Nathalia Arcuri no Unha Talks com Izabella Camargo dia 08/02

Nathalia Arcuri talks with Izabella Camargo about her path from journalism into finance, stressing self-responsibility and negotiation skills as keys to career growth and managing money.
Chapters
Oi, tudo bem? Olha só quem tá aqui, Unha Talks!
Olá, meninos e meninas! Tô muito feliz de estar aqui no Unha Talks! Que unha? Ah, eu sempre gostei de unhas coloridas, tô muito feliz!
Não, você fez a unha pra vir no Unha Talks ou pode?
Coisas da cabeça da pessoa que não tá pensando, né? Tipo, ah, fiz no sábado, normal, e depois que eu fui lembrar, enfim, que hoje era dia de fazer as unhas, mas tudo bem!
Tudo bem!
Porque é de graça, eu não vou pagar a polícia!
Ai, danada, nós já vamos falar sobre isso, nós já vamos falar sobre o dinheiro! Nath, você vai trocar este quase lilás por qual cor?
Por um azul, céu, cor de céu, porém com filha única deste cintilante chocante.
Por que filha única?
É isso aqui, você fazer só essa unha de outra cor.
Esse é o nome?
É, filha única.
Cara, eu não cheguei nessa evolução ainda da mulher. Eu sempre pintei todas da mesma cor. Eu tô achando que eu tô meio fora de moda. Ó, quem vai fazer a nossa unha hoje? Carol vai fazer a unha da Nath. E a Aninha vai fazer as minhas patinhas. Um beijo para todas as manicures do Brasil, de norte a sul, que mudam nosso astral.
Psicólogas, coaches, mães, irmãs... Você sente tudo isso na manicure? Sim, eu sempre tive uma fidelidade muito grande às minhas manicures e eu nunca tive nenhuma manicure que não fosse extremamente ciumenta.
Eu vou trocar o meu branquinho, né, modesto, por um mais lilás, tá?
Bonito.
É. Nath sempre foi subversiva, né?
Eu sempre fui.
Adoro essa palavra. No começo eu achei que era uma ofensa, mas hoje eu acho que é um elogio.
Eu sempre achei um elogio.
É mesmo?
É tecêntrica, subversiva.
Não é? Louca.
Eu sempre achei algo muito bom. E desde a faculdade. Tem nada a ver, tá? Mas tudo que eu fiz na faculdade foi relacionado à reportagem de guerra. Tinha certeza que eu ia sair da faculdade e ia me jogar numa guerra.
E você chegou a cobrir alguma guerra? Não.
Só a guerra diária do jornalismo. Depois de ter perdido a obsessão por jornalismo de guerra, eu fiquei obcecada em ser repórter e apresentadora de TV. Tudo que eu tinha eu colocava a senha apresentadora de TV. A senha do computador, a senha do banco, a senha de tudo que eu tinha era apresentadora de TV. E aí fiz o que fiz, consegui ser apresentadora do programa de TV da faculdade, eu fiz Fian. Fiz e fiquei um ano enchendo o saco de um diretor do SBT que era professor da faculdade. Um ano, todo dia eu ia até o café infernizar esse homem. Minha vaga já saiu, minha vaga já saiu. Eu colocava meus currículos no para-brisa dos carros da Bundy. Porque a minha faculdade ficava perto da Bundy. Aí eu ia lá e imprimia e botava. Os carros paravam lá às vezes pra tomar lanche na faculdade e eu ia lá e botava. Nunca deu certo, mas vai que desse certo, na verdade.
Nunca recebeu nenhuma ligação, e-mail?
Nenhuma. Fiz aquele processo estagiário da Globo. Fui até a penúltima fase. Na hora que me dispensaram, acho que foram os dias mais tristes da minha vida.
Você chegou a ser estagiária na Globo?
Não, fiz o processo pra ser estagiária, fui cortada. Não participei, eles não me quiseram. Aí até que então, consegui, depois de um ano enchendo o saco desse cara, do professor lá, fui ser estagiária no SBT. E aí meu sonho era ser repórter, apresentadora e tal, e assim, não rolava de jeito nenhum. Fui fazer curso no SENAC, de locutora...
Fiz também.
É, apresentadora, locutora, noticiarista de TV. Falaram que eu era péssima, que a minha locução era péssima, que eu nunca ia ser repórter daquele jeito. E, enfim, não tinha muita chance na vida lá dentro, foi o que deixaram muito claro pra mim, pedi demissão. Logo depois que eu fui efetivada, eu vi que não crescia a pedida de emissão O gerente de produção chegou pra mim e falou, ó, você tem uma férias pra tirar? Sai, e quando você voltar eu vou ver se tem algo pra você lá no jornalismo Porque até então eu era de produção, era do SBT Repórter, mas era parte da produção Aí voltei e falaram, aí ele falou, ó, tem um projeto aí de verão, chamava Canto pro Mar que é lá no Jequiti, no Jequiti Mar, tinha uns shows lá. E aí tinha uma cobertura especial e eu falei, ó, você quer ser produtora? Produtora e editora desse negócio? Falei, quero, claro. E foi assim que eu fui entrando, fui pro jornalismo e fiquei, fizki, fizki, fizki, virei apresentadora lá. Aí que vem a grande questão que une com essa coisa da repórter de guerra. Eu estudei, fiz minha monografia, meu TCC era A Sombra das Grádios, que era um TCC super forte, um documentário sobre pessoas que estavam presas, pessoas em condicional e pessoas que saíram da prisão pra mostrar como esse estigma continua nas pessoas mesmo depois que elas saem. A pessoa que quer é corromper o sistema. E aí vira o Paulo Nicolau, que era o diretor do jornalismo na época, E aí ele fala, tem um novo projeto aqui, talvez você tenha um jeito pra isso. É pra falar de celebridades. Eu fiquei acabada. Eu chorei tanto. Eu falei, caramba, eu estudei tanto, eu queria ser repórter de guerra, sabe? Como assim eu vou fazer celebridade? Agora você é o Nelson Rubens. Tipo, da TV. Que vergonha! Mas enfim, se é a porta que tá se abrindo, eu vou fazer. E aí, eu comecei a falar no improviso. E foi uma das coisas mais divertidas que eu fiz na minha vida. Falei, cara, isso aqui é muito divertido! Eu quero falar celebridades pra sempre, isso aqui é muito legal. E assim foi. Aí eu comecei a apresentar esse quadro do jornal que se chama Planeta VIP. Comecei sozinha, fora da bancada. Só que eles começaram a notar que era o momento de pico de audiência. do jornal. E aí eu fui pra bancada falar sobre celebridades com o irmão Henrique.
Uau!
O irmão e a nariz Nicolau. Não vamos deixar a nariz de fora disso. Beijo. E foi assim que tudo começou, mas eu sempre demonstrei muita vontade em ir além daquilo, porque eu queria ser repórter, porque é o mesmo desejo que você tinha. Queria mostrar que eu tinha Conteúdo? Uma voz que tinha conteúdo, que eu podia fazer mais do que aquilo e tudo mais. Tem muito essa coisa da iniciativa, que às vezes falta em muitas pessoas. Porque você só querer ser alguém muito legal, muito bonito. Mas o que você está fazendo para ser alguém? O que você está mostrando para as pessoas? Você está indo além? Muitas vezes, aliás, quase sempre, você precisa primeiro mostrar a que veio para depois alguém te dar aquele valor.
Sim. Você acha que, ouvindo você falar, me ocorreu assim, você acha que o fato de você ser uma mulher muito bonita e muito inteligente foi um problema nesse período?
Ah, eu acho que... Eu nunca me achei tão bonita assim, pra começar.
Agora entra aquele letre assim, ah... Verdade.
Toda mulher tem isso, tipo, ah, eu não gosto de me ver no vídeo, minha chudentuça, nariguda, esquisita. Enfim, essas coisas todas. Acho que meu braço é grande. Aquelas coisas, né, gente, que vocês entendem. Comenta aqui embaixo se você não tem seus complexos.
Boa! Preciso aprender a fazer isso.
Comenta aqui embaixo. Eu sou complexada.
Natalia Arcuri é a fundadora de um site que hoje, na verdade, aliás, quando essa entrevista foi gravada, tinha 4 milhões e alguma coisa de seguidores.
300.
4 milhões e 300 mil seguidores. Mais do Instagram, com quase 2 milhões, ou seja, você tem pessoas acompanhando o seu trabalho mais do que muitas emissoras de TV.
Sim.
Então tem uma baita responsabilidade.
São 14 milhões de pessoas por mês.
14 milhões de pessoas por mês e aí tem uma responsabilidade muito grande em ser então uma influenciadora, uma comunicadora na internet, porque você pode fazer o que você quiser. Eu quero então dizer que a partir desse canal, e queria até que você nos contasse assim, porque você começou com poucos seguidores, chegou hoje, tem a notoriedade que você tem, e aí nasceram alguns filhos, um deles tem uma criança irmã. que é o livro da Natália, Me Poupe, Dez Passos para Nunca Mais Faltar Dinheiro no Seu Bolso. Eu preciso ler também, né? O livro todo. Mas, começando aqui, tem uma dedicatória para os seus pais que você fala, Neus e Luiz, que me deram o melhor presente que uma criança pode ter, a palavra não.
Exatamente.
Vamos começar daí?
Vamos.
O que o não significou? O não foi uma barreira ou foi uma...
O estímulo. Eu acredito. Eu acho que tudo depende muito da maneira como você encara as coisas. E eu acho que o fato de eu ter tomado tantos nãos tão cedo fez de mim uma pessoa que não encara o não como uma barreira.
Que tipo de não?
E sim como um desafio mesmo, né? Algo a ser transposto. Tipo, o não não me para. O não me incentiva. Quando eu recebo muito cinza, eu fico meio assim, broxada, sabe? Eu preciso de não. Eu preciso do não. Cresça e apareça, que era o que sempre vinha na sequência, principalmente do meu pai. Ah, passei, tirei nota 10, sempre fui boa aluna. Não fez nada além da sua obrigação. Ah, quero tal coisa. Cresça e apareça. Ah, eu tenho uma poupança, que foi assim que tudo começou. Eu comecei a guardar dinheiro com 7, 8 anos. Ah, tem uma poupança pra eu ter um carro com 18?" Não, você não tem uma poupança, cresça e apareça. Tipo, a gente tem dinheiro mal pra pagar, né? Nosso carro e tal. Nunca faltou nada, mas nunca sobrou nada em casa também. Então sempre foi assim, tipo, imagina a poupança, guardagem, ainda mais década de 90. Eu tinha 91, 92, né? 7, 8 anos. maior inflação da história no Brasil, 2.000% ao ano. Aquela coisa que você tem que comprar hoje porque amanhã o preço já é muito maior. Se você viveu essa inflação, comenta aqui embaixo, sou velha pra caralho. Se você viveu, você é velha.
Eu vivi pouco.
Enfim, peguei só um pedaço. Então, eu fico imaginando hoje para os meus pais, uma pirralha chega e fala, eu tenho uma poupança porque a fulana de tal tem.
Alguém te falou que tinha uma poupança.
Sim, uma amiga minha da escola, que era tipo a rica da escola, falou, meu pai tá fazendo uma poupança para mim e para as duas irmãs, que era a mesma coisa. Em casa somos em três meninas, na casa dela também eram em três meninas. E ela era a rica da escola e ela esnobava mesmo a gente. Fiquei pensando em poupança, carro. Talvez eu tenha. Perguntei para meus pais se eu tinha e eles disseram que eu cresça e apareça. Eu comecei a juntar dinheiro. Eu comecei a crescer com 7 anos de idade. Eu não ganhava mesada, mas de vez em quando ganhava dinheiro do lanche. E aí eu comecei a guardar o dinheiro do lanche. Então eu levava o lanche de casa escondido e guardava o dinheiro do lanche.
Seu pai já sabe disso?
Depois de tantas vezes que contei, agora ele sabe. Eu tinha um cofrinho de lata com cadeadinho. Olha o grau de psicose da pessoa. Eu era uma criança estranha. Bem aquariana mesmo. Eu criei um alfabeto em códigos. Bem nessa fase de 9, 10 anos. Eu fazia uma espécie de auditoria do meu cofrinho para saber quanto tinha cada vez que eu colocava dinheiro lá dentro. Porque eu morria de medo das minhas irmãs mexerem no meu cofrinho e pegarem meu dinheiro que eu estava juntando para comprar o meu carro quando eu fizesse 18 anos.
A sua meta era comprar o carro.
E aí, um pouco mais velha, lá pelos meus 12, 13, eu me lembro de passar o final de semana assim, olhando os anúncios de jornal, olhando os preços dos carros. Daí eu lembro que assim, entrava ano, saía ano, tinha um bug. E o Jeep Willys, que nunca saiu da porra do ângulo.
Qual que você comprou?
Nenhum deles.
Nem o Buggy, nem o Jeep Willys?
Quando eu fiz 18 anos, eu já tinha 6.800 reais. Então eu fui lá, pesquisei, na época eu comprei um Ford Ka peladinho, espeladíssimo. Ele era tipo um modinho. Manivela, não tinha trava, não tinha vidro, não tinha ar, não tinha direção, não tinha limpador traseiro. Eu andava com um rodinho. Era bem engraçado isso. Eu andava com um radinho de pilha no banco porque eu não ia gastar dinheiro pra colocar a rádio, até porque eu tinha um radinho de pilha, porque eu ia colocar o rádio no carro.
Cara, desde cedo você sempre teve essa noção de por que eu vou pagar mais nisso se eu tenho outra coisa?
Até porque eu já tava mirando na minha próxima meta, que era sair da faculdade e comprar meu apartamento à vista.
Uau, você conseguiu?
Consegui.
Ô, Nath, eu sempre tive muita dificuldade em guardar dinheiro. Sempre tive muita dificuldade de negociar as coisas. Eu sempre tenho dó. Sabe assim, por exemplo. Você vai falar assim, ah, Isa, essa planta custa 30 reais. Eu vou falar, ok, 30 reais. Eu nunca vou questionar você me dizendo que essa planta custa 30 reais.
Posso fazer uma pergunta? Você negociou quando você foi de uma emissora pra outra?
Muito mal.
Muito mal ou não negociou?
Não negociei. Ah... Não negociei.
O medo? Medo?
Medo de me valorizar. Já viveu isso? Não. Não. Tá vendo a diferença? A diferença de alguns números, né? Que depois a gente ia transferir a soma.
Eu acho que é uma história que vale a pena contar. Quando eu era repórter no SBT, Eu fazia de tudo, né? Trabalhava das... Como é que era? Tipo, eu trabalhava em duas produções diferentes, né? Quando eu saí de lá. Então, eu trabalhava das 5 da tarde até 1 da manhã e das 9 da manhã até 1 da tarde. Então, eu fazia esse bate e volta duas vezes por dia. Foi aí que me chamaram pra ir pra Record. Só que nessa época, eu ganhava, com hora extra e tudo mais, 3 mil reais. no SBT. E aí me liga, do outro lado da linha, o diretor do programa da Record, tinha ido uma pessoa de uma casa pra outra e tinha indicado o meu nome pra ser apresentador e repórter lá no Hoje em Dia. Ele, ah, então a gente tá precisando de uma repórter, apresentador aqui, isso aqui é muito legal, muito bacana. Aí eu falei, tá, mas enfim, quanto que vocês têm? A gente tem seis.
Já melhorou bastante.
Já melhorou bastante. Aí eu falei, olha, seis pra mim não dá. Porque aqui eu já tô ganhando isso, com as minhas horas extras e tudo mais, já tô super estável e tal. Pra mim só vale a pena ir por dez. Tá, ok, tchau. Desliguei. Passaram-se 40 minutos. Ele me liga de novo. Minha perna...
Tremendo.
Tremendo.
Você respirou nesses 40 minutos?
Mas ali eu vi que eu era uma negociadora de verdade, com sangue frio, assim, sabe? Ah, 10 gente não consegue. Pode ser 9? PJ? Falei, ok, por isso eu consigo ir.
Palmas de novo pra Natália. Não é?
E foi assim que eu tripliquei meu salário e entrei em 40 minutos.
Show. E depois você continuou negociando o que mais? E o que você ensina de lá pra cá?
Assim, a arte da negociação é algo que precisa estar presente na vida de todo mundo. Porque a gente negocia o tempo inteiro. A gente negocia não só com o nosso chefe, mas a gente negocia com o nosso marido, a gente negocia com os nossos filhos, a gente negocia com os nossos pais, a gente negocia com os nossos amigos, a gente negocia com a gente mesmo todos os dias. Porque querendo ou não, é sempre uma escolha, tá? O que eu vou deixar de fazer hoje para poder fazer isso? Querendo ou não, isso é uma negociação interna que rola todos os dias.
Para ter tal outra coisa.
Sim, lembrando que toda escolha gera uma renúncia.
É por isso que as pessoas te procuram?
Acredito que sim, porque acho que do meu jeito muito empírico, eu entendi qual é essa dinâmica do dinheiro, que é diferente dos economistas, dos catedráticos e nada contra, mas é muito diferente quando você tem uma linguagem de alguém que viveu aquilo na pele, que experimentou aquilo de verdade e que vai dizer para você do ponto de vista, tipo, da pessoa mesmo.
Ô Nath, que tipo de comentário você ouve, aliás, você vê, né, nos comentários do seu YouTube, do Instagram, enfim, das suas redes, que mais te emociona?
Ah, acho que todo dia tem histórias, assim, no Me Poupe! a gente vive pra essas histórias. A gente só sabe que fez um bom trabalho quando a gente tem um muito obrigada ou muito obrigada no final. Esse é o nosso indicador de sucesso. Então assim, você mudou a minha vida, não vira lugar comum porque sempre comove, mas são milhares de você mudou a minha vida, toda vez que tem encontro, lançamento de livro, pessoas fazem fila pra contar como o Me Poupe! mudou a vida delas pra melhor, relações familiares, salvamos casamentos, proporcionamos gestações. Tipo, eu não tinha dinheiro pra fazer uma fertilização e fui capaz de fazer porque eu poupei dinheiro pra isso. Então, assim, é muito poderoso aquilo que a gente faz. Enfim, todos eles me emocionam muito.
Antes de ouvir você falar sobre esse, eu não sei se seria entretenimento financeiro, tá certo?
Entretenimento financeiro!
Porque eu ouvi essas pessoas dizendo, invista aqui, invista ali, cara, como é que o sujeito vai investir se ele nem consegue guardar dinheiro? Então, o que que você faz? O que que você fala? Tanto no seu programa de rádio, quanto no programa de TV que você gravou, no seu canal no YouTube. O que você faz que mexe com as pessoas que até então ninguém tinha se ligado?
Se eu te contar, vou ter que te matar.
Ah! Não pode deixar meu segredo?
Claro que não.
Tem que ler o livro! Outro dia eu assisti um vídeo seu ótimo, da cozinha, a Nath explicando como economizar com os produtos de limpeza e tá tudo escrito no rótulo, então tá tudo sempre no nosso nariz, é isso?
Sim, mas assim, claro que eu acho que a nossa grande sacada no Me Poupe! e a minha grande sacada lá atrás foi fazer algo que aproxime as pessoas do tema. Eu não faço nada pra mim, eu faço pras pessoas. E talvez o que todos façam é fazer pra si mesmos. O que os bancos fazem, o que as corretoras fazem, o que os economistas fazem, o que os especialistas fazem é fazer pra eles e não pras pessoas. E quando você faz pras pessoas, você perde esses... Esses medos, esses receios, tipo, eu me travisto, sabe? Tipo, eu me visto de coisa, eu faço personagens, e tá tudo bem, entendeu? E tá tudo bem, porque as pessoas se divertem, no fim, o objetivo tá sendo alcançado, que é gerar o muito obrigado no final, entendeu? Então, se isso tá acontecendo, a gente tá acertando.
Show. Agora, eu quero sair desse programa sabendo como eu vou economizar, salvar 10 reais. Por que é tão difícil a gente guardar dinheiro?
É difícil porque a gente é muito preguiçoso.
Sério? Sério.
A gente não quer pensar. Dá preguiça, dá trabalho pensar. Ah, mas eu vou ter que fazer uma escolha. Ah, mas eu vou ter que fazer marmita. Ah, mas eu vou ter que... Fazer pesquisa em mercado. Fazer pesquisa. Ah, mas eu vou ter que ligar no meu banco e acabar com as tarifas. Ah, mas eu não tenho dinheiro pra fazer... Desculpa, Carol, vou ter que falar isso, tá? Não tenho dinheiro pra fazer... Mandar um manicure, vou ter que fazer em casa. Tipo, vai estar sendo até que você comece a ganhar mais dinheiro. Porque as pessoas sempre gostam de colocar a responsabilidade no outro, no mundo, no Brasil, no governo, no chefe, no clima. no tempo, que corre muito depressa e tudo mais, você fala muito sobre isso, essa questão de usar o tempo a seu favor, mas ninguém nunca percebe, tá, o que eu posso fazer, o que eu estou fazendo pra isso? Será que eu tô atenta? Eu tô fazendo as melhores escolhas? Eu tô fazendo uma lista de supermercado? Algo tão simples, que na maioria das vezes as pessoas sabem, mas que por pura preguiça elas não fazem.
Caraca, então a preguiça é a maior inimiga.
A preguiça. Mas assim, eu gosto de falar que a culpa não é nossa. A culpa é do nosso cérebro. Porque o nosso cérebro foi feito pra nos poupar. O cérebro foi feito pra nos proteger. A gente acha que é muito evoluído, mas no fundo, no fundo, a gente ainda tá muito mais perto do macaco do que do ser humano evoluído que a gente pensa que a gente é. Então a gente toma as nossas decisões muito mais baseado na emoção do que na razão. A gente acha que é racional, mas a gente não é. Quantas vezes no momento de fúria, em vez de ir para a esteira, você foi para o shopping? Qual seria o outro mecanismo, uma outra maneira de você gerar uma recompensa que de fato te geraria algo mais prazeroso a longo prazo? Estar perto de uma amiga, conversar com alguém, fazer o bem pra outra pessoa? Imagina como o mundo seria melhor se no momento de estresse as pessoas fizessem um trabalho voluntário que ativa áreas muito semelhantes do cérebro em vez de ir pro shopping gastar.
O seu autocuidado, depois de então ter adquirida essa autoridade, milhares de pessoas te seguindo, o que que você entende por autocuidado e o que que você então conclui de toda essa sua trajetória? para que as pessoas saiam dos seus medos?
Sim. Para mim, o maior autocuidado que pode existir é você cuidar de você internamente, que infelizmente é algo que poucas pessoas valorizam. As pessoas pensam muito em como eu vou me cuidar fora e veem daí o porquê que eu tô gastando. Porque é no momento em que eu me visto melhor, em que eu tô com o cabelo mais bonito, eu me sinto mais confiante, mas isso dura até o momento em que você lava a cabeça.
Nath, antes da gente encerrar, é o seguinte, se você quer saber como poupar, como investir, vai lá no canal da Nath.
O link ainda é extra, mais dinheiro.
Pronto.
Pode ir lá, youtube.com.br e na web.
Agora eu quero saber porque ela pinta a unha de azul, né? É isso que a gente tá falando.
Você... É tão ridículo. Começou por uma coisa aquariana mesmo. Tipo, se ninguém pinta a unha de azul, eu vou pintar.
Você é muito de aquariana.
É muito aquariana. E depois eu falei, mas tá, mas qual cor ninguém pinta? Azul. E aí depois de um certo tempo eu falei, pô, faz muito sentido. Porque quando nós estamos bem financeiramente, o que a gente diz?
Tô no azul!
Ah!
Azul!
Como é que eu vou pintar minha unha de vermelho?
Nunca!
Nunca? Você nunca mais vai ver minha unha de vermelho?
Então pra gente encerrar, se você tivesse um megafone, megafone da Nath, o que você diria pra meninos e meninas, não importa, pra quem cruzar seu caminho?
Ninguém é responsável pelo seu sucesso nem pelo seu fracasso. A única pessoa responsável pelo seu sucesso ou pelo seu fracasso é você. Queira você, queira você não. Eu sei que é difícil, mas no momento em que você assume o protagonismo dos resultados que você tem na sua vida, tudo passa a fazer mais sentido. Então pare de culpar os outros, olha pra você, crie responsabilidade sobre os seus resultados e estude. Não ache que é consumindo tweet ou feed de Instagram que você vai ser alguém na vida, porque você não vai.
O que mais que eu vou dizer? Gratidão.
Meu, eu tô muito grata por ter feito minhas duas caras lindas, Carol. Muito obrigada.
O problema da gente se beijar no final é que eu não posso pegar nas suas patinhas. A gente só pode fazer assim e fazer assim. Ah, que linda! E agora a gente mostra assim.
Não ficou lindo?
Amei! Adorei.
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