Live com o monge Mestre em meditação Satyanatha - Amor e respiração em tempos de #coronavirus

Satyanatha, a meditation master, joins Isabela for a live session on finding peace during the coronavirus pandemic. They explore breathing techniques and guided meditation as tools for cultivating love and inner calm when the world feels uncertain.
Chapters
Olá, bom dia! Como vocês estão? Dormiram bem neste sábado? Esta noite, de sexta pra sábado, eu espero que vocês tenham descansado, que vocês tenham conseguido desligar um pouquinho a mente. Hoje eu começo essa live num ambiente diferente, com a natureza aqui atrás de mim. Vocês podem ouvir o barulho do vento, mas eu espero que ele não atrapalhe a nossa conversa. Conversa e meditação. Todos os dias eu tenho feito uma live com especialistas para a gente olhar sobre vários pontos de vista, o que estamos vivendo e como podemos sair mais fortes de tudo que nós estamos vivendo. Hoje eu vou ter o privilégio de compartilhar com vocês os conhecimentos, a fala e as orientações de meditação, respiração, para quem preferir. Nós vamos conversar com Satyanata, que é um mestre em meditação e vai trazer para nós uma palavra de conforto e também, como eu disse, orientação para os próximos dias. Assim que ele solicitar, a gente já vai dividir tela e nós vamos começar. Para a gente alinhar nossas expectativas, nós teremos uma conversa. uma breve conversa e depois nós vamos fazer uma meditação. Eu não sei quantos minutos nós vamos conseguir dentro da agenda do SAT, mas eu tenho certeza que o que nós conseguirmos vai fazer diferença. Aproveito para dar um beijo para o pessoal do Rio Grande do Norte. A Ana Patrícia já está aqui. Quem tá mais? A Helenice, José Roberto, Almeida, Zeray, Edmilson. Eu adoraria poder dar um beijo, um alô pra todos vocês, mas eu tô aqui só de olho na solicitação do Sate pra gente poder começar. Então, como eu disse, hoje nós teremos uma conversa, a orientação de uma meditação com o Satyanata, que é um monge, mestre em meditação. Ele também é o responsável pelo aplicativo Vivo Meditação. Lançou recentemente um livro que traz tanta coisa boa pra gente não só passar estes momentos mais difíceis, mas também pra gente viver. Lembrando que tudo o que nós fazemos aqui no Instagram depois fica no YouTube, pra que vocês possam compartilhar com mais pessoas. e vocês sentirem que o conteúdo vale a pena. Oi, Saati.
Bom dia. Bom dia a todos. Bom dia, Isabel.
Bom dia, querido. Como você está?
Eu estou trabalhando para algo que eu acho que eu fui treinado a minha vida inteira, que é encontrar paz dentro de mim quando ela não está disponível fora.
Vamos repetir essa frase que ela já é conhecida mesmo.
Eu acho que eu estou trabalhando em uma coisa que todo ser humano tem. Todo mundo tem essa possibilidade. Que é encontrar a paz dentro de você quando ela não está disponível fora. Mas ela sempre está disponível dentro da gente. Porque a paz não é uma coisa que existe na mente. A mente tem pensamentos. Mas quando ela se conecta num propósito, quando a mente se conecta na nossa alma, através de técnicas, de respiração, de uma certa postura, aí essa paz vem. E eu acho que ela tá sendo tão necessária nesse momento. Então, eu tô usando os ensinamentos que um dia eu aprendi, Isa, vai lá. Bom dia, bom te ver.
Que bom. Ah, é um privilégio estar aqui com você. Tô feliz que você também tá na natureza. É, eu também. Hoje eu tô estreando esse cenário novo, esse cenário lindo das lives. Também tô no sítio. Tive a oportunidade de voltar pra casa, porque a minha mãe mora no sítio e foi muito bom poder fugir de São Paulo pra estar aqui.
Eu estou exatamente na mesma. Tô ajustando a luz aqui. Eu estou na casa da minha mãe, que mora num sítio.
Sim.
Exatamente a mesma coisa. Deixa eu ajustar aqui.
Tá vendo?
Fica além de ser.
Que bom.
Eu era o técnico de luz e vídeo do monastério. Então deixa eu ver se eu consigo ajustar melhor a luz. Sério?
Olha, enquanto o Sati está ajustando a luz, é importante eu contar um episódio da vida dele que pode fazer uma referência muito importante para todos nós que achamos que a meditação é algo muito distante das nossas capacidades. Sati era engenheiro, não é? Tinha uma vida extremamente corrida, uma vida, vou dizer, estressada, né? Com momentos de estresse, pelo menos.
Eu acho que isso tem um grande ensinamento, que é o seguinte. A meditação não é pra quem já nasceu assim, levitando e flutuando. A meditação é exatamente pra quem precisa, pra aquela pessoa estressada. E eu era uma delas. Hoje eu ensino isso porque eu precisei tanto e me fez tão bem que mudou a minha vida. Então não é que um dia eu nasci assim, levitando, e aí eu no meio de uma paz profunda falei, vou para o monastério. Contrário. Estava confuso, estava irritado, estava triste, estava com um grande vazio no peito. E aí a gente vai buscando preencher esse vazio com coisas. Então, claro que no início eu fui preencher com as coisas mais óbvias. Ah, eu vou fazer uma viagem. Ah, eu vou trocar de namorada. Ah, eu vou comprar um carro mais caro. Ah, eu vou mudar de de empresa na profissão. Mas quando o vazio é verdadeiro, quando ele é grande, só tem uma coisa que preenche o nosso vazio. Vazio só é preenchido com um significado. Uma vida que faça sentido, uma vida que tenha você, que traga você ao encontro de você. Porque a gente, muitas vezes, tem saudade de si mesmo. Eu morria de falta de mim. E aí, pra gente se encontrar, Às vezes a gente precisa de uma jornada. Isso que é bonito. Sabe quando você viaja e você volta diferente? A meditação também é assim. Cada meditação. Você senta, você faz uma viagem pela consciência. E quando você retorna, o cenário ao redor é igual, mas você tá diferente. Perfeito.
Perfeito. Sat, eu vi que você Tenho gravado muitos vídeos no seu Instagram e eles me trazem bastante noção de presente, bastante noção de consciência e autocuidado. Pra mim, prestar atenção na respiração é um ato de amor, é um ato de vida, é um ato de... Como eu disse, faz parte do meu pacote de autocuidados. Confesso que nem sempre eu consigo. A gente vive oscilações e tem vivido muitas oscilações desde que essa pausa involuntária aconteceu. E eu separei aqui uma frase que está na história do pequeno príncipe, uma frase do grande santo Jesus Perri, que só se vê bem com o coração. E você menciona nos seus vídeos amor e respiração nos tempos de coronavírus, por isso Nós estamos aqui pra transmitir essa informação dentro das suas possibilidades, do seu tempo, pra quem tá nos acompanhando. Tenho percebido muita aflição nesses tempos de mudança sem aviso prévio. E queria que você contasse um pouquinho pra nós sobre amor e respiração. Como é que a gente pode lembrar desse sentimento tão puro, que é o amor, que é o único transformador, na minha opinião, e a respiração.
Eu vou tentar contar, mas eu vou me dar o luxo de fazer a resposta longa. Muitas vezes, na correria do dia a dia, a gente faz aquela resposta curtinha pra caber antes do próximo intervalo comercial. E um dos presentes que essa crise tem nos dado, há muitas coisas trágicas, mas ela nos traz o presente de um momento de interiorização, de uma quietude. Veja só, uma humanidade que precisava tanto parar um pouco De repente ela é obrigada a parar. Olha que coisa inesperada. Então é terrível? É terrível. Há aspectos trágicos. Mas se a gente aproveitar bem, é como uma chuva daquelas superfortes que caem e granizo e vai quebrar várias telhas e vai assustar. Mas aí você se recolhe, pega o seu livro preferido, aprende uma coisa e contempla a beleza assustadora dos relâmpagos. É um pouco isso que a gente tem que fazer. É um movimento de transformação interna. Tá na minha resposta longa, Isabela. Que bom que eu tô aqui podendo falar com você e o seu convite me é muito importante. Nessa resposta longa de paz e amor no coração, a gente começa falando um pouquinho de amor. Por quê? Porque o amor é a tônica principal do aprendizado da gente aqui nessa terra. E a gente tem várias maneiras de treinar esse amor. Na nossa ignorância, a gente costuma achar que esse tal de amor é o que a gente sente com o outro. Porque é o mais óbvio. Você vai, se apaixona, aí você ama isso, ou até tem gente que ama chocolate. Tá valendo também. Mas esse tal de amor, com o terceiro, com o externo, ele é muito forte, muito intenso. Mas o que a gente quer, e quando a gente fala de amor em tempos do coronavírus, fazendo uma brincadeira com Gabriel García Márquez, do amor nos tempos do cólera, quando a gente fala do amor nos tempos do coronavírus, é porque o que vai segurar a gente e o que a gente tem que buscar para o nosso crescimento é um amor, mas é um amor mais completo. Porque tudo na nossa vida precisa passar por esse amor. Então, olha só. A gente ensaia o amor transcendente, o amor maior, quando a gente se apaixona por uma pessoa. Mas a gente devia pegar aquilo e expandir para outros amores. Então, e se você amar esse instante e parar de se preocupar com o passado e o futuro? E se você amar o ar que entra em você, amar a vida que a respiração te traz, Amar esse ar que foi purificado por árvores, pelas folhas, pela fotossíntese. Amar o sol que bateu nessas folhas e trouxe a vida para o oxigênio. Amar as árvores em si e o planeta que a gente está. E aí mais ainda, e mais difícil. E se a gente amasse mesmo? Amar cada uma de nossas células e não desrespeitá-las. Você sabe muito bem da falta de amor que é imposta por uma carreira. Pra mim é tão importante falar com vocês, Isabella, porque você é um exemplo de uma pessoa que teve a necessidade e depois a ousadia de mudar sua vida em um ato de amor por si mesma, em um ato de amor pelo seu corpo. E você sabe como o amor é indissociável da coragem. Se você se ama, você tem que ter coragem de combater quem não tá te amando. não está amando o respeito, não está amando o seu tempo, não está amando o seu sono. Então esse tal de amor, se ele começa como algo passional, de coração, depois ele vai nos curar de todos esses destemperos da mente. Esse amor vai nos curar quando esse amor for se tornando maior. Eu amo o meu corpo, então eu me alimento bem. Eu amo a minha paz, então eu aprendo a não guardar rancor. Eu amo a minha proteção, então eu também aprendo a não ficar próximo das pessoas que me fazem mal. Eu as amo de longe. Vai em paz. Deus te proteja.
Seja feliz.
Então esse tal de amor, ele é uma grande expansão de consciência, porque amar é você amar mais a sua disciplina, que te permite fazer exercício. É amar o resultado do corpo saudável, é amar o livro mágico que te traz palavras de autores distantes, até falecidos, que podem expandir a sua mente trazendo frases extraordinárias. Eu estudei livros de 3 mil anos em línguas difíceis. Então essa tal de capacidade de amar, e por isso que eu falei em amor nos tempos do coronavírus, porque a gente respirando com mais tranquilidade está no presente. O presente tira a gente da conjectura do ego, e a gente fica capaz de amar. E aí o exercício, Isabela, é a gente amar cada vez mais. Amar esse instante, amar o desafio, amar através da compaixão as pessoas que irão sofrer muito nesse período. Amar o crescimento que elas e nós vamos ter. E aí esse tal de amor, ele não é um amor ignorante, não é aquele amor que tudo pode. Pelo contrário, ele é um amor como tem o amor de um treinador que te treina. E ele te ama tanto que ele quer te ajudar a se afiar pra ter o melhor desempenho, a maior paz. Então, por que o amor é essa cura em tempos do coronavírus? Porque ele é o antídoto da correria. Ele é o antídoto da gente ficar preso no ego. E ele é o antídoto do separatismo. Porque quando eu amo algo, aquilo faz parte de mim. Se eu amo essa mata, a mata tá entrando no meu coração e me limpando. Se eu amo amigos, esses amigos me dão sorrisos quando eu lembro deles, mesmo que eles não estejam presentes. Tudo que eu amo passa a se tornar parte de mim. E quando a gente ama tudo, você se sente parte do infinito. É esse o objetivo. Parece difícil, não é. É tão natural que a gente esqueceu como fazer.
Por isso, Sati, que é tão natural que a gente até se esquece de fazer, porque é um ato automático, mas quando você para e pensa na respiração, pra mim é um dos momentos mais gratificantes pela vida que a gente tem, porque até teve aqui um comentário, eu vou até tentar aqui achar a pessoa pra mencionar o nome dela, Olha como curioso, né, Sati? O problema do coronavírus atinge justamente a parte respiratória.
A parte respiratória que na medicina chinesa, Isabela, ela é ligada à tristeza. Tristezas não tratadas. Você recusa a vida, porque a respiração é a vida. Então você deixa de amar a vida, deixa de amar o ar, e o seu pulmão vai perdendo força. São tristezas não tratadas. E a humanidade nunca teve tantos brinquedos, né? Distrações, distrações.
Então, olha que lindo isso que nós começamos a falar neste sábado, tão cedinho. Obrigada por todos que estão conosco. Digo cedo, embora já seja um horário para mim mais tarde, mas muitas pessoas acabam dormindo até mais tarde no sábado. Sati, olha que lindo o que você acabou de dizer. Se o coronavírus atinge o pulmão e as pessoas têm a dificuldade de respirar, ontem até uma amiga da TV conversou com uma mulher que teve coronavírus e ela disse, a falta de respiração com o coronavírus é como se você estivesse morrendo afogada no seco. Olha que frase. E o que você ensina, o que você compartilha todos os momentos da sua vida é respirar. Ou seja, se a gente então prestar atenção neste ar que nós temos a possibilidade de introduzir no nosso corpo, nós podemos então deixar o nosso pulmão mais forte, não é isso?
Eu concordo completamente. E esse tal de pulmão, ele é um órgão que traz a energia da vida pra nós. Porque todo o alimento que a gente consome, se a gente não tiver o oxigênio, para transformar ADP em ATP, cientificamente falando, o corpo não vive. Então o ar tem uma energia que vem das plantas, que vem do sol. Em última instância, tudo isso foi tocado pelos raios do sol. É como se a luz ficasse aprisionada, ficasse guardadinha ali no ar. E essa luz tornada invisível, que as árvores ficaram na luz, elas criaram o oxigênio através da fotossíntese nelas, separado do gás carbônico. E aquela vida nos lembra de amar a vida. Eu acho que esse é o ponto central. Ao respirar corretamente, você retoma o seu relacionamento com a vida. E você deve ter passado muito por isso, Isabela. A vida foi acontecendo, ela foi te atropelando. A gente vai tocando. Quando você fala para, eu preciso retomar o meu relacionamento com a vida. Ela existe em mim e eu existirei nela. O tempo acaba nos dando a impressão de que ele é a vida. Uma hora depois da outra, um dia depois do outro, uma correria depois da outra. Aí a gente fala, tô vivendo. Não tá, não tá. Você se tornou escravo do relógio. A vida é outra coisa. A vida, ela não é mensurável em minutos. A vida existe a cada instante. Então você fazer as pazes com a vida é você fazer as pazes com a respiração. A respiração é a vida se expressando em você. E tem algo muito interessante que eu aprendi no monastério. Eu sou entusiasta das coisas do monastério. Gente, temos uma orquestra aqui junto, de passarinhos.
Que lindo!
Através do ar, eles estão se comunicando com a gente. Então, tem algo lindo que eu aprendi no monastério que é assim, gente. A mente da gente é uma maquininha de pensar. Ela pensa um pensamento, aí encadeia em outro pensamento, aí encadeia em outro pensamento, e você começa assim, aí eu tenho que comprar detergente, mas aí eu tenho que pegar o carro e ir pro supermercado, mas o carro tá sem gasolina, mas inclusive o IPVA do carro tá alto, mas então, porque eu preciso ganhar mais dinheiro? Aí quando você vê, você tá assim a léguas, a milhas, daquela intenção inicial. A mente é uma máquina de pensar e ela precisa de controle, porque ela é super forte. Mas se você deixa ela saindo, ela faz a única coisa que ela sabe. Ela sai pensando. E como dizia meu mestre, nunca pense antes de decidir pensar. Você fala assim, quero pensar nisso. Vai lá e pensa. Depois você volta para o seu silêncio. E como que a gente faz isso? Uma coisa maravilhosa que eu descobri no monastério é que a velocidade dos pensamentos é a velocidade da respiração. Isso ocorre dos dois lados, olha que interessante. Se eu começo a ter um pensamento rápido demais, a minha respiração, sem eu perceber, fica rápida. Sabe aquela pessoa que vem falar com você e ela é ansiosa? Então ela vai falar pra você assim, olha, não vai dar, porque então, e aí ela fala, e ela respira só pro topo do peito, e aí você só de ouvir, você fica ansioso junto. Ela tá respirando de maneira muito rasa com o topo do peito.
Por outro lado... E nesses dias, Sati, muitas...
Não, você.
Sim, perdão. Nesses tempos, nós estamos respirando de maneira muito mais angustiada. Muitas pessoas estão sentindo falta de ar.
Ah, mas a gente vai entrar nisso. Quando a gente tem a nossa relação, o ar é vida. Pulmão é a tristeza de viver ou alegria de viver. Quando você tá com a relação com a vida colocada em dúvida, a própria musculatura do pulmão causa falta de ar. Porque ela fica tensa e você acha que tá com falta de ar de coronavírus, mas você tá só com angústia. Vamos chegar lá. Então, se a velocidade do respirar é a velocidade do pensar, A maravilha é que você pode acalmar a sua mente através do controle consciente dos pulmões. Olha que lindo. Existe um botão de acalmar a mente.
Existe. Lindo.
Ele é o diafragma. Aquele músculo que puxa os pulmões. Então a gente faz assim. Tente fazer aí na sua casa. Posso ensinar, Isabela? Olha, gente.
Claro, à vontade.
Deixa eu colocar uma mão aqui no peito. Pra que isso aqui serve? O peito vai ser o último a subir. Você não vai respirar com o peito. Ele fica quietinho. Segura ele aí. Aí você respira com a barriga. Enche pelo nariz. Enche de ar. Puxando com a barriga. Aí, no fim, o peito dá uma enchedinha. E aí solta, solta, solta, solta, solta. Puxando até o umbigo. Vamos lá. Várias vezes de novo. Inspira com a mão no peito. Sente o ar preenchendo você de vida. Solta, solta, solta. Vários vezes. O ar entra. Ele entra tão plenamente que ele expande todo o seu tórax. E ele sai um pouquinho mais lentamente do que ele entrou. Inspire. Aceite a vida que ele traz. E ele sai devagar. Mais duas vezes. Inspire o ar e o peito enche por último. Solte, solte, solte. E agora você vai inspirar esse ar, lentamente, mas vai sentir a vida que ele traz. E a energia da vida vai permanecer em você, o ar vai sair vazio. Sinta que a energia ficou no seu corpo e o ar sai vazio. Inspire e sinta a energia da vida. Aceite a vida e o ar sai vazio. Inspire, sinta a energia da vida e o ar sai vazio. A vida permanece em você. Só essa respiração rapidinha. já muda a nossa consciência, né, Isa?
Muda. É como se você colocasse na mesma frequência que o universo todo está te chamando. Inclusive, Sati, muitas pessoas estão reclamando daquilo que sempre pediram.
Eu quero um pouco de tempo. Pois não.
Não é? Eu quero ficar mais em casa, pronto. Eu quero passar mais tempo com a minha família, pronto. Não é? É tudo tão ambíguo, é tudo tão... eu vou usar uma palavra que percebi nessa semana, irônico. Não é? Essa é a prova daquilo que nós pedimos, receberemos. Então muito cuidado com aquilo que a gente pede. E isso que você falou em termos do pulmão, que o pulmão representa a tristeza.
Representa a nossa ligação com a vida.
Sim.
Com o ar, com a vida aqui no cérebro. E quando o pulmão... A tristeza é uma desconexão com o fluido da vida. É uma desconexão com o fluido da vida.
A tristeza, vamos repetir?
Sim.
Quando eu desenvolvi pneumonia, quando eu trabalhava, quando eu tava forçando a máquina, eu fui buscar num livro da Louise Hay, uma americana, que chama Você Pode Curar Sua Vida. Lá ela traz todas as origens das dores que o corpo tá te alertando que algo não tá bem. E o pulmão, a pneumonia, ela é falta de alegria de viver, como você falou. É como se o seu corpo estivesse desistindo de enfrentar tudo aquilo que você aceitou. O que nós aceitamos. Eu vou, ó, a Lisandre tá dizendo, Satyanata mudou minha vida. Tem duas perguntas.
Tudo que eu aprendi mudou a minha vida. Eu acho que todo ser humano tem direito de usar isso, que é tão simples, tão acessível, pra mudar a si mesmo. A gente tem direito de ser a luz que a gente nasceu pra ser.
Ai, repete isso, Sat, por favor.
A gente tem direito de ser a luz que a gente nasceu pra ser.
A gente tem direito de descer a luz que a gente nasceu pra ser. Descer a luz. Isso, isso. Sáti, eu vou, antes da gente, antes de eu pedir pra você um caminho breve pra esses próximos dias e já até complemento nesse pedido que Percebo que algumas pessoas evitam a meditação por acharem que na primeira tentativa, como a gente não consegue, a gente desiste. E outras pessoas me disseram assim, Isabela, eu tô com tanta coisa pra fazer em casa que não me coloque mais uma tarefa, não me coloque a meditação. E aí eu disse, isso foi até uma médica, né, que tá trabalhando bastante, eu falei assim, olha, se você tentar cinco minutos, se você apenas tentar prestar atenção na sua respiração por um minuto. Um minuto dentro de 24 horas não me parece muito. Então, antes da gente, que eu queria te fazer um pedido, como é que nós podemos fazer uma meditação de 5 minutos apenas, não vou nem abusar do seu tempo pra gente fazer uma meditação mais longa, mas eu sinto aqui no meu coração uma intuição. da gente focar em uma respiração de 5 minutos para que todos que estão nos acompanhando e ainda vão acompanhar, porque o conteúdo depois fica infinitamente no YouTube, consigam colocar na prática, no dia a dia, a partir de hoje. Já amanhã, fazendo sozinhos, uma meditação sem precisar de alguém que guie. Mas se precisar que alguém guie, Já entro na pergunta da moça que pediu pra você falar sobre o vivo meditação, que pode também ser um guia.
Tá ótimo, a gente vai meditar. Essa história de que a gente não tem tempo pra meditar, eu vou responder duas coisas breves, Isabela. Primeiro, eu tenho alguns alunos cujas decisões têm um grande impacto. Eles são, assim, presidentes de empresas, de milhares e milhares de funcionários. E um deles fala assim, eu medito porque eu não tenho tempo. Como eu medito, todas as minhas decisões, com a mente clara, levam menos tempo para serem feitas. Então, em vez de levar 20 minutos em uma tarefa, como eu tô com a mente clara, eu levo 12. E aí, esses vários minutos que eu vou ganhando nas várias tarefas ao longo do dia, me rendem horas, porque eu passei 10 minutos meditando de manhã. Então, ele considera a meditação não uma tarefa, mas um afiar de si mesmo. um presente que ele dá pra ele. Não é uma tarefa. É a preparação para as outras tarefas todas.
Sensacional.
É muito verdade. Eu medito porque eu não me aguento se eu não meditar. Eu gosto de estar bem, de estar em paz. E eu sou humano. Às vezes, vou ficando mais triste, mais... Aí eu falo assim, Satyanata, não tô te aguentando. Senta e medita. Eu respiro, eu medito.
Você fica irritado, Sat?
Deixa eu contar. O monge continua sendo humano. O que acontece é que eu deixo de aceitar o meu estado irritado como algo irreversível. Então, eu sou muito intenso. Eu tenho, astrologicamente, uma super intensidade. Então eu fico bravo e aí leva, assim, 15 segundos, eu falo para satanás de um dia civil, aí eu começo a respirar, eu começo a trazer a minha mente para o presente, eu deixo de culpar o outro, eu entendo a conjuntura e aí não tem, não tem braveza que resista. Toda raiva é um pedido de ação. Você tem raiva porque você quer agir. E essa raiva, toda raiva é um pedido de ação. E essa raiva te sugere uma ação. Vai lá e esgana o outro. Vai lá e grita. Mas não. A gente age como a raiva pediu. E essa ação pode ser uma ressignificação do que está acontecendo. Pode ser um controle da respiração. Toda raiva requer uma atitude imediata. E aí assim que você agir com a sua sabedoria, ela vai embora. Eu me dito porque eu preciso, gente. E aí vamos falar do Vivo Meditação, né?
Olha que resposta! O Vivo Meditação, eu acredito que além do que você vai poder nos trazer aqui pra gente conseguir fazer por alguns minutos neste primeiro momento, que depois que você pega gosto e você sente os benefícios no seu corpo, com certeza esses minutos podem aumentar, mas o Vivo Meditação eu tenho certeza que pode ser um auxílio bom nesse momento.
Eu quero só contar para as pessoas o seguinte, eu aprendi no monastério distante, que ficava aos pés de um vulcão extinto, um lugar lindo. Fui lá pro alto da montanha aprender. Mas eu acho maravilhoso, nesses nossos tempos, que eu possa trazer esse conhecimento pra cá, pra gente. E aí, um aluno meu, uma pessoa extraordinária, trabalhava em um lugar que me permitiu fazer um aplicativo, pegar todo aquele conhecimento e colocar no bolso de todo mundo. Esse aplicativo, pra pagar os custos, ele tem uma assinatura mensal, mas nesse período de crise, a gente conseguiu pedir pra eles, e eles muito amorosamente permitiram. A gente abriu toda uma área de graça pra todos os brasileiros no aplicativo. Ele chama Vivo Meditação. Ele tem mil meditações, e a gente tem uma área nele nova chamada Paz no Caos. para você meditar sem ter que assinar, sem ter que pagar nada, meditar agora, para se preparar, porque existe a crise e existe o fim da crise, o fim dessa emergência, e você tem que estar posicionado para reconstruir o que desabou de uma maneira melhor. Então as pessoas esquecem que não é só atravessar essa emergência, Isa, é a gente estar posicionado Pra quando isso tudo terminar, você ser uma pessoa diferente, que criou uma rotina de exercício, que criou uma rotina de meditação, que jogou fora aquela tristeza que te pegava, que se transformou. Então posicionar-se para o fim da tempestade é tão importante quanto esperar a tempestade passar. E isso o Vivo Meditação pode te ajudar. Ele pode ser baixado na App Store, na Google Play. tá lá de graça, vivo meditação, eu fiz com muito amor. Eu passei quatro meses gravando meditações em estúdio.
Eu recomendo, porque pra mim fez muita diferença. Na verdade, é um privilégio a gente encontrar pessoas como o Sati, que trazem luz no meio de tanta confusão e toda escuridão. Nossa Isabel, eu admiro muito seu trabalho. Eu tô vendo aqui cada mensagem...
É o que eu te falei, amor Também passa pela coragem, também passa pela ousadia de amar-se. E você é um exemplo disso tudo, de verdade.
Obrigada, Sáti. Você só vê em mim o que tem dentro de você. A Lourdes, ela é uma moça que me acompanha aqui, tem me acompanhado em todas as lives. Ela perguntou assim, Sáti, como amar o agora? Como eu posso jogar fora os sentimentos ainda de angústia e desesperança? Mas como você falou, toda crise ela começa e termina. Mas como eu consigo amar o agora?
Eu vou responder o seguinte. A primeira resposta é menos empolgante. É um treino. Você tem que treinar. Mas a segunda resposta é um pouco mais mágica. O ego da gente é uma estrutura referenciada. Aquilo que te magoou Existe mais como uma referência a pontos do passado e a coisas que já aconteceram e nem existem nesse instante. Pode existir a pessoa, pode existir a mágoa, os fatos estão apenas sendo referenciados dentro de você. E o futuro é pior ainda, ele é uma referência hipotética de um talvez, que pode haver ou não. Então o ego é referenciado, a alma é o fato do agora. Uma jornalista entende isso. As referências da interpretação e o fato em si. Então, amar o agora é você abrir mão das referências. Falar, gente, tem mil interpretações sobre o que aconteceu, mil referências. Eu cansei. Eu vou me apaixonar por esse instante. Porque é no agora que eu resolvo o passado. E é no agora que eu crio o futuro. Então esse tal de agora é uma oportunidade que se renova a cada instante de uma maneira tão poderosa. O passado é sempre referenciado. O futuro é referenciado. O agora realmente existe. Então uma respiração pode ajudar a gente.
Sim. Vamos fazer essa meditação, Sati? Você topa cinco minutinhos? Isso, isso. Bom, nós, pra quem entrou agora, nós estamos há 36 minutos conversando com Satyanata, mestre em meditação, e agora vai nos dar um presente. Como nós, depois que essa live terminar, vamos poder, por alguns minutos, começarmos esse treino diário pra acalmar a nossa mente, respirando melhor.
Muito bom, Isabela. Obrigado pela oportunidade de estar contando a gente junto. Amor é conexão. Amor é que o outro faz parte de você. E aí eu posso amar a alma dessas pessoas todas. E elas estão aqui comigo. Vocês todos estão aqui comigo, gente. Vamos lá? Então, gente, postura de meditação. É tão simples. A gente só não pode deixar o corpo ficar curvadinho, assim, pra baixo. Oi, Samantha. A gente não pode deixar o corpo ficar curvadinho porque as costas doem. Então a gente fica mais reto, puxa os ombros para trás. Quando parecer que tá reto demais, gente, dá um suspiro que puxa os ombros para cima e solta. O corpo se encaixa. O corpo vai se encaixar naturalmente. Sentado num sofá, sentado no chão como eu estou, sentado na poltrona, não importa. Feche os olhos, sente-se de maneira relativamente ereta. Inspire o ar, solte o ar. Inspire o ar, solte o ar. Comece a criar com o ar uma relação diferente que você nunca teve. Sinta o ar como o portador da vida. Sinta o ar como um presente. Ele entra em você e ele renova a sua vida, dá novas oportunidades a cada instante. A respiração só existe no agora. Traga a mente também para o agora, onde está a respiração. Inspira e sinta a vida que o ar traz. Solte o ar. Vá criando um novo relacionamento com a respiração. Sinta esse instante e suavemente vá relaxando o corpo. Cada relaxamento É uma libertação do estado de tensão. Os pensamentos ficam presos nos músculos. Tensionam os músculos. Solte os dedos dos pés e os pés. Solte as pernas, solte os braços.
Relaxe.
Os músculos do rosto, dos ombros. Vá sentindo o prazer de relaxar. Vem uma onda, relaxa mais. Você sente a sua energia que estava presa sendo libertada. Respira e vem outra onda. Você relaxa mais. Era aí que estava a energia que você não encontrava. Ela havia sido aprisionada em mil pensamentos e memórias. Mais uma onda, relaxe mais. E agora vamos respirar de uma maneira especial. Pelo nariz, inspire, inspire, inspire, sem forçar. Vá parando devagar. Segure por dois segundos. Um, dois. Solte, solte, solte, solte, solte, solte. Até o umbigo. Naturalmente, no seu ritmo, inspire e vá freando devagar, como quem para um carro. Pare dois segundos e apenas sinta esse instante. Então solte, solte, solte, solte o ar. Inspire. Suavemente pare e nesses dois segundos sinta a sua vida. Sinta a sua alma. Solte, solte o ar. Inspire. Aqueles dois segundos são o ápice, o topo da consciência. Neles você sente a sua luz. Não existe nenhum pensamento. Existe apenas a vida brilhando em você. Inspirar. Pausar dois, três segundos. Estar no agora. Soltar, soltar, soltar, soltar. Vá repetindo. Inspirar. Parar por um breve tempo, sem forçar. Soltar, soltar. E vá observando os efeitos em você. Os efeitos na mente, no corpo. Esse é o presente. O momento presente não tem julgamentos, não tem pensamentos. Inspire. Pare. Sinta a vida. Sol. Agora inspire e ao parar sinta que a vida não é só sua. Ela existe em todo o planeta. Ela existe em tudo. E aí você solta e vai se sentindo no agora. Parte de uma vida do planeta inteiro. Inspire. Pausa. E expiração. Inspirar, pausar, sentir a vida. E expiração. Comece a observar o prazer que existe em estar neste instante. Ele liberta você dos nós do passado. Ele liberta você da pretensão de querer controlar o futuro. O presente é seu. Esse instante é seu. Só você existe nesse instante. Inspire. Pause. Sinta a vida. Então solte o ar. E apenas mentalmente, diga pra você mesmo. Explique pra sua mente. Eu sou isso. Eu sou essa paz. Eu sou essa coragem. Eu sou isso. Eu sou esse peito aberto, essa compreensão. Eu sou isso. Eu sou isso. Essa paz. Eu sou isso. Eu sou isso. Eu continuarei sendo isso mesmo depois da meditação. Eu serei isso o dia inteiro, porque eu sou isso. Eu sou isso. Eu sou isso. Suavemente vá mexendo os dedos das mãos e dos pés, lembrando do seu corpo. Perceba a diferença no corpo e na mente. Vá retornando, retornando, sentindo esse instante. Você conhece agora um pouco mais sobre si mesmo. Você é a paz que você buscava. Respire e vá retornando. Abre os olhos quando quiser. E tenha um dia diferente, mais cheio de vida, mais cheio de verdade. Meditar é isso, é um presente, não uma obrigação. A todos com muito amor, a Isabela.
Meditar.
Namastê, que significa eu gosto, eu respeito, eu admiro a essência de você, a luz de você. Namastê.
Namastê, o Deus que habita em mim, sabe o Deus que habita em você.
Referências ao divino em você. Tudo bem aí, Isabela? Tudo bom com a sua respiração?
Tudo ótimo. Foi espetacular. E pelas reações aqui de todas as pessoas. Sinta um abraço muito forte. Sinta mais de 200 corações te abraçando e te agradecendo profundamente. A luz é nossa.
Nós somos tantos vagalumes que a gente.
Vai iluminar esta noite. Isso. Olha, algumas pessoas dizendo que nunca tinham meditado. Isso é maravilhoso. Você poder trazer os significados certos pra cada ação, pra cada situação. Como você disse, Saati, o fato é o mesmo. As interpretações é que são diferentes. E essas interpretações, elas podem ser equivocadas ou muito agressivas, muito impulsivas quando a gente tá descompassado, quando a nossa respiração tá fora de psinc. E aí a nossa mente vai também ficar fora do eixo. Você falou coisas maravilhosas. Eu só quero lembrar que eu farei um resumo depois, que fica aqui no Instagram, mas depois toda a sua meditação, tudo o que conversamos fica lá no YouTube, infinitamente.
Por favor, me mande os links. Se você tiver esse vídeo gravado, me manda, eu reposto.
Tá bom? Sim, sim. Sati, muito obrigada pelo seu tempo. Obrigada por todas as suas informações. Vou repetir uma frase da minha bisavó, que era uma educadora voluntária de adultos lá em Minas. O mestre é como a vela, consome-se iluminando. E com isso você fica mais iluminado.
É o que acontece, o fogo. Essa sua frase, da sua bisavó, é tão bonita. Porque, espiritualmente falando, Isabela, o fogo é a libertação da luz que havia sido aprisionada na matéria. Então, um graveto, um pedaço de madeira, tem uma luz presa. Quando ele pega fogo, a matéria vai embora e se transforma em luz. A energia aprisionada se liberta e vira luz. Então, a gente tem que libertar a energia aprisionada em nós e sermos a luz que a gente nasceu para ser.
Gratidão, Sati. Até breve.
Vamos em frente.
Vamos em frente.
Vamos em frente.
E agradecer mais uma vez que você se permitiu aprender um pouquinho com o Satyanata. Ele é o responsável pelo aplicativo Vivo Meditação. Recomendo que você baixe o aplicativo, ele mencionou que existe lá a área amor e respiração em tempos de coronavírus, e você pode se beneficiar a cada dia com uma meditação do SAT para acalmar a sua respiração e consequentemente acalmar os seus pensamentos. Obrigada mais uma vez, cada dia temos uma live diferente, sobre um ponto de vista diferente, como nós poderemos sair melhor dessa pausa involuntária, Dessa pausa que sempre pedimos, mas que como veio sem aviso prévio, pode nos deixar mais aflitos, mas já sabemos que somos a paz que tanto procuramos. Beijo grande para vocês, bom final de semana e até breve.
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








