Live com Carol Sandler - Criadora do finanças femininas

Isabela Camargo talks with Carol Sandler, creator of the financial education movement for women, about managing money and mental health during the COVID-19 pandemic. They cover financial literacy, cutting expenses, and how the crisis hit women and self-employed workers hardest.
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Oi! Tudo bem? Boa tarde! Sejam bem-vindos a mais uma live nesta quinta-feira, 16 de abril, Dia Mundial da Voz. E eu espero sempre poder usar minha voz, usar os meus conhecimentos e tudo que eu aprendi no jornalismo para contribuir sempre com informações positivas e importantes para a gente preservar a nossa saúde mental. nestes tempos até o novo normal chegar, mas tudo que eu tenho falado e pesquisado, inclusive com as ratificações de especialistas, serve para sempre, não só para quando o novo normal chegar. Um dos assuntos que eu tenho abordado desde o mês passado é a questão da educação financeira, da saúde financeira, porque a gente sabe que quando as contas chegam e a gente não tem dinheiro para pagar, o estresse se instala, a gente fica mais nervoso, mais ansioso, e por isso hoje eu vou conversar com a Carol Sandler, do Finanças Femininas, eu tenho certeza que ela tem muito para nos ensinar. Deixa eu já dar uma olhada se ela já está aqui, assim nós já começamos, dividimos tela, já está aqui, e aí vocês já vão acompanhar o que a Carol Tem pra nos dizer, nos ensinar, nos ajudar. Se você tiver dúvida, perguntas, pode escrever aqui pra gente. Tudo bem, Carol?
Tudo bom, Isabela? Que bom estar aqui!
Ah, eu que agradeço. O seu tempo. É um privilégio falar contigo.
Privilégio é meu, mulher. Você tem feito um trabalho maravilhoso nessa crise. Já fazia antes, né? Mas você, as tuas lives, o conteúdo que você tem trazido tem sido essencial pra esses tempos.
Obrigada, Carol. A gente está com a oportunidade de falar sobre dois assuntos que antes eram muito subjulgados, educação financeira e saúde mental, não é?
Exatamente, exatamente. Antes o pessoal queria falar de investimento, mas não queria falar de educação financeira, queria falar sobre comprinhas, mas não queria falar sobre educação financeira e agora o cenário é completamente diferente e está caindo a ficha em todo mundo de como é importante ter uma reserva, como é importante saber diferenciar o que é essencial e o que é supérfluo e a nossa relação com o dinheiro está mudando, né?
Totalmente. Você sabe que eu cheguei até você por indicação do meu marido, Tiago Godoy, que hoje está trabalhando na XP Educação, e eu sempre comentava com ele, eu falava assim, Ti, como é que a gente vai falar sobre investimento se nós ainda precisamos dar um passo para trás? A gente tem que falar sobre educação financeira, essa é a minha opinião.
Não é?
Você tem um grupo da sociedade que, sim, nós precisamos falar sobre investimento, mas existe um grupo que, na minha opinião, é bem maior pra gente falar sobre educação financeira. E eu fiquei muito feliz por você ter aceitado o meu convite.
Ah, óbvio! Já era tua fã antes. Quando eu descobri que você, que era esposa do Tiago, aí eu falei, nossa, gente, que coisa... Louca, eu não sabia e já era tua fã, tô adorando esse trabalho de vocês E agora realmente, falar sobre educação financeira, a gente tem que entender que o volume de brasileiros que são investidores, que são poupadores, que tem pelo menos uma caderneta de poupança aberta é só 8% da população A gente tem os outros 92% que têm muitos endividados e tem muita gente que fica só nessa coisa de tô rico no começo do mês e tô pobre no final do mês e tentando fazer o mês fechar e não consegue dar um passo além E agora nesse momento fica clara a diferença de como é que estão as pessoas que tinham uma reserva financeira estão lidando com problemas completamente diferentes do que quem não tinha uma reserva Não quer dizer que não tem problema, mas são outros problemas.
Isso. Carol, essa é uma pergunta que eu já gostaria de fazer, porque quem não tinha pensado ainda em reservas financeiras ou quem achava impossível guardar 10 reais por mês e não tem salário, ou seja, não conseguiu, não está conseguindo, achar formas de atender virtualmente. Tem vários setores de autônomos que precisam estar fisicamente com seus clientes. Neste momento faz o quê?
Primeira coisa, corta o máximo de gastos possíveis, o máximo Agora é hora de cortar realmente tudo que não é essencial E tem muitos essenciais também que a gente consegue cortar O pacote de telefonia é essencial, mas você consegue reduzir bem ali O pacote de tarifas do banco, a academia, os gastos com lazer, alimentação fora de casa, transporte. Tem muitos gastos que a gente já está cortando automaticamente, mas tem muitos outros que a gente pode cortar se fizer um exercício, sabe? É pegar, abrir o extrato do banco, ver para onde estava indo o dinheiro, olhar ali, linha a linha. Imagina. Live, né?
Não duvido dessas coisas.
E aí você realmente cortar, olhar linha a linha e ver o que dá para cortar dali Quando você faz esse exercício, você consegue começar a enxergar com muito mais clareza para onde estava indo o dinheiro Você consegue começar a construir intimidade financeira, consegue construir consciência na forma de gastar Mas precisa fazer esse exercício antes Depois tem que buscar os seus direitos. Tem gente, tem muita gente que tem direito à renda básica emergencial, que vai poder sacar esse dinheiro Tem muita gente ainda com dúvida de como é que faz para sacar esse dinheiro É simples, tem um aplicativo do governo que você pega e baixa e faz o seu cadastro e já recebe o dinheiro rapidamente É R$600,00 por pessoa, considerando que você esteja ali no limite de faixa de renda Ou então seja um autônomo, um trabalhador informal, um MEI E aí você perde esse dinheiro. Se você é mãe solo, tem direito a R$1.200,00 Então correr atrás desse dinheiro vai fazer diferença para muita gente ter um pouco mais de espaço para conseguir lidar com os gastos E aí vai ter que olhar para as dívidas e ver o que dá para renegociar, o que dá para suspender o pagamento, pedir o adiamento do pagamento para você ter mais espaço O objetivo é criar o máximo de espaço possível para você carregar o seu custo de vida durante essa crise Eu estava ontem fazendo uma live e acabou saindo a frase que quando a bagagem é mais leve, a viagem fica mais fácil Então vamos deixar nossa mala o mais enxuta possível, os nossos gastos mais enxutos possível Porque assim fica mais leve da gente passar por esse período inteiro da quarentena.
Perfeito, adorei, Carol. O aplicativo, você se lembra qual é ele?
É o CadÚnico, eu acredito. Cadastro Único. No site, no Finanças Femininas, tem todo ali o passo a passo de como é que você faz para baixar o aplicativo e para pedir isso. Então é só acessar o Finanças Femininas que as informações já estão lá.
Perfeito. Carol, antes de eu entrar no assunto do seu portal Finanças Femininas, eu queria só aproveitar aqui este Essa explicação que você deu, quando você fala depois que eu cortei, reduzi, fiz realmente uma lista e a gente detesta fazer lista. É engraçado que a gente tem que olhar para os problemas. Não adianta você só pensar ou ter medo até de olhar o extrato da conta. Não adianta. A solução não vai cair no pilar nesse caso. Depois disso, a questão da negociação. Teve aqui um rapaz que perguntou assim, olha, deixa eu ver se eu acho... O Fábio, Fábio Félix, eu posso ter a redução do valor do meu aluguel devido à pandemia? Como é que você tem visto a negociação de aluguéis?
Olha, tem rolado país afora a renegociação de aluguéis. Tem um lado que existe já uma lei que nenhum inquilino pode ser despejado do imóvel se não pagar o aluguel, mas isso não é para você então, então não vou pagar o aluguel. O ideal é que você faça essa lista dos seus gastos, veja como é que está o seu custo de vida e veja quanto Qual desconto você precisaria para conseguir continuar pagando o aluguel? E aí você proativamente ligar para o proprietário e ter a conversa Falar a gente pode fazer uma redução, você pode me dar um desconto de tantos por cento no meu aluguel para os próximos meses até a situação se regularizar Porque para o proprietário é melhor receber um pouco do que não receber nada e ter um acordo E para o proprietário também é melhor porque A pessoa parar de pagar, depois ter que tirar a pessoa do apartamento E aí ter que achar uma outra pessoa para morar lá, um novo inquilino, é um trabalhão O ideal é que juntos proprietário e inquilino consigam chegar a um acordo de qual que é o valor justo de um desconto para esse período É claro que não é fácil para quem é dono de imóvel e depende da renda do aluguel Para conseguir também pagar suas contas, a gente tem que entender isso, que tem sempre um outro lado nessa negociação Então quanto mais honestidade, transparência e cidadania eu acho que todo mundo tiver nesse momento De falar, tá, a gente vai ter que chegar a um Alguma alternativa para conseguir, porque a verdade é, os descontos estão sendo dados nesse momento Estão sendo dados, eu tenho visto gente que consegue renegociar às vezes 30% de desconto no valor do aluguel Porque pegou, sentou.
E teve essa conversa Diálogo e transparência, como você disse, se eu não olhar também para o lado do inquilino, aliás, do proprietário, ele também está dependendo desse dinheiro e nada melhor do que você chegar pelo menos a um valor mínimo. O Mário está dizendo aqui, sou proprietário e reduzi em 30% o valor do aluguel. Você sabe, Carol, que ontem eu estava conversando com a Cissa Ribeiro, que criou o movimento lindo do Beleza de Mãos Tadas para arrecadar fundos para ajudar as manicures. E a gente estava falando sobre a questão do pedir. Muita gente tem vergonha de pedir. Tem, ah, o que vão pensar? Tem uma questão de orgulho, claro, mas também tem vergonha, enfim, são características de cada um Mas o pedir nesse caso é muito importante, tem que tentar pelo.
Menos Tem, tem que tentar. Eu cresci em casa, aprendi com os meus pais que o não eu já tinha Então eu tinha que aprender a pedir sim, que eu tinha que negociar sim, pedir desconto sim E eu acho que nesse momento está todo mundo vendo o valor do trabalho do outro A importância que é para a sociedade, todo mundo continuar tendo a sua renda, as pessoas não ficarem desamparadas Está tendo, eu acho, uma conscientização nesse sentido que é muito importante O não a gente já tem, a gente tem que tentar E aí você descobre que essa vergonha também está ligada ao quê? A gente vive também num país que tem crenças um pouco complicadas com o nosso dinheiro A gente tem uma crença que bacana é quem tem E que você mostrar que tem é mais importante do que muitas outras coisas Então é a história lá do carro do vizinho O vizinho tá de carro novo na garagem, o vizinho tá mandando bem A gente não sabe como estão as contas do vizinho, se ele tá endividado ou não Se ele teve que financiar, se ele tá pagando condomínio ou não, a gente não sabe A única coisa a gente sabe é o carro do vizinho, é o carro do cunhado A gente gosta de chegar numa loja e não pedir desconto e mostrar que pode Tem uma coisa da ostentação nisso E que está na hora da gente destruir esse conceito e mostrar que não tem nada mais bonito do que você honrar o seu dinheiro Porque dinheiro a gente não ganha, dinheiro a gente faz, a gente produz, a gente conquista Então dá ao nosso dinheiro o valor que ele tem, porque é dar ao nosso trabalho o valor É ter uma ética de trabalho Então quando a gente começa a olhar para isso, o pedir muda completamente de.
Figura Carol, que lindo você falar sobre honrar o dinheiro porque, na verdade, é uma troca. Você está trocando a sua saúde, o seu tempo, o seu talento por uma recompensa financeira. Você falou sobre a questão do financiamento de carro. O Nelson escreveu aqui. Eu comprei um carro para trabalhar como Uber. Estou na segunda parcela. Tentei adiar até passar tudo isso, mas a proposta que fizeram eu não consigo pagar. O que eu devo fazer?
Que difícil essa situação.
Quando pedir empréstimo no banco?
Para pedir um empréstimo no banco você tem que conseguir uma taxa de juros menor do que a taxa de juros que você tem atualmente. Então vamos dizer que ele tem um financiamento do carro que é de 5% ao mês. Se ele consegue um empréstimo de 2% ao mês faz sentido ele pegar. É difícil num financiamento de carro porque geralmente esse já é um financiamento que já tem juros muito baixos. Quando você não consegue, é importante tentar em outras instituições financeiras, outros bancos E tentar conseguir condições melhores para fazer a portabilidade da dívida Porque financiamento tanto de um carro quanto de um imóvel, você tem direito de fazer a portabilidade E aí você tenta achar condições melhores porque é muito difícil isso A gente está vendo muito agora a dificuldade das pessoas de conseguir aquilo que foi anunciado pelos bancos, a FEBRABAN, que ia dar para pedir o adiamento, que não ia ter taxa de juros A verdade é que esse crédito que os bancos tiveram acesso não está sendo ainda repassado para as pessoas Márcio, não é isso? Nélson, desculpa. O Nélson que está passando por isso, eu imagino que a renda dele com o Uber tenha caído muito porque as pessoas estão se deslocando menos Agora a gente tem usado mais Uber às vezes para fazer uma entrega Do que qualquer outra coisa, então achar formas, achar profissionais e tentar fazer acordos Então, por exemplo, você conhece no bairro uma senhora que faz congelados E que vira e mexe e tem te ligado para fazer a entrega dos congelados Já faz um acordo com ela e fecha um valor para você ter serviço suficiente nesse período — Incrível — Ótima dica — A gente vai ter que ter criatividade e inovar nesse período todo mundo Porque os bancos vão conseguir fazer até um certo limite o nosso trabalho Então a gente vai ter que achar outras formas, pensar quem ainda pode usar os nossos produtos, os nossos serviços nesse momento Porque a economia.
Parou rapidamente, mas ainda tem muita coisa funcionando Parcialmente, Carol, porque se a gente não pode circular, as entregas têm tido uma grande saída. Exato. Um grande fotógrafo amigo meu, trabalhamos juntos lá no Ministério de Ciência e Tecnologia, ele disse aqui, os bancos dizem na TV que suspenderam as cobranças, quando você solicita eles não conseguem, que pode ser marketing. Você acredita, Carol, que os bancos vão conseguir repassar esse dinheiro com.
Menos juros? Quando? Olha, essa é a negociação que está acontecendo agora. Ontem à noite um juiz de Brasília, um juiz federal, tomou uma decisão que não podia ter cobrança extra de juros nesse momento. Então agora a gente passou amanhã aqui no Finanças Femininas tentando achar um advogado, tentando achar alguém para repercutir Discutir isso, como é que isso vai funcionar na prática, se isso vira jurisprudência ou não Se essa decisão pode ser implementada, se a gente já pode correr atrás disso ou não Eu acho que agora é o momento de todo mundo Tentar e lutar e negociar e tentar se valer dos seus direitos e continuar se informando Porque olha só aqui que interessante A Lu falou, solicitei prorrogação no Santander e fui atendida rapidamente Para muita gente isso está chegando, mas para muita gente ainda não chegou Então a gente ficar ligado no noticiário, lutar pelos nossos direitos e procurar outras opções além do nosso banco São alternativas que a.
Gente já tem ainda Eu adorei o que você falou. Se a última saída for pedir um empréstimo, tem que ver então se essa taxa é menor do que.
A.
Dívida, né? Exatamente. Carol, antes da gente acabar aqui nossa live, eu quero só dizer que tudo que você está dizendo eu deixo num resuminho no meu feed aqui no Instagram e depois subo a.
Entrevista no YouTube. Maravilhoso, estou.
Amando essa live. Quem não consegue assistir, vocês que estão assistindo podem compartilhar, porque as palavras são sementes, então a gente pode semear também em outros corações. No portal Finanças Femininas, o nome é Finanças Femininas, você optou lá atrás por focar nas mulheres.
Por qual razão? Olha, eu sou jornalista também, eu cobria mercado financeiro e quando eu saí da redação Eu comecei a ver que conteúdo na internet era 2012, era tudo blog, o YouTube ainda não tinha essa coisa Conteúdo para mulher na internet era moda, beleza, casamento e maternidade Em 2020 o cenário era completamente diferente, a gente tá falando de desenvolvimento pessoal A gente tá falando de empreendedorismo, a gente fala de finanças, de carreiras Mas naquela época o cenário era completamente diferente E eu comecei a ouvir histórias de muitas mulheres muito endividadas Por conta dessa coisa do consumo de conteúdo da blogueira do look do dia E de querer ter aquele padrão de consumo e se vestir daquele jeito E caiu na minha mão um estudo da OCDE de que para uma iniciativa de educação financeira ser efetiva para lá de fato poder transformar a vida das pessoas, ela tem que ser segmentada Um modelo único para todo mundo não funciona para todo mundo Funciona para uma determinada camada da população que teve acesso já a uma determinada educação de base, tudo E aí, então, quais são os públicos que mais têm necessidade? Crianças e mulheres As mulheres, porque a gente tem barreiras de acesso a dinheiro A mulher, o papel econômico da mulher na sociedade até pouco tempo atrás era puramente de consumidora A mulher não produzia riqueza, a mulher gastava só E tem uma mudança em que a mulher, em poucas décadas, a mulher passou a ter o direito de ter sua própria conta bancária O direito de ganhar o seu próprio dinheiro e a responsabilidade de cuidar dele Mas a gente ainda tem uma cultura do provedor, do príncipe encantado. Eu cresci com os filmes da Disney e da princesa que ficava ali quieta, fingindo de morte, esperando o príncipe vir lá e salvar ela, sabe? A geração da minha filha já é completamente diferente. O diálogo com as crianças e sobre o que é possibilidade para a mulher Mas também, além de todas essas barreiras, de toda essa educação diferente com relação a dinheiro, a mulher tem o papel de multiplicadora Quando ela aprende a lidar com dinheiro, ela leva isso para sua família, para suas amigas, filho, marido, pai Mundo inteiro E aí.
A gente transforma o país Nossa, perfeito, Carol. Até porque, como você mesmo diz, para a gente ser independente a gente precisa aprender a lidar com o dinheiro e não terceirizar as nossas contas, créditos. É igual mecânica, não adianta a gente também não se interessar em saber sobre os cuidados do carro se você utiliza.
Carro, né gente? Exato. Se você tem um carro, você tem que saber cuidar do seu carro. Se você tem o seu dinheiro e tem a responsabilidade de cuidar dele, de pagar suas próprias contas Você tem que saber como aquilo funciona, não adianta delargar As histórias de delargar que eu ouço são sempre trágicas, sempre trágicas As histórias... Não adianta você também ficar no pensamento mágico de que vai dar certo no final Tudo no final se dá um jeito, depois eu resolvo, depois eu dou um jeito E agora eu vou aproveitar e fazer aquela comprinha porque eu mereço porque é para isso.
Que eu trabalho. Carol, deixa eu aproveitar estes últimos minutos para te fazer uma pergunta. A questão de nós falamos sobre dívidas, sobre pessoas que não estão tendo entradas neste momento. Você falou aqui sobre o aplicativo do governo, R$ 600,00 por pessoa e as mães em voo solo R$ 1.200,00. Excelente. Quanto mais informação, Como eu te falei, saúde mental e educação financeira é um assunto infinito Parece que agora todo mundo descobriu que tem cérebro e todo mundo lembrou que precisava ter guardado um pouquinho Mas também tá rolando aí um outro movimento de descontos de compras na internet Esse é o momento de fazer aquelas compras que estão dando 40% de desconto naquele sapato que eu sempre quis Não.
Não faça isso. Não faça isso. Eu tenho pensado muito sobre isso, que a gente acaba descontando no consumo as nossas angústias, as nossas ansiedades, as frustrações, o medo, o tédio, um monte de coisa E que a gente precisa achar formas mais saudáveis de lidar com as nossas emoções, que não envolva o cartão de crédito Eu lembro muito daquele... Não sei se você chegou a assistir aquele filme, Um Dia Lindo na Vizinhança Não! Ai, esse filme é maravilhoso. É um filme, mas conta uma história inspirada em uma história real do Mr. Rogers, que ele era um apresentador de TV infantil. E ele que revolucionou a televisão infantil no mundo. O cara era um santo, era o homem com a maior paciência do universo. E é a história de um jornalista tentando entrevistá-lo e fazer o perfil dele. E o jornalista uma hora pergunta, mas você sempre tem essa paciência? Essa presença, essa atenção absurda pra quem tá com você Ele falou, não, não sou sempre assim Então o que você faz? Você grita? O que acontece quando você perde a paciência? Ele falou assim, eu vou nadar ou eu vou tocar piano? E aquilo me pegou muito porque ele achou formas saudáveis de lidar com as emoções dele. Então, nesse período de quarentena, quem não consegue lidar com as suas emoções vai gastar mais no cartão de crédito. Eu vi já vários estudos que as pessoas estão gastando com eletrodomésticos, itens para fazer exercício em casa, itens de ginástica, churrasqueira para dentro da casa. O nome do filme é Um Lindo Dia na Vizinhança, com o Tom Hanks. É lindo. E aí eu fiquei pensando de que formas a gente pode também cuidar da nossa saúde mental pra não precisar descontar tudo isso no cartão de crédito É fazer uma meditação? É ouvir uma música gostosa? É pegar às vezes, pra mim, esse autocuidado é ir pra cozinha e pro fogão fazer um mingau Mingau de aveia e comer mingau embaixo.
Da coberta, sabe? — Carol, mas aí eu complemento, né? Ou estamos constantemente ou temos altos e baixos E nesses baixos a gente tem que descontar não só em compras online, mas.
Também na comida, né?
— Exato! A comida, gente! — E aí o cartão de crédito vai chegar Vai. A facilidade, né? Parece que tá... As lojas tão dando aqueles descontos que a gente sempre queria, mas a fatura vai chegar. E a.
Martina aqui escreveu, né? Estou bordando. Ai, eu aca... Olha. Eu acabei de comprar pelo Mercado Livre, baratinho, tá? Um kit de bordado. Eu nunca fiz bordado, eu sou uma pessoa completamente descoordenada. Motivo de chacota da minha família inteira, que são todas jeitosas as mulheres da família, menos eu. Eu puxei o meu pai. Mas eu falei, poxa, eu acho que bordado pra mim seria algo gostoso. Sempre tive vontade, então comprei um kit e vou aprender a fazer bordado aqui no YouTube. A gente precisa achar outras formas que sejam mais saudáveis, porque os nossos desejos sempre têm alguma coisa por dentro disso, sabe? Eu tava lendo agora um livro e ela falava da mulher que tava super endividada, mas queria comprar uma casa na praia Ela falou, mas por que você quer a casa na praia? Porque eu quero ter um lugar para me conectar com a minha família Fica todo mundo nas suas atividades, no seu celular, não sei das quantas Ela falou, então por que você não compra uma cesta? Ela comprou uma cesta de 2 dólares na internet e colocava, chegava um horário, todo dia a família, todo mundo tinha que deixar o seu celular ali na cesta e tá ali, olho no olho, todo mundo, junto E aí não é a casa na praia, é conexão não é a comida, é um preenchimento de um vazio. Existe alguma forma mais saudável de você fazer aquela comida? Existe uma receita que não vai fazer tão mal para o teu corpo, então que depois você vai se arrepender de ter comido tudo aquilo? Existe uma forma de você direcionar essa tua energia, esses teus sentimentos para algo que vai ser construtivo para os outros e para você mesma? Porque aí Você se sente de outra forma, você não fica... Eu acho que a gente tem que buscar atividades que não dão ressaca depois Não tô falando sobre álcool, mas essa ressaca moral de eu não devia ter gastado aquilo, eu não devia ter comido aquilo Quando a gente evita essa ressaca, já é um bom sinal de que você tá fazendo algo que tá alinhado com os seus valores e com os.
Seus desejos pra vida Nossa, Carol. Não comprar os.
Sentimentos.
E nem comer os sentimentos. Perfeito. Eu sabia que a nossa live seria especial. Eu só não imaginava que seria tão especial. Antes da gente acabar, como eu combinei contigo, respeito muito o tempo dos meus entrevistados, que vão.
Acabar se.
Tornando amigos, tenho certeza. Com.
Certeza. Quais seriam as consultações finais? Minhas considerações finais, eu acho que a gente tem que parar para pensar o que a gente vai aprender com essa crise O que vai ficar de tudo isso aqui na gente depois? Eu tenho feito muito essa reflexão, eu espero de coração que nessa crise a gente acorde como sociedade para a visão de que é fundamental ter dinheiro guardado que quem está passando por essa crise agora sem dinheiro guardado entenda de uma vez por todas que vai ter que mudar alguns hábitos porque quando acontecer o próximo imprevisto, a próxima crise, porque ela sempre vem, não é que a gente vai resolver o coronavírus e nunca mais vai ter nenhum problema. Antes do coronavírus teve a greve dos caminhoneiros e antes disso teve o Wesley Day, teve a crise de 2008, teve o 11 de setembro, as crises vêm, a gente precisa aprender a estar preparado para elas Então que seja para muita gente a gota d'água para transformar a nossa relação com dinheiro Eu sei que ninguém está querendo pensar nisso dessa forma, é dolorido A gente já está passando por uma crise que é muito dolorida e que traz muito medo para tanta gente Mas vamos aproveitar para aprender e tirar.
De bom o que pode surgir daí Olha, eu vou, além de te agradecer, finalizar com o comentário da Lídia, né? Que tristeza por não ter essa reserva.
Mas Lídia, dá pra começar agora? Dá! Isso que é o bacana, dá pra começar agora. Você guarda 10 reais E depois R$10. O importante é criar o hábito, é criar o hábito de guardar Depois você aumenta os valores Primeiro, cria o hábito de não gastar tudo que você ganha E aí você vai, aos poucos, aumentando isso Não adianta você pegar e falar assim, eu não tenho reserva, então eu não vou conseguir nunca ter nada, não Espera, é que nem treinar para uma maratona Primeiro você corre os 100 metros, depois você se fortalece, aí você corre 500 metros E aí depois você se fortalece mais, aí vai ter dia que você vai correr mais, vai ter dia que você vai correr menos. Depois, ao longo do tempo, você vê que você consegue correr um quilômetro. Depois, um dia você pega e se inscreve pra uma corrida de cinco quilômetros. Você vai aos poucos. Eu acho que isso é o essencial. O essencial é mudar os hábitos e os comportamentos. O resultado a gente.
Vai colhendo ao longo do tempo. Eu só não vou poder fazer por ação porque com a outra.
Mão tô segurando o telefone, né? Tamo juntas, eu faço por você. Isa, já virou amiga, tá? Já estamos íntimas. Amei esse convite, essa live, essa entrevista. Foi maravilhoso, juro. Conta.
Comigo no que você precisar, tá? Não, nós vamos juntas. Você só vê em mim o que tem dentro de você. Então conte comigo também. Eu tô fazendo o melhor que eu posso pra gente falar sobre a preservação da saúde mental até o novo normal chegar. E como este novo normal tá sinalizando que vai demorar pra chegar, a gente fala daqui uns dias, a gente fala de novo. Porque as coisas semanalmente estão mudando e quanto mais informação correta a gente compartilhar, melhor. Assunto infinito.
Querida, muito obrigada. Vou liberar aqui. Obrigada, linda. Beijo enorme. Beijo no Thiago. A gente se vê.
Em breve. Se fala.
Em breve. Com.
Certeza. Com certeza. Beijo. Tchau, pessoal. Olha só, vou liberar aqui a Carol. Finanças femininas. Recomendo que todos vocês deem uma olhada, tanto no Instagram como no portal na internet. Esse papo com a Carol foi muito importante para a gente aliviar o nosso coração e entender quais são as oportunidades e opções que nós temos neste período para quem é autônomo como eu, e que não está recebendo salário, não está conseguindo receber, não está conseguindo ter entradas de dinheiro. Então, ela disse coisas importantes que eu vou deixar aqui no resumo, mas para quem está aqui já, olha só, Aline, você que quer ver de novo, vai estar lá no YouTube, Isabela Camargo Real, passem por lá, deixem seus comentários e sugestões também de assuntos que vocês querem ver aqui nas lives diárias. O que a Carol falou? A gente precisa honrar o nosso dinheiro, a gente não recebe um dinheiro à toa Você investiu o seu tempo, sua saúde e o seu talento, então é uma troca Honrar o nosso dinheiro significa não comer o nosso dinheiro ou não comprar o nosso dinheiro com coisas online E agora tem muita loja oferecendo descontos incríveis, aqueles que a gente sempre quis, para produtos que a gente sempre quis Não é a hora, porque a fatura do cartão de crédito vai chegar e como a gente não tem noção ainda de quando tudo isso vai acabar, cuidado, que a fatura pode chegar ainda sem o novo normal chegar. Ela falou sobre a renda básica que o governo está oferecendo, tem um aplicativo do governo que você faz um cadastro simples e recebe 600 reais. Isso para quem é autônomo, E para as mães que são solteiras, esta renda é o dobro, R$ 1.200. Então, gente, nós temos que dar um Google e temos que investir o nosso tempo não só buscando as informações da contabilidade do coronavírus, essa contabilidade tão ruim que nos impacta tanto emocionalmente. A gente também tem que olhar para o nosso extrato. Eu sei que às vezes dá preguiça, dá medo, mas tem que olhar o nosso extrato reduzir o que puder dos gastos. Se não puder cortar, então reduzir. Ela deu o exemplo, por exemplo, da internet. E a questão do empréstimo no banco só se for em último caso. Então depois de tentar negociar com o proprietário do imóvel, para quem paga aluguel, para financiamentos bancários, a última instância seria pegar o empréstimo desde que os juros desse empréstimo seja menor do que o da dívida. Espero que eu tenha contribuído com as suas aflições. Eu também estou vivendo as minhas, mas ao invés de buscar informação só pra mim, eu sempre prefiro compartilhar com vocês. E tem tanta gente aqui que tá me acompanhando todos os dias. Lourdes, obrigada, viu? Adoro ver você aqui. Márcio, obrigada. Fê Fiorito, terapeuta maravilhosa. Enfim, tanta gente que tem me acompanhado. Muito obrigada. Vocês também são os meus semeadores. Se o que eu estou falando faz sentido pra vocês, compartilha essas informações que aí sim a gente reforça essa rede de pessoas do.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








