O bom humor pode aumentar a produtividade? Live com a fundora da humorlab Maryana Rodrigues

Maryana Rodrigues, founder of HumorLab, talks with Isabela Camargo about how humor affects productivity and emotional intelligence. They discuss stress, burnout, and why laughter matters at work.
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Oi! Bom dia! Como vocês estão? Muito obrigada por todos vocês que já entraram. Alice, Pereira, Fábio, R.V.S. Faria, Paula, Carol, Manu. Enfim, todos vocês que já acordaram e já estão vivendo este feriado do Dia do Trabalhador. Sejam todos muito bem-vindos. Começo a sessão de entrevistas desta semana do Futuro do Trabalho que estou fazendo desde segunda-feira com uma pessoa que eu sei que nós já fomos separadas na maternidade. Tem uma história incrível, superou o mesmo problema que eu tive, e hoje leva o bom humor para as empresas, para os negócios e assim desenvolve uma produtividade que, na minha opinião, tem tudo a ver com o cenário do futuro do trabalho. A gente vai conversar com a Mariana Rodrigues, fundadora da HumorLab, que leva a gestão do humor para empresas e negócios. Eu acho que a Mari já entrou. Carol Rolo, hoje é meu aniversário. Parabéns, Carol. 1º de maio é um aniversário sempre comemorando no feriado. Will, lá do Zen Club, muito bom dia. Obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Todos que estão nos prestigiando. Mari, se você já estiver por aí, assim que você enviar a solicitação, eu já aceito. Mariana com Y, aqui. Mari já fica aqui. Vamos lá. Eu tenho certeza que esse papo vai ser muito bacana e que você saia ao final dessa live melhor do que começou.
Oi!
É!
Bom dia, Isa! Tudo jóia com você.
Você tá dentro do carro?
Cara, vou já começar falando que minha esposa teve, assim, a brilhante ideia de Topping City. No mês, esse negócio todo.
E aí?
E aí ela tá no hospital, e eu vim hoje pra ela fazer a ultra, ela já operou, tá tudo bem. E a gente combinando das coisas, né, que eu ia, vamos fazer, não vamos fazer? Eu falei, vamos. E ela falou pra mim, Má, é o momento da gente continuar vibrando amor, vibrando felicidade. A gente tem que vibrar isso, porque só amor cura, Isa. Então eu estou dentro do carro, porque eu tava na visita.
Você quer deixar pra mais tarde?
Não, a gente tá ótima, a gente tá ótima. Tá tudo sob controle, ela está bem. É porque foi o momento, era o mesmo horário, a gente combinou e ela já tá aqui desde a semana passada, Isa. Tá tudo sob controle, assim, é porque o apêndice dela era igual ao grau 4, então foi um grau de infecção alto. Então ela tá tomando antibiótico, mas estamos bem. Por isso que eu estou aqui. Eu não cancelei nada, porque a gente combinou. No dia que ela operou, eu não fiz nenhuma palestra, meu. Fiquei na minha, a gente se cuidou e tudo mais. Mas depois, juntos, a gente foi... Não, vamos continuar. Eu continuei fazendo as palestras, continuei com o meu trabalho vivo, porque eu vivo disso, Isa. Se eu fico parada, eu vou ficar doente. Então eu preciso continuar na ativa. Tá tudo certo, fica tranquilo. O pessoal que tá assistindo, tá tudo bem também. São os ótimos.
Seu exemplo, ele é perfeito pra gente já começar a falar sobre humor, né? O trabalho que você tem desenvolvido. E tem que lidar muito com o imprevisto, né? Com o improviso.
O tempo todo.
Não é?
Sim, sim. E a gente... O que eu trago, Iza, que é... Eu já comecei com uma notícia dessa, né? Você fala, boa, Mari!
Isso aí!
Começando a live assim.
Imprevistos e improvisos sempre.
Sim, mas o que eu trago e que o meu trabalho fala do humor, Isa, que é a sensação de bem-estar. A gente tem que se sentir bem. Então se eu continuar aqui fazendo, tô me sentindo bem, esse é o caminho. A gente tem que estar consciente pra ver o que tá fazendo bem pra gente. Porque o dia que parar de fazer bem, aí cê para. Falar, opa, esteja consciente. Então, isso é algo que me nutre. Então, pra mim, é uma satisfação estar aqui.
Mari, obrigada por ter aceitado o meu convite. Essa live está sendo transmitida às dez e meia da manhã, no dia do Trabalhador, feriado internacional. Mas ela depois vai ficar infinitamente no YouTube. Então, por mais que esse horário não esteja adequado para outras pessoas que estão aproveitando para dormir mais ou ainda estão trabalhando, depois fica lá no meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Mari, antes da gente entrar sobre o assunto do bom humor nas empresas, eu queria que você explicasse qual foi a sua jornada, que eu sei que tem um pouco a ver com o que.
Eu vivi, que foi parar no bom humor.
O que você viveu de ruim pra parar no bom?
Olha, eu gostei disso. O que você viveu de ruim pra parar no bom? Porque é a dor que acende a gente, não tem jeito. Eu fui uma criança muito tímida, Isa. Eu era muda. Sabe aquela samambaia que a mãe colocava pra assistir desenho de manhã e só lembrava na novela? Ai, meu Deus, o chamarieno na sala! Esqueci! Meu Deus! Eu era muito, muito quieta. Então eu passei por um processo de bullying muito forte na escola. Eu era uma criança que... Eu brinco que as crianças não gostavam do meu silêncio. Então, eu sofria muito com isso, por incomodar com o meu silêncio. E eu tenho essa voz, Isa, desde quando eu tenho 5 anos. Então, você imagina uma criança com essa voz grossa?
Nossa! Total!
Tô aqui, né? Tô aqui. Eu não sei se o pessoal que tá assistindo, você conhece daquela brincadeira do Gato Mia?
Você lembra?
Então, imagina no escuro, as crianças brincando de Gato Mia.
Mário, parei de te ouvir. Parei de te ouvir. Eu vou começar de novo. Gente, já começamos já lidando com os entrevistos, os improvisos, já já a mar e volta. O assunto, ele é realmente autoastral e a gente tá vivendo já aqui na pele situações que nós ainda vamos falar como nós podemos viver nos nossos ambientes de trabalho.
Pronto! Iza, cheguei causando essa live da manhã, gente. Adoro! A vida real. Ai, ai. Mas vamos lá. Então, eu sofri um processo de bullying muito forte. E aí, no meu segundo ano do colegial, foi quando eu conheci o burnout, assim. É excesso de cortisol na corrente sanguínea e eu só tinha 16 anos. Eu tava numa aula, meu corpo inteiro começou a formigar. E eu, consciente, mas eu não sentia meu corpo. E aí, quando eu voltei, o médico falou, tá tudo bem? Você brigou com alguém? Eu falei, não, tá tudo certo. E aí foi quando acendeu a primeira lâmpada, por quê? Eu era uma aluna excelente, tirava excelentes notas Então eu não era um problema nem em casa e nem pra minha mãe, nem pra casa e nem pra escola Então foi passando isso, e estresse, estresse, estresse, a gente vai somando cortisol, a gente não tá consciente Porque hoje as crianças, elas têm aulas e aulas de inteligência emocional, na nossa geração a gente nem sabe o que era Então eu dei essa desligada, o corpo fez, ô, deixa eu dar um control out dela aqui, porque senão vai pifar de vez. Então a minha primeira chave, Isa, pra essa dor foi aos 16 anos. Então eu falei, mãe, eu não quero mais ser essa criança, eu não quero mais ser assim. Minha mãe mudou de colégio e eu comecei a me despertar. Então eu sinto que foi o primeiro ciclo. Fui trabalhar com recriação, trabalhei na Disney durante oito anos, trabalhei com aquelas tias de hotel, sabe? De adolescente.
Trabalhei com isso.
Aqueles que, tipo, meu Deus, vem a pessoa gritando logo cedo. Que que é isso? E aí foi onde eu conheci o humor. Só que, cara, eu trabalhava com algo que incomodava as pessoas, né? Porque eu não tinha um crachá, isso. Como assim, Mari? Você não trabalha? Você só é feliz. Só é feliz, só. Não trabalha. E aí eu me rendi. Aí eu falei, tá, vou atrás de um crachá. Fui pro mercado de trabalho, comecei a trabalhar no escritório, das 8h às 6h Só que eu tenho essa alma livre E aí, em 2017, eu tive o segundo problema, que foi a depressão Foi uma semana aquela tristeza que não passava, e duas não passava E eu não sabia o que era, eu falei, cara, eu sou muito legal, depressão não é isso pra mim, não E aí o médico falou, Márcio, você tem que começar a tomar algum remédio Não tomo remédio nem pra dor de cabeça. Vou tomar remédio? E aí fui estudar, Isa. Fui fazer o curso de felicidade do Dalai Lama. Fui lá pro Vale do Silício fazer o curso de inteligência emocional do Google. E aí que eu falei, cara, eu preciso falar disso pras pessoas. Eu preciso falar de inteligência emocional. Eu preciso falar de autoconhecimento. Só que como eu vou fazer isso? Do jeito Mari.
Estou rindo!
E aí foi quando eu conectei essas duas pontas de levar a inteligência emocional de uma maneira mais leve, de uma maneira que seja menos burocrática, digamos assim, sabe? Então foi aí que costurou tudo, assim.
Aí você decidiu fazer o humor lábio.
Sim, a Morebi, ela nasceu porque... Quando eu tava com depressão, Isa, que eu comecei a falar, gente, eu não tô legal. Eu senti que a galera meio que saiu do armário, sabe? Ô, Mario, eu também. Ô, eu também. Ô, também não tô legal. Pessoal tomando Rivotril igual toma de pirô, né?
Total.
E aí eu falei, gente, tava todo mundo trabalhando. Poucas pessoas param de trabalhar, Isa. Então a gente não tem consciência de quem tá doente e quem não tá. E eu falei, é muito fácil chegar num grupo de yoga e falar de felicidades, gente. Eu tinha que ir pra dentro das empresas, que é onde a galera tá doente e nem sabe que tá doente, Isa. Porque não tem essa informação. Então a Mulher Bela nasceu pra eu levar a inteligência emocional com humor de uma maneira que a pessoa fale, ó, ninguém vai chegar aqui, de uma maneira muito disruptiva. Porque eu sinto que tem uma resistência da galera dentro das empresas com esse lado mais guruzão, sabe? Então eu achei uma maneira da gente falar disso, focando em resultado, focando mais no dia a dia e rindo, né, Isa? Porque a gente tem que ser de verdade. A gente tem que ser na segunda-feira quem a gente tem que ser no domingo.
Tem que ser na segunda-feira o que tem que ser no domingo. A frase que se eu tivesse na TV seria Breaking News O Mari, que bom saber que você viveu uma realidade diferente quando você começou a falar sobre a sua depressão Porque quando eu tive a síndrome de burnout, a reação foi totalmente diferente A reação era de ver pessoas extremamente doentes dizendo, mas você tá louca? Mas o que é isso?
O que é isso, Isabela? Toma um chá que passa.
Não, toma um chá que passa é perfeito. Ainda mais porque a gente usa maquiagem, então parece que você tá sempre bem, né? Mas no fundo, a gente busca muito atalho, né? A gente busca muito na farmácia aquilo que tá dentro de nós e entendo que isso é um processo muito... Vai.
No sintoma, né, Isa? Não vai na causa.
E tem que ser muito construtivo, a gente é uma obra em transformação Então tem dia, beleza, que você tá melhor, tem dia que você não tá E conversar com tudo isso e buscar a solução Fantástico saber que você então encontrou pessoas que também se abriram pra você E aí me conta como foi e como é o seu trabalho dentro das empresas. Como você age dentro desses ambientes que... Alguns ainda são muito conservadores, né?
Sim, sim.
Como é que faz? Como é que você rompe essa barreira?
Eu gosto dos conservadores, Thaísa. Porque falar com a galera que já tá desperta ou não. O pessoal já tá comigo. Eu gosto de cutucar quem não quer ser cutucado, entendeu? Eu gosto de ir lá e falar assim, né? Tá suavão aí, eu vou te contar um segredo. Isa, eu gosto muito de, primeiro, Brene Brown falando das vulnerabilidades. Então, primeiro eu me descasco. Falo, galera, cara, eu não tô bem. Que nem isso que eu trouxe da Karol no hospital, a gente ficou muito, falo, não falo, vou falar. Porque, cara, eu tô num processo espalhando bom humor, espalhando felicidade, mas eu também tô num processo de cura. Eu também estou me colocando. Então, primeiro passo, principalmente dentro dos mais conservadores, Isa, eu gosto de combinar. a minha vulnerabilidade com ciência. Porque aí eu provo pra aquele cidadão que eu não tô ali de lorota, entendeu? Que o corpo dele tem hormônios que vão dar prazer e desprazer. Então, eu sempre combino isso, Isa. Nos treinamentos, eu gosto, quando o pessoal é muito conservador, eu brinco, eu faço três entradas. Eu falo, gente, eu preciso entender como que vocês agem aqui. Eu vou fazer três entradas de palestrante e aí vocês votam como é que tem a cara de vocês. Aí o primeiro, eu começo gritando assim. Bom dia, bom dia, bom dia! Eu quero vir mais alto! E aí, galera? Eles ficam assim. Aham. O que que vai acontecer aqui, gente? Pelo amor de Deus, tira essa mulher daqui. E aí eles já ficam assustados. Aí o segundo, eu entro devagarzinho assim. Bom dia, bom dia, gente. Que momento quântico tá aqui com vocês? Eu queria agradecer, agradecer a energia. Olha que luz branca me cobrindo. Agora, vamos lá. Olha no olho do colega, se conecta com ele. Não, não, não, gente. Não precisa olhar no olho do colega. Pera, pera, pera. Aí eu faço a terceira entrada. Eu falo, gente, a terceira sou eu. Vocês vão ter que me aguentar mesmo. É desse jeito aqui. Então eu já entro, Isa, quebrando já. Do tipo, gente, aqui não importa o crachá, não importa o seu estado. Eu não quero saber. Eu quero que a gente se divirta. Eu criei uma palavra pro business, Isa, que é humorologia.
Legal.
Eu sou humorologista. Porque eu não sou a piada. Eu não vou pra contar piada. Eu sou péssima de piada, Thaís. Assim, ó, terrível. Mas eu sou focada em elevar a sensação de bem-estar das pessoas. Então, eu já chego falando assim, eu não tô pedindo pra você tá aqui. Tanto que eu falo, galera, se alguém quiser dormir, ficar no celular, quiser deitar, quiser vir aqui fazer a palestra abraçado comigo, isso aqui é livre, é livre. Mas eu quero que você se sinca bem. E isso a gente faz em construção. Então eu já entro, Isa, de cara, já quebrando todos os rótulos. Tipo, eu não tô nem aí pra quem você é. Eu tô aqui pra me divertir. E eu falo pros meus clientes. Se eu chego e eu não me divirto, eu vou embora. com esse negócio de é a audiência que avalia o palestrante. O palestrante também avalia a audiência.
É, perfeito.
Então eu já deixo tudo de cara, assim. Mas sempre caso isso, ser de verdade e ciência. Falando de hormônio, de fisiologia, do que acontece. Porque as pessoas começam a falar que aquilo não tá distante. Então eu aproximo mais, sabe? É uma fórmula que tem sido aplicada, Isa. Tá funcionando, tá funcionando.
Você que é horologista me traz já a noção de uma atualização de identidade e de sociedade. E a gente tá vivendo agora uma antecipação tremenda de coisas que as pessoas, as empresas estavam pensando. E as pessoas, eu me coloco nas pessoas.
Meu, eu também. Nem sei se vai falar, eu também me incluo.
Daqui uns dois anos eu penso como é que eu vou fazer digitalmente uma palestra. Pronto, agora, né?
Não tem mais tempo, acabou.
É mão na consciência e mão na massa agora. Não vai dar pra esperar o novo normal chegar e pensar agora eu vou pensar. Não, pensar agora. Então o Morologista pra mim é uma atualização tremenda e a gente vem de um modelo muito tradicional. em que a burocracia imperava, aqueles chefes cisudos, muito opressor, muito cobrador. E essa semana, Mari, eu conversei com várias futuristas e líderes e tal e foi unânime. O líder do futuro vai precisar conversar, cocriar e tudo mais. Para algumas pessoas isso parece meio ilusão, mas para aquelas que já são bem sucedidas, é a repente.
Não dá mais para eu fugir disso.
Não dá, não dá. Aí te pergunto, você conseguiu já ter resultados da sua entrada nessas empresas para a gente relacionar bom humor com produtividade?
Olha, Isa, eu vou contar um pouquinho antes da quarentena, porque eu capacito líderes. O ano passado, eu falei pra 25 mil pessoas e capacitei mais ou menos uns mil líderes. O que que eu falo, assim? A maioria deles é suzudo, porque a gente foi criado do que você tem que colocar o pau na mesa. Porque a gente tem uma cultura aqui, principalmente os latinos, de que ser bom é fraco. Você mostrar bom humor é fraqueza. Eu escuto muito isso, gente. As minhas reuniões de briefing nos clientes parecem uma banca de TCC. Mari, você tem que tomar cuidado. O pessoal aqui é sério. Eu não sei. O pessoal tem medo de mim, sabe? E de 25 mil pessoas, Iza, 25 mil aprovaram, sabe? Foi de verdade. Eu não tive nenhuma empresa que falou, Mari, não funcionou aqui essa leveza. Porque eu vejo que todo mundo quer isso. Eu brinco, eu desconheço os benefícios, Iza, da gente ser mal humorado.
Isso.
Ninguém quer falar assim, ah, hoje eu vou fazer uma reunião aqui em casa, vou chamar só quem é mal-humorado. Quero só aquele esturrão, esparrudo, quero só aquele... Ninguém quer isso. Por que você é essa pessoa? Então eu insisto muito no líder, porque eu gosto de falar assim, gente, eu não tô aqui formando piadistas de plantão. Eu quero que você seja um pouco mais humano. Porque eu falo, gente, se você é um cara que trabalha lá numa gruta e não tem nenhuma relação com ninguém, meu, vai ser com quem você quiser. Eu não tô nem aí. A partir do momento que você se relaciona com uma pessoa, você precisa ter consciência. Você precisa, no mínimo, de gentileza. Você precisa, no mínimo, de comunicação não violenta. Você precisa entender que aquela pessoa tem outro repertório. Você precisa entender que aquela pessoa teve outros valores. Porque, Isa, uma coisa é, o julgamento, ele vem. O problema é quando a gente coloca a moral. Nossa, Isabela, de blusa vermelha. Tá errado, tu não pode fazer live de blusa vermelha aqui, não. Isso tá errado. Então eu construo isso nos líderes. Que eu não quero que eles fiquem longe da essência deles. Poxa, Mário, eu sou mais sério, eu sou mais sisudo.
Tá tudo bem.
Você respeita, você ouve. É a sensação de bem-estar que é o meu foco, Iza. Então eu tive líderes que foram muito mais resistentes e que eu deixo. Eu dou a ferramenta. e deixo. O que acontece é, o meio começa a responder. Eu já tive muitos, muitos feedbacks de gente, dos líderes, falando, Mari, você terminou meu líder. Meu, ele fez meu feedback e ele é outra pessoa. Então assim, a gente precisa, e o que eu faço, é levar ferramentas não pra muda essência. Eu não quero que você mudiza. Mas as pessoas, elas precisam ser mais gentis, primeiro com elas. Porque, gente, por trás de todo ato violento, existe uma necessidade não atendida. Martian Rosenberg, o pai da comunicação não violenta. Então eu falo, gente, se você tá sendo um babaca, se você tá sendo um escroto, o que não tá sendo atendido? E eu falo isso pras pessoas que têm líderes opressores Eu falo, percebe qual é a necessidade desse cara Ele quer aparecer, ele quer carinho, ele quer que você vire pra ele e fale assim Puts, eu nunca vi uma planilha como essa Tá tudo bem. A gente precisa ser mais flexível nisso, Isa, pra gente construir o todo. Então, nesse período que eu trouxe antes da quarentena, foi levando essas ferramentas, primeiro da galera se conectar, não perder sense e ser mais leve. E aí, na quarentena, eu já tenho feito, eu criei a Semana do Otimismo dentro das empresas. E algumas das empresas conservadoras. Eu falei, gente, eu vou ser de verdade. Eu vou ser a Mari do domingo e eu vou me conectar. O feedback que eu tive é tipo, Mari, a gente precisa ser assim. Porque hoje, Iza, não tem mais o disfarçar. A gente tá de tela pra tela. As máscaras estão caindo. Não dá pra você segurar uma tela, uma máscara na tela o tempo todo. Então, até tô falando nas empresas que talvez não exista mais a capacitação da liderança. A gente tem que se capacitar como humanidade, assim. A gente tem que se capacitar como todo. Se eu tô falando de comunicação não violenta pro líder, o liderado também precisa ouvir. Então, eu sinto que a gente tá agora com a quarentena, eu tô criando uma unidade. Eu tô falando, não, coloca todo mundo na live. Eu não quero só o líder. Bota a empresa inteira, eu não quero saber. A gente precisa ouvir. O Murilo Gan fala, não existe jogar fora, né? Agora a gente é todo mundo. Então acho que tá quebrando um pouquinho mais isso, Isa. Me empolguei aqui, me empolguei.
Não, mas eu tô aqui e todo mundo tá aqui pra te ouvir, né? Pra te ouvir. E Mari, é curioso quando eu fui... Vou usar uma palavra bem chique, tá? Quando eu fui curar, quando eu fui selecionar as pessoas pra ser filmada... Não, tô de olho em você. Ah, porque essa curadoria que você fez... Nossa! Muradora!
E o que que é isso?
Na verdade, eu fui juntando as pessoas que eu já conhecia e seguindo muito a noção. Porque quando você liga o radar pra uma curta, elas vão aparecendo, né?
Natural.
A partir de uma outra conversa sobre um projeto pra manicures, por exemplo. E aí, nós tivemos a Adriana Veronese, que nos conectou. Então acredito que isso acontece muito em todas as nossas relações. Essa intuição, quando você se propõe a fazer algo, como é que você vê o resultado disso no dia-a-dia? Porque quando você fala em inteligência emocional, nós fomos tolhidos por muitas décadas também.
E não mostram... Engole o choro! Engole o choro!
E aí, acho que quando você assume a sua vulnerabilidade, ou seja, eu sou assim, né? Qual é a consequência disso? Como é que eu posso envolver a minha personalidade sem ser mal vista?
Tolido. É um ato de coragem, Isa. Assim, coragem é agir com o coração, né. Então, pra mim, trabalhar com humor sempre foi algo bem peculiar. Porque sempre... O humor, ele sempre foi o patinho feio, Thaís. Isso é real, assim. Depois da quarentena, isso mudou. Depois da quarentena é chique. Não, a gente quer... Mudou completamente a vaidade disso. Eu, Mari, sempre acreditei. Trabalhei com recriação muito tempo. Tanto que os meus amigos da recriação... Gente, é a galera mais pra cima. A gente olha tudo com bons olhos. Só que nunca foi valorizado. Então, antes, tinha muito essa valorização do sério. Porque o sério é o que ganha dinheiro, Isa. Mari, você... Tem uma música do Reverb, né? A Maldição de Ser Feliz, né? Que ele fala... Assuma o seu nariz! E eu, Mari, quando eu resolvi assumir o meu nariz, era bem antes da quarentena, aos dois, quando eu tive a depressão. Porque eu queria agir com o coração, Isa. De ter isso, de agradar todo mundo. Eu criei a Coragem de Desagradar, que tem esse livro maravilhoso. E falar não, sabe? A gente tem que ter coragem de desagradar, Isa, pra agradar a si mesmo. E acabou. Porque quando a gente tá agradando todo mundo, a nossa mochila tá pesada pra caramba, cara. E aí eu fiquei, por que que eu tô carregando isso, assim? É burrice. É falar não. Eu falo assim, ô, eu não tô ofendendo o seu aniversário. Por quê? Porque não, eu não quero. Tô de boa. Não vai me fazer bem? Então eu comecei a assumir o que era bom pra mim. Eu tenho uma frase que eu falo nos meus treinamentos que eu prefiro dormir trouxa do que dormir corna. Eu falo assim, eu não quero ficar indo atrás, tá me traindo ou não. Eu quero dormir em paz. E eu decidiza procurar a minha paz. Então, assim, se você julga que o humor é ruim, cara, a minha vibração não vai me conectar com você.
E eu não tô nem aí.
Eu quero me conectar se eu tivesse falando com um. É com esse um que eu vou me alimentar. É com esse um que eu vou vibrar. E quando eu conversei com a Carol aqui no hospital, ela falou Ela falou pra mim, não cancela suas palestras, porque a gente tem que continuar vibrando o amor. Então, Isa, eu decidi vibrar o humor. Eu falo que o meu propósito é espalhar o bom humor. E o humor é elevar a sensação de bem-estar. Você quer se sentir bem em relação ao que eu tô oferecendo? Cara, a gente vai ser muito feliz. A gente vai se divertir muito. Se você me negou, não é pra você, não força a roupa. Essa roupa não é sua. E tá tudo bem. E aí, eu parei, eu liberei, Iza. Liberei a expectativa do outro, sabe? Do tipo, ai, a Iza não gostou da nossa live. Eu não pego mais isso pra mim. A minha mochila tá leve com as minhas expectativas. Porque a gente não pode ter expectativa nem do outro, e nem do futuro, e nem do tempo, e nem do governo, e nem de nada! A gente tem que ter as nossas expectativas. E aí, eu consegui o cumprir. Então o humor, pra mim, ele foi rechado durante a vida inteira. Do tipo, meu, isso aí não dá dinheiro. Mel, gente feliz tá escondendo alguma coisa. Tem isso também. Não, a Mari? Certeza que tem um monte de problema e não conta. Ninguém é feliz assim não, gente. Ninguém é feliz assim não. Não pode ser feliz não. Então eu tô quebrando isso, Isa.
Eu vejo que, ouvindo você, me vem muito a palavra crença Ou seja, você é uma quebradora de crença total Outro dia eu usei uma palavra que até foi muito mal interpretada Eu rompi um sistema em que todo mundo diz amém e se esforça e se força a fazer parte daquele modelo Por isso que pessoas como nós, vou dizer assim, foram chamadas de subversivas no passado, que nada mais é do que você não aceitar o que tá todo mundo aceitando. Então como é que você quebra essas crenças de que o bom humor é um problema, de que o normal é você estar ali sério e sem aberturas? Porque é humildade. Você se abria pro Mildi. Sim.
Eu gostei muito disso. Quebradora de crenças, assim. E a parte mais louca disso é que a gente é uma quebradora de crenças pras pessoas ficarem bem. E mesmo assim ainda tem gente que fala, isso aí não presta, não. E assim, eu, Isa, acredito e levo a minha gasolina, sabe? É o sorriso, assim. É eu me conectar com alguém e a pessoa depois virar pra mim e falar, nossa, Mari, queria ficar com você aqui o dia inteiro. E eu queria te colocar num pote. Falei, gente, eu não caibo num pote. Tu tem que pegar um tapão muito grande pra entrar. Eu acho que a crença que eu quebro, Isa, é essa a sensação. Eu falo, cara, me dá oportunidade de troca. Se você se sentir bem, espalha isso. Então, enquanto eu continuar conectando com uma pessoa, Isa, eu vou continuar dando dois pés no peito. E eu dou dois pés no peito de quem acredita que ser sério vale. Porque eu, Mari, dentro da Morlebi, acredito que dá pra falar sério sem ser sério. Você não precisa chegar, olá Iza, bom dia, como vai? Eu sou aqui hoje pra falar sobre o tema de bom humor. Não, a gente pode ser de verdade. E eu quebro isso, eu faço com os meus amigos, eu faço com as pessoas na rua, de tipo, seja você, tira o crachá, seja você. Aqui no hospital a gente tá numa brincadeira, que ontem a enfermeira falou, Carolina, vamos pra tomografia. Falei, pode levar pra tomografia, sabe o que vai acontecer? Você vai colocar o negócio na tomografia, a barriga dela vai falar, A enfermeira começou a dar risada. Isso, pra mim, é o valor. Então eu vou continuar quebrando nas minhas pequenas relações, Iza. Porque tem gente que quer quebrar a crença. Tipo, ai, quando eu encerro... Não! A gente quebra a crença, Isa, nas pequenas relações. A gente quebra a crença na hora que a gente acorda e fala, eu vou fazer o meu mundo em volta de mim melhor. Isso vai reverberar. Então a gente continua sendo essa rebelde, sabe? Continua, Isa, porque é pro bem. E assim, pro bem primeiro teu, primeiro meu. que primeiro tem que fazer bem pra gente, e depois pro outro. E a gente tem que quebrar, porque durante muito tempo isso foi uma verdade, Isa. Ainda tem uma verdade muito forte de que o sério é que é importante, de que humor... Muita gente falou, você vai falar de humor na quarentena? Negócio sério, mundo caindo! E não é o humor da piada, é de se sentir bem. A gente pode ter a lente positiva pra tudo, tudo. Então, vamos continuar isso aí, Isa, que eu tô forte na rebeldia.
É, o lado bom do lado ruim. Omari, quem tá aqui é o Geraldo Rufino.
Caraca! Caraca, bicho! Não vou dormir hoje! Não vou nem dormir hoje!
Geraldo é uma das pessoas mais inspiradoras que eu conheço.
Fizemos um áudio essa semana.
E ele tem essa pegada que você...
Maravilhoso, sim. Me inspiro muito nele, assim. Em casa a gente... A Carol às vezes me manda a frase dele, ó lá! Ele postou uma foto na timeline com a esposa e a Carol, olha lá, ele com a esposa! Eu falei, aí ó, tá vendo? Vou postar foto com você não.
Você falou, bem quando nós começamos, sobre o amor, só a força do amor. E ele falou isso sobre essa semana. Mas, repito, é a história da crença. E ou a gente olha para o novo ou a gente fica se lamentando pelo que não existe mais, como se aquilo que existisse fosse bom.
É porque a gente gasta menos energias.
É mais fácil É, eu tô amando o nosso papo, quero saber se posso continuar Posso? Você me fala o seu time, tá? Ô Mari, quando eu trabalhava na TV, tinha uma frase que eu dizia toda madrugada quando começava o jornal, que a gente tem a bom humor e jogo cintura para os imprevistos que podem acontecer. Isso eu vejo nos eventos, via na TV, que quando acontece alguma coisa fora do programado, vira aquele... E a vida não é assim, a vida é uma sucessão de imprevistos e improvisos. Eu vi na sua publicação de uma palestra que você deu e você escrevia assim, ao som de uma furadeira.
Caraca, meu! Foi ontem.
Ou você vai se estressar com o vizinho que está vivendo a vida dele, ou você vai assumir... Tem uma furadeira aqui, tá? É igual quando eu tô aqui na live e aparece um dos meus gatos aqui atrás. E aí eu falo assim, gente...
Isso é uma delícia, cara!
Lidar com o imprevisto. Reconhecendo que ele existe, pode facilitar a nossa leveza.
Eu faço teatro de improviso. Fiz já com o Marco Gonçalves. Hoje faço com o Fábio Lins. Vamos começar agora a semana que vem com a Cíntia Portela online. E o que que tem do improviso? É a arte da vida, né? Porque, gente, a vida programada...
Não existe.
Estressa. Porque você vai querer controlar tudo. A gente não tem controle de... de merda nenhuma, Isa. Não tem controle. Então o primeiro é a gente aceitar que a gente não controla nada. Eu fiz um post essa semana falando da impermanência, assim. Tipo, a Karol ficar doente no meio da pandemia. Eu falei, puta merda, a gente não tem controle de nada. Eu não posso escolher. Eu posso escolher ficar bem. Então, assim, a gente não tem controle. E pra gente ter mais jogo de cintura, que é aquilo, né, Isa? O adulto, ele tem muito problema com improviso. Por quê? Porque ele quer ter controle e porque a gente não tem repertório.
Ele foi tolido a vida inteira, né?
Porque, assim, pensa. Eu até brinquei isso. Da furadeira ontem, eu tava começando a palestra e começou... Eu falei, galera, olha quem quer participar aqui, ó. Meu vizinho. Falei, gente, vocês estão me vendo bem? Eles estão. Falei, então, peraí. Deixa ele furar, eu vou dar uma dançada aqui. Ele furou, eu dancei. Aí, eu falei, beleza. Gente, achei que ele ia fazer um quadrinho só, mas deve estar furando o quê? Um armário inteiro. Então, a gente vai ter que continuar a palestra aqui. E aí, eu brinquei e segui, assim. A gente não pode fingir que não existe. Usa seu favor! Usa seu favor! Cara, você tá numa... Eu tava no treinamento com uma galera bem escrota, bem zoada. Isso aqui é passar vergonha aqui. Eu tava no treinamento depois do almoço, e aí eu falando, né, lá no iFood, eu falando, de repente, me veio aqueles arrotinhos aqui, ó. Eu fiz... Galera, aqueles arrotinhos que não dá pra segurar. A galera chorou, a galera chorou de rir. E é aquilo, cara, não dá... Todo mundo viu que eu fiz um... A gente tem que usar a favor. E como que a gente traz essas caixinhas pra usar a favor? Com repertório. E adulto não tem repertório, Isa. A gente escuta as mesmas coisas, lê as mesmas coisas, visita os mesmos lugares. A gente precisa ampliar nossos repertórios. Criança, onde ela chega, ela chega aqui, ó. Posso usar? Abre porta de armário. Ela explora. Adulto não explora. Então a gente tem um caminho Muito reto. A gente não tem o controle. Então, se a gente não tem repertório, quando a gente perde o controle, a gente não tem de onde tirar. Então, o que eu falo aqui é, gente, exerçam essa criatividade, essa liberdade mental. Falem com pessoas que você jamais falou, ouçam uma música que você jamais ouviria, sabe? Ah, eu não ouço funk. Eu ouvi uma vez. Dá pro seu cérebro uma caixa de ferramenta, pra que no momento do imprevisto ele fale, opa, essa ferramenta que eu não uso mais hoje, eu tenha essa possibilidade. Então, se a gente não ampliar repertório, a gente não consegue ter esse jogo de cintura mais... Eu tenho falado muito na quarentena, que, meu, explore a imaginação. Porque agora é o momento de se reinventar. Agora é o momento da gente ir atrás. Então, a gente precisa de repertório novo pra ter esse jogo de cintura, Isa.
— Ô Mário, eu concordo plenamente. Antes de eu passar aqui para a pergunta da Carla Aliás, eu sempre fico na dúvida se eu vou deixar as perguntas e aí as pessoas não vão conseguir te ver Então já já eu tiro os comentários, mas eles estão extremamente de alto nível Vou já já fazer a pergunta da Carla. Eu quero antes só comentar contigo o seguinte Quando você falar de repertório, e aí veja só, como eu estava dizendo, até me perdi Quando eu fui separar as pessoas para esta semana do futuro do trabalho Algumas me disseram assim, nossa, mas você vai colocar humor? Você vai colocar educação financeira? Outro dia eu consegui agenda com o governador? Mas assim, são todos seres humanos. Governador do Paraná, eu tô aqui no Paraná, paranaense. Então, opa, vamos falar.
Disso. Que legal, que.
Legal. Mas somos todos seres humanos, a diferença é que cada um está seguindo um caminho E esse caminho, quanto mais a gente se abre, melhor, então nós vamos ficar E aí provavelmente algumas pessoas falaram assim, nossa, mas o que humor tem a ver no trabalho? Tem tudo a ver Só complementando aqui uma coisa que você falou, é igual a história do restaurante, se eu vou no mesmo restaurante Ou vou em vários restaurantes só como parmegiana, que eu adoro. Eu tô me privando de experimentar outras coisas. E aí às vezes você experimenta e fala, nossa, que delícia isso. É a mesma coisa, né? Restaurante. A vida é um restaurante que você vai.
Escolher. E às vezes você vai pegar o prato, que eu sou essa pessoa, que eu sempre gosto de experimentar. Eu sou igual criança. E às vezes eu peço o prato e eu fico assim, ó. Errei! E que delícia errar! A gente só inova, a gente só acerta quando a gente erra. Não dá pra gente acertar muito, a gente erra pouco, cara. Então vem, assim, vamos abrir esses horizontes. Eu sou a favor de explorar.
Sempre. Todo mundo aqui já viu um relacionamento. É quando você tá num restaurante e fica assim, um tentando escolher o melhor prato todo. Aí quando vem o seu ruim, você fala.
Toma. Então assim, ó, esse prato aí. Vai comer.
Aí? O Mari. A Carla Maia Personal pergunta assim, você aconselha... Alô?
Câmbio? Oi.
Voltei.
Pronto. Voltei, voltei.
Voltei. A Carla Maia pergunta assim, você aconselha um curso de teatro para as pessoas sérias aprenderem a começar a relaxar, para se soltar.
Né? Indico, indico tudo, gente. Não existe mudar a sua personalidade. Ah, você não vai virar, tipo, agora sou engraçadona. Mas é você se conhecer. Então, toda fonte de autoconhecimento, pra mim, é super válido. Quando eu fiz o curso de improviso com o Márcio Ballas, tinha gente que trabalha em banco.
Dentista. Você fez?
Fiz! Incrível, incrível! Então, não é pra você virar um ator ou uma atriz, mas é pra você estar mais solto. Porque, gente, o estar mais solto é você se sentir bem. Se você virar pra mim e falar assim, Mário, eu sou séria. Mas não te incomoda? Você não machuca ninguém? Não precisa mudar nada, não. A gente não tem que ter esse negócio de, tipo, ai, não, eu preciso ser mais engraçado. Não precisa nada. A gente só precisa se sentir bem. Então, essa dica do teatro, pra mim, é uma delícia, porque é um encontro tão gostoso com a gente mesmo, da gente se permitir, da gente errar, de brincar. Então, eu indico só pelo fato de brincar, mas não pelo fato de você ser séria. Ser sério tá tudo bem também. Não precisa ser o legalzão, o engraçadão. Não, as pessoas são diferentes. É só você se aceitar e tá bem com.
Isso. O Mari, eu vivi o burnout no ambiente profissional, doença ocupacional e tudo mais E entendo que quanto mais eu evito a minha personalidade e quanto mais eu me privo do humor, mais doente eu posso ficar Você concorda que a falta de bom humor pode nos levar a algumas.
Doenças? Eu acredito não, eu provo pra você, comprovo, assim. Porque o humor, Isa, é essa sensação de bem-estar. Então imagina que quando a gente tá tenso, a gente tá de mau humor. Porque mau humor é quando a gente tá com a sensação de bem-estar pra bosta. E se você tá tenso, você tá estressado, a gente tá com altas doses de cortisol no nosso cliente sanguíneo. Altas doses, o que deixa a oxigenação baixa. Só aí você já pode ter rinite, sinusite, um monte de.
Coisa. Outra.
Coisa... Desculpa, não.
Ouvisa. Sim.
Isso. O cortisol, porque ele baixa a oxigenação, baixa a imunidade. Só isso já pode ter um monte de coisa. E aí vem as doenças emocionais. O que acontece? Até falando de produtividade, né? Quando a gente tá hiperprodutivo, eu vi uma frase do Tim Ferriss, que é quando você tá com preguiça de pensar. Porque você ocupa sua mente com a hiperprodutividade pra você não pensar. Porque a gente não marca uma reunião com a gente, Isa. A gente não marca, a gente deixa. E a gente se ocupa muito pra evitar essa reunião, entendeu? Não, não vou ver sobre a Mari, não. Outro dia eu vejo. Deixa eu ver como que a Isa tá, vou ligar pra mãe. A gente evita essa reunião com a gente. E o nosso corpo tá entregando... Todo dia chega uma conta, todo dia chega uma conta. Então, quando você fala, Mari, o bom humor, ele ajuda? Óbvio, porque é a sua sensação de bem-estar. Gente, quando a gente ri, a gente libera vários hormônios prazerosos, o que facilita a nossa respiração, o que baixa a tensão e deixa a gente mais tranquilo pra se acessar. Quando a gente tá estressado, a gente não quer reavaliar. Eu brinco isso, é que o autoconhecimento é como se fosse uma casa. Uma casa, né? E tem um quarto que mora a dor. A dor mora lá. Quando a gente tá irritado ou quando a gente não marca uma reunião com a gente, a gente não quer passar nesse quarto. A gente quer evitar a dor. A gente cresceu evitando a dor. Não, você tem que ser feliz. Você não pode sofrer. Pode sofrer, não. Então você não vai lá ver a dor. Qual que é o problema disso? A gente não sabe o tamanho que ela tá. Então, a minha sugestão pra que a gente eleve essa sensação de bem-estar é todos os dias abrir o quartinho da Dor. Faz assim... Como você tá aí? Ai, tá pequenininha hoje, que bonitinha essa Dorzinha, bonitinha! Ótimo, ótimo. O dia que ela tiver grande, você fala, eita, cresceu, hein? Por que que eu tô com essa dor? Porque senão, Isa, a conta chega como chegou pra gente. Não foi a gente que abriu a porta pra dor, foi a dor que arrebentou a porta. Falei, ei, ei, ei! Tô aqui! Então, a gente focar no bom humor e a gente se visitar pra elevar a sensação de bem-estar pra conta não chegar sem a gente.
Querer.
Adorei. Esse é o.
Caminho. Adorei. E agora imagina se nós não reconhecêssemos nossa dor naquele momento e achasse que era tudo normal Vai na farmácia, busca um atalho, provavelmente aí aconteceria algo pior Mari, você falou agora há pouco sobre o não Eu falo também nas palestras, né, como encontrar limite no mundo sem limites, que é para fazer reunião. Aí que você falou, ninguém marca reunião consigo, amei. Vou acreditar em você.
Tá? Quando eu falar... Meu curso online chama espelho. Meu curso online, gravei na Disney, ele chama espelho, porque... Então, isso, Isa, eu falo e para mim e a gente tem que, meu, espalhar isso. Não precisa nem me acreditar. É só continuar espalhando pras pessoas marcarem reunião com.
Elas. Filha, é coisa de jornalista. Eu adoro falar um negócio assim. Eu falo assim, ó, depois vai lá, né, e se.
Aprofunda.
Sim. Mari, quando você falou sobre o não, e aí nós estamos falando sobre bom humor, o não sempre foi visto como uma questão negativa, que pode constranger, porque aí você não vai se sentir querido. Você falou também, né, agora há pouco, A Coragem de.
Desagradar. É um livro que chama A Coragem de Não Agradar. É um livro, ele é.
Maravilhoso. É que tem uns passarinhos assim.
Né? Isso.
Aí. E aí eu queria ver então com você o seguinte, para quem está aqui nos acompanhando e depois vai lá no meu canal no YouTube Isabela Camargo Real. Como eu posso colocar o não numa embalagem positiva? Dizer o não com bom humor. É.
Possível? Lógico que é. Isa, eu sempre vou achar o caminho possível, tá? Porque eu sou uma otimista de nascimento. O não, ele é positivo porque ele já vai te fazer bem, Isa. Eu brinco que, assim, a gente tem uma energia aqui no peito, né? É uma energia. É como se fosse um jardim, pensa. Cheio de flor, graminha verde, linda, coisa linda. Cheio de borboleta, negócio maravilhoso, você capricha. Quando a gente não tem o não, esse jardim não tem porteira. E aí todo mundo invade, pisa, faz uma rave lá, fica só lama. Aí você começa a colocar florzinha por florzinha e não tem porta. As pessoas invadem o jardim na hora que elas querem. O não é quando você põe um muro. E pra mim, a gente tem que, meu, óbvio que não existe, eu não gosto dos extremos, eu gosto do caminho do meio. Mas pra quem não fala o não, tem que ir pro extremo isso. Eu falo, coloca muro, coloca uma cerca, ergue seu jardim. Evita. Fala assim, gente, não tô bem. Fala, hoje eu não quero. Hoje eu não posso. O não é simples. Coloca o muro. E depois você vai abaixando o muro, aí você coloca uma portinha, aí você coloca uma campainha. Aí a pessoa fala, tudo bem? Oi, mãe, posso entrar? Aí você... Deixa eu ver. Ah, hoje pode. Hoje não. Então o não pode ser positivo porque ele nutre você, Iza. Então a partir do momento que você olha que você tá ficando bem pra você, ele já é positivo. Se vai machucar o outro, esse problema é do outro. A gente tem que pensar no nosso problema primeiro. Quando a gente tá bem com a gente, aí a gente consegue resolver o problema do outro também. Tipo, cara, hoje eu tô bem, posso ajudar a Iza. Ô, Iza, você tá precisando de alguma coisa, cara? Eu vou te ajudar. Se eu não tô bem, só quem tá inteiro consegue transbordar, né, Isa? Então, se eu não tiver com o copo cheio, a galera só vai me esvaziar mais. Aí, no final, eu vou ter doado pra todo mundo e vou estar vazia. Então, ele é positivo só pelo fato de te nutrir. Então, é muito importante. A gente fala não, o negócio que é libertador. Ele libera a gente. Você perde alguns amigos, que na verdade, você vê que nem eram tão amigos assim. E aí a vida fica muito melhor, sabe? Você fica leve. Você pode falar não. Porque a galera que tá em volta de você, te entende. E te conecta. Aí você fala, cara, não vou hoje. Tá.
Beleza. É. Olha, eu quero você pra mim. Tá no bom sentido com tudo. E acho que o que está acontecendo aqui nessa Semana do Futuro do Trabalho é isso. Quando você abre as possibilidades, você amplia o repertório, desenvolve o pensamento crítico, consegue ser criativo. Imagina se eu só tivesse ouvido os líderes. Quanta coisa eu não teria aprendido. E aí, nesses últimos... Então, o que eu tô dizendo aqui é o seguinte, experimentem, ouçam outras.
Vozes. Sem crachá, sem status. Todo mundo é professor, cara. A gente pode aprender com todo.
Mundo. Ah, outra coisa. Só de pedir as suas considerações finais, preciso compartilhar uma coisa. Eu fiquei 23 anos trabalhando com crachá. E esse é o primeiro ano em que eu estou tendo liberdade. É só a Isabela. Não é a Isabela da empresa X, é a Isabela da empresa Y. E você não imagina a quantidade de pessoas que me criticaram, né? Do tipo, isso, aquilo. Então, eu só gostaria também de dar essa injeção aí de coragem pra que cada um seja o que nasceu pra ser. Não estou me fechando pra outras.
Oportunidades, mas… E nem falando que isso é errado, né, Isa? Mas é você… Quando eu pergunto quem você é, você não responder o que você faz. Você responder quem você é, pra não misturar as coisas. O crachá é importantíssimo, gente. Eu não sou aquela pessoa que… Não, você tem que tirar o.
Crachá.
Não! Mas você primeiro tem que saber quem você é. Porque aí o crachá tá aqui e você não perde a sua essência. É a Isa, depois é o que você faz.
Assim. Que foi o que você também fez, né? Existe vida fora do crachá. Nesses últimos minutos que nós temos, eu gostaria então das suas considerações para quem está nos acompanhando, perdeu o emprego, está para perder ou quer mudar de emprego, tem um monte de vaga aberta precisando de pessoas qualificadas em outras áreas que não são técnicas e tal. O que você colocaria dentro da sua especialidade? Como é que o bom humor pode então nos ajudar neste futuro do.
Trabalho? Isa, primeiro assim, se acolha, sabe? Porque é um momento extremamente delicado, é um momento de dor, é um momento de luto. Se você perdeu o emprego, é um luto que você vive. E pra mim, de todas essas rupturas, a primeira, e eu sempre vou valorizar isso, se acolha. Então assim, antes de ficar, meu Deus, e agora? O que eu vou fazer? Respira e se complete. Porque se você não tiver completo com você, qualquer vaga serve. E aí você vai trilhar um caminho por cima de prego na areia. Então se fortifique. Para esse momento, cara. Respira e fala, quais são os meus talentos? Pensa, para, assim, sabe? É aquela respirada, chama o Minute to Arrive, né? Que é você parar e respirar, oxigenar seu cérebro. Porque no momento de dor e de estresse, a gente não tá oxigenando. Então pega, chorou, chora, lágrima grossa, bota pra fora isso aí. Beleza. Para e fala, e agora? Traça um plano, um objetivo, pra onde você quer ir. Porque pra quem não sabe pra onde quer ir, qualquer caminho serve, Isa. Então, para agora. Hoje você tá triste, cara, permita, chora, se acolha, tá tudo bem sofrer, tá tudo bem você se sentir inseguro, você se sentir injustiçado, você se sentir isolado, você achar que o mundo tá contra você, tá tudo bem isso aí, isso acontece. Mas pera um dia e fala assim, hoje eu vou traçar um plano. Qual que é o meu plano? Onde eu quero ir?" Desenhe a sua empresa ideal, sabe? Eu sou muito fã do Napoleon Hill, que a gente constrói a nossa realidade, né? Então desenha qual é o cargo que você quer, com quem que você quer trabalhar, qual que é o seu perfil, você quer trabalhar das 8 às 6, você quer ser um autônomo, o que que você quer? Primeiro decida como você está, Quem você é e pra onde você vai. Se acolha e aí cria um plano, porque é isso. Começa a fazer também. Não é tipo, eu vou ficar em oração aqui pra dar certo. Não. Vai atrás do que você quer. Veja suas alianças estratégicas. Fale pras pessoas o que você precisa, porque ninguém vai adivinhar. Ai, deixa eu ligar a Paísa, que ela tá precisando de tal coisa. Não. As pessoas não vão adivinhar. Então fala, verbaliza. Fala, galera, ó, estou procurando emprego nessa área. Alguém pode me ajudar? Você consegue compartilhar? LinkedIn e outra, apareça. Fortaleça a sua marca. Não é tipo, ah, então agora eu vou ter que ser influencer, vou ter que fazer live. Não. Mas as pessoas precisam saber que você está em busca, as pessoas precisam te ver. Porque, gente, quem não é visto não é lembrado, entendeu? Como que eu vou lembrar disso de você? Você não vai falar pra mim o que você quer, entendeu? Então se acolha, cria um plano e apareça. Eu acho que seria esse caminho aí.
Isa. Mari, ó, quando o novo normal chegar, quando a gente puder, sabe, ter relações pessoais, eu quero muito te encontrar.
Pessoalmente. Por favor, pelo amor de Deus. Tenho não.
Disso. Quando eu recebi sua story, me identifiquei super, eu falei assim, separadas na maternidade. Preciso caminhar pra chegar na leveza que você mostrou pra nós, mas eu já despertei. E gosto de falar da minha experiência pra que outras pessoas também vejam que eu tô aqui fazendo isso, que tá tudo bem. Não! A gente tá em construção. Então, agradeço demais o seu tempo. Espero uma excelente recuperação pra sua.
Esposa. Obrigada, muito.
Obrigada. E que você continue... E eu acho que a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser.
Muito cuidadosos com isso, né? né? Porque a gente tem que ser.
Muito cuidadosos com isso.
Né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser.
Muito cuidadosos com isso, né? Porque Não, não mesmo. Acabei de lembrar a gente tem.
Que ser muito cuidadosos com isso, né? Porque a gente tem que ser.
Muito cuidadosos de com uma frase da minha bisavó, que era professora voluntária no século passado. O mestre é como a vela, consome-se iluminando. E você é uma vela e tanto. Parabéns pelo seu.
Trabalho. Me emocionou muito. Porque a gente que ilumina, Isa, a gente que brilha muito, as pessoas tendem a apagar. E todo dia é um recomeço, porque eu acredito que quem quer apagar ou quem não acredita nisso são as pessoas que mais precisam de luz. Então que a gente continue iluminando as velas apagadas. Foi uma satisfação imensa estar aqui. A gente é o que a gente espalha e não o que a gente junta. Obrigada demais, demais, demais, demais. Foi muito incrível. Estamos.
Aí. Vamos em frente. Vamos juntas agora, tá? Um beijo. Bom fechado. Tchau. Gente, cada live é uma emoção. Live é nome novo para situações antigas. Essa é uma entrevista e eu também estou aprendendo muito porque quando eu estava na reportagem, eu fazia entrevistas dentro dos ambientes dos entrevistados, levava o material bruto para a TV e aí o editor ia editar o pedaço que ele queria e quem sabe o número de pessoas que assistiriam. Para mim, quantos corações tem aqui, me deixa muito feliz, mas sei que as palavras são sementes. Então, se fez sentido o que nós falamos, me ajude a semear para mais corações, para que a gente realmente possa, juntos, Atualizarmos certas crenças ou deixar outras para trás para a gente poder olhar para o futuro Tem uma frase que eu adoro que é assim, o para-brisa é muito maior do que o retrovisor Então a gente precisa olhar para frente. Obrigada pelo seu tempo, com tantas lives você escolheu estar aqui, eu espero que você esteja saindo melhor do que entrou. Quero lembrar que ao meio de e-mail eu vou conversar com a Ana Leone, uma profissional incrível da Ambima, e a gente vai falar sobre educação financeira. Sim, nossa, mas feriado, na hora do almoço, falar sobre dinheiro? Sim, essa é a hora da gente aprender a cuidar do nosso dinheiro, a pensar nele com mais carinho, para a gente também olhar para o futuro. do trabalho com olhos mais acolhedores para o que realmente a gente precisa. Não adianta buscar só um salário, a gente precisa buscar um ambiente em que a gente pode desenvolver o nosso talento. E aí o salário e todas as remunerações serão consequência. Obrigada mais uma vez, te encontro meio dia e.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








