O tempo está passando mais rápido?

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "O tempo está passando mais rápido?" created on January 16, 2021, discussing the perception of time passing quickly.
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Olá, olá, boa noite. Salve, salve, seja bem-vindo, bem-vinda à nossa live, né? Hoje é live, não tô entrevistando, não vou entrevistar ninguém, então hoje é uma live. Nós estamos às sete horas um minuto, dia 13 de janeiro, quarta-feira, e eu vou repercutir com vocês uma notícia que tem chamado a atenção de muitas pessoas sobre a Terra ter girado mais rápido em 2020. até a Terra... será que o ano acabasse mais rápido? Eu achei muito curiosa a notícia... ela não foi nova para mim... porque eu já pesquisava já esse assunto há muito tempo... e aí eu decidi marcar então esse encontro aqui com vocês. para falar sobre essa manchete. Eu não sei se vocês viram. A Terra girou mais rápido em 2020 do que em qualquer outro ano desde 1960. Alguém viu essa notícia? Alguém ouviu falar sobre isso? Enquanto vocês vão respondendo pra mim, eu quero agradecer, olha quem tá aqui, Carla Tolomei, muito obrigada querida pelo seu tempo, a Lucy, enfim, todos que estão chegando aqui, agradeço o seu tempo, a sua confiança, esse coraçãozinho aqui do lado, se vocês enviarem corações, o Instagram vai entender que esse assunto é relevante e quando a gente está falando de tempo, o tempo é de todos, é interesse de todos, é um assunto muito relevante, não é? Vivi Lauren não viu essa notícia. Vivi, muitas pessoas viram. e entraram em contato comigo. E aí, Isabela, você não vai se manifestar? Especialmente pessoas que não leram o livro, porque aqui no livro dá um tempo, Como Encontrar Limite em Um Mundo Sem Limites, eu tenho um capítulo em que eu falo só sobre isso, que é o ciência, o que a ciência diz por enquanto, se o tempo está passando mais rápido ou se nós estamos passando mais rápido pelo tempo. Então, essa é uma notícia que se vocês colocarem aí no Google, vocês verão dizendo que a Terra girou mais rápido em 2020 do que qualquer outro ano desde 1960. Então, eu vou explicar para vocês o que isso significa e se realmente são essas micro diferenças que estão fazendo o nosso dia passar mais rápido. Então, enquanto vocês enviam corações aqui, eu garanto que o tempo será de muita qualidade, eu vou nutrir esse tempo aqui com vocês. Quero agradecer, então, a presença de todos, à Camila Ranun, que está aqui, querida amiga da comunicação da Globolivros, por onde eu lancei o livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Curioso é que muitas pessoas acham que esse livro É sobre a minha história. E não, esse livro tem tudo a ver com o que nós vamos discutir aqui, se o tempo está passando mais rápido ou se nós estamos passando mais rápido pelo tempo. Foi essa pergunta que me fez iniciar lá em 2017 uma longa pesquisa, primeiro com físicos e astrônomos, para entender realmente, será então que a Terra está girando mais rápido em torno do próprio eixo? Ou será que ela tá girando mais rápida em torno do sol e por isso a gente tá sentindo que o tempo tá passando mais rápido? Esse foi o pontapé pra minha pesquisa em 2017. E aí depois do que eu ouvi dos astrônomos e físicos dos guardiões do tempo aqui do Brasil, lá do Observatório Nacional, tá tudo aqui no livro, como encontrar limite em um mundo sem limites, e entendi que o tempo da natureza tá tudo em ordem, nenhuma oscilação suficientemente capaz de nos fazer sentir que o tempo tá passando mais rápido ou não, Aí eu fui para uma outra linha... aí eu fui conversar com médicos, especialistas, psicólogos e psiquiatras... e aí para entender... né... porque nós sentimos que o tempo está passando mais rápido ou não. Só que essa percepção, gente, não é de todos. Tem muitas pessoas... que não concordam, tá, com quem acha que o tempo tá passando muito rápido, tem muitas pessoas que sentem que o tempo tá passando mais devagar. Tem gente que achou que 2020 se arrastou e tem gente que sentiu que 2020 Passou voando? A Maria está dizendo aqui, nós que estamos com muitas atividades. Sim, Maria, exatamente. Essa é uma resposta que nós poderíamos encerrar a live agora. Eu digo isso inclusive no livro. Quando um dos físicos me responde, que eu vou falar para vocês já já, eu até brinco, eu posso encerrar o livro aqui. Já deu para entender que com o tempo não tem nada errado, somos nós a que estamos querendo fazer mais coisa ou não ao mesmo tempo. Mas o que será que o que está acontecendo aqui, o que aconteceu aqui em 2020 interferiu ou interfere no que acontece com cronos, o tempo dos homens, com o tempo do relógio? A Maria continua assim, vou continuar assim. Inclusive, se vocês quiserem mandar perguntas, quem já leu o livro ou não, enviem aqui na caixinha com pontinho de interrogação, que assim que eu puder, eu já vou incluir vocês aqui na nossa prosa. Eu, como jornalista, eu preciso falar o que vocês querem ouvir. Então, eu vou começar aqui a nossa live trazendo, então, essa notícia que foi divulgada em muitos sites, que a Terra girou mais rápido em 2020 do que qualquer outro ano desde 1960. Bom, resumindo a notícia é a seguinte, foram 28 dias mais curtos em 2020. Agora, olha que interessante, 28 dias mais curtos em 2020. Por quê? Porque temos relógios artificiais, relógios atômicos, para quem não sabe, são os relógios mais precisos que nós temos no mundo, e quanto mais preciso é o relógio, quanto mais Precisa é a medição, mais variações nós vamos encontrar. Então, o que que os cientistas descobriram? Por que eu digo cientistas? Porque são vários cientistas que cuidam de relógios atômicos espalhados pelo mundo inteiro. Esses relógios, eles entram em sincronia. Aqui no Brasil é o Observatório Nacional lá do Rio de Janeiro que cuida dos relógios atômicos, ou seja, do nosso tempo, dessa precisão tão importante que hoje a sociedade exige para que os aviões não trombem no céu, para que o tempo realmente seja preciso. Compreenderam até aqui? Olha, o Girigazo está dizendo que leu o livro, o capítulo sobre ciência fala desse tema. Exatamente. Então, o que a ciência diz por enquanto é porque nós vamos tendo adaptações e atualizações desses relógios que já foram de água, já foram de areia, já foram velas. As velas já foram medidoras de tempo. Então, de tempos em tempo, nós vamos tendo o quê? atualizações desses relógios, tanto que chegamos aos relógios atômicos, que são os mais precisos do mundo, que inclusive medem as oscilações do átomo de Césio 133, por isso que chama relógio atômico. Então, quanto mais preciso o relógio, mais variações nós teremos. Então, os cientistas, os guardiões do tempo, assim como aqueles que estão lá no Rio de Janeiro, como eu tô tentando aqui mostrar pra vocês, lá no Rio de Janeiro, Observatório Nacional, eu não sei se vocês são da minha época, mas tinha uma época, gente, que a gente ligava num telefone, eu não lembro se era 130, pra saber a hora certa. Numa época em que a gente não tinha computador, que não tinha celular, no máximo nós tínhamos televisão e um telefone fixo, direto eu ligava nesse número, eu não lembro se é 130, se alguém lembrar, coloca aqui, e ligávamos para saber a hora certa. Essa hora certa vinha e vem do Observatório Nacional. Então, pega os cientistas ali do Observatório Nacional, mais os cientistas do mundo todo e aí existe o que? Um acordo? Como é que foi o tempo aí? Como é que foi o tempo aqui? E vão entender a velocidade da rotação da Terra. Muito bem, então o que os cientistas descobriram? Que durante, por 28 vezes em 2020, a rotação da Terra foi completada 1,46 milissegundos mais rápido que o normal. Vou repetir. Os cientistas identificaram que foram 28 dias em que a Terra girou em torno do próprio eixo, ou seja, fez o movimento da rotação 1,46 milissegundos mais rápido. Bom, aí você vai me dizer assim, algumas pessoas vão falar assim, tá vendo? É por isso que o tempo tá passando mais rápido. Bom, então vamos lá. Lu Passos botou até aqui um what? É o seguinte Lu, o que é um milissegundo? Um milésimo de segundo. Então pensa, hora, minuto, segundo, um milésimo de segundo. Será que é isso mesmo que está fazendo a gente sentir que o tempo está passando mais rápido? Bom, vira e mexe, a gente ouve teorias em que dizem que a Terra está girando mais rápido a ponto da gente não ter mais 24 horas. Olha quem tá aqui, psifinanceiro, meu amor. Vira e mexe a gente sempre ouve uma teoria que o dia não tem mais 24 horas, tem 16, tem 18, que a Terra tá girando mais rápida. Bom, tá aí então. Cientistas então já disseram, está girando mais rápido? Sim, se nós considerarmos as medidas do relógio atômico. Mas, eu te pergunto, 28 dias de 365 em que a Terra girou menos de um segundo mais rápido, será que é isso que está fazendo o nosso dia passar mais rápido? Vou repetir, será que dentre 365 dias, 28 apenas, em que a Terra girou menos de um segundo mais rápido, será que é isso que está interferindo na nossa percepção de tempo? E aí eu vou trazer aqui uma coisa para vocês, antes de continuar com o que os cientistas me disseram e o que está no livro, tá? Se a Terra Se fosse isso mesmo que determinasse o tempo passar mais rápido, será que nós teríamos pessoas sentindo que o tempo não está passando mais rápido? Então agora temos aqui um ponto de reflexão, para quem é inteligente já pegou. É o seguinte, por que eu tenho pessoas que sentem o tempo passando mais rápido e outras que sentem que o tempo está passando mais devagar? Porque depende do que estão fazendo. No livro, inclusive, eu trago a história do Cristiano. Um rapaz super jovem, que aos 42 anos, ele teve que fazer uma cirurgia cardíaca. E para fazer essa cirurgia cardíaca, ele teve que fazer um transplante de coração. Ele ficou esperando o coração por quatro anos. Para o Cristiano, o tempo arrastou. Tá certo? Então, para quem está esperando um coração que não tem hora para chegar, o tempo se arrasta. Para quem está esperando uma resposta de trabalho, o tempo se arrasta. Para quem está esperando uma ligação, uma mensagem de alguém, o tempo se arrasta, não é? Pronto. Espero isso, Magalhães. Depende da ocupação. Espero ter respondido uma inquietação de vocês. Vai depender do que estamos fazendo com o tempo. No geral, Para quem o tempo passa mais devagar? Para quem está numa fila? Então, como eu mencionei, né, Vivi? A fila de um transplante, a fila do banco, a fila do banheiro. Vocês já viveram aquela experiência de esperar para usar o banheiro? Um minuto fora do banheiro é totalmente diferente de um minuto dentro do banheiro, não é? Está aí, então, a relatividade do tempo. Quando você está esperando, o tempo demora muito mais. E quando você está em atividade, o tempo passa no tempo dele. Uma atividade mais veloz, o tempo vai parecer passar mais rápido. Uma atividade no tempo certo, no ritmo que o seu corpo aguenta, vai passar no ritmo certo. Faz sentido o que eu estou dizendo até aqui? Então, se esses milissegundos em que a Terra girou mais rápido em 2020 fossem suficientes para dizermos assim... é... por conta de um milissegundo... é por isso que o tempo está passando mais rápido... não teríamos pessoas dizendo que o tempo não está passando. rápido, não teremos pessoas dizendo que o tempo está passando devagar. Faz sentido, gente? Então, o que eu percebi durante a pandemia, só fazendo aqui um adendozinho porque alguém me falou aqui sobre pandemia, né? Durante a pandemia, aqueles que esperaram parados perceberam o ano se arrastar. Para aqueles que esperaram algo em movimento, estudando, lendo, meditando... curioso, não é? Nossa, Isabela, mas meditar... eu estou parado... e mesmo assim o tempo passa? Sim. Quando você está ocupando o seu cérebro... sim... você não vai sentir o tempo se arrastar. Então, esperar parado pode trazer uma percepção equivocada do tempo. Assim como estar em movimento, mas não em um movimento equilibrado... em um movimento que segue o ritmo do seu corpo, também vai fazer você ter uma percepção que o tempo está voando. Vou dar mais um exemplo aqui para continuar com o que os astrônomos falam sobre esses milissegundos. Imaginem a Avenida Paulista. Mesmo quem não mora em São Paulo já viu a Avenida Paulista, não é? Então, imagine você atravessando a Paulista andando. observando os prédios, observando um casarão que tem lá, um casarão branco, assim, sentido paraíso à direita, esse casarão, nossa, quantos anos. Então, você tá andando na Paulista e você está observando as construções. As árvores. Você passou ali pelo parque, viu o maspe. Agora, imagina, esse mesmo trajeto da Paulista, você na garupa de uma moto, a 100km por hora. Imagina então que os faróis estão todos abertos, tá tudo verdinho e você tá na garupa de uma moto, a 100km por hora. O trajeto é o mesmo? Você provavelmente vai percorrer esse trajeto muito mais rápido, não é? Do que andando, observando. E aí eu te pergunto, o trajeto é o mesmo? O que passou mais rápido, você na garupa de uma moto ou caminhando? E isso então é o que eu trago para o nosso dia a dia. Será que a gente está vivendo? Andando ou na garupa de uma moto a 100 km por hora? É claro, né gente, que tem momentos que nós precisamos da garupa de uma moto de 100 km por hora. É claro que tem horas que nós precisamos realmente de velocidade. Mas tem hora que nós precisamos caminhar, observar. É sobre isso que nós estamos falando. Olha quem tá aqui. Fernanda Bianchini, maravilhosa. Fernanda, seja bem-vinda. Érica Martini. Olha, tanta gente bacana aqui. Que bom. Muito obrigada pelo seu tempo e pela sua confiança. Você que está aqui me acompanhando, então, nessa prosa que eu propus pra vocês, pra falar então sobre essa notícia. Que 2020 Encerrou com 28 dias, com alguns milissegundos a menos. Agora veja, tenho uma declaração pra vocês bombástica, que tá aqui no livro, tá? Vou falar só um pouquinho, pra quem já leu, já sabe, mas pra quem ainda não leu, só pra vocês entenderem. Olha só. Quando eu fui conversar com os astrônomos e eu perguntei, vem cá, galera, o tempo tá passando mais rápido, né? Porque eu ouço muito mais pessoas reclamando que o tempo tá passando mais rápido. E aí, os astrônomos me disseram o seguinte, olha, nós temos um tempo médio solar e um tempo verdadeiro solar. O que isso significa? Temos um tempo solar verdadeiro e temos um tempo médio. Esse tempo médio solar é a convenção que nós temos de 24 horas. Então, o que eles me disseram? Em média, temos um tempo solar médio, fictício, de 24 horas. Mas isso significa que tem dias que a rotação da Terra vai ser de 23 horas e 56 minutos. Num outro dia, ele pode ser de 24 horas e 1 minuto. Perceberam onde eu quero chegar? Isso está na página 196, 195 aqui do livro. Dá um tempo como encontrar limite em um mundo sem limites. Quem explica isso é o físico e astrônomo Carlos Henrique Veiga do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Vejam só o que ele diz. Existe uma diferença grande entre o tempo solar verdadeiro e o tempo solar médio. Tempo solar médio é a convenção de 24 horas. O verdadeiro leva em consideração as variações do movimento da Terra. Ou seja, todo dia a Terra oscila. Todo dia a rotação da Terra oscila. Um pouco para mais, um pouco para menos. Por exemplo, o tempo solar verdadeiro hoje será de 23 horas e 56 minutos. Amanhã o dia pode ter 24 horas e 3 minutos. Acertamos isso com um tempo solar médio, fictício, de 24 horas. Assim todos teremos o mesmo horário. Se não fosse assim, diz o físico e astrônomo, teríamos que acertar o relógio todos os dias. Compreenderam? Então, é o seguinte. Já tivemos relógio de sol, já tivemos relógio de água, de cera, velas foram medidores. Aí, até chegar neste modelo aqui, foram muitos séculos, muita tecnologia envolvida para a gente hoje ter um relógio atômico que consegue medir nanosegundos. É um segundo dividido em milhares de vezes. Então, o que acontece? Essa precisão dos cientistas que colocaram nessa notícia que em 2020 teve 28 dias com 1,4 milissegundos a menos, significa que para os relógios atômicos precisos nós tivemos um milissegundo a menos por 28 dias. Então quanto mais preciso o relógio, Mas pirada a turma fica achando que é isso que está interferindo na percepção do tempo. Mas não é. E é muito... a informação, gente, é tudo. Quando eu descobri isso lá no Observatório Nacional... o meu olhar para o dia e para a noite mudou demais. Porque a gente está querendo precisão do Sol... como nós estamos tendo precisão dos relógios... e a vida não funciona assim. Porque todos os dias são diferentes. O vento muda, a temperatura muda, a pressão do ar muda. Tudo isso interfere nos nossos dias. Percebem onde eu quero chegar? Nessa reportagem, inclusive, eu tô na Exame, tá? Exame.com barra ciência, que de todas as fontes é a que traz aqui a informação mais enxuta. Então, os cientistas dizem que o nosso planeta fez a sua rotação Durante 28 dias, ou seja, 28 dias, 28 vezes em 2020, a Terra girou em torno do próprio eixo 1,46 milissegundos a menos do que o normal. E ainda, quando diz assim, isso nunca aconteceu desde 1960, cuidado gente, ó, sou jornalista aqui pra explicar. Por que que fala desde 1960 e não antes? Porque só a partir de 1960 tivemos relógios atômicos. Ah, então isso significa que a Terra pode ter rodado menos até antes disso. O problema é que não tinha medidor. Pegaram aqui? Então vamos lá. Outro exemplo para falar sobre aquilo que nós não vemos, será que acreditamos? Tem uma história que um médico que eu conheci conta que até o século XVI não existiam bactérias. Como assim Isabela, não existia bactéria até o século XVI? Porque não existia microscópio. Ah, então os médicos tinham dificuldade em reconhecer que algo que eles não viam a olho nu pudesse matar. Aí esse problema foi resolvido com o que? Com o microscópio e com os antibióticos. Pronto. Então não significa que até o século XVI não tinha bactéria. Até o século XVI não tinha um instrumento para visualizar as bactérias, saber que elas existiam. O mesmo, então, eu posso dizer que está acontecendo com os relógios atômicos. Para quem leu essa notícia e já diz, né, que, nossa, é por isso que o tempo, então, está passando mais rápido, calma, calma na alma, não é bem assim. Então, essas medições, então nunca tivemos 28 dias com a Terra girando um milissegundo mais rápido desde 1960, porque só em 1960 começamos a ter relógios tão precisos assim. Aí você vai me perguntar, mas será que a gente precisa de um relógio tão preciso assim? Depende. Depende pra quê? Para operações bancárias, para o movimento dos aviões, sim, precisamos de muita precisão do tempo cronológico. Mas, para as outras atividades da vida, será que a gente precisa se pautar por um relógio atômico? Então, é disso então que nós estamos falando. Eu trabalho com comunicação há 23 anos e quando vejo uma manchete dessa, claro que eu fiquei curiosa, foi o que pautou as minhas pesquisas em 2017. E aí, se você dedica um pouquinho de tempo e vai lendo realmente, vai filtrando a informação, você reflete. Opa, pera lá! 1 milissegundo. O que é isso? Eu fiz a conta aqui no site de conversão na internet. 1,4 milissegundos é igual a 0,001 segundos. Então, gente, veja só. 1,4 milissegundos... não dá um segundo. Então, não me venha botar a culpa no planeta Terra... que você está sem tempo de fazer as coisas. Percebem? Estou falando isso com muito carinho... porque foi isso que me pautou lá em 2017 para escrever aqui o livro... Dá um tempo como encontrar limite em um mundo sem limites. Aqui tem trechos de 150 entrevistas de pessoas que marcam o nosso tempo, pessoas inspiradoras, desde físicos e astrônomos que explicam a ciência por trás das nossas percepções, até médicos e especialistas que aí vão explicar a parte emocional de como estamos lidando com o nosso tempo. Quer ver também uma outra comparação dessa relatividade do tempo? Quando você tá fazendo uma atividade gostosa, quando você tá com alguém que você ama, quando você tá fazendo algo em que a sua alma tá feliz, o tempo passa voando, não passa, Carla Calado? Agora, quando você está esperando uma fila, quando você está esperando uma resposta, quando você está tendo que fazer uma atividade enfadonha, ou uma atividade que não é legal, o tempo passa como? Bem mais devagar, não é? Então é essa percepção que é importante nós trazermos nessa noite então de quarta-feira. Inclusive, quando eu abri essa live, o que que eu disse? 7 horas, 1 minuto, 13 de janeiro de 2021, ou seja, quarta-feira, nós marcamos um horário. Então, a precisão do tempo é importante para fazermos combinados. Então, o tempo cronológico, ele é importante para os encontros, ou para os desencontros, não é? A Esther está dizendo aqui, o tempo parou ontem para nós palmeirenses, estou sabendo, que foi uma coisa estranha, né Esther? Então, tudo vai depender do que você faz com a sua agenda. Como assim, vivendo com burnout? Um beijo para você, que bom saber que você está aqui. especialmente nós que vivemos com o burnout. O que que acontece? O que que está acontecendo? Queremos fazer mais coisa ao mesmo tempo. São várias crenças que contribuem para o excesso de estresse que nós estamos vivendo. São várias crenças que contribuem para que a gente se sinta culpado ou culpada em descansar. E aí, A nossa vontade e desejo de fazer mais coisas dentro do mesmo tempo, dentro do mesmo dia, somada à crença, somada à culpa de que nós não podemos descansar, nós teremos a percepção que o tempo está voando, viu Raquel? E, a médio e longo prazo, poderemos sentir até outras coisas. como um burnout, como crises de ansiedade e outros problemas de saúde relacionados às doenças do tempo. Doenças do tempo, eu também trato aqui no livro, não é um termo meu, é um termo da década de 80, 1982, esse médico Larry Dossey, é um outro livro, ele fala sobre doenças do tempo, aqui no livro Ele fala sobre doenças do tempo em que a maioria, lá na década de 80, a maioria das doenças podem ser causadas no todo ou em parte por nossa percepção equivocada do tempo. Gente, olha que lindo isso. Vou repetir. Médico Larry Dossey, 1982, no livro Espaço, Tempo e Medicina, diz que muitas doenças, talvez a maioria, podem ser causadas no todo ou em parte por nossa percepção equivocada do tempo. Alguns neuróticos apresentam claustrofobia no tempo. Ele diz, pacientes se sentem assoberbados pelos seus deveres e oprimidos pela escassez do tempo. Assim como tem gente que se sente aflito por espaço livre na agenda. Não é interessante, hein? 1980, então... Ah, mas então antes de 80 não tinham as doenças do tempo? De novo, claro que sim. Você tem filósofos gregos, você tem escritores séculos antes de Cristo falando sobre ansiedade e depressão, sobre estresse, com outras palavras? De novo, bactérias não existiam até o século 16, porque não tinha microscópio. não tínhamos uma medição tão rigorosa assim desde 1960, porque só na década de 60 é que os relógios atômicos começaram a ficar sincronizados pelo mundo. Aqui no Brasil, é lá no Rio de Janeiro, no Observatório Nacional, em que Os relógios atômicos, alguns ficam lá, outros ficam espalhados também pelo Rio de Janeiro. É lá onde tem a hora certa. Mas vamos lá. Pra quem tá chegando agora, seja bem-vindo, bem-vinda. Nós estamos repercutindo a notícia que a Terra girou mais rápido em 2020 do que em qualquer outro ano desde 1960. De novo, porque foi em 1960 que os relógios atômicos entraram em cena. Relógios atômicos, meus amores, são relógios que medem as oscilações de um átomo de Césio, Césio 133. Eu vi um relógio desse lá no observatório do Rio de Janeiro. Não é nada charmoso, bonitinho, nada conhecido, tá? É uma máquina bem grande, inclusive, que vai medindo as oscilações do átomo de Césio. E aí, dependendo da rotação da Terra, há uma diferença nesses átomos de Césio. É por isso que quem abrir essa reportagem em algum site de confiança, eu tô aqui na Exame, verá que a reportagem diz que nós tivemos 28 dias em que a Terra completou a sua rotação 1,4 milissegundos mais rápido do que o normal. Então, significa o quê? Significa que a Terra girou menos de um milésimo de segundo por dia mais rápido. Então, não é isso que está fazendo você, ou alguém que você conheça, sentir que o tempo está passando mais rápido. Eu vou trazer aqui mais um trechinho do que o livro diz, vocês querem? Porque aí é o que o físico diz, o jornalista adora dar as fontes. Quando eu comecei a pesquisar o tema desse livro lá em 2017 e eu ouvi de muitos físicos e astrônomos o seguinte, a Terra continua girando em torno do próprio eixo, em torno do próprio eixo, em média 24 horas por dia. Vou repetir, esse é um tempo solar médio. para essa convenção que nós temos. Vários países, inclusive, seguem calendários diferentes. Esse aqui pode até mudar. Mas as 24 horas foi uma convenção criada há algum tempo porque o tempo solar verdadeiro, a rotação da Terra, E a rotação em torno do Sol verdadeira, ela não é precisa como um relógio atômico, ela é natural. E como é a natureza? Um dia... Tem uma temperatura, uma intensidade de ventos, uma pressão atmosférica. Então estamos querendo dar uma precisão para a Terra que só relógios artificiais podem nos dar. Então o que os astrônomos me disseram foi isso aí. Em média 24 horas por dia. Significa que hoje O tempo solar verdadeiro, a rotação da Terra, pode ser de 23 horas e 56 minutos. E no dia seguinte, 24 horas e 1 minuto. O que que acontece, gente? Será que nós vamos todos os dias entrar lá nos sites? Aliás, tem alguns muito interessantes. Tem um time and date, por exemplo. no site SimonDate.com e lá mostra as diferenças precisas de cada dia. Será que é isso que vai fazer a gente usar melhor o nosso tempo? Ou nós nos conhecendo, nos desenvolvendo pessoalmente é que vamos viver o nosso tempo de forma mais adequada? É isso que eu queria compartilhar com vocês. Tem uma frase, inclusive, aqui muito, um trecho muito interessante, que o físico e astrônomo Carlos Henrique Veiga, do Observatório Nacional, compartilha no livro, tá? Tá aqui. Ó o Renato Bezerra, nunca imaginava isso. Que bom, Renato, que você tá aqui. Isso é conhecimento, não é? E é muito importante pra gente poder compreender melhor a natureza externa e a interna. Mas vamos lá. O Carlos Henrique Veiga, do Observatório Nacional, ele diz... O que se observa na natureza, com satélites e sondas, é que o período de rotação da Terra não mudou tanto para que a nossa convenção de 24 horas pudesse ser alterada. Fisicamente, nada foi observado. Gente, mas eu insisti. Mas eu insisti. Professor, tem certeza que nada está acontecendo com a Terra? Não é possível que tenha tanta gente reclamando que o tempo está passando mais rápido? Ele disse não. O que se observa na natureza com satélites e sondas espaciais é que o período de rotação da Terra não mudou tanto para que a nossa convenção de 24 horas pudesse ser alterada. Então, fisicamente, nada foi observado. Escutem, não é isso que está fazendo com que as pessoas tenham a impressão que o dia está mais curto. Existe Algo social dentro do planeta que torna as pessoas mais ansiosas. É emocional. É emocional. O mundo exige da gente muito mais informação, mais pesquisa, interação. E aí o dia ficou curto para todas essas questões do cotidiano. Diz o físico e astrônomo Carlos Henrique Veiga do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Então, se eu disser que o tempo tá passando mais rápido, eu estou confirmando que todos deste planetinho azul estão sentindo que o tempo tá passando mais rápido? Então não. Então o correto, meus amores, é dizer o seguinte, olha, tô sentindo que o meu tempo tá passando mais rápido. Que o meu tempo tá voando. Porque o tempo médio de 24 horas continua igual. Mesmo, quem acessar então essas notícias, leia então por favor, filtre por favor, uma das grandes habilidades do Zeitgeist, do espírito do nosso tempo, falo sobre isso no livro, é você filtrar. Leia uma notícia até o fim, veja qual é a fonte e reflita se ela expressa realmente a realidade, a sua realidade, tá? Então, para quem acessar essa notícia, vai entender que nós tivemos 28 dias mais curtos em 2020. Se eu parar aqui, alguém vai dizer, viu? Eu sabia que o tempo tá passando mais rápido. E aí eu continuo. 28 dias mais curto. Quanto curto? 1.46 milissegundos. seriam 0,001 segundo mais rápido... nesses 28 dias. Será então que é isso, Suellen... que... está fazendo... eu sentir... você sentir... que o tempo está passando mais rápido? Então não é. Está certo? E aí... eu trago aqui na página 196... aqui... tá... do livro Dá um Tempo... Como Encontrar Limites em Um Mundo Sem Limites... e coloco o que a ciência diz por enquanto... por enquanto por quê? Como eu acabei de dizer... as bactérias não existiam até o século XVI... aí depois entrou o microscópio... então elas existem... a ciência errou? Não... a ciência não tinha um instrumento capaz de mensurar... de visualizar a bactéria antes. Ah, tivemos 28 dias mais rápido em 2020. Isso nunca aconteceu desde 1960. Será que é porque não acontecia antes? Não. É porque em 1960 entrou em cena o relógio atômico. Compreenderam? Então, vou trazer aqui, neste capítulo, então, como eu disse, o que a ciência diz por enquanto, uma frase que eu gosto muito. Então... respira fundo. Considere pensar por alguns segundos... como todo o universo está vibrando. Nada está parado. O mundo está constantemente se ajustando. A inclinação da Terra permite as estações do ano que nos pautam todos os dias de uma maneira diferente. Nenhum dia é igual ao outro. Nenhum dia é igual ao outro. Vou repetir. Nenhum dia é igual ao outro. Ah, mas o dia... hoje é quente... hoje tá quente... ontem dava quente... com diferença de temperatura... com diferença de umidade no ar... com diferença de pressão atmosférica. E o que que isso tem a ver com as minhas percepções? Nenhum dia também eu estarei igual como em outro dia. As minhas células mudam do bom dia ao boa noite. E quando eu sei disso, gente, tudo muda. Você se cobra menos, não é, Jorge? Ainda bem. Você se culpa menos. Então, para aqueles que não querem aceitar pequenas mudanças, grandes mudanças, pensem nisso. A vida é movimento, não é márcia. E é por isso que quando nós estamos estagnados, vivendo em algum processo de depressão, em algum processo de negação, isso nos faz tão mal. Porque se a Terra está girando, se o Sol está movimentando, se tudo está movimentando, quando eu estagno, quando eu fico parada, eu estou indo contra o movimento da natureza. É por isso. Ah, mas tem dias que eu não me sinto bem. Tudo bem. aceite... não brigue com os seus sentimentos... e também não coloque a culpa no planeta Terra... como agora então... nós estamos aqui há 45 minutos refletindo... o que nós estamos fazendo... nós estamos refletindo... não é, Lorraine, linda... obrigada pelo seu tempo... nós estamos refletindo... e estamos colocando em prática... uma habilidade fundamental nestes novos tempos... que é o filtro... que é a seleção... que é a curadoria. Se você não filtrar as informações que você vai consumir... você vai usar o seu cérebro, a sua energia, ou seja, o seu tempo, como bobagens. E aí depois... você pode ter a sensação que o tempo está passando mais rápido... que o tempo correu... Nossa, o dia correu e eu nem vi. Eu teria muitos caminhos aqui para seguir. Para quem me acompanha já sabe... eu poderia falar sobre os ladrões de tempo... que nós abrimos a porta... quando não estamos atentos. Não vai dar tempo de falar nessa live... mas falarei nas próximas lives... hoje é que eu comecei. Então, nós precisamos... nós estamos precisando de filtro. O zeitgeist... o zeitgeist é o espírito do tempo. O zeitgeist do século XXI... ele é formado... por algoritmos. Zeitgeist é uma macro tendência que interfere sobre uma sociedade. Então já tivemos outros zeitgeists antes do século XXI. E o zeitgeist do século XXI exige da gente muita presença para filtrar, selecionar essa overdose de conteúdo, essa overdose de informações que nós temos. Isso não é bom nem ruim. Isso é. Isso é um fato. A internet não é boa nem ruim. Ela é. Vai depender de como você usa. O tempo não está passando nem mais rápido, nem mais devagar. O tempo é, em média, considerado, 24 horas por uma convenção, que evoluiu por milênios para chegar como está agora. O que vai definir a sua percepção de uma coisa, ser boa, ser ruim, passar rápido ou devagar, é o seu repertório, é como você vai encarar a situação, como você vai absorver aquela situação. E a gente tá vendo aqui um exemplo que serve pra todos. Essa notícia de que a Terra girou mais rápido em 2020 do que em qualquer outro ano desde 1960. Não é a rotação de menos de um segundo por dia que é responsável pela nossa inabilidade de colocar menos coisa dentro da agenda. Mas também sem culpa, não é? Sem cobrança. Né, Isabela? É claro que nós queremos fazer cada vez mais coisa porque glamourizamos, né? Vivemos numa sociedade em que você tem que estar produzindo e fazendo muita coisa ao mesmo tempo. Você pode sim ser super produtivo, eficiente, mas você também precisa descansar, você também precisa respeitar o seu tempo interno, porque senão vai dar a impressão realmente que o mundo pirou, só você que não, não é assim, então o tempo da natureza continua normal dentro de uma média que é artificial, que é convencionada. Mas veja, então se nós temos um relógio tão preciso como nós temos, que é o relógio atômico, também está claro que se os cientistas só chegaram a 28 dias no ano passado em que a Terra girou 1,46 milissegundos mais rápido, então mais uma informação para não atribuir a rotação da terra à nossa falta de tempo. Só foram 28 dias com menos de um milésimo de segundo mais rápido. Não é? Então, não é isso que está fazendo você sentir o tempo mais rápido ou mais devagar. É o que você está fazendo com esse tempo. Eu vou abrir aqui... a caixinha aqui de perguntas, deixa eu ver... Ah, não tem nenhuma pergunta. Ah, então tá bom. Eu estava vendo aqui... outra informação. Então... o que eu queria trazer para vocês... é essa reflexão. Cuidado com o que vocês vão ler, a partir dessa consideração dos cientistas, eles estão corretos, foram 28 dias, mas curtos. Quanto tempo mais curto? Menos de um milésimo. Mas não é isso que está fazendo a gente sentir o tempo passar mais rápido ou mais devagar, tá? Chegou aqui uma pergunta, deixa eu ver se eu abro. Olha que pergunta interessante. Se o relógio da Ana Paula, guia de turismo, se o relógio atômico da hora certa está no Rio, por que a hora oficial é de Brasília? Ana Paula, é o seguinte, o Observatório Nacional está no Rio de Janeiro. Eles sincronizam todos os relógios atômicos do Brasil e do mundo. Se eu não me engano, são nove aqui no Brasil, se eu não estou enganada. Tem que atualizar essa informação. No site do Observatório Nacional, se vocês clicarem ON, deve ter essa informação. Quantos são? Então, os relógios atômicos estão, eles são coordenados pelos astrônomos e físicos que estão no Rio de Janeiro. Mas a hora oficial é de Brasília, porque a nossa capital é de Brasília. Faz sentido? É muito interessante a gente olhar para a evolução dos relógios. Como eles se tornaram tão precisos? E a sua pergunta é ótima, Ana. É só no Rio de Janeiro que estão os astrônomos e físicos, o Observatório Nacional. É um prédio lindo, histórico, que estão os guardiões do tempo. Os guardiões do nosso tempo preciso. E precisa de um tempo tão preciso? Sim. para aviões, para pousos, decolagens, para transações bancárias, mas para a nossa vida. Acho que eu vou trazer aqui uma coisa que pode ser importante para vocês, mas para a nossa vida, nós não precisamos de tempo preciso o tempo inteiro. Nós precisamos, ó, precisamos também de Cairós. que é o tempo de Deus. O tempo das emoções. Tempo das oportunidades. Tempo dos sentimentos. Não vai dar tempo de falar muito sobre isso. Geralmente eu faço lives só sobre esse tema. A diferença entre cronos. Tempo dos homens. E Kairós. Tempo de Deus. Kronos é para a convivência. Nós marcamos hora aqui, sete horas, no dia 13 de janeiro. Kronos, tempo dos homens, convivência. E Kronos e Kairós, tempo de Deus, é o tempo do sentir. Então cada um de vocês que está vendo esse carrossel está sentindo alguma coisa. e isso é muito individual. Então, é a mesma coisa em relação ao tempo. O tempo cronológico é o mesmo, mas o tempo do sentimento é diferente para cada um. Viu, Camila? Ana Paula, vivendo com o burnout, que bom saber que você está aqui. E, para finalizar, como estamos muito presos a cronos, a esse tempo dos homens... a esse corre-corre... a tudo que nós colocamos na agenda... nós não estamos sentindo... não estamos dando o tempo devido... não estamos dando a atenção devida para os nossos sentimentos. E aí, com o tempo, vem as doenças do tempo, como nós já falamos agora há pouco. Então, era isso que eu queria trazer para vocês nessa conversa de hoje. Tudo o que eu falei, de alguma maneira, está aqui no livro, Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites, livro lançado pela Globolivros e que vocês, que já leram, me permitiram já transformá-lo em bestseller. Tem trechos de 150 entrevistas de pessoas que marcam o nosso tempo. físicos e astrônomos, inclusive que explicam que o tempo da natureza não está mudando, milissegundos não é o que vai mudar a nossa percepção do tempo, e também médicos, músicos, tem o tempo da música, E tanto tempo que a gente, tantos tempos que nós convivemos, que vale a pena a leitura. Então, muito obrigada pelo tempo de vocês, eu queria trazer então essa reflexão sobre essa notícia, que 2020 teve alguns dias mais rápidos, mas foram milissegundos mais rápidos. O que não interfere na nossa percepção, o que vai interferir no seu tempo é o que você faz com ele. É o que você coloca na agenda. Que aí esses ponteiros ou esses quadradinhos, eles podem te oprimir ou não. Essa é a grande diferença. É o que você faz com o seu tempo, que vai fazer com que você sinta se o tempo está passando mais rápido ou não. E mais uma vez, se você não aceitar os seus sentimentos, se você não acolher as suas dores, acontecem as doenças do tempo. E aproveito então para já falar sobre a live de amanhã. Amanhã é uma entrevista com o Leonardo Abraão, o idealizador do janeiro branco, mês de promoção à saúde mental. Precisamos de um janeiro branco para 11 meses coloridos. né... porque... janeiro... já estamos no dia 13... o que que você fez... que você se comprometeu no final do ano... está colocando em prática... vai deixar para depois... hoje mesmo eu coloquei... uma publicação... você está deixando o trabalho para amanhã ou você para amanhã? E isso tudo interfere na nossa saúde mental? Por isso que amanhã, às oito horas, eu estarei com o Leonardo Abraão pra gente falar sobre o janeiro branco. Isso, corações então branquinhos aqui, já que a Georgia e a Atrícia começaram, vou adorar. Corações brancos então, para o janeiro branco, pra que a gente tenha onze meses coloridos. Não é, Lohayne? Eu espero vocês. Professor Leandro, não é Carla, é isso mesmo. Nós precisamos pensar na nossa saúde mental como pensamos na nossa saúde física, que é saúde, gente. Por muitas décadas nos estimularam a cuidar da alimentação, do físico, do exercício, e tá na hora da gente, então, pensar. Olha que lindos corações branquinhos. Alguém tira uma foto? Aliás, eu perdi o que eu estava falando... eu falei aqui do coração branco e eu acabei me perdendo... mas enfim... está na hora da gente pensar... na nossa mente... assim como pensamos no nosso corpo. O nosso corpo não é só da sobrancelha para baixo. Ele também é da sobrancelha para cima. Então, nós precisamos... nos desenvolver... nos cuidar... e saúde mental é para todos... saúde mental é para quem está vivo. Se esse papo foi bom... Marque alguém que você gosta, compartilhe, eu sempre republico os stories, olha quanto coração! Que lindo! E aí vamos em frente, que vocês tenham uma boa noite, bom descanso, e amanhã a gente fala um pouquinho mais sobre tempo, sobre saúde, especialmente sobre saúde mental, sobre Janeiro Branco. Até amanhã!
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








