Pessoas sãos diferentes, meditações também!

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a Portuguese-language YouTube live titled "Pessoas sãos diferentes, meditações também!" (broadcast June 30, 2020). It is a live interview/conversation hosted by Isabela with guest Fernando Gabbas, transmitted simultaneously on Instagram, Facebook and YouTube. The guest shares his personal journey (including a hemorrhagic stroke/aneurysm), explains insights about suffering versus external problems, describes the brain's default survival programming (default mode network), and discusses how meditation can retrain the mind, develop equanimity, and why different meditation approaches may suit different people and situations. The excerpt has a conversational, live Q&A format with audience interaction.
Chapters
público das três plataformas. E aí nós vamos começar essa live especial com Fernando Gabbas sobre um assunto que se já era importante, agora se tornou crítico, né, Fernando? Eu já comecei aqui no Instagram, e é assim que você enviar a solicitação, a gente já divide tela. Não tem problema. Para quem já está aqui no Instagram, Psipâmela, todos vocês que já estão aqui, obrigada pelo tempo de vocês, pela confiança. Nós vamos hoje entender se existe a meditação certa para cada pessoa. Eu tô super animada com esse papo. Deixa eu fixar aqui nossos também, o comentário, para que vocês já saibam o assunto. Então, pera lá, deixa eu ver. Eu vou baixar mais um pouquinho o meu som do laptop. Agora sim, acho que agora vai estar tudo bem para você.
Pronto, olá, tudo bem?
Agora sim, 3 telas, né?
3 telas, é. Eu vou tirar o meu som do computador porque tá tendo retorno. Tá bom. Agora, perfeito.
Pessoal, eu agradeço a compreensão de todos vocês que estão aqui conosco. Nós estamos Transmitindo esta live pelo Facebook, pelo YouTube e aqui pelo Instagram, com um assunto que me chamou muito atenção quando eu soube que existe a meditação certa para cada pessoa e para cada situação. Isso talvez vai explicar porque que alguns momentos a gente não consegue de jeito nenhum se concentrar na respiração e ter benefícios que só a meditação traz. Fernando Gabbas. Muito obrigada pela sua presença, pelo seu tempo, pela sua confiança.
Eu que agradeço, é um prazer enorme estar aqui com você. Muito obrigado a todos também que estão acompanhando essa live. Boa tarde para quem tá no Brasil, boa noite no meu caso, como eu tô em Portugal aqui, que já são 10:04 da noite, então aqui já é noite já. Mas é um prazer enorme estar aqui com você, espero que a gente consiga agregar, trazer um pouco de informações úteis para as pessoas, principalmente no sentido de desenvolver esse equilíbrio interior. Essa mais calma, mais equilíbrio, mais alegria de viver, para que possa ter, sentir mais bem-estar em última instância.
Fernando, antes de você criar o protocolo de meditação, você viveu momentos de muito estresse, mudanças de trabalho? Porque quando você fala esse equilíbrio interno, geralmente a gente só encontra equilíbrio quando passa por muitos desequilíbrios. Como é que foi a sua jornada até este protocolo de meditação que você já já vai explicar para nós.
O meu processo é um processo, digamos, conturbado, vamos dizer assim. Eu tenho uma época da minha vida, já faz bastante tempo, já faz quase 9 anos, 8, 9 anos, e eu morava, morava nos Estados Unidos na época. Aparentemente eu tinha uma vida que eu sempre desejei desde criança. Então, uma família maravilhosa, morava nos Estados Unidos, um condomínio super bacana, tinha acabado de vender um negócio meu no Brasil, então eu tinha uma condição financeira até mas o avião estava aparentemente super bem, tinha vários negócios, só que a minha experiência interna de vida era extremamente complexa. Eu era daquelas pessoas ansiosas, daquelas pessoas estressadas, aquelas pessoas que não tinha ponto de parada. Então, por mais que conquistasse alguma coisa super bacana, aquilo já tava pensando na próxima, já tava querendo fazer uma outra coisa e querendo assumir todos os problemas do mundo, e sempre antecipando situações ruins. Sempre me preocupando com coisas que poderiam acontecer, ou remoendo coisas do passado que eu achava que não deveriam ter acontecido. E aquele remoendo aquilo, projetando situações no futuro, isso que ele pensou dentro de mim, aquela correria interna, aquele estresse, aquela coisa que a mente não para, não parava o tempo inteiro tomando. No meio da noite, acordava no meio da noite com pensamentos, com preocupações. Até que um dia, até atribuo a esse estresse exagerado, né, isso com pânico, medo, depressão, aquela coisa que acompanha, né, que a gente sabe que a coisa horrível, aquela sensação horrível de viver. Um dia eu tive uma dor de cabeça violenta, um negócio muito forte que nunca tinha tido. E aí acabei pedindo para um amigo meu me levar no hospital. Era noite já, minha mulher não tinha com quem deixar os filhos, os filhos estavam em casa. E aí eu fui para o hospital, me colocam na máquina lá para fazer o esquema lá, para ver o que tinha acontecido. Aí, na hora que eu saio da maca, o residente que tinha feito o exame olha para mim assim, eu lembro bem até hoje, ele olha para mim e fala assim: olha, aguenta firme aí, você teve uma ruptura de um aneurisma. Um AVC hemorrágico, um derrame hemorrágico, mas talvez você tenha chance de sobreviver.
Nossa!
Esse foi o recado: aguenta firme aí, que aparentemente você tá bem, talvez você tenha chance de sobreviver. Assim, aí imagina, cara, situação no hospital. Minha mulher tem que deixar os filhos na casa de uma amiga, ir para o quarto, ir para o hotel, para o hospital. E aí opero no dia seguinte, abre a cabeça inteira para clipar, coisa assim. Mas graças a Deus me recuperei bem. Aparentemente sem sequelas, pelo menos eu acho que não tem nenhuma sequela. E aí, após esse processo, imagina, mais tensão ainda, mais preocupação ainda, né? Porque agora então assim, tinha intervalo de um ano aí que eu poderia ter de novo e poder morrer, e as chances eram altas. As estatísticas são terríveis quando acontece isso nessa idade. E aí, até que depois de um tempo, eu ainda com essa tensão, com toda essa, sabe, esse pesar, essa preocupação, essa ansiedade, um amigo me convidou para fazer um curso de meditação e falou: "Vamos fazer um curso de meditação." Eu falei: "Meditação? Ah não, isso não é para mim não, eu não tenho paciência, você vai ficar sentadinho ali meditando, respirando." Falei: "Não, isso não funciona." O cara: "Meu, vamos." Eu estava numa situação que tinha tão pouca opção, né, porque puxa, a vida estava tão complexa. Falei: "Ah, então vamos." E aí aquilo foi um divisor de águas sem tamanho, uma coisa brutal, porque eu tive insights, eu tive experiências, né, constatações Hoje eu digo sempre, né, que aprender uma coisa intelectualmente, tá bom, tem o seu efeito, mas não transforma ninguém. O que transforma de fato é a experiência, né? Quando você tem de fato uma experiência real interna dentro de você, aí aquilo não tem como você contestar aquilo, né? Aquilo fica totalmente incontestável. E eu tive uma experiência, se você quiser até posso compartilhar, porque acho que é o ponto de partida para tudo que decorreu depois. Legal, porque é uma coisa assim que aí eu vou pedir para as pessoas que estão nos ouvindo que, por mais que achem que isso é um absurdo, que isso não é verdade, que não é assim, eu vou pedir para vocês, por favor, só durante essa live, vocês fazerem de conta que é verdade. Ou melhor, abram-se para possibilidade de ser verdade. Depois que acabar a live, se você achar, né, tudo bem, volta ao jeito que você pensava antes. Mas hoje faça de conta, ou abra a possibilidade para isso ser verdade, porque acho que Pode ser uma transformação para você também, como foi para mim.
Perfeito, Fernando. Então, antes de você continuar, eu quero dar uma boa noite especial para Cristâmer, que é uma amiga em comum, está aqui nos prestigiando. Ela me falou de você há mais de 2 anos. E também o Dr. Zanatta tá aqui. E quero pedir para que todos que estão nos acompanhando que respirem profundamente, assim, ó. Para a gente chegar na live, porque o dia de todos foram bem corridos, eu acredito. Então vamos chegar nessa conversa que o Fernando vai agora, ó, fazer o melhor que ele pode, com certeza, para a gente viver também essa experiência que ele viveu. Tá contigo.
Então vamos lá, Cris, prazer vê-la também, beijão para você. Bom, teve uma altura no meio desse primeiro curso, essa primeira jornada que eu tava fazendo, que o instrutor solta um tema, e é um tema que eu achei assim muito relevante. Ele fala: olha, vamos falar sobre sofrimento, sobre sensações desagradáveis, né? Vamos chamar de sofrimento, é uma palavra meio forte, mas sofrimento é toda tristeza, todo estresse, toda ansiedade, toda preocupação, toda angústia, toda mágoa, toda, todas as coisas desagradáveis que a gente sente. Vamos chamar de sofrimento. Ele fala: vamos tentar explicar o que é o sofrimento. E vamos tentar ver se sofrimento é igual problema, se problema e sofrimento é a mesma coisa. E a gente vai pensando, refletindo sobre aquilo, e uma hora a gente chega numa conclusão, né, que problemas são fatos que acontecem na nossa vida, fatos externos que podem ou não ter sido causados por nós. Provavelmente pode nem ter sido causado por nós. Muitos casos que a gente tá vivendo hoje, no momento mesmo, foi causado por nenhum de nós. Que às vezes tem o que a gente fazer, às vezes não tem o que fazer, mas são fatos totalmente externos. O sofrimento é algo totalmente interno, é algo que você experiencia, e que portanto, se está dentro de você, é algo que você tem total controle sobre aquilo, porque acontece dentro de você. E eu olhei aquilo e falei: gente, esse negócio faz sentido, não é uma externa, pode ou não ter sido causado por mim, pode ter solução ou não pode não ter solução às vezes. Agora, como eu experiencio isso é totalmente dentro de mim. E se eu conseguir desenvolver uma tecnologia interior, vamos assim, a tecnologia interior, para conseguir entender como isso funciona, talvez eu consiga transformar totalmente minha experiência de vida. Eu não preciso ser estressado, eu não preciso ser ansioso, eu não preciso ter momentos constantes de tristeza, nem de medo, nem de nada disso, o que acontece dentro de mim, é como a gente percebe. E até fisicamente, né, quem estuda um pouco de física sabe, né? Eu tô te vendo aqui, mas na verdade você não tá aí. Tô a imagem que tá sendo formada dentro do meu cérebro. A luz bate na tela, volta, impressiona minha retina, retina toca todo o globo ocular que forma imagem dentro de mim. O que eu ouço, eu ouço dentro de mim. O que eu sinto, se você me tocar aqui, sua mão tocar na minha mão, aparentemente a sua mão que me tocou, mas a sensação acontece em mim. São todos os meus nervos que estão na pele que mandam sinal para o cérebro. A experiência acontece em mim. Então E que eu acabei me tocando, né, que a tua percepção em última instância determina a realidade. As pessoas não veem a mesma coisa no mesmo fato. E a gente tem milhares de exemplos disso, de irmãos gêmeos que passam por uma situação drástica. Um vira um criminoso, vai para cadeia, e o outro vira um filantropo, né? A mesma experiência, o mesmo código genético, a mesma família, tudo, mas cada um interpreta aquilo de uma forma. E como você interpreta o significado que você dá, a tua percepção acaba determinando a realidade interior que você vive. Quer ver um exemplo simples? Se você está apaixonado, acabou de conhecer uma pessoa, está totalmente apaixonado, aí você sai na rua, começa a chover, você vai olhar para a chuva: "Olha que chuva gostosa, que chuva maravilhosa, que delícia esse gotejo refrescante, que maravilha!" Você vai cantar na chuva. Se você está num dia que você, sei lá, perdeu o emprego, ou brigou com o seu namorado, marido, sei lá, parceiro, parceira, ou você bateu o carro, qualquer coisa desse tipo, cai uma chuva, Você amaldiçoa a décima geração, a chuva não para de incomodar. Isso é hora de chover, é a mesma chuva. O que que transformou? A tua percepção. Teu estado interior tem uma influência muito grande no significado que você dá para as coisas, percepção que você tem. E ao você aprender essa tecnologia interior para transformar esses estados, o que acontece automaticamente é que você transforma sua vida.
Fernando, você tá me ouvindo? Algumas pessoas estão reclamando da internet, mas aqui eu tô te acompanhando no Insta bem, e aqui no YouTube, no Face também. Tirei os comentários, mas eu faço um convite para quem tiver alguma pergunta para o Fernando Gavas, manda aqui nesse ponto de interrogação aqui. Na primeira oportunidade eu já compartilho a sua pergunta também. Fernando, isso que você acabou de dizer me faz lembrar daquelas aulas de português em que a professora dava um texto de interpretação, uma aula de interpretação de texto, e todos os alunos da sala tinham uma interpretação. Então é perfeito, né? A sua então percepção determina a sua realidade. Esse foi um insight que você teve. Você teve dois.
Depois que eu— esse foi o primeiro assim de todos que eu comecei a falar: "Puxa, então é muito importante o quê? Eu me conhecer. Eu preciso entender o que acontece dentro de mim. Qual que é essa minha tecnologia interior?" Porque a gente estuda muito tecnologias exteriores e estão cada vez mais avançadas, Mas e essa tecnologia interior? Quem que eu sou? O que que é a minha mente? O que que são esses pensamentos? O que são essas emoções? Que são esses estados emocionais? E a única maneira da gente conhecer isso é a gente passar a se observar. A gente precisa olhar para dentro e precisa entender como tudo está acontecendo. E aí veio meu segundo insight, que eu achei algo fabuloso, que meio que decorre do primeiro, mas uma constatação que foi muito interessante. Comecei a ver o quê? Todas as experiências desagradáveis na minha vida, momentos desagradáveis que eu tinha passado na minha vida. Então eu vou trazer um exemplo simples do dia a dia para todo mundo entender. Vamos dizer que a gente esteja vendo TV, né, e aí um fato cotidiano, aí na TV sai lá uma notícia de que, por exemplo, vai, um fato atual, que a crise econômica vai ser muito grave e que 30% das pessoas vão perder o emprego ou 30% das empresas vão fechar, alguma coisa desse tipo que a gente Houve bastante boa notícia dessa. Até aí é uma notícia, né? Provavelmente tá sentado no sofá da sua casa, muito provavelmente. Talvez você tem um negócio, talvez você esteja trabalhando em algum lugar, não importa. O que importa é que você viu essa notícia. O que que tua mente faz nessa hora que você viu essa notícia? Você começa: ah, meu Deus do céu, realmente a situação tá muito grave, né? Será que eu vou perder emprego? Ou se eu sou empresário: puxa, será que meu negócio vai quebrar? Puxa, mas se eu perder o emprego, como é que eu vou pagar minhas contas? A gente não vai ter dinheiro para pagar conta nenhuma. Meu Deus do céu, meus filhos, que eu sempre vou ter que tirar meus filhos da escola, como é que eu minha mensalidade, tá muito clara, porque essas escolas cobram muito caro. Puxa, eu não vou ter plano de saúde, porque o plano de saúde está vinculado à minha empresa. Aí você não tinha plano de saúde, você ficar doente, como é que eu vou pagar o hospital? Não tem como pagar o hospital, sistema público de saúde bom assim. Ai meu Deus, e aí como é que eu faço? Ai meu Deus, e meu filho, como é que vai ser? Então você começa a, de uma notícia na TV, você cria toda uma história dentro de você com projeções caóticas de possibilidades extremamente dolorosas, né? E você vive aquilo, você acredita aquilo, e aquilo passa a ser inclusive um estado crônico na sua vida, porque você tá sob esse efeito. Aí chega uma pessoa perto de você, você já não tem paciência, você já dá patada. Aí você fica bravo com você mesmo porque você deu a patada, porque você brigou com a pessoa. E aí de repente a pessoa tá tomada por aquilo, isso vai acumulando, acumulando, acumulando dentro de você. De repente, quando você percebe, você já não tem mais prazer na vida. Aí você já fica desanimado com a vida, começa as depressões. Ou você se sente um peso do mundo nas tuas costas e você fica totalmente sobrecarregado. Aí o estresse acumula, vira um burnout, alguma coisa desse tipo. Mas o que que é importante diferenciar? O que que é o fato em si e o que que você cria dentro da sua vida psicológica, que eu tenho mania, que eu gosto de chamar? Existe uma vida existencial real, que é como agora, agora, agora nós estamos conversando e batendo um papo. Para mim super agradável. É só isso que existe, né? Agora, se eu não estou aqui agora com você conversando, eu começo a pensar: meu Deus, essa conta que eu tenho que pagar amanhã, acho que eu não vou ter dinheiro, não tenho saldo no banco, meu, como é que vai ser? É uma autotortura, é uma autotortura. E a gente faz isso, como não tem consciência sobre o que acontece dentro de nós, a gente faz isso o tempo inteirinho. E maior parte, 99% das vezes, ou eu diria 100% das vezes, totalmente infundado. Outros casos, por exemplo, que eu já não tinha passado nessa época, pouco antes de ter AVC, que, por exemplo, surgia, fechava um negócio grande, aí vinha uma notícia de que, olha, acho que vai melar o negócio, vai cancelar o negócio, vai voltar para trás, por exemplo. Eu ficava à noite sem dormir. Meu Deus do céu, por que foi cancelar? O que eu fiz de errado? Será que eu fiz alguma coisa? Por que foi assim? Como é que eu vou fazer esse dinheiro? Tô precisando dele, que investir em tal coisa, eu comprar tal coisa, me comprometi. Meu, é só, então, 99% das vezes não acontece nada. Às vezes você sofre, sofre, sofre, sofre e não acontece absolutamente nada. E quer saber mais? Mesmo que aconteça, a realidade é sempre mais doce que a tua imaginação. Mesmo que acontece, quando acontece, fala: tá bom, aconteceu, e agora? Como é que eu resolvo? Ah, eu resolvo. Por exemplo, vi a notícia na TV, vamos dizer que eu venha a perder o emprego depois. Tá bom, perdi. O que que eu vou fazer? Poxa, eu vou postar no LinkedIn, eu vou mandar currículo para os amigos, eu vou em algum lugar de emprego, vou falar com algum headhunter, Você se vira e as coisas dão certo. Quantas vezes a gente não resmungou e reclamou de fatos, passa um tempinho, você olha para trás, você fala: graças a Deus que isso aconteceu, gente, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Não é assim? Só que parece que a gente não aprende, parece que a gente fica essa tendência de autotortura, de autossabotagem, de a gente ficar criando essas histórias na cabeça. Por que que acontece isso? Porque nossa mente ela roda uma programação primitiva. As pessoas que não têm nada, elas rodam um software que é um software que tem um único objetivo, Isabela: sobrevivência. A mente destreinada, ela não foi feita para te deixar feliz e nem para te dar bem-estar. Ela foi feita para você sobreviver. E no intuito sobrevivência, que que importa? Importa você prestar atenção no perigo, no que pode, porque isso pode te fazer mal, isso pode te matar. Isso é o objetivo para frente. Então a verdade é que nessa história é que você só presta atenção em coisa ruim. Você vira uma esponja para os fatos desagradáveis e fica dando significados desagradáveis. E você vira um teflon para os fatos agradáveis e para os significados agradáveis. Porque o que é agradável não te faz mal, não vai te matar. Agora, o que pode ser perigoso pode fazer mal. E aí você gruda nisso e a tua experiência de vida fica difícil, fica pesada, como eu sei muito bem como era. Mas não precisa ser assim. Dá para mudar esse software primitivo e dá para mudar essa programação.
Eu adorei isso que você falou, que a nossa mente roda com uma programação primitiva. Repete então pra gente, porque usa ainda um programa do passado que é para sobreviver.
Exato. Existem, a gente pode até se aprofundar tecnicamente nisso, mas existem sistemas cerebrais. O sistema predominante nas pessoas nos dias de hoje é um sistema que inclusive é chamado de sistema padrão, né, Curiano? Sistema default, em inglês é default mode network. Que é um sistema que ele tem uma característica de ênfase em autobiografia, ou seja, um senso de autoproteção. Ele quer te proteger e ele tá sempre no futuro, no passado, né? Nesse sentido de projetar coisas desagradáveis no futuro e lembrar, remoer coisas desagradáveis no passado, teoricamente aquilo não repetir de novo, né? Então é o sistema que o ser humano ele roda, totalmente primitivo. A base dele é Influência da seleção natural. É você passar os seus genes para frente.
Lembrando ou planejando? Passado ou futuro?
Com ênfase no desagradável, no que pode ser perigoso. Sempre no futuro ou no passado.
Por que essa ênfase no desagradável, Fernando?
Porque é o que pode te fazer mal. Pensa o seguinte: eu tô andando numa floresta e eu vejo um graveto, né? O que que é a primeira coisa que o cérebro faz? Ele vê uma cobra. De 1 milhão de vezes, 999.999 vão ser gravetos, não vai ser cobra. Só que o cérebro entende o quê? Se 1 em 1 milhão for uma cobra, essa cobra pode me matar. Então eu prefiro ter cobra sempre, porque eu vou me planejar e me cuidar para que eu não morra, preserva meus genes, passa meus genes para frente, e a espécie perpetua, né? Então essa programação de sobrevivência, as pessoas vivem assim. Por mais bem-sucedido que às vezes a pessoa possa ser, A pessoa tem esse software primitivo, ela vive ansiosa, por isso que ansiedade é uma loucura. Ela vive estressada, que é justamente esse senso de que eu não dou conta, é muita coisa, não tem esse equilíbrio. Onde ela tá, ela não tá. As pessoas, é comum, você tá no trabalho, tá pensando na família: ah, eu devia passar mais tempo com a minha família, tal, não sei o quê. Tá na família, tá pensando no trabalho: nossa, eu tenho aquele e-mail para responder, tem que fazer tal coisa porque tem meu chefe, ou porque tem meu funcionário.
Agora, Fernando, é muito bom você compartilhar conosco então essas duas, esses dois insights, esses dois grandes insights que você teve. Eu assino embaixo tudo que você falou. Agora, hoje mesmo, situação em que é como você falou agora, né, a gente sabe que é uma tortura, a gente sabe que ansiedade positiva é uma coisa, Negativa pode trazer muitos problemas de saúde, mas parece que na hora que você tá lá na chuva e você não está apaixonado por nada, você só vê o lado ruim da chuva. E eu sei que tem um lado bom do lado ruim, todas as situações servem para nos ensinar, para nos trazer algum aprendizado, mas ouvindo você falar eu já tava aqui pensando, falei: nossa, mas Como é que na prática, então, na hora que o fuzuê tá acontecendo, você consegue então se descolar daquilo e falar: bom, isso não me pertence, isso tá fora do meu controle? É a meditação que vai me dar esse poder?
Então, lembra que eu falei do sistema rodando, né? Se você tá operando no cérebro a partir desse sistema de sobrevivência, a qualidade dos seus pensamentos será essa. Você realmente não vai conseguir É o que as pessoas relatam. Elas falam: "Puxa, lindo isso aí que você tá falando." Por isso que eu comecei a live falando o seguinte: "Abra-se para a possibilidade de ser verdadeiro." Porque eu sei que a experiência das pessoas— a minha não era assim. A minha, quando alguém me falava uma coisa dessa, eu falava: "Ah, é um viado. Sei lá, sabe o que eu tô passando?" "Pô, você por acaso teve um AVC e quase morreu? Tem 75% de chance de morrer no próximo ano?" "Ah, e você quer falar alguma coisa pra mim?" Eu tinha esse tipo de conduta, né? Mas como transforma? Isabela, se eu tenho Se eu, por exemplo, eu fico sem usar minhas pernas ou meu braço, qualquer músculo do corpo, durante 6 meses, sei lá, tive um acidente, fico deitado numa cama, não uso, o que acontece? Atrofia. Pernas de pessoas que você vê que ficam 6 meses imobilizadas, o cara não consegue nem pisar no chão, fica totalmente atrofiado. E aquilo fica frágil, fica vulnerável, aquilo fica sem performance, aquilo não te tira o melhor. Você não consegue correr, você não consegue chutar uma bola numa situação dessa. O que aconteceu com a mente humana? Ela tem a mesma característica, ela tá totalmente atrofiada. As pessoas nunca treinaram para conseguir ter essa consciência para poder interferir. Não, para ter uma consciência de simplesmente observar tudo isso e tá além disso, né? Os fatos, a maior ilusão das pessoas, acho que um dia eu não vou mais ter nenhum problema. Você não vai mais ter problema porque as adversidades ali não existir, porque você não verá aquilo mais como problema. Porque tua percepção vai mudar, sabe? Cara, tudo com total naturalidade. Você vai deixar de achar que você é Deus e que as coisas têm que acontecer do seu jeito. Você vai saber que elas acontecem. E a maior inteligência que você tem é você agir no fato e não reagir ao fato, no sentido de resmungar, reclamar, ficar irritado, ficar nervoso, ficar preocupado, ficar triste. É um pouco diferente da mente comum, mas tem que treinar. Por isso que você me perguntou como fazer isso, né? A única maneira de fazer isso É você desenvolver e treinar sua mente. E para isso você precisa meditar, porque essa é a única técnica para você hipertrofiar, vamos dizer assim, você desenvolver outros sistemas cerebrais. E aí você conseguir ter uma nova consciência e uma nova forma de ver a vida. Tem estudos, depois eu posso até mostrar, passar para vocês, se vocês quiserem, que 8 semanas de prática, muito pouco tempo, você já desenvolve outros sistemas cerebrais e você tira um pouco a ênfase desse sistema padrão. 8 semanas de prática regular diárias, você faz um tempo X, você já consegue desenvolver outras áreas. Que que acontece? Você vê diferente, você não consegue mais ver problema onde antes você vinha. Você, você já ouviu falar numa palavra chamada equanimidade? Já ouviu falar? Que é um adjetivo clássico dos meditadores, né? Equanimidade, para aqueles que não conhecem, acho que todos conhecem, mas por acaso quem não ouviu ainda, essa sensação de você tá num estado de serenidade que você tá quase que se fosse acima das experiências. As experiências, elas deixam de te afetar no sentido negativo. Você desenvolve esse equilíbrio interior, né, daí que vem a equanimidade, esse equilíbrio interior. E você simplesmente age nos fatos, mas você não é frio, você não é isolado, nada disso. Você tem todo um envolvimento positivo, mas aquilo não te afeta negativamente. Você tem essa calmaria interior, essa serenidade dentro de você. Que é um estágio super desejado e é muito comum dos meditadores. Eles têm esse, eles sabem que o espaço que eles vivem é intocável pelos fatos da vida. Os fatos da vida, eles acontecem, são os problemas, problemas acontecem, mas estão fora. Dentro dele, ele sabe que aquilo é inabalável, intelectual, né, experiencial.
Perfeito. Para quem tá chegando agora, estou conversando com Fernando Gabbas. Ele desenvolveu um protocolo de meditação que ele vai explicar para nós, que existe um tipo de medicação para cada pessoa, para cada situação. E já nos disse, né, o problema tá fora, o sofrimento está dentro. E você disse agora, nós precisamos agir no fato e não reagir ao fato. Foi isso mesmo?
Pode reparar que gera toda e qualquer forma de sofrimento, né, de mal-estar, toda e qualquer forma, é quando você resiste ao que tá acontecendo. Cada um faça essa reflexão na sua própria vida. Quando que te deixa feliz? Quando acontece aquilo que você quer, né? Que te deixa infeliz? Quando acontece que você não quer. Sempre assim. Isso vale para qualquer situação. Só que o problema é que acontece muito mais o que a gente não quer do que a gente quer. Faz parte da vida, é natural, né? O gato, aposto que não, tá? Ele tá tudo beleza.
Dizer que não vai aparecer uma orelhinha, ninguém vai entender, né?
Então a diferença está porque vai acontecer muito mais que você não quer. Que que as pessoas fazem? Elas reagem, elas resmungam, elas reclamam, elas acham que injusto, que a vida é injusta, que o outro fez mal para ela. Só que se a gente parar para pensar, tem 3 coisas, possibilidades de coisas na vida. Uma são as coisas que acontecem, não tá na nossa mão. É uma ilusão a gente achar que a gente tem controle. Se você quiser ter controle sobre isso, você vai surtar, porque você não tem controle. Não tem como você ter controle sobre os fatos. Quem poderia ter controle sobre o que tá acontecendo agora? Imagina. O segundo é como as pessoas agem. Terceiro, agem. Você não tem controle sobre como os outros agem. É ilusão você achar que o outro tem que ser do jeito que você acha que tem que ser. Ele é do jeito que ele é. Não adianta você brigar com a realidade. E o terceiro é como você age. Como você age, esse você tem controle total. É o único, é só como você age. Então, qual que é uma grande sabedoria que você adquire na vida, inclusive usando outros setores cerebrais? Você para de brigar com a realidade, você para de resistir à realidade, seja os fatos, seja o que terceiros fazem, porque esses são todos os motivos de sofrimento. E você entende que a única coisa que você pode fazer é agir naquilo da melhor maneira possível. E às vezes as pessoas falam: não, mas aí eu vou ficar um abnegado, um renegado, uma pessoa que aceita tudo. Ao contrário. Vamos dizer que você perdeu seu emprego. Aonde você tem mais capacidade de modificar essa situação? Se você ficar resmungando: é porque o teu chefe, porque ele foi um sem-vergonha, porque ele fez isso com você, porque ele manteve aquela outra pessoa lá só porque era mais bonitinha e não sei o que lá e tal. Ou se você falar: tá bom, já foi, né? Se foi justo, se foi justo, pouco importa. Isso já foi. 'Como é que eu ajo daqui para frente para poder conseguir emprego melhor, ou abrir o meu negócio, ou me juntar com amigos, fazer outras coisas?' Quando você aceita, concorda. Então parar de brigar com a realidade, parar de resistir e ser muito mais presente, ativo, é algo que muda totalmente a qualidade da sua vida. Saiu na rua, tá trânsito. Que que adianta você ficar assim: 'Trânsito infernal, que não dá para aguentar, porque eu vou demorar uma hora para chegar no trabalho.' Não é muito melhor só: 'Bom, tá trânsito, é o que é, não vai ser, não vai conseguir mudar esse trânsito.' Põe lá no Waze para ver rota melhor. E aproveita o tempo para ouvir um podcast, para ouvir uma live, para, sei lá, se não é você que tá dirigindo, manda mensagem para alguém ou liga para alguém que faz tempo que você não fala. Usa, aceita a situação e aja na situação, em vez de você ficar resmungando, reagindo ao fato, porque você não vai conseguir mudar a realidade, ela é soberana. Tem uma palestrante que eu gosto muito dela, chama Byron Katie, não sei se você já ouviu falar.
Não, ainda não.
É ótima, é uma senhora já, ela faz vários cursos Estados Unidos e tal. Eu fiz uns cursos com ela. Ela fala assim, ó: se você brigar com a realidade, você vai perder, mas somente 100% das vezes. É bem isso, sabe? Ela tem um bom que chama Loving What Is, que acho que tem em português até, que é amando o que é, né? Então você aprender a amar o que é e viver a vida no fluxo, meio que confiar, né? Saber que Não tá na nossa mão.
Fernando, olha, eu assino embaixo. Eu me vi em várias das situações que você mencionou aqui, acredito que muitos também. Temos várias perguntas aqui, olha, para responder, mas antes eu quero fazer a grande pergunta, né, o nosso tema da nossa live, porque eu tô sentindo que essa é a resposta para tudo que você falou, essa maneira então da gente mudar a programação primitiva. E assumir realmente esse controle, né? Todo mundo fala assim, mas assim, ter consciência que nós podemos então nos afetar menos, mudar menos o estado interno quando externo, né?
Tá, exato.
Quando a gente fala de meditação, sempre vem a nossa imagem uma pessoa sentada com a perna cruzada, com a mão em cima do joelho, né, respirando profundamente, de repente com uma roupa assim mais para branca do que para escura, né, mais ou menos esse é o estereótipo. Mas eu queria que você falasse se existem meditações diferentes e se é uma para todas as situações, porque quando você fala tô no trânsito parado, eu já estive em momentos mais calmos, em que eu conseguia só respirar, só respirar, né, e prestar atenção no caminho. Mas tem dias que não. Então, como que a meditação pode também nos equilibrar nesses altos e baixos?
Vamos lá, primeiro responder a pergunta sobre métodos diferentes, práticas diferentes. Isso aí foi uma das grandes sacadas que me expuseram, né, me mostraram essas várias técnicas diferentes em vários cursos que eu fiz, que eu falei, puxa, Porque todos nós, é parte da nossa mente também, se a gente fizer a mesma coisa todos os dias, isso fica maçante, né? É difícil uma pessoa ter essa característica de fazer exatamente a mesma coisa todos os dias e continuar tendo prazer naquela coisa como se fosse a primeira vez. É muito raro isso acontecer, por mais que a gente sabe que cada vez sempre é diferente, né, porque a gente sempre tá diferente, mas não é muito assim que funciona no dia a dia. Então, primeiro, o aspecto da monotonia de você tem que fazer a mesma coisa, e segundo Porque pessoas diferentes e estados de ser diferentes pedem práticas diferentes, né? Você imagina, por exemplo, a prática mais difundida de meditação é o mindfulness, né, que é em português atenção plena, que é basicamente estar presente, né? Se for resumir o que que é mindfulness, você ficar presente. É isso. Existem várias técnicas para você desenvolver essa presença, que eu acho fabuloso, tá? Não me levem a mal, acho fantástico essa técnica. Eu, pelo menos umas duas vezes por semana, eu faço os exercícios de mindfulness clássico. Eu acho Para justamente trazer essa presença, ela é fundamental. Mas uma pessoa que é extremamente inquieta, né, extremamente agitada, que a mente é muito acelerada, se chegar para ela e falar: olha, você vai meditar, você vai simplesmente observar tua respiração durante 40 minutos, sentadinha, só observando tua respiração, o cara nos 5 minutos dá um tiro na cabeça, né? Ele piora para ele, ele fica mais nervoso, ele fala: meu Deus! Aqueles pensamentos pro bilhão todos, ele não consegue. Por quê? Porque ele tá num estado ou de extrema agitação, ou naquele dia, ou ele é uma pessoa um pouco mais agitada, que para chegar nisso ele precisa ter um pouco mais de um processo para ir construindo essa característica. Você tem uma ideia como é o ser humano? Tem um estudo que eu sempre conto, eles aqui pegaram pessoas normais, homens, mulheres normais, fizeram um experimento com eles que era levar eles numa sala Falaram: tem uma maquininha de dar choque aqui, experimentem o choque, se deem o choque. Eles se deram o choque, gostaram? Não, óbvio que não. Choque, pô, não era um choque muito violento, mas era um choque, era desagradável. Não gostaram? Não, não, pelo amor de Deus, nossa, horrível esse negócio. Tá bom, então a brincadeira é o seguinte: vou trancar você nessa sala durante uma hora sem nada. Você não tem celular, você não tem música, você não tem ninguém para falar, não tem absolutamente nada na sala, é só essa cadeira que você vai estar sentado. Você fica uma hora aqui sem falar nada, com ninguém, sem fazer nada. A única opção que você tem é se quiser se dar choque. É a única coisa que você tem para fazer, senão você não faz nada. Você vai ter que ficar durante uma hora, tá bom? 66% dos homens se deram choque porque não aguentavam ficar sozinhos. Experimenta isso, eu te mostro depois o link, pesquisa. Mulheres menos, mulheres se dão uns 30 e pouco. Mulher parece um pouco mais inteligente que os homens nesse aspecto, né? Você imagina, Isa, 2/3 das pessoas preferem se dar choque do que não ter nada para fazer. Uau! E tem certeza que muita gente deve estar falando, eu contei uma vez isso aí para os amigos, vários falaram: eu me daria choque fácil, Deus me livre de não fazer nada, pelo menos eu tô experimentando alguma coisa ali. Olha a loucura que a mente humana não consegue parar. Então, uma pessoa dessa, como é que você vai começar com uma prática dessa? Você tem que ter práticas alternativas. E aí que poucas pessoas conhecem, mas existe um universo de práticas diferentes. Você tem práticas de respiração Por exemplo, uma série de meditações de respiração que trabalham muito energia. Então você faz uma série de respirações diferentes, cada um com um propósito, em vários tipos, que você vai mexendo, ativando energia, aquilo vai circulando em você. E depois que você faz um tempinho, você entra, aí sim você transforma teu estado, que você dá uma hiperoxigenação, uma hiperventilação cerebral, uma hipóxia cerebral, aumento de gás carbônico, você muda os estados, tudo isso. E aí o que acontece naturalmente, você vai conseguir ficar um tempinho parado, mas antes você cria esse setup. Você prepara a mente do indivíduo para ela acalmar e alterar o estado que ela tá, né? Então muitas meditações que vão respiração, tem meditações que você faz em movimento, meditações que você faz dançando. Então você pega uma pessoa extremamente agitada, que não gosta, não consegue ficar parado, né? Você pode fazer uma meditação caminhando ou dançando. Tem várias práticas que se faz isso. Tem meditações que só trabalham a partir de fluxo de energia, então são visualizações que trabalham energia. Tem pessoas muito bacanas, tem uma linha toda de— então, o nome chama Kriya, mas é que você faz tudo isso só para circular energia, você sente essas energias circulando. Então tem gente que é mais sensível à energia, funciona muito melhor para ele fazer esse tipo de prática. Tem meditações de visualização de estados emocionais, de você traz estados emocionais empoderadores para você, exercícios que são até emocionalmente bem marcantes. Que você cria um estado dentro de você, que aquilo cria novas conexões cerebrais, cria novas percepções. Temos coisas lindas com relação a isso, chamam de meta-meditação, né, que são essas meditações de estados emocionais. Então existe sim. E uma coisa que eu acredito muito é que a pessoa tem que conhecer várias dessas técnicas, até porque é muito provável que dias diferentes Ela faça técnicas diferentes. Eu, por exemplo, no meu caso, eu procuro meditar todos os dias da minha vida. Eu gosto, muito prazer de fazer isso. Eu brinco até que é do mesmo jeito que a gente faz a higiene física ao acordar, né? Você vai no banheiro, você lava o rosto, você toma um banho, você escova os dentes. Procura fazer higiene mental, né? Puxa, deixa eu deixar minha mente limpinha, preparadinha para começar. Eu gosto, eu tenho muito prazer. É um momento assim de extremo prazer que eu tenho na meditação. E por isso que eu faço. Se eu não tivesse prazer, também não faria, tá? Obrigado, nada funciona. E o que acontece nessa, para mim, cada dia eu faço uma prática distinta. Eu não me lembro de 2 dias seguidos fazer exatamente a mesma. Tem, claro que tem, mas assim, é muito comum eu variar. Então um dia eu faço uma sequência de respirações mais fortes, outro dia eu faço um exercício puro de mindfulness, outro dia eu faço exercício de visualização de estados emocionais. Então eu vou variando. E aí aquilo fica sempre gostoso, sempre divertido. Eu acordo e falo: qual que eu vou fazer hoje? Ah, hoje eu vou fazer tal. Ou alguma guiada, alguma coisa assim.
Agora, para saber qual é a meditação, então, para mim, eu preciso pelo menos conhecer, experimentar todas. Ou se eu sou mais, desculpa, se eu sou mais agitada, eu já tenho uma tendência para fazer essa. Se eu sou mais solitário, eu tenho outra tendência.
Eu acho que tem sim essa característica de tipos de pessoas. Então tem pessoas, é igual ao esporte, né? Tem gente que, puxa, tem uma super tendência de esportes de longa duração. Então o cara tem um físico, um biotipo de endurance, né? Então o cara aguenta correr lá maratonas, Ironman, etc. Tem outro tipo que é o tipo mais explosivo. Se você pegar um cara que tem um tipo explosivo, tem aquele tipo de fibra explosiva para botar a correr maratona, não vai dar certo, e vice-versa, né? Então tem sim essa característica individual do que cada um se adapta mais. Mas tem uma coisa que os treinadores chamam de cross trainer. Né, que é o quê? Você mesclar. Então, o cara que é maratonista, é excepcional ele fazer treinos de musculação, ele precisa fazer treino de musculação. É bom que ele pedale, é bom que ele faça circuitos, porque desse cross-training, você fazer várias técnicas diferentes, você potencializa o resultado, inclusive para maratona, né. Então, isso funciona no meio físico e funciona também do ponto de vista de consciência. Você ser exposto e praticar técnicas distintas faz com que o resultado se atinja, maior expansão da consciência mais rapidamente, e você troca esses teus tempos. Então eu recomendo fazer sempre um mix, e aí você vai se identificar com uma técnica ou mais a outra, que aquilo você pode usar aquela predominantemente, né.
Antes de eu partir para minha pergunta, a partir do que você me disse agora, o André Zorzetto lá no Facebook, ele tá perguntando se a meditação é como a hipnose e se eu preciso querer, porque que você disse agora. Obrigado, nada funciona, não funciona.
Você vai aguentar quanto tempo? Você vai fazer 1, 2 dias, você vai desistir. Você vai ter que— tudo que a gente faz na vida, você precisa ter um propósito, você precisa ter uma motivação, né, o motivo para ação. Se você não tiver, você vai forçar 1, 2 dias, aquilo não vai dar certo. O que que eu recomendo, né, para as pessoas quando começam a meditar? Proponha-se a fazer um curso, né. O que eu vejo assim, meditação de— em todo respeito, meditação de aplicativo somente, ah, vou lá e faço, Dura, porque o cara faz um dia, depois ele não faz mais, ele não tem uma lógica. Então eu mesmo, eu tinha tentado meditar 118 vezes, eu desistia porque eu fazia meditação, ah, ficava 3 dias sem, fazia de novo. Quando você tem um curso, você tem um projeto, você tem uma meta, você tem um propósito ali, concluir esse curso, então funciona mais porque você se predispõe a falar durante esse período, quanto tempo vai durar o curso? Ah, 5 semanas, 6 semanas, 7 semanas, 8 semanas, não importa. Mas eu vou fazer, né? E normalmente, se você faz ainda investimento financeiro, eu sei, porque eu tenho muita coisa de graça que a gente dá, e eu tenho uns cursos pagos. Curiosamente, quando o pessoal paga, ele vai até o fim. Quando não paga, normalmente não vai até o fim. Não sei por quê, mas é uma realidade humana. Então eu recomendo assim que você, se você sente que, puxa, a vida pode ser melhor, que dá para ter uma experiência diferente de vida, que a vida não precisa ser esse peso, essa luta, essa resistência, esse conflito interno o tempo inteiro, esse Tem gente que até brincando com inferninho portátil, né? O cara onde ele vai, ele leva um inferninho portátil, aquela nuvem em cima. Se você sente que, puxa, que dá para ser diferente, e que você, aquele primeiro insight que eu compartilhei, se aquilo fez sentido para você, você fala, puxa, realmente, acho que a percepção acontece dentro de nós. Então dá para transformar. Faça um curso, pega alguma coisa, dedica um tempo e vai em frente, porque aí você vai conseguir ter um propósito, um caminho, e ao longo do tempo Se você fizer meditação durante 8 semanas, por exemplo, você nunca mais para. Isso eu te garanto, porque você vai sentir tanta diferença, tanta diferença. Aí, teu mente já transformou, teus hábitos já se transformaram, e aí você vai ter uma nova forma de viver.
Fernando, a gente tá com uma audiência espetacular no Insta, no Face, no YouTube. Eu tô vendo aqui os comentários, eu tô de olho no nosso tempo, e tem várias perguntas, inclusive a Nossa, tem tanto aqui, deixa eu focar. A Dani Serra, ela pergunta: então qual o curso que você recomenda? Deixa eu já emendar já essa aqui, a pergunta da Dani, tá? Tá aqui. Qual o curso então de meditação que você recomenda para que dê para experimentar aí um pouquinho de cada um? E eu já vou passar para a próxima pergunta. Opa, não, tá tudo certo. Não, vamos indo, deixa eu te dar tempo. Essa eu já abro outra.
Desculpa, porque é o seguinte: eu tenho meus cursos de meditação que a gente criou. Foi com base no quê? Toda essa jornada, desde os últimos 10 anos da minha vida, eu comecei a ter esses insights, essas experiências. E a minha experiência de vida transformou, né? É chato falar assim, mas muda muito a experiência de vida. E aí, primeira coisa que acontece é falar: poxa, eu queria que todo mundo sentisse isso, eu queria que todos tivessem essa mesma experiência, que vissem a vida dessa forma, que fossem mais felizes. Porque eu acredito muito numa coisa, que por experiência também, que o verdadeiro inimigo da sociedade não é o fulano, o Beltrano, ou o cara lá na Coreia, ou qualquer coisa assim. É o ser humano quando ele tá vivendo desses estados limitados, né? Quando ele tá triste, quando ele tá estressado, quando ele tá com raiva, quando ele tá revoltado. Nesses estados que as pessoas fazem coisas que prejudicam para os outros, porque nesse estado você nem vê que o outro existe, você tá obcecado por você mesmo e pelos seus problemas. Então, verdadeiro problema da sociedade é o ser humano quando ele tá vivendo isso, porque aí ele desconsidera que o outro existe, ele passa por cima, ele nem vê, ele não olha. Fica uma coisa muito ruim a experiência de vida dele, das pessoas que cercam. E o contrário é verdadeiro: se a pessoa tá tendo uma experiência de vida, um estado feliz, alegre, em paz, ele tá tranquilo, ele confia, ele se sente seguro, naturalmente ele quer levar isso para os outros, ele quer fazer o bem para os outros. Então o que acaba acontecendo é que se a gente quiser de fato transformar o mundo, a gente precisa começar a transformar o ser humano, principalmente a forma como ele percebe a vida e esses estados, porque aí ele vai querer fazer o bem, não é? Então nesse objetivo, com tudo isso que eu estudei, eu falei: que tal se a gente criasse um método, um protocolo, um protocolo mesmo científico, um negócio totalmente baseado em ciência, eu sou uma pessoa muito de ciência, que o objetivo fosse levar às pessoas essa transformação dos sistemas cerebrais Sair desse sistema padrão de sofrimento, de sofrer problemas, de excesso de preocupação consigo mesmo e passado e futuro, e passar a pessoa ter uma vida mais tranquila, mais leve, mais feliz, mais conectada. Aí, nos últimos 7 anos, a gente começou a construir isso com cientistas, com médicos, com neurocientistas, com meditadores, com professores, criar uma metodologia que tivesse todo embasamento científico para que as pessoas pudessem experienciar essa transformação. E transformar a vida. E o que a gente viu que deu certo, a gente já fez centenas de pessoas, dá certo. Claro, tem pessoas que atingem estados exuberantes até de êxtase, e tem pessoas que melhoram bem a vida, mas todo mundo melhora porque transforma todo o sistema que você trabalha. Então eu tenho um protocolo, chama Protocolo de Meditação, né, o site é protocolo de meditação, meditacão, né, porque não pode ser esse cedilho. A gente já tem uma turma, daqui a pouco, 4, semana que vem, sábado começa uma nova turma, e a gente já tá até pela pandemia Se vocês quiserem, a gente tá dando, a pessoa escolhe quanto quer pagar, Isabela, porque eu sei que tá difícil para todo mundo, muita gente tá querendo. Então a gente fez um sistema de compra consciente, então protocolo tem o seu valor, claro, mas para essa época, essa turma que a gente tá abrindo, a pessoa escolhe o desconto que ela quiser. Então se ela quiser 10% de desconto, ela escreve lá 10, que é o código, 10, que 10, ou 10, que 20, ou 10, que 30, 10, que 90, ela paga quanto ela quiser. É verdade essa. É uma maneira de a gente dar uma contribuição para as pessoas e poder levar algo que a gente sabe que vai ser extremamente positivo. Então, desculpa, mas qual curso que eu recomendo? Eu acho que esse é um curso, tá muito completo. A gente apresenta várias e várias técnicas, funciona, tem todas as estatísticas que vocês quiserem ver. E é uma coisa assim que exige, vai exigir de você, tá? É um curso que você vai fazer que nesse período de, são 8 semanas, o curso vai exigir de você. Não é um curso que você vai pegar um aplicativo, meditar 5 por dia, não vai. Inclusive, a segunda pergunta: quanto tempo meditar por dia? Eu gosto de meditar o ponto que eu sinto uma dissolução total de tudo, né, que eu sinto uma integração com o universo. Quando eu chego nesse ponto, falo: tá bom, já posso parar, não preciso mais. Quanto que isso acontece? É lá, às vezes 10 minutos, 15 minutos, 20 minutos, 25, 30 minutos, 35. Em geral, como eu gosto muito daquilo, eu particularmente medito uns 30 minutos por dia. Que eu gosto, né? Então eu tenho prazer. Precisa 30? Não, não precisa. Mas numa fase de você arrancar, sair do zero, sempre é mais difícil. Então nessa fase a gente pede que você medite no mínimo 20 minutos por dia, tá? Para que você consiga criar novos hábitos, novas tendências, e fazer essa reprogramação no cérebro para você poder estar muito mais presente, muito mais feliz, muito mais conectado. Então numa fase de arranque, 20 minutos por dia no mínimo. Se quiser fazer um Quanto mais você faz, depois você vai achar o teu tempo. Depois é mais manutenção, é muito mais fácil.
A Lourdes Egídio aqui no Facebook, ela tá dizendo: vamos meditar, quero logo aprender. Repete então para gente o site, Fernando, por favor.
ProtocoloDeMeditação.com.br.
Eu vou lá fazer minha inscrição, eu já volto aqui para live, tá, gente? Tchau, boa noite. Mentira, as limitadas, é sério, são todo mundo vai sair daqui, ainda faltam 12 minutos, gente. Protocolo de meditar, meditar, cão, né? Ghion.ai.com.br. Fernando, nessa jornada de 8 semanas eu vou conseguir entender qual perfil eu tenho para a meditação adequada? Tô perguntando isso porque eu sou uma pessoa que já tentei fazer diversas maneiras, tem dia que eu consigo, tem dia que eu não consigo, né? Todas as pessoas que vêm aqui, né, nos canais falar sobre meditação, sempre pergunto: você também fica estressado? Você também passa nervoso? Porque é nessa hora que a gente precisa, porque quando tá tudo bem, tá tudo bem, mas na hora que o chicote estrala, que você tem que— bom, espera lá que eu vou ali meditar um pouquinho, né? Nessas 8 semanas eu consigo.
Sim, sim, a gente tem, por exemplo, para isso que você tá dizendo, a gente tem meditações inclusive gratuitas nesse site. Tem um, depois de algum dos vídeos meus lá, que são vídeos gratuitos, de conteúdo gratuito, tem uma meditação que chama de Refresh. Que essa meditação é uma meditação de 4 minutos, exatamente 4 minutos, que ela tem um objetivo. Quando você tá totalmente tomado por esse estresse, esse turbilhão de pensamentos, né, porque é algo que acontece dentro de você, então esse turbilhão de pensamento, você fala: meu, não tô aguentando, não consigo. É uma prática de 4 minutos que você para e você muda o funcionamento cerebral. Então é uma técnica que a gente tira o foco do sistema límbico, que é o sistema reativo, a gente traz o foco para o córtex pré-frontal, mais especificamente o setor medial, que é onde você experiencia, tem mais sensibilidade, mais alegria, mais conexão. Então é uma técnica super rápida que funciona muito bem, que te tira de estados desagradáveis e te coloca em estados agradáveis rapidamente. Então sim, resposta é você vai conseguir, mas aí nós vamos apresentar várias técnicas, você vai conhecer várias delas. Ela tem uma Kakor nesse módulo 1, mas tem várias outras meditações diferentes que você vai poder fazer. E o objetivo é trazer algo que as pessoas não são muito atentas, mas para consciência que nós somos, né? Se a gente põe uma sala cheia de móveis para alguém, todo mundo olha os móveis, as decorações, os móveis, e você foca só nisso. O que você vai descobrir? Que antes dos móveis, para existir os móveis, tem que haver um espaço. Tem que ter o vazio da sala. Se não houver o espaço ou vazio, que dá na mesma, não cabe, não tem nada lá dentro. E se a gente for olhar para nós mesmos, nós vamos ver que antes de existir todos esses pensamentos, essas emoções, essas turbulências, ou as percepções dos fatos, existe um vazio, existe um espaço, existe uma consciência que permite inclusive a existência de tudo isso. E ao a gente se aprofundar numa metodologia, por exemplo, como do protocolo O objetivo é, ao longo das semanas, lá para sexta, sétima semana, a pessoa começa a experienciar que ele é essa consciência. E aí, naturalmente, Isabela, aquele distanciamento que você comentou dos fatos, ele acontece porque você vê que aquilo, primeiro, que aquilo não tem capacidade de fazer mal. Segundo, que você sabe que você é tão mais do que aqueles pensamentos que você tá tendo limitantes, aquelas emoções. Você é tão mais do que aquilo. Você é tão mais profundo. Eu uso uma analogia que as pessoas, elas olham para o mar, elas veem só a superfície, né, as marolas, as ondas. Aí se o mar tá revolto, a onda batendo, a espuma formando, as pessoas vivem como se fosse uma superfície, só que elas esquecem que existe um oceano e elas não estão nesse oceano. E que pode tudo bem na superfície, pode acontecer nas marolas, as ondas, se tiver ventando, se tiver chovendo, ou sei lá, o mar tá bravo, na superfície pode estar acontecendo tudo isso, mas aquilo não abala quem é o oceano. O oceano é muito mais do que aquilo. Então, quando a pessoa adquire essa consciência, passa a acontecer algo que é uma sensação muito curiosa, porque ninguém associa essa sensação com meditação, mas eu vou contar aqui. Você se sente seguro, você sente uma segurança que tá tudo bem, não importa o problema, não importa a marola da superfície ou a onda de 100 metros. Tá tudo muito bem. Você se sente seguro. É quase a sensação que você sente, e ela não te abandona, independente do problema. É quase como se, sabe, um dia que, sei lá, aconteceu uma coisa maravilhosa, você esperava muito. Por exemplo, sei lá, por exemplo, o dia que você arrumou o teu primeiro namorado, primeira namorada, você beijou, deu o primeiro beijo, qualquer coisa assim. Aquele dia pode acontecer qualquer coisa. Ou, sei lá, ganhou na Mega-Sena, olhou na conta bancária, tem umas 50 milhões na conta lá. Bonitinho, assim, com 10 zeros para você. Esse dia pode chover, pode estar trânsito, você pode bater o carro, isso tudo pode ser inconveniente, mas não te abala. Se alguém olha torto para você nesse dia, você fala: coitado, ele tá de mau humor com a vida, tadinho. Se é um dia que você tá mal, quem que você pensa que você é, moleque? Você toma uma fechada no trânsito, você fala: tadinho, ele tá estressado, coitado. Se é outro dia que você tá mal, dá uma fechada, sai alguma briga. Então você percebe que essa segurança, como se você tivesse ganhado na Mega-Sena aquele dia. E você vive assim, então tá tudo bem. É uma maravilha viver assim. Eu amaria que as pessoas pudessem ter essa experiência, né? Porque é muito transformadora, de fato mesmo, e muda tudo, né? Muda teus relacionamentos, muda tudo. É muito bacana isso. E é possível, é totalmente possível. Eu vou te falar, se foi possível para mim, que eu sou o cabeçudo, é possível para todo mundo. Pode ficar tranquilo que vai acontecer com você também.
Fernando, nós temos 7 minutos antes de continuar. Algumas pessoas aqui estão dizendo que eu não estou prestando atenção em você. E na verdade eu estou monitorando aqui uma tabela do lado de Facebook, YouTube, olhando as perguntas aqui e anotando. Esse é o papel de todo entrevistador na TV mesmo, você está ali, mas está ouvindo o ponto. Então eu estou aqui ouvindo, prestando muito bem atenção no que você está falando. E me veio uma mensagem muito forte do Caibalion, que é um livro espetacular, e a mensagem A principal mensagem para mim é a que diz que quando o ouvido está pronto, a mensagem chega. Isso não significa que ao ouvir a primeira vez essa mensagem vai te levar à experiência, como você disse. A gente só tem, a gente só sente quando vive, e não só quando fica imaginando. Então você realmente, com a sua fala, você me tocou a ponto de: "Pera lá, vamos fazer esse negócio direito." Então agora meu ouvido tá pronto. Foram muito, foram muitas, muitas mensagens, mas agora chegou. Eu espero também tenha chegado aqui para mais pessoas. E antes de passar as conclusões finais, né, já fiz aqui meu agradecimento público. Eu preciso atender uma mãe que está aqui aflita, e como eu sei que tem outras mães, então vamos lá. Deixa eu ver se eu encontro Tem tanta pergunta aqui. Aqui, Letícia: existe algum protocolo de meditação para as crianças? E aí ela explica, na quarentena, que as crianças em casa estão dando mais trabalho.
Então, no mesmo intuito que a gente acabou criando, foi um programa de meditação para crianças também, mas para ser aplicado em escola. Então, o que que a gente— um programa de mindfulness puro, de atenção plena, feito para criança. É claro que tem um impacto no professor, no coordenador, porque a gente entende que tá todo mundo precisando quando ocorrer a volta às aulas, não sei se vai ser agosto, setembro, depende do lugar, mas assim, a instabilidade vai estar muito grande, né, todo mundo passou por momentos muito difíceis de não saber lidar, essa ansiedade do que vai acontecer, né, todas essas coisas. Então a gente criou um programa para ser aplicado em sala de aula, nas escolas, é um programa também totalmente científico, totalmente embasado em ciência, feito para o ambiente escolar, porque a gente entende que para as crianças o melhor lugar delas aprenderem é realmente na escola. É criança, eu sei, eu tenho filhos, tem 3 filhos. Se você propuser algo para eles para fazer em casa, depois o cara chega e fala: não, pelo amor de Deus, que o dia inteiro na escola estudando, agora você quer que eu faça mais coisas? Normalmente eles têm uma certa resistência, mas faz parte da escola, tá tudo bem, tá lá mesmo, tá lá para aquilo, então funciona melhor. A gente tem um programa para isso, chama programa Soul de Alma, S-O-U-L, e que se você é mãe, que eu sugiro que você faça, que você converse, pode entrar no site, programa Soul, e aí você pode conversar com a escola e pedir para a gente colocar. A gente não quer ficar falando aqui, parece que eu tô fazendo comercial de tudo, eu tô até me sentindo mal, mas a gente é uma campanha super legal. Seguinte, as escolas que aderirem, cada escola pode escolher duas escolas públicas que a gente vai doar. Então cada escola particular que aderir, a gente doa para duas escolas públicas escolher que é uma maneira de a gente criar um programa social. E as escolas que aderirem, os pais das crianças, nós vamos dar um programa de meditação que a gente tem, então um programa de equilíbrio emocional. Então é uma forma de a gente cuidar dos pais também, que a gente sabe que os pais estão muito vulneráveis. Então cuida da escola, do aluno, cuida do professor, cuida do coordenador, faz uma ação social, duplica, triplica, né, para mais duas outras escolas públicas. Cada uma particular que compra, a gente doa para duas. E ao mesmo tempo a gente atende os pais com programa de equilíbrio emocional. Então é uma maneira que a gente encontrou também para procurar estar fazendo algo de positivo nessa história, né? Então o programa de meditação, 70%, o equivalente a 70% da receita a gente doa também. Então é meio que a gente tem o nosso braço social, né? Uma maneira de a gente ajudar, da nossa contribuição, que a gente entende que é super necessário.
Claro. Nesses últimos 2 minutos, Fernando, a Daniela Serrão pergunta lá para o YouTube, pede para você repetir o site. Então para o meu curso de meditação. E já vou pedir para você fazer sua conclusão final.
Então, o protocolo de meditação, site protocolo de meditação, né, ou protocolo meditação com BR, os dois dá certo,.com.br, que é esse protocolo que a gente vai ter uma turma começando agora no dia 4 de julho, tem uma turma começando. O programa de meditação para as escolas, que trabalha, tem um programa socioemocional e tem um problema mais voltado para mindfulness, meditação, para atenção plena, chama Programa Soul, s-o-u-l.com.br, Programa Soul. E o outro protocolo de meditação. Então são as duas, algumas das ações que a gente tem. A gente tem outras também que a gente faz, mas sempre a gente tem um lado de uma ONG, organização sem fins lucrativos, que a gente faz isso tudo em escolas públicas. Então a gente faz bastante coisa.
A gente, procurem @fernandogabas ou o Life Matters também.
Eu não tenho, pessoal, eu nem tenho, para falar a verdade. Eu tenho, mas nunca usei. É mais o Life Matters BR, né, que é o que tá escrito aqui na bio aqui em cima. Isso.
Fernando, você falou uma coisa muito importante: com a meditação a gente se sente seguro. E é isso que nós estamos mais aflitos, né, mais sedentos, mais famintos por essa segurança neste momento tão inseguro. Então Para quem tá chegando agora, meditação sim é possível.
É possível, é possível para todo mundo. Não é esse bicho de seta de falar: não, eu não consigo, não é para mim. É possível para todo mundo. É importante que a pessoa experiencie várias práticas para ela poder decidir até o que acaba funcionando melhor para ela, porque não existe one size fits all, né, que é um tamanho serve para todos. Não é assim. As pessoas são diferentes, têm momentos diferentes na vida. Então é importante ela conhecer tudo isso. Eu recomendo que a pessoa comece com uma disciplina de fazer um curso, começo, meio e fim, porque é mais fácil ela não desistir do que simplesmente testar aleatório. É um pouco de você se matricular na academia e fazer um programa, né? Olha, contratar lá alguém e falar: olha, eu vou ficar aqui. Te ajuda você desenvolver essa motivação se você tá começando. Isso acaba tendo bastante efeito positivo. Vale demais, transforma a experiência de vida de dentro para fora, que é o que a gente precisa.
Perfeito. Fernando Gavas, muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. E por tudo que você compartilhou conosco.
Prazer foi meu enorme, muito obrigado, obrigado pelo bate-papo. Fazemos mais vezes se você quiser, vai ser um prazer.
Até breve, tchau tchau, Fernando. Enquanto o Instagram não derruba aqui a nossa live, eu quero agradecer cada um de vocês que esteve conosco nessa última uma hora. Espero que vocês estejam saindo melhor do que entraram. Fernando compartilhou uma série de benefícios da meditação e confirmou sim que existe a meditação certa para cada pessoa, e inclusive para cada situação. Portanto, eu espero que a partir dessa conversa você consiga se permitir viver uma experiência para que você viva uma vida que vale a pena ser muito bom também para você ampliar a sua, seu repertório. Boa noite, até amanhã.
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