Mulheres que são vetores de transformação!

Isabela Camargo and Mariana Ferrão discuss motherhood, career, and personal growth in Portuguese. They explore the tension between family and work, societal pressure on women, and why taking breaks matters.
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Olá, bom dia. Bem-vindo, bem-vinda. Mais uma prosa boa. Hoje é 11 de setembro, 11 horas, 1 minuto. Eu começo, portanto, uma das lives mais aguardadas dos últimos tempos com a jornalista e fundadora da Soumi, Mariana Ferrão. Quando eu digo uma das lives mais aguardadas, porque além da Mari ser uma pessoa que nos inspira a cada dia com suas mensagens, ela também é mãe de dois meninos, e esse assunto de maternidade interessa não só muitas mulheres, mas também os homens que vivem com essas mulheres que ficam muito na dúvida. como será o tempo depois do nascimento dos filhos, como será o próprio tempo, como fica a carreira, enfim, são muitas coisas que mudam com a chegada de um filho, não é? Vou dividir tela com ela para respeitar o tempo dela e também o tempo de vocês. Eu vou tirar os comentários já já, enquanto isso eu peço que vocês enviem corações pra nós, não é Mari? Tudo bem? Oiê! Tudo ótimo, bom dia! Bom dia!
Ih, eu já entro pedindo desculpa que eu não respondi nenhuma das mensagens suas do WhatsApp, que eu tava numa correria maluca e não consegui responder, mas respondendo a sua pergunta não há nenhum tema sobre o qual eu não quero falar.
Pode falar de tudo Você tá na bicicleta ou é impressão minha?
Falei, vamos aproveitar a live para fazer uma bicicleta porque hoje dia tá louco.
Pronto, então... Se não eu paro de pedalar. Não, pra mim tá ótimo. Vamos ver se o pessoal fala alguma coisa. Mari, primeiro obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. E você já está nos mostrando que uma mãe de dois meninos e com a carreira ativa precisa realmente aproveitar todo o tempo, né?
Não, você sabe que eu tava assim, hoje eu tive duas reuniões até agora Uma das 9 às 10 e outra das 10 às 11 E aí eu queria muito ter feito a bike em uma das reuniões Mas sabe quando você fica falando assim, cara, não vai dar Porque era teste de internet, daí o computador não chegava onde a bike tava Daí eu falei, não, não vai rolar Então eu falei, agora vai... A Isa vai falar comigo pedalando Até porque eu vou ficar meio morada também, né?
Olha, vou falar já já sobre esse exercício que você descobriu ao longo do tempo que era fundamental para o seu bem-estar, mas já já. Mari, vamos combinar já aqui uma coisa que inclusive eu trago no livro, dá um tempo. Quanto tempo nós temos de conversa? Até para eu poder focar aqui nossas perguntas.
Temos uma hora por mim, podemos ficar falando aqui enquanto o Instagram não derrubar a gente, a gente está aqui falando.
Eu tô adorando essa sua naturalidade em fazer bicicleta conversando conosco, porque isso mostra o seguinte. Conosco, aliás. Nem sempre a gente tem o tempo que gostaria, né? Às vezes tem que fazer duas coisas ao mesmo tempo. Nesse caso, uma atividade corporal e a outra cognitiva, né?
Você sabe que, às vezes, tem uma professora de dança maravilhosa chamada Cláudia de Souza. E ela me mata se ela me vê fazendo isso, porque Pensora de que você tem que trabalhar com o seu corpo, levando a consciência para o seu corpo o tempo todo E é óbvio que quando a gente faz atividade física e realmente está levando também a consciência para o corpo, a atenção para o corpo A atividade física muda completamente, né? Mas a dança, enfim, pilates, a própria técnica da Cláudia, que se chama movimento integrado, eu acho que faz muita diferença quando a gente tá com a atenção plena. Mas uma bike, uma esteirinha, dá pra fazer conversando, né?
Não, total. Eu, inclusive, aproveito o tempo que eu tô na esteira pra responder mensagens de WhatsApp, porque nem sempre dá, não é? Mari, deixa eu só trazer aqui uma informação. A Cintia Alves tá aqui, linda. — Delícia — É, e já quero... Eu vou tirar os comentários, gente, pra gente poder acompanhar aqui a Mari com todo o seu esplendor E vou pedir pra vocês enviarem corações aqui e compartilharem nessa setinha Porque é um assunto que é muito relevante para todos nós Ou quem é mãe, ou o marido da mãe, ou pra quem quer viver esse tempo da maternidade Então eu vou tirar aqui os comentários Mari, primeiro deixa eu explicar que você faz parte também daquilo do Livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limites no Mundo Sem Limites Fizemos essa entrevista lá atrás e muito do que eu trago aqui eu devo a você Porque você foi me conectando com pessoas muito especiais como o doutor Fabiano Moulin, o Satyanata Todas essas pessoas eu conheci através de você, então, meu agradecimento.
Profundo, tá? O Victor também tá no.
Livro, né? Exatamente. Você conseguiu alguma coisa do livro?
Fez sentido? Legal, né? Você sabe que quando você me mandou a minha parte Pra eu ver se tava tudo ok. Eu nem lembrava mais o que eu tinha falado Porque já faz tanto tempo que a gente.
Falou, né? Tudo tem a hora certa. Bom, Mari, vamos lá. Quando você começa a falar sobre o tempo da maternidade, você falou uma coisa que aconteceu na sua vida que eu me identifiquei demais. Que antes de ter os filhos, você sempre tinha uma agenda cheia e ficava aflita com os buracos vazios. Como é que você se deu conta de que isso estava também drenando a.
Sua energia? Então, isso é muito louco, né? Minha mãe reclamava muito comigo disso, porque ela falava assim, você não sabe ficar sozinha nem um minuto, você não sabe brincar sozinha E eu ficava desesperada. Quando vinha férias, por exemplo, e não tinha viagem programada, eu desenvolvi uma técnica pra ter coisas que fazer, que era o saco das brincadeiras, era assim Então um dia, sei lá, entre o acordar e o dormir tinha 16 horas ou sei lá, 14 horas, eu colocava 14 brincadeiras dentro do saquinho E aí eu tirava a brincadeira dentro do saco e falava assim, bom, agora então é boneca E aí eu ficava uma hora brincando de boneca Depois eu tirava outra e falava assim, ah, dominó Eu ficava uma hora brincando de dominó pra não ter intervalo e eu saber exatamente o que eu ia fazer Para não ficar pasmando, não ficar sem.
Fazer nada. Não ficar brisando. E depois, conforme você foi passando os aniversários, já adolescente, adulto, esse.
Hábito continuou? Continuou durante muito tempo, Isaí. Eu acho que agora, só agora mesmo, bem recentemente, eu tenho apreciado as pausas de uma outra maneira. E não só apreciado as pausas de uma outra maneira, mas feito pausas programadas. Colocando as pausas na agenda. Tipo, eu tenho uma rede no meu quintal agora, né? Então, vamos ficar na rede? Hora de ficar na rede. Fazendo o quê? Nada. Nada. Mas daí as pessoas nem acreditam, tipo, você tá fazendo o quê? Nada. Olhando os pássaros, né? Contemplando as flores que estão nascendo agora já nessa chegada que vai acontecer da primavera. Porque a gente tem as grandes ideias assim, né? Sim Mas a reflexão eu acho que é, né? Por que a gente tem tanto medo desses espaços vazios? Culpa Você acha que é culpa? Eu não sei se é.
Culpa É, eu trago no livro uma percepção, tenho ouvido isso também de algumas pessoas Parece que a gente está se sentindo culpado por não fazer nada São várias crenças que vão vindo conosco do tempo é dinheiro, que eu também falo sobre isso Mas tipo, nem todo tempo é dinheiro, a nossa caixa de sabedoria é quando o tempo é dinheiro E com essa ganância realmente de fazer tudo o tempo inteiro, eu percebo, eu estou como você Agora é que eu estou conseguindo aproveitar o tempo livre, não me culpar quando me coloco na agenda para.
Não fazer nada Eu acho que tem aquela outra crença antiga que as pessoas falavam muito Mente vazia, oficina do diabo Exatamente Aí é assim, mas se eu ficar sem fazer nada, vou ter pensamentos negativos Vou começar a ficar pensando em coisas que eu não quero pensar Porque a mente, o espaço vazio, ele é um espaço de encontro com você, né? Sim Muitas vezes, não necessariamente, mas muitas vezes ele é Acho que nem sempre a gente quer me contar com a gente Sabe que uma vez eu fui dar uma palestra sobre autoconhecimento na Rádio Globo até E aí, virou uma moça que trabalhava lá, me encontrou no banheiro depois da palestra e falou, olha, vou te falar uma coisa Eu não fiz o exercício que você propôs na palestra Aí eu falei, não, porque eu comecei a perceber que eu ia chegar num lugar de questões que eu não quero nem olhar, não quero não Então, eu falei, que bom que você pelo menos percebeu que você não quer olhar Já é um país, porque tem muita gente que nem percebe que não.
Quer Você acha que nós estamos intolerantes cada vez mais ao silêncio e a.
Essas pausas? Não, eu acho que a gente tá aprendendo a respeitar e não só respeitar as pausas Mas eu acho que a gente tá aprendendo a reconhecer a importância do silêncio e das pausas E eu acho que a pandemia fez isso com muita gente, muita, muita gente Acho que a gente tá intolerante com outras coisas cada vez mais A gente tá mais intolerante com o diferente A gente tá mais intolerante com aqueles que não pensam como nós Isso eu tô falando de maneira geral, né? Da sociedade Estamos polarizados mais do que nunca, o que eu acho absolutamente inacreditável num mundo como hoje que a gente vive, que nos mostra de maneira implacável a nossa interdependência Mas eu acho que a gente está intolerante muito, a gente está reativo Mas, por outro lado, tem uma série de pessoas que estão descobrindo o valor do silêncio e da pausa É.
Isso aí. Eu tô tentando, Mari, alimentar o mantra que é o da pausa voluntária pra evitar uma pausa involuntária. A própria síndrome de burnout, essa experiência que eu tive, mostrou isso. Quando você não consegue estabelecer, se colocar na própria agenda pra se cuidar, você vai ter uma pausa involuntária. Então pausas precisam começar a entrar na nossa agenda e pra não fazer nada. O Mário, eu tô achando lindo essa sua verdade, porque quem vê você como uma instrutora, como uma divulgadora inclusive do Mindfulness, você fala isso no livro, que é você realmente estar vivendo a situação no lugar, Que nós também temos os nossos desafios para encontrar, senão da impressão que, nossa, tá tudo certo, né? Meu marido fala isso direto. Ah, você fala para fazer isso ou aquilo, mas nem sempre você faz. Ah, que bom, nem sempre. Então a gente já busca isso.
Não é? É uma busca constante, né? Você sabe que na semana passada eu comecei a dar uma aula sobre meditação na casa.
Do Cuidar.
Ótimo. É. A convite da Ana Michelle, que é uma pessoa que eu amo de paixão, que eu conheci no Bem-Estar, que é uma paciente oncológica, que junto com a Ana Cláudia Quintana Arantes abriu a Casa.
Do.
Cuidar. Maravilhosa. E a Ana Mi me pediu pra falar sobre meditação com pacientes oncológicos. Eu achei e falei, Ana Mi, você tá me dando um presente, né? Não um job. E aí tá sendo muito legal o que a gente tá fazendo lá. E eu falei pra eles na primeira aula. Falei, gente, vamos lá. A gente não vai ter o exercício de meditar durante a semana. Mas a gente vai ter o exercício de comer com a mão que a gente não tá acostumado. E de escovar os dentes com a mão que a gente não.
Tá.
Acostumado. Perfeito. E de começar o banho, que até foi uma dica que a monja Reixin me deu outro dia numa live. Lavando a ponta.
Do.
Nariz. Olha! É, depois os cotovelos e depois os joelhos. E aí... Pergunta se eu lembrei durante a semana de fazer isso.
Alguma.
Vez. Então? Eles todos fizeram o exercício. Pergunta se eu.
Fiz. Nenhuma. Vigilância constante, né? Estado de.
Atenção total. Total.
Total. Então... É, não, isso fica de recado, né? Com muita humildade. Eu digo, pra gente viver um tempo de qualidade, a gente tem que ter humildade, porque buscamos, né? Eu, você e todos também que fazem, buscamos. Eu lembro da Monja Coen ter falado isso também. São momentos em que nós precisamos realmente assumir. Sim, precisamos dessa vigilância, porque senão as pessoas também se culpam que não conseguem de um dia.
Pro.
Outro. Exato. Omari, agora eu queria levar a nossa conversa para, senão a gente vai ficar aqui horas falando, né? Tem milhares de assuntos que nós poderíamos seguir. O tempo da maternidade. Como foi para você tomar essa decisão de.
Ser mãe? Eu acho que não foi muito uma decisão de ser tomada Acho que eu nunca pensei racionalmente sobre isso, da possibilidade de não ser mãe Não existia isso na minha tela mental, assim, no meu pensamento Foi muito engraçado, porque na verdade eu nunca tinha pensado em ser mãe e também nunca tinha pensado em não ser mãe A coisa meio assim, fazia parte Só que quando meu sobrinho nasceu Meu sobrinho hoje, eu já nem sei mais, mas acho que ele tá com 11, vai.
Fazer 12. Travou um pouquinho, aqui é a internet da Mari. Vamos aguardar aqui nos instantes. Pra ver se a internet vai permitir que a gente continue. Mari, se você estiver me ouvindo, Você consegue sair e já voltar. Vou pedir a compreensão de.
Vocês. Oi? É a minha conexão ou.
A sua?
Agora voltou. Voltou? Eu troquei meu iPhone essa semana e ele não reconhece que eu tô fazendo nada quando eu tô fazendo live, então ele fica apagando.
Não é? Tá tudo bem pra.
Gente continuar? Tá tudo bem, vamos continuar. Então, aí quando meu sobrinho nasceu, eu experimentei esse amor por uma criança que eu nunca tinha experimentado. De olhar pra aquela criança e sentir assim, nossa! É do meu sangue também essa pessoa. Foi uma coisa, assim, muito forte. E aí, meu irmão nessa época morava no mesmo prédio que eu. Então, eu adorava, porque eu trabalhava já no bem-estar. O Bem Estar, como era um programa matutino, eu conseguia chegar em casa umas duas, às vezes quatro da tarde no máximo, e ficava todo dia com.
Meu sobrinho.
Que legal! E aí, especialmente quando assim, às vezes ele não ia para a escolinha porque estava doente, etc. E aí eu cuidava dele e comecei a entender o quanto aquilo era maravilhoso. Então, depois, meio que foi natural. Até do ponto de vista da carreira, Quando o programa também tinha essa estabilidade e tinha um horário fixo O que você bem sabe que é muito bom sendo jornalista Eu comecei a falar assim, agora dá pra ser mãe Porque não ia ser mãe, sei lá, trabalhando no Fantástico Entrando cada hora num horário diferente, enfim Fazendo reportagem, né? E aí... Eu falei, bom, então vamos lá. E foi muito rápido isso, eu tive muita sorte, né? Porque a gente sabe que tem tantas mulheres que ficam tentando anos e não conseguem engravidar. E eu, quando decidi, engravidei. Tanto do primeiro quanto.
Do.
Segundo. Ótimo. Foi muito, muito... Foi muito privilégio isso, eu acho. Eu tenho plena consciência disso. E aí, eu tomei um susto, né? Porque como eu não tinha pensado muito no assunto, foi tudo muito rápido. Depois que eu vi que não podia devolver aquela criança mais, como.
Eu fazia com o meu sobrinho.
E agora? E agora? O que faz? O que eu faço com essa cestinha que está aqui e que não tem mais devolução? Então demorei muito tempo para entender que eu tinha que cuidar de alguém 24 horas por dia E que aquilo ali tinha virado a minha.
Tarefa.
Principal Pelo menos no primeiro ano, né? Sem dúvida nenhuma, no segundo ano Então, eu acho que sempre vai ser a nossa tarefa principal quando a.
Gente já morre Eu ia te perguntar, né? Sobre isso como as crianças mudaram a sua rotina. Mas antes de partir para as crianças, você conta aqui no livro que você teve um grande aprendizado no primeiro filho e depois para o segundo, até para delegar e ter um pouco mais de tempo. Mas lá no primeiro filho, você me contou que essa agenda que você controlava bastante, ela ficou.
Totalmente descontrolada. Totalmente descontrolada, porque ela passou a ser o tempo do Miguel, né? A minha agenda que era toda cronometrada, com 15 minutos que sobrava eu usava pra fazer a manicure Agora não sobrava mais tempo pra nada, eu não podia mais decidir sobre o meu tempo Se a gente tava aqui numa conversa boa e eu queria ficar mais conversando com você e ele chorava, eu tinha que ir embora Ou eu não conseguia nem relaxar pra ter uma conversa boa, porque eu tava preocupada se tava acontecendo alguma coisa com ele Mesmo que ele estivesse no quarto e eu estivesse na cozinha Então foi muito difícil e eu não sabia, mas eu tava com depressão pós-parto, eu tive uma depressão pós-parto forte depois que o Miguel nasceu E demorei pra diagnosticar, portanto também demorei pra começar a cuidar E tudo isso, claro que também afetou a maneira como eu estava me relacionando com o meu próprio tempo e com a minha própria vida.
Eu me lembro de ter te visitado logo que o Miguel nasceu E eu te pergunto assim, o que você acha, o que você sente que pode ter gerado essa depressão pós-parto? A falta de um sono adequado, realmente essa consciência de que, bom, agora meu tempo não é mais meu.
Eu acho, Isa, sem dúvida nenhuma, que o fator sono impacta muito, porque a gente sabe o quanto a gente tem a questão do sono como um fator, ou da ausência do sono, da falta do sono, da insônia, como um fator de causa de depressão, um dos principais. Então, sem dúvida nenhuma, todas as mães e os pais de filhos pequenos estão mais sujeitos a isso. As mães mais, porque os pais, ainda assim, a situação tá mudando, mas eles dormem melhor, mesmo com o filho no quarto do lado chorando. As mães, especialmente aquelas que amamentam, não conseguem dormir porque o peito começa a doer, você começa a ficar incomodada, você começa a sentir que a criança tá com fome no seu corpo, é uma coisa louca. Então, tudo isso interfere, óbvio. Mas eu acho que também teve um aspecto, que pra mim foi muito importante, que eu revivi, ou melhor, eu revivi na primeira licença maternidade, o luto da morte da minha mãe. Porque uma coisa, eu sempre falo, é você não ter mãe. Mas outra coisa é você ser mãe sem ter mãe. E me fez muita falta a minha mãe nesse momento. Ela morreu quando eu tinha 20 anos, E aí não tê-la por perto significava não ter aquela pessoa que você confia plenamente e pode entregar o seu filho Eu também não tenho irmã, então acho que isso também faz muita falta E meu irmão não ficava cuidando dos meus filhos igual eu fiquei cuidando do dele Apesar de eu amar demais meu irmão Mas é diferente o relacionamento, enfim, de homens com essa com esse cuidado, não tem como a gente dizer que não é. E minha sogra mora no interior, então há 500 quilômetros de distância de São Paulo. Então também não era uma pessoa que estava por perto o tempo todo. Então tudo isso dificultou muito. E eu não... Naquela época... Isso tem sete anos, que o Miguel vai fazer agora, semana que vem. Naquela época, eu não tinha tantas amigas mulheres, Isa Meus amigos eram mais homens E isso também fez muita falta na minha vida E eu fui construindo uma relação cada vez mais forte com as minhas amigas mulheres a partir da maternidade Foi uma mudança de paradigma.
Na minha vida Maravilhoso, achou fantástico você poder falar sobre isso porque eu só observo, sabe? As minhas amigas que ficam muito mal depois do nascimento, mesmo quando aquilo foi muito esperado Eu sempre tento associar, falo, gente, um sono Vocês estão dormindo bem? Porque é evidente que o corpo não consegue se restabelecer, e aí o cérebro também não, e aí interfere no humor, e aí vai interferir nos seus sentimentos. Então, que bom que você viveu essa experiência, que bom eu digo, que bom que você soube identificar e tratar isso no primeiro filho. E o que mudou.
No segundo? Tudo. Tudo. Primeiro porque eu consegui o parto que eu queria e isso me deixou muito feliz. E mais do que feliz, isso me deixou absolutamente consciente da.
Minha força. O que você quer dizer? Você diz parto.
Natural? É. O Miguel nasceu de cesárea. E eu cansei de mentir para os médicos do bem-estar, porque quando eles me viam barriguda, eles falavam assim, e aí, vai ser normal ou vai ser cesárea? Aí eu falava, vai ser natural. Aí eles falavam, ah, o primeiro foi natural? E eu dizia, não, foi cesárea. Ah, então esquece. Não vai conseguir um parto natural depois de uma cesárea. Aí depois de uns 3, 4 meses ouvindo essa resposta, chegavam outros médicos, e aí, vai ser normal ou vai ser cesárea? E eu falava, não, vai ser natural. O primeiro foi natural? Falei, foi. Ah, então você vai conseguir. E eu comecei a mentir, porque eu não aguentava mais as pessoas dizendo que eu não ia conseguir o que.
Eu queria. Aí você mudou.
A chave? Mudei, mudei, porque eu falei assim, eu não quero mais ouvir as pessoas falando que eu não vou conseguir, eu sei que eu vou. E aí o João nasceu num trabalho de plástico, Eu cheguei no hospital 10 horas da noite, ele nasceu meia-noite, então foram duas horas só de hospital Nem cheguei a ir pra sala de parto, fiquei na sala de pré-parto, sem anestesia E aquilo me deu, primeiro, uma consciência de que Eu sabia parir, e é muito louco isso do ponto de vista... Eu acho que invoca coisas ancestrais mesmo da mulher Tipo, uau, eu faço parte desse grupo de pessoas que colocam a vida no mundo É uma coisa louca essa sensação E assim, sou o vetor da mudança, né? Porque eu acho que filho também traz isso, querido Independente se a mulher tem filhos ou não, tá? Eu acho isso de qualquer mulher é o recipiente, onde a mudança pode ser gerada, ser gestada e vir ao mundo, muito mais do que os homens, eu acho. Não que os homens não façam mudanças no mundo, óbvio que eles fazem, a gente está vendo que fazem muitas, mas essa mudança que eu acho que é uma mudança acompanhada de cuidado, de muito, de fato, de muita generosidade, E de uma coisa meio tribal mesmo que a gente tem, eu acho que é mais papel da mulher Então acho que a gente tá precisando de mulheres pra fazer mais mudanças no mundo E aí aquilo me trouxe tudo isso de uma maneira muito... não de uma maneira clara, organizada Mas me deu uma sensação de que, nossa, eu sou capaz E aí eu falei, já que eu sou capaz de parir, eu sou capaz de criar um filho de uma maneira.
Mais...
É... Leve? Leve, mais orgânica, mais natural, né? Então eu não colocava horário pra mamada do João. Ele mamou em livre demanda, diferente do Miguel. Eu não me preocupava mais quando ele ia dormir bem, porque eu sabia que uma hora ele ia, já tinha a perspectiva do primeiro filho. Eu não me preocupava em relação a vai comer toda a papinha ou não vai, porque eu também sabia que também se não comer tá tudo bem. Então foi uma outra experiência de maternidade, completamente diferente E para que assim, a sensação física que eu tive depois do parto natural foi muito melhor Eu tive muita dor no pós-cesárea, então isso também me atrapalhou muito E dor também é um fator que causa.
Depressão, né? Muito bem Dor, falta de horas de sono. Eu tô anotando aqui, Mari, porque depois eu preciso rever aqui as minhas anotações, porque eu tô com 39. Pra mim sempre foi aquela situação, como você falou. Nunca pensei em ser, nunca pensei em.
Não ser. Temos uma grande galera.
Lá, Isa. Que sombra pura! Essa é quem? Essa.
É qual? Essa é.
A sombra. Você tá gostando da experiência de ser mãe de.
Gatos também? Maravilhosa essa experiência de ser mãe de gatos Eles dão muito menos trabalho do que filhos Mas outro dia uma delas fugiu, né? Isa, eu tinha ela há dois meses. Aí eu fiquei desesperada. Eu falei, meu Deus, eu me dei conta do quanto eu já amava. Porque eu saí pela rua procurando, chorando sem parar. E eu dizia, meu Deus, se eu perder, o que vai acontecer comigo? Eu não vou aumentar. Não, eu não estou preparada pra perder uma das gatas. E aí você... Olha lá, tá vendo? Ela veio. Ela tá desculpando.
Na frente. Que cara.
Ela tava? Ela tava aqui na vila onde eu moro. Ela tinha entrado em uma das casas, mas não conseguia sair. E aí ela ficou lá, só que a vizinha não percebeu, só percebeu quando ela começou a miar e aí abriu a porta pra ela sair. Só que eu achei que ela tinha saído da vila, que ela não fica solta na vila. Ela ficou acostumada. Eu falei, meu Deus, ela foi pra rua. E como é pretinha, né? A gente sabe que tem muita gente que não gosta de gato preto e que faz maldades com gato preto. Eu fiquei.
Muito preocupada. Você sabe que a minha primeira adoção felina foi com a Michelle, uma pretinha, que na verdade eu queria pegar o macho. E aí veio a fêmea, e aí eu falei, bom, era isso, mas eu queria pegar um gato preto Justamente para poder, como você falou, ser um vetor de mudança também desse preconceito Depois veio o Mardi E eu lembro quando eu vi você começando a adoção, eu falei, Mari, você vai ver que é uma experiência fantástica Que bom, que bom, fico feliz demais A gente estava agora, depois dessa intervenção felina A gente estava falando como você lidou com o segundo filho de forma mais leve Você conta no livro também uma coisa muito bacana E eu estava dizendo que eu estou anotando porque eu nunca pensei em ter, nunca pensei em não ter Mas agora já está batendo aquela sensação de, nossa, eu preciso pensar no assunto rápido Só um segundo, gente, que travou mais um pouquinho aqui a tela.
Da Mari. — Voltou — Não, gente, não dá, esse iPhone 11 não dá, ele não tá acostumado com lives Alguém vai ter que me explicar o que.
Eu faço pra ele não ficar apagando — Eu acho que foi o mesmo tempo da pausa anterior, falando em pausa — Foi — Você tem que ir lá no bloqueio de tela, deixar infinito.
Senão ele pausa em determinados momentos — Nossa, então vou.
Ter que fazer isso, onde eu faço.
Isso? — Eu te mostro depois, é configurações e aí vai ter lá... — Tá Depois a gente faz um tutorial.
Eu sou a pessoa que não entende nada de tecnologia.
Pode deixar. Daqui 10, 15 minutos vai acontecer de novo. Não, mas eu tô colocando a mão, assim. Quando.
Eu percebo que ele.
Fica escuro, eu.
Coloco a mão. Então, eu vou colocar. Eu achei que... Não, é o bloqueio de tela. Depois eu te mostro, é facinho. Ô Mari, e agora eu preciso pensar no assunto. Porque aí tem a história do relógio biológico também. E uma mãe com 40.
Anos é totalmente diferente de uma mãe com 30 anos. Você já sabe.
Que eu.
Acho que em alguns aspectos é até melhor. Sim, concordo. Mais maturidade, você já sabe o que você quer da vida, você já sabe que tipo de mãe você vai ser.
Porque.
Você já sabe que tipo de mulher.
Você é. Sim. Então eu acho que tem muitas vantagens. Sim. A Astrid Fontenelle fala isso no livro, ela cresceu, na verdade, ouvindo que ela também foi crescendo sem crescendo profissionalmente, pessoalmente, sem querer ser mãe e depois bater um estalo e aí vem a adoção do Gabriel. É aquilo, tudo tem seu tempo, né Mari? Mas a gente precisa parar pra pensar no assunto porque senão depois, enfim, as escolhas acabam seguindo caminhos que nem você quer. Mas aí você fala lá no livro uma coisa muito bonita que.
É o saber delegar. Saber delegar te trouxe o quê? Liberdade. Mais tempo, sem dúvida nenhuma. E liberdade de... Primeiro, liberdade de mim mesma, que eu acho que é uma coisa maravilhosa. Porque quando a gente não delega, a gente vai fazer tudo, tudo vai sair do jeito que a gente faz. Então olha que coisa chata. Ó lá, ela tá de novo. Sombra, não é você que tá participando da live, você pode sair. Ela fica na frente. Não, ela tá inconformada, que eu acho que eu tô com a bicicleta aqui. E ela não tá acostumada. Ou ela tá com fome ou ela.
Tá com.
Ciúme, Isa. Não.
Sei o que.
Tá rolando. Olha isso. Os meus também. Aliás, vamos lá. Olha lá, vai de novo. Desfile da gata. Ela vai botar o rabo.
Agora na câmera. Pronto. Eles adoram tela, né? É impressionante. Sim, mas eu percebo que os meus só interagem quando é uma pessoa que.
Está fluindo muito bem, que a energia é boa, sabia? Mas aqui pra mim tem uma diferença engraçada, né? A lanterninha vem num momento e a sombra vem em outro, porque como tem duas, os nomes são auspiciosos também, né? Quando o Miguel e o João deram esses nomes pra elas, Falei, cara, eu não teria escolhido melhor. Eu tava lendo o livro vermelho do Jung, que fala de sombra e luz muito, né? No livro vermelho. E aí, mas imagina, não estava comentando com eles sobre o livro vermelho. E aí eles fizeram o Pokémon e eu achei que as gatas iam chamar Pikachu e Charmander. Mas aí eles chegaram lá e.
Falaram, não, sombra e lanterninha. Falei, ai, puta, que bom. Que bom, que bom. Mari, vou pedir 4 segundos aqui só.
Pra.
Resolver.
Um problema com o Martin. Só um segundo. Tá. Pronto.
Dá.
Trabalho, tá vendo, gente?
É uma delícia ter gatinhos. Ó. Dá trabalho. Ai, gente. Ele tá... Eu fechei a porta, porque senão eles ficam passando aqui na frente. Então agora eu fui abrir, Martin dá oi pra tia Mari, pra todos. Ah lá, agora ele faz tipo, tá vendo? É isso. É isso. No tempo deles, isso que eu aprendo também muito ser mãe.
De gato por enquanto, é no tempo deles.
E a.
Gente tem que respeitar — Nas crianças também, viu? — É mesmo? — Ah, eu acho que depende muito da personalidade, eu tenho em casa dois exemplos completamente diferentes O Miguel é uma pessoa das regras, ele cumpre regras E se eu falar pra ele, ó, não quero que você entre no YouTube sozinho, ele nunca mais vai entrar Se eu falar que não quero que você entre no YouTube sozinho, obviamente que eles também falam assim, entra no YouTube Kids, mas se eu falar isso, se eu não quero que você entre no YouTube sozinho, o João vai falar e vai virar para o lado e vai entrar E aí assim, vem jantar. O Miguel fala assim, mamãe, posso só mais cinco minutos aqui de... terminar essa brincadeira, aí às vezes eu falo sim, às vezes eu falo não. Se eu falar sim, cinco minutos depois ele tá lá. Se eu falar não, na mesma hora ele tá lá. E.
O João, quando eu.
Falo isso, ele fala assim, ah não, agora não. Agora eu não vou. E aí, não vai muitas vezes. E aí você tem que se respeitar e às vezes ser mais dura e dizer não, não, agora você.
Vai. Agora não tem jeito, agora acabou a prego, agora é hora disso. Sim, entendi. Mari, respeitando muito o seu tempo, para você também fazer a sua bicicleta no seu tempo, eu tenho mais três perguntas. Para aquelas mães que ainda estão aflitas, que não sabem se casam ou compram uma bicicleta, como você, com tudo que você aprendeu e viveu com os meninos, você poderia compartilhar sobre essa experiência? Eu sempre ouço que filho traz prosperidade. Eu tenho muito medo, por exemplo, eu tenho medo das questões financeiras, eu tenho medo de não dar conta Mas dar conta eu sei que eu vou dar conta, mas.
Como é que eu vou fazer para dar conta de mim também, sabe? Bom, esse é um desafio muito grande, mas você sabe que outro dia o Miguel me falou uma coisa que eu consegui ver que eu estava no caminho certo Cheguei pra ele e falei assim, tô pensando, Migui, uma amiga minha que os filhos estão fazendo aula de judô. Você não queria experimentar? De repente, umas artes marciais podem ser legais, tem uns conceitos muito interessantes. É muito legal quando a gente aprende de criança. Aí ele, ah, mamãe, pode até ser. Mas ó, segunda e quarta de manhã, nem pensar. Aí eu falei, mas por quê? Aí ele falou, não, porque você não sabe, mamãe Segunda e quarta de manhã eu já combinei com o Pikachu Que são os momentos em que eu fico com ele vendo televisão Eu falei, ah, é? Eu não sabia Aí ele me olhou e falou assim, o que que.
É, mamãe? Cada um com as suas prioridades, você não tem as suas? Me.
Lembrou quando você disse quando criança que você colocava as horas dos brinquedos Então, também tem um pouco Também tem um pouco disso, sem dúvida, né? Quem erda não mega, ou não rouba, como diz. Mas eles hoje respeitam muito, sabe? E eu acho que esse tempo da pandemia em casa Também eles percebem mais, né? Ah, papai tá em reunião, mamãe tá trabalhando Não posso ir lá, tá fazendo uma live, não posso falar que isso não vai atrapalhar Então vou brincar em outro lugar Então tudo isso faz com que eles também percebam Mas eu acho que a gente tem.
Uma.
Vida.
Independentemente deles. Eu acho que.
A pandemia tá trazendo muito isso. Legal. Não. Sombra. Sombra desfilando pra gente. Sombra não, sombra. Tá, deixa eu botar. Eu.
Tirei meu.
Elástico de cabelo e ela gosta de pegar Elástico de cabelo. Adoro, adoro. Elástico e pronto. Então eu acho que eles tiveram essa oportunidade de ver mais a gente como pessoas e não apenas como mãe e pai que vão pra escola e depois que chega da escola estão disponíveis pra eles, né? Porque eu era muito essa mãe. Depois que volto da escola, na maior parte do tempo, eu tava disponível pra eles. Pra dar banho, pra botar pra jantar. pra botar na cama, e eles não me viam trabalhando Então, eles não sabiam muito como era a minha rotina de trabalho E agora tá tudo misturado Então, eu acho que a pandemia foi muito boa pra isso Então, eu acho que mostrar pras crianças que você, além de mãe.
Também é mulher, esposa, amiga, etc, etc, profissional, blá, blá, blá É muito importante desde sempre Existe uma vida também, então, ao mesmo tempo em que você é mãe O Mari, e a presença do pai, o.
Apoio do pai, querer ou não Isso interfere também na decisão da mulher? Isso, eu acho que interfere muito, obviamente é muito mais fácil quando os dois querem Mas eu acho que essa decisão, por exemplo, do outro lado, quando o homem quer e a mulher não quer Eu acho que é mais a mulher que manda E o que eu vejo muito acontecer com homens que não querem, mas que as mulheres querem É que depois eles ficam completamente abobados pela criança, babões Então, às vezes, eu acho que a mulher tem que dar esse pontapé inicial se ela quer, se ela quiser Mas que.
Depois o.
Homem normalmente se encanta de um jeito até muito surpreendente, né? Legal. Ótimo. Ter o apoio de um parceiro, né? Eu acho que de um parceiro, de uma parceira, de um companheiro, de uma companheira, seja lá o que for É muito, acho que faz muita diferença na maternidade Em qualquer tipo de maternidade, seja ela.
De uma maternidade que vem da gente mesmo Ou seja ela uma maternidade de adoção, enfim Sim, perfeito. Omari, partindo aqui para uma conclusão, aliás, antes da gente encerrar, eu queria que você contasse um pouquinho do seu trabalho na Show Me. Participar, para quem é, para o que é, na verdade, porque quando a gente faz esse mergulho interno, eu me lembro quando a gente falava sobre o Inside, aquele documentário que é fabuloso, o poder da intuição. Como que a Soumi está na.
Sua vida agora e como ela pode entrar na vida de outras mulheres? Então, a Soumi não é só para mulheres, mas a gente sabe hoje que esse mundo do autoconhecimento ainda é um mundo muito mais frequentado por mulheres. Eu acho que o desafio da sociedade como um todo é trazer o homem para esse mundo Um mundo que traz contato com a nossa vulnerabilidade, que muitos homens não estão acostumados a expor E que eu acho que faz muita diferença quando os homens expõem vulnerabilidade no mundo Seja na frente de outros homens ou seja na frente de mulheres e homens Mas a Soumi, ela nasceu com o intuito de fazer conteúdo para transformar a vida das pessoas, de fato. Para fazer conteúdo de saúde mental e emocional que possa trazer conexão e, a partir dali, transformar a vida. Não é o conteúdo que transforma a vida, mas é o conteúdo que, às vezes, te dá um insight a partir do qual você vai transformar a sua vida. Então, é para isso que a Soumi existe. E a gente tem feito isso dentro de empresas formando trilhas de conteúdo E também para o público em geral na plataforma soumi.com Tem mais de 400 vídeos lá Muitos disponíveis gratuitamente e outros para quem paga que a gente tem um plano anual que custa R$16,00 por mês ou se você fizer um plano mensal R$19,00. Então a ideia também sempre foi fazer um preço relativamente acessível que pudesse cobrir um pouco dos nossos custos, mas que também fosse um preço que as pessoas conseguem pagar. E os comentários, né, Isa, são muito legais Quando a gente vê de fato a transformação acontecendo na vida das pessoas E eu acho que você também sente muito isso nas suas palestras Com o livro você vai sentir, tenho certeza, também A gente sabe o quanto aquilo preenche a gente, né? E como diz um amigo meu, a gente.
Só ensina aquilo que a gente mais precisa aprender Sem dúvida nenhuma, eu aprendo muito com a Sumi A professora Lúcia Helena Galvão comentou isso comigo numa live semanas atrás Quando ela fez o curso sobre o tempo, é porque ela precisava também organizar o próprio tempo Mari, fico muito feliz. Isso que você falou sobre a Somi eu vou aplicar aqui também no livro Dá um Tempo Porque eu não falo de buraco de minhoca, né? Porque tem muitas teorias que querem dizer muita coisa, não São dicas úteis para quem quer viver um tempo de qualidade E é como você falou, o conteúdo não muda comportamento Porque se informação mudasse comportamento, a gente estava num mundo ideal, perfeito e tal Mas é a partir desses insights de 150 pessoas que nós amamos, admiramos como você Que aí as pessoas.
Cada uma vai, no seu tempo, fazer a mudança que precisa Muito legal, muito feliz de fazer parte desse time, Isa Obrigada pelo convite, tanto para o livro quanto para a live Obrigada por terem sido minha companhia na.
Bike, porque é sempre mais legal a gente fazer atividades também como companhia. Quando você quiser, a gente volta a falar sobre outros assuntos. Eu vou respeitar aqui muito o nosso tempo, vou até terminar um pouquinho antes. Essa live vai ficar salva lá no meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Faço um convite para quem assimilou o que nós falamos. As palavras são sementes e se você souber, se você lembrar, se você sentir que alguém vai curtir esse assunto também, compartilhe. E, Mari, você quer nos deixar aqui uma mensagem final, não só para as mulheres que querem.
Ser mãe, mas que querem ser vetor, então, dessa mudança, como você comentou? Eu quero deixar uma mensagem para o Celena, e eu lembrei também de quando eu conversei com ela, e aí eu vou deixar uma frase que ela falou e que depois teve um complemento do Miguel, que eu acho que serve para todo mundo. Quando eu terminei a live com ela, eu falei assim, nossa, Miguel, eu já adorava essa pessoa, mas agora que eu conversei com ela, ela é muito sensacional, essa professora é o máximo. E aí ele falou assim, mas por que ela é o máximo, mamãe? Me dá um exemplo aí do que ela falou. Ela falou assim, Miguel, por exemplo, que as coisas podem ser só as coisas quando a gente olha pra elas. Mas se a gente olha pra elas com cuidado, elas podem virar outras coisas e ter outros significados. Então, por exemplo, Uma cadeira. Uma cadeira, ela pode ser um ponto de equilíbrio e generosidade pra um viajante cansado. Aí o Miguel falou, é interessante mesmo, né, Mamoni? Mas eu também poderia dizer isso do seu colo. E aí... pra ele, ele falou, mas não se acha não tá mamãe, porque na verdade não quis dizer o seu colo, o colo de qualquer pessoa para outra pessoa pode ser um ponto de equilíbrio e generosidade, então eu queria deixar uma mensagem para que todo mundo fosse colo e para que todo mundo pudesse pedir colo também quando precisa de colo, eu acho que a gente pede pouco e às vezes a gente dá pouco colo também, então eu acho que usar o tempo para pedir colo E doar colo pode.
Ser uma boa mudança pra esses tempos implacáveis que a gente tá vivendo. Perfeito. Mari, obrigada então por ter ofertado o seu colo. Vivemos aqui um tempo de muita qualidade e de muito aprendizado. Então, minha querida, conte.
Comigo, tá? Vamos.
Juntas. Quando.
Quiser fazer outra bike acompanhada, só me chamar.
Combinado, Isa. Obrigada. Beijo. Grande.
Tchau, tchau. Depois me.
Ensina do iPhone, hein? Tá bom, vou te passar. Beijo, beijo. Tchau, tchau. Até, Mari. Pra todos vocês que ficaram conosco, muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Esse realmente é o momento em que eu me sinto muito confortável e com muito respeito. Tento compartilhar com vocês aquilo que é importante também pra mim. Mais tarde eu volto. Eu tenho duas lives hoje. Com a Fabiana Scaranzi pra gente falar sobre o tempo da mudança. Ela que é uma jornalista também incrível, como a Mari. Vai falar pra gente sobre esses tempos de mudança que podem acontecer a qualquer momento. E depois às 8 horas com o astronauta Marcos Pontes. Ele também contribui com o livro. E me contou coisas muito curiosas quando você está fora da Terra, o que acontece com o tempo. Só vou dar uma palinha. Ele vive, quem está fora, quem está no espaço, vive 16 momentos de nascer e pôr do sol. Sim, o tempo aqui pra nós foi vivido e foi transformado de diversas maneiras até caber aqui neste relógio. Mas aí eu falo mais tarde sobre isso, tá bom? Se fez sentido pra vocês, compartilhem, registrem. Coloquem essa frase, inclusive, que a Mari comentou, né? Precisamos pedir colo e doar colo. Isso é fundamental também pra gente viver.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








