Perder tempo ou se atualizar?

Antonella discusses hiring decisions and leadership challenges, weighing whether time spent on training and development is wasted or essential for growth. She shares personal experiences working under different management styles and confronting recruitment biases.
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Então, ou a gente vai perder tempo dizendo porque que não era necessário, ou a gente vai buscar um treinamento, um desenvolvimento que me habilite a lidar com as necessidades atuais. Faz sentido isso pra você?
Total, total.
Agora, lidar com pessoas que pensam diferente, pra um líder, Não é todo líder que encara isso bem.
Não, é muito desafiador. Porque a gente tem a tendência, até no recrutamento e seleção, a selecionar pessoas que são parecidas conosco, que pensam como nós. E isso é uma coisa que eu trabalhava muito dentro de mim quando eu ia recrutar. Uma vez eu estava fazendo uma entrevista e o menino começou a falar, não, porque eu fui para o Machu Picchu, porque eu fiz tal experiência, tal experiência. Eu falei, cara, que massa que era esse menino na minha equipe, super proativo. E dava pra ver que ele era comprometido, todas as experiências dele. Mas aí, eu comecei a me perguntar. Mas será que eu não estou contratando mais uma pessoa muito parecida com a Antonella? Quem é a pessoa que eu quero trazer para o time nesse momento?
Olha que recorte bom aqui que nós temos sobre, na prática, isso significa reconhecer uma pessoa que, olha que legal, parece muito comigo, mas você não contratou.
Não contratei. Eu escolhi contratar outra pessoa, porque o time precisava de outra pessoa com outras habilidades naquele momento.
Uau. Que lado que falou pra tomar essa decisão? O racional ou emocional?
O racional.
O racional, porque o emocional tava tipo, nossa, caiu do céu, obrigada.
Aquele impulso, aquele impulso.
E aí?
E aí eu contratei outra pessoa, que foi sensacional pro time. E foi uma pessoa que provavelmente ia ter uma carreira muito mais longa dentro da empresa. E essa pessoa continua lá, até hoje.
Muitas pessoas que têm uma trajetória como essa que você tá me contando, viveram uma virada de chave sempre acompanhada de dor. Qual foi o seu?
Sim, eu sempre falo que a gente pode evoluir no amor. Nós podemos evoluir no amor, sim, mas as maiores viradas de chave da vida estão na dor. A minha grande virada de chave foi quando eu tive um líder muito diferente de mim. Eu colocava muito as pessoas em primeiro lugar, tomava as decisões pensando no time, no bem-estar comum, e esse líder focava muito nas tarefas, muito dominante e conforme. Nos perfis do disco, ele era muito sistemático e muitas vezes ele achava que as pessoas deveriam nascer sabendo.
Pausa. O que é o DISC?
DISC é um teste de perfil comportamental, um dos testes mais utilizados no mundo, onde nós temos quatro tipos de perfis. Geralmente temos dois que são mais altos, dois que são mais baixos, mas óbvio, tem pessoas de todos os tipos, às vezes tem pessoas que têm o DISC mais homogenizado.
Ou seja, você quer me dizer que todas as pessoas podem ter todos esses perfis, uns mais dominantes, outros menos dominantes. E nesse DISC você consegue saber quem é mais Me dá um exemplo assim, proativo.
Quem é mais proativo? Quem é mais ousado? Quem é mais conservador? Quem é mais focado em processos?
Nossa, eu quero fazer esse teste, gente.
Você não fez?
Eu não.
Menina, eu vou fazer com você.
Ah, pronto. Isso é importante a gente saber até pra se reconhecer. Evidente que é pra se reconhecer, mas pra defender as suas características, independentemente do lugar que você está.
Exato.
Porque senão a gente fica tentando, né? Se adaptar, caber nos lugares e tal. Bom, eu não vou... Tenho uma experiência sobre isso, mas depois eu te conto. E aí, vamos lá. Você tava lá com o seu chefe líder... O seu líder tóxico. Aliás, chefe tóxico. E você reconheceu que ele tinha características que não estavam te fazendo bem.
Características que não estavam fazendo bem, ele acreditava que as pessoas já deveriam nascer sabendo. Então, treinamento e desenvolvimento, às vezes, pra ele não era a primeira opção, e pra mim sempre foi. Eu acredito muito em treinar e desenvolver pessoas. E ele era focado nas tarefas, então ele não queria tirar as pessoas, deixar das pessoas estarem entregando as tarefas do dia a dia, as metas, os objetivos, para tirá-las dessa operação. Então, eu aprendi muito a me comunicar melhor e negociar. porque ele sempre olhava pra questão financeira. Ah, tirar as pessoas por tantas horas, o custo da hora é X dólares vezes X pessoas, né? Ele fazia esse tipo de conta. Então, eu aprendi a ser mais inteligente, mais estratégica, porque, ah, essas pessoas vão ficar tantas horas fora, mas eu vou avaliar com diagnóstico antes do treinamento, depois do treinamento, pra gente mensurar o quanto essas pessoas estão produzindo mais.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








