O que a vida quer da gente é coragem - Live com Carla Brandão

Carla Brandão and Isabela Camargo talk about resilience and courage during the pandemic. They discuss personal challenges, self-awareness, and how work and growth have changed. The conversation touches on mental health and what it takes to keep moving forward.
Chapters
Olá.
Olá.
Vamos esperar aqui a Isabela. Tudo bom com vocês? Tô esperando só a Isabela aparecer aqui. É muita emoção ter a Isabela comigo assim. Oiê. Tudo bem, Júlia? Ei!
Tudo bem, Carla?
Tudo bom, Isabela? Que emoção pra mim. Que emoção.
Por que não me explica primeiro?
Por quê? Porque eu te admiro demais. Mas, gente... Você participou do momento da minha vida e nós trabalhamos juntas num momento em que eu aprendi muito com a sua resiliência e foi muito importante. É por isso.
É engraçado que, ouvindo você, naquele momento a gente nem sabe o que é resiliência. Você faz, é natural, você faz. Depois, quando você olha pelo retrovisor, é que você vai entender exatamente. Aquilo foi um ato que hoje a gente chama de resiliente Porque muitas pessoas caem, né, cara? Nem todas levantam ou nem todas levantam rapidamente E também não tem tempo, né? Não tem tempo certo ou errado Outro dia eu conversei com uma psicóloga especialista em luto E ela dizendo pra mim que a gente precisa falar mais sobre isso Porque tudo que você perde, o vínculo, você vive o tempo de luto O luto não tá relacionado a só perdas humanas Ele tá relacionado a qualquer tipo de perda de vínculo De emprego, de ideias, planos e tal E esse tempo de viver, essa passagem é de cada um.
Mas eu tenho uma pergunta. Para quem está aí nos assistindo, nós trabalhamos juntas no SBT, numa época em que nós estávamos implementando um programa e você saiu da emissora onde você trabalhava para trabalhar conosco. Não lembro quanto tempo, mas muito pouco tempo depois, tchan tchan, o programa acabou e você olhou pra frente, olhou pra trás e você ficou muito desprovida de ajuda e eu não sabia nem o que fazer pra te amparar, mas foi muito bacana como tudo aconteceu e como você se reinventou e a minha pergunta é, a primeira pergunta pra você é, naquele momento você não tinha ainda esse trabalho que você tem hoje, Mas ali já nascia essa Isabela Camargo que tá na minha frente hoje, né?
Ô Carla, boa pergunta, não sei. Pensado assim, conscientemente, eu não sei. O que eu vejo... Bom, nós somos uma obra tremenda em construção, né? E a maturidade, né? Os cabelinhos brancos, eles vão surgindo realmente pelo decorrer, pela quilometragem, né? Você pega o carro zero e aí você tem que amaciar ele. Acho que é mais ou menos isso, né? A gente começa com uma ideia de vida, de profissão, e aí, com as coisas que vão acontecendo, você vai se melhorando, se lapidando e tal. Às vezes, isso pode acontecer. por episódios positivos e outros episódios mais dolorosos, né? Mas naquele exemplo, por exemplo, eu arrisquei, né? Eu tinha uma vontade muito grande em ser repórter, tava na apresentação, acreditei na proposta, como a gente acredita, mesmo se se joga, e eu fiz uma aposta.
Você fez uma aposta, né?
É, pois é.
Uma aposta de fazer alguma coisa que você queria, né?
É, mas Carla, é curioso porque ontem eu estava conversando com o Ramush, que é o criador do portal Resilência Humana, e a gente estava conversando sobre a resiliência, porque algumas pessoas são mais ou menos, e ele disse uma coisa muito interessante que eu já quero compartilhar contigo. Você já pode nascer com ela no seu DNA, se você vier de uma família que viveu, especialmente nós que temos raízes... Eu, por exemplo, tenho a minha família italiana, né? Uma vida de desgate pra entender... Lá na cidadezinha de onde eles saíram da Itália, né, em busca de progresso, num momento de muita fome, de muita escassez, e aí eles foram. Então, ou você fica chorando ou você vai atrás de alguma oportunidade. E aí ele contando que isso tem tudo a ver com a sua resiliência que tá no DNA. É, muito.
Nem no DNA, talvez, físico, biológico, mas no DNA psicológico, né? Da família, deduzo eu. Ah, vou pegar minha caneca igual a sua. Não vale.
É, não cabe nada.
Sim, eu vou pegar.
Tudo bem. E aí, Carla, eu falei, tá, mas se eu não tiver essa família que fugiu de uma guerra e tal, eu não sou resiliente, não vou nada. Você vai... experimentando, executando, treinando, sabe? Não é só numa situação específica, por exemplo, perdi o emprego e agora sou resiliente Não, a resiliência você treina todos os dias, né? Porque nós dependendo da cidade em que quem tá nos assistindo mora E tem momentos de resiliência diária, é o trânsito, é uma sensação de liberabilidade e tudo mais Então tudo isso você vai executando. Naquele momento, Carla, eu era muito mais jovem, né? Fiz o que o coração mandou. Acho que quando você tem uma vocação, né, e você vai ter uma vocação maravilhosa, você sabe liderar equipes, você é sensacional. E aí, a gente vai aprendendo a ser quem nós somos. Você não faz um plano, né? Ah, eu vou ser assim, eu vou ser assim. Não, você vai se aprimorando. Então, naquele momento, foi... Pura coragem.
Mas então, respondendo a minha pergunta, vou te pressionar, nasceu a Isabela Camargo, que tá aqui, que conheço atualmente, provavelmente sim, né?
Pode ser que ali a gente já tenha tido, assim, uma experiência do cai e levanta. A primeira experiência de cai e levanta. É como se eu tivesse aprendendo a andar de bicicleta. Né? A primeira rada no joelho.
Sabe?
Tem gente que cai da bicicleta e nunca mais anda de novo. Tem gente que demora um pouco pra retomar. Então, ali, acho que foi o primeiro momento em que eu entendi que aconteceriam muitos autos de baixo, não é que ele tinha sido só o primeiro. Carla, deixou só uma resposta aqui de uma moça que perguntou se fiquei a gravar. Se me permitir, eu deixo depois a live gravada lá no meu YouTube, Isabela Camargo Real. Porque eu acredito que as palavras são sementes. E se elas fizerem sentido aqui, lá no YouTube o conteúdo fica infinito.
Eu também respondi a ela, eu digitei aqui, falei ficará gravada. Eu não tenho YouTube, mas eu vou deixar gravada no meu Instagram pra quem quiser assistir depois. Porque afinal de contas, retomando pra quem também chegou agora, é uma grande honra te entrevistar, é uma grande honra estar de uma forma virtual, mas porém estar com você nesse momento. Eu te admiro muito, eu quero muito ouvir o que você tem a nos dizer nesse momento, porque tudo que você já vem preparando nos últimos anos, Tem muito a ver com esse momento que nós estamos passando, tem muito a ver com esse momento de pausa Com esse momento de entender, de se conhecer Se a gente não foi pelo bem, foi pelo mal E aí eu quero entender qual é a sua análise diante desse momento de pandemia e o seu trabalho.
Carla, obrigada pela oportunidade, eu tava até conversando com o editor do livro Tem passado por várias transformações, e como eu digo, não era certa, vai dar certo o que tiver que dar certo. Não precisa ficar chorando pelo que seria meu pai lá. Haja demais, né? Mas a gente estava conversando o seguinte... Carla, não adianta eu ter uma pausa voluntária externa se eu não fizer uma pausa voluntária interna Então, neste momento em que todos estamos vendo a mesma situação Alguns vão sair mais fortes e outros mais fracos Isso significa que quem fizer uma pausa voluntária agora Oi, Dri, Adriana Colin, linda, obrigada pelo prestígio Obrigada a todos que estão aqui Se eu não fizer uma pausa voluntária dentro Não adianta qualquer pausa externa Eu me lembro quando eu conversei com o ex-governador de São Paulo, o doutor Paulo Engidio E ele me disse que ele adoeceu quando ele se aposentou O que eu quero dizer com isso? É que a falta de tempo é tão ruim quanto o excesso de tempo Se eu não souber aproveitar este momento, eu posso sozinho com desvantagem Eu costumo.
Dizer, meu filho, te interrompendo, que tudo que é demais faz mal.
Tudo.
Até amor. Tudo que é demais faz mal. Tempo demais faz mal. Falta de tempo em excesso faz mal. Tudo demais faz mal. Tudo o que faz bem está no equilíbrio, naquele ponto-chave do aproveitamento, do usufruir, do degustar. Eu acho que é isso que você pensa, né?
É isso mesmo, Carla. Ó, a Vanessa Balsam aqui também, uma querida, que fez de fantasia comigo no SBT, Adriana Colinha, a apresentadora. Vanessa Balsam, um beijo pra todos vocês, lindas! Ô, Carla, é engraçado, disso que nós estamos falando, né, por exemplo, ah, não adianta pausa fora se não fizer uma pausa dentro. Tudo isso na periferia é fácil, a gente compreende, mas... dar trabalho, porque ninguém os ensinou a fazer. E pra você fazer essa pausa, você se colocar na sua agenda, você marcar reunião com você, você vai precisar desapegar daquilo que você acreditava. Então, você só vai ter coragem quando você desapegar daquilo que vai Pra mim, coragem tem a ver com desapego, porque você vai se desapegar daquilo que você já conhece, daquilo que você já sabe como é que vai, pra você experimentar o novo. Pra você se experimentar de uma forma boa. Só que, quero só deixar aqui uma coisa muito importante, não é de um dia pro outro que você vai conseguir fazer isso com excelência, sem dor. Não são todos os dias que você vai conseguir estar bem.
Se a gente não começar o primeiro passo, como diz o Cortell e outros filósofos, se nós não dermos o primeiro passo, não vai chegar nunca o dia do tão esperado momento de equilíbrio, de pausa, de tranquilidade, que a gente inveja dos outros, que a gente tanto deseja quando vai dormir estressado. Se a gente não começar, não vai conhecer esse momento jamais, né?
E eu gosto de colocar, Carla, com esse cuidado, porque senão a gente ainda se sente culpado por não conseguir, né? Eu tenho conversado com muitas pessoas e, ah, então a gente vai ter que buscar habilidades, a gente vai ter que fazer isso, vai ter que fazer aquilo. Tá, mas não é de um dia pro outro que você decidiu isso, que você vai conseguir. De novo, é um cúsculo a ser treinado. Assim como a gente tem que treinar ou não, tem que treinar a resiliência, tem que treinar o equilíbrio. Que são coisas que ninguém nos ensina?
Mas tem outra pergunta. Se você tiver um... Nesse momento, pra quem tá ouvindo a gente, temos pouco tempo, ninguém aprende de um dia para o outro, geralmente a gente aprende pela dor, não pela coisa tranquila. se você tivesse uma receitinha de bolo para o equilíbrio, eu sei que... tem que fazer pergunta original, você já entrevistou tanta gente, você já escreveu um livro que se você não fizer uma pergunta diferente não tem graça.
Carla, que pergunta ótima. Eu vejo por outras situações que é assim, as respostas não estão fora, estão dentro, só que a gente foge da gente, a gente foge das nossas deficiências, das nossas limitações. E essa fuga só vai nos deixando cada vez mais longe daquilo que a gente precisa fazer. Bom, se eu tiver coragem... de reconhecer o que eu preciso de verdade, a coisa já muda de figura. Tanto que pedir ajuda já é um caminho de cura. Então eu já preciso identificar, bom, preciso de ajuda, porque tá complicado, então às vezes eu vou precisar de um outro ser humano que tem uma habilidade melhor do que a minha pra me ajudar a ser humana. Então por isso que do trabalho dos psicólogos que nunca estiveram tão presentes nas nossas conversas. Eu e outras pessoas que falam sobre o assunto, a gente tá tendo uma oportunidade ímpar de falar sobre saúde mental Neste momento doloroso, tem uma oportunidade muito boa no momento doloroso Por um... Carla, só um parênteses A Organização Mundial da Saúde coloca como prioridade falar sobre saúde mental numa pandemia Aí outro dia eu tava conversando com uma psiquiatra E aí eu falei, quando saúde mental não foi importante?
Teve em primeiro lugar, quando, né?
E essa semana eu conversei com uma outra jornalista e ela tinha dificuldade em falar a palavra saúde mental Então ela falava sobre, ah, não sei o que você tá fazendo, mas ela não falava saúde mental E aí eu disse, olha, eu entendo a sua dificuldade em falar a palavra porque ela vem com muito estigma, muito tabu, igual sexo, dinheiro, idade mas já estamos mudando, nós já estamos num caminho assim engatinhando, mas já estamos. Aliás, grandes passos, olha que frase, foram dados com uma criança engatinhando, então ok. Preciso me alimentar dessa ideia, porque senão a gente vai viver apegado a crenças do passado e que já mostraram que não vão funcionar neste modelo atual.
Eu tenho uma pergunta pra você Você acha que depois desse momento de pandemia que a gente está vivendo Eu tenho essa impressão, mas eu quero ouvir de você A gente vai ter uma explosão de pessoas com grandes dificuldades de se enxergar De encarar a realidade, de recomeçar depois de uma grande queda Vai ter que buscar resiliência se não tiver no DNA, vai ter que buscar fora Vai ter que ter a coragem de reconhecer que precisa Vai ter que ter a atitude de buscar ajuda e não é todo mundo. Eu acho até que todo mundo tá nessa live aqui com a gente. Tem um monte de alunos meus, eu tô vendo. A Fernanda Bianchini que você me apresentou. Maravilhosa! tem vários alunos meus aqui, o Vinícius, o Jorge, então eu penso que essas pessoas já estão mais preparadas, elas estão dispostas a ouvir um papo como o nosso, mas não é todo mundo que vai estar nessa mesma sintonia e muita gente vai precisar e a gente vai ver dentro de casa pessoas também precisando de ajuda e o que você recomenda pra esse momento que vai chegar, já tá chegando, a gente já tá vivendo, presenciando quem observa e como é que você acha que vai ser?
Assim, Carla, o que está acontecendo sempre aconteceu. As pessoas, e eu incluo as pessoas, nós já vivemos um modelo de crenças do passado para o presente, que nos trazem conceitos que não cabem mais nessa sociedade que vive uma revolução cognitiva. Então, se no passado eu usava força física, faz todo sentido uma empresa colocar ginástica laboral na empresa, cadeiras ergonômicas e tal Só que só isso não é suficiente para manter a saúde integral, porque eu posso... Eu não adianto só cuidar do corpo, eu vou cuidar da minha mente Vou tentar ser breve, senão fica uma hora só falando disso Agora, a revolução cognitiva. Então, eu preciso buscar os recursos para manter essa saúde mental. Assim como eu vou buscar uma alimentação X para manter a minha saúde física. Eu vou buscar um exercício Y para manter os meus músculos em ordem. E o que eu estou buscando para a minha saúde mental? Simples assim. Então quando você fala que vai acontecer, eu preciso te dizer que isso já está acontecendo como sempre aconteceu. A diferença é que quem aproveitar este tempo, quando chegar ao novo normal, já terá limpado um pouco dessas crenças, desses modelos equivocados, e aí vai poder experimentar novas experiências. Onde eu quero chegar? Nós, Carla, viemos de um modelo em que você tomava uma decisão Fazia uma faculdade, estava em um emprego, casava uma vez e acabou Eu estou dizendo a favor de vários casamentos, tá? Só quero que você pegue assim, ó Como diz o Rick Shaster, pega a visão, é assim Antes eu fazia uma faculdade, achava um emprego que me desse muita estabilidade e acabou Eu era nesse.
Emprego, trabalhava nessa empresa há anos a fio E pronto.
Agora não. Agora eu estou entendendo que eu posso fazer uma faculdade depois de exercer um tempo Se eu tiver vontade de fazer uma outra faculdade, não tem nada errado nisso Hoje é muito mais comum eu trabalhar em um lugar, desenvolver o meu talento ou tentar desenvolver o meu talento E se não der, ok, vamos pra outra empresa O que eu quero dizer é que pra ter coragem você vai ter que desapegar das crenças, é que se eu não estiver me desenvolvendo como pessoa, ou seja, se eu não estiver sendo quem eu nasci pra ser, seja com emprego, profissão, num relacionamento, eu preciso buscar isso. Só que ou eu vou buscar na porrada, ou eu vou buscar com leveza. Todos os dias eu vou conseguir, não sei, mas se eu já colocasse no meu horizonte o que eu não quero e focar no que eu quero, vai ser melhor. Você falou agora, antes de eu começar aqui a desimbestar falando, Quando o novo normal chegar, como é que vai ser esse conflito? Porque aí você vai viver com pessoas que estão extremamente apegadas no passado, que é como os médicos dizem em Roseville. Ai, não me lembro da minha época, porque antes era assim, esquece. Ou você vai olhar para as oportunidades do momento. Isso significa que ou a gente vai gastar a nossa energia convencendo as resistências, ou a gente vai usar a nossa filosofia para nos enquadrarmos neste novo normal. Teve um estudo da Mercer, você vê que eu tô levando muito pro lado profissional, tá, que isso é como você me perguntou, né, relacionado à profissão.
E te interrompendo rapidinho, tem várias pessoas aqui com essa preocupação mesmo, com a preocupação econômica, que é o que mais pesa na hora de você ter que ter uma atitude rápida pra se reerguer, pra se recolocar na vida. E tem muita gente querendo saber isso mesmo.
O lado bom das coisas, como vocês acham que as empresas passarão a lidar com a saúde dos colaboradores? Excelente pergunta. Aliás, esse portal é excelente. Eu recomendo super o lado bom das coisas, assim como eu recomendo super a sua página, que esbanja iniciativas para a gente tomar coragem. Eu também te agradeço. Você me acolheu inúmeras vezes. Você sabe disso. E a gente é tão sensível que não pode nem falar, porque eu começo a chorar.
Mas é porque eu faço porque... Outro parênteses, porque você merece. Porque você é uma pessoa que eu reconheço em você a vontade de ajudar ao próximo. E hoje o que menos tem, não é que menos tem, hoje tá crescendo. Mas é muito comum que o outro, a gente vê pessoas querendo derrubar o próximo, querendo passar na frente do próximo, fazer com que ele tropece, desejar intimamente com que o outro tropece. Isso é muito comum pela competitividade desse mundo que nós vivemos há muitos anos. E agora a gente está sendo forçado, você já viu isso muito antes, a pensar no próximo como a gente sempre aprendeu, como se fôssemos nós mesmos. E eu reconheci isso em você faz tempo, desde quando, mesmo você não tendo mais nenhuma ligação profissional comigo, você não ter se afastado, você ter sempre se aproximado, e eu avalorizo isso imensamente. Isso que a gente, em suma, veio fazer aqui Eu falo que as relações de trabalho não se encerram quando estamos ou saímos de uma empresa Mas sim pelo que nós construímos com as pessoas que estão ali É por isso, vamos.
Lá Então, vamos juntas Como diz meu marido Tiago, os crachás passam, os talentos ficam E as amizades, a gente sabe que são pouquíssimas, né? Não entrem na ilusão, na ingenuidade que agora eu vou levar aquelas pessoas, porque não, né? Todo mundo Então, Carla, estaremos sempre juntas Teve um estudo de um executivo da Mercer. Semana passada eu fiz cinco entrevistas por uma semana sobre o futuro do mercado do trabalho. E um estudo da Mercer com 7.300 executivos de 34 países. Chegaram à conclusão que Sim, viveremos dificuldades. Sabemos que até 2030, daqui 10 anos, 50% dos empregos que existem hoje não existirão mais. Ao mesmo tempo, outros serão criados. Então, quais empregos não existirão ou terão Uma grande redução. Empregos que precisam de força física, repetição, memória e cálculo. Então tudo isso o computador vai fazer melhor. Quais são os empregos que vão surgir ou aumentar de número? Aqueles que têm valores femininos. Que são os empregos, os trabalhos que exigem sensibilidade, que exigem acolhimento, cuidado, olhar para o todo, que são os valores femininos. E eles dizem que são aqueles empregos que são e foram muito desvalorizados. Estes serão os empregos do futuro. E é muito interessante. Ou seja, vai ficar o que já existe hoje, o que a máquina faz. E o que a máquina não faz, nós vamos fazer. Simples assim. Faz sentido o que eu tô dizendo?
Muito, eu tô muito interessada, tô muito chocada com essa conclusão de vários empresários de uma realidade que já tá muito latente há muito tempo, mas é uma coisa que chegou na ponta agora, né?
O nome disso, como a Freitas Luiza tá dizendo, é soft skills. Então vê.
Uma amiga minha.
Lindo, obrigada, Luísa. Existem os hard skills, que são as habilidades técnicas, e existem os soft skills, que são habilidades emocionais, que foi tudo aquilo que foi ignorado por N revoluções. Agora lembra a Revolução Cognitiva, cérebro é outra varga. Então, o que eu quero dizer pra você, Carla? Ou a gente vai olhar para este novo normal, mas desapegando total do que era, do que meu pai falou, do que na época do meu avô, Ou eu gasto energia me adaptando, ou eu vou usar essa energia pra convencer resistência e ficar sofrendo pelo passado. Então vamos lá. Soft Skills. Na prática, o Rui Shiozawa, que é o líder do Great Place to Work, disse, as pessoas são contratadas pelas suas competências, pelas suas habilidades técnicas, mas elas são dispensadas por seus comportamentos. E os comportamentos são o quê? Emoções. É como você sabe lidar com um problema, como você vai reagir diante de uma situação, de uma crise, como você vai trabalhar em equipe. E você, Carla, já trabalhou em veículos de comunicação comigo e outros que eu passei também. A gente sabe que na hora da crise, na hora que o bicho pega, você vai procurar alguém mais habilidoso, que sabe lidar com aquele pepino todo. Então, é isso que os executivos, o presidente do Google, futuristas, tá tudo lá no meu canal no YouTube, se alguém quiser acessar, acho que vale a pena, disseram. O novo normal, os trabalhos do futuro vão exigir que a gente conecte Sentimento e sabedoria e raciocínio. Uma coisa não vai seguir sem a outra, porque só raciocínio, só cálculo será feito pelo computador. É.
É uma coisa que já vem vindo há algum tempo e muitas pessoas já estão sendo treinadas, empresas grandes já começaram a pensar e implementar isso entre os seus, mas realmente é uma coisa que, sem ser preconceituosa, para as pequenas e médias empresas é uma coisa ainda muito distante, mas pelo que você está falando isso já vai ser uma rasteira E todo mundo vai ter que começar a pensar nisso de uma forma concreta, né? Nas relações interpessoais e você vai ter que pensar, como até a Júlia falou, e a gente vai ter que começar a pensar num todo, na pessoa como um todo, e não só como uma pessoa que é uma ferramenta de trabalho onde ela vai mecanicamente produzir, isso já não existe mais. E eu falo isso para os meus alunos, eles hoje têm todas as chances e possibilidades de fazerem o que eles quiserem com o conhecimento deles sem precisar de uma empresa grande pra poder aparecer, pra serem felizes. E isso é uma relação que realmente tá aparecendo. As pessoas vão precisar entender que elas podem ser o que elas quiserem ser. E você falou uma frase aqui, que elas vão ter que ser o que elas... Quando elas nasceram pra ser alguma coisa. O que que você quis quando você veio aqui e falou, eu quero ser tal coisa? seja tal coisa. Achei isso incrível. Aliás, eu tô adotando tudo que você tá falando de bacana que eu tô achando maravilhoso, aprendendo muito.
Ô, Carla, a gente soma uma com a outra sempre e todas as conversas são enriquecedoras. É curioso porque, às vezes, eu falo uma coisa, vai subir pra uma, vai subir pra outra, joga fora e tal, mas é sempre muito importante. E, Carla, As relações interpessoais significam relações entre as pessoas. O futuro recente, né, porque o coronavírus antecipou o futuro em muitas coisas. Mas este novo normal que a gente não sabe que vai chegar, mas vai chegar já já, ele terá menos competição, mais colaboração. Nossa, mas será que isso é uma utopia? Bom, foram o que os futuristas me disseram. Algumas empresas aprovadoras, daquelas ainda muito resistentes, inflexíveis, vão continuar? Sim, sempre existiram. Mas tanto que as empresas que melhor sairão deste momento são as mais flexíveis. Entende? Então isso daqui pra frente vai ter mais peso. Se até agora as crianças cobravam com chicote na mão, hoje elas já estão entendendo que isso não traz resultados positivos, isso também traz problemas, sabe? Pode até trazer resultado, mas vai trazer resultado com pessoas doentes e com outros problemas.
Eu vou te fazer uma pergunta bem prática e didática. O que você falaria Para a pessoa que vai ouvir a nossa live, vai contar para o chefe, vai contar para o pai Vai pegar uma pessoa que ela tem relacionamento, vai dar uma indireta para o chefe O que você diria para essas pessoas que ainda tem esse espírito de não-resiliência De não-entendimento, da nossa necessidade de entender o outro E de nós também nos salvaguardarmos em termos de saúde mental O que você diria na parte prática? Um pouco do nicho do mega empresário que já tá reslumbrando isso, mas pra pessoa que tá precisando de um recado agora?
Carla, vamos lá. Você falou resiliência. Antes de eu responder a sua pergunta, eu preciso só fazer um complemento. Resiliência, gente, não é apelação, tá? Resiliência é quando você vive uma situação difícil e sai dela como você entrou O que eu digo de apelação também? Remédio, quando a gente fica buscando os atalhos em remédios para dar conta daquilo que você aceitou Não vou nem dar tempo de entrar no mérito de por que aceitou, por que não aceitou e tal, mas vamos lá A gente confunde resiliência com apelação porque uma parte da sociedade diz assim, as empresas, você precisa ser resiliente, você tem que fazer outra coisa, você tem que ser resiliente. Isso não significa apelação, vou repetir. Eu, em muitos momentos, achei que eu estava sendo resiliente, eu estava apelando para dar conta de algo que eu aceitei. Então, quando você fala, mas o que eu diria para o meu chefe que ainda não está pensando? São dois elementos que contribuem para o adoecimento profissional, o adoecimento mental O que está acontecendo fora e o que está acontecendo dentro São sempre dois fatores, né? Eu posso controlar fora? Não Eu posso mudar fora? Não sei Mas eu posso, pelo menos, limpar dentro e tentar organizar dentro Quando a gente fala sobre saúde mental, Carla, a gente tá falando sobre cérebro E todos nós temos cérebro Ontem o professor Carlos Júlio perguntou assim Mas como é que as empresas contratam, né? Por que elas te contratariam? As pessoas que já despertaram que prevenção é mais barato do que tratamento, elas vão entender que eu não sou contra os empregos, não, eu sou a favor da saúde. E para você conseguir entregar, para você conseguir ser produtivo, você vai ter que cuidar da sua saúde. Quando eu digo para as pessoas treinarem o não, não é para que elas deixem de fazer o que estão pedindo, mas pelo menos entender o processo daquele trabalho a mais. Porque se ela tiver que adoecer para entregar aquele trabalho a mais, não vai fazer sentido. E aí acontece uma outra coisa que a gente pode fazer numa outra live, que eu falo nas minhas palestras, que é a filha da competência. As pessoas que entregam no time, que amam o que fazem, Elas são valorizadas muito pelo que elas entregam. E aí vai acontecer assim, Carla, parabéns, você fez um excelente trabalho, então agora eu vou te dar mais um trabalho. Isso acontece muito. E a gente acha que esta valorização vai nos levar para um lugar com uma melhor remuneração, para um lugar de respeito. Em alguns casos isso pode acontecer, mas em outros não.
Eu tô chocada. Muito obrigada.
É, minha amiga.
Sério, muito obrigada. Eu espero que muita gente ouça a live. Não adianta, né? A coisa tem que vir de dentro e um elogio que é de fora, externo, só pra fazer com que você renda o que a pessoa deseja não é suficiente pra você voltar pra casa e manter-se saudável, né?
Sim. E a saúde, Carla, é como você falou, a receita do bolo não é feita só por um ingrediente. Então, o que que eu posso compartilhar do que eu vivi? Primeiro, a atualização de identidade Aquilo que eu estou fazendo hoje Consegue acompanhar o meu corpo de hoje? Porque às vezes a gente toma decisões lá do passado, né Então quando eu tinha 20 anos eu podia ter um estilo de vida, eu escolhi um tipo de trabalho Só que agora pode ser que esse trabalho não aguente, aliás, o meu corpo não aguente esse trabalho Então eu preciso reconhecer que habilidades eu perdi e que habilidades eu ganhei Porque se antes eu conseguia dormir 6 horas e render igual e ser produtiva e tal, hoje pode ser que eu não consiga mais Isso é fundamental. Pra você fazer essa atualização de identidade, você vai ter que fazer uma pausa. E aí volta naquilo que a gente começou a conversar. O mundo parou, só que se eu também não fizer uma pausa... consciente, não vai adiantar nada. A gente pode viver mais três meses em isolamento social e eu posso sair igual ou pior desse momento. Então eu preciso fazer uma pausa, olhar para a minha realidade e entender onde eu tô acertando, onde eu tô errando hoje. Tá? Esquece. Desapega do passado. Desapega das ideias do passado, porque elas também mudaram. Você mudou. Se o mundo mudou, a gente muda todos os dias. Então eu preciso me desapegar também daquelas daquelas decisões que eu tomei no passado. Primeiro então, atualização de identidade, para isso eu preciso fazer uma pausa, para isso eu preciso aceitar que um tempo comigo é o tempo mais importante da minha vida. Eu preciso aprender a me colocar na agenda. Isso gente, é possível. É de um dia pro outro? Não. Tem dias que eu consigo fazer isso? Não. Na semana passada eu pisei super no acelerador. Nesta eu pisei super no freio. Entende? Então, este é o equilíbrio que a gente fala. Então, se eu estiver trabalhando num lugar que está me exigindo, por exemplo, jornalistas, né? Ah, tem um projeto especial ou tem que fazer um texto a mais ou fechar um jornal a mais, ok. Se isso não for regra, o problema é quando a exceção vira regra. Só que a gente também aceita essa exceção E quando você já não estipula os limites no início, fica mais difícil depois. É como um relacionamento abusivo. Se eu não coloco os limites no início, depois você vai falar, nossa, mas realmente, eu não tinha colocado esses limites antes. Me ensinaram muito, porque colocaram limites antes e eram super valorizadas E eu dizendo um monte de sim, achando que tava batendo um bolão, não funcionou Então se valorizar, reconhecer os seus limites e dialogando diante de um desafio profissional ou de overwork vai evitar outros problemas E aí por medo de dizer não na hora, eu vou dizer sim e vou criar outros problemas e aí depois aquele fuzumelo Eu agradeço.
Agora, apontando tudo isso, eu quero agradecer a Rita, a Rose que falou aqui, uma amiga minha também, que os professores também passam pelo que você falou, como os jornalistas, a Keyla também. Ricardo, essas questões que você falou são muito comuns e já permeiam acho que a vida de muita gente, mas eu vou insistir, porque tá acabando o nosso tempo aqui, então eu vou... A Rosa tá falando que aconteceu a mesma coisa com ela. A gente vai cedendo, a gente vai cedendo, a gente vai cedendo, a gente vai cedendo, a gente vai precisando, pensando em algumas coisas que a gente colocou dentro da nossa cabeça aqui, que vieram dos nossos pais, dos nossos avós, de uma outra realidade, e a gente vai cedendo. E quando a gente vê, a gente não deixou tempo na nossa agenda pra gente, a gente não atualizou a nossa identidade, a gente não está aceitando, não está dialogando. O que vai acontecer com essa pessoa?
Adoecer.
E qual é o caminho de volta?
Está aberto? não é buscar a solução no atalho da farmácia. Por isso, eu tô dizendo que a gente precisa rever uma série de crenças. Você sabe que quando eu vou dar as palestras, né, no meio delas eu faço uma brincadeira assim, ai, tô com uma dor de cabeça. Alguém tem um remédio pra dor de cabeça? Menina. Aí um monte de gente começa a tirar aquelas necessaires gigantes, aí eu faço a competição, quem tem a necessaire maior? Ninguém sabe o que eu vou falar depois. Não, eu quero uma necessaire maior. Que remédio você tem aí? E aí eu começo a ouvir os remédios, prendendo as necessárias. Então a gente vangloria. Quem nunca aqui, quem nunca, tá? Levanta a mão. Quem nunca no seu ambiente de trabalho não ofereceu, não tinha lá um remédio pra dor de cabeça, pra dor de estômago ou a mão. Então a gente está acostumado, Carla, a resolver tudo no atalho. Sentir dor constante, crônica, não é normal. Chegar em casa chorando com vontade de vomitar porque cedeu o limite não é normal Ficar escondendo os problemas debaixo da maquiagem Eu digo por mim, a gente consegue por um tempo, mas depois fica impossível Então quem já está neste caminho do adoesimento precisa voltar Só que eu não vou voltar conseguindo este retorno na farmácia. Eu preciso voltar me olhando, como eu falei, vendo o que está funcionando, o que não está E aí, aceitando isso, eu vou buscar a ajuda que eu preciso Se vai ser com uma terapia, se vai ser... Com que tipo de ajuda? Como eu falei, nós precisamos de outro ser humano que tenha habilidades diferentes das nossas para nos tornarmos melhores humanos Entende? Parece que é complexo, mas tudo começa quando você volta pra dentro, a saída pra dentro Já foi dito isso por milhares de pessoas, não é fase minha Quando você aceita as mudanças que você tá vivendo, as habilidades que você não tem mais Quando você reconhece os seus limites Quando você se respeita, esta é a palavra Quando você se respeita Como é que eu vou exigir de alguém respeito se eu não me respeito? Como é que eu vou exigir que aquele lugar me valorize se eu não estou sabendo me valorizar? Aí alguém vai dizer aqui, ah, mas tá difícil, é desemprego, eu tenho responsabilidades financeiras. Sim, só que aquela pessoa que te dá um trabalho a mais, ela não vai te visitar no hospital. O cliente que te elogia por responder uma mensagem de madrugada não é o que vai te acolher quando você precisar Então nós vamos ter que ver os nossos valores E eu teria aqui, Carla, eu gostaria até de compartilhar algumas coisas, podemos até fazer outra live Em 5.
Minutos eu quero me desligar, mas antes eu quero encerrar te fazendo uma pergunta Qual é o teu próximo projeto? Quando vai sair o seu livro? Várias perguntas, você responde como quiser E agradecer Eu anotei muitas coisas, eu adoro aprender com quem sabe, com quem me inspira, com quem tem conhecimentos diferentes E é por isso que eu estou muito grata de você ter aceitado o meu convite Mas para finalizar, me conta de você, só para finalizar, temos dois minutos Me fale coisas sobre os seus projetos, sobre o seu livro, eu estou curiosa Te acompanho e é isso.
Nossa, eu adoraria, como te falei, falar de outras coisas que eu tenho aprendido. Podemos marcar outras lives, tá? Eu só quero deixar uma mensagem, se eu pudessem ter um minuto. Assim, todos nós vamos cair. Todos nós vamos cair, sabe? E todos podemos levantar. Só que a gente precisa respeitar também esses tombos, entender os caminhos que nos levaram pra essa queda Reconhecer pra melhorar, reconhecer pra aceitar e melhorar Reconhecer pra aceitar e melhorar com a ajuda que eu preciso, entende? Senão a gente vai vivendo processos repetitivos É igual aquele relacionamento que você termina um e já emenda no outro E aí tudo se repete, um emprego é a mesma coisa Então, não sintam culpa pela queda e nem sintam culpa pelo tempo de estarem caídos. Primeiro, observem o que fez aquela queda e quais são os caminhos para você se reerguer. Olhar para o processo. Na semana passada, o Carlos Ruiz, que é um dos maiores empresários do Brasil, ele me disse, Isabela, foram 30 anos de de jornada, porque eu errei muito, eu refiz a rota muitas vezes, então você não pode olhar só também para a pessoa que tá lá, né, tipo... parecendo bem sucedida, não. Aí eu sempre gosto de mencionar, aproveitando a Fê que tá aqui, a Fernanda Bianchini, aquela foto do pé da bailarina. Um pé com a sapatilha e um pé com os machucados dentro da sapatilha. Então, precisamos ter a humildade em reconhecer que atrás daquela imagem tão forte, tão isso, tão aquilo, corajosa, existe muita vulnerabilidade. Então, para ser corajoso, precisa ser muito vulnerável, desapegar do passado, assumir os riscos do novo, assumir os riscos do que pode acontecer.
Brené Brown fala isso, adoro ela.
Então, e essas fragilidades, como elas nunca foram permitidas, até agora, se elas não forem reconhecidas, nós teremos um batalhão de pessoas doentes. Então, como você disse, será que isso vai aumentar? Não, isso já está aumentando, tanto que a Organização Mundial da Saúde já disse lá atrás, depressão e ansiedade serão as doenças mais incapacitantes do planeta. Por quê? Carla, se antes era a força física, É evidente que os EPIs, os equipamentos de proteção individuais, eram tão importantes, mas agora eu quero saber quais são os EPIs para mente. Você sabe que quando Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho, demorou, se não me engano, que foram 48 anos para os EPIs começarem a entrar na discussão. Entende? Então, é muito assunto, é muita coisa que a gente precisa rever.
O livro.
Se chama Dá um Tempo, será lançado na hora que puder ser lançado. Eu tenho uma frase nele que, só de eu dizer vai me emocionar, que eu tive que colocar durante todo o processo que este livro que eu vou lançar chegou tarde em minha vida. Porque quando eu comecei o projeto dele era para prevenir o burnout das pessoas. E eu tive o burnout. Então, olha como Deus é maravilhoso. Então agora eu posso falar do assunto. Eu conversei hoje com o editor, então em breve ele vai sair, ele vai sair pelo digital, por áudio e depois pelo impresso quando puder Então se chama dar um tempo em que eu faço toda essa leitura do passado, do presente E como a gente pode então prevenir que essa nossa conversa, como a gente pode prevenir problemas relacionados à saúde mental Esses ninguém vê, a sociedade ainda não tem empatia, não acha digno falar sobre isso Mas conversas como a sua me ajudam a passar a mensagem correta E.
Eu tenho certeza que o tempo desse livro ser lançado será o tempo certo, o tempo correto E o tempo onde será mais útil para muito mais pessoas Muito obrigada!
— Ai, Carla, você é sempre muito bem-vinda na minha vida, muito querida E vamos juntas, sempre conte comigo Foi um excelente tempo aqui com você Todas as pessoas que estão conosco, eu agradeço o tempo, a confiança. Se fez sentido o que a gente falou, semeie essas palavras em outras pessoas. E vai estar tudo lá no meu canal, tá? Isabela Camargo.
Real. Obrigada. Muito obrigada. Até breve. Na próxima eu vou usar a caneca.
Tá? Combinado. Um.
Beijo. Tchau pessoal. Muito obrigada pela companhia.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








