Por que não entreguei o que prometi | Izabella Camargo

Izabella Camargo apologizes for missing a promised burnout series, explaining she was dealing with a house move, her baby's illness, and her own sickness. She talks about vulnerability, sustainable productivity, and identity shifts before previewing the delayed series.
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Olá, hoje é quinta-feira, 14 de abril de 2022, 6 horas e 1 minuto, horário em que eu sempre disponibilizo um conteúdo feito especialmente para você que me acompanha, para você que sempre está buscando se desenvolver, não é? E nessa quinta-feira eu decidi fazer algo bem diferente. Na verdade, foi o que eu consegui fazer dentro das minhas possibilidades. Deixa eu tirar aqui o áudio da outra tela para não atrapalhar vocês. Pronto, agora sim. Vocês estão vendo que não há nenhuma tela especial aqui atrás de mim, tem uma porta, não tem nenhuma— um quadro bonito, porque eu estou ao vivo em uma casa que eu mudei faz alguns dias. E algumas semanas eu tinha me comprometido com todos vocês para falar sobre alguns tópicos importantes do burnout. E aí eu estava tendo apoio estou tendo apoio de uma equipe e não consegui entregar o que eu havia prometido para eles e nem para vocês. O que aconteceu? Uma série de imprevistos, uma série de imprevistos que movimentaram a minha vida, da minha família. Nós mudamos de casa, Angelina pegou uma virose, ela já tá melhor, agora sou eu que fiquei com imunidade baixa, e eu agora que estou gripada, com dor de garganta e tudo mais. Por que eu estou explicando tudo isso? Primeiro, é um pedido de desculpa, porque nós estamos construindo uma relação de confiança há muitos anos, não é? Nós estamos compartilhando tempo, compartilhando experiências. Vocês sabem que, especialmente no Instagram, eu acabo respondendo bastante, consigo trocar com muitas pessoas. E como eu prometi, assim quando prometem algo para mim, eu me senti na responsabilidade de explicar porque que eu não consegui entregar. Não é, Dona Lourdes Egídio? Boa noite para você, boa noite para Daniela também. Então esse é um vídeo de pedido de desculpa Mas ao mesmo tempo, não é só um pedido de desculpa. Quando a gente fala que toda situação ruim tem o lado bom, o lado bom das situações é o aprendizado que fica. E o que aconteceu comigo nesses últimos dias? Imprevistos. Porque o que está no nosso controle? A nossa respiração apenas. Eu tinha programado uma série de vídeos, uma série de gravações, Mas a vida me apresentou uma série de mudanças, umas muito positivas. Eu mudei de casa e, gente, mudança causa um fuzuê na nossa vida, por mais que você se programe, possa contratar pessoas que vão te ajudar, mas demora bastante. E aquilo que eu já falei algumas vezes: quando tem uma obra no meio do caminho, a gente se irrita, a gente perde um pouco às vezes o fio da meada, perde um pouco o eixo, mas depois que a obra termina Dá um alívio, não é? Além disso, além da mudança de casa, a Angelina pegou a famosa virose mão, pé, boca. Eu nunca tinha ouvido falar nessa virose até viver. É uma experiência bem desafiadora com ela, que ficou cheia de bolinhas na boca, na mão, nos pés, dentro da garganta. Então o nenê não come, chora bastante, enfim, é bem desafiador para a família. Então tudo isso fez com que minha imunidade caísse, meu tempo reduzisse e eu não conseguisse realmente colocar em prática aquilo que eu prometi. Eu posso encerrar o vídeo aqui? Posso. Mas se vocês quiserem perguntar alguma coisa, tô aqui. E quero trazer essa história dos imprevistos porque eu poderia ter me descabelado para gravar o que eu tinha prometido. Mas provavelmente eu estaria no caminho de um outro burnout. Onde eu quero chegar com esse pedido de desculpa? Pra mostrar que às vezes acontecem alguns imprevistos, pra nos colocar justamente no eixo do equilíbrio. Que por mais que a gente queira, por mais que você esteja alinhado ao seu propósito, por mais que a missão esteja ali afinada, calibradinha com o seu momento atual, vão ter momentos que algumas situações vão acontecer para que você pare e pense: bom, o que é mais importante agora? Nesse momento é a saúde da minha filha e agora é eu recuperar a minha própria saúde, esse estado de gripe e tudo mais. Não sei se vocês sabem, mas está rolando um surto com as crianças e consequentemente com os adultos. Conversei com dois adultos esses dias que pegaram as viroses dos seus filhos. Não foi diferente do que aconteceu comigo. Então, é... Depois que a gente vive uma situação de saúde bem delicada, como um burnout, por exemplo, você não vai querer ter outro burnout, não é, Carlos Almir? Você vai se prevenir, não só do burnout. Então a lição já apareceu, não é, Luciana Rosa? E os imprevistos, eles acontecem muitas vezes para nos colocar no eixo, para nos trazer realmente o contexto do que é importante agora. Isso tá muito no no pilar da produtividade sustentável, que eu batizei de atualização de identidade. Se você não atualizar sua identidade e entender o que é mais coerente neste momento, realmente pode ser que você possa adoecer. Então, os imprevistos vão acontecer para nos trazer aprendizados, ensinamentos. A gente não está no controle de absolutamente nada. E muitos de nós, como eu, me sinto envergonhada em ter que dizer para a equipe da Agência Lâmpada, que está cuidando de forma tão carinhosa aqui do YouTube: "Olha, não consegui gravar mais uma semana. Não consegui fazer o roteiro mais uma semana." Vocês sentem vergonha em voltar para algumas pessoas que estão na expectativa do conteúdo de vocês? Sentem vergonha também? Como é que vocês lidam com esse sentimento? Porque a gente tem a sensação que nós vamos desapontar alguém, não é? Tô recebendo aqui um recado. Deixa eu ver o que que tá acontecendo aqui, o que que eu posso fazer. Não entendi, mas é, Daniel não entendi o recado, tá? Como é que vocês lidam com o desapontamento? Com a sensação de desapontar alguém? Com a sensação da vergonha em não entregar aquilo que vocês prometeram? Eu ainda não aprendi a lidar bem com essa sensação. Mas, voltando à questão da atualização de identidade e o que é mais coerente agora, Eu sempre penso assim nesses momentos: o que é mais importante hoje? Se acontecer alguma situação bem grave hoje, o que seria de mais importante neste momento? O que eu teria que fazer de mais importante nesse momento? Então eu tô aqui expondo a minha vulnerabilidade para vocês. Estou sendo bem sensível, sem roteiro nenhum, pra dizer que eu estou com todos vocês na minha lista de prioridade, mas neste momento a mudança de casa e mais a virose da minha bebê me fez sair completamente do roteiro planejado. Como que é isso na vida de vocês? Como vocês saem do roteiro planejado da vida de vocês? Com vergonha, com medo, com consciência. Eu tô tentando ficar em vigilância constante para observar quais são os ensinamentos de tudo isso. Então, Vitor Júnior, sem mais demora, sem mais delongas, esse pedido de desculpa vem também com uma mensagem para cada um de vocês. Como vocês lidam com os imprevistos? Como vocês lidam com as coisas que fogem do controle? Com diálogo, como eu tô tentando propor aqui pra vocês, ou com vergonha, com afastamento. Então eu não tenho por que me esconder, tô aqui realmente colocando pra vocês as situações que aconteceram. Em maio eu vou poder tirar férias depois de 4 anos sem tirar férias, depois do meu burnout eu nunca consegui tirar férias em 2018. Então eu espero conseguir em breve apresentar pra vocês os conteúdos que vão poder desmistificar o burnout, que vão poder trazer uma nova visão de como nós podemos seguir trabalhando com aquilo que a gente ama, ou para quem não está trabalhando, para quem já se aposentou, como nós podemos manter a nossa utilidade, o nosso senso de utilidade e entusiasmo, mesmo não batendo um crachá, mesmo não se comprometendo todos os dias, né? Ou seja, sobre os contratos de tempo. Com quem você está assinando seus contratos de tempo? Só com empregadores ou com vocês também? A Luciana Rosa tá trazendo aqui: realmente é um desconforto, mas hoje sei que isso faz parte de um processo de evolução. Ou isso faz parte de um processo de desenvolvimento pessoal, de desapego, né? Dessa ideia de que nós não podemos falhar, de que nós não podemos Mostrar essa vulnerabilidade, de novo, o que que tá no nosso controle, não é? Eu acho engraçado que quando a minha agenda tá super, super, super justa e eu penso, falo: "Nossa, tomara que eu consiga fazer tudo isso", aí acontece o imprevisto que faz eu ter que desmarcar todas as coisas com todas as pessoas, e aí eu entendo, falo: "Entendi, não tô no controle de nada". "Como é que é assim com você?" "Olha, já aconteceram várias vezes quando minha agenda tá super, super apertada, aí acontece um imprevisto que faz eu desmarcar tudo, eu falo: 'É, tá bom então, então vamos recomeçar'." E assim é todos os dias. Quando eu tenho que recomeçar todos os dias, com muita verdade, com muita humildade, então eu tô aqui esses 11 minutos explicando porque eu não entreguei o que eu prometi. "Não entreguei o que eu prometi, porque imprevistos aconteceram, e imprevistos que, com a minha identidade atual, eu não tenho como deixar de atender a minha bebê e não tenho como deixar de atender demandas familiares." Pense nisso também com as pessoas com quem você convive. Se você é intolerante também quando alguém desmarca algo com você, se você fica muito bravo quando alguém não cumpre o combinado. Então existem combinados e combinados. Existem pessoas que vão faltar contigo por motivos genuínos e pessoas que vão muitas vezes faltar com você aí por outras características, né? Aí sim pode ser caráter ou não. Mas o Márcio tá dizendo aqui: a vida sempre nos cobra que somos seres humanos. Sim, Márcio, e se somos seres humanos, somos vivos. E se estamos vivos, estamos sofrendo mutações o tempo todo. E são essas mudanças que nos fazem vivos, porque aquilo ou aquele que não está vivo não tem mudança nenhuma. Então, mais tolerância aos imprevistos, mais compreensão aos as situações que vão aparecendo e que ao criar muita expectativa faz a gente realmente entender quem a gente é. Tem um psicólogo maravilhoso, Vitor Frankl, que ele sobreviveu ao Holocausto e ali ele conta uma história muito interessante quando ele fala: o que é você quando você não tem nem os pelos do seu corpo? Porque quando ele tava na prisão, eles além de tirar todos os pertences de quem foi para os campos de concentração, existia um momento em que eles passavam a maquininha a zero em todos os pelos do corpo e aí ele dizia: "Quem é você quando você não tem nada? Nem os pelos do seu próprio corpo?" Parece que eu estou fugindo do assunto, mas não. Eu estou só querendo trazer cada um de vocês que está escolhendo aqui compartilhar comigo esse finzinho de tarde de quinta-feira véspera da Páscoa, ou seja, véspera da Sexta-Feira Santa, né, desse movimento da Páscoa de renovação, de recomeço, trazendo para vocês dentro dessa atualização de identidade como nós podemos recomeçar sem vergonha, com diálogo, com transparência e estabelecendo uma relação de confiança com quem você mais precisa. Pensa nisso nessa Páscoa. Veja que na véspera da Sexta-Feira Santa estou eu aqui mostrando a minha vulnerabilidade. Não estou me expondo por nenhuma outra razão a não ser um pedido de desculpas com dados, tá, com argumentos factíveis para que cada um pense na forma como conduz os seus compromissos, suas vidas e os seus imprevistos. Nós podemos reclamar ou nós podemos agradecer. Nós podemos reclamar ou nós podemos aprender. Nós podemos reclamar ou nós podemos crescer. Eu tô preferindo sempre a segunda opção, em aceitar, entender o significado de tudo isso, de todo esse imprevisto, todas essas mudanças, me colocar no lugar realmente de observadora pegar mais leve comigo e com todos, reduzir um pouco a régua da perfeição minha e de todos. Então é isso, Márcio, a vida sempre nos cobra porque somos seres humanos e só depende da gente, com humildade, reconhecer até onde nós podemos ir, até onde nós não podemos ir, o que está no nosso controle e o que não está no nosso controle. Então finalizando aqui, eu deixo essa mensagem com muito carinho, agradecendo a Lourdes, a Luciana, o Carlos, O Márcio e todos que passaram aqui e não puderam ficar, o Vitor Júnior também, que vocês tenham uma Páscoa com mais silêncio nesses próximos dias, para que você faça sua atualização de identidade, para que você veja o que é mais coerente e com quem você tá precisando ter uma conversa dessa, como eu tô tendo com vocês. Com quem você precisa mostrar o que é mais coerente agora? Você precisa pedir desculpa para alguém? Peça. É o que eu tô fazendo com todos vocês. Se você tiver que pedir desculpas, se você precisar se colocar num lugar diferente do que você está, aproveite, tá? Luciana Rosa: no quesito atualização de identidade, algumas vezes eu confundo escolhas que eu faria no passado com as decisões da pessoa que sou hoje, mas você está me ajudando a cada dia mais a me conectar comigo. Que bom, Lu! Fico muito feliz em ler sua mensagem. Eu vou então aqui ser um pouco ousada, tá? No quesito atualização de identidade, algumas vezes eu confundo escolhas que eu falei no passado. É isso. No passado, eu, Isabela, teria me descabelado para entregar o que eu prometi, os vídeos do burnout. Mas a Isabela do presente não pode ter outro burnout porque agora tem uma bebê, e a Isabela do presente já aprendeu as lições. Com o passado. Você entendeu? É desapego a quem você foi no passado. Você reconhece que você até poderia fazer, mas as consequências das suas ações hoje você já sabe. E aí é uma questão de escolha, assim, se você vai repetir os comportamentos do passado sabendo que eles podem te levar para um lugar de dor, de problemas de saúde, ou admitindo que não. Dá pra mostrar vulnerabilidade, você pode, e fazer de uma outra maneira. Atualização de identidade é isso. É um baita desapego com o passado, é um baita banho de humildade pra você, com as características de quem você é hoje, fazer escolhas coerentes hoje. Tá certo? Então, espero ter contribuído aqui nesses 17 minutos com vocês. Boa Páscoa e até semana que vem com mais Promovendo Saúde. E se eu conseguir, vem então o nosso primeiro vídeo dessa série para desmistificarmos o burnout, combinado? Obrigada pela confiança, muito obrigada pela confiança. Se você quiser saber mais detalhes, pergunte aqui que eu tento responder. Lá no link Produtividade Sustentável também tem uma trilha para que vocês sigam. Em um caminho com equilíbrio dinâmico. Até breve.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








