Muitas fichas caíram aqui. E aí?

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Muitas fichas caíram aqui. E aí?" created on September 14, 2023. It features a conversation between Isabela and therapist Cíntia Bedim, discussing mental health topics such as depression, panic syndrome, and emotional well-being. The discussion is part of a series called 'Caindo a Ficha', which aims to provide insights and support on mental health issues. The conversation touches on the importance of understanding emotional signals, the role of medication, and personal growth.
Chapters
Olá, boa noite. Tudo bem por aí? Por aqui tá tudo em paz. Praticando bastante. o equilíbrio que tanto queremos, não é? Entre os nossos objetivos pessoais e profissionais. Tô começando com muita alegria, mais um Caindo a Ficha. Toda quarta-feira, 19 e 19, eu e a terapeuta Cíntia Bedim fazemos um encontro aqui com você que tá afim de conversar sobre assuntos que podem fazer o nosso dia bem melhor. Por que que tem um telefone aqui? Porque ao longo da conversa Alô? Vocês vão recebendo informações e é impossível a gente não falar assim, né, Grace? Nossa, caiu uma ficha aqui, gente? Essa é a nossa missão. Tanto eu, como a terapeuta Cynthia Bedin, não é que a gente não tem o que fazer, não. A gente tem muito o que fazer por isso mesmo. Uma das nossas missões é ser instrumento nessa noite pra que as informações cheguem até você, tá, Gabi? De forma simples. e com muito amor. Combinado? Vou trazer já a Cíntia pra cá. Já assistiu algum Caindo a Ficha? Porque nós começamos esse nosso encontro toda quarta-feira já há alguns meses. E aí, eu e a Cíntia, toda quarta-feira, estamos aqui as duas presencialmente ou uma ou outra só de coração quando a outra não pode, não é assim?
Perfeito. Boa noite, Bela. Boa noite, gente.
Eu tô começando aqui bem feliz, honrada pelo seu tempo e pelo tempo aqui dessas 200 pessoas que estão conosco, porque nós vamos falar hoje o que está por trás da depressão e da síndrome do pânico. Você que está nos acompanhando, Primeiro, já assistiu algum Caindo a Ficha? Alguma ficha já caiu aí dos assuntos que eu e a Cíntia nós falamos? Ou vocês conhecem alguém que está vivendo algum quadro de depressão ou de síndrome do pânico? Já convida essa pessoa para participar Nós vamos ficar aqui uma hora e a Cíntia já me prometeu que no final... O que você vai fazer, Cíntia, no fim?
No final a gente vai fazer um exercício pra conversar com esse sintoma que está passando por você e que você precisa entender a necessidade dessa experiência.
Isso significa que tudo que a gente tá sentindo, olha, primeira vez aqui, bem-vinda todos vocês que estão pela primeira vez, segunda, terceira, esse espaço aqui é pra gente aprender, tá? Ó, Karina Uchoa, especialista em assédio, uma das maiores especialistas no assunto do Brasil, mandando aviões, aviões com muito amor. Você sabe, Cíntia, hoje eu tive um dia bem interessante. São Paulo, para quem vive em São Paulo, o trânsito está como sempre foi. Eu posso reclamar disso? Não, ué. Eu escolhi morar aqui. Então, hoje é um dia que, naturalmente, eu tô cansada? Você tá cansada? Quem aqui tá cansado? Cansação é normal. Quando a gente se dispõe a fazer alguma coisa, E aí quando eu tava me concentrando aqui pra esse nosso encontro, me veio uma onda de amor. E então que a gente seja instrumento para todos que estão passando por aqui Maria, primeira vez da Irlanda, bem-vinda Para que muitas fichas caiam aí de assuntos que eu e a Cintia vamos trazer Que estão relacionados não só ao Setembro Amarelo, que é o mês de promoção à vida Quando a gente vai falar de prevenção do suicídio E esse é um assunto que eu gosto muito porque a gente precisa promover a vida para prevenir ideias suicidas ou qualquer outro tipo de ideia, a gente precisa falar do que está por trás daquilo que nós sentimos, não é, Cíntia?
Exatamente. E para quem não viu as lives anteriores, a gente já iniciou um processo da leitura emocional, da metafísica da saúde, para a gente entender a necessidade das doenças passarem por nós. Não digam nunca, minha doença não é sua, ela só passa por você, para que você Entenda algo que você ainda não conseguiu compreender lá no fundinho da sua alma. Então a sua emoção conversa, traz um recado, então entenda a doença ou sintoma como uma carta convite para compreender algo maior sobre si mesmo que você ainda não olhou, um aspecto. E a gente faz isso, de novo, com as lentes da amorosidade. Coloquem as lentes da amorosidade Você vai conversar com a gente aqui, colocando aquele juiz interno, aquele crítico, aquele cara durão, aquela mulher maravilha. Coloca lá na cadeira do ladinho, tá? E aqui a gente vai abrir um espaço pra conversar com amorosidade, pra que você consiga nesse momento se apoiar e poder olhar com muita ternura e amor pra todo o seu processo, que ele faz parte de você. Mas é só um pedacinho da sua história.
Só um pedacinho da sua história. Cynthia, então os problemas de saúde não são punição? Eles querem nos ensinar sempre alguma coisa?
Nunca é punição. A história de punição a gente deixa lá para os aspectos mais religiosos, mas a gente vai entender que quando a gente sai do aspecto religioso e amplia para espiritualidade, a gente começa a perceber que é o todo, o todo que traz as informações, e que vai regendo ali, vai te dando um caminho, vai te dando dicas, porque o corpo conversa com a gente e nós, como bons ocidentais, a gente foi se desconectando dessa escuta amorosa. Então, eu tenho até uma frase aqui de Sócrates, que eu escrevi para não reproduzir errado, e ele diz algo assim, se os médicos fracassam na maioria das doenças, é que tratam o corpo sem a alma, e quando o todo não está em bom estado, É impossível que a parte se porte bem.".
Sócrates.
Sócrates não tem nada escrito, mas Platão contando Sócrates deixa essa frase magnífica pra gente.
Quem quer que a Cíntia repita a frase e levanta a mão? Cíntia, depois escreve ela, publica lá pra gente poder compartilhar. Você pode repetir, por favor?
Claro. Se os médicos fracassam na maioria das doenças, é que tratam o corpo sem a alma e quando todo não está em bom estado, é impossível que a parte se porte bem. E se a gente olha só para uma parte, quando a gente fala depressão, a gente está olhando só para a mente. Ah, tem alguma coisa acontecendo na química cerebral. A gente olha só para a mente, a gente esquece os nossos outros aspectos. Então, resgatando um pouquinho do que a gente falou nas outras semanas, nós temos aqui O que eu chamo de corpos, assim como as medicinas orientais falam, o corpo físico, o corpo mental, o corpo emocional e o corpo energético. Então esses são os nossos veículos que estão conectados e todos estão juntos. Então eu dei até um exemplo nas outras semanas que é assim, se eu estou triste por algum motivo, se algo me abalou na minha família, eu não deixo a tristeza em casa para ir trabalhar, ela vai comigo. Eu não deixo a tristeza em casa pra ir até um encontro, tomar um café com uma amiga. Ela vai comigo, aquilo faz parte daqueles quatro veículos. Então a gente tem que entender que, eu até comentei, respondendo algumas perguntas das doenças nas outras semanas, mas deixei depressão e síndrome do pânico separado porque é um tema que vai pegar os quatro corpos e que a gente vai ter que ter carinho, amorosidade e paciência pra tratar os quatro corpos ao mesmo tempo. Então, já posso começar aqui a minha ilustração? Porque, gente, não dá risada de mim, tá? Eu gosto de ser lúdica e aí eu fiz aqui uma imagem pra vocês.
Nossa, que chique!
Eu vou explicar o que isso aqui significa. Olha só, por que eu fiz isso daqui? Porque isso aqui é onde, antes da gente falar de química cerebral, Eu vou contar pra vocês que essa partezinha vermelha é a parte que na depressão ela é desligada. Então aqui está o hipocampo e um pedacinho do córtex. Um pedacinho, vou chamar córtex parte 1. É longo o assunto, mas eu tô resumindo, tá gente? Aí aqui, a parte azul é a parte que você vai ter uma hiperatividade. Então o que que acontece aqui? Aqui é o córtex parte 2. Nesse pedacinho aqui, É, o hipocampo. E quando a gente tem uma atrofia dessa circuitaria aqui, o que vai acontecer? Essa é a parte que a gente vai elaborar, que a gente vai raciocinar, então a gente vai fazendo conexões, vai interpretando o mundo e aí isso vai dar o clique, entendi. Então, quando chega a depressão, quando ela se instala fisiologicamente, eu tenho uma perda dessa circuitaria aqui, Só que aí eu tenho uma hiperatividade dessa outra circuitaria que é justamente a parte, córtex 2, que ele faz do que? Alto valor. Eu olho para os outros e começo a me comparar. Ah, tal pessoa faz assim, tal pessoa faz assim, mas eu não consigo. Então eu tenho uma hiperestimulação desse julgamento interno E aí eu vou me julgar como o quê? Porque essa parte vermelhinha que tá desligada, ela também representa nossas memórias, nosso HD emocional. Tudo que acontece de positivo, tudo que você vai marcando de memórias positivas ao longo da sua vida, vai ser registrado por essa partezinha que vai desligar quando você tá depressivo. Então isso aqui é o que acontece no seu cérebro. E aí você pensa, com esse circuito desligado, vem lá o julgador, o crítico interno, com o chicote na mão e pronto. E aí você tem pensamentos intrusivos o tempo inteiro, que é aquele pensamento de eu não consigo, não sou capaz, etc, etc. E por isso mesmo, gente, se você tá aqui, se você é um produto de medicação, eu vou te dizer, continua, não para a sua medicação, porque tem gente que vai numa terapia e acha assim, não, eu vou parar porque agora mudei o tratamento. Não, gente, a gente tem que tratar as quatro esferas juntas. E por que a medicação vai te ajudar no corpo físico? Porque ela vai restabelecer essa circuitaria, porque a pessoa que chega com tudo isso desligado no meu consultório e eu começo a conversar, ela não consegue me entender, não consegue me ouvir Então eu preciso de um espacinho para poder trazer as ferramentas terapêuticas, o espacinho, o remédio vai nos ajudar O remédio vai te curar? Não, mas ele vai abrir o espaço Para que você consiga compreender o seu processo e quando você fortalecer o seu emocional, a sua energia, o seu físico e o seu mental Então você vai conversando com o seu psiquiatra para reduzir os remédios, fazer o desmame Se isso for uma possibilidade e se não for, tá tudo ruim também Caiu aí?
Então significa que remédio é muito importante Mas mudança de comportamento precisa estar junto Caiu essa ficha aí, gente? Eu tirei um pouco os comentários pra gente poder ver essa beleza da Cintia aqui inteira Eu já tenho perguntas aqui na caixinha, tá? Ibrahim Martins, já tem duas perguntas aqui, eu já vou trazer suas questões Mas ó, caiu uma ficha aqui pra mim, espero que tenha caído pra você Ouvindo você, Cintia, eu lembrei da questão do gerenciamento do estresse. Porque o estresse é uma reação a uma situação. Vou repetir, o estresse é uma manifestação do corpo diante de uma situação que representa ameaça, não necessariamente que seja uma ameaça Quando a gente está com depressão, e eu já passei por esse quadro depressivo, você não está raciocinando com o córtex novo que só usa o reptiliano, que é o de lutofoge, lutofoge, lutofoge. Então, quando eu me vejo numa condição de não tô conseguindo raciocinar com tudo que eu tenho de informação, eu só vou usar o da sobrevivência E aí eu vou ver tudo com uma lente negativa, ameaçadora E a gerenciamento do estresse é importante para ver as coisas como elas são Porque gente, um elevador quando demora não tá contra nós Mas dependendo do seu estado emocional e se você está com uma depressão grave inclusive Você já acha que o elevador tá contra você Expanda isso agora para o maior número de situações que a gente tem na vida Isso é muito importante, Cíntia. Muito.
E aí vem a parte do emocional. Então, na leitura emocional, o que tudo isso quer dizer pra gente? Então, de novo, deixa o jogador lá sentadinho na cadeira, tá gente? Abra um espacinho amoroso aí, porque aqui a gente não está pra julgar ninguém, a gente está pra orientar E quando vocês me trazem a experiência de vocês, eu também estou aprendendo Que eu me coloco como aprendiz da vida todos os dias Então na leitura emocional, você imagina assim, a palavra depressão Qual é a imagem? Um buraco, né? Imagina que teve um deslizamento de terra Ou então aquela imagem do cânion, você vê o buraco Então depressão Imagina que aquilo era uma terra contínua e você era um pedacinho dela E quando deprimiu, você caiu Você foi lá pra baixo, soterrou. E aí com o buraco, então a depressão ela é um vazio, ela é um buraco. Falta algo ou melhor, eu diria falta você ali presente. E eu já te explico. Quando a gente chega na família, o que a gente precisa? A gente precisa pertencer, é uma necessidade básica do ser humano, pertencimento. Então a gente começa a reproduzir os comportamentos que a gente aprende e a gente demora para entender que alguns desses comportamentos a gente nem queria, mas a gente carregou. Então de uma forma amorosa você pode escolher fazer diferente, ainda assim usando a força que você recebeu deles, porém algumas pessoas entendem que Mas se eu fizer diferente, eu vou ser julgada, eu vou ser criticada, não vão gostar de mim, etc, etc E aí o que acontece? O seu coração, a sua essência está conversando com você dizendo, vá pra direita E aí você vai mandar essa informação pra sua mente, porque a mente é quem vai elaborar Então o corpo emocional vai conversar com a mente E a mente vai fazer assim, entendi o que você quer, então vamos criar um caminho para chegar nesse lugar Porque é como diz o Carvalho, tudo aqui é mental Então, a casa que você tá agora, um dia foi um desenho, passou pela mente de alguém e depois foi construída E a mesma coisa com os nossos sonhos, com as nossas vontades, com os nossos desejos Então, o coração estarta uma vontade, você manda para Análise, que é a sua mente, e a galera da análise vai lá criar um mapa para você realizar. Então coração e mente normalmente agem juntos. Quando você tem todas essas dificuldades de entender que eu quero fazer diferente, mas aí a minha família vai me julgar, mas aí o que eu vou ser na vida, mas essa profissão me falaram que não é a melhor escolha, mas eu não vou ganhar dinheiro por isso. O que acontece? coração para o lado, mente para o outro e estou perdida dentro de mim. Quando eu me perco dentro de mim, a mente fala assim, tô confusa, eu vou desligar uma circuitaria aqui ó, desliga a circuitaria. E aí a sua alma está pedindo passagem. Por que que você cai, você deprime? Tem a depressão ansiosa e tem a depressão que dá uma recolhida, né? Tem pelo menos uns 16 tipos por aí que fazem alteração química, mas Quando você não se escuta, quando você não se acolhe, quando você tem medo de realizar aquilo que a tua alma está chamando, você deprime E aí acontece toda essa maderna no seu organismo Então nos quatro corpos, porque você vai ficar desmotivado, vai ver a vida com as lentes acinzentadas E eu não tô falando de tristeza, eu tô falando da depressão ensalada, porque a tristeza ela tem o seu papel que é recolher e fazer você ficar quietinho para conversar com você, e tá tudo bem, é assim mesmo, funciona. Agora depressão é aquele estado que não passa, e aí vem a síndrome do pânico. Quando que vem a síndrome do pânico? Quando aquele medo ele tá tão grande, o medo do outro, o medo do julgamento, que aí você dá aquela panicada e aí você congela. Então tem gente que trava as mãos, tem gente que tem aquela sensação de quase morte, tem gente que tem medo de perder as pessoas, é um pensamento que toma a pessoa, medo de perder parentes, etc. Então a depressão e a síndrome do pânico, elas caminham juntas nesse sentido, porque quando você não começa a dar razão ao que aconteceu lá atrás, no movimento da depressão, quando isso inicia, ela vai caminhar até chegar no pânico. Por isso que é muito importante que a gente comece a ouvir o corpo quando ele começa a pedir pra ser ouvido. E esse movimento não precisa ser pra ontem, nem violento, não precisa ter pressa pra resolver uma coisa que se instalou ao longo dos anos. Então a gente tem que ter paciência e amorosidade pra ir passo a passo, contando com a ajuda dos profissionais e se ajudando. Só você vai poder fazer essa escolha de se ajudar.
Excelente, Cintia. Aproveitando que a gente tá no setembro amarelo, lembrando aqui, eu tô vendo aqui os comentários, então prestem atenção no que eu vou trazer da diferença entre a tristeza e depressão e aí eu passo a palavra pra você, Cintia. Eu tenho falado isso praticamente todos os dias porque existe uma grande confusão. Tô triste, estou entristecido ou Estou com algum dos níveis da depressão que eu vou dividir de forma leve, moderada ou grave Existem outras subdivisões, mas no todo a depressão pode ser caracterizada leve, moderada ou grave Qual é a diferença? Eu estar triste por algo é super normal Eu ficar triste é importante inclusive Para validar, para organizar pensamentos, até para você se autovalorizar Agora, uma tristeza que dure mais de duas semanas me deixa disfuncional O que é um sujeito disfuncional? Eu posso estar triste e trabalhar Mas se essa tristeza me deixa disfuncional a ponto de atrapalhar o meu trabalho ou alguma outra coisa que eu faça Provavelmente você pode ter o diagnóstico de depressão. O diagnóstico é clínico Então nós não podemos olhar para uma tristeza como depressão. Eu fico muito incomodada quando eu vejo alguém esquecendo alguma coisa e falar, ah, eu tô com Alzheimer Não, você só esqueceu. Não fala bobagem. Ou está vivendo uma fase triste e falar que está com depressão. Não fala isso. Sabe por quê? É que as palavras têm poder. Sinto, eu já tive um insight que me deu até um arrepio. São as palavras que têm poder. São os pensamentos que têm poder. Porque a palavra só repete o que pensa. É impossível eu falar algo sem eu pensar.
Eu falo porque o coração tá cheio.
A boca fala, porque o coração tá cheio e o coração tá cheio de mensagens que a nossa mente está mandando para todo o corpo, inclusive. Então, muito cuidado com o que se fala. Tristeza faz parte da vida adulta, inclusive, mas depressão é diferente. Cíntia.
Exatamente, então quando a gente pensa na depressão, a partir da metafísica da saúde, a partir da leitura emocional, eu vou ter que olhar em que estacionamento eu deixei os meus sonhos parados. Em que momento da minha vida eu me abandonei. Eu preferi dar voz e ver a vontade dos outros do que a minha própria. Em que momento eu parei de gostar do movimento da vida? Em que momento eu parei de brincar na chuva um dia? Parei de dançar quando escuto uma música gostosa. Em que momento eu me deixei ir? Porque é o vazio de si mesmo. A depressão na leitura emocional é o vazio de si mesmo. Então é a alma pedindo passagem e ela te coloca ali de molho para você conversar com ela E aí eu pergunto para os que têm o diagnóstico da depressão, quantas vezes você conversou com você? Uma conversa sincera mesmo, de perguntar Então, o que você gostaria de me dizer, sintoma? Qual é o teu motivo de estar aqui? Coloca ali para conversar, sem julgar, sem se punir fazendo um movimento de compreensão mesmo. Sabe que antigamente na Grécia, os primeiros hospitais que vinham pelo tempo lá de Asclépios, as pessoas que entravam para se tratar, elas passavam por um rito de sono. Por quê? Porque os sonhos que elas tinham eram mensagens do inconsciente que traziam respostas para compreender o motivo da doença. E esse rito era uma cura pela mente que era aplicada, era esse o nome do tratamento, que era o tratamento do conhece-te a ti mesmo. E quando a pessoa entendia o motivo, eles diziam agora você acordou para a sua realidade divina. Então esse movimento de conversar com a alma, de deixar o sentir vir à tona, porque o maior medo do depressivo É o medo de enfrentar e ser punido e ser julgado. Mas e se eu te contar que você trouxe um pergaminho que mora lá no seu coração, e a gente já falou sobre isso nas lives sobre propósito, que quando você se permite fluir com a vida, iniciar um movimento, a vida vai trazer o que você tá buscando. Porque nós somos seres magnéticos. O que eu quero dizer com isso? Nós temos eletricidade no nosso corpo. Todo o seu sistema nervoso funciona por eletricidade e não acontece só do lado de dentro. Acontece do lado de fora também. E aí você começa a perceber que se você se alinhar com a vida, a vida se alinha com você e as coisas vão acontecendo. Você encontra pessoas que trazem oportunidades, situações. Alguém te indica um livro, alguém na fila da padaria fala uma coisa assim. Nossa, precisava ouvir isso hoje.
Perfeito. Por falar nisso, o doutor Arnone Caldar está aqui. O doutor Arnone é o entrevistado do Interioriza dessa semana. A entrevista com o doutor Arnone, Cíntia, é igual àquela que eu fiz com você. É aquela conversa que você sabe que ela poderia... Para quem não sabe do que eu tô falando, eu tenho um programa chamado Interioriza ideias que já passaram do tempo da gente assimilar. A Cintia é a minha única entrevistada que já foi duas vezes em menos de um ano. Vamos falar sobre perdão, falar sobre autoconhecimento, sobre propósito. E o doutor Arnone tá aqui. O doutor Arnone é autor do livro Ative Sua Mente. E ele me ensinou uma coisa tão linda, Cíntia, quando ele fala sobre imaginação. Se eu imagino uma coisa ruim e, na síndrome do pânico, a tendência é de você sempre imaginar o futuro de forma muito ruim, e se você imaginar de uma forma muito boa? Eu tô aqui só pra ser instrumento, tá, gente? Isso aí está no livro do doutor Arnone Caldari, que está aqui na live. Muito obrigada pelo seu tempo, doutor. Aí tem um outro doutor aqui também, tá cheio de doutor aqui ó, doutor Fábio Dentista Ele está liderando, o doutor Fábio Bezerra está liderando uma marca chamada New Dental Care aqui no Brasil A gente estava conversando essa semana sobre gengivas inflamadas O que será que a sua gengiva inflamada quer te dizer? O que será que a sua depressão quer dizer? Eu vi essa semana uma frase do Jim Carrey Acho que todos aqui sabem que ele lida, vem lidando com a depressão já há muitos anos E ele diz, a depressão é quando a sua alma diz, esse personagem que você está insistindo em... Como é que fala? Esse personagem... Atuar não serve mais.
Exato.
O Ibrahim e a Cíntia têm aqui uma questão que eu queria já trazer antes da gente se perder. Ah, primeiro que a Viviane tá perguntando como é que faz pra marcar horário com a Cíntia. Vivi, obrigada. A Viviana, inclusive, ela trouxe aqui um comentário que eu perdi, não vai dar pra finalizar. Vivi, se você estiver aí, me corrija se eu estiver errada. Vivi disse assim, poxa, eu corri tanto, trabalhei tanto, é agora que eu alcancei e eu não tô feliz. Eu reconheço isso em relação ao burnout e por isso que o movimento da produtividade sustentável fala sobre isso. Você pode alcançar tudo que você quiser desde que você não perca sua saúde ou seus relacionamentos pelo caminho, senão as conquistas perdem valor.
Mas dá pra refazer os objetivos, né? Porque daí a gente cria um plano pra depois do sucesso.
Pronto. Vivi, para pagar a consulta com a Cíntia, entra no site, aliás, na página da Cíntia. Cíntia, repete sua página, por favor.
Terapeuta Cíntia Bedim. Manda o direct lá pra mim que eu te faço as informações.
E no YouTube, se você colocar Cíntia Bedim interioriza, vai chegar nas duas entrevistas que a Cíntia me deu. E a Cíntia tem a própria página dela com meditações incríveis. Qual é a página do YouTube, Cíntia?
Eu sou o caminho da consciência. Se você entrar no Instagram, você vai lá no Linktree e daí ele já te direciona pro YouTube.
Pronto. Idrain, eu tô vendo aqui sua mensagem. Eu gostaria de pinar ela, mas o Instagram tá dizendo que eu não consigo mostrar. A pergunta é a seguinte. A depressão é comum com algo que aconteceu na infância barra adolescência? Adolescência, Cintia?
Sim, pode ser. Porque pode ter começado lá na infância, em uma situação que você viveu, em algo que aconteceu e que você internalizou, que precisa continuar vivendo aquilo. Lembra que eu falei que quando a sua alma se recolhe, você perde? Se perde de si mesmo, você não tem... É como se você usasse toda a sua força, porque gente, depressivos tem muita força, tá? Muita mesmo. Só que essa força tá recolhida pra si mesmo e ela está sendo usada pra com outros destinos, digamos, de outras pessoas, né? Tanto que as pessoas que chegam com esse quadro aqui em consultório, eu percebo que elas são pessoas muito atuantes, que elas são extremamente realizadoras, mas não daquilo que desejam. Então a depressão, ela é um medo de você assumir a rédea da sua própria vida. Você causa... Pára. Pára, bebê.
Breaking news. Então, pessoas realizadoras de coisas que não são pra elas?
Exatamente!
O que é isso que a turma passou aqui e não pegou ainda? Eu tô ligada, meu amor. Eu tô aqui, ó. Tô olhando tudo, mas a hora que você falou esse negócio, pera. Depressão, você vê no seu consultório pessoas muito realizadoras, mas que acometem pessoas que realizam muito para os outros?
Pegam toda a competência, todas as habilidades, talentos e dons que elas usam para destinar, elas destinam essa energia para outras pessoas, para outros fins, que não os próprios fins realizadores. E é por isso que o nome é depressão, porque você cai no seu abismo pessoal, porque falta você lá em cima, falta você presente na vida, falta você ancorar essa força para si mesmo. E de novo, isso não é um julgamento, isso foi um formato que você aprendeu E entendeu que deu certo, porque quando você faz o que o outro quer, ele valida você E aí você nunca mais deixou de fazer o que o outro queria E aí você faz cada vez mais, e o fim disso é burnout Forte, né?
Forte, mas isso é um papo de adultos, né Cíntia? Então a gente pode falar a verdade. A querida Sanidade pergunta, para alguém que já teve depressão, o que fazer quando o corpo emite sinais de uma recaída, Cíntia?
Então gente, aí eu vou ter que entrar um pouquinho para falar sobre cura. O termo cura, ninguém é 100% Ok em todas as funções. Então quando a gente fala de cura, a gente tá falando de um domínio. Pensa no queijo curado, o que que é a cura do queijo? O processo. Então quando eu aceitei o processo, eu passo por ele e se ele me convidar de novo, eu converso com ele que eu já passei dessa fase, que eu não tô querendo entrar nisso de novo. Então assim, um comportamento, ele tem um caminho neural fixado lá. Como que você corrige isso? Treinando um novo comportamento. E aqui o nosso corpo entende assim. Eu passo alguns exercícios meditativos, eu peço para as pessoas. Você quer, assim, só dar uma anestesiada?
21 dias.
Você quer entrar num novo programa comportamental? 90 dias. Por que os 90 dias? Porque o corpo assimila dessa forma. Por exemplo, quando você tá grávida, vão te falar assim, daqui 3 meses você para de enjoar o teu corpo. Entendeu que tem alguma coisa diferente ali, aceitou, três meses. Quando você entra numa empresa, três meses de experiência, e daí você é contratado. Quando você faz academia, vou começar a treinar porque eu tenho um propósito aqui, quero dar uma ajustada, saúde, emagrecimento. Se você for pelo menos quatro vezes na semana, com três meses, teu corpo não dói mais. Então, para você criar qualquer adaptação, 90 dias. E aí, quando a gente fala de Caminhos neurais. Vai ter sempre um que tá lá adormecidinho e se você voltar no comportamento anterior, ele vai começar a te jogar sinal e falar assim, sério que você quer ir lá de novo? A gente já não tinha trabalhado isso aqui?
Nós já conversamos.
A gente já não conversou? Não tinha se acertado? Mas gente, isso faz parte do nosso processo de evolução. Porque aqui a evolução é como uma escada caracol, espiral. Então, imagina que a sua energia vai aprender a cada degrau um pedacinho do amadurecimento, mas você tem aquele caminho, ele não morreu, ele tá lá. Então de vez em quando ele vai falar, quer dar uma estragadinha aqui? Aí você fala, não, eu não me moro mais no passado, eu tô presente pra minha vida. Então, quando a tua alma começa a dizer, Vou jogar um sintoma aqui pra você perceber o que tá acontecendo. Já volta essa conversa com a outra alma. Já olha de novo, o que eu deixei de fazer por mim? O que aconteceu que eu tô me perdendo de mim? Volta aqui, conversa. O exercício que a gente vai fazer daqui a pouquinho é um exercício simples, muito rápido e que eu coloco dentro dos exercícios meditativos. E aí vem o pessoal e fala, mas a meditação é tão chato. Gente, meditação não é aquela ideia do Nirvana, tela branca. Não, a meditação é você conversar consigo mesma pra, sem tela, sem barulho, sem nada, você olhar pra dentro e ter uma conversa franca e honesta com você pra saber em que página do livro da sua vida você está.
É isso! Que página da sua vida você está? Senhoras e senhores que estão aqui, 300 corações querendo ouvir aqui a Cintia, o que está por trás da depressão e da síndrome do pânico.
Ó, tem gente que falou que tá fazendo a meditação da criança inteira. Isso aí!
Maravilhosa!
Não sei quem passou, mas ó, parabéns gente, é isso. Porque eu tô recomendando essa meditação, todas as lives eu falo muito de perdão, de você ir lá na tua infância, recolher a tua criança interna, dar lugar pra ela, falar que ela é a tua alegria de viver e que é isso, a gente não pode perder a curiosidade pela vida. Porque uma vez que você deixa essa criança parada lá no passado, aí eu te pergunto, quando que você parou de brincar? A criança brinca pra elaborar. E você, o que que você tem feito pra se acolher um pouquinho, pra se dar lugar nesse momento da sua vida? Sentado pra olhar o pôr do sol, desenha com seus filhos, você sai pra andar um pouquinho com seu cachorro Você brinca com seus bichinhos, não precisa ser nada grandioso, gente Pode ser algo pequenininho, simples e delicioso que vai nutrir a.
Sua alma A Adele diz, nem sei se eu tenho página Tem sim, Adele. Se nós estamos aqui ouvindo, vendo, respirando sem ajuda de aparelhos, nós temos um livro chamado Vida, nós temos Tempo, que são as páginas. Se você está aqui nos escolhendo, essa informação está chegando aqui da maneira mais Simples e idônea que você pode imaginar O nosso interesse aqui é apenas que você tente colocar em prática essas reflexões Eu uso esse telefone aqui, assim como a Cíntia tem o dela Para que à medida que a gente vai conversando as fichas vão caindo E eu só tô aqui para ajudar aqui na mediação das falas de vocês Cíntia Vamos ver se alguém já viveu isso assim, ó Nossa, que saudade de você Sabe aquelas amigas que faz tempo que a gente não se fala? Aí você fala assim, Pathy Nossa, Pathy, que saudade de você Eu também, também tô com saudade de mim Para mim, depois que eu vivi a minha experiência do burnout Para mim, eu defini que o burnout é ausência de si mesmo Entrou aqui agora há pouco uma amiga chamada Simone e ela está investigando algumas manifestações do corpo Algumas dores que foram se repetindo e tal. Ô Cíntia, as dores são mensageiras, não são punição como você mesmo disse E aí quando eu vou me negligenciando, estou me ausentando de mim Eu posso ir para uma depressão além de outras doenças. Eu, Isabela, não conheço ninguém que só tem depressão. É depressão com mais outra coisa, que veio antes do diagnóstico da depressão, mas que por não ter sido dada atenção, aí vem a depressão e fala assim, vem cá. Quando é que nós vamos conversar? É isso?
Exatamente isso, porque o teu corpo ali não vai, é tudo a construção. Pra cima ou pra baixo, tudo é construção. Então, assim, vamos supor, você é uma pessoa imparável, incansável. Então, de repente, vem lá teu corpo e te joga um resfriado. Aí você não dá atenção e continua. Aí vem teu corpo e te joga uma gripe. Você não dá atenção, continua. Aí vem teu corpo e te joga, sei lá, um vírus. Aí uma infecção. E aí uma coisa vai sobrepondo a outra, você não escuta, você continua lá no trator que você decidiu ser para a vida E aí você não é um trator sem freio de mão, você não tem freio, você vai, vai, vai E aí o teu corpo emite sinais mais fortes E mais forte.
Isso. Você não entendeu o recado uma vez, vem outro. É igual escola, né? Se você não aprendeu uma matéria, você vai ficar de recuperação. Vem outro professor. E assim como eu vejo também nos relacionamentos. Às vezes a gente tem relacionamentos repetitivos, e eu aprendi isso com a Cíntia. Se a situação está se repetindo é porque você ainda não aprendeu o que precisa aprender. Então vem outro professor, vem outra lição, vem outro problema de saúde. Eu me lembro quantas infecções eu tive, quantas gripes, porque a imunidade estava lá embaixo, A irritação tava lá em cima e aí as doenças oportunistas estão com as portas abertas Pra mim tá muito claro que quando o nosso emocional cai, aí pronto Olha, estou aqui com a minha amiga Simone Salgado Para mim já foi um mix de depressão, estresse, pânico e culpa E sendo sinais de dores e exaustão começaram a aparecer, já comecei a me cuidar Simone Você está de parabéns. A Simone tomou uma decisão de cancelar algumas agendas E hoje, Sintia, eu estava numa palestra com 500 lideranças de RH E ficou muito claro que quando a gente não se inclui na própria agenda, a gente precisa cancelar a agenda E aí a gente luta tanto para criar uma agenda com negócios, clientes e tal E aí, igual você, imagina você ter que cancelar a sua agenda com os seus pacientes porque você não se cuidou Então esse encontro aqui, gente, é para que fique muito claro que ou a gente se cuida quando temos saúde ou nós vamos ter que se cuidar quando a saúde já foi embora Cíntia, tem um rapaz aqui que eu entendi que é lobisomem joanópolis oficial. O que fazer quando a depressão domina a ponto de você não se medicar? Então, existe também muita polêmica, muita confusão em torno de remédios sim ou não. Você pode falar um pouco sobre isso?
Primeiro, não sei seu nome, mas amigo lobisomem, se você está se apresentando como lobisomem... João Nobre do Brasil. Pois é, então vamos lá. Tem uma força aí, né? Você escolheu um arquétipo do lobo. Então, olha só. Será que... Primeiro a gente precisa descobrir o que você tem. Você precisa fazer uma avaliação. Pode ser com um neuropsicólogo que faz um neurofeedback, Pode ser num neurologista, num psiquiatra, você pode escolher o profissional para te ajudar. Porque se você escolher se autoabandonar, é uma escolha que ninguém pode fazer nada a respeito. Então assim, o nosso cérebro é treinado para você sustentar a sua vida. Se você parar de respirar agora, teu cérebro vai forçar você a respirar. Quando a gente fala lá da situação do setembro amarelo, acho que tem que ser o ano inteiro amarelo Porque a gente tem que olhar para essas questões todos os dias A gente não pode esquecer que a pessoa que chegou no ponto de pensar, elaborar e tirar a própria vida Ela foi longe a ponto de quebrar com essa barreira de proteção de sobrevivência Então se você tá aqui assistindo a nossa live, ouvindo e entendendo, você não desistiu de você. Então eu vou pedir que você gentilmente pense a respeito de buscar uma ajuda profissional para identificar o que você tem. Já é diagnosticado? Ok. Então é depressão tipo tal. Depressão maior, depressão bipolar, depressão, não importa. Existem medicamentos que podem te ajudar a corrigir a sua química cerebral para que você tenha ânimo de ouvir a terapia, buscar fazer uma atividade física, porque assim, eu não vou falar pra você, ah, você tá depressivo, tá sem medicação, vai lá fazer uma atividade física. É igual eu falar pra uma pessoa que tá na UTI com pneumonia pra ela correr as mãos subestas, não vai funcionar. Então eu preciso que vocês entendam que a gente precisa se acolher. Se você chegou até aqui, se você tá ouvindo essa mensagem, essa mensagem é pra você, nada por acaso. Então, O movimento de se acolher só você pode fazer E a gente espera que você faça isso porque a tua experiência pode ajudar outras pessoas Isso é.
Muito importante o que você tá falando porque eu sei que existe muita dor aqui, muita carência E a gente espera que o outro nos acolha, o outro nos abrace Só que se a gente não fizer isso por nós, primeiro ninguém vai fazer isso A gente tá perguntando sobre a depressão na gestação ou pós-parto Você quer falar um pouquinho sobre isso? Depois eu conto a minha experiência O.
Lobisomem também tá agradecendo aqui, então eu espero que você fique bem, tá bom? Depois você volta pra contar se deu certo Depressão ou pós-parto? Gente, o pós-parto é a insanidade mais linda que cada mulher vive, né? Mas a gente tem que tirar um pouco desse excesso A gente romantiza muitas coisas, mas tem uma coisa muito interessante que acontece no pós-parto, que rola muito a ocitocina, e a ocitocina é o hormônio do amor. Então, a mulher tem essa produção tanto na hora do parto, quanto pra amamentar, etc. Então, no pós-parto, a mulher sofre muito oscilação hormonal e a depressão pós-parto, ela costuma ter um período. Ela não fica por muito tempo, ela não é uma coisa que pega longos anos. mas ela é um período, às vezes, de adaptação. Então a gente tem que identificar se é, de fato, uma depressão pós-parto ou se é um recolhimento para que essa mulher entre em contato com a cria dela, que ela se vincule, que ela tenha um vínculo maior. E se for primeiro filho ainda, aí sim eu acredito que talvez não seja uma depressão, mas é importante investigar, tá gente? Investigar, conversa com a ginecologista dela, com a obstetra, conversa com psiquiatra, para entender qual é o processo, porque a depressão ela tem alguns sintomas que são iguais, mas assim, no pós-parto ela é bem passageira mesmo por conta das oscilações hormonais.
E eu vou só complementar que essa depressão pós-parto ela vem muito pela privação de sono. Então o blues que se chama está relacionado à privação de sono. Agora, eu não vivi depressão pós-parto porque eu vivi depressão durante a gestação. Que é pouquíssimo falado e eu me lembro de ter sido muito acolhida pela minha psiquiatra E aí sabe o que eu descobri? E mesmo se você não tem filho, não conhece ninguém que tá grávida, escuta essa que vai ser importante Eu estava muito feliz em estar grávida, eu queria estar grávida, tava tudo certo Mas eu tinha muito medo de deixar de ser quem eu sempre fui E tinha muito medo de como eu deveria ser, como tudo estava se apresentando Ou seja, eu vou deixar de ser a única versão que eu sei pra ser uma mulher que eu ainda não sei quem eu sou Com tudo isso de cobrança? Foi um medo tremendo E aí entramos.
Com a medicação e pronto Caiu a ficha aí?
Remédio na depressão Depressão igual medo Total E medo, assim como a doutora Ana Beatriz Barbosa Silva, uma das maiores psiquiatras que a gente tem no Brasil, é excesso de passado Então eu presa naquela versão que eu só conhecia não estava abrindo chance para a nova versão que nasceria com a minha filha Eu estava apegada, a única coisa que eu sei é quem eu sou, né? Então eu gosto muito de dar esse depoimento porque pouquíssimas mulheres falam da depressão durante o parto porque sentem culpa Foi que aqui pediram, falem sobre a culpa E aí na depressão existe uma cobrança tremenda. Nossa, mas eu entrei em depressão. Ok, entramos, então vamos sair. Em alguns casos o remédio vai ser muito importante Se você tiver cheio de bagagem pra viajar Alguém vem com um carrinho assim e fala Pega o carrinho pra você colocar sua bagagem Pra você chegar onde você precisa chegar Você não vai aceitar? Então tem que tomar muito cuidado Eu sou totalmente contra a medicalização das emoções Mas em muitos diagnósticos a medicação é fundamental Cíntia, são oito e sete, acho que tá na hora de você proporcionar a sua atividade e depois a gente encerra, pode ser?
Pode, claro. Gente, o exercício que eu vou propor pra vocês é um exercício conduzido, tá? Então eu até anotei ele aqui pra gente ter uma sequência e se você gostar desse exercício, depois você pode entrar lá no canal do YouTube, tem muitos exercícios parecidos mas esse que eu vou propor é um exercício que você vai conversar com o seu coração. Então, de novo, eu vou pedir pra você deixar aquela pessoa que julga, que tá muito crítica, que tá muito negativa, deixa ela ali no cantinho e agora só se abre pra uma compreensão maior. Então, eu vou pedir pra vocês se acomodarem e aí vocês vão fazer um primeiro movimento, desfregar as suas mãos, uma na outra, Até gerar um calorzinho, até você sentir que tá gostoso, que tá confortável. Hoje tá calor, né? Não demora muito a esquentar a mão. E aí, você vai levar suas mãos até o seu coração. E vai permanecer com as mãos aí até o final do exercício, tá bom? Então eu vou pedir pra você respirar profundamente, se você quiser fechar seus olhos, entre em contato com você nesse momento e a gente vai conversar com o seu coração, porque quando a gente conversa com o nosso corpo, ele responde e não tenha medo do seu corpo não responder de imediato, a resposta sempre vem no tempo justo para o seu processo. Então eu quero que você Se você não receber nenhum insight agora, você faça esse exercício todos os dias antes de dormir, entrando em contato com você e conversando com a parte mais sábia do seu ser, a parte mais profunda, com a sua essência, com a sua alma. Então, nesse momento, você vai se desconectar daquela porção mais cobrativa, mais irritativa e agora você vai acalmando a sua respiração e vamos conversar com a sua porção amorosa E aí você vai convidar essa parte amorosa, essa parte gentil do seu ser para esse momento, você vai convidar também o seu amor próprio, a sua alegria de viver e a sua amizade por você mesmo. E mesmo que você os veja distante, dê permissão para que esses aspectos possam se aproximar aos pouquinhos de você, porque nesse momento você tá fazendo um processo de reaproximação. E como diria meu amigo Rosandro, é uma reintegração de posse afetiva. Então você permita olhar para esses aspectos que estão todos aí se aproximando, mantendo as mãos sobre o seu coração e respirando profundamente, entrando em contato com você. E agora a gente inicia a nossa conversa com o coração. E aí você diga pra si mesmo, pra si mesma, minha essência divina, eu te pergunto nesse momento, qual o caminho de volta até você? Respire profundamente e mantenha a sua conexão e a sua observação. E agora de novo você vai dizer, meu coração que está conectado à minha alma, Me mostre onde começou tudo isso, onde eu deixei estacionados os meus sonhos e para onde eu posso me conduzir para me resgatar. Eu te dou um comando de auto-resgate neste momento meu coração e minha alma e siga respirando profundamente e novamente você diga meu coração, eu me abro para sentir e para me reconectar a você e a vida E eu me coloco em processo de eliminação dos medos que me levaram pra longe de mim, pra longe da minha essência. E agora eu te vejo, minha alma. Siga respirando profundamente. E agora afirme, a partir de agora, eu escolho fazer o caminho de volta ao meu coração, ao meu ser e à minha essência. Siga respirando e só observa o que está passando aí na sua mente, no seu corpo, como ficou a sua energia. Vai observando e vai voltando devagarzinho. Enquanto estiver pronta, abra os olhos devagar. Eu quero que você perceba tudo o que está acontecendo dentro de você quando você usa sua mente para dar um comando para o seu corpo. O que acontece com o seu coração quando você coloca ele na sua conversa amorosa com você mesmo. O que aconteceu aí? Depois vocês podem deixar os relatos aqui pra nós, porque esse exercício, olha só, não demorou três minutinhos e te levou para um estado de uma frequência mais calma, mais afetiva, e isso vai fazer com que você eleve a sua frequência. Então quando a gente fala em meditar, é me reeditar. É olhar para as minhas versões anteriores com gentileza e amorosidade e dizer Ok, eu entendi o que você quis me dizer e vocês todos me trouxeram até aqui Mas agora eu seguro a rédea da minha vida e eu conduzo para onde eu escolher É a vontade divina do seu ser que te leva para essa condução gentil e amorosa em direção ao que você veio realizar E se a gente tivesse um livro para cada pessoa aqui dos 8 bilhões de seres vivos na Terra, seria um livro único, especial, porque cada história é única, mesmo que a gente viva a mesma experiência. Cada um vai receber e interpretar de uma forma, então respeite a sua forma e converse com o seu coração, porque o coração, ele é a coragem com amor que você usa para realizar a vida. É o seu coração que vai te trazer de volta à vida. Então esse exercício é um exercício da medicina egípcia, Porque eles fazem, dentro da leitura emocional, dentro dos templos, na antiguidade eles ensinavam que a gente conversasse com os órgãos para entender por que aquele órgão adoeceu. Então eles entendiam que aquela emoção precisava de acolhimento, que aquele órgão precisava ser resgatado junto com o órgão, a sua alma. E aí, como é que foi?
Quem tá emocionado, manda um coração aqui, gente. Quem chorou, manda um coração. Não tem outro caminho. A Viviane se emocionou bastante. A Viviane foi aquela moça que eu falei, que provavelmente alcançou aqui alguma coisa bem exitosa, mas perdeu alguma coisa importante no caminho Eu me sinto muito honrada em estar aqui contigo, Cíntia, acompanhando esse exercício. Eu sempre falo, o futuro é ancestral. Se a gente não respeitar também as medicinas que vieram antes dessa que nós nos curvamos hoje A gente pode estar perdendo grandes chances de cura Essa live vai ficar gravada, Maicon, você que chegou mais tarde, obrigada pelo seu tempo Ibrahim, obrigada pelo seu tempo, Thaís, todos que estão chegando Se essa mensagem fez sentido pra vocês, compartilhem com quem vocês querem bem Essa live acontece toda quarta-feira às 19h e 19h. Eu e a terapeuta Cíntia Bedim. Só que ela não termina aqui quando a gente desligar aqui, 8h e 19h. No canal da Cíntia tem muitas meditações que são muito especiais, assim como essa foi. A Cíntia também já participou do interioriza duas vezes e vale a pena. vocês pensarem um pouquinho onde os sonhos de vocês estão estacionados. Pode ser que alguém nem saiba onde estão, Cintia.
Exato. Mas quando a gente abre pra olhar, a gente se permite enxergar a resposta. Não é assim quando o discípulo tá pronto, o mestre chega, né? Então quando a gente tá pronto pra uma cura, porque a doença já é a prontidão pra própria cura, Ela já tá ali te dizendo que você merece se curar, você merece ser feliz, você merece viver a integralidade da vida.
Maravilhoso! Bom, tem uma moça aqui que tá dizendo, vou seguir ela agora Entrei na live agora, vou começar a seguir a Cíntia E eu sou suspeita a dizer, né? Cíntia é minha terapeuta já há muito tempo E de novo, nós não estamos fazendo isso aqui pra ganhar nada A gente tá fazendo isso aqui porque nós temos uma missão, eu e ela Que não é dessa vida, né? Já começamos em outras, então... Fiquei muito feliz com as nossas trocas hoje, Cíntia Gostei muito do conceito que você trouxe sobre meditação, é me reeditar Gente, ou a gente aceita o que o nosso corpo está dizendo ou nós vamos ficar brigando com ele e perdendo tempo, perdendo vida Sinta seu último recado Meu último.
Recado é que vocês consigam ser gentil gente, com vocês Quando a gente começa a ser gentil, quando a gente começa a se respeitar, a gente começa a perceber que A gente tem vez, a gente pertence, a gente tá aqui com um propósito Então, de novo né, propósito não precisa ser lá Mahatma Gandhi Pode ser apenas você reconhecer, e é isso, qual peça da engrenagem você é Porque todos estamos aqui para aprender e para ensinar Então você tem uma missão que é única, especial E eu não quero colocar peso nisso, eu quero que você olhe pra isso com leveza, com amorosidade Porque quando você começa um caminho de cura, muitas curas se fazem e você muda o caminho sem perceber de uma forma tão natural Porque você aceitou o primeiro passo, que é olhar pra carta convite que foi a depressão ou qualquer doença que passou por você Então, não é punição, não é castigo, é oportunidade Vamos olhar pra isso como uma oportunidade de se reconectar à vida, de se refazer, de renascer Essa é a minha proposta pra vocês, que todos vocês possam renascer todos os dias Quando a gente acorda, a gente tem uma oportunidade nova.
Por isso que o presente chama presente Nós podemos fazer do nosso presente um presente ou não A gente pode passar pra frente, pode jogar na gaveta Cíntia, muito obrigada. Tiago Tatum tá aqui. Tiago Tatum, Mindfulness, professor de Mindfulness Cíntia, pensa numa pessoa que... Uma coisa que o Tiago fala que eu amo demais Pega a câmera que você tá olhando pra fora o tempo inteiro, né? Olhando, julgando, ir pra dentro Ponto. Tiago? Eu sou fã também, obrigada mais uma vez por ter entrado aqui Cíntia, estamos juntas, conectadas nesta vida e nas próximas, você sabe disso Então essa live ficará gravada, obrigada pelo tempo de todos Semana que vem, se você já quer adiantar qual vai ser o nosso tema Cíntia, pra todo mundo já se preparar, quarta-feira que vem, 19h19 Eu e Cíntia Bedim aqui, caindo a ficha, muitas fichas caíram aqui, e aí?
Semana que vem a gente vai falar sobre os mecanismos da ansiedade Hoje a gente falou de passado, né? Depressão igual a passado, ansiedade igual a excesso de futuro, então a gente vai falar dos mecanismos da ansiedade. É o mês da leitura emocional, hein gente? Não perde.
Obrigada, um beijo a todos, bom descanso, boa noite.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








