O AMOR NÃO SE ISOLA - Bate Papo Bate-papo sobre o livro de Maria Beltrão | Izabella Camargo

Izabella Camargo conversa com Maria Beltrão sobre seu livro O Amor Não Se Isola. Elas falam sobre reflexões pessoais durante a pandemia, a importância da família e do afeto, e as experiências de Maria no jornalismo.
Chapters
Jornalista que está sendo muito aguardada e que promete emocionar todos nós com certeza nessa noite de quinta-feira. Meu nome é Isabela Camargo, eu sou jornalista e estou aqui na Esquilo a convite do aplicativo que nos oferece experiências tão interessantes para ouvir os livros, não é? E estou aqui com a missão de entrevistar a Maria Beltrão. Sim, essa jornalista incrível que nos inspira, nos emociona a cada dia. Então, para você que está chegando agora, saiba que essa entrevista será feita por nós, porque se você tiver qualquer comentário... de muita qualidade. Maria, eu já habilitei você. Outra coisa, eu vou tirar aqui os comentários que ficarem passando aqui na frente, para que a gente possa realmente observar a Maria. E aí todos os comentários que vocês quiserem fazer, vamos lá então na caixinha de perguntas, tudo bem? Maria, cadê você? Deixa eu ver então aqui. Já estou te aceitando, para que a gente possa aproveitar bastante o nosso tempo. Oi Oi Isabela Tudo beleza?
Tudo bem?
Olha, estou super feliz de estar aqui contigo, estou emocionada Sou sua fã de muito tempo, você sabe disso, né? E quando... Diga.
Eu quero só dizer que eu queria estar falando do seu livro, porque eu tô tão apaixonada. Não, eu tô falando a verdade. Comprem o livro da Isabela e ouçam o audiobook dela, porque tá me ajudando muito. Eu já tava com o livro um tempão, agora eu já tô na metade pro final. E é um livro muito importante, o seu livro. O seu livro é uma coisa maravilhosa. Eu queria falar do seu livro, não quero mais falar do meu.
E agora? Maria, mas você... É muito malandra. Você sabe que quando eu soube que nós estaremos juntas, eu fiquei muito feliz. E aí eu tenho que fazer, assim, um exercício de concentração. Porque se deixar, eu vou enveredar para os assuntos de Pachiminas, eu vou enveredar para outros assuntos que temos muito em comum. Olha... Vai ser ótimo. Deixa eu te contar uma coisa. Eu vou tirar os comentários aqui da frente para que todos possamos ver você, tá? E aí, quem quiser fazer qualquer comentário para Maria, quiser participar da prosa, coloque na caixinha de perguntas que aí eu trago para cá na primeira oportunidade. Então, eu vou tirar aqui os comentários, depois eu volto com eles, tá? E Maria, antes da gente começar a falar especificamente do livro e de alguns elementos ali que você traz, Eu fiquei com três vontades. Quando eu estava ouvindo o seu audiobook.
Você ouviu, Isabela?
Inteirinho, do começo ao fim, fazendo áudio com a Evelina Obrigada Ouvir o audiobook E foi uma experiência maravilhosa porque era como se nós estivéssemos fazendo a unha Como se a gente estivesse em um ambiente super espontâneo e você tava me contando ali como tinham sido os seus dias Eu fiquei com mais vontade ainda de te chamar pra uma prosa assim, não sei se seria um café ou se seria uma caipirinha ou se seria...
Talvez um jantar.
Exatamente.
Mas a Angelina tinha que vir.
Fiquei com vontade de conhecer o Tio Milton e conhecer a sua mãe.
Você acredita que o Tio Milton morreu? Você sabe que eu vim aqui pensando, Isabela, que coisa louca, né? Vou explicar aqui pra quem estiver ouvindo. O ponto de partida desse livro Foi quando eu descobri que veio a pandemia, eu falei, gente, quando eu vou ver minha mãe de novo? Quando eu vou ver o Tio Milton? Você sabe disso. Tio Milton tinha 98. 99. Não, 98. E em dado momento, o livro, ele vai até o momento que eu consigo rever, tanto Tio Milton e a mamãe. E Tio Milton sobreviveu, o livro conta, uma internação, não era Covid. E você vê como é a vida, eu fiz uma escolha Isso tem muito a ver com o seu livro, eu só vou falar do seu livro De como a gente aproveita o nosso tempo e o que a gente faz com ele E o tempo que a gente dá para os nossos afetos E teve um dado momento da pandemia que eu falei, gente, ele tem 98 anos Eu vou, eu vou de escafandro, mas eu vou visitar, eu vou estar com ele Porque o meu afeto para ele é muito importante E realmente eu tive com ele até Um dia antes dele ser, e a minha filha muito unida a ele também, muito E um dia antes dele ser internado, porque ele teve um câncer, você acredita? Depois de tudo, tudo, tudo, teve um câncer E aí o organismo já estava na hora de partir, né minha amiga? Só que, posso falar? Quase 100 anos de idade E durante a pandemia eu valorizei estar com ele, mais do que nunca. E estive, graças a Deus, Isabela.
Excelente.
E estive, Isabela. E estive com ele. E a minha filha e a gente cria os filhos para serem pessoas boas. E se é uma coisa que eu guardo no peito com orgulho, do tamanho do universo, Que era ela que dizia, mamãe, vamos lá no Tio Milton? Vamos estar com ele? Acho que ele está partindo E ela estava com ele E até meu irmão e minha irmã não conseguiam, tinham dificuldade de visitar De ver debilitado, e minha filha estava lá Porque é normal também, não é todo mundo que aguenta, né? E ela estava lá até o fim Então... É tudo a limonada do limão, né, minha amiga? Cerveja. E eu acho que mesmo eu falando que ele morreu, é bom. Dentro do pacote de tudo que foi a catarse do meu livro. Porque eu soube o que fazer com tudo aquilo. Sim.
Maria, a gente tem muito pra conversar. Quero te agradecer pelo seu tempo. E o tempo de todos que estão aqui conosco são mais de 300 corações que estão aqui em sintonia com esse nosso papo. Sinto muito pela perda, então, do tio Milton. Eu imagino o quanto isso é doloroso ainda, porque só nós sabemos o tempo de cada passagem. No livro, inclusive, você fala que você não sabe dar notícias tristes. E hoje nós tivemos uma perda também de uma jornalista que fez parte da vida de todos nós de alguma maneira, direto ou indiretamente, que é a Cris.
A Cris Lobo. Essa é outra, né Isabela? Tem umas pessoas que são guerreiras, ela lutou com esse câncer, sempre ela falava, daqui a pouco eu tô voltando. Foi lá para simuladar.
Como você comentou do tio Milton, eu realmente não sabia, eu sinto muito pela sua perda. Obrigada. Hoje a perda da Cris, ou seja, nós estamos perdendo sempre. E no livro você começa, pra quem tá chegando agora, essa é a Maria Beltrão. Linda, maravilhosa. E a gente tá falando sobre o livro O Amor Não Se Isola, um diário com histórias, reflexões e algumas confidências da editora Máquina de Livros. Linda capa, você tá radiante, tá linda. E você escreveu e lançou o livro durante a pandemia. Eu percebi, ouvindo o seu livro, que no início Tava um pouco difícil e depois, na minha percepção, e depois você foi se soltando e foi fazendo altas conexões, tanto que você vai cantando mais nos dias... Depois eu quero saber se você já sabia que ia narrar o livro, porque eu falei, será que ela foi escrevendo e já sabia que ia cantar? Foi lindo. É lindo. Gente, mais bonito do que ler Maria é ouvir Maria falando dos dias dela, do início da pandemia Então, bom, deixa eu chegar aqui na pergunta Você começou a escrever de alguma maneira para diluir todo aquele peso que estava por trás Porque a pandemia é difícil, ela foi difícil especialmente para todos Mas para os jornalistas, especialmente, a carga foi muito pesada, né Maria? — Muito — Como é que.
Foi pesada? — Eu comecei a escrever porque esse era um... um exercício proposto pelo meu marido pra mim, pra me enxergar pra minha filha, o tal do Morning Paper, de uma editora americana. E aí eu falei, que preguiça, né? Eu ouso dizer que essa nossa profissão, e você que teve o burnout, sabe? É errado mesmo. Aí eu comecei, eu não vou fazer Morning Paper, nada. Já 90, trabalho demais. resmungando sem cessar, mas teve um momento da pandemia que eu chegava tão em trânsito do trabalho e meio perdida e eu não queria passar, como disse o livro, de tela para tela e aí eu falei, Luciano, sabe de uma coisa boa? Eu vou fazer aquele exercício que é você escrever três páginas à caneta, lápis, sobre qualquer E como você bem colocou no começo, eu não sabia direito como lidar com aquilo, nem bem como escrever Porque tipo aquela terapia que você vai fazer, olha pra cara do terapeuta, eu vou falar o quê? E meio com barreira, né? Tá bom, vou falar o que eu quiser, mas meio sei lá o quê, com medinho E depois eu fui gostando do jogo. Eu fui sentindo que eu tinha muita coisa pra botar pra fora. E coisa bonita da vida. E, de repente, me deu uma vontade de fazer balanço de vida. Puxa vida, gente, eu tô... Agora já fiz 50, mas tô quase chegando. aos 50 e tanta coisa bonita aconteceu na minha vida, tenho que me orgulhar. Até aquelas coisas que eu morri de vergonha, os erros da profissão, aquelas vergosas besteiras que eu já falei. Falei, nossa, mas que... Puxa! E aí eu comecei a ver beleza nas coisas e me fez muito bem escrever esse exercício que eu não sabia que eu tava escrevendo num livro. Foi só lá na frente que alguém falou, puxa, você escreveu? Porque alguém falou assim, Isabela, do João Baldo Ribeiro. Eu falei, mas que coincidência, eu acabei de escrever sobre João Baldo Ribeiro. Aí falaram, mas aonde? Você escreveu.
Em alguma coluna? Escreveu.
Para o estúdio? Eu falei, não, é um negócio lá que eu faço em casa, pedindo para ler. Uma amiga me acusou pra ler. Falei, Mariazinha, por incrível que pareça, eu tenho 1,81m, mas me chamam de Mariazinha. Falei assim, Mariazinha, mas será que eu ensinei um livro? Todo mundo pede pra você escrever um livro. Será que eu ensinei um livro? Falei, mas um livro de insemia de manento, né? Aí eu fiquei meio assim. Aí eu acho que eu só ia escrever esse livro, porque eu já tinha escrito muito, muito, muito esse teatro. Senão ia me dar desespero. Isabela, eu não sei se eu falasse assim, vou escrever... Eu trabalho meio na pressão. Que é uma coisa que eu quero mudar em mim. Eu queria ter disciplina pra dizer, agora eu quero escrever um livro. Não sei se.
Eu consigo, não. Mas Maria, se você perguntar para qualquer autor, e você conhece vários, você vai ver que tem momentos que você escreve facilmente e tem momentos que não. Devem ter autores que publicam livros assim como espirram, como tem musicistas que compõem letras Rápidas. Não tem regra, sabe, Maria? Mas eu percebi que do meio pro fim você foi se soltando, fazendo conexões. Gente, ouvir a Maria aqui pelo Esquilo Audiobook é uma experiência fantástica. É como se ela estivesse ali com você, batendo papo. Sabe, almoço de domingo, você tá ali trocando.
Ideia, conversando. Espetacular. Gosto de dizer que as pessoas podem ouvir de graça esse livro. Né, Esquilo, o audiobook? Quem não tiver seguindo o Esquilo, tiver entrado porque me segue, vai aí em cima, não é isso? E aí pode seguir. E aí, minha gente, até na minha bio... Pessoal do Esquilo, qualquer coisa, vocês falam, não é nada disso. Na minha bio tem o passo a passo pra entrar no Esquilo audiobook e tem seu livro também narrado por.
Você, né, Isabela? Tem, tem sim, Maria. E nós estamos então com os dois de forma gratuita. Então você pode entrar no... Link aqui da Esquilo, na bio, você já pode baixar os nossos livros então, mas o foco aqui é o.
Livro da Maria Um dia vamos falar, isso aqui que eu quero rapidinho, amiga Rapidinho, sério, rapidinho, não vou falar mais do seu livro Eu quero um dia fazer uma live com você e com uma amiga minha que tiveram burnout e sobre a questão do.
Tempo, você topa? Claro, a hora.
Que você quiser.
Ah, então ótimo. Porque o meu livro não é sobre burnout, né? Eu comecei a escrever sobre as mudanças do tempo, e aí no meio eu vivi uma das consequências de como nós não sabemos usar direito o nosso tempo. E aí você vai adoecer. Mas vamos pro amor que não se isola. Então, pra você baixar o audiolivro da Maria, é só entrar no link da Biu da Esquilo, e aí você vai baixar o audiobook gratuitamente. E é curioso, Maria, porque tem muitas pessoas que são clientes de várias empresas, por exemplo Sem Parar, Tim, Vivo, e que têm, além do nosso livro, outros livros disponíveis gratuitos Isso.
É bem legal. Eu tô vendo na Skill e eu tô ouvindo também até alguns livros Tem o Curtiço, né? Que é esses livros mais antigos, clássicos também. Outro dia eu tava ouvindo. É muito bom ouvir, né? Mas assim, você me perguntou se eu sabia que eu ia falar o livro. Não sabia, mas eu achei um grande barato narrar meu livro, Isabela. Porque, assim, como eu sou autora, eu podia improvisar sobre o que.
Eu tinha escrito. É muito legal, né? É uma delícia improvisar, não é? Tanto que quando me pediram um roteiro pra essa nossa live, eu comentei com a nossa querida Thaís da Esquilo. Falei assim, olha, eu vou fazer um roteiro, mas com certeza nós.
Não vamos seguir... Não, e eu falo muito, né, Isabela? Você me conhece, né? Eu fico ansiosa. O seu livro fala se é dado bem ou se é dado mal. Eu fico.
Ansiosa às vezes. Ó, vamos lá. Temos aqui então mais de 40 minutos e eu queria trazer aqui pra quem tá nos acompanhando a questão do afeto. Então, você narra Alguns meses da pandemia e você fala da sua mãe, então fala do seu tio que partiu Você fala de afiliados, você fala lindamente da sua filha, do seu marido Como você arruma tempo para tantos afetos? Com ligações não só de áudio, mas de vídeo, sendo ocupada como é Como você arruma tempo.
Para os afetos? Olha.
Minha filha.
Chegou. Te amo. E o meu marido chegou dois segundos antes. Olha... Como eu arrumo o tempo? Primeiro eu tenho que dizer que eu sou casada com o melhor homem do mundo. E ele... Tem que falar a verdade, né Isabela? E ele... me ensinou uma coisa que é muito importante. Sempre que a gente está em família ou fazendo um brinde, sempre que a gente está junto no jantar, no almoço, no sábado, no domingo, a gente fala, nossa, que momento bom esse aqui. Estar presente no momento já é entender que a gente está ganhando aquele tempo. Então não é a quantidade de tempo, né? E daí o tempo é tão relativo, né? E o meu marido tem muito isso. A gente tá num momento rindo, ele fala, nossa, olha que coisa maravilhosa isso que.
Tá acontecendo agora. Registra.
Registra, memoriza, né? Memoriza, entende, realiza, né? E assim, por uma providência, eu acho que muito de Deus, eu tenho muita fé, Nossa família, eu, minha filha, minha tia do meu marido, nós somos amalgamados e a gente é muito unido. E funciona. Então faz sentido. E outra, voltando a falar um pouco de fé, eu acho que o estar presente também, a gente faz a oração da benção dos alimentos antes de comer, Senhor, depois quem tem fome e fome cede justiça aos quem tem pão Amençoe os nossos alimentos Obrigada pelo dia de hoje, a gente começa a conversar Isso põe você... presente no momento. E olha que eu tô falando isso, podem falar, nossa, como ela é profunda. Não, eu sou atropelada, eu não tenho tempo, eu chego cansada do trabalho, eu deito, eu sou resmunguenta. Mas dentro dessa loucura, eu tenho esses oásis, porque eu tenho uma família muito unida. E eu celebro muito isso, eu sei o que eu tenho. E eu celebro o que eu tenho, e pra mim isso não tem preço Então quando eu falo da virtude do cotidiano, tem certas coisas que eu já introjetei na minha rotina que eu não abro mão Então é o almoço em família com a minha mãe, minha mãe jacadeirante, com a AVC Vamos lá, fazemos uma farra, a mulher é uma rocha Eu tenho uns exemplos de família que não é mole não, minha amiga. Minha mãe, 86, 87. Fez 87. Eu pergunto pro meu marido. Meu marido é velho. Sabe que nem o Diabo Vesprada, que nem quando eu vejo alguém assim, eu esqueço o nome de todo mundo, né? Ele vem assim e fala, Flórida e tal. Não sei o quê. 87. Eu sou desmemoriada. A minha mãe, foi a minha mãe que me apresentou ao Luciano. O Luciano é o melhor amigo da minha mãe, apesar da.
Diferença de.
Idade. Que gracinha. É uma graça, eles são melhores amigos. A minha mãe, ela é uma rocha. Então isso tudo conta, né, Isabela? A minha mãe, ela tem 87 anos, teve um AVC, só mexe um braço e está sempre linda, radiante, gata mamãe. Não reclama de nada, é uma fortaleza vaidosa, quer namorar. Ela só reclama do que ela pode mudar. Por que vocês não me dão torresmo? Eu quero comer torresmo. Mas ela não reclama. Ah, não posso andar. Então assim, eu não sei responder a sua pergunta. Mas eu sei que os afetos me alimentam. A minha vida não é certinha, eu não sou aquele... Agora que eu tô aprendendo a meditar mais, fazer ioga, a tentar ler o seu livro, tá me ajudando muito. Eu tô falando da verdade, não é puxar saquismo, eu tô falando a verdade. E tô repensando muito esse ritmo alucinado que eu vivo. Eu acho que eu tenho que dar uma desaceleradinha. Mas os afetos, minha amiga, na minha vida... E eu sou a pessoa do afeto. Eu não lembro de... Você vai ver o meu livro? Você não vai ver assim, a minha rotina da Globoninho? Você vai ver o que eu conversei com a minha maquiadora, o meu colega de estúdio. Eu sou a pessoa do afeto. Eu.
Gosto de gente. Gostamos de gente e pra você, Maria, aquela máxima que uma pessoa é interessante quando ela se interessa pelas outras Ela se aplica muito a você e no livro dá pra perceber isso, como você traz então os detalhes de outras pessoas que deixam então o seu cotidiano animado, mesmo sendo pesado. Aí que tá. Então eu entendo que pra quem tá aqui nos acompanhando, a experiência de ouvir a Maria narrando o próprio livro, ela é fantástica porque você começa também a valorizar coisas que no seu dia a dia você pode deixar passar batido e achar que aquilo não tem valor, mas tem. E é aí que a vida fica interessante, é aí que a vida fica colorida, porque Maria, Eu gosto de dizer o seguinte, né? Felicidade é aquele óculos que tá no rosto e você tá procurando onde.
Tá o.
Óculos. É isso! Você tem momentos muito felizes e você fica procurando algo. Pra mim, felicidade é achar uma caneta na bolsa quando eu tô precisando. Isso é felicidade, não ficar esperando uma coisa extraordinária, o que é extraordinário Especialmente então nesse momento de pandemia onde vivemos com tantas restrições Então o seu livro pra mim trouxe um refresco de encarar a rotina, de encarar.
O dia-a-dia de forma mais leve Eu acho que o livro foi um exercício de ensimismamento, não era nada generoso para fora, mas a coisa mais linda foi a resposta que eu tive dele, que naquela minha busca para Encontrar uma saída pra pandemia, pra entender o que tava acontecendo Pra entender as minhas dores, as minhas fantasmas O elefante que tá... É que eu digo, parecia que tinha um elefante de tutu de bailarina aqui na minha sala, mas eu não queria ver Eu não queria encarar o fato que eu tava apavorada, que eu não sabia quando eu ia ver minha mãe, quando eu ia ver o tio Milton Que eu tava indo pra trabalhar todo dia e eu tinha medo e eu não entendia direito como lidar com aquilo E por causa desse livro, eu agradeço muito a editora Máquina dos Livros porque é máquina de livros, agora eu tô errando até o nome da minha editora, vão me matar Eu amo muito meus editores Bruno e Alzen Porque eu agradeço muito a eles que eles tiveram uma ideia, já que a gente não podia lançar presencialmente De fazer uma promoção pra autografar os livros em casa Só que as pessoas, em vez de botar só na caixinha pra quem era o livro, começaram a me mandar cartinhas E aí eu recebi mais de mil cartas assim, que... Cara, que feedback lindo. Que coisa... Maria, como o seu livro me fez bem, como você me faz bem no estúdio, ia. Como a sua alegria e tal. Aí, pô, eu implico a minha gargalhada e daí que eu implico. Poxa, tem gente que adora, né? E tá tudo certo. Maria, você está linda.
Diz o Paulo. Obrigada, Paula.
Você está aí. Eu sabia ter os cabelos.
Brancos, que bom. Olha, cabelo branco, ruga, manchas na pele, flacidez, ninguém gosta. Mas isso também não é pra todo mundo. Se nós estamos envelhecendo, né? Ou seja, esse benefício não é concedido a todos. Então a gente vai fazendo como pode, né.
Maria? Tá linda. Faz como pode. Pro Melange, eu.
Tenho vários truques. Ai, depois a gente tem.
Que falar sobre... Isso é outra... Podemos falar sobre isso também outra.
Vez, outro dia. É, vamos. Nós temos muito pra falar. A Thais, ela tem aqui a pergunta, né? Escrever esse livro transformou algo em sua vida? E aí eu queria então, Maria, só trazer o seguinte. Escrever.
É.
Muito terapêutico. Muito. E assim como fazer terapia, a gente resiste porque a gente vai ter que encarar aquilo que.
Você.
Não quer. Exatamente. Mas depois que você engata na terapia, você não quer mais deixar porque é um lugar onde você organiza as suas ideias. Então assim como a gente precisa de um dentista para higiene bucal, a gente precisa de alguém que organize nossas ideias, que nos ajude a organizar as ideias. Então queria entender contigo, aproveitando a pergunta da querida Thais, escrever esse livro Transforma o Algo em Sua Vida, o que Você conseguiu tirar alguma ação efetiva de tudo que você.
Viveu do livro? Sim. Eu acho que a coisa mais legal do livro foi eu falar assim, menina, dá uma paradinha aí. Olha quanta coisa legal já aconteceu na nossa vida. Aproveita. Vê direitinho o que você gosta, o que você não gosta. Para.
Pra.
Pensar. Aproveita! Aproveita! Aproveita! Como é que eu vou me expressar? É o tal negócio, uma vez que eu comecei a escrever E que a escrita me levou um balanço da minha vida E que o balanço da vida foi generoso ao invés de ser cruel Porque eu acho que você põe muita insegurança na vida, me questionava muito Ah, já falei tanta besteira, errei, né? E eu falei, para com isso, minha filha, nós somos todos exclusivos, inimitáveis maravilhosos, cada um tem o que oferecer e lide melhor com seus fracassos. E aí me deu, de repente, uma epifania da beleza da vida. Sinceramente, eu tô falando a verdade. E assim, que.
Beleza tudo isso. E tipo assim... Que beleza ter sanidade, ou seja, que beleza estar com saúde pra poder ver tudo isso e mesmo assim reconhecer O colo do seu marido, os encontros que vocês tinham, ou seja, quando você estava lá no estúdio e você narra vários exemplos quando vocês começaram a cantar músicas E você foi publicando e os cantores foram interagindo, ou seja, olha quantas coisas também surgiram Então existe sempre o lado bom.
Do lado ruim Eu não tenho a menor dúvida, por isso que há muito tempo, desde que eu me aproximei mais até da fé, eu não falo por que que isso está acontecendo, eu falo para que isso está acontecendo. Eu acho que as crises são oportunidades E eu acho que os momentos difíceis que eu passei depois tiveram um motivo para que eu melhorasse para depois eu falar, isso me levou a isso, que me levou a isso Acredito piamente nisso, eu acho que... Eu lembro que até no livro eu falei isso um dia, a minha filha falou Mãe, no primeiro dia que a gente foi num drive-in na pandemia, mãe, eu acho que... Essa pandemia nos ajudou a gente a valorizar pequenas coisas e tem isso. Tem mesmo, não é clichê. A história da limonada no limão, a história depois da tempestade vem a bonança. Os clichês existem.
Por um motivo. Existem mesmo. Maria, Eu vou trazer dois comentários que estão perguntando onde pode ouvir o seu livro Então, ELO Rio 2016, só pode ser isso Aqui na bio da Esquilo, a bio é essa partezinha branquinha da página do Instagram Você vai entrar ali e vai baixar gratuitamente o audiobook da Maria O amor não se isola, da Editora Máquina de Livros E tem mais aqui um comentário, olha, sério, não é um comentário, é um elogio Maria, linda, teu sorriso é revelador.
Você está de bem com a vida Gente, tu me acha lindíssima agora, uma.
Gata Vamos lá, Maria Beltrão, aproveitando então assim, você está de bem com a vida Como é que você consegue, no Estúdio I, equilibrar, calibrar Dias tão pesados, notícias tão ruins e mesmo assim ainda trazer emoção. Por quê? Nós, do jornalismo, viemos, especialmente eu e você, a gente vem de uma escola, pelo menos a minha, em que você não podia transmitir emoção nenhuma E graças a Deus isso tem mudado, né? Graças a Deus. Então, como você consegue no dia a dia, ali no Estúdio I, diante de todos os imprevistos, todas as notícias ainda retomar o.
Eixo e sorrir. Eu acho que... Eu acho que eu tenho na vida... Eu acho que faz diferença na vida duas coisas, alegria e esperança. Então, eu... Quando eu acordo, eu peço a Deus que eu possa passar alegria e esperança. Não é o otimismo tolo, como diria o Ariano Suassuna, quem eu cito no meu livro. Mas é você não desesperar. Então, a gente que lida com notícias muito difíceis, eu sempre tenho na cabeça assim, é notícia porque é excepcional. Um cachorrinho feliz balançando o rabinho não vira notícia. Se o rabinho balançar o cachorro, vira extra, extra, poltergeist. Então, é notícia porque é excepcional. Então, na minha cabeça, o bem é maior que o mal. É melhor acender uma vela do que reclamar da escuridão. Para cada só se combate o mal com abundância de bem. Então a gente que tá na Seara do Rádio News, eu faço mesmo. Podem me julgar e não é todo mundo que gosta. Mas até por respeito a muita gente idosa que me assiste, quando eu vejo que o negócio tá muito pesado, eu falo qualquer abobrinha. Pra lembrar que a vida não é só aquilo. A vida é muito mais que aquilo. Eu respeito a notícia. Mas é como o Chaplin, você também não precisa ser cisudo inteiro pra falar de notícia. O Chaplin era o maior crítico, né? E é aquela frase que eu também falo, se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdade, teria ouvido o Verdade que Teima e dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca duvidei da seriedade da plateia que sorria. Você pode, mesmo diante da coisa mais difícil, trazer uma leveza, porque a vida é assim. E o brasileiro faz isso lindamente. Tá ferrado. Eu tenho aqui a minha faxineira, a Cleide, que eu brinco, que é isso. A menina, ela conta a história mais triste do mundo, as gargalhadas. Eu digo, não é possível, minha filha. Conta aqui como é que é isso. E tá certo ou tá errado? Quem tá certo e quem tá errado? Você tá entendendo? Eu acho que... Se eu passar a colaboração de espalhar alegria e esperança, eu acho que é legal. Hoje em dia falam muito em positividade tóxica. Até meu grande amigo Chechel falava, quer dizer, eu quero ser uma realista. A tal frase do Ariano Sassona, que dizia, o otimista é um tolo pessimista, é um chato, Eu quero ser um realista esperançoso". Aí ele dizia, não vem não que você não é a Ariana, você é otimista tola. Pode ser, mas isso é uma positividade tóxica. Eu acho não, eu tenho fé na humanidade, sabe Isabela? Eu acredito mesmo. Eu não... O contrário da esperança, a desesperança é o desespero. Ninguém quer isso. A gente tem que dar mão, a gente tem que dar guarida. Então eu acho que o que me faz levar... Respondendo a sua pergunta que você fez há 10 minutos e eu falo muito, eu acho que me faz levar... Eu acho que o que me faz levar sentimento é essa certeza que eu tenho também um senso de serviço ali por trás Por trás.
Tem um senso de serviço, talvez Maria, isso é seu. E é uma escolha, como você falou, você pode reclamar ou agradecer Eu gosto muito e falo muito, enquanto você agradece, você não reclama Porque você não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo, tá gente? Já que você falou de positividade tóxica, comportamento tóxico É a gente achar que pode fazer duas coisas ao mesmo tempo Então já que não conseguimos, porque enquanto eu estou... não tem como Duas coisas intelectuais ao mesmo tempo. Enquanto você reclama, você não está... Enquanto você agradece, você não tem tempo pra reclamar. Adorei isso. Se você foca, Maria, só no que tá acontecendo de ruim, realmente fica muito pesado. Então você... Aí eu vou fazer aqui agora um comentário que eu posso fazer, né? Já que eu fui convidada pela Esquilo pra fazer essa live, então eu posso falar. Você, Maria, é pra mim... Você me devolve a esperança no jornalismo. Quando começou a pandemia, eu assisti um jornal à tarde pra não assistir mais E quando eu voltei a assistir televisão, que depois eu fiquei grávida E aí eu fiquei mais tempo em casa, eu só assistia o Estúdio I Só, porque tem você, tem os seus convidados E existe uma bossa, existe uma conversa e existe esperança E isso é fundamental para nós. E aí eu trago agora para um outro assunto que você traz no seu livro Você agradece muito a Alice Maria e você fala que ela recusou muitos pedidos de demissão Então, o que te fazia pedir demissão de uma carreira Hoje, então, você estava vendo, super brilhante Aí você falou, lidar com o erro, lidar com as críticas Isso nos afeta, claro que afeta Mas no início da sua carreira, o que te deixava insegura? Para não querer mais.
Continuar Isabel, em primeiro lugar, eu queria dizer que eu jantei com a Alice sexta-feira depois de dois anos de pandemia Sexta-feira agora, a maior alegria da minha vida Estava morrendo de saudade dela Isabela, eu era uma pessoa muito insegura mesmo. E quando eu fui para o vídeo, eu me achava muito ridícula. Sempre dizia, o que os meus amigos vão achar? Eu sou fora do padrão, tal padrão à época. A gente tem que lembrar, né? Na época só existia um padrão bem Jornal Nacional e apresentadoras minhões. Eu lembro que... Eu abaixava a minha cadeira, que eu tenho 1,81 tinha, né? Que agora eu tô com 1,79. Eu abaixava a minha cadeira, eu ficava quase com o peito em cima da bancada pra parecer mais baixa. Imagina.
Que coisa.
Ridícula. Que loucura. Então, eu queria me adequar ao tal do padrão, que era impossível. Eu falava com as mãos e eu me impactava muito com as críticas que chegavam por e-mail. Que mulher é essa, essa grandona, esquisita? Tinham perguntado se o Shechel tá no livro e tá assim, esquisita, destrambelhada. E isso me deprimia, me afundava e eu não tinha a menor autoestima pra dizer, meu Deus, essa sou eu, confia, isso eu só consegui com o tempo Como é importante a gente gostar da gente, né? Como é importante a gente falar, olha, eu sou assim, ok Claro, você não quer errar, mas você tem que entender quem você é Você não pode querer ser outra pessoa E aí se dizia, você tem uma coisa interessante para o jornalismo que vem aí, que é mais improvisado. Não era o.
Padrão da época. Que.
Sonho, que sonho. Visionária, né? Você se sente um peixe fora d'água nesse jornalismo. Então eu digo, gente, tudo que era errado, tudo que era fracasso hoje em dia é assinatura da Maria Beltrão. Maria Beltrão tem uma assinatura. O que era o caos, amiga, hoje virou... Graças a Alice, que ela dizia, Maria, quando tiver que improvisar, quando cai o TP, minha filha, você é ótima. Mas a gente não tem um jornalismo hoje em dia sem TP, mas daqui a pouco é isso, porque o globo nisso vai.
Ser 24 horas. Vixe, TP pro.
Jornalista, tá vendo? Você entendeu? Então eu posso dizer, eu levava as coisas pro lado pessoal, que é um erro muito grande em qualquer profissão. Você não pode levar. Você não pode ficar na defensiva. A pessoa falou e errou, você tem que falar. Errei. Tá. Vou melhorar. Eu ficava, não gosto de mim, sabe? Eu sofri, eu tinha uma certa fragilidade ali, emocional eu acho, que com o tempo eu fui melhorando e fui consolidando a tal.
Autoestima tão importante. Pronto, a.
Central Maria B. É a central.
Das minhas fãs. Nari Promissora, ela sabe muito bem do fruto que iria colher. Maria, mas nem todos nós temos, no meu caso posso falar, eu não tive uma Alice Maria, nem sempre as pessoas que estão aqui nos acompanhando têm palavras de afeto, tô falando sempre de afeto aqui, por N razões Então o que você diria para quem está nos ouvindo e o que você diz para os alunos de jornalismo que provavelmente procuram sempre, já que você é uma baita fonte de inspiração, sobre essas inseguranças normais que.
Todos nós temos? Primeiro, gente, entenda que vocês não vão saber um montão de coisas Que a sensação que a gente tem quando chega é que a gente é uma anta Mas até pela idade a gente não vai saber um montão de coisas. Vão falar nomes, ditos conhecidos, você vai ter chefes como experiência de vida e de política e economia. Vocês têm que entender, eu não sei, mas saberei. Então você tem que entender que se você ignora alguma coisa, dá pra você correr atrás. Isso não é vergonha, é fato da vida. E você vai tapando as lacunas. E se você errar, você vai falar, errei, mas vou melhorar. Esse erro aqui, eu não vou cometer mais, vou cometer outro. E vamos caminhando. E isso é importante porque jornalismo é uma área de muita vaidade, como tantas outras profissões. E jornalismo na TV então, meu bem. Então você não pode cair nessa roda. É trabalho, é trabalho, é trator, é trator, trator. E vai, entendeu? Entenda aí. Vai levar uma bronca. Hoje em dia, menos, né? Na nossa época, mais novinha, a gente só faltava ser esmorrada, né? Esmorrada. Tinha chefe que te.
Fazia assim, ó. e não tinha internet naquela época. Você sabe que, te ouvindo, eu lembrei de um episódio. Eu trabalhei no Band News, e o Band News eram três horas de jornal. E eu me lembro que, ao errar uma cabeça ou errar alguma coisa, eu me desconcertava, ficava quente, ficava vermelha. E aí o meu chefe, Humberto Candil, que hoje tá no canal da Jovem Pan, ele chegou pra mim e falou assim, Isabela, vem cá. Se você se desconstruir dessa maneira, toda vez que você gaguejar ou errar, As pessoas dos outros jornais não viram o seu erro de agora, então você tá carregando o.
Erro.
Com você. Exatamente. Errou, ok, entendi. Então na próxima eu não posso fazer isso, eu devo fazer aquilo e tal. E segue, senão você fica carregando o peso do erro. Exatamente. Então a Helena, ela tá dizendo aqui, né? Eu quero pedir pra Globo levar a Maria pra TV aberta com o.
Programa Honorário.
Nobre. Não.
É? Eu também.
Honorário Nobre, Helena. Então, Maria, como é que você vê o jornalismo que você faz? Esse jornalismo humano, não sei se é o termo correto, mas é como eu sinto, humano, real Sim, a gente se emociona. Sim, existe esperança no mundo caótico. Se não, abandona o bar Como é que você, de novo, lida hoje, então aos 50 anos, com os medos e as experiências novas? E o que.
Você vai repetir? Menina, olha, eu tô lendo, além do seu livro, um livro chamado A Coragem de Ser Imperfeito.
Da.
Brene Brown. Maravilhosa! E assim, eu tô com essa coragem, eu acho tão bonito hoje em dia ser vulnerável, então experiência nova pra mim tá tudo bem. Porque o máximo que vai acontecer.
Dá.
Tudo errado. Aprender. E não tem problema, não. Eu tô nessa onda mesmo. Você vê como a juventude sofre, né? E assim, gente, tá tudo bem. Vai acontecer um milhão de coisas. E tá tudo bem. Vai em frente cara, vai em frente, vivencie, não se cobre A gente só aprende, só vai ter os grandes momentos da nossa vida se a gente mostrar a vulnerabilidade, se a gente arriscar Se a gente ficar com aquele medo na defensiva, nada acontece, você vai virando uma pessoa insuportável, com medo.
De errar Já que você citou a Brene Brown no documentário da Netflix, ela fala que quando fez uma apresentação ela se sentiu muito mal, que tinha milhares de comentários na internet e que aí ela foi do tal do serendipity de uma coisa pulando pra outra, pra outra, pra outra, até que ela chegou a um discurso do Roosevelt em que ele falava. São poucas pessoas que tem coragem de descer pra arena. Tem milhares ali apontando o dedo, falando coisas desnecessárias, mas são poucos que tem.
Coragem de descer. Gente, até quem tá falando, desculpe, é desnecessário, tem que estar apontando o dedo. Você não é tão importante assim pra essas pessoas. Às vezes elas querem.
Descarregar alguma coisa.
Não é seu. Não é.
Tão grave, né? No momento secular, do início da carreira, você conta no livro. E aliás, gente, vocês ouviram hoje o livro da Maria. Ela narrando a história, ela encontra com a Hebe, elas vão cantar no karaokê. Outro livro com mais detalhes. Então você encontrou a Hebe... num momento que você estava muito fragilizada, pelo que eu entendi no livro, e ela te disse, gracinha, pelo amor de Deus, para, né? Você é ótima. Você teve, Alice, Maria, o que mais que você conta no livro que as pessoas vão gostar de curtir? Eu preciso voltar para o livro, porque senão a gente vai entrar aqui em outro papo e eu vou depois... eu vou ouvir... Bela, você fugiu do livro, então vamos voltar para o livro?
Além da época... Eu acho que as pessoas vão curtir... Saber que tudo é vida real, cheia de probleminha, de vitória, de coisa boa, coisa ruim, cotidiano. Porque o que acontece hoje em dia, e eu temo muito pela juventude, é que agora no Instagram estão vendendo uma vida, amiga, Está todo mundo deprimido. Os jovens deprimiram. Primeiro que não saem da telinha, né? É o que você fala no seu livro. A tecnologia não era para a gente ganhar tempo, a gente cada vez... Está mais na Europa, passa o dia, está hipnotizado por telinha, dorme assim, abduzido. Então eu acho que o bom do livro, primeiro é a oportunidade de ler o livro ou ouvir o livro. Isso vai te levar para outro lugar. e vai te remeter aos seus afetos, que é um livro que fala muito de amores. E só de te remeter para os teus afetos vai te levar para o que é fundamental, vai te tirar do que é secundário. Porque a gente está vivendo num universo, não estou dizendo que não tenha sido assim no passado, mas evidente que com essa carga de internet e bombardeio, a gente tem muita informação e muita... E muita carga de... Como eu tô linda e filtro. Eu adoro um filtrinho. Parece que eu sou 30 anos mais nova, mas não é verdade. Se eu botar um filtro aqui, eu vou estar uma gata, mas não é verdade. Obrigada. E eu tô cheia de cabelo branco, menina. Mas eu botei uma franja. Mais um, Isabela. Então, eu acho assim, eu tô meio pirada mesmo com esse negócio da... Eu pego o celular pra ver uma mensagem e quando eu vejo eu tô há uma hora e meia no celular que eu já fui pra outra coisa, não sei o quê Só pra dar uma parada, ouvir o.
Livro, pensar em afeto Isso, e eu vou voltar pro início, já considerando que faltam 10 minutos aqui da nossa live. Claro que passou muito rápido, né? Porque o tempo quando é, passa mais rápido. Maria, o amor não se isola. Você não se isolou dos seus amores, você não se isolou dos seus afetos. A tecnologia estava falando agora do telefone, né? Ah, mas eu vou ver uma coisa rápida, eu fico uma hora e meia. Então tudo depende de como você usa, de como você escolhe, de como você faz, né? Porque ao mesmo tempo em que nessa pandemia muitas pessoas se afastaram, outras se aproximaram Muitas pessoas se separaram, outras tiveram um filho Então tudo depende da sua escolha Então no seu livro, para quem está chegando agora, eu vou dar um spoiler Você vai se apaixonar ainda mais pela Maria, como a Valeria está dizendo aqui Eu e minha mãe de 88 anos estamos jantando com.
Você, nossa Mariazinha Então você de Deus.
Mariajo pra vocês Você que já gosta, você vai se apaixonar ainda mais porque você vai descobrir que ela é uma paixonina Você vai descobrir coisas que nós todas mulheres vivemos Os desafios de dar conta de uma agenda, desafio de fazer exercício físico E mesmo assim não desistir Então, levando aqui para uma conclusão, minha querida Você escolhe se aproximar dos seus afetos E nós vivemos em um contexto em que a tecnologia está nos afastando dos nossos afetos Então queria uma reflexão sua sobre como nós podemos, com tudo que nós temos, já que tudo vai continuar como está As crises, infelizmente, vão continuar Os casos de Covid eu tenho visto que eles estão aumentando em outros países Enquanto aqui está caindo, ou seja Não vamos deixar a peteca cair de novo, emocionalmente falando. Sim. E tudo mais. Então, queria agora as suas recomendações, Maria, para quem ainda não ligou a chavinha do amor à distância. Como é possível.
Você nutrir, nutrir. Mas eu acho que o grande ensinamento é esse, né? Quando os editores escolheram esse título para o livro, O Amor Não Se Isola, é que eu uso essa frase em um dos textos. E qual foi a epifania? Que, como você disse, tudo é uma escolha. A gente pode usar a tecnologia a nosso favor. E quando eu falei, se é pra falar por videoconferência com a minha mãe, com a minha sogra, com o meu tio, com a minha família, por que não? As coisas mais bonitas dessa vida são invisíveis. Não é isso aqui. Então, se uma pandemia se impõe, vamos parar para pensar nas coisas lindas da vida, né? Vamos sobrenaturalizar, vamos aprofundar. Se você não é de religião, Leia o livro, procure coisas mais profundas, leia poesia. Eu acho que a gente perdeu com esse mediatismo de hoje. As pessoas vão curtindo as mensagens. Nem leu, já tá curtindo. Eu botei um tweet, era grandinho. Eu acabei de postar, já tinha cinco curtidas. Eu falei, não, a pessoa não pode chegar no final. Então assim, leia uma poesia para gente, e aí você vai ver, dá pra ser muito feliz Faz um bolo, né? Aquilo que você fala também no livro, né? Assim, é ótimo poder fazer uma receita rápida, hoje em dia tem micro-ondas Mas é muito diferente você fazer uma receita com pressa Aproveita. Arruma a casa. Uma coisa que eu... E eu conto isso em livro. Eu entrei num barato de arrumar a casa. Sempre tem. Como diz o Manuel de Barros, o meu quintal é maior que o mundo. Redescubra. É o que nos resta. É o que.
Nos resta. Redescubra. Escolha, ou você vai focar no problema ou você vai ver o que está em volta Não estou.
Dizendo que é fácil, não estou dizendo que eu fico deprimida, não estou dizendo que às vezes eu quero bater com a cabeça na parede, mas eu acordo e falo. Agora.
Recomeçou, vamos lá! Exato. Tendresse Feraújo. Como conseguia seguir em frente mesmo com a crítica dos outros? Como.
Desprezar o ódio? Como o.
Que? O final?
Desprezar o ódio. Desprezar o ódio. Ah, muito fácil, gente. É... Olha... Primeira coisa, quando veio essa época do robô, teve um dia que eu acho que eram, sei lá, 13 mil pessoas me xingando. Eu fiquei deprimidíssima. Falei, gente, o que é isso? Saí do Twitter e falei, meu Deus, me odeio. Depois tentava explicar, não é robô, não é isso, não sei o quê. Me chamaram de pedófila e tal. Menina, depois de tanta artilharia, eu falei assim, quem eu sou? Gente, quem eu sou? Tem que saber quem a gente é. E assim, o ódio, onde houver ódio, que eu levo o amor. O ódio... Como assim? O que eu fiz pra essa pessoa ter ódio? O ódio é pra ser desprezado, Nilce. Talvez a pessoa não despreze. Talvez se um dia ela quiser conversar comigo, eu consiga. Eu não tenho raiva de pessoas. Eu tenho raiva do que fazem comigo. Mas eu não tenho raiva de pessoas, entendeu? E aí eu falo, cara, se ela tá com esse ódio, coitada dela. Eu vou desprezar o ódio porque, cara, uma pessoa que tá com esse ódio no coração, coitada dela. Sério, cara. Coitada dela. As vezes, Isabela, tem umas pessoas que falam umas coisas feias pra mim que eu tento conversar, sabe? E aí, nem que eu tento conversar, as vezes dá certo E tem outras que não, que elas só querem me xingar mesmo Aí, pérolas aos mortos, assim não, aí não adianta Mas eu não posso acreditar no que dizem de mim. A gente tem que se gostar. Como eu tenho uma parte religiosa, eu sou filha de Deus, eu sou coisinha fofa. Erro abessa, mas eu mereço amor. Todos nós merecemos, né? Todos nós merecemos amor. Então, eu quero saber de amor, não quero.
Saber de ódio. Como é aquela sua frase que você narra maravilhosamente bem? Sabe que eu voltei e eu ouvi umas três vezes? Acenda uma luz ao reclamar da escuridão e não reclama da.
Escuridão É melhor acender uma luz que reclamar da.
Escuridão É isso. Olha, Maria, eu tô mais apaixonada por você do que.
Eu já.
Fui. É recíproco. Tô mesmo. Tô aqui me controlando, porque se a gente não tivesse num papo assim, público, eu teria me veredado para outros caminhos. Mas o seu livro, realmente, ele foi transformador pra mim em entender que você viveu e convive com tantas dificuldades e, mesmo assim, encontra momentos pra ouvir uma música, pra ler uma poesia, está defendendo espaços na sua agenda pra você. Isso.
Não é fácil. Isso não é fácil, mas tem que fazer, né, gente? Eu.
Tô adorando ioga. Tem que tentar, experimentar. Eu voltei aqui os comentários, quem quiser já escrever aqui.
Um pouquinho, né? Tô vendo aqui os recados, tô gostando, muito obrigada. Também a Mara, que tinha deixado aqui também. Melhor agradecer à luz do que reclamar da escuridão, tá dizendo aqui, atendesse. E, ó, gente, pode comprar o livro também. Agora, o audiobook é de graça. É.
Gratuito. É 0,800. Mostra de novo a capa, Maria.
Que capa maravilhosa. Ai, gente, eu, olha... Eu não sei, eu tenho um pouco de vergonha da capa, assim.
Meu carão, ó. Maria... Olha, vou falar um negócio. Você tá maravilhosa. Você é uma mulherinha. E é isso, a gente só pode ser de verdade Todas as vezes em que você tentou se enquadrar num padrão que não é o seu Você ficou triste, você ficou insegura, isso também aconteceu comigo E eu espero que quem passou aqui por nós ou quem ainda está conosco saiba disso Quando você é de verdade, a vida real faz muito mais sentido E você vai ter muito mais condições de viver os altos e baixos que a vida sempre.
Vai trazer pra você Eu acho que a melhor logica que a gente pode ter na vida é assim, nossa, ela é sempre a mesma Aqui é colar no vídeo, dentro, fora, com quem quer que seja Olha, estão perguntando antes da gente... Estão perguntando de novo como é que faz para baixar o.
Audiobook Vamos lá. Vocês que estão nos acompanhando, entrem então na página da Esquilo, Esquilo Audiobook Lá no topozinho da página tem o link pra você baixar o audiobook gratuito da Maria Tem o meu também, e ali você pode ver, inclusive, se você Como você é cliente de algumas empresas, como Sem Parar, Tim, Vivo, outros ebooks e audiobooks também que você pode ter direito Então, recomendo para todos vocês que estão nos acompanhando, vejam lá na página da Esquilo as formas para você acessar todos os conteúdos, mas especialmente O Amor Não Se Isola, um diário com histórias, reflexões, algumas confidências, escrito lançado e narrado pela Maria Beltrão, pela editora Máquina de Livros. Maria, sinto um abraço bem demorado. Obrigada, Isabel. E por tudo que você trouxe aqui essa.
Noite pra nós. Obrigada, adorei. Muito obrigada por conversar comigo. Te adoro, você é tão boa, seu livro é tão maravilhoso.
Obrigada por tudo. Seguimos juntos. Obrigada, Maria. Obrigada, Isabel. Muita saúde.
E boas notícias. Amém. Beijo. Obrigada. Obrigada a todos.
Aí.
Do Esquilo. Excelente. Alfredo, Alfredo.
Do Esquilo. Beijos. Pra você que está nos acompanhando até aqui, muito obrigada pelo seu tempo e confiança. Realmente foi uma hora muito prazerosa em que a gente pôde conversar com a Maria Beltrão, essa jornalista que nos encanta diariamente. E agora você pode ter um pouquinho dela na sua casa e você pode ouvi-la também. Então, o livro O Amor Não Se Isola, um diário com histórias, reflexões e algumas confidências pela editora Máquina de Livros, foi narrado pela Maria e você pode então baixar o audiobook. aqui no link da Esquilo. Vamos em frente? Seguimos juntos, então. Muita saúde para vocês.
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