Live com o Professor Fernando Pestana sobre a Síndrome de Burnout em Professores e Concurseiros

Fernando Pestana e Isabela Camargo discutem síndrome de burnout em professores e concurseiros. A conversa aborda sintomas, causas e estratégias de manejo, destacando a importância de sono, nutrição, exercício e gestão do tempo.
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Fala, galera. Beleza? Tranquilidade? Vamos entrando, vamos entrando. Sejam muito bem-vindos a mais uma live aqui no meu Instagram.
Vinícius Bia, primeiro a entrar.
Maravilha, meu camarada. Muito obrigado pela audiência. Sueli Oliveira. Boa noite, mestre. Boa noite.
Moisés.
Fala, mestre.
Fala, Moisés. Tranquilo?
Gilvan, Marco, Renilson. Professor Lúcio Mauro. E aí, mestre? Tudo tranquilo? Maravilha. Moni Conte.
Olá.
Pessoal, vamos entrando pra que vocês entendam o objetivo da live. Hoje eu vou falar sobre um assunto bem interessante e diferente do que eu costumo tratar aqui no meu Instagram. Beleza? Larry Marques, 26. Esse é o cara. Obrigado, Larry. Belém do Pará, Evelyn Peterson. Galera do Belém do Pará, um beijão. Pessoal de todo o Brasil, muito obrigado aqui pela audiência. A gente vai fazer uma live hoje diferente.
Vou fazer em dupla.
Uma live em dupla. Com uma pessoa especial. Acredito que todos conheçam. Aguarde e confie, falta pouco. Daqui a pouco ela vai entrar. e vocês vão conhecer, a gente vai falar sobre um assunto bem interessante. Beleza? Então vamos deixar só mais dois minutinhos pra galera poder entrar, se acomodar, pegar aí a sua garrafinha d'água, seu suco, seu chupe, sei lá o que, e a gente vai bater papo. Galera do Ceará, Galera do Rio de Janeiro, Pernambuco, muita gente boa entrando. Pessoal, sábado à noite, vamos aproveitar aqui pra ficar um pouquinho juntos conversando sobre um assunto bem legal.
E que deve ser tratado com muita.
Seriedade por você que estuda para concursos ou você que é profissional da área da educação, beleza? É um assunto sério que deve ser tratado, obviamente, com toda a responsabilidade e para isso eu convidei uma pessoa diferente do mundo dos concursos públicos. Espero que Ela se torne uma pessoa mais conhecida também no mundo dos concursos devido ao tema que ela carrega, ao tema que ela faz palestras, ao assunto importante que ela levanta como bandeira, que é algo realmente muito importante. Beleza? Bom, deixa eu dar uma olhada aqui para ver se ela já apareceu. Daqui a pouco ela vai aparecer. Deixe-me ver aqui. Ah, tá aqui, pronto. Isabela, pode pedir a solicitação que a gente põe você na fita. Deixa eu ver aqui.
Pronto. Pessoal. Já solicitei aqui. Aê!
Consegui.
Pronto. E aí, Isabela?
Tranquilo?
Tudo bem. E você, professor?
Comigo tá tudo bem, tá tudo massa. Tá com a cara, assim, de um pouco cansada. Como é que foi o dia? Foi cansativo?
O dia foi ótimo. Na verdade, eu participei de um congresso sobre neurociências pra todos. e tenho informações fresquinhas, inclusive, para vocês. Inclusive, a última resposta, a última palestra era sobre burnout e, inclusive, com recados especialmente para a turma que está estudando bastante, não só para professores, mas também para estudantes. Então, tenho aqui já informações bem quentes para passar para vocês. Só que essas informações, prof, posso chamar de prof?
Pode chamar de prof, testana, teste, o que for. Só não pode me xingar.
Não, não, isso de jeito nenhum. Sempre gostei de chamar os professores realmente, né? Professor, prof e tal. Mas falar sobre burnout, prof, é muito importante. Até pra gente diferenciar o que é estresse, do que é burnout, do que é esgotamento profissional e o que isso interfere realmente nas nossas relações. Mas me fala qual é a sua primeira dúvida e a gente vai conversando.
Maravilha. Pessoal, antes de mais nada, algumas pessoas perguntaram aqui, é a linda da Isabela Camargo? Sim, é a linda da Isabela Camargo. Isabela, você apertou alguma coisa e pronto, agora foi. Então, as pessoas que estão perguntando se é a Isabela Camargo, sim, é ela. Nós temos uma amiga em comum, que é a Rosiane. Ela é minha aluna, admira bastante o meu trabalho. E a partir do contato que eu tive com a Rosiane, eu conheci a Isabela e a gente começou a trocar ideias. Como a Isabela está tratando bastante desse tema, a Síndrome de Burnout, que é muito séria, importante, para o ritmo de vida que a gente leva hoje, seja estudante, profissional da educação, a gente precisa ter esse conhecimento, levar a sério o que ela vai conversar aqui com a gente hoje. Então, sim, é a jornalista Isabela Camargo e eu estou tendo a oportunidade de entrevistá-la. Bom, Isabela, é o seguinte, a pergunta básica para quem ainda não conhece o que é a Síndrome de Bernalde E por que ela não deve ser confundida com o estresse? O que você tem a dizer pra gente?
A conversa é boa e a discussão provavelmente vai plantar algumas sementinhas aí na cabeça de vocês. Então, antes de tudo, obrigada pela oportunidade, prof. Obrigada, Rô, por essa conexão. E obrigada por todos vocês que estão conectados conosco pra gente falar sobre saúde mental. Então vamos lá. Existe uma grande diferença entre uma depressão momentânea, uma depressão clínica e o burnout. O que acontece é que nós somos indivíduos formados por uma série de características. Então, eu, Isabela, posso estudar a mesma quantidade de horas que a Roseane, mas eu posso ter reações diferentes das reações da Roseane. Então, a genética influencia, o ambiente social influencia, o ambiente familiar influencia e as suas cobranças influenciam. Então, quando você está com uma leve tristeza e, sei lá, tirou uma nota baixa ou brigou com o namorado ou, enfim, qualquer coisa que te tirou aquela alegria, aquele entusiasmo, aquela motivação momentânea, isso não é depressão, isso é uma tristeza passageira, ponto. Agora, se você está com um quadro de uma tristeza constante, que vai durar aí alguns meses, algumas não passam, precisa procurar ajuda com um psicólogo ou um psiquiatra, porque a gente lida, prof, com as nossas emoções de uma maneira muito equivocada, de uma maneira muito simplista, sabe? Então, para tudo, menos ao que o nosso corpo está falando. E quando o nosso corpo fala, ele quer realmente avisar de alguma coisa muito importante. Depois que essa depressão foi instalada, Depois de uma série de doutores, e aí, como eu disse, podem ser vários, a pessoa que está trabalhando pode dizer que a síntoma de burnout é uma doença ocupacional. Então, vale a pena a gente buscar um pouco na literatura. Essa professora, Cristina Slack, ela foi quem falou sobre burnout com esse termo com muita popularização para médicos, e professores na década de 70. O que ela reparou? Que muitas pessoas estavam adoecendo porque elas estavam cuidando das outras. Muitos professores também relatam que sofrem da síndrome de burnout já há muito tempo e isso é muito É muito mal visto dentro do seu ambiente, porque a gente vive numa sociedade em que você tem que fazer mais, você tem que estudar mais, você tem que dar conta de mais coisas. E quando você assume a sua vulnerabilidade, quando você reconhece que você precisa de uma pauta, diferentemente das outras, isso pode ser um problema. Pode ser um problema. Mas então, vamos lá recapitular. Existe uma grande diferença entre a depressão mutânia, diagnosticada, inclusive, com os médicos, e a síndrome de burnout. O que acontece com os estudantes, prof., e que eu perguntei lá para os neurocientistas, respondo de um congresso, Esse aqui, Neurociência a Todos, da Abranec, Associação Brasileira de Neurociência Clínica. E quando os professores falaram sobre os estudantes universitários, tem muito estudante, inclusive, de medicina com o Bernalde.
Sim.
Médico com o Bernalde. Muito professor com burnout. E o que é o burnout? É o esgotamento mental relacionado ao ambiente profissional. Então uma coisa é um estresse pra estudar pra uma prova essa semana, ou tá com o tempo muito corrido, e aí as coisas acabam acumulando. A outra coisa, gente, é você viver nesse estado estressante por muito tempo, por meses ou anos, como foi o meu caso. Mas aí é outra história.
Isabela, eu não sei se... Perfeitamente. Eu não sei se pra você a minha imagem tá sincronizada com o meu áudio. O que você tem a dizer aí? Tá tudo tranquilo?
Tá, super. Super, super.
É porque eu não sei se a galera tá percebendo a mesma coisa. Algumas pessoas pediram pra eu desativar os comentários pra que elas pudessem ver você, porque o comentário vai... de baixo para cima e acaba cobrindo o seu rosto. E aí eu desativei os comentários. Mas o vídeo não está sincronizado um.
Pouco com o áudio.
Parece que está... Sabe como a ligação está picotando? Talvez seja a internet, não sei. Mas eu consegui ouvir tudo que você disse. Maravilha. Eu consegui ouvir tudo. Acredito também que a galera conseguiu ouvir tudo de boa. Então, a síndrome de burnout é um esgotamento mental provocado pelo excesso de trabalho, seria isso?
Esse excesso de trabalho é importante a gente deixar muito claro que é o seguinte, já existem várias pesquisas em outros países tentando relacionar que tipo de ambiente de trabalho é esse. Ambientes em que as pessoas são muito cobradas, muitas vezes inalcançáveis, com prazos também muito curtos para aquela tarefa. Então, tem estudos que mostram que pessoas com mais autonomia para tomar decisão no ambiente de trabalho têm menos estresse. Pessoas com Eu falei menos autonomia. Pessoas com mais autonomia, pessoas que têm condições de trabalho têm menos estresse Ao mesmo tempo em que pessoas que têm muitas tarefas, muitas demandas e não têm condições materiais ou humanas desenvolvem mais estresse E esse estresse vai se instalar na pessoa de diversas maneiras e isso é o mais curioso O estresse pode ser representado pra mim de uma maneira e diferente pra você por ser homem. Ou eu e uma outra mulher teremos estágios de estresse diferentes. Mas o que é importante a gente destacar é que quando o nosso corpo fala, é importante ouvi-lo, porque ele tá querendo chamar a atenção pra alguma coisa. E o burnout é a linha final de quando você já ouviu, você na verdade não ouviu, você já está tentando aí lidar com várias doenças, e acha que tudo é normal. Então, você tá com dor de cabeça muitos dias, dor de estômago muitos dias, dor de, sei lá, dor muscular muitos dias, isso não é normal. Isso significa o quê? Que o seu cérebro precisa de descanso. E aí entra muito na questão dos estudantes, os profs, porque hoje, lá então, nesse congresso de neurociência, eles disseram o seguinte, Se você não dorme bem, você não forma memória e aí você não consegue concarnar as ideias. Ou seja, para os seus alunos, para quem está prestando concurso, para quem tem demandas de estudo e trabalho, se eu pudesse dar uma dica assim logo de cara, baseado no que os especialistas hoje disseram lá no Fórum sobre Neurociências para todos, São quatro regras, e talvez essas dicas decepcionem quem está esperando uma resposta mágica. Dormir bem, se alimentar bem, ter atividade física e respirar. Respirar aí a gente pode aprofundar em meditação, mas se eu pudesse dar uma dica pra quem vive o burnout há um ano, quase, é dormir bem.
Você pode repetir esses quatro pontos, Isabel?
Quatro pontos para que os concurseiros, para que os estudantes que também trabalham consigam assimilar toda a informação, consigam reter a informação do professor Prestana e de outros conteúdos. Dormir bem.
Dormir bem.
Alimentar corretamente.
Alimentar corretamente.
Fazer atividade física.
Atividade física. Respirar.
E aí a respiração a gente pode falar sobre o mindfulness ou pode falar sobre a meditação, outras maneiras. O que Dürer significa? A gente teve uma palestra só sobre isso com o responsável pelo Instituto do Sono daqui de São Paulo, o Dr. Sérgio Tufik. Eu entendo que vocês que são concursistas e estudantes têm uma agenda com poucas horas para fazer o que precisa, mas se você não dormir bem, você pode assistir a aula mais incrível do planeta, que você não vai conseguir reter aquelas informações. Faz sentido?
Perfeito. Faz todo sentido, todo sentido. Porque, assim, eu vejo isso comigo. Eu que sou professor, quando tenho que preparar uma aula e eu não tô bem descansado e tudo mais, eu não consigo dar a mesma aula, como se eu tivesse descansado. Então, o desempenho é o mesmo do aluno. Ele precisa estar bem mentalmente para absorver o conhecimento. Então, faz todo sentido, tenho certeza. É.
Inclusive, Pode falar.
Então, é porque tá picotando, aí tá rolando um delay, né? A gente acaba atropelando, mas vamos lá. Você tocou num ponto muito importante. Eu sou um professor que não me preocupo só com a minha matéria. Eu me preocupo muito com o meu aluno. para que ele consiga atingir o objetivo dele, que é passar no concurso público. Não é simples passar no concurso público. A gente vive dizendo aos alunos, tem que estudar mais, tem que sentar a bunda na cadeia, tem que ter concentração, isso, aquilo, aquilo outro. Só que a maioria dos concurseiros Tem filho, tem trabalho, tem marido, tem papagaio, tem isso, tem aquilo. Ou seja, é uma rotina tão frenética que o cara tem que conciliar trabalho e estudo. E aí as quatro dicas que você deu, dormir bem, se alimentar bem, respirar e fazer atividade física. Esses quatro pontos parecem chover no molhado, mas são coisas extremamente importantes para quem quer ter um bom desempenho. Então, a minha preocupação é uma pergunta que vai tangenciar um pouco o que você já falou. Como é que o cara pode organizar o seu tempo, levando em conta esse ritmo frenético, organizar o seu tempo de modo que ele possa continuar tendo um bom desempenho nos estudos e sem desenvolver a síndrome? O que você me diz?
Olha só, você falou uma coisa que está convergindo com outras matérias, outras disciplinas, outros assuntos, as linhas da medicina, inclusive, que é o manuseio do tempo. Quando a gente fala em regras de ouro, de tão simples que elas são, muitas pessoas até acabam subestimando e acham que bobagem. Mas quando a gente se aprofunda nessas quatro questões, você vai entender que, primeiro, que se você não dormir a quantidade de horas o suficiente, como já falamos, o cérebro não vai reter informação. Segundo, se você não se alimentar corretamente, seu corpo não vai ter energia e o cérebro é um grande consumidor de energia do corpo humano. Hoje, nós falamos lá, ele consome mais de 20% de todo o oxigênio que a gente acaba adquirindo e a gente precisa de energia para metabolizar nos neurônios as informações. A atividade física já foi comprovada por A mais B, de A a Z, de todas as idades, que a neuroplasticidade, ou seja, que é a renovação neural, acontece com exercícios físicos. Inclusive, os pesquisadores lá do Centro de Pesquisa do Hospital das Clínicas, da USP, eles já estão associando a melhora ou como se evitar o Alzheimer e as doenças relacionadas à saúde mental com atividade física. E o mindfulness ou a meditação ou o respirar com consciência, que eu acho que aí assusta menos, né? Se a gente lembrar que o raciocínio acompanha a nossa respiração, você consegue entender que naqueles momentos em que a gente trava a respiração, que a gente fica com medo, você não consegue pensar. Então, em momentos de estresse ou naquelas questões, de repente, que vão cair no cursinho e que você não lembra a resposta, a minha sugestão já de cara seria para, fecha o olho, respira, para você dar condições do seu cérebro e lá buscar naquelas caixinhas onde está a resposta. Isso falando das quatro regras de ouro. E sobre o manozempo, para quem trabalha e estuda, parabéns! Vocês são guerreiros, vocês são corajosos. E essa é uma realidade de muitas pessoas. Quando eu tive o burnout, a gente falou assim, você estava trabalhando e escrevendo um livro. E eu lembrava justamente dos concurseiros e de quem estuda e trabalha. Essa é uma realidade do mundo atual. A velocidade das coisas não vai diminuir para nos dar mais tempo ou mais condições. Quem tem que dar conta da nossa agenda somos nós. Então, regra número um para manuseio de tempo. Fazer uma lista, prof, do que faz parte da sua vida hoje. É como se fosse uma atualização de identidade. Porque às vezes a gente está gastando tempo com bobagens, ou está gastando tempo com redes sociais, ou gastando tempo com... Eu não vou... colocar como vilão nem a televisão, nem a internet, ninguém, porque ninguém nos amarra a nada. Então, se alguém falar, as redes sociais é que roubam o meu tempo. Mas, pera lá, ninguém te obriga a ficar conectado no e-mail ou a televisão. A dica pra quem trabalha e estuda e tem família e quer ver uma vida saudável é, primeiro, atualização de identidade. Quem é você hoje? Então, a Isabela hoje, ela estuda, ela trabalha, ela escreve livro, ela tem casa. Quanto tempo eu dedico para cada uma dessas coisas? O que eu posso delegar? O que eu estou retendo tempo demais que eu deveria usar para mim? Tem uma frase de um escritor português, o Meacolto, ele fala, a gente não precisa de mais tempo, a gente precisa de mais tempo. que seja nosso. Então, o autocuidado é fundamental para dar conta dessa dupla jornada, vamos dizer assim, de quem trabalha e estuda. Faz sentido, prof?
Faz bastante sentido para mim.
Agora, eu... Para você poder jogar fora coisas que não fazem mais parte da sua identidade atual, ou seja, do seu sistema atual.
Perfeito. É como se você fizesse um retrato de si mesmo, um retrato da sua vida para que você consiga colocar prioridades a fim de alcançar o objetivo pretendido. E ao fazer isso, você consegue administrar o seu tempo. Bom, nesse dia eu tenho isso e isso e isso, só que nesse período eu perco tempo fazendo X, Y, Z. Nesse período eu vou largar um pouco, de repente, o celular para me dedicar, mesmo que seja 30 minutos, para ler um pouquinho do capítulo de crase ou fazer uma questão de algum concurso. Porque todo o tempo que a gente tem para absorver um conhecimento necessário para um determinado fim, pretendido, ele deve ser bem usado. É isso, basicamente, acredito. Espero que tenha entendido bem.
Sim, sem dúvida. E outra coisa, para fazer valer a pena esse tempo de estudo, para que a pessoa não saia com aquela sensação de não estou conseguindo absorver, não estou conseguindo reter, o descanso mental, que eu estou me especializando agora, ele é absolutamente necessário para uma qualidade de vida razoável e para você absorver esse conteúdo.
Você.
Tocou num ponto muito importante. Esse autorretrato é fundamental e é muito importante que você compartilhe com as pessoas do seu entorno o que está acontecendo. Por exemplo, avisar para as pessoas da casa ou avisar para as pessoas da família que Olha, eu tenho a meta de passar no concurso X, para isso eu tenho que estudar em média 3, 4 horas por dia Então pode ser que eu me ausente... Eu fiz isso com os meus grupos do WhatsApp Falei, gente, eu vou ter que sair por um momento, inclusive quando eu fui trabalhar no ministério Eu não estava dando conta. Eu falei assim, olha, eu prefiro avisar que eu estou saindo antes que alguém já ache que eu sou antissocial e não consigo responder. Nas redes sociais idem. Tudo, tudo que você acha que você está investindo um tempo e que você precisa para outra coisa, vale a pena você primeiro avisar os seus familiares, quem é casado, a esposa, a namorada, etc. Olha, pode ser que eu esteja um pouco ausente, tá? É porque eu preciso focar nesta missão. Isso já vai dar-se um alívio, sabe, para as auto-cobranças, prof. Perfeito, perfeito.
Agora, eu estava conversando esses dias com alguns alunos, depois que eu divulguei a Síndrome de Burnout, não só no meu Instagram, mas também no meu grupo de estudos do Facebook. É um grupo que tem mais de 83 mil membros. É um grupo muito ativo. Então, as pessoas confiam muito no meu trabalho. É um trabalho que eu venho desenvolvendo há quatro anos. O meu trabalho é esse. Eu fico 24 horas conectado ajudando os meus alunos. Então, hoje, a maneira que eu tenho de trabalhar não é, por exemplo, sair de casa, como eu fazia, cinco e meia da manhã para chegar dentro de sala de aula às sete, para sair às dez e meia da noite, me deslocando para três bairros diferentes do Rio de Janeiro, e não conseguindo dormir e eu... Cara, é engraçado isso, né? A gente fala hoje sobre a síndrome de Burnout como se fosse algo novo, mas na verdade eu assistia a uma... entrevista sua no Pânico anteontem e você falou que já teve outros nomes como estafa, neurastenia e outros nomes. Então, quer dizer, o ritmo de vida frenético que a gente leva, consequentemente, vai fazer com que a gente seja um celular viciado, né? Ou seja, você nunca consegue desligar o celular, conectar pra carregar 100%. Ele tá sempre ali em 50%, 40%, 60%, aí você dá uma carguinha nele, daqui a pouco ele volta, mas nunca está 100%. Então, a minha dúvida agora é a seguinte, se o concurseiro ou o profissional da educação já sabe que está passando pela síndrome de Burnout, ainda assim ele consegue continuar os estudos ou ele tem que parar, consertar o problema para depois voltar aos estudos? E aí?
Bom, vamos lá. Eu tô considerando que nessa sua munta o concurseiro trabalha, porque a síndrome de burnout é uma doença ocupacional. O que a pessoa, de repente, não trabalha e está sentindo? Vamos lá aos sintomas do burnout. Olho tremendo. Sabe aquele olho assim, vendo? Sabe quando dá aquelas tremendas? Olho tremendo, taquicardia, transpiração. Assim, transpiração não depois que você fez uma atividade física, lógico, mas uma transpiração anormal. Tontura, enjoo, falta de ar, tudo isso são sintomas. Tudo isso é o seu corpo falando, tem alguma coisa errada. Aí você começa a ter insônia, fadiga crônica, perda de prazer, perda de prazer em coisas que você sempre sentiu prazer, isolamento é quando você não quer mais conviver com as pessoas, quando tudo tá ruim, quando você não quer nada. Tudo isso são sintomas da Síndrome de Burnout, fora os problemas gastrointestinais e cardiovasculares. Isso já é comprovado pela medicina. Todos esses sintomas se aplica à síndrome de burnout. Pode ser que você tenha outros sintomas. Como eu disse, o burnout, prof, é um rótulo, tá? Mas a gente tem que pensar que esse rótulo é muito ruim, porque aí você coloca todo mundo dentro de uma caixinha, e nós não somos caixinhas, nós somos seres humanos com suas características. Mas se você sentir alguns desses sintomas por mais de um mês, um ano, dois anos, três anos, quatro anos, é sinal que alguma coisa agora se você estresse elevado já no congresso de neurociência está falando sobre algum medidor os pesquisadores ainda não cruzaram mente o cortisol para definir o estresse, mas para mim, Isabela, vamos lá, para a Isabela, depois de ter feito o acompanhamento por mais de seis anos, o cortisol foi um índice muito importante de estresse. O cortisol é um exame que você faz de sangue e vai ter lá o seu índice de cortisol. Então, para o concurseiro, vamos voltar, que trabalha e está sentindo todos esses sintomas, vale a pena então ver se o que está causando o estresse é o estudo ou se é o trabalho? Porque às vezes as pessoas vão atribuir ao excesso de estudo o burnout e não tem nada a ver. Até porque se alguém está prestando um concurso ou querendo prestar um concurso e está estudando, é porque está sendo movido por uma paixão. E aí agora eu vou falar uma coisa matadora. Nem quem está feliz com o que está fazendo tem o burnout. Fez sentido? Porque o burnout atinge as pessoas num ambiente de trabalho competitivo, como eu falei, sem autonomia para tomar as decisões, e quando ela não tem retorno, nem financeiro e nem emocional, é o reconhecimento. Mas não é o reconhecimento pelo fato de reconhecer para o ego, não. É a valorização. Então, quando você perde o o sentido daquele seu trabalho, ali você pode ser uma grande vítima do burnout. Então, no caso dos professores, os professores são muito apaixonados pelo que fazem, só que conforme eles vão tendo problemas de saúde recorrentes, a imunidade vai caindo, o stress vai aumentando, E ele não tem retorno, nem emocional, ao contrário, tem até ameaças, né? Eu tenho uma tia que foi professora por muitos anos e ela recebeu agora, recentemente, ameaça de morte. Esse ambiente, como eu disse, estressante, pode sim provocar esse esgotamento. E esse esgotamento, ele vai dar como? Apagões. Você não vai lembrar de coisas simples, sabe? É como se eu te perguntasse, professor, crase. Aí você fala, não me lembro, sendo que é uma coisa... Aí é um sinal grave. Entendeu?
Saquei, saquei. Saquei perfeitamente.
Uma coisa é um estresse momentâneo, a outra é um burnout.
Hoje eu conversei com um professor que é meu amigo, faz parte de um grupo de professores de língua portuguesa, Ele trabalha muito. Ele disse pra mim que desenvolveu a síndrome de Burnout. E ele é muito novo. É um cara que tem um talento muito grande. Eu falei pra ele, cara, simplifica um pouco mais a vida, diminui um pouco o ritmo. Quer ver uma coisa? Não sei se pra todos isso pode fazer sentido, mas pra mim fez num período da minha vida que eu tava trabalhando demais. Eu pensei assim, bom, Ou eu quero ganhar X ou eu quero a minha saúde de volta. Minha saúde mental e minha saúde física. Porque quando você não tá bem mentalmente, todas as outras relações que você tem ficam prejudicadas inevitavelmente. Porque primeiro você precisa estar bem consigo mesmo. É uma coisa tão óbvia que a gente repete e repete e repete, mas as pessoas acabam se sabotando, enchendo a cabeça dela com mil preocupações, quando na verdade simplificar a vida torna o ritmo, a cabeça mais saudável. Então, os concurseiros que conversam comigo, Isabela, normalmente dizem assim, pô, eu estou trabalhando muito, eu não consigo ter um bom desempenho e tudo mais. E mesmo antes de conversar com você, mesmo antes de me enterar do assunto, da síndrome de burnout e temas contigo, eu falava para os meus alunos e ainda falo. E agora eu vou ter um pouco mais de propriedade até mesmo para te indicar. Existe um e-mail, tratandoburnout.com. Caso alguém esteja passando por alguma dificuldade, algum sintoma desses sintomas, ou a reunião desses sintomas, é um bom recurso entrar em contato com tratandoburnout.com. Mas o que eu ia dizer é o seguinte, eu sempre digo aos meus alunos, organiza o seu tempo, para um pouco e veja como está a sua vida, para que você consiga se dedicar um pouco mais, para você otimizar o seu tempo e conseguir ter um bom desempenho. Então, eu fico muito feliz, você que tem propriedade no assunto, falar isso para eles que estão nos assistindo agora. E aí, como o Instagram só nos dá uma hora, eu queria que você, nesses dez minutos que a gente ainda tem, 10 minutos? Não, né? A gente ainda tem um pouco mais de tempo. A gente tem 25 minutos, se eu não me engano. Falasse um pouco mais para eles, como é que eles devem organizar esse tempo? Porque essa é a maior preocupação do concurseiro. Pestana, como é que eu organizo o meu tempo?
Então vamos... Na vida a gente tem que fazer escolhas. Alô?
Pronto, agora eu tô te ouvindo. Deu uma travada, agora voltou.
Na vida, assim como nas provas, a gente tem que fazer escolhas. E as escolhas, elas nem sempre são visivelmente positivas. É como o atleta, o atleta de alto rendimento, o Gustavo Borraminho. Olha que curioso. Vamos lá, bota aí um breaking news. Quando eu fui entrevistar o Gustavo Borges, eu perguntei pra ele quanto tempo ele treinava. Ele me disse que treinava, na época, lá das medalhas olímpicas, 19 horas por dia. Ah, como assim 19 horas por dia? Ele falou, tenho que incluir no treino o tempo para dormir, o tempo para comer e o tempo nas piscinas. Então, o que ele disse? Para ser um atleta de alto rendimento, para ser um profissional de alto rendimento, você tem que saber que escolher. Quando você escolhe, você está renunciando a outras coisas. Então, trabalha. Se vocês querem um curso que é justamente só para mudar o trabalho, creio eu, Vocês vão ter que abrir mão de algumas coisas. Vocês vão ter que fazer escolhas. E como eu disse, essas escolhas sempre serão, assim, aparentemente tão prazerosas. Mas, como o Gustavo Borges disse, para ganhar a medalha vai ter que abrir mão de alguma coisa. Então, esse manuseio do tempo, ele tem total relação com as escolhas que a gente faz. Então, se eu quero passar na prova, eu vou ter que abrir mão de alguma coisa. Primeiro. Segundo, volto naquela questão, a atualização de identidade. Onde que eu estou gastando tempo à toa ou com bobagens que não vão me levar a lugar nenhum, vão apenas me distrair, que eu não vou estar usando para coisas mais relevantes? E aí o que vai ser relevo para o prof. Testano é diferente para o aluno João, por exemplo. Então não tem como a gente falar assim, não existe uma regra de ouro sobre o manuseio do tempo. Ah não, tira isso, tira aquilo. Não, porque de repente você vai dizer para uma pessoa que vai fazer exercício físico por uma hora. Ele não está perdendo tempo, ele está favorecendo para que os neurônios dele fiquem também ativos. Então, Eu vou encaminhar a nossa conversa para uma conclusão que agora vai fazer muito sentido para você. Depois eu vou mandar essa frase para você colocar aí para os seus alunos. O estresse prolongado, frase dos neurocientistas, da ABRANEC, Associação Brasileira de Neurociência Clínica. Aliás, lá no meu story eu fiz um monte de vídeo de todos os professores que passaram hoje. abre aspas, estresse prolongado afeta as conexões entre os neurônios no córtex pré-famos humanos. Essa região regula funções cognitivas superiores como concentração e organização. Ou seja, se você está de estresse prolongado, seja por má administração do tempo, sei lá, qual é a questão. Você está afetando diretamente as suas funções cognitivas. Então, pode ser o professor Pestana, pode ser o conteúdo mais blaster do planeta, se você não der condições pros seus neurônios, pro córtex pré-frontal, que é que tem essas conexões mais sofisticadas, você não vai reter conteúdo nenhum. E aí vai viver estressado, porque o tempo que você tá usando pra estressar, você não tá retendo nada e acha que vai ser uma bobagem. Faz sentido, prof?
Faz totalmente, total sentido, cara. Eu acho que as pessoas que estão assistindo a gente agora, vão ter oportunidade de assistir novamente, porque fica gravado aqui durante 24 horas. Isto é, se o Instagram não me sacanear, de vez em quando a gente faz uma live aqui e o Instagram não salva, mas... Deus é Pai e vai deixar gravado aqui e as pessoas vão poder ouvir, recapitular o que você falou, anotar. Pessoal, eu sei que vocês trabalham, eu sei que vocês estudam, eu sei que vocês têm um objetivo muito certo na vida de vocês, que é conquistar um cargo público para poder dar uma vida melhor para si mesmo, para sua família. A gente sabe disso, mas não adianta você não organizar a sua vida, organizar o seu cérebro, conhecer como é a sua vida para que não haja esgotamento e aquele plano caia por terra. Então anotem o que a Isabela está falando, é muito importante, ela está trazendo informações aqui super relevantes para a gente. Eu até vou assistir a live novamente para anotar isso, para ter mais propriedade quando algum aluno me perguntar.
Se você quiser, a partir desse nosso primeiro contato, a gente pode marcar uma outra live. E é muito importante dizer o seguinte, o esgotamento profissional, que é o burnout, reconhecidamente como uma doença ocupacional, Ele tem níveis, como todas as doenças, tem níveis. Diabetes tipo 1, 2, 3. O burnout também tem níveis. O nível mais severo, eu conheço pessoas, inclusive o professor Cortella, que disse que a irmã dele teve, mas tem professores que nunca mais voltam a dar aula. Tem pessoas que nunca mais voltam para os estudantes. Eu, agora mesmo, fiz uma tentativa em trabalhar no ministério. Eu não consegui, mas eu tentei. Pode ser que eu vou tentar agora um outro emprego e eu consiga não ter enjoo, tontura, dor no olho e tudo mais. Então, o que acontece? O burnout é um freio. O burnout é uma defesa do seu organismo para que você não tenha coisas piores, para que você não venha ter um AVC, para que você não tenha um infarto. Isso não é a Isabela que está dizendo. Eu só estou compartilhando aquilo que eu aprendo. E aí, fundamental hoje, quando eu vi no Congresso, para encerrar então aqui para te contar, O burnout você sente quando você não tem recompensa. É quando você dá o seu melhor, quando você dá tudo de si e você não tem recompensas. Então é uma barreira que seu organismo vai dizer, pera lá fofinha, pera lá fofinho, aí você vai ser obrigado a dormir melhor, você vai ser obrigado a se alimentar melhor, fazer exercício, ou seja, ter autocuidado. Por ser tão simples, as pessoas subestimam essas dicas. Quem estiver procurando em venvanse e metanfetamina, eu já vou deixar um recado, vou plantar uma sementinha, muito cuidado. Eu tomei metanfetamina a conta dessa dinâmica toda. Sei que muitos concursos usam e isso é um perigo, porque você está mexendo com uma coisa que ninguém está vendo, que está dentro do seu cérebro, que são os neurônios.
Existe um remédio chamado Ritalina que alguns grupos de concurseiros, a gente vê a galera falando, E aí, vocês estão tomando Ritalina? Qual o desempenho de vocês a partir da administração do medicamento? Cara, isso é furada, né? Total, né?
Total. Então, olha, me comprometo aqui contigo de a gente fazer uma outra live pra gente falar sobre esses artifícios que nós humanos buscamos na medicina, porque eu comecei a tomar metanfetamina com a indicação de um endocrinologista, porque eu tinha que dar conta de trabalhar e estudar. Tá certo? Então, eu quero voltar a falar com vocês sobre isso porque é um perigo. E assim, ó, resumindo, é como colocar o motor de uma Ferrari numa carcaça de um Fusca. Não tenho nada contra o Fusca, muito menos a Ferrari, entendeu? Mas é quando você está sobrecarregando a máquina. Aí vai dar burnout. E aí, ao invés, então, do sujeito eliminar coisas... Olha aí, regra de ouro, Breaking News. Ao invés de eliminar coisas para dormir melhor, vai buscar um remédio. Só que isso a médio e longo prazo não dá certo. Nem a curto prazo, é só uma ilusão.
É como se fosse uma compensação. Você busca uma fuga daquele problema que você está passando e ao buscar essa fuga você se aprisiona. É o vício. É o vício em qualquer coisa. E aquilo vai acabar te prejudicando. Pois é. A mensagem final para os concorceiros. O que você tem a dizer, Isabela, para a gente poder se despedir?
Bom. Primeiro, contem comigo. Segundo, quem está passando por um nível de estresse elevado, procure ajuda. Não sofra sozinho, não sofra calado. Não ache que você é super-herói. Não, eu adoraria ser a Cata Marvel, não sou. Então, não tente resolver questões baseadas em mensagens que seu corpo está enviando sozinho. Para isso, existem médicos, existem terapias, existem recursos para você recuperar sua saúde. Segunda dica da Isabela. Não ignore os avisos que o seu corpo dá. Não ignore. Não ache que você é invínculo, que não vai acontecer nada. Aí quando acontece uma morte súbita, um AVC, você fala, nossa, a pessoa era tão jovem e teve um AVC. Teve. Então, provavelmente, essa pessoa, ela subestimou. os recados do corpo. Então, sentiu alguma coisa prolongada, mais de uma semana, duas semanas, para de se automedicar e procure ajuda, de verdade. Psicólogo, psiquiatra, o professor, o padeiro, mas procura ajuda de alguém. Não sofra sozinho e não busque a solução sozinho nesse primeiro momento. Depois, autocura é outra história, mas no primeiro momento você vai precisar de ajuda, sim. E aí, em relação ao estresse, nós já falamos, tudo muito prolongado é muito prejudicial. E segundo, faça uma atualização da sua identidade. Veja se aquilo que você está fazendo está fazendo sentido. Se isso que você está estudando realmente está alimentando o seu tesão, o seu amor. Sem paixão, porque a paixão deixa a gente cego. Eu vi isso hoje da minha parceira, psicóloga Edviges Parra. Quando a gente tá muito apaixonado, você acaba fazendo coisas desmedidas. E por amor é diferente. Então estude por amor, não por paixão. E aí, eu só desejo que o tempo sempre esteja a favor de vocês, pra que vocês consigam administrar bem essa mudança de vida, essa recolocação profissional. A resposta... está no sono. A saída está dentro. Então não vamos buscar fora aquilo que a gente já sabe que é só uma boa noite de sono pra gente pensar melhor. Adorei, prof!
Cara, eu não sei nem o que dizer. É um privilégio poder conhecer você, falar com você, tratar de um assunto sério que mexe com a vida das pessoas, com a saúde mental delas. Pra mim, ser usado assim como canal para transmitir esse tipo de mensagem bacana é um privilégio. Te agradeço demais por ter participado da live. E pessoal que está aí assistindo a gente até agora, muito obrigado de verdade pela audiência neste sábado à noite. Sábado à noite tudo pode mudar, né?
Daqui a pouco a galera já vai.
Para o barzinho, tomar um xopim para falar sobre a Síndrome de Burnout. E é isso.
Olha, que assim seja. Um beijo próximo e até breve, tá? Voltamos em breve.
Um beijão. Valeu, galera. Tchau. Tchau, Azabel.
Boas provas.
É nóis.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








