Izá Camargo grew up in a patriarchal Portuguese family where women were expected to obey men. She married young to escape, not for love, but now sees how women repeat this pattern, fleeing one bad situation only to recreate it elsewhere. Running from problems doesn't solve them.
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Claro, numa família de cinco irmãos, meu pai português. Então era uma cultura um pouco mais machista. E não por mal, é cultural. Não tô falando que é certo ou errado, mas cultural. Onde a mulher, ela tinha que obedecer sempre, né. Sempre segunda opção, atrás de um grande homem, uma mulher. Sempre esses pensamentos, né. Minha mãe é muito dependente financeiramente e emocionalmente. Então tive essa convivência pequena. Então era um ambiente hostil, né. E era o único ambiente que eu conhecia, que era a minha família. Então pra mim, aquilo era normal. Mas eu não me enquadrava naquele modelo de família. Então, muito nova, eu quis casar. E hoje, com a consciência que eu tenho hoje, eu entendo que eu fiz isso mais pra sair de casa do que realmente pra casar. E hoje, muitas mulheres passam por isso, Isa. Muita gente. Geralmente, a gente foge do ambiente familiar e modela exatamente ele. Porque não é fugindo dos problemas que nós vamos resolver os problemas, né?