Live com o Governador do Paraná - Ratinho Junior

Isabela Camargo interviews Ratinho Junior, Governor of Paraná, about the state's response to COVID-19, education, agriculture, and economic recovery. They discuss pandemic challenges and support measures for the population and economy.
Chapters
Olá, olá, muito bom dia. Agora sim, nós começamos a sequência de lives desta manhã. Eu tenho o privilégio de trazer aqui para vocês o governador do estado do Paraná, Ratinho Júnior. Eu sou paranaense, estou passando este momento de isolamento social aqui na casa da minha família, em Campira, no norte do Paraná e logo que eu cheguei muitas situações me chamaram a atenção e como jornalista eu fui buscar então as respostas direto na fonte e consegui a agenda com o governador. Nós temos várias coisas para abordar aqui no Paraná, é um dos estados com o menor número de casos confirmados, é um dos maiores produtores agrícolas do país e eu sempre me perguntei como é que o estado vai conseguir produzir riquezas e lidar com um produto tão perecível neste momento. Além disso, também já fiquei muito atenta em relação à educação, ao ouvir o que estava acontecendo com o EAD, já que o coronavírus antecipou demais o futuro, aquilo que seria implementado em anos teve que ser resolvido de uma vez só. Então, fico muito feliz por vocês que estão aqui entrando. E já já o Rômulo, o assessor do governador, vai dividir aqui tela comigo e nós já vamos então começar a conversa com o Ratinho Júnior. Elis Brank já diz assim, pergunta para o governador em relação ao jovem aprendiz quando voltam ao trabalho. Muito obrigada pela pergunta, Elis. jovem aprendiz. São muitas áreas afetadas, impactadas pelo coronavírus e se a gente pudesse ter respostas para tudo, mas a gente pelo menos tenta, a gente pelo menos busca, deixa eu dar uma olhadinha já se ele está aqui, ainda não. Eu estou fazendo desde segunda-feira a semana especial sobre o futuro do trabalho. Esta semana teremos o feriado de 1º de maio e para mim esse 1º de maio exige da gente um outro tipo de olhar. um olhar bem mais maduro, bem mais aberto a novas possibilidades para a gente desapegar as crenças do passado e nos transformarmos nesse momento. A gente sabe que muitos empregos serão substituídos ou não vão existir mais e a gente vai precisar de alguma maneira se atualizar. para este novo normal que ainda encontraremos. Muitas pessoas perguntam quando tudo isso pode acabar. Ontem eu conversei com a futurista Daniela Kleiman e amanhã eu vou conversar com mais dois futuristas. E todos dizem que é neuroespeculação quando a gente dá qualquer previsão. Então o que a gente pode fazer é organizar dentro enquanto fora está ainda desorganizado. Eu já dou um alô aqui pra Tânia Baier, minha amiga, professora, que está se virando nos 30 no EAD, mas está muito feliz por perceber como as crianças estão reagindo. Umas mais abertas à mudança, né, Tânia? Outras nem tanto, mas isso acontece, acontecia também dentro das escolas, não é? Charles, temos que fazer o nosso Brasil voltar a produzir. Pois é, e o estado do Paraná é um dos maiores estados produtores do Brasil. Eu pausei aqui só para confirmar, o governador está numa videoconferência e assim que acabar ele já entra aqui com a gente. Imaginem só que o dia 1º de maio deste ano ele será comemorado de uma maneira diferente. Eu sempre vejo manifestações bem grandes nas cidades sobre o dia do trabalho e dessa vez não teremos nenhuma manifestação coletiva, mas o que a gente pode é pensar e olhar para esse 1º de maio como uma grande oportunidade. Muitos já perderam o emprego, outros ainda temem perder, A gente sabe que a recolocação não é tão fácil, tão rápida e simples como gostaríamos, mas nós vamos viver sim momentos de muita transformação. Enquanto o governador do Paraná entra aqui, vocês estão me ouvindo bem? Mandem aqui um alô só para confirmar. E aí eu já vou dando um abraço aqui para todos que já estão. A Elis está dizendo, na verdade buscamos respostas para perguntas que em alguns casos ninguém tem. Pois é, Elis, e você sabe que todos estamos tentando, de alguma maneira, pelo menos nos aproximarmos de algo ideal como uma resposta definitiva. Mas ainda não temos. Muito obrigada, representação.pr.gov.br. Olha, enquanto o governador entra, acabei de confirmar com o Rômulo que ele está numa videoconferência, Obrigada, Rosana, Vivaldo. Eu quero já dizer pra vocês que comecei a Semana Futura do Trabalho na segunda-feira e vou até o dia 2 de maio. Eu vou trazer mais de 25 entrevistas com profissionais muito inspiradores pra que a gente amplie o nosso repertório, desenvolva a nossa criatividade e veja novas oportunidades de trabalho. Deixa eu ver quem mais aqui que está. E aí? Tudo que eu tenho feito, tudo que eu tenho falado aqui, está indo tudo lá para o meu canal do YouTube, Isabela Camargo Real. Eu sempre faço esse convite, se você puder passar por lá, fazer a sua inscrição e compartilhar, porque as palavras são sementes, eu não sei se vocês concordam comigo, as palavras são sementes e nós podemos semeá-las em diversos corações, essa é a minha missão. alcançar o maior número de corações com informações corretas pra gente tomar melhores decisões. André, de Curitiba, obrigada pela sua presença. Todos aqui, paranaenses ou não, sejam todos muito bem-vindos. Eu sempre acredito que ouvirmos o ponto de vista de um gestor é importante pra gente entender, conhecer, aceitar, questionar, e desenvolvermos o nosso pensamento crítico. O Wilton está perguntando, é o governador do Paraná? Sim. Ratinho Júnior estará conosco daqui a alguns minutos. Assim que o Rômulo, o assessor do gabinete, der o ok, ele já divide tela comigo. Então já está aqui. Às 10h07min. que a gente quer, não é? Então, já já vamos começar. Paraná é o melhor estado. Ô, Luciane, eu também acho, eu sou paranaense e estou vivendo esse isolamento todo aqui em Cambira, no norte do Paraná. Então, eu acho que o a gente tem fazer, e eu tem que fazer, e eu acho o a gente tem gente tem que fazer, E como eu disse mais cedo, quando eu cheguei aqui, eu me atentei muito para a questão dos agricultores, pelo fato de eu estar no sítio e vi produtores, muitas famílias, Ficando muito preocupadas porque é um produto muito perecível e como o Brasil tem muitos estados produtores, mas o Paraná é um dos maiores, é muito importante a gente ter essa visão. do que está acontecendo, do que pode acontecer. Já adianto para vocês que o uso de máscara em locais públicos já é obrigatório em todo Paraná. Essa foi uma medida sancionada nesta terça-feira, então notícia fresquinha. E é super importante que todos façam a sua parte, a gente não apenas cobre mas faça também a nossa parte. Rômulo, se você estiver me ouvindo, me dê um alô se a gente continua ou se espera mais um pouquinho. Imaginem quantos compromissos um gestor, um líder estadual não tem. Então eu vou esperar aqui o alô do Rômulo. Olha só, o Beto já pergunta, qual a visão do governador sobre a agricultura de precisão e investimentos em agrotec? Então, Beto, eu vou falar muito sobre o agronegócio e também sobre a agricultura familiar. Espero que a gente tenha tempo para responder todas as perguntas. É curioso, porque aqui no Paraná a gente está vivendo um grande momento de estiagem, A gente tá vendo, inclusive, as cataratas e as plantações foram feitas há algumas semanas, e quando a chuva falta isso pode ser um problema. Eu não sei se nós conseguiremos. Oi, Ratinha, já tá aqui, agora só tô esperando a sua solicitação, tá? Chegou, maravilha. Acabou então a videoconferência. Assim que você me enviar aqui a solicitação a gente já divide tela Grisalho, Grisalho Newton, parabéns Paraná pela atitude Eu tô vendo aqui muitas manifestações de paranaenses Felizes e orgulhosos pelo que tem acontecido no Paraná É um dos maiores estados produtores do país, é um dos estados com o menor número de infectados e peguei aqui uma notícia que na minha opinião sempre é muito importante a gente falar sobre o número de recuperados. Vejam só, até segunda-feira 1.186 pessoas tiveram a confirmação do Covid. E 753 foram recuperadas, voltaram para suas casas. Esse número 753, eu gostaria de colocar em negrito, caixa alta, para a gente sempre ao falar do número de infectados, falar também no número de recuperados Temos, infelizmente, 75 óbitos e a gente vai conversar então com o Ratinho para a gente entender quais são as medidas, além do uso de máscaras em locais públicos obrigatório em todo o Paraná, quais outras medidas ainda poderão ser implantadas. Daniel diz assim, o Paraná está fazendo um ótimo trabalho de prevenção ao coronavírus. Parabéns ao governo do estado. Muito obrigada, Daniel, pela sua participação. Pessoas de outros estados também são muito bem-vindos, como eu disse, faz muito bem para o nosso pensamento crítico ouvir a opinião e os pontos de vista de um gestor estadual. Inclusive uma das perguntas que eu tenho para fazer para o Ratinho é justamente essa, quais são os desafios de uma gestão estadual diante de um problema mundial? Rômulo, você consegue enviar mais uma vez a solicitação? Senão eu encerro e começo de novo. Me dê só um alô. Então, Ricardo, não podemos achar que está normal voltar às ruas. E se voltarmos, precisamos fazer a nossa parte, usar máscara no mínimo. Aqui no Pará demorou isolamento, agora está um caos na saúde. André, eu espero que os responsáveis consigam resolver isso da melhor forma. Agora sim, acho que eu vou conseguir dividir tela com o Ratinho. Me digam se vocês estão ouvindo bem. Agora sim. Tudo bem, Ratinho? Bom dia.
Tudo bem, Isabela? Um prazer estar falando com você, com todas as pessoas que nos acompanham. Obrigado. Desculpa um pouco o meu atraso. numa outra live, numa outra reunião, na verdade com alguns especialistas em estatística, alguns doutores também, tentando entender essa pandemia, que é um processo diário que a gente tem feito de exercício, de estudos, para, de alguma maneira, amenizar o flagelo, a dor aí e também o enfrentamento. Então para mim é uma oportunidade fantástica de estar podendo falar com você, com as pessoas que nos acompanham. Você que é paranaense, pé vermelha, e para nós é um grande orgulho também, uma das grandes jornalistas do nosso país, e poder de alguma maneira discutir esse assunto que é tão importante para a vida das pessoas.
Obrigada, governador. Obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Eu pretendo, então, nos próximos 40 minutos tentar responder o máximo de perguntas, porque se eu tenho dúvida, os patroaenses também têm. Antes de tudo, eu gostaria de saber como você está se sentindo. Os resultados deram negativo. Seu secretário de saúde está tudo bem?
Tudo bem, graças a Deus o resultado saiu ontem, quase a noitinha já, mas tudo em paz. Eu tive a necessidade de fazer o teste, porque na sexta-feira eu estive em Maringá. onde a gente foi fazer uma vistoria no Hospital Universitário, no HU, onde nós estamos ampliando o número de eleitos ali no HU. Aliás, é algo que a gente tem feito muito aqui. Nós estamos trazendo as universidades para participar desse processo, não só na pesquisa, na ciência, que é muito importante, mas também no atendimento. O Paraná é o estado que mais tem universidades estaduais no país. Nós temos sete universidades estaduais, com 32 campos, então nós temos um ativo maravilhoso da ciência, dos doutores das nossas universidades, professores e também, obviamente, dos alunos que ali estão e a gente está reforçando o trabalho com os hospitais universitários, que já fazem um bom atendimento, são estratégicos em Maringá, Londrina, Cascavel, ponta grossa e agora nós estamos ampliando com alas exclusivas para o atendimento ao coronavírus. E nessa inspeção, vistoria que nós vamos fazer lá dos novos equipamentos que chegaram, O deputado Ricardo Barros estava presente, várias autoridades, algumas autoridades presentes. Foi um evento pequeno, mas com algumas autoridades. Acabou que depois a gente foi saber que ele tinha sido detectado com coronavírus. Agora, a parte boa se tem desse processo todo é que todo mundo estava com máscara. E ninguém da nossa equipe que estava junto, que teve contato de conversar com o deputado, pegou. Então é uma demonstração muito clara que a máscara ajuda muito a pessoa a evitar essa proliferação. Então a gente tem recomendado, ontem eu sancionei uma lei inclusive da Assembleia Legislativa, que é uma lei importante para que as pessoas que saiam de casa... Claro que ninguém vai ficar prendendo ninguém na rua, não vai sair multando ninguém na rua. É uma questão mais de a gente impor uma consciência coletiva para que as pessoas entendam que a máscara ajuda a proteger você e também outras pessoas. Então a ideia é poder fazer com que o máximo de pessoas possível Posso usar a máscara quem está trabalhando, em especial. E quando alguém for entrar em uma loja, num açougue, no mercado, numa mercearia, numa farmácia, posso usar para se proteger e proteger quem está atendendo. Então, graças a Deus deu negativo. Espero que a gente consiga ser um assintomático se o caso vier a pegar.
Bom senso mais do que nada agora, não é, governador?
Exatamente.
Eu percebi, eu estou passando todo isolamento aqui em Cambira, no norte do Paraná, com a minha família. Eu percebi, inclusive já andei pela cidade na noite. Existem alguns comércios que estão fechados, existem outros que estão abertos. Qual é a sua orientação? Qual é a orientação do governo para os comércios?
Veja, Isabela, nós desde o início da pandemia, isso faz aí uns 45 dias, mais ou menos, nós criamos um critério em cima de um decreto, que é um decreto onde proíbe alguns setores da sociedade, da parte da economia, para que realmente isso tivesse que ser fechado e fizemos uma medida orientativa para que os prefeitos, associações comerciais pudessem ter uma medida de tomada de decisão, porque não dá para tomar uma mesma decisão para Jandai ou para Cambira como se vai tomar para Cascavel ou para Curitiba, são realidades diferentes. Então nós fizemos, por exemplo, shopping, igreja, eventos que acontecem aí de shows, bailes e assim por diante, tiveram que nós tivemos que ser mais genéricos porque tem uma aglomeração de pessoas nesses locais muito forte. Nos demais, a gente deixou de forma muito flexível para que os prefeitos pudessem ir tomando as suas decisões junto com a sua comunidade, no sentido de entender, olha, nós podemos abrir, mas não pode ter aglomerações de pessoas, não pode ter um volume gigante de pessoas na rua. Uma das grandes preocupações que eu tenho, e eu tenho reforçado com os prefeitos do Paraná, é a questão do transporte coletivo. Transporte coletivo é o maior incubador do vírus, porque você tem ali muitas vezes um ônibus lotado, são pessoas que estão sentadas de pé, uma no cangote da outra, e isso acaba fazendo com que o vírus possa se proliferar de uma forma muito rápida. Então nós estamos trabalhando muito com os prefeitos, com as associações comerciais, no sentido de ter esse cuidado com o transporte coletivo. Isso é algo que a gente não abre mão e temos que estar sempre reforçando e claro, se começar a perder o controle no sentido de ter muita aglomeração, a gente vai ter que tomar medidas mais duras. Mas enfim, isso tem que ser estudado dia a dia. Não dá para dizer assim, olha, essa decisão vai durar durante tanto ou essa decisão eu vou tomar daqui 10 dias. Não, é diariamente. Você analisando os números, analisando o número de ocupação dos leites do TI, o número de pessoas infectadas, que vai nos balizando a tomar medidas e decisões para amenizar a curva. Não quer dizer que a gente vai ficar Fora desse processo do coronavírus, é importante registrar que ele veio com uma nuvem. Ele saiu lá da Ásia, da China, veio passando para a Europa, aí veio para a América do Norte, Estados Unidos, e veio descendo. Desceu no Equador, ali que está infelizmente um caos, e veio acompanhando, e chegou no Brasil. Chegou em São Paulo de forma mais rápida, por uma questão natural, São Paulo recebe milhões de pessoas no mundo todo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e agora está avançando em outros estados. O que nós fizemos logo no início? Nós não podemos proibir a entrada de pessoas que vêm de São Paulo, ou paranaenses que vão para São Paulo. Eu não tenho essa autoridade, isso é uma determinação que o governo federal pode fazer. Mas nós criamos 25 pontos de barreiras na divisa do Paraná com o estado de São Paulo para que a gente evitasse o máximo possível de importar o vírus de São Paulo. Porque como São Paulo já avolumou o número de pessoas infectadas, já está muito grande ali o volume, a chance de a gente, se a gente mantivesse a normalidade, a chance de a gente atrair esse vírus de pessoas infectadas para o Estado do Paraná é muito grande. Então a gente fez uma série de barreiras, onde a gente colocou ali a Polícia Rodoviária Militar do Estado do Paraná, a Polícia Rodoviária Federal numa parceria com agentes de saúde nesses pontos, com a ADAPAR, que tem a responsabilidade de cuidar da questão sanitária do nosso estado na parte animal, mas tem muita experiência em fronteira, então estão colaborando com os agentes de saúde e fazendo medições. Então a pessoa entra no Paraná, tem uma medição de temperatura, se a pessoa está com uma temperatura normal já encaminhada para a cidade mais próxima para ter um atendimento. Então esse isolamento social tem ajudado o Paraná nesse momento a não ter uma curva tão ascendente.
Perfeito, eu vi o número até segunda-feira, 1.186 pessoas tinham sido confirmadas com o Covid, mas aí o outro número que eu gosto de falar que são os de recuperados, 753 foram recuperados. Além dessas barreiras, governador, a que mais você atribui o estado do Paraná estar entre os mais abaixo aí do ranking de contaminados?
Olha, hoje os números dos recuperados, Isabel, até agora já são 851. 67% das pessoas já foram recuperadas, que é um dado muito positivo que você, inclusive, frisou desse dado importante que, de alguma maneira, ameniza todo esse sentimento de tristeza de ter que fazer esse enfrentamento. Veja, um dos grandes, se a gente pode falar assim, sucesso no planejamento até agora é o número de pessoas testadas. O Paraná, ele está entre os... Eu vou ter uma reunião com o ministro agora às 11 horas, a gente vai ter uma live com ele, eu e os dois governadores do Sul, e nessa live eu vou, inclusive, nessa reunião, cobrar do ministério que nós não temos um ranking hoje bem esclarecido, muito claro, estatístico, do número de pessoas testadas por estados. Isso tem que deixar claro, O mundo sucesso do Paraná, se é assim que mais uma vez reforço, posso dizer, é que nós estamos testando muito e testando além da normalidade. O LACEN, que é o nosso laboratório aqui do estado do Paraná, que é um laboratório centenário, aliás, um grande orgulho, eu fui lá conhecer pessoalmente, eu não conhecia, porque realmente o trabalho que está sendo feito é um trabalho que nos enche de alegria. Nós, desde o início da pandemia, nós conseguimos fazer um volume de teste maior do que os demais estados. Nós estamos hoje entre os três estados que mais testam no Brasil. A título de comparação, o Paraná testou até ontem 17 mil pessoas, que é o teste Golden, que eles falam que é aquele teste realmente que tem uma maior precisão na análise. Nós temos os testes rápidos, que estão sendo feitos também pelo Nós já desde a semana passada estamos fazendo 25 mil desses testes, mas o teste Golden, nós chegamos a 17 mil. Santa Catarina, as informações que eu tive, chegou a 7 mil, Rio Grande do Sul também um pouco mais que isso. E outros estados, eu comparo muito com o Sul porque o perfil nosso de temperatura ambiente, o clima, ele é muito parecido. Então a gente acaba usando as estatísticas do Sul para nos balizar. Isso demonstra que quando você tem esse volume de teste que nós estamos fazendo, nós estamos conseguindo, vamos dizer assim, rastrear o vírus. Nós, no início da pandemia, tivemos um volume de pessoas infectadas muito forte em Camborão. Então, nós identificamos isso e já fomos para lá com toda uma equipe, trabalhar com a comunidade, enxuga, segura mais o comércio além da normalidade que as outras dá um apoio maior ainda para o hospital local, que é a Santa Casa, com treinamento, apesar que a equipe médica lá é fantástica, mas sempre levando mais informação, já houve um controle significativo na cidade de Camporão. Então você consegue, com esses testes, ter uma radiografia melhor da situação e aonde o vírus está correndo mais regionalmente.
Perfeito. Governador, eu tenho muitos assuntos. Antes de entrar no agronegócio, na agricultura familiar, na exportação de grãos, eu gostaria de falar um pouco sobre o ensino à distância. Quando eu cheguei, eu conversei com uma grande amiga, Tânia Baier, sua conterrânea, e ela é professora, estudante estadual, e ela me disse assim, Isabela, eu parabenizo a atitude do governador, eu vejo que tem muitos professores empenhados, vocês estão transmitindo, né, inclusive as aulas por alguns canais da TV Record, depois fica no YouTube, libera a internet, mesmo assim existem alunos que ainda não estão acessando nenhuma plataforma. Como vocês pretendem, e também já emendando uma segunda pergunta, como vocês vão cobrar as metas desses professores a médio e longo prazo? Ou seja, como esses alunos, mesmo com todos os esforços dos professores que estão trabalhando bastante, porque o EAD precisava de anos para ser implementado, e aí o coronavírus antecipou esse futuro.
É verdade, Isabela, na verdade assim, nada substitui o local da escola, o espaço físico escolar, o professor, o contato do aluno com o professor, que muitas vezes tem uma função ali de ser quase que uma mãe, um pai desse aluno que não tem um ambiente familiar decente. Isso não tem como substituir. Essa relação educador-professor-aluno e o ambiente escolar ele é insubstituível. Mas não dá para tratar um momento anormal com normalidade ou com decisões normais. Então nós tivemos que tomar uma iniciativa, e foi uma iniciativa inovadora no Brasil, de poder levar conteúdo para os alunos ou para o máximo de alunos possível para que esses alunos não ficassem em casa sem ter o que fazer e sem estar aprendendo alguma coisa. Então, nós fizemos um chamamento público onde nós trouxemos a TV aberta para poder transmitir essas aulas para os alunos. Cobre praticamente quase 80, 90% do território paranaense a televisão aberta que foi selecionada por um critério técnico. E também nós fizemos uma parceria com as operadoras de celular para que todo esse gasto, vamos dizer assim, com a internet que a pessoa teria ou o aluno vai ter usando o celular ou seu notebook para aprender e pegar esse conteúdo é custeada pelo governo do estado. Então isso nós estamos fazendo. Nós fizemos uma parceria com a Google, num software da Google, que é o Google Classroom, que é um dos melhores, se não o melhor aplicativo, instrumento educacional de tecnologia que nós temos hoje disponível no mundo, e a Google, nós oferecemos gratuitamente, a Google nos cedeu isso, foi o primeiro estado do Brasil, e acho que até agora o único, que colocou à disposição essa ferramenta para os alunos, aonde ali é possível fazer com que o aluno tenha o seu conteúdo, troca informação com os professores e automaticamente cria uma dinâmica de aprendizado. Claro, nós teremos situações de um pequeno percentual de alunos que moram em alguma localidade que nem a internet chega, que tem muita dificuldade de poder conseguir até o sinal da televisão. Isso vai ter que ser tratado de uma maneira diferenciada, obviamente que depois, voltando à normalidade, para que essas crianças e jovens tenham reforço, tenham todo, vamos dizer assim, um amparo da academia, do setor educacional, da Secretaria de Educação, para os alunos. é muito pequeno o volume de alunos que não estão conseguindo, ou pela internet, com essa plataforma que nós disponibilizamos pelo Google Classroom, e também pela televisão ou pelo YouTube que não está conseguindo ter o acesso. Então, nós estamos... isso é uma evolução. Cada dia você melhora a plataforma, você melhora a dinâmica, melhora até a roupagem da apresentação do professor, com os alunos. Então, a roupagem que eu digo na visual da televisão, do cenário, do estúdio, isso tudo vai sendo melhorado.
Perfeito. Parabéns pela atitude, ainda outros estados engatinhando nesse aspecto e realmente se a educação parar, depois o problema vai ser muito maior. Governador, vamos falar sobre agronegócio? A agricultura familiar que tem contribuído inclusive para a distribuição das mereldas, né?
Exatamente. Uma das preocupações nossa, Isabela, veja, essa pandemia ela atinge a saúde, mas atinge a parte econômica, em especial as pessoas mais humildes, né, que são aquelas que trabalham na informalidade, que não tem emprego fixo, que faz um bico, que não tem todos os dias trabalho, que trabalha duas, três vezes por semana conforme a necessidade e conforme tem a oportunidade. Então, uma das preocupações nossas foi cuidar das pessoas mais humildes. Nós temos crianças, jovens, que vão para a escola para comer. Não é nem para aprender, eles vão para comer, porque a mãe manda para a escola porque sabe que pelo menos ela vai ter uma refeição por dia e depois só fica a responsabilidade para a família a refeição da noite e assim por diante. Eu já havia começado, desde quando assumi o governo, um trabalho de, e é um compromisso que eu tenho com os jovens e as mães do Paraná, de dar três refeições por período. O que que é isso? A criança entrou na escola, vai ter um lanche, ela vai ter no recreio um outro lanche e na hora de sair ela vai ter um outro lanche. Ela vai ter três refeições, por quê? Um jovem, uma criança com fome, ela não concentra, ela não aprende direito, ela acaba tendo uma diminuição na performance dela comparada a uma criança que vem bem alimentada. Então esse já era um compromisso, que era um programa chamado Mais Merenda, que nós já havíamos começado em especial na região de Irati, já eram 60 escolas que já estavam começando esse programa de dar três merendas por período. Infelizmente veio o coronavírus, nós tivemos que parar com as aulas presencial, mas essas crianças precisavam comer. Então nós lançamos esse programa Mais Merenda para entregar nas casas para as famílias, que hoje atinge praticamente 300 mil famílias no estado do Paraná, que a cada 15 dias vão lá buscar esse kit merenda que a gente divide e manda para as famílias. Está um sucesso. Depois agora o governo federal até regulamentou isso, que eu fico muito feliz, mas a gente também teve a alegria de começar de forma pioneira esse trabalho de atendimento social para as famílias mais carentes, usando toda essa estrutura da merenda e de logística que a nossa Secretaria de Educação já tem montada no estado do Paraná.
Perfeito. O agronegócio foi em contato de uma maneira reversível ou ainda teremos muitos problemas aos pequenos, médios e grandes produtores? Porque o agronegócio é muito perecível. Logo que eu cheguei aqui, governador, eu tive contato com um pequeno agricultor que produzia flores. E foi muito triste ver aquele campo todo de rosas tendo que ser jogado no lixo. Antes de falar que você perdeu o emprego e pode perder, em relação ao agronegócio, aos pequenos agricultores, médios e grandes, qual é o seu ponto de vista, o que já aconteceu até agora e o que ainda pode acontecer?
Então Isabela, eu acabei também não respondendo a sua pergunta até o final que você tinha me feito, que é sobre agricultura familiar. A merenda escolar, nós já tínhamos o hábito de comprar quase que 70, 80% dos produtos da merenda escolar da agricultura familiar. Então esse programa nós não paramos, eram 22 mil agricultores da agricultura familiar do estado do Paraná, Nós ampliamos para 25 mil agricultores para justamente não deixar com que esses agricultores ficassem também com uma renda, uma maneira de fomentar eles. Agora, nós teremos setores, infelizmente, que serão afetados. É importante registrar, saiu na semana passada o VBP, que é o valor bruto de produção do estado do Paraná, nós passamos o estado de São Paulo. Pela primeira vez na história o Paraná passou O volume de produção, o volume bruto de produção do agro, da agropecuária paranaense passou e o estado de São Paulo, que é o estado mais rico do Brasil, que tem um agronegócio também muito forte. Isso demonstra que está numa crescente o agronegócio paranaense. A soja teve a maior colheita da história no Brasil e aqui no Paraná também. Então, nós vimos num momento muito bom Claro, agora nós temos a estiagem que está prejudicando muito o nosso milho. Nós vamos perder cerca de 30% da nossa safra de milho. E nós temos algumas cadeias produtivas do agronegócio que serão afetadas. Por exemplo, nós somos a segunda bacia leiteira do Brasil. Nós somos o segundo maior produtor de leite do país. Perdemos para Minas Gerais, que tem o dobro, mais que o dobro dos municípios do estado do Paraná. Essa cadeia é uma cadeia que vai ser atingida, ela está tendo dificuldade. Nós estamos, inclusive, fazendo um programa aqui, através da Secretaria de Agricultura, para comprar um pouco de leite aí, 100 mil litros dia, uma margem que a gente está trabalhando, para mandar para a indústria, a indústria fazer esse leite virar pó, virar leite em pó, porque o retireiro, o tirador de leite, quem mexe com isso sabe disso, Ele não tem o que fazer com o leite da vaca. Ou o leite da vaca vai secar e praticamente ele perde essa vaca porque ela deixa de ser uma máquina de fazer leite, ela deixa de funcionar ou ele tem que jogar o leite fora, que é um pecado. Então nós estamos criando uma dinâmica para atender os pequenininhos retireiros, os pequenos produtores de leite para de alguma maneira que eles tenham uma renda e a produção deles e depois para retomar fica muito mais difícil. Então, infelizmente, nós temos. Hortifruti grangeiro está se sentindo um pouco mais, o setor da bacia leiteira está se sentindo um pouco mais, mas a gente tem casos também de queijos de sucesso, que é o caso da exportação de frangos, que nós estamos aí, está muito forte para o mundo todo, a exportação de suíno cultura também está muito forte, de suínos, a carne, a pecuária Paraná, nós estamos para receber o ano que vem um estado livre de vacinação, livre de aftosa sem vacinação, que vai fazer com que a nossa carne tenha um preço imensamente maior e possa vender carne não só de boi, mas também de frango e de porco para 65% dos países do mundo. 65% dos países do mundo não compravam carne do Paraná porque ainda a gente vacinava o gado o nosso boi para a fitosa e a gente acabando com isso e já desde o ano passado nós já tomamos essa medida de parar a vacinação para ter essa liberação, possivelmente a gente vai mudar de patamar, mas teremos desafios.
Você disse uma frase muito interessante que eu vou levar aqui para as próximas entrevistas. Estamos num cenário anormal, precisamos então de atitudes muito flexíveis, não é, governador? Respeitando muito o seu tempo e sabendo agora do seu próximo compromisso, eu tenho só mais duas perguntas. Para quem já perdeu empresa? e para quem ainda pode perder, mesmo com as medidas do governo, para este trabalhador sem emprego, existe já algum programa que o Governo do Estado pretende implementar?
Sim, nós estamos já, eu tenho uma equipe aqui do planejamento, juntamente com a Fomento Paraná, juntamente com o BRDE, o meu vice-governador, que é o Darcy Piana, que é presidente, estava presidente da FEComércio, que é um homem muito ligado a essa área, ele está sendo coordenador desse grupo de trabalho para um projeto de recuperação da economia do Estado. É importante, Isabela, registrar, e até falo isso com muita tristeza, porque o Paraná 2019 Nós fechamos o estado que mais cresceu na indústria do país, nós crescemos 5,7%. Foi praticamente o dobro do segundo estado que mais cresceu. Nós tínhamos fechado 24 bilhões de reais de novos investimentos aqui no estado do Paraná, tanto na área da indústria quanto também na parte da agroindústria aqui do estado. nós tivemos o comércio 4,8% de crescimento, nós vimos uma velocidade bem além da normalidade que o Brasil estava vindo, que já era positiva para o Brasil, mas nós estávamos aí 4, 5 vezes mais velozes em termos de números da economia do que o Brasil. Então assim, nós infelizmente recebemos aí um freio muito brusco de tudo aquilo que estava sendo construído, mas eu acredito muito na força do estado do Paraná. Nosso agronegócio é muito forte, nosso comércio é muito forte e algo que nós estávamos trabalhando também muito bem é o turismo. O Paraná nunca havia trabalhado o turismo de forma estratégica. Tanto é que a gente criou a TV Paraná Turismo, que mostrava as belezas do Paraná para o Brasil todo no canal aqui do estado. Nós criamos uma série de medidas. Passamos a ser o estado com o maior número de voos regionais do país. Nem São Paulo, nem Rio de Janeiro, nem Minas Gerais tinha tantos voos regionais para fomentar justamente o nosso turismo. Enfim, isso tudo agora levou... Tivemos esse blackout aí. infelizmente. Mas assim, eu sou animado por natureza e estou animado com a recuperação a partir de agosto, que acredito que é onde nós vamos ter uma diminuição dessa pandemia aí, que as pessoas vão começar a voltar na normalidade e estamos preparando um projeto de apoio aos APLs, que são os arranjos produtivos locais, Que que é isso? Por exemplo, região de Luanda, no oeste do estado, é a capital da torneira do Brasil. Ali você tem dezenas de indústrias pequenas que geram muito emprego, que produzem muita mão de obra. Então, como é que a gente vai fomentar essa cadeia produtiva? Cia Norte, região de Cia Norte com confecções, que também gera muito emprego. Como que a gente vai poder dar um ambiente de trabalho para esse setor da indústria que possa, de alguma maneira, amenizar esse sofrimento? E assim por diante, nós temos muitas regiões do Paraná que tem uma vocação do seu dia a dia. Então, nesse momento de crise, a Fomento Paraná Tem uma linha de crédito para os autônomos, que são o pessoal do Uber, o pessoal, as mulheres que trabalham em salão de beleza e assim por diante. Nós criamos o Banco da Mulher Paranaense, que é uma linha de crédito com juros quase que zero, para justamente a mulher empreender. Nós já tínhamos criado isso no final do ano passado, em setembro, outubro e agora Nós potencializamos isso para empréstimos para a mulher poder tocar a sua vida e poder gerar emprego e ela ser uma mulher de negócios também, então incentivar isso. E através do BRD com linhas de crédito para empresas um pouco maiores para justamente fazer com que essas empresas não demitam seus funcionários. A empresa que pegar empréstimo ela tem a obrigação de manter os funcionários nesse momento de crise. Então, tudo isso está sendo pensado para que assim que passe essa pandemia, a gente possa pisar no acelerador e crescer.
Perfeito. Radinho, para encerrar, agora vou fazer uma pergunta aqui de pé vermelho para pé vermelho. Temos a mesma idade... Uma pergunta, desculpa. A última pergunta de pé vermelho para pé vermelho. Repete, Isabela. A última pergunta, de Pé Vermelho para Pé Vermelho. Como você, como autor, tem lidado com os desafios estaduais diante de um problema mundial? Temos poucos minutos, mas eu gostaria muito de ouvir do que você já se orgulha de ter feito ou de situações que podem melhorar daqui por diante.
Isabela, de Pé Vermelho para Pé Vermelho. Eu tenho um ditado que eu levo comigo, que é um ditado popular, que é quando você não sabe onde você quer chegar, qualquer estrada serve. Então nós não podemos pegar qualquer estrada. E tudo passa por um planejamento. Quando você tem um planejamento, organização, uma equipe boa, isso te dá a segurança de tomar as melhores decisões. Não que todas elas serão acertadas, possivelmente a gente vai errar no meio do caminho, porque é natural, quem decide, decide e às vezes a decisão não é a mais correta. Mas se você tem um planejamento, possivelmente a chance de errar é muito menor. E eu, desde que eu assumi o governo, eu tenho trabalhado em cima de um planejamento de desenvolvimento para o nosso Estado, que não é só para o meu mandato. Eu lembro que eu falava, olha, nós estamos em 2019, mas o nosso olhar é 2030. Nós estamos planejando o Estado para os próximos 10 anos. E é isso que nós estamos fazendo. Não é à toa que os índices do Paraná de Crescimento Econômico foram pensados onde nós íamos buscar esses investimentos, de que forma que as pessoas, nós faríamos o Estado ser mais atrativo e agora é fazer com que o Paraná possa ser a central logística da América do Sul. É isso que eu estou preparando o Estado para os próximos 10 anos. Vem essa pandemia, você tem que mudar totalmente o seu leme do barco para você focar em um problema emergencial e crônico, mas que também não muda a metodologia de trabalho. É planejamento. Desde quando começou, essa pandemia na China, nós já começamos a estruturar, até também por causa da dengue, que a gente tinha informação que a dengue ia ser muito forte aqui no estado, desde setembro do ano passado, nós já começamos a reforçar as nossas redes de saúde regional. que era um problema do Paraná também. O Paraná concentrava muito a questão da saúde pública na capital. As pessoas tinham que andar 300, 400, 500 quilômetros de ambulância para fazer uma cirurgia de vesícula. Então nós começamos a organizar a rede de saúde do estado para fazer uma descentralização. tirar esse domínio, essa dependência de Curitiba e fazer com que regionalmente a gente tivesse bons atendimentos na área de saúde, em especial na área hospitalar. E quando chegou a pandemia, isso já estava quase que, entre aspas, organizado. Então, facilitou ainda mais o nosso trabalho de organização. Por exemplo, nós não temos aqui hospital de campanha. Pode ser que, em um momento de calamidade muito pesada, a gente tenha necessidade. Mas o que nós fizemos? Nós potencializamos ainda mais os hospitais regionais. Nós tínhamos três hospitais que iam ficar prontos em dezembro. Nós, lá atrás, montamos uma força-tarefa de equipe de engenheiros, arquitetos, e vamos entregar agora, no mês de maio, em seis meses de antecedência, engenheiros que operaram e trabalharam 24 horas para preparar para o Covid. Telemacoborba, Ivaiporã e Guarapuaba. vai atender uma região central, uma região norte e os campos gerais que eram regiões que estavam desassistidas. Então isso é organização, isso é planejamento e muita tranquilidade. No momento de euforia, de, enfim, uma preocupação muito grande da população, a minha função, mais do que nunca, é passar tranquilidade e mostrar que nós temos o controle da situação para a decisão que for tomada ser a melhor possível e que possa preservar neste momento. o máximo de vidas e fazer com que a nossa economia não pare na sua totalidade. De alguma maneira, vai ter prejuízo. Nós não estamos trabalhando com o acelerador 100%. Nós tiramos um pouco o pé do acelerador da natural devido ao momento ser um momento adverso. Mas eu tenho certeza que com a organização que nós estamos fazendo, a retomada vai ser muito rápida e o Paraná vai ser o saio dessa crise.
Maravilha. Obrigada, governador, pelo seu tempo, pela sua confiança. Boa gestão para você e para toda a sua equipe. Contem comigo.
Obrigado, Isabela, um abraço pra você, pra toda a sua família, seu esposo, um abraço também aí aos meus conterrâneos de Cambira, pessoal de Jandaia, toda a região do Valle de Bahia e aqui nesse momento agradecer muito essa oportunidade de alguma maneira a gente esclarecer um pouco das decisões tomadas e acima de tudo pedir pra que Deus abençoe todos nós e abençoe os cientistas e médicos pra que venha aí o remédio o quanto antes pra nos livrar desse mal aí. Um grande abraço.
Obrigada, governador. Até breve.
Até. Obrigado.
Com os outros governadores daqui da região sul. Agradeço a sua companhia nestes 47 minutos de live com o governador do Paraná. Falou de muitas medidas que já foram tomadas e outras que ainda serão implementadas. A partir de alguns minutinhos essa entrevista já sobe lá para o meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Seus comentários são muito bem-vindos, suas sugestões também, eu estou aqui para isso, para tirar o maior número de dúvidas, porque com informações corretas a gente toma decisões melhores. Às 11 horas eu volto com mais uma entrevista com o Geraldo Rufino, um empresário, empreendedor incrível, já caiu e levantou milhares de vezes, nós teremos muito para aprender com ele. Até já!
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