Maira Medeiros é a nossa entrevistada de hoje (28/03) no Unha Talks.

ISA talks with Maira Medeiros about personal style, empowerment, and self-acceptance. Maira, a content creator with a large following, shares her experiences navigating societal expectations and finding confidence in who she is.
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Oi, tudo bem? No InhaTalks de hoje, olha só que exuberância colorida, porreta demais, Mayra Medeiros. Gratidão.
Ai, eu estou assim, gente, me sentindo muito fina e chique, sabe?
Ela assim, tá? é Ela é assim.
Eu estou finíssima aqui no Brasil.
Mayra Medeiros, pra quem ainda não sabe, ela é fundadora de um site, de um canal no YouTube. Eu nunca te pedi nada. Vou querer saber já já o que significa, nunca te pedi nada, mas é importante você saber que tem mais de 1 milhão e 700 mil seguidores, com mais de 500 vídeos, vai lançar livro, enfim, é uma mulher que a gente precisa ouvir, por isso tá aqui no Unha Talks. Quem vai fazer a unha com a gente? Dani vai fazer a unha da Maíra e a Aninha vai fazer a minha unha. Um beijo para todas as manicures de todo o Brasil que em uma hora conseguem transformar O astral de muita mulher que chega a ser acabada no salão e tem que sair. Mãe, pra gente começar, que cor de esmalte você vai usar?
Eu escolhi um monte de esmalte azul, tá amiga? Então vai dar um certo trabalho, desculpe.
Tá aqui já.
Olha esse aqui, ó. Eu peguei a pluralidade de cores e de marcas, né? Porque eu quero testar várias, a louca. Eu resolvi fazer do azul escuro para azul claro.
E aí como é que você vai pintar? Cada unha de uma cor?
Cada unha de uma cor, tipo fazendo do clarinho para o escuro, sabe?
Entendi, mas aí começa no polegar com a mais escura e vai pra mais clara no mindinho.
É.
Eu vou tirar o meu vermelhão e vou passar um clarinho básico. Porque esses dias eu tô mais básica. Eu só não consegui fazer a unha antes. Então vamos lá. Então quando a gente faz a unha, a gente vai conversar com Maíra Medeiros. Vamos. Vem cá, minha flor.
Vou.
Todo mundo quando te vê colorida, fica mais admirada ou fica mais, assim, intrigada?
Tudo bom.
Vou ter que refazer. Gente, é um trovão. Pera lá, pera. Tá rolando um trovão.
É um trovão falando o quê? Que no final da chuva vem um arco-íris, minha amiga.
Yes.
Olha isso.
Arrasou.
Ai amiga, sabe o que acontece muito de verdade? As pessoas muitas vezes me perguntam o que você é pra você ser assim? Muitas pessoas me perguntam isso. Elas ficam mais intrigadas.
Intrigadas.
Intrigadas, porque elas acham que tem um motivo pra eu usar roupa colorida e tal. E, na verdade, eu só sou colorida porque eu tive a oportunidade de ser. E aí, depois, comecei a ter encanações de tipo, ó, eu preciso parecer mais magra, eu preciso tá mais, assim, assado. E eu comecei a ficar mais velha, cheguei nos meus 17 anos, e as pessoas me cobravam muito. Você não pode ser tão infantil, você já tá ficando adulta. E aí, eu comecei a usar só roupa preta. Aí eu mudei do nada pra só usar roupa preta, meio gótica, suave. E aí depois... Aí quando eu comecei a trabalhar pra mim mesma, aí eu falei assim, quer saber, gente? Eu não devo mais nada pra ninguém. Eu quero é que se lasque mesmo. Vocês vão me achar que eu sou criança, porque eu não sou criança. Eu pago minhas contas, sou legal com as pessoas e é isso que basta. Aí eu voltei a ser colorida.
Fechou. E aí eu queria saber então com você. depois até você se sentir confiante alta de si não alto de si assim eu posso fazer o que eu quiser.
O que aconteceu Gente, até chegar nesse momento, a gente surfa por um mar muito, muito profundo de inseguranças. Porque eu acho, Isa, que a gente é criada à base de inseguranças, sabe? Tipo assim, em especial porque somos mulheres. Então, quando você é mulher, você já é vista como não tão forte assim, você já é, desde criança, você é usada como comparativo de inferioridade. Então, tipo assim, você vê os seus amigos meninos falando assim, ai, nossa, você corre que nem uma mulherzinha. Aí você fala, caraca, Caramba, eu sou uma mulherzinha, né? Então, tipo, é ruim correr como eu corro. Então, a gente sempre é colocada pra baixo nesse sentido, desde criança. Então, passa também pelos brinquedos, que eu acho que é uma questão que mexe muito com as nossas inseguranças e a maneira que a gente vive a nossa vida adulta. Então, quando você é mina, você é uma mulher, os brinquedos que você ganha normalmente são brinquedos de pelúcia, boneca, coisas que fazem você crescer muito criativamente falando. Porém, os meninos estão brincando de aventura. Eles são tipo, eu vou ser um arquiteto, vou fazer uma casa, eu vou fazer um trem.
Você acha que essa ideia de fragilidade começa desde cedo?
Começa desde cedo. E não só pra gente, a gente não nos interpreta, não é somente a gente que nos interpreta como frágeis, mas os meninos também começam a ver a gente com fragilidade. E isso só vai crescendo e aumentando. Então, até a gente ter, quando eu falo sobre empoderamento feminino e tal, eu sempre falo assim, gente, a necessidade do empoderamento é a gente entender que a gente tem poder. Que a gente não é frágil, que a gente consegue sim fazer as coisas, que isso foi só uma questão social que colocou a gente nesse rolê. E aí é entendendo como as coisas funcionam que a gente começa a tirar um pouco essas inseguranças. Porque se você é uma mina que sempre se achou fraquinha, na hora de pegar, sei lá, de repente um saco mais pesado, você vai procurar ajuda de alguém. Você não tenta. Primeira coisa, não tem nenhum homem aqui pra pegar isso pra mim. Então, ao invés de fazer isso, eu acho que a gente tem que testar as nossas propriedades físicas e intelectuais também. Então, quando a gente entende o que aconteceu com a gente no passado e como isso mexeu com a gente do presente, muitos grilos começam a sair. Então, foi daí que começaram a surgir esses vídeos meus que falam sobre autoestima, que falam sobre bullying. Eu descobri que eu, de sofrer bullying, já era adulta.
Ou seja, aquilo que você vivia então na escola, achava que era normal?
Eu achava que era normal, que amigos eram daquele jeito. E aí, tipo, meu, tem essas coisinhas de escola, sabe? Que é, tipo, pegar no pé, de que você é feia, ou, tipo, você gostar do menino mais bonito da sala de aula e esse menino, tipo, cagar na tua cabeça.
Ah, isso aconteceu comigo.
Tipo, meu, teve um evento que foi, tipo assim, horrível, que o menino mais popular da sala Sabia que eu gostava dele, me pediu em namoro. E aí, teve uma festa e ele, tipo, cantou a música Sonho Meu que era a música de uma novela, falando... Ai, vou só nos seus sonhos que eu vou namorar com você, sou horrível. E na minha cabeça... Você chorou, né? chorei, escondida, porque eu, na minha cabeça, eu tinha que falar, imagina, isso nem está me abalando, sabe? Tipo, ah, isso é escola, escola é assim, é difícil. Isso aí eu tava, tipo, sei lá, na sexta série, quinta série, mais ou menos. E aí, gata, eu comecei a avaliar, depois que eu comecei a ler o que era bullying, eu fiz assim... Tivemos bullying sim na infância, querida. Toma essa. E isso me explicou 800 mil inseguranças que eu tinha com a aparência.
É muito louco, né? Porque na fase da escola, que a gente tá tentando entender, tentando fazer parte de um grupo, né? Pra não ficar fora da panela. E assim, acho que todo mundo já teve seus problemas com o espelho.
Sim.
E aí se essas neuras ainda são alimentadas por outras pessoas?
Ai sim, é a pior coisa assim, sabe? Quando você... Todo mundo, exatamente o que você falou, todo mundo tem a sua neura com o espelho. Porque a gente se vê no espelho todos os dias, então dá tempo da gente caçar um problema. E por isso que eu sempre falo, gente, não é com... às vezes as pessoas são super iludidas, nossa, eu vou colocar aqui oito litros de Botox na cara pra melhorar. Você vai por o Botox, gata, depois você vai achar outra coisa que você vai querer mexer também. É natural do ser humano procurar um problema na vida, na aparência, em qualquer coisa.
Omar, tô te chamando de má, tá?
Pode te chamar de má.
Quando a gente fica tentando agradar o outro o tempo inteiro, a gente nunca vai dar conta de fazer tudo, né?
Não, porque são muitos outros. É o outro seu marido ou esposa, não sei, depende. É o outro, o crush ou a crush, que às vezes é uma pessoa que nem tá com você e você tá tentando adivinhar o que aquela pessoa vai gostar pra ficar com você. Às vezes é a mãe, às vezes é um amigo. Tem muitos outros pra gente agradar. E assim, um spoiler da vida, a gente nunca vai conseguir agradar todo mundo. E nisso de tentar agradar todo mundo, a gente esquece de se agradar. E aí, é nessas horas que a gente se anula como ser humano.
O que que é autocuidado pra você?
Pra mim, o autocuidado, eu vejo muitas pessoas associam autocuidado com fatores de estética. Do tipo assim, fazer a unha, tá com o cabelo escovado e tal. E de fato, são coisas que mexem com a nossa autoestima. Isso aí não dá pra gente negar que tipo, meu, às vezes você tá com o cabelo tipo assim, todo desidratado. Ai, peraí que eu tô comendo o meu cabelo. Obrigada. Às vezes a gente tá com o cabelo, tipo, sei lá, desidratado, mal penteado, de um jeito que a gente não costuma usar. E quando a gente arruma e faz alguma coisa que deixa ele do jeito que a gente gosta, a gente pá, tem um boost de energia. Cara, agora sim, tô pronta pra vida, tadadá. E aí, só que pra mim o autocuidado, ele é muito mais do que a aparência, porque tem muita coisa dentro da gente. Até chegar na aparência, até chegar do lado de fora, gata, tipo, tem muita coisa dentro, né? Então, tipo assim, pra mim autocuidado é você ter uma saúde mental da hora. Você tá ali prestando atenção na sua cabeça, sabe? Tipo assim, fazer uma terapia, pensar em você, não... E o mais importante, cara, não se inferiorizar intelectualmente. Porque a nossa intelectualidade, na minha opinião, é uma das coisas que mais deixa a gente segura da gente. Quando a gente tem certeza de um assunto, é aí que a gente fala mesmo. Então, pra mim, autocuidado é ler um livro, pra mim autocuidado é você avaliar a sua vida, avaliar o que você tá fazendo com você e pra você. Então, vai além dessa parte de passar um creme no rosto. Óbvio, passar creme no rosto é uma maneira de você cuidar de você, da sua saúde, da sua vida. Mas não é só isso, entendeu? Tem que garantir o que tá dentro também, gente.
Aliás, gente, essa moça linda e colorida, cara, o melhor tá dentro, porque você irradia o negócio. É sério, não é? Não é puxa saco, não. Aliás, se você não fosse isso que eu disse, você não teria 1 milhão e 700 mil pessoas seguindo o que você fala.
Ai, sim.
O que você recebe do pessoal que te segue?
As pessoas me agradecem muito por falar assim, cara, você me abriu os olhos pra muitas questões, porque eu acho que o rolê mesmo é questionar. Sabe, quando você coloca um questionamento na cabeça das pessoas, elas começam a falar, putz, é verdade. Por que eu sempre fiz isso dessa maneira? Por que eu sempre me vi dessa outra maneira? E aí é assim que, tipo, as pessoas, elas se propõem a mudar.
Gente, olha só esse degradê azul que a Dani tá fazendo na mão da Maíra. Fala sério. Da onde você tirou essa inspiração, Flor?
Ai amiga, eu sempre gosto de pintar uma unha de cada cor, né? E eu vi uma vez, eu vi duas vezes na verdade, já faz um tempão, uma mina que fez isso com roxo e rosa. Uma mão roxa, outra mão rosa. Aí eu falei, ah, vamos fazer aqui mesmo. Agora tem uma pessoa que sabe o que tá fazendo, né? É bem mais fácil fazer tudo isso. Agora na minha casa é o caos, né?
Quando eu vou tentar. Você que faz sua unha?
Eu que faço a unha.
Laíra também é cultura de unhas.
Ai, olha, tava falando pra ela o porquê existe a unha francesinha, gente. Você sabia que chama francesinha? Porque foi uma unha desenvolvida pelas prostitutas francesas. Elas pintavam a ponta da unha de branco pra esconder a sujeira que ficava embaixo da unha. Porque, gente, veja bem, isso aí é de muitos anos atrás. Tipo, 1800, 1700, talvez menos. Não tinha saneamento? Não tinha nada, gente. Nem esgoto passando, tá?
Então, chuveiro, imagina.
Chuveiro? Imagina, gata! Que isso? Manicure assim, ó, linda pra deixar suas unhas transparentes? Nunca!
Qual é a faixa etária que mais pira, assim, nos seus vídeos?
Tem gente, muita gente que assiste que vai entre os, sei lá... Os 17 anos, 16 anos. Chega gente pra falar comigo de 13, 12, 20, 30, 40 anos. Mas eu acho que o que mais prevalece é 18 a 25.
E qual é o assunto que mais bomba?
Ai amiga...
Sexo!
Olha, tem uma coisa que o povo gosta. Tem duas coisas que a galera gosta muito. Primeiro... É um quadro que eu tenho que é comentando mimimi de macho.
Como assim?
É assim, amiga. Tem uns caras que são meio sem noção.
Tu sabe? Conheço.
E aí a gente vê esse tipo de coisa nas internets e a gente pega pra dar risada. Porque dá pra pegar pra chorar também, né gente? Ler e chorar dá.
Por exemplo?
Ai, tipo assim, ai, eu gostaria de uma namorada que soubesse cozinhar, que limpasse a casa, que tenha emprego fixo, que fale inglês, que tirou acima de 800 no Enem e que esteja disponível um final de semana sim e um final de semana não.
Pera, mas tem gente que fala isso?
Gata, muitas pessoas falam isso. E isso, tipo assim, eu tô sendo bem de boa.
Aí você pega esse trecho.
Eu pego esse trecho, esses prints. Isso pode ser print desde Tinder, aplicativo de relacionamento, até gente falando no Facebook. Tem um cara que fala que a mulher... Esse print é muito bizarro. Ele fala que as mulheres são muito burras porque elas menstruam e colocam esse sangue no lixo. E esse sangue poderia ser utilizado pra transfusão de sangue e salvar muitas vidas.
Agora, como você tem um público também mais jovem, falar de sexo é um tabu ou tá todo mundo, tipo, de boa?
Falar de sexo é um assunto um pouco complicado da maneira que a gente fala sobre sexo, né? Então, tipo assim, é importante ressaltar muitas coisas. Em especial, porque tem meninas mais novas assistindo. Então, é muito importante deixar muito claro que tá tudo bem você ter curiosidade do seu corpo. Que tá tudo bem você querer entender o seu corpo. Porque quando a gente é adolescente, né amiga? É falar de polêmica, gente, ó! Raios e trovões. A gente, quando a gente é pré-adolescente, adolescente, a galera afasta a gente da nossa sexualidade.
Então.
Não põe a mão aí, não usa absorvente interno, não faz isso, não faz aquilo.
Meninas, né? Porque pros meninos é diferente.
Aí, é que tá. Pros meninos, anjo, é bate... Ai, não vou falar. Faz aí um negócio mesmo, porque você vai virar homem. As cobranças são diferentes. E aí, repara que a ambientação também é muito diferente. E aí, meus anjos, é óbvio que vai dar ruim no final das contas. Por quê? A menina cresce, a menina ela vai crescer o quê? No conto de fada, vai chegar um príncipe que vai te amar do jeito que você é, que vai te dar valor, que vai te, mano, vai matar um dragão por você e vocês vão ser felizes pra sempre. E isso é a menina crescendo. E o menino crescendo. Ai, vai lá na banca de jornal comprar lá aquela revista de mulher pelada. Ai, porque olha, olha que menina gostosa na televisão.
Ficou com quantas?
Olha que não sei o quê. Ficou com quantas?
Então...
Babado! Assunto polêmico! Então, por isso que existe uma baita falha de comunicação. O que os caras esperam ter de uma mulher não é o que é uma mulher de verdade. Muitos caras passam a adolescência inteira, tipo, vendo filme adulto, sabe?
Filme pornô.
E aí, quando vê uma mulher de verdade, que não tem as unhas de 3,5 metros de distância, né, que é a mulher do filme pornô, gente, tem uma unha desse tamanho e faz tudo, e vai que vai com as unhas tudo. Aí quando o cara vê que na vida real, nem toda mulher tem aquele peitão siliconado, tem aquela perna lisinha, ele fala... Não gosto de mulher, não gosto dessas mulheres não, essas mulheres estão erradas, ai que nojo. E ai a mulher ela fica esperando um homem super sensível que ame ela do jeito que ela é. Então por isso que dá ruim em muito relacionamento, porque as pessoas elas crescem com objetivos diferentes no relacionamento, sabe?
Adorei, adorei.
É isso que eu acho, é a minha teoria, a teoria de Maíra Medeiros.
Uma... Teve uma frase que eu vi sua que juro que eu fiquei, assim, ó, impactada. É... Em uma... Alguma das entrevistas que eu li sobre você que dizia que só desmerece a minoria quem não faz parte de alguma minoria.
Aham.
O que te impulsionou? O que aconteceu pra você falar isso?
Ai, amiga... Deixa eu te ajudar aqui. Eu tô sempre com os cabelos na cara, Brasil. Às vezes eu percebo muito que as pessoas, elas tentam invalidar qualquer minoria. Mas as pessoas tentam fazer aquilo porque elas estão participantes de uma maioria, então pra ela tá tudo bem. Eu sempre acabo falando isso porque é um ponto que a gente sempre acaba caindo na internet. Quando você reclama de alguma coisa porque você tem vivência pra reclamar daquilo, E aí a pessoa, ela pega e fala, ah não, você tá reclamando isso de besteira.
>>[Rt]: Frescura!
>>[Af]: Frescura, amor! Um exemplo básico, gente, básico, mulher reclamando de cólica, cólica menstrual. Ai que besteira, ai que mimimi, ai que não sei o quê. Anjo, se você não tem cólica, você não sabe, tá? Deixa quem tem cólica pra reclamar, deixa a pessoa reclamar em paz. Então é justamente sobre isso, as pessoas elas não percebem que elas não tão ali tipo pra validar ou não uma reclamação, porque ela não participa daquela, daquele grupo de pessoas que sofre aquilo, entendeu? Então, sei lá, devo ter falado que eu tava brava com alguma coisa, minha filha, eu falo essas coisas quando eu tô brava, falo sério quando eu tô brava só, não tô rindo.
Então pra gente encerrar, se você tivesse um megafone, Além do seu canal no YouTube, Nunca Te Pedi Nada. Aliás, qual que é esse nome?
Todo favor que eu pedia pra alguém, eu falava, faz isso pra mim, por favor. Nunca Te Pedi Nada. Nunca Te Pedi Nada. Aí o Nunca Te Pedi Nada virou a minha coisa. E aí a menina que eu trabalhava naquela época... Vou refazer essa frase pra não parecer que ela tinha 12 anos de idade. Aí a pessoa que eu trabalhava naquela época falou, meu, você tem que fazer alguma coisa com esse nome, nunca te pedi nada. Aí eu fiz um canal no YouTube.
Arrasou. Maíra Medeiros, geração conteúdo. Ela acabou de me contar isso, tá? Agora tô usando a mesma frase. Se você tivesse um megafone, além do seu canal no YouTube, eu não te pedi nada, que ali você fala o que você quer, o que você diria pra meninos, meninas, meninos que nasceram meninas, enfim, não importa.
Apropriem-se do que você realmente é, sabe? Porque às vezes a gente tem vergonha do que a gente é. Às vezes a gente acha que, ai, será que eu sou assim mesmo? Será que eu devo ser assim mesmo? A gente precisa primeiro nos entender pra poder entender o mundo, sabe? Então não sinta vergonha de ser diferente, não sinta vergonha de não ter a mesma aparência que as outras pessoas têm. A aparência é um detalhe, se a gente parar de se olhar no espelho procurando defeito, entendendo que a gente tem características, a gente vai parar de ter várias paranoias e a gente vai conseguir viver melhor nesse mundo e conseguir, sabe, pegar nossa personalidade com as duas mães e falar assim, eu sou isso mesmo e vocês que me aceitem, quem não me aceita, um beijo, outro tchau tchau e quem me aceita, beijo e fica aqui comigo. A gente trata como diferente aquilo que não é normal e são todos esses questionamentos O que que é ser normal? O que que é ser diferente? O que que... Sabe, a gente tirou, a gente criou uma normalidade. A gente falou assim, ser normal é ser assim, é se vestir assado e se portar dessa maneira. Mas não necessariamente, sabe? Eu acho que o mundo ele é muito amplo, as possibilidades são muitas pra gente tá sempre do mesmo jeito.
Fazemos parte de um universo infinito de possibilidades, inclusive, veja... Olha gente! Que universo!
Que universo lindo, hein?
Degradê.
Degradê.
Gratidão absoluta.
Eu que agradeço, gata.
Que Deus te cubra de muita saúde e que você continue linda, colorida, inspirando mais pessoas. Se você ainda não consegue amar, duvido, mas vamos rir. Eu não te pedi nada.
Gente, me sigam nas redes sociais, Maíra Medeiros, underline no Instagram e aqui no YouTube o meu canal Nunca Te Pedi Nada. E se você está vindo aqui através do Nunca Te Pedi Nada, eu convido vocês para se inscreverem no canal da Issa Maravilhosa.
Dá um tempo.
E olha, ela tá trazendo várias minas legais aqui pra conversar e vocês vão gostar, eu tenho certeza. Arrasou, ó. Ótimas. Olha, gente, tuto pom. A gente tá muito blogueira, meninas, tudo bom?
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








