Live com Rodrigo Prado - Princípios para vencer medo e ansiedade

Isabela Camargo and Rodrigo Prado discuss how to overcome fear and anxiety. Isabela shares her experience with burnout syndrome and why self-care and mental health matter.
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Olá, olá, tudo bem com vocês? Nós estamos na segunda live do dia, segunda e última, mas na segunda-feira recomeçaremos com força total. Inclusive aqui no final eu vou compartilhar com vocês já dois projetos incríveis, que uma será para a semana do dia 1º de maio e depois na seguinte sobre histórias de superação para quem teve a síndrome de burnout, que é a doença ocupacional. Olha só, mais cedo eu falei com a Fernanda Bianchini, a criadora da associação Fernanda Bianchini, que hoje atende mais de 400 pessoas com algum tipo de limitação. Ela passou um exercício incrível pra gente melhorar nossa capacidade pulmonar. Ela, como fisioterapeuta, tem muito pra nos ensinar pra gente respirar melhor, assim, aumentar a imunidade e ficar um pouco mais protegido do coronavírus. E agora eu vou conversar com o pastor e teólogo Rodrigo Prado. A convite de uma grande amiga, a advogada trabalhista Tássia Prado, nós vamos falar sobre os princípios para vencer o medo e a ansiedade. E esse é um tema que serve para agora, serve para depois, ou seja, serve para todos os momentos em que a gente precisa manter a nossa saúde mental, em que a gente precisa tentar sofrer o menos possível, porque vantagens e desvantagens nós sempre teremos sobre qualquer circunstância, qualquer mesmo. Eu vou pedir então aqui para o Rodrigo, ele já já vai entrar, nós vamos dividir tela e se vocês já quiserem, boa tarde a todos, já podem mandar algumas questões que vocês têm vivido em relação ao medo e em relação à ansiedade. Porque quando a gente tem uma previsão que não é cumprida, a ansiedade se instala, né, e quando ela se instala a ansiedade traz uma série de consequências pra gente na respiração, na alimentação, nos nossos comportamentos, então eu entendo que quando a gente conversa com as nossas dores, com os nossos medos, fica tudo mais fácil. Tássia, eu vou pedir pra você me ajudar, eu já vi que você tá pra me conectar com o Rodrigo. Você me ajuda? Que eu ainda não vi o pedido dele pra gente dividir tela, tá? Então eu vou pedir para o Rodrigo Prado, pastor e teólogo. Ele tem a missão de levar o Evangelho pra mostrar que nós não temos um Deus bravo e sim um Pai amoroso. Achei fantástico. Achei fantástica, na verdade, a missão dele de mostrar realmente que nós podemos evoluir pelo amor, né, e não só pela dor. Deixa eu dar uma olhadinha aqui, se o Rodrigo já entrou, ainda não. E vai ser um papo muito gostoso, um papo leve, eu tenho procurado sempre trazer pra vocês assuntos mais leves de sábado, né, durante a semana a gente tem assuntos um pouco mais densos, vou chamar assim, assuntos relacionados a a trabalho, o futuro do trabalho inclusive, mas no sábado eu sempre prefiro trazer um assunto um pouco mais leve. Agora sim, o Rodrigo já vai e.
Nós teremos um papo muito gostoso neste sábado sobre os princípios para vencermos o medo e a ansiedade. Rodrigo, tudo bem? Boa tarde.
Olá, Isa, tudo bem?
Tudo em paz. Obrigada pelo convite. Eu comecei a live, mas quem vai dominar o espaço é você, né?
Exatamente. Quero primeiro agradecer a sua disponibilidade, dizer que é uma honra estar aqui conversando com você, já acompanho você há algum tempo, e é muito bom a gente poder trocar um pouco de experiência aqui e aprender um pouco de como superar essas angústias, essas dificuldades do dia a dia, ainda mais por tudo isso que nós estamos passando nesse momento. Eu queria que você falasse um pouco mais sobre você, se apresentasse com um pouco mais de detalhes para a minha audiência, que também o pessoal que está entrando aqui que veio junto comigo, para a gente conhecer um pouco mais também.
Com certeza. Obrigada, Rodrigo, pelo espaço. Obrigada, Tássia, advogada trabalhista que eu amei ter Com ela, esse nosso caminho, a gente tem muito pela frente para falar sobre os direitos que todos temos Então, obrigada, Tássia. Obrigada, Rodrigo, por você estar me permitindo compartilhar aquilo que eu tenho pesquisado, que eu tenho vivido E essa é a nossa missão, né? A gente atingir o maior número de corações Para quem ainda não me conhece, eu sou jornalista, trabalho com comunicação há 23 anos, passei pelas principais rádios e tvs do Brasil e caí na armadilha da competência. A competência é um termo que eu uso muito nas palestras, em que nós caímos na cilada, e é uma cilada que todos estamos sujeitos, porque vivemos numa sociedade em que nos cobra muito trabalho, Muita economia começa a ter produtividade, muita produtividade, nos cobra uma disposição, uma disponibilidade integral e foi tudo isso que me fez viver uma experiência que se chama Síndrome de Bonal, que é o esgotamento profissional e que hoje atinge 20 milhões de brasileiros. Você sabe, Rodrigo, que eu acho que esse número é até subestimado, como outros números, porque muitas pessoas têm vergonha, sentem culpa de procurar ajuda ou de reconhecer que vivem algum problema relacionado à saúde mental. Desde que eu vi essa experiência, eu fui buscar respostas que eu não encontrei em E a partir daí comecei, então, a compartilhar tudo o que me fez bem, tudo que eu pensei que não fazia para que as pessoas também previnam a saúde de burnout, depressão, ansiedade, enfim, tudo que está relacionado à saúde mental Legal Muito bom!
Eu também dei uma olhada nos seus conteúdos e vi você falando muito sobre isso, sobre essa experiência. Realmente foi uma experiência muito forte que você passou. E hoje nós estamos passando por uma situação mundial a respeito dessa pandemia e eu acredito que muitos sentimentos estão bagunçados nesses momentos. A gente fica com uma séria dificuldade, o ser humano tem uma séria dificuldade de não conseguir projetar o futuro. Ou seja, gera aquela angústia, gera uma sensação de desconforto quando você não sabe de fato o que vai acontecer amanhã. Me apresentando também rapidamente, que eu sei que você já falou algumas coisas, mas eu sou pastor aqui em Brasília, de um ministério chamado Livres do Medo. Então você imagina o que nós falamos, dá para imaginar o que a gente fala, o que a gente acredita. E de fato eu acredito que o medo Ele é a raiz de muitos males e ele nos trava, ele nos limita, ele faz a gente muitas vezes ter atitudes que não gostaríamos de ter, sabe? A gente faz algumas coisas e fala, por que eu fiz isso? Então a gente fala muito aqui sobre essa liberdade do medo. E eu queria te perguntar, eu queria saber se nesse momento, nisso tudo que você passou, se o medo era uma raiz ou ele estava por detrás de todas essas circunstâncias, todos esses sentimentos, dessa situação que você passou. E aí se você quiser e puder falar, acho que seria interessante até para outras pessoas terem uma inspiração através da sua história, o que te causava medo? Nisso tudo, na tua vida, na tua vida profissional, o que você poderia compartilhar com a gente sobre isso?
Você perguntou em relação ao medo antes de ter a síndrome de burnout?
Exatamente. A pergunta é se você acha que algum tipo de medo também pode ter colaborado no desencadeamento dessa síndrome.
Com certeza. Bom, antes de eu responder a sua resposta, Rodrigo, você fez um comentário que eu queria só dar uma complementada. Você falou que a gente sente muito medo quando a gente não sabe o que vai acontecer amanhã. Na verdade, sempre vive uma ilusão de achar que a gente controla o amanhã, que a gente vai viver o amanhã. Isso é muito curioso. O coronavírus antecipou o futuro. Conversei com a Gabriel, que é uma estudiosa de transformações digitais E ela falou assim, o coronavírus simplesmente antecipou o futuro Porque soft skills, que são aquelas habilidades emocionais que nós já sabemos que temos que desenvolver Para vivermos melhor em sociedade, como ser humano A gente sempre soube que precisava disso Agora o momento está pedindo mais rapidez nesse processo Sim. Outra coisa que antecipou e, na verdade, trouxe aquilo que sempre pedimos, que é mais tempo. Mais tempo com a nossa família, mais tempo em casa, mais tempo pra gente cuidar da gente E olha como nós somos, ficamos ou estamos confusos porque a gente sempre pediu Exatamente E agora a gente não está sabendo lidar com isso E quando eu comecei a estudar esse assunto, pós-burnout, eu entendi que a gente tem uma grande ilusão de achar que temos controle sobre alguma coisa A única coisa que temos controle é sobre a nossa vida, mas em termos de respiração, alimentação, hábitos do sono, que isso entra no autocuidado. Então isso é a única coisa que eu controlo. É quantas vezes eu vou escovar o dente por dia, é se eu vou fazer terapia, isso é autocuidado Tirando o que está fora deste corpo, eu não tenho controle sobre nada E quando você se pega pensando, quando você ouve uma notícia violenta de morte, de acidente e tudo mais Você fala, nossa, isso que aconteceu é tão trágico Mas a gente acorda com a ilusão, com a certeza que nós vamos voltar pra casa E a gente vive como se nós não fôssemos partir em algum momento Então, eu sei que falar sobre isso parece meio delicado, é um tabu Só que eu adoro falar sobre as coisas que ninguém quer falar, porque só é profissionalmente E eu acredito muito que a gente está aqui para evoluir Então, o futuro, quando você fala o coronavírus, ele também trouxe uma noção de realidade Sabe? Nua e crua. É isso. A gente sabe o que vai acontecer. Como antes também, a gente não sabia o que ia acontecer. Agora tá acontecendo... Só estampou, né? Oi?
Só estampou, né? Pra gente, isso, né?
Só lembrou, né? Tipo, o... Ah, bom, é o seguinte. Você tá achando que você tem controle sobre alguma coisa, você não tem. Coisas externas. Né?
Você só tem.
Tá aqui. E... Eu esqueci o que eu ia falar, outra coisa relacionada ao futuro, mas depois eu lembro. Mas é muito importante a gente considerar assim, este momento, ele está sendo desafiador para todo mundo. E aí quando a gente fala mundo, acho que uma das primeiras vezes é mundo mesmo. Não é só meu bairro, na minha cidade, no nosso país. Isso traz também um pouco mais de senso de realidade pra parar de reclamar, porque se reclamasse e ajudasse alguma coisa, era tudo resolvido Esse é o momento da gente reavaliar nossas habilidades, entender quais a gente pode buscar, quais não fazem mais parte da nossa vida E experimentar, a gente só vai desenvolver a criatividade para achar saídas para todos os tipos de problema que a gente está vivendo quando a gente experimentar e ter humildade para se abrir para o erro. Antes de responder a questão do medo do burnout, eu vou te falar que uma das grandes razões para a gente manter os nossos medos é a falta de humildade para tentar aquilo que me dá medo. Para experimentar, dar medo. Por exemplo, eu tenho medo de andar de bicicleta, mas eu já experimentei. Eu já caí de ver realmente que eu tenho medo, que aquilo não é pra mim. Faz sentido? Claro, total. E eu gosto de lembrar dessas palavras sempre juntas, humildade e criatividade Porque a gente só vai, repito, desenvolver a criatividade se a gente tiver humildade em errar, pedir ajuda e cair a ficha realmente Bom, tentei, fiz o melhor que eu pude, então agora não preciso mais ter medo de aprender a nadar Por exemplo, eu vou aqui confessar uma coisa que eu nunca disse. Poucas pessoas sabem. Eu, por exemplo, não sei nadar e não sei pular de ponta numa piscina, por exemplo. Eu já parei na beira da piscina várias vezes e eu ainda tenho medo. Olha que loucura. Eu já tive coragem de fazer um monte de coisa que várias pessoas me olham assim e falam, sério que você fez isso? Sério. O Walter me fazia encarar vários medos, vários Eu poderia ficar falando dos medos que eu ultrapassei Mas, por exemplo, e é bom, acho, que a gente compartilha isso Senão parece que todo mundo é invencível, né? Exatamente E aí só poucos é que sentem medo Não, gente, todo mundo sente medo, de alguma coisa vai sentir medo A diferença é que alguns tentam mais vezes e outros menos Exato E para resumir finalmente a sua pergunta, eu só cheguei até a síndrome de burnout, porque eu tinha medo do desemprego. Tinha medo de me recolocar no mercado, tinha medo do que as pessoas iam pensar se eu pedisse demissão, até da minha filha. Porque quando você tem um emprego num lugar que todo mundo admira, quando você fala que você tá adoecendo, que você não tá conseguindo viver uma vida que vale a pena, e as pessoas falam que é isso, você tá sempre bem, esse é o emprego dos sonhos, um monte de gente quer estar ali. Eu concordo com todas as opiniões, respeito todas, mas eu preciso me respeitar E no pré-burnout eu não me respeitei, eu achei que eu era invencível Tanto que quando eu caí na armadilha da competência, o que que é isso? É quando o seu chefe chega pra você e fala Parabéns, você fez um excelente trabalho, então agora eu vou te dar mais um trabalho E isso vai causando uma ilusão também que você é bem visto, que você tá fazendo um belíssimo trabalho, que você é insubstituível e não. Porque você acumulando mais tarefas, você vai estar abrindo mão de você. E uma hora a família pega, sabe, Rodrigo? Uma hora a família pega pra todo mundo. Não importa a classe social, cor de pele, nada disso. Então, meus medos de pedir demissão, não conseguir ser recolocada, mesmo reconhecendo as minhas habilidades, as minhas qualidades, a minha missão realmente genuína de não estar só na frente daquela câmera, me fez sentir medo.
É muito interessante ver como você fala disso e eu quero te agradecer pela sua disponibilidade de compartilhar isso sem nenhum tipo de limitação, porque de fato pode ajudar, pode não, já ajuda com certeza muitas pessoas. Eu acredito que... Bom, eu trabalho muito com os princípios bíblicos e com alguns princípios da ciência. Eu acho muito interessante fazer essa relação. E a Bíblia diz que a fé vem pelo ouvir. Sabe, ou seja, crença. Eu acredito que tudo que nós vivemos, tudo que nós estamos vivendo hoje é um resultado do que nós acreditamos um dia. Então eu acreditei e aí cheguei até aqui. É impossível você viver algo que em algum momento, em algum dia, você não passou a acreditar naquilo. Então a importância do que a gente ouve realmente ela define o que nós vamos viver, qual vai ser o nosso estilo de vida. Isso é muito importante. Olha que interessante, existe um princípio, uma pérola de sabedoria da bíblia que diz assim, as más conversações corrompem os bons costumes. Ou seja, eu acredito assim, a gente ouve Pensa, sente e age. Tudo aquilo que você ouve te leva a um pensamento. E os seus pensamentos são a origem dos seus sentimentos. É impossível você estar pensando em algo muito bom, pensando em uma festa e alegria pulando e você ficar deprimido, sabe? Você se sentir triste, não dá. Os seus sentimentos, eles vão sempre caminhar junto com os seus pensamentos. O que você pensa a respeito de você, a respeito da vida, a respeito do que os outros pensam a ter respeito, isso vai definir os seus sentimentos. E é fato, a gente sempre vai agir de acordo com o que a gente tá sentindo. É difícil, a não ser que a gente entre em um processo de autoconsciência e a gente comece a ser propositivo em nossas ações. Bom, ainda que eu esteja se sentindo diferente, eu não vou agir dessa forma. Isso eu acredito que é uma liberdade emocional, uma maturidade emocional que todos precisam chegar. Então, quando eu vejo você falando, de fato, crenças te levaram a sentimentos e a atitudes. A gente fala muito sobre isso, da importância do que nós pensamos, o que nutre a nossa mente. A nossa mente é uma caixa maluca de possibilidades e eu acredito que aquilo que a gente oferece para a nossa mente de uma maneira repetitiva vai ser a verdade que a nossa mente acredita. Então, se você oferece aquela situação, se você oferece algum tipo de crença, se você oferece algum tipo de conceito, pensamento de maneira repetida para a sua mente, você está definindo o que de fato para você é a verdade. Até filosoficamente falando, a gente já ouviu várias pessoas falando assim, o que é a verdade? A verdade, para mim, é o que você acredita. A verdade pra você, na sua vida, pode ser diferente da minha verdade. Então, o que nós acreditamos se torna a verdade pra nós. E a gente vai viver de acordo com o que a gente acredita. Eu gostei muito do termo que você usou. Chega uma hora que a conta chega. E a conta chega, de fato. E o fato de você ter vivido essa experiência, você fala com muita propriedade sobre isso. A Bíblia fala assim, tudo que for bom, tudo que for agradável, tudo que for de boa fama, tudo que for honesto, nisso pensai. Olha que interessante, uma das formas, uma das chaves de sabedoria que nós entendemos. E aí, se a gente voltar para a neurociência, a gente vai ouvir a mesma coisa. Quais são os pensamentos que você nutre? O que você rega todo dia? Que tipo de pensamento? E a Bíblia está falando a mesma coisa. Tudo que for bom, amável, tudo que for de boa forma, tudo que for honesto, tudo que for de amor, nisso pensai. Porque, de fato, nós iremos viver o resultado do que nós pensamos. A pergunta que eu tenho para te fazer é, o que você começou a pensar? Como foi esse gerenciamento da tua mente nesse processo dessa síndrome que você passou? Como que você venceu e como foram os primeiros passos para você vencer de fato tudo isso?
Uau, que pergunta, nunca ninguém tinha... Deixa eu ver se eu vou conseguir responder o que você quer saber.
Se não der, marca outra, não tem problema.
Tréplicas. Isso. Na verdade é assim, Rodrigo, quando você fala sobre crenças, isso é fundamental para.
A gente falar, para a gente começar.
A construir o nosso pensamento crítico sobre várias coisas. Eu costumo dizer que as crenças são como as interpretações de texto. Todos nós que estivemos na escola, a professora passava um texto, se a gente tinha 30 alunos na sala, cada um teria a sua interpretação. Olha que curioso. E o fato é o fato. Por exemplo, estamos vivendo um isolamento social. Isso é um fato. A interpretação é de cada um. E essa interpretação vai depender do repertório de cada um. Das crenças de cada um. E aí, se o que eu estou vivendo não está me fazendo bem, o que eu preciso fazer? olhar para aquela crença, para aquele conjunto de informações que eu acredito ser verdade, e pelo menos considerar assim, será que é isso mesmo? Será que eu preciso continuar nesta rotina, neste modelo de vida, porque não está me fazendo bem? Olha que verdade. E também considerar, Rodrigo, que aquilo que me faz bem pode não fazer bem para o outro. Quase um pornáutico é muito comum você ouvir assim. Como eu trabalhava de madrugada, e acordar-me à noite uma ou duas me fez muito mal. Foi um dos fatores que me levaram para o apagão, para o esgotamento. Eu ouvi muitas pessoas dizendo assim, ah, mas o fulano também trabalhava nesse horário e não ficou doente. Claro. Somos diferentes, somos iguais. É ponto de vista, mas somos muito diferentes. Gêmeos. Outro dia alguém me deu o exemplo da Gisele Bündchen. Ela tem uma irmã gêmea. Elas são idênticas? Não. Cada uma tem. Não só características físicas diferentes, mas também tem comportamentos e consequências de vida diferentes. Então, olha que curioso. Eu não posso levar ferro e fogo. Aquilo que é bom pro outro é bom pra mim. Aquilo que é ruim pro outro vai ser ruim pra mim. Eu vou ter que fazer de novo, experimentar. Eu vou ter que tentar. Se precisar errar, eu vou errar e vou aperfeiçoar. Thomas Edison evoluiu muito até desenvolver o filamento da lâmpada que a gente tem hoje. Imagina se ele não tivesse... Não foi dessa vez. Vai mais uma. Rodrigo, e aí sobre, especialmente sobre a síndrome de burnout, eu não vou conseguir responder aqui todo mundo que está perguntando o que é a síndrome, com todos os detalhes, mas de uma forma bem breve, burnout é um nome novo para um problema antigo. É como bullying. Bullying é um nome novo para um problema que todos nós que temos mais de 30 anos vivemos lá atrás, que era zueza, perseguição e tal. Então, burnout é a mesma coisa. Nome novo para problema antigo. Nós já vimos outros nomes, como estafa e neurastenia, um termo criado em 1869. Então, quando você olha o passado, você entende como nós chegamos. Quando você olha a revolução industrial, você entende como estamos. Quando você olha a evolução da comunicação, você entende como estamos. Quando você observa o movimento da sociedade que te cobra produtividade, disponibilidade integral, você entende como estamos. Então, a síndrome de burnout é o esgotamento profissional. É aquele profissional que ama muito o que faz, E por amar o que faz, esquece de si mesmo. Então, quando eu, hoje, falo sobre autocuidado, eu só falo daquilo que eu vivi. Então, autocuidado é você fazer por você aquilo que só você pode fazer por você. Então, isso vai desde a sua alimentação até a procurar ajuda terapêutica. Ajuda de um ser humano que tem uma habilidade, um conhecimento diferente do seu. Então, ele vai poder te ajudar. Então você me pergunta quais foram os meus pensamentos, quais mudaram com esta paralisação Ah, só antes, a síndrome de burnout dá um esgotamento, você vai acumulando vários sintomas, várias doenças, você ignora tudo isso Ignorando, passando maquiagem, dizendo que tá tudo bem, tomando muito remédio, até porque a gente vangloria o tamanho da nossa necessaire, né? Se alguém perguntar sobre dor de cabeça, tem um monte de gente que fala, ah, eu tenho remédio tal, eu tenho remédio Y. Então a gente vai mascarando um monte de coisa ruim, até uma hora que o corpo fala, assim, não dá. É carro. Se você não fizer manutenção no carro, vai chegar uma hora que ele vai fazer o quê? Vai fundir o motor. Pronto, mesma coisa. E aí, como eu estou aqui falando, vocês viram que não caiu nenhum patapuzo, né? Ela tem tratamento como diabetes, como pressão alta, só que ela te deixa um grande lembrete. Você não vai poder fazer aquilo que você fazia antes, como você fazia antes. Então, hoje eu dou um desafio bem corajoso, que é assim, faça uma coisa de cada vez. Porque é todo contra o que as pessoas falam, né? Você tem multitarefa, até porque vários estudos já provaram que você não consegue, você só sobrecarrega o seu cérebro, gasta mais energia e não faz tudo com a mesma excelência se você estivesse fazendo alguma coisa. Então, a síndrome de burnout, ela te traz um senso de noção que você não é super-homem, não é super-mulher. Fantástico! E você entende que tudo aquilo que vendem na sociedade vai ter um custo muito alto e aí você vai precisar de mais remédio, você vai precisar de mais subterfúgios para dar conta daquilo que você assumiu. Então os meus pensamentos, eles só mudaram de verdade depois que eu vivi o que eu vivi. Porque eu sabia lá atrás que a anfetamina que eu tomava para dar conta daquele excesso de trabalho poderia me fazer mal. Mas como eu tinha 37, eu falava assim, ah não, eu sou jovem, eu posso tomar anfetamina. Aí eu tomava remédio pra dormir e aí eu falava assim, não, mas eu posso tomar remédio pra dormir Ou eu me alimentava mal e eu falava, não, eu posso me alimentar mal porque eu tenho 37 anos, entende? Então a gente vai crescendo com as crenças que você comentou até viver uma experiência e aí sim vai fazer você mudar de comportamento Porque o pensamento você sabe, né? É como... deixa eu dar um exemplo A gente sabe que se a gente não fizer exercício físico, o nosso corpo vai ter problemas a curto, médio e longo prazo. Mas mesmo assim, tem dias que a preguiça vence, que o seu estado emocional te vence e você não faz nada. Então a gente sabe o que tem que fazer. O problema, Rodrigo, é que a gente terceiriza. Ações dos nossos problemas, das nossas dificuldades. E a Síndrome de Guarnauld chega pra você pra dizer assim, então, agora não vai dar mais, tá? Pra fazer aquilo que você fazia.
Exatamente.
Desculpa se é irritante, tá?
Não, tá ótimo, a gente tá indo muito bem, muito legal. Eu acredito que de fato, eu gostei de um ponto que você citou, falando da experiência. Chegou uma hora, eu sabia, né? Eu sabia, eu sabia, a gente salva de mão de cu, mas demora que tiver a experiência. Eu queria tocar aqui num ponto que é o que a gente, segundo o contexto bíblico, a gente acredita. Existe uma parte da Bíblia que diz assim, o verdadeiro amor lança fora todo medo. E eu gosto muito de refletir nessa frase, e ela na verdade foi base para tudo que nós estamos construindo. Nós acreditamos de fato que o verdadeiro amor nos leva à liberdade de todo o medo. E aí a grande questão, a grande pergunta que fica é que amor é esse? O que é esse amor? O que é que nós possamos entender Exato, exatamente. Sabe por quê? Porque é difícil você amar sem se amar. É difícil você dar o que você não tem. Então quando você fala assim, eu me preocupei com um monte de coisas, eu quis ser altamente produtiva e esqueci de mim. Então esse é um ponto chave, eu acredito de virada, e provavelmente deve ter sido isso na sua vida também. Essa questão de você entender que você precisa olhar pra você, cuidar de você, Eu acho isso muito importante porque nós estamos vivendo numa cultura, numa sociedade onde a gente tá quase esquecendo da gente mesmo. Tudo faz, faz, faz, tudo tem que ser muito rápido e aí você tem que fazer várias coisas e você tem que ser altamente produtivo e aí você tem várias cobranças e tem várias comparações, como você disse, que fizeram com você. Ah, mas o fulano de tal, ele também faz e não passou pelo que você passou. Eu acredito que Toda comparação feita com outra pessoa é injusta, porque ou vai te levar a uma depressão, porque você vai se comparar com alguém acima de você em alguma determinada situação, ou vai te levar a um orgulho também bobo, porque você vai se comparar com alguém que está abaixo de você em alguma situação, e aí você vai ficar orgulhoso. Então acredito que a comparação mais justa que a gente pode fazer é com a gente mesmo. Como eu era há um ano atrás e como eu estou hoje. Como eu estou hoje e como eu quero estar daqui a cinco anos. Eu acho que essa é a mais justa de se fazer. Então, eu acredito que trazendo para esse conceito de que o amor lança fora todo medo, eu queria que a gente abordasse o que de fato... Eu não quero entrar muito na sua vida particular, mas eu quero que você falasse das relações humanas, né? Como que foi pra você, qual a importância das pessoas, de uma rede de apoio, não sei se você teve isso, não sei se você tem família próxima ou não, mas como nutrir essa questão do amor pode ter te ajudado? E aí eu queria, eu não sei nem se você já pensou nisso, né? Mas eu queria que você falasse um pouco, abordasse um pouco sobre isso, porque de fato eu acredito que Quando nós estamos nos sentindo amados, nós nos livramos de várias neuras que nós nos metemos na nossa vida, no nosso dia a dia e uma delas é de aceitação. A gente quando tem uma necessidade de aceitação absurda e desacerbada, vamos dizer assim, A gente se coloca em situações em que a gente esquece da gente mesmo, de tal maneira que quando eu saio de casa, eu sou casado, tenho uma filhinha, quando eu saio de casa pra trabalhar, sabe, e a minha filha vem me dar um beijo, sabe, e ela, papai, eu te amo, e ela com três anos, uma pessoa de três anos. Um cutuquinho de gente olhar pra você e pegar no seu rosto e falar assim, papai eu te amo É um negócio que é difícil de explicar, sabe? A perna até começa a tremer, sabe? Mas é uma sensação maravilhosa, sabe? Deu saber que eu tenho uma pessoa que está comigo, eu estou seguindo, eu tenho minha esposa, a gente é uma família Isso me livra de... Eu percebi isso na minha vida, né? Me livrou de muitas coisas, de muitas necessidades que depois passaram a não fazer tanto sentido Porque o amor começou a consolidar e a preencher espaços no meu coração que me levaram a viver de uma maneira mais saudável em todos os contextos. E até em relação à comparação, até em relação à necessidade de sucesso, eu aprendi de fato que tem alguns sucessos que não valem alguns fracassos que eles trazem. Então, um dos primeiros que eu coloco na minha vida é nem o sucesso vale o fracasso da minha família. Eu vi uma frase de um sábio, um homem chamado Mike Murdock, um norte-americano, e ele falava assim, a maior desgraça na vida do homem, do ser humano, é dar certo uma coisa errada. Eu achei isso muito interessante. Eu falei assim, de fato, eu não quero dar certo no projeto errado, eu quero dar certo no que é o correto para a minha vida, o que eu entendo que é meu propósito. Falando disso tudo, da importância do amor, do se sentir amado, do se amar, e de amar também, como isso pode nos ajudar? Nessa liberdade do medo, da ansiedade, você percebeu nesse processo que você passou a importância desse conceito?
Sim.
Eu vou te responder.
Antes eu só quero agradecer a presença aqui da Lourdes. Ela tá sempre nas minhas lives. E agora a pouco ela escutou fogo no prédio dela, desceu as escadas correndo, mas os bombeiros já estão lá. Que bom. Tudo na paz. Que bom, Lourdes. Então, quem se machuque, não haja perdas nem humanas, nem materiais pra ninguém. Quero agradecer também aqui pro pessoal de Belo Horizonte, todo mundo que tá aqui. Um beijo grande pra todos. Rodrigo, é assim, ó. Existem duas situações. Uma quando você vive já em família e tem marido, mulher, filhos, e a outra quando você vive sozinho e convive na cidade só com amigos. A síndrome de burnout faz você se afastar de todo mundo. Quando você mora numa casa com mais pessoas, elas que estão em volta de você vão sempre tentar te tirar daquele estado ilusório de só trabalho. Sim. No meu caso, eu morava sozinha em São Paulo, Minha família morava no Paraná e a maior parte dos meus amigos já tinha se afastado de mim, por quê? Por eu trabalhar também de madrugada, que no meu caso foi uma série de fatores. Como eu trabalhava de madrugada, eu dificilmente podia participar dos eventos sociais. Eventos sociais, tu fala do horário, encontros, enfim, tudo aquilo que a gente faz que não está trabalhando.
Só por curiosidade, qual é o teu horário de dormir? Você dormia de que hora a que hora?
Quando eu tinha que acordar meia noite, eu tinha que dormir 5 da tarde Quando eu tinha que acordar 1, eu ia acordar 6. De dormir a 6. Então sempre mais ou menos nessa hora Eu tentava dormir, tá? Isso é importante. Eu tentava dormir, mas não conseguia. Eu fazia um monte de coisa pra tentar Aí é tanto que fiz tantas coisas para tentar que eu acabei chegando nos remédios Então isso inclusive é diferente de resiliência, apelação não é resiliência Porque as pessoas falavam que você não foi resiliente no seu trabalho. Como assim, cara pálida? Muito melhor que eu pude dentro das condições que eu tinha E resiliente de passar por uma situação e voltar depois dela no seu estado normal sem sequelas Então eu não acredito que apelação seja resiliência Então no meu caso, eu apelei para dar conta daquilo, sabe Rodrigo? Eu apelei Então vamos lá Eu vivia sozinha, os amigos tinham se afastado e minha família morava em outro estado Tinha vivido relacionamentos muito rápidos até conhecer o meu marido. Então, naquele processo do burnout, eu não conseguia ter uma noção de como eu estava me afastando de mim Como eu só estava dedicando tempo e atenção para o meu trabalho, porque para mim tudo aquilo era muito normal Quando eu conheci o Tiago, é aí que minha ficha caiu, que eu estava me ausentando de mim E eu estava me doando demais para o ambiente profissional E foi aí que eu comecei a ter noção que se eu tivesse encontrado ele antes, eu poderia ter evitado chegar como eu cheguei, onde eu cheguei. Se eu morasse com a minha família, pode ser que eu também teria evitado chegar como eu cheguei, onde eu cheguei. E quando eu falo como eu cheguei, onde eu cheguei, foi num apagão. E quando eu saí desse apagão na TV até o médico, cheguei sob risco de convulsão. Então sim, eu poderia ter morrido num espaço de quatro quilômetros, porque eu estava dirigindo, eu podia ter batido o carro, eu parava assim nos faróis, eu sentia vertigens, e de novo, ah não, eu sou jovem e vai dar tudo certo. Então, quando você fala o amor, eu tinha até anotado aqui uma frase que você falou, Quando nos colocamos em situações ruins. Não que eu não me sinta amada pela minha família. Pode até ser que eu me emocione e eu chore. Segundo a live é que eu choro. Hoje o dia tá... Não que você não se sinta amado, mas você tá tão distante de você que você não reconhece o que é o amor. E quando você fala sobre quando nos sentimos amados e não nos colocamos em situações ruins, e eu te falei ali amor próprio, é porque se você não tem amor próprio, você não se cuida. E se você não se cuida, acontece uma série de problemas de saúde. Olha que loucura! E aí quando você fala, quando nos sentimos amados, não nos colocamos em situações ruins Eu amplio isso a remédios, a essas apelações que a gente acaba se colocando Então, adorei essa colocação e sugiro que todas as pessoas que estão aqui na dúvida Se vivem o esgotamento profissional ou se não sabem o que é o autocuidado Ou se estão vivendo processos como é o nosso tema aqui, medo e ansiedade Não esperem cair do céu a solução. Não esperem na farmácia um remédio que vai tirar vocês desse estado de medo e ansiedade. Não acreditem nos ansiolíticos, nos remédios que vão te deixar mais tranquilos. Calma, em alguns casos o remédio é fundamental, tá gente? Vamos lá. Não é pra todo mundo. Quando você tem a prescrição médica é outra história. Não adianta só buscar fora o que eu preciso encontrar dentro.
Ótimo, esse é o ponto.
Tá bom, é isso. Então não adiantava eu buscar nos remédios, em soluções. Eu sempre esperava que alguém do meu trabalho me salvasse. Eu esperava que alguma chefia de todos os jornais que eu fazia me salvasse, me tirasse daquele estado que eu aceitei entrar Por isso que eu te falei lá no início de Armadilha da Competência.
Muito fera. Obrigado e quero te agradecer por esse momento e por você ter essa coragem de se abrir dessa forma. Está escrito na Bíblia assim, o apóstolo Pedro vai falando algumas coisas e ele termina dizendo assim, se é que tendes a experiência de que Deus é bom. Olha que importante, não vale só saber que Deus é bom. que nos transforma é ter a experiência dessa bondade. Não vale só a gente saber que as pessoas nos amam, a gente precisa ter a experiência desse amor. Não vale só viver na teoria. Eu sei que o soco do Anderson Silva pode derrubar uma pessoa. Só que eu só sei disso como uma informação. Agora, tem alguns homens na face da terra que teve essa experiência. Então, de fato, eles sabem o que isso significa realmente. Então, nós chegamos aqui no nosso tempo que a gente tinha proposto. Eu queria te agradecer e queria deixar uma mensagem, queria também que você terminasse com algum pensamento, mas o que eu levo dessa história, o que eu levo dessa experiência é que de fato nós temos que dar valor para as pessoas caras das nossas vidas, para o que de fato vale a pena. E a gente talvez tenha que entrar num momento de reflexão e pensar o que de fato vale a pena, o que é importante, o que eu vou definir como importante para a minha vida. Qual é o sucesso que eu quero ter? Porque todos os sucessos realmente não é o que vale, não é o que as pessoas colocam, mas o que eu quero, o que vai valer a pena para mim. E de fato, no final, o que é real, eu acredito que tem tudo a ver com pessoas. Eu acredito que quando a gente foge de uma situação que a gente tira totalmente O ser humano, eu acho que a gente vai ter perdas disso. Eu acho que tudo tem a ver com pessoas, tudo tem a ver com a gente. Eu adorei quando você disse, não dá mais pra gente procurar fora o que tá aqui dentro. E isso é uma verdade espiritual que nós acreditamos muito realmente. Nós buscamos muitas vezes Deus fora e Deus fala, eu tô dentro, eu estou aqui. Nós estamos juntos, eu não estou longe, eu estou perto. Então essa ansiedade, esse medo que muitas vezes vem sobre nossas vidas. Eu gostei quando você disse também que todos nós sentimos medo.
É verdade.
A diferença é o que nós fazemos com ele. Alguns são dominados pelo medo e outros dominam o medo. Então, que fique esse aprendizado e essa verdade para as nossas vidas. Nós temos que investir em pessoas e investir em nós mesmos. Nós somos a primeira pessoa que devemos investir, eu acredito, e que a gente se abra para o amor, que a gente se abra porque é verdadeiro, que a gente não caia em ciladas de comparação e que a gente possa de fato fazer. o que vai trazer uma alegria não temporária, mas plena para as nossas vidas. Que a gente tenha coragem de viver a verdade. Eu acho que é isso que fica. Queria que você concluísse com algum pensamento também.
Perfeito, Rodrigo. Agradeço a todos os comentários aqui e faço um convite, porque as palavras são sementes e se está fazendo sentido o.
Que a gente está falando para vocês.
Compartilhem com quem vocês acreditam que também precisam dessas informações e dessas experiências. É por isso que ler biografias ou saber das histórias de algumas pessoas que mostram muita coragem, você consegue entender que o medo fez parte daquele movimento. É fundamental pra gente entender que os medos vão mudando conforme a realidade vai mudando, as experiências vão acontecendo. E isso não significa que ao perder o medo daquilo que eu tinha medo, eu não viva também outros episódios.
Exato.
Eu tenho feito lives, Rodrigo, todos os dias e quando eu converso com terapeutas, monges e pessoas meditando, eu sempre pergunto, você se irrita? Você também se irrita? E todos dizem sim. Então quando eu falo, eu não estou dizendo assim, olha, eu sou perfeita, não sinto medo, perfeita não quer dizer sinto medo, tá gente? Eu sou perfeita, não sinto medo, nada disso, eu tenho medo todos os dias De várias coisas, de várias perdas, mas uma coisa que tá me ajudando a diminuir a ansiedade, e aí volto pro nosso tema O que tá me ajudando a diminuir a ansiedade é também pensar no que eu estou ganhando e no que eu ainda posso ganhar Uau! O medo é maior do que a sua fé, aí ele paralisa você. O que a gente tá vivendo agora é um exercício de fé total, porque todos nós estamos tendo os dias, dias, dias bons, dias ruins, horas boas, horas ruins, né? Porque a gente vai oscilando no mesmo dia. Então, acho que tudo isso é importante colocar, senão quem tá aqui nos acompanhando e tá vivendo momentos de ansiedade e tomando remédio pra dormir vai falar assim, nossa, mas eu ainda não consegui. Aí também já vem cobrança. Não, o que eu tô falando... O que se cobre? O que eu tô falando é pra que vocês observem que o que você está sentindo está sendo sentido por milhares de pessoas E aí entra aquilo que a gente fala às vezes assim, né? Atoa todo o mundo mesmo Eu quero agradecer não só meu marido e minha família que estão comigo nos últimos meses mas a todas as pessoas que me acompanham. A Tássia, por exemplo... Nossa, gente do céu! Bom, foram tantos anos também no jornalismo não podendo se emocionar que agora eu emociono ela. Mas a Tassi, por exemplo, foi uma pessoa que me conheceu e me ajudou demais Eu tenho um sentimento de gratidão e amor por ela tremendo Mais cedo eu falei com a Fernanda Bianchini, que foi uma pessoa que apareceu na minha vida E me devolveu a ideia de que o amor entre duas pessoas era possível Também. Ou seja, eu amo pessoas que não são só a minha família e o meu marido. Eu amo as pessoas que continuam ao meu redor, mesmo percebendo que eu sou muito frágil. E todos somos de alguma maneira. Então acho que a gente tem que olhar para o amor, como você disse, como elemento fundamental pra gente exercitar a nossa fé, pra gente perceber que existem ganhos nas perdas, existem vantagens naquelas situações que a gente só vê como desvantagens. E finalizando, quando você me pediu princípios pra vencer o medo e a ansiedade, pra mim, Eu volto na palavra humildade, que é o experimentar ter a atenção em uma coisa só Ter a humildade em romper o sistema que diz que você pode fazer várias coisas e fazer uma só Ter a humildade em reconhecer para as pessoas que estão osciladas das suas fraquezas e vulnerabilidades E com a humildade, você se abre para novas experiências E se abrindo para novas experiências, você amplia seu repertório, muda as crenças Ou seja, uma coisa sempre puxa a outra Obrigada Rodrigo por esse espaço E conte comigo, tá? Para as próximas conversas Falar sobre esse tema me deixa muito feliz Embora eu tenha chorado agora, tá gente? É choro de emoção Eu entendo demais. E outro dia eu assisti de novo o filme A Cabana. E tem um momento lá no filme em que eu não lembro se foi Jesus ou Espírito Santo, né? Naquela representação que diz que as lágrimas são as representações dos nossos sentimentos. Então assim, tem que chorar, tem que chorar. E como eu já apresentei muitos jornais, eu não podia me emocionar. Então agora, como eu sou um canal individual, então eu choro mesmo.
Muito bom, muito bom. Isabella, te agradeço também. Bom, eu quero dizer rapidamente que eu acredito em Deus, eu vivo isso e Deus nos mostra coisas que aos olhos naturais não se podem ver. Enquanto você falava, eu via algo a respeito da sua vida e do seu futuro e veio uma frase no meu coração sobre você que é É um princípio bíblico, mas me veio isso enquanto eu pensava em você, enquanto eu via você falar com toda essa sinceridade que você demonstrou agora. A palavra que me veio foi, o final das coisas são melhores do que o começo delas. E eu acredito que Deus está te dizendo algo hoje, que Ele te ama muito e que Muitas coisas que aconteceram que não deu para entender, que foram difíceis de entender, de compreender, sim, ele torna essas coisas, como você disse, em coisas boas e acredite. Eu não sei se você acredita nisso, mas eu não quero nem que você responda, só quero te falar, porque é algo que realmente bateu forte aqui no meu coração. Eu acredito que em um período dos próximos seis meses coisas novas vão acontecer. E é somente para você estar aberto para isso, porque coisas novas vão vir com um valor que nunca você percebeu. O final das coisas vão ser bem melhores que o princípio delas. Então que você possa se abrir, você é uma pessoa abençoada, você é uma pessoa iluminada, eu acredito que... Você é uma pessoa que está tocando vidas. Eu agradeço a Deus, não pelo que você passou, mas por você ter passado e está da forma que está. Porque eu tenho certeza que vai levar cura para muitos corações. Que você possa continuar fazendo, acreditando e se dispondo a ter uma vida que não seja por acaso, mas que seja uma vida com impacto. Realmente, por esse pouco tempo que eu conversei com você, eu sinto que a sua vida está aqui nessa terra para ser uma vida de impacto. Então que Deus te abençoe, que abençoe a sua família, que os seus sonhos sejam realizados, que você possa ter alegria para acordar e alegria para voltar para a cama também, porque isso é muito bom. Que Deus te abençoe. Muito obrigado por essa oportunidade, tá?
Obrigada. Um beijo em todos. Todos nós podemos transformar a vida de quem quer que seja. Só depende da gente. Obrigada.
Muito bom.
Tchau, tchau.
Até mais.
Beijo para todos. Nós tivemos uma conversa maravilhosa aqui com o pastor e teólogo Rodrigo Prado, de Brasília. Ele leva o evangelho pra revelar um Deus que não é bravo, mas um Pai que é amoroso. Eu me emocionei mais uma vez, né? Porque agora que eu sou um canal individual então eu me emociono. Todos temos nossas emoções. Falamos coisas muito legais que eu vou salvar e vou compartilhar lá no YouTube. Se você puder passar por lá, Isabela Camargo Real, deixe seu comentário, sua sugestão de assunto. Tem várias sugestões aqui que... tem trazido um novo caminho de diálogo para as lives diárias e então toda a sugestão é muito bem-vinda. Obrigada por cada um de vocês terem usado o tempo de vocês desse sabadão para ouvir aqui a nossa conversa. Um beijo grande e se cuidem.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








