O apego te ajuda ou te atrapalha?

Isabela Camargo talks with Jungian analyst Cíntia Bedim about attachment and detachment. They explore how clinging to things, people, and outcomes either helps or hurts you, using psychology and personal stories to untangle what holding on actually costs.
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Olá, olá, muito bom dia, bem-vindo, bem-vinda. Hoje é dia 16 de outubro, são 10 horas, 3 minutos. Dia da gente falar sobre o desapego. Será que a gente pode curar as nossas feridas? Será que a gente pode aliviar o peso da nossa vida aprendendo a desapegar? E aí, será que a gente precisa aprender a entender o que nos faz se apegar a algo ou alguém ou alguma ideia? É isso que a gente vai conversar hoje com a Cíntia Bedim. Ela é terapeuta Junguiana. analista, Jungiana, perdão, e terapeuta integrativa. A Cintia é uma mulher fantástica, eu conheço há muito tempo, e fico muito feliz em poder compartilhar o tempo dela com todos vocês. Esse é um assunto que traz muitas dúvidas, todos nós somos apegados a algo, não somos? A alguma ideia, alguma situação, a algum objeto inclusive, não é? Então, eu gostaria de saber o que vocês têm mais dificuldade de desapegar. Coloquem aqui nos comentários. Ah, eu tenho dificuldade de me desapegar de objetos de viagem. Ah, de pessoas que foram meus amigos no passado e eu insisto ainda em manter essas amizades. O que que vocês são mais apegados? E aí, né, tem mais dificuldade de desapegar. Que aí, conforme eu e a Cíntia vamos conversando, eu vou incluindo vocês também aqui na nossa conversa. A Cíntia já está, já tela. para aproveitar esse nosso tempo dessa manhã de sábado. Olá, Silvio, direto do Japão. Seja bem-vindo. E todos que estão escolhendo estar aqui conosco. Oi, Ciri.
Bom dia, Isabela. Bom dia, pessoal. Obrigada pelo convite, Isa. Sempre um prazer.
Ô, Cíntia. Que bom que a gente pode se encontrar nesse sábado de manhã. A tecnologia permite esse encontro, não é? Você está linda com essa sandália de fundo, né?
Gostou da minha mandala? É a nossa primeira expressão do inconsciente, a mandala.
É mesmo?
Sim. Jung trabalha muito com as técnicas de expressão do inconsciente. E uma analista junguiana analisa desenhos, símbolos. E um dos símbolos principais que nós temos no nosso inconsciente, a primeira expressão, a mandala, que representa um útero, que é de onde todos nós viemos. Essa expressão bem desenhadinha dentro do nosso inconsciente. Tem um filme lindíssimo sobre isso, Nise da Silveira, o Coração da Loucura. Caso as pessoas se interessem em entender um pouquinho melhor, é uma ótima dica.
Como que é o nome?
Nise da Silveira, o Coração da Loucura.
O coração da loucura. Uau, já vou anotar aqui pra depois procurar. Lucy, você tá me ouvindo e vendo bem?
Estou te ouvindo e vendo bem. Deu umas travadinhas aqui, mas tô checando a internet e tá tudo ok.
Tá tudo ok? Então tá. Eu quero então... Convite pra você que está nos acompanhando. Escreva aqui pra mim. O que vocês têm mais dificuldade de se desapegar? Bens materiais ou não materiais? Materiais é fácil entender, né, Cíntia? E bens não materiais, o que são?
Pois é. Quando a gente fala de desapego, né, Bela, a gente começa a percorrer internamente geralmente aquilo que nós temos. E aí a gente entende, poxa, mas eu não posso gostar do que eu tenho Não gente, a gente pode, a gente precisa do conforto. Isso está aqui, não é? O universo é uma fonte abundante e inesgotável. Nós precisamos ter o conforto. Quanto mais eu tenho, também mais eu consigo oferecer. Isso não é errado. A questão é quando a gente se apega em algo imaterial, porque a gente não vê. E o que seria o algo imaterial? Pensamentos, sentimentos, emoções, eventos do passado. Ao qual muitas vezes a gente se aprisiona, se vincula, faz uma amizade com aquela situação Porque assim, o que a gente não percebe muitas vezes, Bela é que Independente se eu amar ou odiar algo, eu estou diretamente conectado a isso Então, o apego ele vem a partir da minha conexão com essas coisas imateriais. Então eu gostar de algo que é material é completamente natural. E tudo bem, nós aprendemos desde que chegamos a ter. Mas nós temos que aprender a ser. E como eu aprendo a ser? Sem soltar coisas para gerar espaço. Porque o meu inconsciente e a minha consciência também, ela vai tomando posse. Se a gente for na origem da palavra desapego, Vem do latim picario picari, que significa trazer consigo, ter em si. Então, aquilo que eu tenho em mim, eu entendo que é meu e, portanto, me vinculo e a gente se identifica tanto com algumas situações que a gente se amaranha a elas. E muitas vezes não percebem. Então, na verdade, como que a gente percebe que a gente está apegado? Ou como que a gente percebe que é o momento de desapegar? Bom, eu vou começar assim, dizendo que nós somos, como bons seres humanos, a gente cria a nossa realidade. Ninguém contou isso pra gente, né? Em momento nenhum. Mas nós somos criadores da nossa realidade. E como assim que eu crio a minha realidade? Perceba que tudo que acontece no nosso mundo interno, ele vai ser espelhado do lado de fora. Quer um exemplo bem legal? Uma mulher que quer engravidar. Essa mulher decidiu que quer engravidar, ela começa a ver mulheres grávidas por toda parte. Não é assim que funciona? E de repente, ela vai até o dentista e abre uma revista e na revista está lá uma reportagem sobre maternidade. E de repente, ela chega em casa depois do trabalho e liga a televisão num programa aleatório e estão ensinando a fazer uma roupinha de bebê toda estilizada e tudo mais. E ela vai criando aquilo e percebendo que, poxa, eu nunca tinha percebido que tem tanta mulher grávida no mundo, não é mesmo? Isso começa como? Diga, Bela.
Não, por favor. Eu tenho o exemplo do carro, né? Quando você pensa assim, nossa, eu acho que eu tô pensando de comprar um Fusca e você só vê Fusca na cidade. Mas, por favor.
Ou tem. Exatamente isso. E aí, o que que acontece? A gente vai espelhar aquilo que a gente tá pensando. Eu vou voltar um pouquinho e vou explicar como que a gente cria nosso conjunto de crenças. Primeiro, a gente vai observando o que é verdade. A gente vai validando o que pra nós é verdade. Então, na família, com os amigos, a gente vai entendendo. Isso aqui funciona, isso é verdade, isso faz sentido. E a gente vai validando essas verdades. E a gente vai constituindo ali o nosso estatuto interno, como leis a serem seguidas. E isso ali na frente, quando a gente é adulto, a gente acaba enrijecendo. E isso é o nosso conjunto de crenças. Então se eu acredito que algo faz sentido pra mim, e alguma situação, eu consolido aqui o meu ego, e alguma situação externa passou por mim, e eu entendo que aquilo me afetou, pronto, já estou vinculada. Então, pra gente começar a falar de desapego, a gente tem que começar a olhar para as nossas crenças e perceber, uma pergunta que eu faço para os meus pacientes todos, isso te ajuda ou te atrapalha? Pensar dessa maneira te ajuda ou te atrapalha? Porque a partir do momento que a gente começa a ter o pensamento, a emoção valida esse pensamento, isso cresce muito e aí vem o universo e valida mais ainda pra gente. como exemplo da mulher grávida. E esse espelhamento que acontece do mundo interno para o mundo externo, acontece com tudo que a gente sente o tempo inteiro. Então quando eu falo, nós somos os criadores da nossa realidade e a gente não acredita porque nós nos sentimos muitas vezes diminuídos, é justamente esse espelhamento, ele começa a provar pra nós que de fato, pra onde eu olhar, já que eu não vejo meu rosto enquanto me relaciono com alguém, eu vou ver o que acontece dentro de mim.
Uau!
E a partir disso, eu percebo, sabe aquelas pessoas que vivem histórias de repetição o tempo inteiro? E elas falam, por que isso não para de acontecer? É simplesmente o recado do universo te dizendo, está na hora de soltar esta forma de ver, esta forma de crer. É preciso mudar o seu comportamento pra ter todo um conjunto de crenças flexíveis pra você poder se relacionar melhor consigo, com o outro, com o mundo.
Perfeito, Cíntia. Pra todo mundo que tá chegando agora, muito obrigada pelo seu tempo, tá? Por tá escolhendo aqui essa nossa entrevista em pleno sábado de manhã. Quanto mais corações vocês enviarem aqui na lateral, mais o Instagram entende que esse assunto é relevante. E a gente tá falando de algo que afeta a vida de todos nós, em maiores ou menores graus. Tem um comentário aqui que me chamou muito a atenção. A Márcia diz assim, credo, então eu tô lascada, porque minha família me rotulou de muitas crenças. E aí? O que eu faço com o que vem da minha família, que eu cresço com elas? Bom ou não, eu estou vendo aquilo funcionar. Como é que eu faço?
Gente, vamos começar a entender assim. O que o seu pai, a sua mãe, a família te entregou, era tudo que eles puderam te entregar, porque foi o que eles receberam? Ali na frente, se você percebe que aquilo não foi bom o suficiente, que você quer ir além. E essa é a ideia, gente, que a gente evolua. Você pode sim fazer diferente. Recolher tudo que eles te deram. Selecionar essa força, porque muitas vezes a gente paralisa. Ai, eu não tive. Ai, não foi assim. Meu pai foi assim. Minha mãe foi assada. Eu não sei fazer de outra forma. Então quando a gente pegar uma frase assim, eu não consigo fazer tal coisa, Vamos tentar trocar por eu não quero. Porque essa é a realidade. A gente só não consegue aquilo que a gente não desejou. Então, não vamos confundir o desapego com abandonar, com irresponsabilidade. Tá longe de ser isso. O desapego é você identificar aquilo que tá demais em você, que tá te prejudicando. Porque as pessoas só começam a perceber quando já chegou num desequilíbrio, numa doença, quando estão à beira da morte. E aí então elas percebem que tem alguma coisa errada. Então geralmente, aquilo que a gente recebe do nosso pai e da nossa mãe, vem justamente pra nos fortalecer. Porque quando a gente passa por uma dificuldade, a gente não vai usar as dores deles pra superar, a gente vai usar a força dessas pessoas. E a gente recebe muita força das nossas raízes. Então, quando a gente recebe de pai e de mãe, independente do que foi, olhe pra eles. Se você não tiver nada, eu falo pros meus pacientes, se você não tiver nada, eu trabalho com muita criança abandonada. Faço trabalhos voluntários dentro de abrigo. Eu digo, se você não tiver absolutamente nada pra recolher desse pai e dessa mãe, só agradeça pela vida que te deram. Porque aí então, você se coloca na vida. E você se coloca pra fazer algo de bom com ela. E isso é amor. Tem gente que me fala assim, Cíntia, você fala tanto de perdão, porque eu entendo que o desapego, ele vem a partir da aceitação. A gente precisa aceitar o fato pra poder perdoar. E aí as pessoas falam, nossa, mas perdão é muito forte. Gente, perdão nada mais é que a neutralização de um conteúdo. Então, por exemplo, me aconteceu um trauma. O que me leva pra terapia é um trauma. Então me acontece esse trauma aos 17 anos. Eu tenho duas escolhas. Eu posso me vestir de vítima e ficar chorando pra sempre, dizendo, olha, o universo foi ruim comigo, a vida é injusta e tudo mais. Ou eu posso olhar pra essa situação como uma oportunidade. E quando eu busquei pela minha cura, porque era muito difícil a situação em si, Eu encontrei pessoas incríveis, oportunidades maravilhosas, coisas que me levaram por um caminho que me fizeram ser quem eu sou hoje. E eu sou feliz e grata por essa oportunidade. Então quando as pessoas me perguntam, mas você não sente mais nada quando você lembra da situação? Eu lembro, tenho memória. Mas não dói mais. Isso é perdão. Então quando você lembra, mas não sente aquela tristeza, aquele pesar, você perdoou. Você neutralizou, aceitou e soltou. E esse é o segredo do desapego. É deixar ir. Deixar livre. E a gente se apega a tantas coisas que a gente nem percebe. Quando você percebeu, você já tá naquele amaranhado. E tem um detalhe que assim, quando a gente fala em soltar, vem um medo. Um medo, meu Deus, mas se eu soltar, isso é tudo que eu tenho. Por que a gente se apega? Segurança interna. Nosso cérebro, ele é apenas um computador. Somos nós, nosso eu maior quem decide aquilo que a gente vai escolher. Então, seus pensamentos, suas emoções. Sim, nós escolhemos. Quer um exemplo muito legal? O que você está pensando agora? Se você perceber, nós estamos envolvidos na conversa, mas se você perceber o que você mais pensa durante o seu dia, Se eu te contar que esse pensamento está criando exatamente nesse momento o seu futuro, você vai querer continuar pensando o que você está pensando? Você vai falar, mas como assim? Criar o meu futuro? Cria porque tudo que você vai fazer, todas as suas ações começam no pensamento.
Sim, tem uma sigla que eu gosto muito de usar no meu Movimento da Produtividade Sustentável que é o PSC. PSC a gente usa em meios para seu conhecimento. PSC é pensamento, sentimento, comportamento. Tudo como é que leva a emoção que vai te levar a certas ações ou reações. Osir, tem muitas perguntas aqui rolando nos comentários, mas eu gostaria de convidar vocês que têm algo para compartilhar, que coloquem na caixinha de perguntas, porque assim eu abro aqui para todos e isso me garante e garante que eu consiga ver o seu comentário, a sua pergunta. Tem um aqui que me chamou a atenção, da Josi Reis. Meu pai e minha mãe vivem simbiose. Por mais que um faça mal ao outro, eles não se largam. Como faz? Eu tento ajudar ou desapego? Também tem isso, né?
Então, gente, olha só. Quando eu quero mudar, eu, Cíntia, eu já sei que o caminho é um caminho de subida. É um caminho de muito trabalho interno. E eu aceito esse caminho. Então, a única pessoa que pode fazer a mudança é aquele que deseja mudar. Quando eu olho uma situação do lado de fora e eu penso assim, ah, eu quero ajudar. Gente, a pessoa te pediu ajuda, eu como terapeuta vou dizer, a pior coisa é a gente tentar ajudar aquele que não pediu ajuda, porque você vai passar Por arrogante, por controlador, você tá se entrometendo. Então, independente de estarem os seus pais, eles escolheram a realidade que vivem. E se eles escolheram, é porque eles precisam dessa experiência. Então, assim, você tá vendo tudo aquilo. Josi, né? O nome dela. Josi, você tá vendo tudo aquilo? Só pensa assim. Se alguém te perguntar alguma coisa. Os meus pais, por exemplo, são casados há quase 50 anos, e de vez em quando um vem reclamar do outro. Aí eu digo assim, Mas você já não conhece há 50 anos. Não foi sua escolha ficar nessa relação? Então perdoa. Perdoe todos os dias. Aceite todos os dias. Porque você escolheu estar nessa relação. Isso quando me pergunta, ok? Porque se não pergunta, o outro se sente ofendido. Então assim, dos seus pais, recolha a força e o amor. E use pra si mesma. Se você não gosta do que vê, busque fazer diferente. Isso é um ato de amor. pra eles e pra você.
Uau, vamos lá. Te ajuda ou te apalha? Acho que tudo que fica impactando os nossos pensamentos, isso me ajuda ou atrapalha. E aí, Cíntia, como que a gente pode se desapegar, por exemplo, de um pensamento? Eu uso o ponopono. Quando eu começo, quando eu lembro de uma situação, ou de uma pessoa, ou se eu vejo algo que me resgata uma memória e já me leva para aquele lugar, para desviar a atenção eu faço o ponopono. Isso.
Isso mesmo.
Ajuda a aliviar ou só tá com soco a peneira?
Não, ajuda de verdade. Porque o que é o Pono Pono? Eu tenho, inclusive, o canal meditativo para aqueles que quiserem conhecer. Tem um canalzinho no YouTube. Eu sou o caminho. E aí, quando você faz uma meditação do perdão, por exemplo, que é o Pono Pono, o que você tá dizendo? Sinto muito, me perdoe, te amo e sou grata. Quando você fala essas palavras, são chaves de acesso. Chaves de acesso ao quê? Ao seu inconsciente. Nós estamos vivendo um período, Bela, que a gente precisa aprender, de verdade, a dar comandos. Eu falei isso outro dia, no nosso encontro às quintas-feiras, e eu vou repetir aqui. Jesus, o mestre de Jesus, eu olho pra ele como um mestre. Ele deixou pegadas, ele foi um ser humano. Nada místico, ele foi um ser humano. Quando Jesus fez a cura, primeiro que isso entra no nosso tema, como é que eu ajudo o outro, as pessoas vinham até ele. Ele auxiliava pessoas que chegavam até ele. Quando ele curou um aleijado, ele deu um comando. Ele não fez assim, vamos levantar para ver se as perninhas estão andando? Ele deu um comando, levanta e anda. Ele estava nos ensinando como dominar a nossa mente. Porque a nossa mente vai ficar num discurso. Se você não perceber o que você está pensando, não entrar no seu orar e vigiar, a mente vai sozinha. Um exemplo bom é assim, Youtube. Você coloca lá alguma coisa no Youtube. Se você pegar a última pesquisa, no dia seguinte ele vai trazer mais daquela pesquisa. Ah, eu pesquisei bolo de cenoura. No dia seguinte ele vai trazer um monte de bolo pra você porque ele entendeu que você gosta de bolo. O cérebro é exatamente assim. Todas as ferramentas da tecnologia foram projetadas em quê? No cérebro humano. Não é mesmo? Então, quando você percebe que tem um pensamento que passou ali. Ai, aquela pessoa fez isso, isso, isso pra mim porque ela está errada. Você fica se validando, né? Internamente. Ela está errada, eu estou cego. De repente você alimentou esse pensamento que você prestou atenção. Esse pensamento vai crescendo, crescendo, crescendo. Aí ele entra no automático porque o seu cérebro, como um bom robô, entendeu que você gosta daquele pensamento. E você se vincula a ele e se vicia a ele. Isso é o apego. Então quando você olha, sinto muito, me perdoe, te amo e sou grato. Fazendo uma meditação, você está dizendo Eu entendi o que aconteceu, eu fico com o que eu aprendi e o resto eu solto. Porque de verdade, o que é nosso? O que a gente tem aqui? Nós temos um corpo, que é o veículo humano. Nós temos temporariamente algumas coisas materiais. Nós temos coisas, nós temos pensamentos, emoções. Mas o que eu levo daqui? Porque eu entendo que não acaba aqui. O que eu levo? Eu vou levar apenas o que eu aprendi, aquilo que eu ensinei, a minha pegada humana que eu deixei na Terra. Eu só levo isso. Então se a gente tiver consciência de que a vida é movimento, de que a impermanência rege, é começo, meio e fim, por que eu insisto em ficar parada numa situação do passado? Porque se eu me coloco lá, eu não estou no meu presente. E se eu não estou no meu presente, eu não faço absolutamente nada, porque eu não movimento a energia do ontem. Eu só consigo trabalhar no que eu tenho agora. E o que eu tenho agora é a minha força, a minha capacidade, a minha motivação e eu tenho que validar tudo isso dentro de mim. É que a gente gosta de um discurso dramático ou trágico, não é? A nossa mente, ela cria um enredo e nós somos o tempo inteiro conduzidos para olhar para as coisas negativas, né? Mas ninguém contou pra nós, nós estamos agora contando para várias pessoas, que é possível sim, é possível olhar, aceitar, neutralizar. Então o Pono Pono é uma ótima dica. No meu canal tem uma meditação do desapego, né? Porque a ideia do desapegar é deixar ir. Se eu entrar num rio, né? Lembra? Vida, movimento. Se eu entrar num rio e tentar parar a água onde ela está, eu jamais vou conseguir Eu não consigo ir contra a natureza. E da mesma forma, eu não posso ir contra a minha natureza humana. Meu cérebro vai pensar? Vai pensar. Mas alimentar ou não esses pensamentos é uma escolha. Transformar isso em uma emoção ou não é outra escolha. E gerar uma ação a partir disso é mais uma escolha. E a gente escolhe o tempo inteiro.
Exato. Cynthia, a Sandra pergunta se você é psicóloga, que ela chegou agora.
Sim, dentro da psicologia eu trabalho Jung, que é o meu mestre. Eu não me coloco como psicóloga, não me apresento como psicóloga, eu me apresento como analista Jungiana. Até porque eu trabalho com terapias integrativas, as medicinas orientais todas. E Jung me dá essa liberdade de olhar e explorar o inconsciente com mais profundidade e não menosprezando nenhum outro. Mas é a linha que eu escolhi que funciona muito bem, porque eu entendo que quando a gente tem um problema, a gente só elaborar mentalmente muitas vezes não nos ajuda, porque então pensamento brigando com o outro. Então é importante que a gente trabalhe isso na emoção, trabalhe o pensamento, muitas vezes ele vai te jogar numa crise de ansiedade, e a crise é uma crise física. Então como que eu saio dessa crise? Eu tenho que aprender a respirar, Eu tenho que fazer um trabalho de quebra de couraças no meu corpo. Isso pode ser feito com massagem da medicina oriental. Isso pode ser feito com acupuntura. Isso pode ser feito com trabalhos bioenergéticos. Então, quando eu posso fazer algo que eu expresso, posso fazer trabalho artístico. Tem uma linha do Yijong que eu trabalho que é a arte-terapia. Então, eu coloco os meus adultos e as minhas crianças pra desenhar, pra expressar. Porque muitas vezes a gente não consegue nem falar. A dor é tão profunda que a gente não consegue nem falar. Então eu digo, coloca a dor no papel. É mais ou menos tudo isso que eu faço.
A Cintia é uma grande amiga, um ser humano maravilhoso e é pura luz. Vocês já devem estar percebendo nesses quase 30 minutos de conversa. Cintia, para quem está aqui, qual é o nome do seu canal no YouTube?
Eu sou o caminho da consciência.
Com meditações semanais maravilhosas. Eu sou o Caminho da Consciência e o endereço da Cintia aqui no Instagram tá aqui embaixo. Terapeuta Cintia Bedim. Cintia, então pra gente poder se curar, pra gente poder praticar o desapego, eu preciso entender porque que eu me apeguei.
Exatamente. A gente se apega muitas vezes com aquilo que a gente cria ressonância. Você diz assim a Cintia é minha amiga há muito tempo, ressonância pura. Aquilo que é igual se atrai. Então, quando você tem uma pessoa que você gosta muito, uma situação que você gosta muito, é ressonância. A gente se aproxima e aí a gente amplia porque a gente alimenta aquela relação, aquela situação. Isso acontece com coisas que julgamos positivas e coisas que a gente julga negativas também. Então, Se acontece algo que eu me afeto, eu estou completamente vinculada. Então, por exemplo, alguém te compra um presente, Bela, e aí você já tem aquele objeto, ou você de repente não gostou. O que você faz? Ou você troca o presente, ou você doa pra alguém, ou você... Enfim, inúmeras formas. Mas Você ganhou, você sabe o que fazer com aquilo. Buda diz algo assim, quando você recebe algo de alguém que soa como um presente, e pode não ser, você recolhe se você quiser. Então, um exemplo legal é assim, quando eu recebo uma ofensa de alguém, falei lá atrás, cada um dá o que tem, certo? Será que aquilo é pessoal? Será que aquilo é com você? Geralmente não é. A pessoa que tá colocando a ofensa pra fora, ela carrega aquilo com ela. É dela, você não precisa aceitar. Você pode empurrar e dizer, isso não é meu, portanto eu não vou recolher pra mim. E quando a gente não recolhe uma ofensa, você não se sente ofendido, você entende que nem tudo é pessoal. E aí você está evitando gerar um ciclo de mágoa e apego. A medicina oriental, ela traz assim uma perspectiva do reflexo dos nossos pensamentos. Então, por exemplo, onde mora o apego no nosso corpo? Nos intestinos.
Quando?
Por quê? Porque o intestino, ele é o órgão responsável por absorver o que eu preciso, os nutrientes que são necessários. O intestino delgado faz muito bem, ele absorve e aquilo que não me serve, eu excreto pelo intestino grosso. Então, quando eu começo a ter algum problema intestinal, seja ele qual for, eu estou apegado a algo. E aí a sua tarefa é perceber o que eu não estou conseguindo liberar. O que está sendo toxina no meu organismo inteiro e eu não consigo soltar. Então é bem interessante a gente perceber. E quando eu tô muito magoada? Quando eu tô muito magoada ou muito triste? A mágoa, armazenada por longa data, né? Mágoa. Má, água. Água ruim. Se o corpo é 70 e pouquinhos por cento lá de água e eu armazeno água ruim em mim, o que eu tô criando? Doença. Principalmente doença na célula. Então, quando a gente olha para o que eu estou refletindo, o que eu estou criando, lembra, nós somos os criadores. Eu começo a trazer a responsabilidade sobre os meus pensamentos, as minhas emoções e as minhas ações. E gente, se não tá bom desse jeito, nós temos o direito de recomeçar. Já diria Bert Hellinger, o pai da Constelação Familiar. Não importa o que aconteceu no passado, Nós temos o direito de recomeçar. E a gente pode, não importa a sua idade, não importa a sua vida, não importa se você está... Se não está feliz com o que tem, olhe de novo, busque de novo. E refaça outro caminho, porque o caminho igual vai te levar para o mesmo lugar, não é?
Absolutamente. Cinthia, eu tirei um pouquinho dos comentários para que todos possam te ver. Você é uma mulher tão linda, irradia tanta luz. Eu, por exemplo, deixa eu trazer aqui um exemplo prático pra ver se alguém vive a mesma situação Eu adoro doar Então, eu não tenho apego a certas coisas, mas outras sim E é engraçado que quando eu publiquei a nossa live Alguém disse assim, eu não tenho problema em desapegar de coisas materiais, eu gosto de doar Eu, Isabela, eu adoro doar Não serviu mais, eu vou doar, mas algumas coisas eu tenho dificuldade Como eu faço para me desvincular da emoção que está relacionada àquele objeto?
Essa é uma ótima pergunta, porque tem algumas coisas que nos soam como uma lembrança de algo bom E aí, gente, o desapego não é pra sair jogando tudo fora, não. Então, eu tenho, sei lá, algo que tem uma lembrança afetiva, amorosa, né, que eu guardei com todo carinho, porque aquilo me lembra, me traz aquela pessoa, aquilo que foi vivenciado. Eu perdi uma prima aos 49 anos com câncer. E foi bem na época que o meu segundo filho estava nascendo. Ela fez uma colcha toda bonitinha, com elefantinhos, e ela me disse, Cintia, se um dia eu tiver netos, você entregue para os meus filhos. Mas, por favor, só para os meus filhos. Para mais ninguém. Ela me pediu. E aí, então, essa colcha está comigo. Eu respeitei um pedido. Então, assim, vai ficar para sempre comigo? Óbvio que não. Um dia eu também não estarei aqui. E não há problemas quanto a isso. Mas quando eu olho pra coxa, eu me lembro do carinho, do amor que ela entregou naquela peça. E do carinho com o meu filho que estava chegando no mundo naquele momento. Então, gente, não há problemas. Ah, eu tenho esse objeto aqui, ele tá meio velhinho, posso consertar. Mas prestem atenção, quando a gente começa a fazer isso com tudo, a gente pode se transformar em belos acumuladores. Então, pra tudo funcionar além do equilíbrio, não é? Equilíbrio. Então se eu tenho uma peça, uma situação, tudo certo, não tem problema nenhum com isso. E muitas vezes eu entendo assim, a dificuldade às vezes da gente trocar, sei lá, um carro. Eu posso sentir gratidão e dizer obrigado, E agora tá na vez de outro, né? Ou eu posso simplesmente me apegar e falar, nossa, mas foi tão bom pra mim, eu não quero me desvencilhar Então a gente tem que perceber qual é o limite entre a gratidão e o exagero Sim. Agora a relação.
Relacionamentos profissionais ou emocionais A gente percebe que é um processo de muita dor quando o relacionamento se rompe sem aviso prévio. Quando não há indícios. Eu vivi uma situação dessa profissional e demorei muito tempo, inclusive você me ajudou com várias terapias para começar a ressignificar aquela dor, aquela perda. Porque eu estava em um ambiente. Esse ambiente não me quis mais. Foi muito dolorido, muito dolorido. Hoje eu não choro mais. Eu lembro da situação, eu sinto tristeza, mas eu não choro mais. Isso três anos depois. E sei que isso já aconteceu com muitas pessoas que estão aqui nos acompanhando e ainda vão acompanhar porque essa live vai ficar gravada. Como a gente pode lidar melhor com essas rupturas? Porque querendo ou não, a gente vai se apegando ao lugar, ao que você tá fazendo, aquelas pessoas Então não é tão bem simples assim, de um dia pro outro, pronto, tô ótima, não Fui demitido e tô me sentindo super bem. É difícil, né?
Sim, é complexo porque a gente se apega A gente se apega. Então assim, se eu entender, lembra? Vida, movimento Olha, a frase que você me trouxe foi assim, aquele lugar não me quis mais. Peraí. A natureza, ela só vai cutucar quem tem condição de evoluir. E se por qualquer motivo você está sendo desconvidada a um lugar, significa que está na hora de você expandir mais ainda. Porque você já não cabe mais ali. A sua energia quer expandir. Então tudo vai de como nós enxergamos. Quando eu digo, não me quiseram lá, eu estou assumindo um corpo de rejeição. E a rejeição nos aprisiona. Acontece. A gente faz porque assim, a gente entende muitas vezes que aquela situação que eu vivo hoje, é tudo que existe. E se me tirarem aquilo, acabou meu mundo. Não é? Então assim, se me tirarem aquilo, eu vou pegar tudo que eu aprendi e depositar numa nova forma. Que vai me expandir. Eu comparo a evolução como uma escada. Terminou um degrau, a gente é obrigada a subir e ir pro outro degrau. Ou a gente escolhe ficar parado naquele degrau, olhando pro que perdeu. Os antigos diziam, não chora o leite derramado. É verdade, derramou, derramou, vai fazer o que? Mas então, derramou, derramou, vai fazer o que? Eu posso escolher chorar ali, ou eu posso escolher recolher aquilo que eu tenho, que é a minha força, a minha capacidade, meus dons, minhas habilidades e dizer, vou oferecer as portas que estiverem abertas pra mim agora. A gente sabe que não é um contexto simples, né, Bela, porque muitas vezes a gente entende aquela realidade como realidade última. E não é. Nós temos uma vida inteira. Exatamente. É só uma experiência dentro desta realidade enorme que nós temos. E o mundo, infinitas possibilidades, né?
Perfeito. Repete, por favor, Cíntia, essa comparação que você fez à Natura, quando você precisa, então, sair daquele ambiente, daquela relação, para fazer algo diferente, não sei se é maior, mas para fazer algo diferente, por favor.
Então, quando a gente está vinculado àquela relação, eu preciso primeiro entender onde termina o meu espaço ali e começa o espaço do outro. Quando eu me misturo muito aquilo, quando eu me coloco parte integrante, tudo bem, quando a gente vai trabalhar em alguma empresa, quando a gente tem uma relação muito profunda com alguém, eu digo assim, tudo se encontra quando está no mesmo patamar. É ressonância. Lembra do espelhamento que nós falamos no começo? Exatamente isso. Mas e se dentro de mim, a minha alma tá querendo expandir, tá querendo crescer, tá querendo... E aquele lugar onde eu estou, continua na mesma sintonia. Eu vou conseguir mudar tudo aquilo? Certamente, aquelas pessoas não vão querer mudar. Elas funcionam daquela forma, elas entendem que elas vão levar sim. O que muda? A situação em relação a mim. Muitas vezes, quando uma pessoa diz, eu não quero mais essa nossa relação Entenda, o problema é comigo, não é com você. Acontece muito isso, né? Então, a gente tem que entender que aquela pessoa está dizendo assim, eu não ressouro mais no seu degrau Eu não sei pra onde você foi, mas quando eu olho em volta onde eu te encontrei, eu não te encontro mais Então ele está dizendo, ou ela está dizendo, eu prefiro ficar aqui Você tá querendo ir, mas eu quero ficar. E a gente tem que respeitar, porque uma relação pra dar certo, as pessoas dizem assim, né? Ah, os opostos se atraem. Olha, da minha perspectiva, os opostos podem até se atrair, com o tempo vão se odiar. Porque são tão diferentes que não vão conseguir ficar juntos. Pra ficar junto, tem que ter similaridade, sintonia.
E isso se aplica também a ambientes profissionais, a Y no lugar As características de um cargo, de uma posição, se elas não estiverem afins com as suas características Você pode até começar, mas depois não vai perdurar aquela relação, tem grandes chances de não perdurar Se perdurar, pode ser que aconteça uma doença, sendo muito possível Com certeza. Eu entendo que tudo que a gente insiste em ser diferente daquilo que a nossa essência nasceu pra ser, vai dar ruim.
É, na verdade. A gente é testado. Porque a gente chega aqui sem saber da força que a gente tem. E como que a gente descobre a força que a gente tem? Olhando pra trás. Quando a gente olha pra trás e percebe o que eu vivi, o que eu superei. Porque se eu contasse pra você assim, Bela, olha, você vai chegar aqui e vai acontecer isso, isso, isso e isso. Você ia virar pra mim e falar, não, eu não dou conta, pelo amor de Deus, não quero passar por isso. Mas hoje que você passou, tudo que você passou, você sabe quem você é. E você sabe a força que você tem. E muitas vezes a gente esquece, a gente deixa guardado, a gente lembra só da culpa, do ressentimento que a gente armazena em relação a nós mesmos, né? Então a gente tem que aprender a transformar esse olhar e aí perceber que não importa o que aconteceu, importa o que a gente faz com o que aconteceu. E como a gente vai transformar a partir daquela experiência, isso pode ser uma oportunidade. E talvez a melhor oportunidade da nossa vida.
Cíntia, você comentou no início, mas eu gostaria de repetir, porque isso é muito importante. Por que a gente se apega a pessoas ou situações?
A gente se apega porque a gente cria um vínculo. Tudo aquilo que eu entendo como verdade, eu me vinculo. Sem bastar verdade, a partir do nosso julgamento, bom ou ruim. Então é verdade que alguém me ofendeu. Me ofendeu e acabou. Paralisei ali. É verdade que alguém me ama porque eu sinto amor. Acolhi. Isso é ótimo. O amor é a maior energia do planeta. Mas quando a gente se aprisiona a situações do passado porque a gente entendeu que não foi resolvido, a gente fica arrastando a dor. Buda diz algo assim, a dor neste plano é real? Ela existe? Mas o sofrimento é uma escolha, é uma opção. Por quê? Porque hoje me acontece um evento. Amanhã eu vou estar triste ainda, eu senti aquela dor. Daqui uma semana, aquela dor ainda vai estar ali me rodeando. Mas se eu carregar a mesma dor por 10 anos, a mesma intensidade, eu estou escolhendo o sofrimento. E pior, estou criando uma realidade doente pra mim. Não só mental, como emocional, como física. E o corpo físico é o último que te afeta. antes da desordem física, já teve toda uma desordem emocional e mental.
Repete essa frase, Cíntia.
Qual dela?
Antes da desordem física, alô, escrevam. Antes da desordem física, já acontece uma desordem mental. O que isso significa? Quando o corpo manda alguma mensagem através de uma dor, significa que os seus pensamentos e as suas emoções já tentaram, né Cíntia?
Já tentaram... Sim, é o da psicossomática. Tudo começa no pensamento, aí vem o sentimento que valida aquele pensamento, então o pensamento geralmente ou ressentimento ou culpa, esses são os que mais aprisionam. Ressentimento, culpa, não, aceitação, não, perdão, esses aprisionam. Então vem o pensamento e vem um sentimento de dor. Esse sentimento, nutrido por muito tempo, vai desequilibrar todo o meu corpo energético, que tá ali com o corpo emocional. Por quê? Porque se eu estou feliz, a minha energia está pra cima, ela está vibrando alto. Nós temos escala vibratória, a terra tem uma escala vibratória, o corpo tem uma escala vibratória. Exatamente. Então, se eu desalinhei meu pensamento, desajustei a minha emoção, desajustei a minha energia, que é onde a acupuntura trabalha, recuperação de campo de energia de cada órgão, eu desajusto meu corpo físico. Então, quando a pessoa chega com a doença, eu não tenho que olhar só a parte física, eu tenho que olhar onde isso começou. Então, onde isso começa? Isso começa numa situação, em um evento, em algo que mexeu, me abalou. me tirou do eixo e eu não soube como fazer. Geralmente porque nós não aprendemos a fazer diferente. Mas quando a gente conversa sobre, a gente traz à luz sobre aquilo que aconteceu que eu posso escolher não me afetar mais. Que eu posso escolher olhar para aquilo como um convite à mudança. Nenhuma doença quer nos punir. A doença ela vem como um convite para que você olhe e faça diferente. pra que você possa recriar um caminho de conexão interna consigo mesmo e olhar pra si como um ser divino, porque nós temos essa força. Nós somos capazes, nós somos criadores da nossa realidade. E ninguém nos contou, então agora a gente tá contando, né Bela, pra todo mundo que a gente pode, a gente merece, a gente tem que desejar, almejar, ser e realizar. Eu posso ter? Posso, mas eu posso também ser. E você disse uma coisa sobre o campo da profissão que na hora me ocorreu e passou, né? Porque a gente fala de tantas coisas aqui, mas quando você já não ressoa mais, por exemplo, como eu sei que eu não ressoo mais? Às vezes a pessoa trabalha num ambiente que bate de frente com o que é valor e princípio pra ela. Gente, ir contra o seu valor e contra o seu princípio vai te adoecer. Aquele ambiente não é um ambiente pra você. Se você percebeu que algo atropela seus valores e seus princípios, busque uma nova forma. Porque se você não fizer, o universo vai trazer. De alguma maneira ele vai trazer.
Exato. Si, eu só complementaria que isso vale para relacionamentos profissionais e pessoais. Todos.
Inclusive conosco.
Exato.
Relacionamento consigo mesma.
Exato. Perfeito. Então tudo que vai contra os seus valores e princípios vão te adoecer. Como eu falei, vai dar ruim. A gente só tem dez minutos. A Khadija pergunta como desapegar do passado e focar no presente? Aproveito essa pergunta da Khadija Para, de uma forma ampla, trazer aqui um conceito que eu entendo que pode ser um caminho para essa renovação, que é a atualização de identidade Quando eu falo sobre a atualização de identidade, eu vejo que existe muita objeção Eu, então, dou o meu exemplo. Eu estou passando por uma atualização de identidade Eu me tornei... eu agora sou mãe, então todo o meu estilo de vida mudou Eu cortei o meu cabelo, eu estou mudando a minha forma de pensar Certo? Então eu preciso abrir mão, eu preciso desapegar de roupas do passado Eu preciso de desapegar de ideias do passado, comportamentos do passado, por exemplo Se alguém hoje me fala assim, Isabela, podemos marcar uma reunião às 7 da noite? Imediatamente eu falo, claro, olho na minha agenda, eu vejo, não vejo nada, aí eu falo, claro Aí me dá 30 segundos e eu falo, não, 7 horas é o horário do banho da minha filha Não tá na agenda, ou seja Ou seja, mas o meu comportamento imediato é olhar na agenda, não ver nada e colocar o compromisso ali Automático Percebo que a atualização de identidade pode ser um caminho muito útil pra gente poder compreender quem eu sou hoje O que eu tenho condições de fazer hoje E aí eu aproveito essa pergunta da Khadija então, como eu vou desapegar dos exemplos e de quem eu fui no passado pra poder seguir para um futuro com condições de viver o presente, não sofrer o presente.
Sim, essa questão do comportamento, ela é fantástica, porque muitas vezes... Por que a gente repete situações? Porque eu estou fazendo algo que eu já conheço. Eu já conheço, como que eu aprendo a fazer diferente? Aí vem a resposta, como os da pegada do passado, me colocando no presente. Gente, vocês podem fazer esse exercício, fiquem em pé. Tomem posse do seu corpo, da sua força, de quem é você e digam, eu me coloco agora no presente, eu estou presente para a minha vida, eu estou presente para aceitar tudo que o universo pode me trazer, porque eu mereço as infinitas possibilidades, eu posso escolher, eu posso escolher de novo, eu posso escolher por mim. Então tem um exercício da Louise Ray também, que eu amo de paixão, uma das minhas mestras, que ela ensina o exercício do espelho. pegue um espelho pequenininho, coloque a sua frente, olhe dentro dos seus olhos e diga, eu aceito você da forma que é e como é. Porque quando a gente começa a se aceitar, a gente se perdoa. E a gente não precisa mais da forma antiga. Então a gente tá dizendo ali na frente do espelho, diretamente pra você. Tem gente que não consegue olhar no espelho, Bela. Olha aí, perfeito. Isso, aí você pode dizer, eu te amo e te aceito da forma que você é. Olhando nos seus olhos, eu te amo e te aceito da forma que você é. Quando eu aceito o que eu tenho agora, eu consigo transformar. Porque eu peguei aquilo, aquela forma antiga, trouxe pro passado, coloquei em cima da mesa e eu estou conversando com ela. E dizendo, ok, você foi necessária pra mim. Aqui eu me liberto. Me liberto, liberto o outro. Esperar do outro algo que ele não tem pra dar. Gente, tantos exercícios de desapego. Esse exercício do espelho te traz pro agora, te traz pra presença. Então lembrem de todos os dias, acorde de manhã e diga, eu estou presente pra minha vida. Eu estou presente pra mim. Eu posso escolher de novo. Se eu não estou feliz com o que eu tenho hoje, eu me coloco em presença pra aceitar o melhor do universo. E dessa forma a gente vai criando uma reconexão conosco, porque a gente vive tão no automático que a gente se perde de nós mesmos. Mas estar no presente é o melhor presente que a gente pode ter. Por isso ele leva esse nome.
Exatamente, exatamente. Todos os dias recebemos um presente, né? Por isso que... Por que será que o presente, esse momento que está acontecendo agora, nesse sábado, na vida de todos nós, se chama presente? Pode ser um presente... Ou não. Depende de como você vai encarar... De.
Como a boca usa, né? Sim.
Cintia, a Ione está dizendo sobre a Louise Hay que você mencionou A Louise tem o livro Você Pode Curar Sua Vida Talvez esse seja o primeiro livro que eu, Isabela, vivi toda a minha vida e recomendo, empresto e dou Eu sou daquelas que quando vai comprar nada, já compra de três, três, quatro Louise Hay, recomendo esse livro Você Pode Curar Sua Vida Você comentou sobre perdão E eu gostaria que nesses últimos seis minutos a gente falasse sobre o perdão Quando você fala desse exercício, tá gente? Então de forma bem prática, o que você pode levar nessa live? Além de confrontar os seus pensamentos com isso tá me ajudando ou tá me atrapalhando? Eu escolho me afetar ou não por isso? Isso tá contra os meus valores e princípios ou está afim? São várias provocações aqui que a Cintia nos trouxe o exercício do espelho eu te amo e te aceito da forma como você é uma coisa é perdoar o outro e a outra coisa é nos perdoar queria que você falasse um pouquinho mais sobre o perdão nesses nossos últimos cinco minutos.
Perdão, como eu disse antes, ele é a aceitação e a neutralização daquilo que você tem. Eu só consigo perdoar, lembra gente, aquilo que eu vejo, aquilo que eu pego, é fácil. Eu não quero mais isso, eu ponho isso de lado. Eu não quero mais olhar. E aquilo que eu não vejo? Aquilo que eu sinto? Então o perdão, ele precisa começar a partir de uma observação da onde que aquilo faz peso pra mim. Então, que nem a Bela falou, aquela forma antiga, automática, ela vai insistir, porque aquilo é um caminho que o seu cérebro criou. E a medicina oriental diz assim, se você tem uma ponte que te tira de lá, te traz até aqui, é uma única ponte, se ela ruir, você cai no abismo, porque você só conhece esse caminho. Então, como é que a gente faz para criar novos caminhos? Qualquer exercício que a gente faça, por exemplo, a ponopono praticada por 21 dias, você reacende caminhos neurais. E, portanto, você dá ao seu cérebro a condição de escolher outro caminho. Não significa que o caminho automático vai morrer não, gente. Ele vai estar aí, ele vai te testar. Mas você tem, você tem a condição agora de parar e escolher. Eu vou por aqui ou eu vou por ali. tem um documentário muito bonitinho, chama O Começo da Vida, está no YouTube. E este documentário, ele fala exatamente de como funciona a função neural nos bebês. E aí, até o primeiro ano, nós temos um milhão de conexões nervosas por segundo. E obviamente, pra quem tem filhos, você percebe que o bebê tira uma coisa daqui, põe ali ou assiste um desenho e fala de novo, de novo, de novo, de novo. O que ele está fazendo? Ele está absorvendo, ele está apreendendo aquele conhecimento. E olha que perfeição que é a criança. Ela usa um brinquedinho de encaixe até determinada idade, depois não é que ela vai esquecer como usar, mas ela entende que não faz mais parte. Ela deixa pra trás e cresce. E isso nós temos que aprender com as crianças. Crescer. Quando eu posso escolher outros caminhos, eu estou escolhendo o melhor. E não estou virando as costas pro meu passado, estou agradecendo. Muito obrigada. O que você me ensinou me trouxe até aqui. Isso é perdão. Isso é neutralização de conteúdo, isso é olhar pra trás, porque, rapidamente, se eu fiquei triste, chateada, nervosa, irritada com o trabalho, porque aconteceu determinada coisa, e eu fico brigando com aquele passado, eu não consigo olhar pra nenhuma possibilidade no meu presente, porque eu não estou no presente. Eu me coloco lá e fico brigando com o passado, e aí reclamo que as coisas não funcionam pra mim. Porque eu estou de costas pro meu presente. Então quando eu entendo que aquilo não faz mais parte e eu agradeço de verdade, genuinamente, com amor, uso o pano-pano 21 dias, você consegue se liberar pra olhar pra frente, pra aquilo que está vindo. Isso é perdão. Isso é aceitação. Isso é um fluir com a própria vida. Eu não consigo parar uma cachoeira. Como eu vou querer parar o meu fluxo? Quando eu paro o meu fluxo, algo acontece ao meu redor pra me lembrar. Você tá parada no tempo? Por favor, o convite é pra frente? Então, de novo, as doenças, os desequilíbrios, os términos, tudo isso vem pra nos empurrar pra onde a gente realmente precisa ir. E quando a gente aceita o convite, a gente realiza a vida. E esse é o nosso presente.
Tais para a Cíntia Medim, a Mayra Dela Cruz, querida, parceira, amiga, minha agente, minha tudo Que mulher maravilhosa, né, Mayra? Cíntia tá dizendo... Ah, perdão, a Mayra tá dizendo, Cíntia... Sim, que mulher maravilhosa Nós somos!
Nós todas somos! Nós somos!
Cíntia, esse é um assunto que não tem fim.
Não tem fim.
Conhecimento é diferente de autoconhecimento e tudo que foi falado aqui ressoou no coração de cada um de alguma forma. E quem quer aprender mais com a Cintia Ela tem um trabalho fantástico no YouTube, com meditações semanais, com grupos de estudo. Eu queria então, Cintia, que você trouxesse aqui, nesses últimos minutos, as formas que nós temos pra te acompanhar quando a live acabar.
Gente, eu tenho esse canal no YouTube, tenho o meu Instagram aqui. Eu sou nova de Instagram, gente. Eu tô aprendendo tecnologia. Mas é esse, é arroba terapeuta, underline cinti, underline bedin. Ali você me encontra. Ali tem as meditações, né? Vai te direcionar pro YouTube nas meditações. Eu sou, hífen, o caminho da essência. Tá vendo? Eu mexo tanto que eu nem sei o nome direito. Eu sou o caminho da essência. Eu tenho um trabalho, um grupo que acontece todas as quintas-feiras, é um trabalho voluntário. Eu posso deixar, ali eu deixo no YouTube todo o material que a gente traz às quintas-feiras, porque as meditações, elas têm o propósito de levar consciência. Então ali a gente fala de consciência, evolução, espiritualidade. E quando eu falo de espiritualidade, é o todo, tá gente? Todos os corpos, tudo alinhadinho. o espírito da coisa. Então espiritualidade é a força motriz que nos leva pra vida. Então, as pessoas podem me encontrar no Instagram, no YouTube, e eu posso indicar, inclusive, Bela, pra você depois colocar no seu canal, que você tem bastante gente que te acompanha, a meditação que está no meu canal do Desapego e a Ho'oponopono, que ali as meditações são escritas por mim. A Ho'oponopono é um método muito antigo que eu só regravei e deixei no canal. Então, fiquem à vontade ali, tem a explicação também de cada meditação, Enfim, fiquem à vontade para curtir, compartilhar e ampliar toda essa luz que todos vocês trazem no ser de vocês.
Cynthia, tem uma frase do livro Carballion, que tem mais de 6 mil anos de conhecimento, que diz que quando o ouvido está pronto, a mensagem chega. Perfeito. que chegaram nesse nosso encontro e entenderam, compreenderam, entenderam, fez sentido essa prosa. Aproveite então esse canal que a Cintia abre com as meditações semanais e também diretamente no direct aqui do Instagram. A Cintia tem terapias incríveis que eu sei que podem transformar a vida de vocês. Então minha querida amiga, nós podemos nos curar através do desapego. Porque às vezes a gente vai buscar a cura nas farmácias, nos remédios ou em Médicos incríveis. Sim, alguns têm trabalhos incríveis, mas outros não. Mas nós podemos, então, nos curar através do desapego.
Com certeza. O remédio vai remediar uma situação. Ele dá uma acalmada na crise e a gente não pode, de jeito nenhum, menosprezar. É uma forma importante. Porém, a gente tem que olhar sempre pra onde isso começou. E isso sempre começa com os chamados da nossa alma. Então a gente não perde absolutamente nada em nos conhecer. O caminho do conhecimento, do autoconhecimento, vai nos levar a uma vida mais plena. E a gente vai perceber que a gente precisa de muito pouco pra ser feliz.
Exato. Você sabe que tem até o movimento do minimalismo, que não vai dar tempo de falar aqui, né? Ou seja, que também tem muito desapego nessa história. Fica pra próxima entrevista, então. Fica para a próxima live Muito gostoso, quero mais Minha querida amiga, então muito obrigada pelo seu tempo e confiança Você já deixou todos os comentários E agora cada um vai no seu tempo se aprofundando e se conhecendo melhor Muito obrigada, Cíntia Gratidão, Bela.
Gratidão a todos, gente Fiquem com Deus.
Beijo, tchau, tchau Muito obrigada pelo seu tempo e confiança. Se fez sentido pra vocês o que nós falamos, compartilhe com alguém que você quer bem. As palavras são sementes e elas podem florescer no coração de mais pessoas também. Bom fim de semana e até breve.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








