom te ouvir. Tudo começa no pensamento e nós estamos vivendo a mesma situação. Quem vai interpretar de uma forma positiva, bacana, seremos só nós. Com as suas palavras, já nos vai dar aqui outro estímulo. Beijo grande.
Bom descanso. Beijo. Até daqui a pouco tem minha live com.
O Padre Juarez. Vem. Isso. Vamos todos. Obrigada.
Adri. Um beijo. Tchau, beijinho pra.
Vocês, amores, tchau! dia que tela com a Adriane Galisteu e que confessou que sim, no primeiro momento dessa quarentena viveu um período de euforia, depois veio um momento mais de tristeza por entender que aquele período livre não era todo aquele período livre e que também teríamos algumas desvantagens e agora ela já está encontrando o equilíbrio dentro de tudo isso. Isso é muito bacana pra gente reconhecer que sim, por mais que nós ainda não conseguimos chegar nessa terceira etapa de encontrar o equilíbrio total, eu, por exemplo, faço uma revisão com a minha mãe e com o meu marido que nós estamos terminando a semana melhor do que nós começamos. E se você ainda está só reclamando de estar dentro de casa, acho que está na hora da gente, especialmente hoje, nessa sexta-feira santa, entender o que você quer reclamar. Você quer reclamar, não aguento mais ficar dentro de casa, você prefere reclamar Se você estiver dentro do hospital tratando de coronavírus, não queria ter desenvolvido esse coronavírus, queria estar dentro de casa Porque quem está fora de casa trabalhando, você tem que estar dentro Todas as vezes em que eu vou ao mercado, eu vou na farmácia, ou eu vejo os profissionais de limpeza das ruas Eu penso, essas pessoas dariam tudo para estar dentro de casa E nós que estamos dentro reclamamos porque gostaríamos de ter a nossa autonomia de volta. Então se a gente optar pelo caminho da reclamação, será assim infinitamente. Vai acabar o coronavírus e continuaremos reclamando. E acho que a gente não precisa. Já estamos recebendo um pedido em dobro de tranquilidade, um pedido em dobro de pausa, um pedido em dobro de saída para dentro. Claro que existem momentos durante o dia de angústia, de ansiedade, de desesperança, mas se você reconhecer que tá vindo uma ondinha assim de ansiedade, agradecer e falar pronto, pode ir embora, melhor. Doutora Camila Magalhães, uma psiquiatra incrível que eu tive a oportunidade de conversar, ela me disse sobre os sintomas que são esperados numa pandemia. Quanto tempo ainda as consequências de uma pandemia podem nos afetar? Tudo isso está no vídeo aqui no meu feed, se você puder ouvir e compartilhar uma mensagem de utilidade pública Resumindo, ela diz o seguinte, existem sintomas comuns dentro de uma pandemia oscilação de humor, o sono interrompido, momentos de ansiedade, momentos de aumento de medo. O problema é quando isso não é uma oscilação, isso é constante. Se você está há duas semanas sem ter nenhum tipo de pensamento positivo, isso pode ser um problema. Se você está há duas semanas sem conseguir dormir, aí sim isso é um problema. Se não, você é um ser humano e está vivendo tudo que todo mundo pode viver e as consequências da pandemia podem durar até três anos. Outra coisa muito importante nesse momento... independentemente da sua religião, é a sua fé. E se você não tiver religião nenhuma, fé que este momento vai passar como outros já passaram. Quanto mais informação a gente busca, mais o nosso coração fica aliviado. Não informação de ficar assistindo o dia inteiro os jornais com notícias que não vão nos aliviar o coração. Eu tô dizendo pra você buscar uma informação que vai te levar pra um lugar talvez que você nunca esteve dentro do seu coração. uma mensagem de alívio, uma mensagem que vai responder aquelas suas dúvidas.
Os seus medos. Uma mensagem que eu.
Tenho certeza que você vai ouvir no seu silêncio. Amanhã de manhã eu farei uma conversa Uma das mais esperadas dessas lives do coronavírus com o escritor Alexandre Caldini. Ele escreveu três livros. O último, Networking vs. Not Working, é um assunto que daria só para uma live. Mas os outros dois livros, A Vida na Visão do Espiritismo e A Morte na Visão do Espiritismo, me fizeram convidá-lo pra gente conversar, então, amanhã de manhã, às nove e meia, como a espiritualidade nos ajuda a compreender o que estamos vivendo. Porque se a gente olhar só aqui pra este mundinho, só pra essas coisas materiais que estão aqui na nossa frente, pode ser que a gente só sinta tristeza. Agora, se a gente ampliar o nosso repertório e entender que a gente faz parte de um universo infinito de possibilidades, pode ser que os próximos dias passem de forma bem mais leve. Conto com você então amanhã, às nove e meia da manhã, em uma conversa incrível de altíssimo nível com o escritor Alexandre Caldini. Obrigada pela sua paciência, confiança, pelo seu tempo. Obrigada por todos os comentários. O conteúdo todo ficará disponível lá no meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Um beijo grande para cada um de vocês. Que as famílias de vocês estejam protegidas. Muita saúde.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








