A speaker shares how illness at 37 forced a choice between seeing himself as a victim or a learner. He argues life only offers these two chairs: one where you blame circumstances, one where you extract lessons from setbacks like job loss or cancer.
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Por pior que pareça o cenário neste momento, eu vou contar uma coisa para vocês com muito amor. Na vida só existem duas cadeiras, duas: vítima e aprendiz. Por muito tempo eu fiquei na cadeira de vítima. Eu achei que a doença tinha sido uma punição, que minha vida tinha acabado. Tinha 37 anos. Quando eu saí da cadeira de vítima e fui para cadeira de aprendiz, aí eu entendi as lições que eu poderia ter com aquela situação. E eu vou dizer para você que isso vale para tudo, tá? Demissão, câncer, qualquer coisa. Nossa, Isabela, que pesado! Não, porque senão nós podemos olhar para uma situação como um problema ou como uma oportunidade. Então, ou eu sento na cadeira de vítima ou de aprendiz. Ai, mas o mercado está demitindo pessoas com mais 50 anos. Mas eu conheço um monte de empresa que está contratando pessoas com mais de 50 anos. Inclusive, aquele filme maravilhoso, Estagiário, vocês já devem ter falado dele aqui, mostra justamente isso. É, eu hoje eu considero muito quem tem mais de 50 anos, porque é neste complemento que nós teremos inovação, criatividade, diversidade, que é tudo que as empresas querem.