Programa Aqui na Band recebe Izabella Camargo para falar sobre a Síndrome de Burnout

Izabella Camargo joins Fernando Gomes, Silvia Poppovic, and Luís Ernesto Lacombe to discuss burnout syndrome. They explore the difference between stress and burnout, share personal stories from high-pressure jobs, and break down what the condition actually looks like.
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Síndrome de Burnout, que vem do inglês, que significaria queimar por fora alguma coisa assim, que basicamente é o esgotamento profissional. E pra conversar sobre esse tema, a gente tá recebendo aqui a jornalista e apresentadora Isabela Camargo. Isabela, muito bom dia, obrigado por estar aqui conosco e gostaria de saber aí, pra dividir com o nosso telespectador, que pode e deve participar através das redes sociais, mandando sua pergunta. Como é que você percebeu, quais foram os primeiros sintomas que você começou a notar que as coisas não iam muito bem?
Bom, primeiro, bom dia doutor, bom dia, bom dia a todos, privilégio de estar aqui, me sinto em casa, né, aqui na Wand. Os primeiros sintomas, eles começaram no sistema gastrointestinal. Não é à toa que os médicos falam que o intestino é o segundo cérebro, então o corpo ele tenta te avisar que alguma coisa está errada pelo intestino, depois vai para o estômago, então aqueles problemas de gastrite, dores de estômago constantes, né, isso não é normal. Então o primeiro foi gastrointestinal. depois cardiovascular, falta de ar. Sabe aquela tremidinha assim no olho que às vezes a gente sente? Acha até engraçadinho? Isso também com frequência. Crises nervosas. Crises nervosas é importante a gente colocar porque quando você procura uma vida em equilíbrio com meditação, espiritualidade, exercício físico, você não tende a ser uma pessoa nervosa. Então quando comecei a perceber alterações no meu modus operandi, eu falei assim, opa, tem alguma coisa errada. Mas o que mais me fez procurar vários especialistas, foi o enjoo constante. Então a cada vez que eu tinha que ler um texto, interpretar com velocidade aquilo que eu tinha que fazer, o que seria normal, aquilo começou a me dar, apresentar dificuldade. Então era muito enjoo.
Ou seja, sua capacidade mental, você notou que não estava funcionando bem. Estava alterada.
Estava alterada.
Vocês já tiveram isso alguma vez? Porque a gente sabe que assim, existem algumas profissões que elas ficam mais, entre aspas, em risco. Então, pessoas que lidam com o público. Então, médicos, policiais, professores, jornalistas... E que não podem errar. Vocês já tiveram isso alguma vez?
Antes de a gente falar, eu queria só que você me explicasse uma coisa que está com o depoimento dela. Qual é a diferença de estresse, para isso que ela está dizendo, para burnout?
Então, justo... Qual a diferença?
Porque eu não tô... Eu podia ser só estresse, isso que ela tá falando.
Exatamente.
E por que que agora a Organização Mundial de Saúde tá caracterizando essa nova doença, burnout, como uma doença que tem que ser atendida pelo SUS, inclusive? Qual é a diferença?
É assim, ó. Tem uma pergunta pelo Twitter e eu vou responder o seu questionamento junto com a dela. É sobre isso?
Ah, é a mesma pergunta.
A Daniela Miranda. que nos mandou pelo Twitter do Aquinaband. Como saber a diferença entre estresse e burnout? Silvia, eu até acrescentaria uma outra. Como eu vou saber a diferença entre estresse, depressão, O burnout, que na verdade está mudando a classificação pela Organização Mundial de Saúde, não exatamente como uma doença, mas uma síndrome que está relacionada com o ambiente e questões de ordem de trabalho, na verdade tem características especiais diferentes. O que é o estresse? O estresse é uma resposta natural. do organismo a qualquer tensão que seja sobre a maneira maior. Você pode ter um estresse físico, por exemplo, quando você vai lá e faz uma maratona, uma corrida, ou um jogo exaustivo, ou estresse psicológico.
Ocasional.
Ocasional. Com aumento de hormônios, por exemplo, adrenalina que te dá aquela sensação de super-herói durante alguns instantes, ou até alguma coisa crônica com aumento da liberação de um outro hormônio chamado cortisol. Isso é o estresse. É o estresse, que pode prejudicar, sim, a saúde, pode atrapalhar o seu sistema imunológico, pode te dar uma série de sintomas também.
Mas pode durar um período também grande. Você pode estar em estresse durante, assim, a estreia do programa vai durar uma semana e nessa semana eu tô em estresse. Eu não tô com burnout ainda.
Exatamente, seu Bia. E aí quando você volta pra sua casa, quando você volta pro seu dia a dia, pra sua vida mais equilibrada, você tem novamente o equilíbrio alcançado do seu cérebro, do seu corpo, e você consegue voltar numa próxima segunda-feira, numa próxima jornada, com um desempenho muito bom ou impecável até. Quando esse estresse, ele é crônico, eu tô falando de dias, meses, anos, Sobretudo no que se concerne ao ambiente de trabalho ou trabalho, a questão trabalhista, isso pode colocar a pessoa numa situação diferente, que é o burnout. A pessoa tá esgotada, a pessoa tá esgotada fisicamente, a pessoa tá esgotada emocionalmente, psicologicamente, ela começa a não sentir muita graça no trabalho, muitas vezes o rendimento diminui.
É ligado ao trabalho, então. O burnout é sempre ligado ao trabalho. O esgotamento do trabalho.
Por definição.
Eu posso só fazer um complemento? Porque no meu caso, o burnout foi atribuído a duas questões principais. Primeiro, ao horário em que eu trabalhava. Eu acordava meia-noite, uma ou duas da manhã. Isso durou, Lacombe, por seis anos e meio. Então, seis anos e meio alterando o meu ciclo circadiano. A gente não pode esquecer que só há 150 anos a gente amplia o nosso dia com a luz como a gente conhece hoje. Ou seja, antes de 150 anos, nós acordávamos com o sol e dormíamos com a lua. Então, o nosso corpo está em completo estresse quando você altera esse ciclo. Algumas pessoas reagem melhor, outras reagem pior. No caso das mulheres, elas reagem pior ao horário de trabalho noturno e você vai acumulando doenças. Outra coisa... Você trabalhava à noite? Trabalhava à noite, acordava meia-noite, uma ou duas da manhã. Esse estresse, como o doutor falou, por seis anos e meio.
Você apresentava o programa...
Eu fazia o Hora 1, o Bom Dia Brasil, depois, por fim, que foi aí o que deu a última gota nesse copo cheio, foi mais um jornal entre os dois, entre o Hora 1 e o Bom Dia Brasil. E aí entra na segunda questão principal, volto, que eu e os médicos atribuí meu burnout. Não só ao horário que eu acordava, mas o que eu fazia nessas horas. É como se você precisasse fazer duas coisas ou três coisas ao mesmo tempo. Então, no meu caso, essa intensidade nas horas provocou esse desequilíbrio. Todo por quê? Porque você coloca o seu corpo num estresse absurdo, no limite. E nós temos que lembrar que nós somos humanos. A gente está convivendo demais com máquinas. E quando você volta a lembrar que você é um ser humano e precisa de pausas entre um estresse e outro, vamos chamar assim, A coisa muda.
Eu tive, falar rapidamente do meu caso pessoal, eu trabalhei por cinco anos na Globo News como apresentador, num período de 99 a 2003. Se você for olhar esse período, você vai ver que foram três guerras, Côrcego, Iraque e Afeganistão.
Pronto.
Os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, a gente lidava com isso diariamente. Eu fazia seis jornais, 7, 8, 9, 10, 11 da manhã e meio-dia. Era uma pressão enorme, tudo instantâneo, tudo muito intenso. E comecei a fazer um programa no Sport TV, Super Vôlei, com comitamento. Comitantemente, quer dizer, fazia Sport TV e Globo News. E eu fui seis anos do Bom Dia Brasil. Eu tinha um horário que eu acordava às quatro da manhã e começava a trabalhar às cinco. Eu não perdia tantas horas de sono noturno quanto a Isabela. Então, isso não me atrapalhou tanto. A perda de horas de sono à noite é muito complicada.
Olha só, Lacombe, a gente tem uma coisa chamada ritmo circadiano, ritmo do dia. Porque, na verdade, não são só neurotransmissores que conversam entre os neurônios do cérebro. Todo o corpo, na verdade, se conversa. A gente tem um verdadeiro balé de hormônios. Eu acredito que a Silvia saiba muito bem disso, porque o marido dela é um excelente endocrinologista. Então, você imagina, existem hormônios que é natural que eles estejam em níveis maiores à noite, outros, por exemplo, a melatonina, outros que vão estar maiores durante o começo do dia, como, por exemplo, o cortisol. Todo mundo que faz uma viagem, muitas vezes, e tem a questão do jet lag, acaba sentindo essa diferença do fuso horário. Agora, você imagina uma vida em que você força esse relógio biológico, força o seu corpo funcionar diferente. Nem todo mundo, ou quase a maioria das pessoas, não consegue, na verdade, manter toda a sua produtividade e funcionamento harmônico do corpo de uma forma plena. Então assim, sem explicação... Então só tem.
Burnout quem trabalha de madrugada?
Não, de forma nenhuma. Mas isso é um agravante.
É um agravante.
Quer dizer, trabalhar de madrugada, padeiro, apresentador.
De televisão, de telejornal noturno... Corteiros... Porteiros, frentistas, médicos, editoras de televisão, quer dizer.
Todo mundo que mexe, que tem que mexer com o ciclo circadiano, você está dizendo, quer dizer, na verdade...
Hoje eu tô entendendo, síndrome de burnout.
É curioso, Silvia, porque burnout é um nome novo para um problema velho. Eu costumo comparar que é como bullying, né? Hoje em dia a gente ouve falar o bullying. Bullying não é novo. Bullying é um nome novo para um problema antigo. Na nossa época não falava bullying, né? Falava o quê?
Uma... Perseguição, tá me perseguindo.
Então, a gente tem que começar a olhar a palavra burnout com mais acolhimento, porque ela é só um termo novo, mas foi um problema antigo. Eu costumo dizer que as nossas mães tiveram estafa e as nossas bisavós ou avós tiveram neurastenia, que foi um termo definido em 1869. 10 anos antes de Thomas Edison inventar o filamento.
O que gostava.
De fazer, né?
Não tem que ser um monte de gente, né?
É um trabalho multiprofissional, tanto na questão do diagnóstico, como na questão do tratamento em si. Então, você tem o psiquiatra envolvido. Eu diria as pessoas da neurociência, isso.
Que se resolve com medicamento em alguns casos.
Em muitos casos, vai precisar do medicamento. Você tem o psicólogo, você tem as pessoas que vão fazer a reabilitação. Então, é algo mais complexo. E olha só... A empresa não é a carrasca, não é disso que a gente tá falando. Existe uma demanda diferente. Nós estamos vivendo numa outra era. Da década de 90 pra cá, tudo mudou. Com o advento da globalização de verdade, a gente tem muita informação. Aí todo mundo pergunta, a memória piora? O desempenho piora? Gente, é isso que a gente tá vivendo. A gente vive numa situação diferente.
Mas como é que a gente interdita.
Isso pra não ter burnout? Porque senão a gente vai pirar todo mundo.
É sobre isso que eu tenho falado. Sobre autocuidado. Desculpa, doutor.
Fala. Nós vamos chegar lá. Deixa eu só chamar aqui, porque assim, você que tá chegando aqui agora, a gente tá falando sobre burnout. Tem uma super interessante e a gente quer que você participe. Nós temos agora a participação de um telespectador, viu Isabela?
Oba!
Vamos responder e conversar mais um pouco sobre isso. Rodrigo Silveira. Uma vez diagnosticada a síndrome de burnout, quantos dias geralmente Geralmente uma pessoa é afastada com o atestado médico do trabalho. Olha só, a gente vai responder essa pergunta logo, logo. Fica aqui que a gente volta já, já. Estamos aqui na Band conversando sobre um assunto importantíssimo chamado burnout, ou síndrome do esgotamento profissional. E nós vamos responder a sua pergunta que mandou aqui pelo Twitter. Rodrigo Silveira, uma vez diagnosticada a síndrome de burnout, quantos dias geralmente uma pessoa é afastada com o atestado médico do trabalho? Olha só Rodrigo, isso depende muito. Como a gente estava conversando aqui, é uma abordagem multiprofissional. Se realmente é detectado e feito o diagnóstico do problema, muitas vezes uma abordagem mais séria precisa ser levada em conta. Diferente do estresse crônico, a pessoa às vezes pode pegar uma licença ou férias e depois ela volta ao normal. O burnout é o cérebro, na verdade, gritando que alguma coisa não tá legal. E muitas vezes, não só um afastamento, mas um entendimento diferente, um retorno depois programado ao trabalho, numa situação especial, talvez em outra função, em outra circunstância, é o que acaba acontecendo.
Você reparou a música com a qual a gente voltou, o programa? Da Neurastenia, sou neurastênico, nós estamos na plástica, deu um show. Se você falava aqui, como é que era? Tinha nossa mãe... Estafa, mãe.
Mães tiveram estafa, nossas avós tiveram neurastenia. Doutor Fernando, eu amo você, mas eu discordo das férias. Sabe por quê? Porque quando você sai de férias, essas férias, elas são pra você viver um mês de lazer, de alegria. E se você sai pra se tratar, você está tratando um problema que você adquiriu por 11 meses. Porque muitas pessoas me disseram, ah, mas por que você não tirou férias? Eu tirei férias nesses 6 anos e meio, mas não foi suficiente pra dar conta daquele problema.
Não, não, Isabela, eu acho que então não me fiz entender direito não. É o seguinte, não é que a pessoa tem burnout e você dá férias pra ela.
Ah sim, é porque você é dirigirista, né?
Não, não, não, pelo contrário. Nem assim, vou te dar 5 dias e você melhora do burnout. Não, porque quando a pessoa tá vivendo a questão do burnout, ela tira férias, volta e continua no burnout. Se você sai de um trabalho que você tá realizando uma determinada função e volta, mesmo que seja em outro lugar, em outro cenário, se ele for muito semelhante, o desempenho do cérebro vai se.
Mas qual é a solução então, se.
Uma pessoa tem um horário que deixa ela estressada, como é que ela vai fazer então?
Olha só, a primeira coisa é entender que o cérebro precisa de repouso e ele precisa ser respeitado. Ele precisa de oxigênio e de nutrientes. Então todo o estilo de vida da pessoa precisa ser revisto. É importante ter atividade física regular, é importante ter cuidado com a alimentação, cuidado com os vícios, porque como a pessoa deixa de ter prazer, muitas vezes ela vai correr pra onde? Pro álcool, pra bebida, pro cigarro. para comportamentos lesivos. Segunda coisa, a psicoterapia feita pela psicologia é fundamental porque ela ensina a pessoa a se entender, lidar melhor com essas dificuldades, reconhecer o problema e também muitas vezes a utilização de remédios específicos prescritos pelo psiquiatra, às vezes a serotonina, Está.
Dando um painel bem interessante e amplo de como o SUS, inclusive, vai cuidar dessas pessoas que estão com essa síndrome do burnout. Porque isso não é, de novo, um problema isolado. É um problema que atinge um monte de gente que a gente não tinha nem diagnosticado. Sabia que era uma coisa que afetava muita gente, mas agora a gente entende melhor como é que isso tudo vai ser atacado.
Tem números que dizem que até 30% dos trabalhadores, atualmente, Podem estar dentro de um quadro.
Principalmente médicos, policiais, jornalistas.
Professores, pessoas. A característica principal, Lacombe, pessoa que tem que lidar com outra pessoa. E, sobretudo, esse compromisso com o não erro, com fazer a coisa correta.
A Isabela teve um prago no ar, né Isabela?
Sim, eu tive um apagão. Foram muitos dias com muitos sintomas, mas o pior, o que me fez me afastar, na verdade, foi um apagão. Um apagão no ar em que eu não lembrava o nome da capital do meu estado. Porque a gente, no ar, a gente improvisa muito. Quando eu esqueço algo que você não sabe que eu vou falar, ok, passa batido, sei lá, dá um sambarilove e pronto. Agora, quando eu vou falar algo que você já está esperando e eu esqueço, aquilo já chama atenção. Então, no caso, você está falando de capitais e eu não lembrava Curitiba, que é a capital do meu estado. Entende? Agora, é muito curioso nós falarmos que a síndrome de burnout, ela é um freio, ela não é o fim. Esse é um freio que o corpo te dá para que você repense a sua rota. Quando você me fala o que fazer, é autocuidado. É perceber que se você estiver dormindo menos do que o seu corpo precisa, isso por longos períodos, a fatura vai chegar a uma hora, tá certo? Quando você me fala dos grupos da POM, sabe um grupo que eu fiquei agora, é sabendo, eu tenho pesquisado muito sobre o assunto para falar isso nas empresas, porque isso é investimento, não é despesa, interfere na saúde financeira. Padres. Numa pesquisa espanhola, 900 sacerdotes, 3 de cada 5 tem burnout. Por quê?
Confissões.
Não, não só isso. Conversei com o padre Fábio, inclusive.
Ah, ouvi confissão de um monte de gente, imagina.
Além disso, né?
Então nem eles falam pra rezar, fazer... passou.
Falei, padre, vocês tiram férias? Não, padre não tira férias, não tem descanso e tem que estar sempre disponível. E aí quem está nos assistindo pode dizer, ah, mas você escolheu essa profissão. Sim, todos escolhemos as profissões, mas cada profissão tem o seu custo e só sabe desse custo quem sente na pele esse prolongamento Então, agora você tem um.
Site onde você junta um grupo de pessoas?
Rapidamente, na nossa reunião de produção sobre esse tema, alguém citou o caso de um pastor evangélico também.
Ah, é?
Foi você? Foi eu. Pastor Fábio, que até se tornou um amigo pessoal de Itapetininga.
Eu estou adorando esse tema.
E ele falou justamente isso, que assim, existe toda a questão do envolvimento com a causa, com a religião, com Deus, mas chega um momento que ele percebia que O cérebro dele, a descrição física dele, parecia que ia apagando, a energia dele ia apagando. É uma coisa... E aí, na verdade.
Você só tem energia para trabalhar. Só que aí a gente esquece que nós também somos seres humanos e a gente também precisa ter vida fora do ambiente de trabalho, né? Eu estou adorando esse movimento, Silvia, porque é o início de uma mudança de comportamento da sociedade. A gente precisa tirar esse assunto das dores invisíveis de dentro dos consultórios. A gente precisa tirar o preconceito que as dores invisíveis não são problemas. O burnout é uma delas. Você tem fibromialgia, dores na coluna, tudo isso você tem um grande número de afastamentos do trabalho. Isso custa dinheiro. Então nós estamos iniciando um movimento para falar dessas dores invisíveis com mais acolhimento. Porque o que nós precisamos é disso, de uma conversa franca sobre... Então qual.
O nome desse celular?
No meu caso é Isabela Camargo Real, é o Instagram. Dali já gera para o tratandoburnout.gmail.com. Maravilha.
Olha só, pessoal, temos mais uma pergunta pela rede social do Aquinabandi no quadro. E agora, doutor, assunto burnout. Petrúcio Geraldo pelo WhatsApp. Vamos lá. Tudo bem? Meu nome é Petrúcio e falo direto do carro de Santo Agostinho, Pernambuco. Existe tratamento no SUS para esse tipo de doença? Valeu. Sim, existe, o SUS tem profissionais que estão habilitados, capacitados para justamente diagnosticar e tratar. É lógico que existe todo um avanço, na verdade, uma preocupação social para que essa abrangência seja ainda melhor. Existe uma preocupação nossa, inclusive da neurociência, de divulgar o conhecimento. Eu preciso mostrar uma coisa para vocês. Este livro aqui, chamado Cérebro Ninja. que eu lancei o ano passado e agora é uma palestra que vocês podem participar no Shopping Eldorado, ele justamente trata desse papel de ensinar as pessoas como o cérebro funciona e respeitar os seus limites, evitando, por exemplo, uma síndrome de burnout.
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