Por um triz: Como não chegar ao Burnout

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Por um triz: Como não chegar ao Burnout" created on November 26, 2020. It features a live discussion in Portuguese between Carol and Isabela Camargo, a journalist and author, about the topic of burnout syndrome, its symptoms, and the impact of the pandemic on mental health. They discuss personal experiences, the importance of self-care, and strategies to prevent burnout, emphasizing the need for setting limits and understanding personal boundaries.
Chapters
Olá, sejam muito bem-vindos a mais uma live do Happy Hour com elas. Hoje a gente vai falar sobre a Síndrome de Burnout, um tema super importante e que por conta da pandemia, muitas pessoas têm, infelizmente, passado por isso. Vamos esperar o pessoal entrar. Tem uma convidada super especial hoje, que é a Isabela Camargo, jornalista, apresentadora, palestrante, escritora. Logo mais a gente começa. Só esperar um pouquinho o pessoal entrar. Oi Fá, o pessoal já tá entrando. Esperar mais um pouquinho.
Oi.
Pathy, o pessoal tá entrando.
A Isabela, eu sei que ela estava fazendo uma live agora antes da nossa, então ela deve estar terminando também pra entrar aqui na nossa live, pra gente começar o nosso bate-papo. E como eu falei, é um tema super importante, síndrome de burnout, a gente vem observando casos desse tipo aumentarem por conta da pandemia, tanto a síndrome de burnout como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, As doenças mentais estão, infelizmente, acometendo muita gente. Mas vamos esperar aqui mais um pouco o pessoal entrar, a Isabela também, que daqui a pouco tá aqui com a gente, deve tá terminando mais uma live. Mais gente entrando, sejam muito bem-vindos, bem-vindas e bem-vindos.
Daqui.
A pouquinho a gente começa. Aproveito aqui para deixar também um convite para quem não escutou a primeira temporada de Happy Hour com elas, a gente tem 20 episódios super especiais falando sobre networking, autoconhecimento, sobre carga de trabalho, tem vários temas legais, tem também a minissérie em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, que também tá muito bacana, tem cinco episódios falando sobre as mulheres em situação de vulnerabilidade social, Tá tudo no Spotify e no Deezer, então convido vocês, quem ainda não ouviu, a ir lá e ouvir nossos episódios. Também tô aqui ansiosa, Paty, pra esse bate-papo, né? É isso mesmo que você falou, que afeta em cheio as nossas vidas, né? A gente tem visto muita gente. Olha lá, a Isabela chegou! Então vamos começar. A gente vai falar sobre a Síndrome de Burnout. Provavelmente você já ouviu ou conhece alguém que tem. Infelizmente, a gente muitas vezes só vê os sinais dessa doença quando o nosso cérebro realmente pifou e quando a gente não consegue mais. E eu vou falar hoje com Isabela Camargo, que é jornalista, apresentadora, palestrante e autora do livro Dá Um Tempo, Como Encontrar Limites Num Mundo Sem Limites. Chamando a Isabela aqui.
Olá!
Tudo bem, lindeza?
Tudo bem. E você?
Desculpa o atraso, tá?
— Imagina, que é isso, você tá em outra live, a mulher das lives.
Né? — Menina, eu tenho feito muito poucas nesses tempos, né? Porque eu exagerei meses atrás Só que aí, hoje é o dia nacional do doador de sangue voluntário E essa é uma campanha que me chamaram agora nos últimos dias E a nossa tava marcada, eu falei, eu posso, mas tem que ser antes ou depois, né? Então quando a causa é muito nobre, eu faço uma na sequência da outra Ah.
Tá certo. Isabela, primeiro, muito obrigada de aceitar o convite. Eu fiquei muito feliz, tô muito feliz de receber você aqui no nosso Happy Hour. A gente tem até duas amigas em comum, né, que é a Judemari e a.
Cris Linares. É, são demais, né?
São demais. São.
Demais, demais. É uma.
Mulherada incrível. Incrível! E aqui no Happy Hour com Elas, pra te contar um pouquinho, é isso que a gente quer Criar essa rede de mulheres fortes, inspiradoras Que a gente consiga ajudar umas às outras, que esse é o intuito aqui do Happy Hour com Elas.
Muito obrigada! Eu costumo dizer que mulher que é mulher de verdade ajuda outra mulher Com certeza! É claro que homens também são sempre muito bem-vindos, é igual a Luísa Helena fala no Grupo Mulheres do Brasil, não somos contra os homens, mas somos a favor também das.
Mulheres, né? É isso mesmo, Isabela, é isso mesmo. Mas aí hoje a gente vai conversar de um assunto que é super importante, que é a síndrome de burnout A gente tem visto os casos aumentarem até por conta da pandemia, nós mulheres com essa coisa da multitarefa, de viver correndo, de ter várias coisas ao mesmo tempo para fazer, a gente também sofre demais com isso E para começar, outra pergunta não ser essa, é possível encontrar limite no mundo.
Sem limites? Sim. Sabe por quê, Carol? Tudo que a gente perde, a gente acha Se você perdeu os seus limites em algum momento, você pode reencontrar os seus limites Só que para isso você precisa de coragem, você precisa atualizar a sua identidade Que é o que eu falo muito no livro, dá um tempo, como encontrar limite em um mundo sem limites Você precisa começar a dizer não Então hoje eu treino as pessoas a dizerem não Você precisa fazer várias coisas, que até então você não está fazendo Mas não é fazer mais coisas, você só vai encontrar limites quando você deixar de fazer algumas coisas Então é um caminho muito bonito, você pode inclusive pensar na sua saúde antes de adoecer Então, com o tempo, Carol, eu fui aprendendo Carol é quem está aqui nos acompanhando, quem está escolhendo esse happy hour aqui Com o tempo eu fui entendendo, Carol, que ou a gente faz uma pausa espontânea ou vai acabar fazendo uma forçada Então, pausa voluntária para evitar uma pausa involuntária. Na prática é assim, gente, todo mundo sabe que quando aparece no painel do carro o sinal de combustível acabando significa que, se você não parar para abastecer, você vai ficar pelo meio do caminho. Assim somos nós, somos nós. Só que, Carol, a nossa ganância, a nossa arrogância, a nossa ignorância é tamanha que a gente acha que nunca vai acontecer nada com a gente. Somado a algumas crenças como tempo é dinheiro, o ócio é coisa pra gente verguiçosa, dormir é perda de tempo Essas crenças também te ajudam a abrir mão de você, perder os seus limites para só trabalhar Então eu tive que viver tudo que eu vivi para entender que o trabalho é parte da vida Porque a hora que o trabalho é a sua vida, pode esperar que.
A conta vai chegar Alguma coisa até errada, né? Com certeza. E qual que foi o teu limite, Isabela? Quando você conhece essa história da questão do burnout, aí veio o seu livro e toda a sua ressignificação aí que acompanha o seu trabalho, que é muito bonita agora, de autoconhecimento, de saúde, principalmente. Quando que você percebeu que não.
Dava mais? Carol, é assim, eu percebi que não dava mais muito tempo antes do grande apagão, né? Aliás, depois se você quiser a gente fala o que é, por que é e tal, o que acontece antes Mas assim, eu senti muito, eu tive 28 problemas de saúde antes de ter o diagnóstico oficial Antes de ter o diagnóstico oficial eu já passava em cinco especialistas, cardiologista, endocrinologista, cardiovascular Todos associavam tudo aquilo que eu tinha ao estresse e ao excesso do trabalho, mas nenhum me via inteira para dizer Você vai pifar, isso é síndrome de burnout. Então eu precisei pifar para ter o diagnóstico Entende? Então vamos lá. Eu comecei a entender que a coisa não estava indo bem depois de dois anos já numa condição muito complicada. Aí depois foi mais um ano Surreal. O que eu fiz nesse ano surreal? Eu fui no endocrinologista, falei, o doutor tá aqui, meus exames, eu me alimento bem, eu durmo bem, eu amo o que eu faço, eu faço exercício físico, eu sou uma pessoa espiritualizada, todo mundo acha que é falta de Deus, falta alguma coisa. Não, é falta de você se colocar na agenda, falta de você se cuidar, é isso que falta. Então, eu quando fui ao cardiologista, Carol, Fiz todos os meus exames e não tinha nada que explicasse a minha taquicardia. Ali foi já uma situação bem triste. Outro lugar que eu fui e que eu fiquei muito, muito triste foi ao gastroenterologista, porque eu tinha muito problema de estômago e intestino, e aí eu estava com um problema que poucas pessoas inclusive conseguem enxergar, porque você tem que fazer um monte de séries de antibióticos e tal, que é a proliferação de bactérias. Carol, Meu Deus! Tomei todos os antibióticos que você pode imaginar. Até sabe o que o doutor falou? Segura essa, tá? Que tem muita gente que faz. Nossa! Transfusão de fezes, que é uma técnica super usada na Europa e ele tinha.
Sugerido.
Isso. Caramba! Hoje, aos olhos de hoje, você acha que esse não seria um momento pra dizer assim, não dá pra eu voltar pra este trabalho? O que que eu fiz? Eu voltei pro trabalho, mas eu pedi ajuda Eu tô fazendo isso, isso, isso, isso, isso, isso Estou tendo isso, isso, isso, isso, isso Então assim, eu preciso ou mudar de horário ou fazer menos coisa Nenhum aconteceu Então os problemas só foram aumentando, tá? Então, Tatiana tá dizendo, sei exatamente o que está falando, pedi demissão Tatiana, ó, um beijo pra você, parabéns Eu não tive essa... coragem antes. É por isso que eu hoje mostro caminhos para quem está vivendo uma situação insustentável a encontrar essa coragem Então a gente vai perdendo os limites, Carol, respondendo sua pergunta, passando a palavra pra você, a gente vai perdendo os nossos limites por medo do desemprego, do que vão pensar, porque vão me achar.
Fraca, né? É.
Isso mesmo. Aí você toma remédio. Só pra finalizar, um ano antes do que eu tive, eu fui no endocrinologista, mostrei todos os exames pro doutor e eu falei, o que que eu faço? Ao invés dele me dar um refastamento, ele falou, eu vou te dar uma anfetamina que os estudantes usam, é uma delícia. E você vai segurar o tranco. Qual era esse tranco? Eu trabalhava de madrugada e fazia trabalho de várias pessoas ao mesmo tempo. E aí ele me deu uma metanfetamina. É como colocar um pneu novo num carro que está com o.
Motor fundindo. Não.
Adianta, né? É isso. E é muito, muito importante colocar que Quando eu cheguei no último médico, que foi o que me deu o diagnóstico da senha de burnout, eu estava sob risco de convulsão e com o braço esquerdo adormecido. É por isso que quando as pessoas me perguntam, ah, mas o que é pior que o burnout? É ver se é o infarto. Eu estava com um passo de infartar. Olha.
Que loucura. E é muito difícil quando a gente vê, por exemplo, quantos médicos você passou, quantos exames você fez para conseguir ter um diagnóstico, porque as doenças mentais, a síndrome de burnout, não tem um exame, uma coisa que está.
Lá descrito. Eu só vou te interromper brevemente. O exame de cortisol, cortisol é o hormônio do estresse, é um exame sanguíneo, Ele não é oficialmente definido como o medidor. Tipo, olha, esse é o medidor oficial. Mas o cortisol é a hormona do estresse. E quando ele está desequilibrado, ou seja, abaixo do ideal ou acima do ideal, significa que suas células estão inflamadas. Significa que alguma coisa no seu corpo não está bem. não está indo bem. Então, por mais que não exista um exame ou diagnóstico, ele é clínico, é igual enxaqueca. Você tem que ter uma série de sintomas para o especialista juntar essas peças e dizer, Carol, você ainda, aliás, você está com enxaqueca, você tem síndrome de burnout. Então, o cortisol é um dado muito importante que, junto com outros, vão te ajudar a chegar.
No diagnóstico. Você falou um pouquinho dos sintomas, né, Isabela? A questão do braço adormecido, taquicardia. Como é que uma pessoa consegue identificar que ela está realmente com burnout, que ela precisa parar? Quais são os sinais.
Do corpo? Ô Carol, quando a gente começa a gripar, né? Quando a gente começa a resfriar, o que que a gente vai sentindo? Dor no corpo, aí o nariz começa a entupir, né? Aí você fala, acho que eu vou gripar. E aí vem a gripe. No caso do burnout, como você tá falando sobre excesso de estresse por longos períodos, por isso que o cortisol é a hormônio do estresse, né? A sua mente, ela é tão inteligente, que ela antes de parar, que é o caso do burnout, ela vai tentando chamar sua atenção pelo corpo todo. Então começa uma dor de cabeça, depois vem dor de estômago, depois vem o intestino preso ou solto. Pausa aí. Aí o estômago tá com gastrite. Ai, é muito café. Gente, não adianta comprar o café. Você tá tomando muito café pra dar conta de um trabalho que tá se consumindo. Aí o intestino. Ai, o glúten, a lactose. Intestino irritável, né? Se não me.
Engano, irritado. É.
Isso mesmo. A vida tá tão irritada, você tá tão infeliz e desgastado que até se intestino. Tá te falando isso? Então vem dor de cabeça, dor de estômago, dor, olha só, problema no estômago, tontura, visão turva, a visão piora, tá? Aí também tem que relacionar isso à enxaqueca, porque um dos sintomas do burnout é enxaqueca, e enxaqueca também vem com tontura e com perda da visão, queda de cabelo, Carol, manchas.
Na.
Pele. Nossa! E aí, distúrbios do sono, né? Deixa eu ver aqui a.
Moça linda Ela tá falando de como afeta o.
Sono, né? Na verdade, Babi, é o seguinte... Ah, a Babi também é uma querida que tá aqui nos acompanhando Na verdade é o seguinte, deixa eu anotar aqui que eu já vou falar ainda sobre os sintomas, tá? Porque tem outros aqui muito importantes para eu falar O sono, gente, é o seguinte Pra você dar conta de tudo aquilo que você está comprometido, aceitou Ou porque ama o que faz, não vê problema em fazer mais, ou porque você foi obrigado Ou porque você tem que ter dois trabalhos por responsabilidades financeiras Pra dar conta dessa agenda do dia, você faz o quê? Encurta à noite. Tudo começa aí Então, o seu burnout vai começar pelas horas insuficientes de sono. Pode anotar, Isabela que tá dizendo. Sabe por quê, Carol? Porque eu vivi isso na pele e já conversei com mais de 4 mil pessoas. Então, assim, o sono é a primeira coisa que você abre mão, depois você vai comendo cada vez mais rápido e pior, aí você vai abrindo mão do essencial, tempo de banho, tempo de escovar o dente, ou seja, dos cuidados básicos. Aí depois você vai abrindo mão do quê? Do convívio com a família, dos momentos de lazer, porque toda energia que você tem vai pra onde? Para o trabalho. Então, os distúrbios do sono, O que você faz à noite reflete no dia. Noites mal dormidas, dias mal vividos. E se você está trabalhando mais, ou seja, você está colocando o seu cérebro no modo de extremo desgaste, isso a médio e longo prazo tem consequências. Então vamos lá. A Carla Calado, que é também uma moça muito querida, acompanha também aqui todos os assuntos relacionados, Carla, à Síndrome de Burnout, lembrou do bruxismo, sim. Bruxismo, sabe? Aquela retração de endiva. Tudo isso tá relacionado ao estresse. Então veja, bruxismo faz você dormir mal. O que que veio primeiro, o ovo ou a galinha? Porque se você dorme mal, você também tem bruxismo. E se você vive um dia de muito estresse, infelizmente ainda não encontrar um botão assim que se aperta, liga e desliga Então eu tento trazer um pouco de humor e tal porque nós podemos falar sobre saúde mental e podemos falar sobre as consequências da nossa negligência conosco com exemplos práticos, né Carol? Então para prefechar os sintomas, eu até teria que pegar meu livro aqui para lembrar os meus 28, mas eu vou falar assim por cima, que são coisas que a gente até lida como faz parte do jogo. Posso contar.
Aqui alguns?
Pode, pode. Então vamos lá. Porque é na dor que a gente se reconhece. Depois de trabalhar por longos períodos em um horário em que meu corpo já funcionava muito mal Porque acordar meia noite, uma ou duas, você já sai na frente com um monte de problema de saúde Então depois de trabalhar de madrugada e trabalhar por três pessoas em muitos jornais ao mesmo tempo Eu comecei então a ter distúrbios do sono Dor de cabeça frequente, azia e dor no estômago, intestino preso ou intestino solto? Acne, manchas na pele, queda de cabelo. Aqui eu fui na dermatologista. Doutora, o que tá acontecendo? Olha meu cabelo, acne, mancha na pele. Ah, Iza.
É normal.
É normal. Dores musculares. Nossa, sabe quando o ombro tá... do órgão muscular. Tudo normal. Bruxismo, retração na gengiva, enjoo e tontura. Cortisol, hormônio do estresse, o meu tava em 31 e o máximo é 18. Ficou assim mais de.
Um ano. Trapaçou a todos os limites.
Mesmo, né? Imunidade baixa, aí vem alergias recorrentes, gripes, alteração menstrual, perda de libido. E aqui, gente, não é só perda de libido sexual, libido pela vida. Libido pela vida. É por isso que isso por longos períodos te leva a pensamentos suicidas. Sim. Aí tem perda ou aumento de peso, tremedeira nos olhos. Sabe quando o olhinho começa a fazer assim? A audição fica pior, a visão fica pior, dificuldade de concentração, lapsos de memória, inchaço nas pernas Doenças cardiovasculares, eu tive que tirar uma safena, transpiração excessiva Sabe quando até o seu cheiro muda e você fala, nossa, o que tá acontecendo? Cansaço intenso e constante, que é aquele que no final de semana já não dá conta e não dá, irritação agressividade, crises de ansiedade, palpitações, choro frequente, aí o que acontece? Mulher desequilibrada.
Né? TPM.
Claro, sempre. Isolamento, porque você tá fazendo tudo que você faz pra voltar a trabalhar, não a viver. Então você recusa convites com a família, você recusa tudo. Queda no rendimento de trabalho e aí, por fim, pensamentos negativos e.
Baixa autoestima É demais, são muitos sintomas.
Né Isabela? Meu Deus Outras pessoas poderiam trazer aqui para nós outros exemplos, eu sempre aprendo nessas nossas lives E aí, Carol, já passo a palavra para você, quem está mais suscetível ao burnout? aqueles profissionais que não podem errar e vivem sob pressão. Quais são? Profissionais das áreas da saúde, professores, jornalistas, policiais e bombeiros. Então, são cinco categorias que os especialistas estudam há séculos. E hoje, um número tremendo de engenheiros me procura. Administradores, contadores, por quê? Porque também não podem errar, não podem errar um cálculo e tá colocando a vida de outra pessoa em risco. Sim, Jane, professor, exatamente. Então, Érica, vai ficar.
Gravada, tá? É, vai ficar gravada. Eu só não consegui porque eu ainda não aprendi, eu não sei o que acontece, colocar o título, sabe, da live. Eu tento, mas eu não sei, não.
Consigo, gente. Ô, Carol, o nome da live é assim, quando o ouvido tá pronto, a mensagem chega. Que quem tá entrando aqui é porque precisa.
Ouvir, né? Com certeza.
Com certeza. Ó, a Letícia, advogados, produtores de eventos, sim. Sim, ou seja, todos os profissionais que estão lidando com outras pessoas, com outros seres vivos, vivem sob muita pressão e não podem errar. Pronto, esses é que estão mais suscetíveis.
Ao burnout. Você falou a questão de entrando nas profissões, no mercado de trabalho, o mercado de trabalho também é muito cruel, ele exige as empresas, muitas empresas mais agressivas, por exemplo, exigem resultados da gente que são surreais, é cada vez mais trabalho, é cada vez mais responsabilidade, e a gente acaba falando como mulher, a mulher acaba se cobrando muito para ter esses resultados, alcançar esses resultados, Queria que você falasse um pouquinho desse ambiente corporativo de hoje, né? Que a gente precisa de tudo para ontem, ainda mais agora na era da tecnologia Você recebe o WhatsApp às 9 da noite, e aí se você não responde, meu Deus, eu preciso responder Queria saber um pouco, você que pesquisou tanta gente para falar sobre burnout, para falar sobre o tempo, como é que você.
Vê isso? Perfeito, Carol, excelente pergunta. Eu poderia Só mostrar essa capa. Estão vendo? O ano da saúde mental. Então, por mais que eu fale e você fale, ainda vai ter gente aqui que vai dizer que é frescura e mimimi. E tudo bem. Eu perdi muito tempo e muita energia tentando convencer a resistência. Mas Carol, nós temos 20 milhões de brasileiros com diagnóstico da síndrome de burnout antes da pandemia Esse número vai aumentar exponencialmente, como vários especialistas já disseram Então assim, ou você tem, ou você tá pra ter, ou você convive com alguém que tem O ambiente de trabalho que nós estamos, Carol, é consequência do zeitgeist dos nossos tempos Zeitgeist é o espírito do tempo Então no século XXI, qual é o espírito do tempo? Qual é a macro tendência? Internet, algoritmo, que é só mais uma forma de comunicação Só que muito diferente das outras formas de comunicação E é isso que eu trago no livro Dá um Tempo O livro, esse que tá aqui atrás, não é sobre burnout, não é nem história É porque estamos como estamos, cada vez mais doentes, estressados, sentindo que o tempo está passando mais rápido Então, como encontrar limite em um mundo sem limites? Primeiro, reconhecer que você não está no ritmo certo E aí precisa de humildade e flexibilidade, inclusive agora, Carol, para responder sua pergunta A competição vai continuar, a velocidade continuará sendo sinônimo de progresso Infelizmente, nós estamos vivendo uma grande crise mundial, mas já vivemos crises locais Então tem as nacionais, tem as locais, tem as familiares, então nós continuaremos vivendo com crises E o ambiente corporativo, algumas empresas já mudaram, outras ainda não, mas Existe luz no fim do túnel com espaços como esse que você está abrindo para mim Quanto mais informação, melhor. Por quê? As empresas já estão sacando e os números dizem. É por isso que a você RH.
Trouxe, né?
Com certeza. Eu não tinha matérias assim.
Há alguns anos Menina, quando eu propus a matéria para a Revista Saúde sobre o burnout ano passado Eles até me pediram se eu podia sair na capa e agora que eu tô dispensada do meu trabalho, eu faço tudo Aí deu dois meses, a Organização Mundial da Saúde reconheceu o problema Então, o que eu digo? Por mais que ainda exista a resistência, calma. Então, publicações como essa e mais diálogos vão trazendo mais informação correta. Aqui diz que 6 trilhões de dólares serão gastos com doenças psíquicas até 2030. Então, as empresas que já despertaram, já sacaram que é melhor você prevenir do que afastar o funcionário. Então você tem custos. Aí você fala a linguagem da liderança. Uma empresa com subordinados doentes tem líderes doentes. Isso é um fato. E é muito fácil você mudar. Carol, por isso que hoje eu trabalho com a prevenção do burnout. Se a empresa já oferece plano de saúde, e depois achar ruim que esse funcionário usa o plano de saúde, precisamos rever essa crença. Se o seu colaborador está apresentando cada vez mais atestados, tem alguma coisa acontecendo. Então, ignorar esses problemas, essas situações, esses fatos, Carol, só vai mexer o quê? na saúde individual de quem está vivendo a situação, interfere no coletivo, porque esse trabalho não sairá como todos gostariam, tem afastamento, aí vem as questões financeiras.
E reputação.
Com certeza. Então, a gente está falando de uma de uma consequência dos novos tempos. Bernal tinha nome novo para um problema antigo. É igual o bullying. Bullying é nome novo para um problema antigo, né? Na minha época era zoeira, viu, Carol? Hoje.
É bullying. Na minha também era zoeira, com certeza. A gente já sofre bullying, já deve ter feito isso com alguém, mas era isso, era zoeira, era.
Brincadeira, né? Perseguição. E o burnout já foi estafa, já foi neurastenia em 1869. Não tinha nem luz elétrica como a gente conhece hoje, sabe? Então, nós estamos vivendo uma mudança de comportamento, porque a velocidade vai continuar, então a competição vai continuar, isso é assim Carol. Então ao invés da gente falar assim, ah mas então como é que vai ser? Não sei, como eu vou fazer eu posso ter controle. E aí entra o autocuidado, e aí entra o Treino do não. E autocuidado é um negócio tão engraçado, Carol, que auto-medicação todo mundo sabe o que é Quando toma remédio por conta própria. Autocuidado é quando você se cuida Que vem junto com o autoconhecimento. Assim ó, amiguinhas, irmãs gêmeas na verdade, né? A autoconhecimento é quando você tem a humildade para se conhecer. Então te estimulam lá na fase do bullying a aprender um monte de coisa. Aí você vai crescendo e percebe que você tem que ter habilidades muito mais emocionais do que técnicas. Aí a pessoa fala autoconhecimento, fala lá vem aquele assunto. Aí é uma escolha, né? Então, Carol, a gente encontra os nossos limites primeiro reconhecendo quem somos.
Nós, né?
Com certeza. A gente falou bastante disso na primeira temporada de Happy Hour com elas, essa questão do autoconhecimento, de você se conhecer, entender os seus limites, não dizer sim quando você quer dizer não, porque a gente faz muito isso, e aí a gente vai acumulando coisas, acumulando coisas. E sem essa percepção, ninguém vai fazer pra gente, né, Isabela? A gente tem que fazer por nós mesmos, né? Não tem.
Jeito, né? De uma maneira prática, Carol, isso significa assim Antes de você fazer aquela listinha, que aliás quando eu ouço as pessoas falando isso eu falo que legal, né? O que é prioridade, o que é importante, o que é não sei o quê Gente, e o que é essencial? Se você não se colocar no essencial antes de toda a lista, você não executa a lista. Então, antes de você definir o que é importante, o que é prioridade, etc., defina o que é essencial. E essencial é o que você faz para dar conta do que é importante, prioridade e blá, blá, blá. O que é essencial é o que só você pode fazer por você. Autocuidado. Começa pelas horas de sono, Pelo o que você come, quando come, porque come, e como come, enfim, o que você come e tal Tempo de banho, tempo de escovar os dentes, ou seja, são as necessidades básicas E que a gente vai abrindo mão, vai reduzindo o tempo dessas atividades, que é o que nos mantém, Carol Com o mínimo de condições pra dar conta daquilo que você disse sim Quando eu falo sobre o dizer o não, Carol, como você bem colocou, é assim É normal eu abrir mão de mim, do meu sono, da minha família, do meu lazer para trabalhar Ninguém vai achar ruim Agora, se me pedirem pra fazer alguma coisa e eu disser, ah, eu não posso porque eu tenho um... eu tenho que fazer a unha. Ai, que supérfluo fazer a unha. Será? Então assim, o que é importante pra um pode não ser importante pra outro, tanto que no livro eu treino não é sem argumentos. Dessa vez eu não posso, hoje eu não posso, essa semana eu não posso, ou posso pensar Quando eu posso te dar resposta?" Esse é o melhor caminho para você começar a colocar limites, porque quando você diz sim, mesmo sem condições, a fatura vai.
Chegar, infelizmente. Lega, com certeza. Tem uma parte do seu livro que eu adoro, que é quando você fala de Cronos e Kairós. Kairós, que fala? E eu vi uma live sua também sobre isso, e entender esses dois tempos, isso ajuda a gente a encontrar os limites Queria que você contasse um pouquinho, até pra muita gente que tá nos assistindo já leu o seu livro e te acompanha, mas pra quem não sabe desses dois tempos, porque eu achei muito interessante E até o exemplo que você deu na live foi muito legal, né? Do carrossel. Enfim, fantástico. Eu queria que você falasse um pouquinho.
Sobre isso. Ah, que bom, Carol. É o seguinte. Nós marcamos um horário da live, sete horas. Então, cronos. Tempo cronológico. É o tempo de convívio. É o tempo dos homens. O que cada um vai sentir nesta hora que estaremos juntos chama Kairós, que é o tempo de Deus, que é o tempo do sentir. Então, Kairós, tempo de Deus. Kronos, tempo dos homens. Ah, Isabela, não entendi. É assim. O nosso tempo cronológico foi definido por muitos séculos. Se vocês soubessem, a história do relógio, do calendário, passou por milhares de transformações. Então, quanto mais preciso foi ficando o nosso tempo, mais estressados nos tornamos. Por isso que no livro eu trago a história da comunicação e do transporte, você fala, nossa, agora entendi. Que o nosso corpo vai se adaptando ao ritmo que não é natural. Agora vamos lá. Cronos é o tempo da convivência e o Kairós é do sentir. Cronos é o tempo da quantidade. Então são horas, quantas horas, quantidade. E Kairós é o tempo da oportunidade, é o tempo de qualidade. Percebe? É por isso que muitas pessoas não sentem cairós, não sentem o tempo de Deus, o tempo das oportunidades, porque estão presos a cronos E quando você tá preso ou distraído demais, você não percebe as oportunidades. É por isso que dizem assim, a oportunidade não passa duas vezes. Você sabe que isso vem da mitologia grega, Kairós, filho de Cronos, inclusive, nos livros de mitologia você vai encontrar. A descrição de Kairós era um rapaz jovem, muito ágil, então fala só os presentes agarravam o Kairós, porque os distraídos não conseguiam. Por isso que às vezes as oportunidades passam, aí você fala, nossa, eu fiz isso mesmo. Você passou tão correndo por uma situação que você nem sentiu nada. Então, Kronos é para conviver, Kairós para sentir Kronos é o tempo da necessidade E o Kairós é o tempo da gratuidade Isso que nós estamos vendo aqui é Kairós É uma gratuidade mútua em que estamos trocando e compartilhando. Isso é cairós puro.
Fez sentido? Fez. Eu acho incrível isso. Eu adorei, adorei. Eu li no livro e depois eu vi uma live sua falando. Falei, gente, isso eu preciso falar com a Isabela porque eu achei muito legal entender isso e eu acho que ajuda a gente conseguir também Parar um pouco, olhar para a gente. E tem a questão, quando você falou do tempo, de passar rápido, e você fala isso no livro, será que o tempo está passando mais rápido ou a gente está passando mais rápido pelo tempo, não.
É isso? Menina, é tão curioso porque quando eu comecei a escrever o livro, lá em 2017, era para responder essa pergunta. Porque eu, as pessoas me encontravam e falavam assim, acho que você já ouviu isso também O tempo tá passando muito rápido, o tempo tá voando Essas pessoas estavam sempre muito estressadas, correndo e doentes E eu me lembro que naquele período eu ouvia as pessoas dizendo assim, porque agora tem um cientista que tá dizendo que o dia não tem mais 24 horas, tem 16 — Gente, será? Aí a Letícia está perguntando o.
Nome do livro? — Está perguntando o nome do livro, é Mostra para o pessoal — Dá um tempo — Aliás, que nome incrível É, tipo, muito perfeito para o que você escreveu e para.
O que a gente vê hoje — Muito obrigada Você sabe que por conta da Black Friday, eu soube hoje pela editora Tem, por exemplo, Submarino está vendendo mais.
Barato.
Do que eu como autora compro. Sério? Tá com mais de 50% de desconto, tá uma loucura. Então, aproveitem, tá? Se vocês quiserem. Então, eu fui lá atrás, Carol, buscar lá nos físicos e astrônomos. Vem cá, o tempo tá passando mais rápido? E eles me disseram assim, Isabela, o tempo da natureza não mudou. O nascer e o pôr do sol, as estações do ano, as fases da lua não mudaram. Os movimentos de translação e rotação da terra não aceleraram. É evidente que nós estamos querendo colocar o que? Mais coisas dentro desse tempo. É a mesma coisa, especialmente em relação ao burnout, eu gosto muito desse exemplo, É a mesma coisa quando você está indo viajar, você está começando a colocar um monte de coisa na mala, a mala já está para arrebentar e você vai colocando mais coisa como se nunca nada fosse acontecer Então o burnout, ou o que muitos estão fazendo é isso, é querendo colocar mais coisa dentro da agenda, do calendário, do relógio e ele não vai esticar Então ou você faz o movimento de análise e para de reclamar do tempo, porque não adianta bater pezinho, sabe? Assim, o dia tinha que ter gente, o dia não tinha que ter nada Então você está querendo me dizer que você é superior que a natureza Isso é muito interessante, sabe Carol? Eu vi isso de algum dos especialistas, foi um tapa na cara Sendo tipo, sério? Que a gente quer mais tempo no dia? Então a que arrogância é essa? Você acha que a natureza não sabe o que faz? É a gente que não sabe o que faz A Erika tá dizendo, me sinto atropelada pelo tempo Erika, é porque você está tentando fazer mais coisas dentro da agenda E é claro que não é por mal A gente não enche a nossa agenda por mal A gente enche a nossa agenda, Carol, por acreditar que nunca nada vai nos acontecer de mal E aí eu passo a bola pra você, por isso que a atualização de identidade é fundamental, por quê? Porque quando você tem 20 e poucos anos, você até pode dormir um pouco por noite e no dia seguinte tá lá bombando Raciocinando e tal, né? Quem nunca foi pra balada? E, né, no.
Dia seguinte, dormir três horas, tô ótima. Eu ia trabalhar felizona, ia.
Pra redação super inteira, dormia duas, né? Sabia. Eu leio o Mendes, ou o Carol E aí, por que que a atualização de identidade é importante, Erika, minha linda? Porque depois, com o passear do tempo, não dá mais pra você dormir pouco e trabalhar tudo o que você deseja Você pode fazer o que você deseja desde que você dê condições Gente, olha só Um trabalho extra no final de semana, um mês mais puxado é uma coisa. Agora, uma vida assim a médio e longo prazo não vai dar. Ou até vai dar por um tempo, como eu fazia. Eu tomava remédio pra dormir, pra acordar, e quando eu saía do meu trabalho, tudo que eu fazia era para voltar pro dia seguinte e trabalhar de novo. Não era para mim. Bom, então você vai Em um determinado momento, e eu sugiro isso na atualização de identidade Aliás, a gente tá entrando num período ideal pra fazer isso, que é a virada do ano E você reconhecer quem é você hoje Se você fizer hoje o que você fazia antes, vai ser legal? Aí vai dar aquela sensação, Carol, de perda, de que era assim. Sim, era. Você pode ter perdido algumas características, mas ganhou outras. Você perdeu algumas habilidades, mas ganhou outras. Então, esse estado de humildade em reconhecer que não somos os mesmos de antes, ainda bem, é fundamental para você continuar com saúde. Por isso que humildade e flexibilidade, Carol, pra.
Mim são as palavras diárias pra vida. Eu acho que elas ajudam muito, com certeza, com certeza. E tem uma pergunta que eu não posso deixar de fazer, a gente tá quase aí no horário máximo. As pausas, elas podem sarar? Eu vi uma live sua até falando sobre o Momento Pra Você, Como é que você faz essas pausas? Como é que você organiza? E como elas.
Podem nos ajudar mesmo a não adoecer? Perfeito, Carol. Você sabe que hoje a Mara Luque, lá no My News, eu estive com ela lá na hora do almoço, né? E a Miriam, que faz com ela, perguntou assim, mas você está falando para parar de trabalhar? Como faz isso? Eu falo, não, não. Até porque, se você ama o que você faz, para você continuar fazendo o que ama, você precisa se dar condições. Então, o que eu falo são micropausas ao longo do dia. Micropausas. Como assim, Isabela? 30 segundos de férias. O que você acha? 30 segundos de férias, né? Num dia de 24 horas não me parece impossível. Como é que você vai fazer isso, Carol?
Quer fazer agora 30.
Segundos de férias? 30 segundos de férias. Vamos lá. Então, como que eu faço no meu dia a dia? E como eu incentiva as pessoas a fazerem. Tô vendo aqui várias pessoas aqui que nos acompanham. Então é o seguinte, 30 segundos de férias. Fechou o e-mail, antes de começar outro raciocínio, dê condições para o seu cérebro processar e armazenar o que precisa ser armazenado. O nosso cérebro precisa de dois combustíveis, oxigênio e glicose. Se você não respira bem e não come bem, o seu cérebro não funciona bem. Simples assim. Então, se nós estamos indo num ritmo muito mais acelerado do que o nosso corpo aguenta, porque o nosso cérebro ainda é analógico, a gente vive num mundo digital. Então, se eu não der condições para o meu cérebro funcionar bem, eu vou viver o dia alucinado, indo de compromisso a compromisso sem respirar. Quem aqui já não falou assim? Nossa, não tenho tempo de respirar. Eu falei muito. Então, os 30 segundos de férias, é isso. Entre uma tela e outra, entre um e-mail e outro, entre um pensamento, uma tarefa que vai te exigir um raciocínio e outro, para onde você estiver. Põe o pé no chão, coloca sua coluna no lugar certo, provavelmente você já tá assim, E aí, 30 segundos de férias, gente. E eu sou, Carol, sabe o quê? A mulher de um passo atrás. Não estou falando sobre meditação nem mindfulness. Estou dando um passo antes. É prestar atenção na respiração. Ponto. E isso é tão simples, Carol, mas o simples ofende. Você sabia que o simples ofende? A simplicidade é ofensiva porque a quem ouve falar.
É possível que só.
Isso funciona. Sim. É tão simples, né? É possível, por isso que eu digo humildade e flexibilidade Junto com atualização de identidade, não tem como você não encontrar os seus limites Porque aí você vai continuar, Carol, produzindo com tesão Você vai continuar fazendo o que você ama Então, o que eu proponho hoje, depois de viver a minha pausa involuntária e forçada, é lembrar que todos vocês podem, Isabel tá dizendo, funciona mesmo, sim Letícia, vou responder agora a sua pergunta. Como é que as empresas vão entender essas micropausas? entre um e meio e outro. Parou, botou o pé no chão, inspira profundamente pelo nariz e solta por onde você quiser. É sem regra. Ah, mas eu não quero fechar o olho porque não sei o que vão pensar. Não fecha. Coloque então o seu olhar no ponto fixo e só Respire pelo nariz, solte pela boca, pelo nariz, por onde você quiser. Então vamos lá? Três vezes. Eu não vou fechar o olho pra vocês perceberem que é possível fazer isso sem fechar o olho. Então, olhar fixo, pé no chão, inspira profundamente, só que você vai inspirar pelo abdômen, então você vai levar o seu umbigo lá pra frente. Enchendo o pulmão de ar, sem pressa, e soltando devagar, pelo nariz ou pela boca. Levando o umbigo lá para as costas. Segunda vez. Terceira vez, para lembrar como.
Isso é bom. Sem pressa. Doeu, Carol? Não, foi maravilhoso. Mas depois que eu tô te ouvindo, eu tô te ouvindo nas lives mais agora, e aí me faz uma tranquilidade.
Porque eu sou.
Uma pessoa acelerada, né? Eu também sou. Eu também. Eu até também já tive problemas, fiquei doente, tipo de pifar, chegar num momento e pifar, ter que sair de licença do trabalho. E eu tô ouvindo, aprendendo isso que eu acho legal, porque eu tô aprendendo mais sobre saúde, autoconhecimento, pausas, e.
Ao mesmo tempo me dá calma, sabe? Me dá uma sensação boa. Carol, a doença, igual você falou no tempo de se afastar e tal, a doença não é uma punição. A dor é uma mensageira. Então a doença é uma colheita da sua negligência. Quando me perguntam, mas o que é burnout? Fenômeno ocupacional por excesso de estresse e trabalho por longos períodos. Lembra que eu falei? Não é um final de semana, um projeto extra. Gente, isso é um tesão. É quando você se coloca em último plano, é quando você, aliás, não se coloca na agenda por anos. Então é quando você toma remédio para dormir, para acordar ou para sobreviver. Isso a longo prazo é muito prejudicial. Como é que nós podemos, então, Carol, continuar fazendo o que a gente ama? Se incluindo na agenda. Lembra do essencial? Antes daquela listinha, tá, gente? Agora, o que é prioridade, o que é importante, é o que é essencial É o que você vai fazer por você para dar conta de fazer tudo aquilo que você precisa E essa micropausa, eu não lembro o nome da moça que falou como as empresas vão encarar Eu duvido, duvido que se você parar 30 segundos... Olhar fixo, gente, não precisa nem fechar o olho isso vai interferir. Na verdade, isso só vai aumentar a sua criatividade. Sabe por quê, Carol? Lembra que o cérebro precisa de dois combustíveis, no mínimo, para funcionar? Oxigênio e glicose. Então, se você der condições para o seu cérebro organizar as ideias, você vai ter mais criatividade. Se você não sentir nenhum benefício, me escreve, gente, Isabela Camargo Real, pode falar assim, ó, não tô sentindo nada do que você falou. E Carol, eu precisei viver uma experiência de uma pausa forçada para lembrar que nós precisamos de pausas espontâneas. Então, repito o que eu falei hoje lá no My News, eu não estou falando para ninguém parar, eu falo isso nas empresas todos os dias. Se vocês contrataram talentos, para esses talentos continuarem colocando seus dons a serviço do mundo, eles precisam estar em condições para que isso aconteça. Ninguém está contra ninguém. Mas nós precisamos, então, reconhecer os nossos limites e reconhecer que precisamos nos incluir na agenda Eu até acabo me repetindo, Carol, porque, de novo, por isso ser tão simples, eu sei que acabo ofendendo Então quem tá ouvindo tem que ouvir mais de uma vez, né? É igual mantra, é igual mantra E esses 30 segundos de férias eu faço aqui um convite, sabe pra quê? Ó que ousada Pra eles serem minutos sabáticos Como assim? Muita gente fala assim, eu quero um período sabático, eu vou parar tudo pra ficar um ano sabático Você não precisa parar tudo pra pensar, tenha minutos sabáticos por dia Quando chegar no final do dia, ao invés de ficar reclamando que tá cansado, não lembra do que fez Então pensa, será que você deu condições pro seu cérebro? Será que você não tá precisando atualizar a sua identidade? Será que não é muita negligência? Carol, pra finalizar, posso falar pra você No Google as pessoas vão encontrar síndrome de burnout, excesso de estresse e trabalho por longos períodos Definição da Isabela, ausência de.
Si mesmo por longos períodos Nossa, perfeito. Eu, antes de te agradecer, eu quero fazer um convite também a todo mundo que está aqui nos acompanhando Para quem não conhece o Happy Hour com elas, para conhecer, a gente tenta aumentar mesmo o volume da Voz das Mulheres Chamando especialistas, chamando executivas, empreendedoras A gente tem uma temporada aí completa de 20 episódios no Spotify e no Deezer. Uma minissérie.
Linda.
Feita com a Rede Mulher Empreendedora. Show! Pensando em vulnerabilidade feminina. Tá lá no.
Spotify também. Tá.
Linda a Ana, maravilhosa. Ela é linda! Maravilhosa, maravilhosa. Então eu deixo o convite pra vocês que não conhecem, né? Segue a gente aqui no Instagram e vamos trocar ideias. Isabela, eu acho que vai dar tempo de eu te pedir isso. A gente tem no Happy Hour com elas a hora do brinde. Que é o momento que a gente brinda alguma coisa. E aí eu queria te perguntar qual que é o seu brinde hoje? Pode ser uma palavra, um.
Acontecimento. Pode ser o que você quiser. Perfeito, Carol. Eu quero brindar o nosso presente. Quando você faz o aniversário, você ganha um presente. O que que muitos fazem com o presente? Trocam, esquecem, jogam na gaveta ou até passam pra frente, né? E por que que hoje, por que que o presente se chama presente? Eu fui estudar a etimologia das palavras e eu fiquei chocada quando o cara me afixou, eu falei Presente, né? Eu até tinha uma hashtag, presente, presente Ou seja, será que o seu presente está sendo um presente? O dia que você está ganhando, você está usando? Você está escondendo, jogando fora, passando para frente? Ou você está realmente usufruindo? Tendo autonomia sobre esse presente, então eu brindo o nosso presente e o tempo de cada um de vocês Por quê? Nem falando sobre isso, né? Para viver um tempo de qualidade você tem que fazer escolhas E vocês que escolheram estar aqui, escolheram não fazer outras coisas Então, muito obrigada pelo seu tempo e confiança e brindo então esse nosso.
Presente Foi um presente estar com você, Carol Muito obrigada pra mim, foi um presente também. Eu teria várias, milhares de perguntas pra te fazer. O papo tá uma delícia, né? É um assunto tão importante, mas a gente tem o tempo aí limitado. Então eu deixo um convite pra você. Pra quando a gente tiver a segunda temporada de Happy Hour com elas, eu.
Queria te.
Receber, espero, aqui no estúdio. Já aceitei. Então tá bom. Muito obrigada e.
Muito obrigada a todo mundo que acompanhou. Muito obrigada, Carol. Um beijo pra todos, se cuidem e... Coloquem mais vida no tempo de vocês. Segundos.
De férias já.
Ajuda.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








