Programa Olga - Rede TV sobre Burnout com Izabella Camargo 26/08/2019

Journalist Izabella Camargo and psychiatrist Dr. Igor Kzok discuss burnout, a state of emotional, mental, and physical exhaustion that the WHO now classifies as a disease. Izabella describes her public breakdown after years of intense work and her recovery through medication and therapy. Dr. Kzok explains why high-pressure jobs like healthcare and journalism are vulnerable, and how saying no can prevent collapse.
Chapters
A gente vai mudar de assunto e quem esteve com Fernanda Young as duas semanas me disse agora, nossa querida Isabela Camargo. Boa tarde.
Boa tarde, Olga. Tô tão feliz de estar aqui.
Eu também.
Gratidão, gratidão.
Muito obrigada. Doutor, que eu tenho que ler o nome, Igor Kzok.
Nome, super prazer, Olga.
Obrigada. Ele psiquiatra, minha querida jornalista. Você teve com ela, né, só pra gente fechar essa parte? Há duas semanas, curiosamente, eu e a Carla Secato.
Nós estávamos no restaurante e nós tivemos até muita vontade de falar com ela, mas aí aquele papo que não para, não para, não para. Mas ela esteve assim muito perto de nós e a minha vontade realmente de dizer: poxa, o seu trabalho é fantástico, né? Realmente, como você falou, vai deixar uma memória muito positiva para todos nós. Muito, muito.
Isabela, nós convidamos Isabela Camargo, essa jornalista linda, competente, o Dr. Igor, psiquiatra, para nós falarmos da síndrome de burnout. De repente a gente A gente começou a falar mais sobre esse assunto, Isabela veio a público, disse "eu sofri", sofre ainda com isso?
É porque o burnout não tem cura, ele tem tratamento, mas como o meu burnout já faz 1 ano, então eu estou totalmente recuperada, tenho a medicação, como várias pessoas tomam seus medicamentos diários, não é? Então eu estou ótima agora. Sim, tive a síndrome de burnout, ou seja, o diagnóstico, porque você vai acumulando algo por tantos anos, tantos sintomas, que você só vai ter o diagnóstico de burnout Quando alguém, no caso um psiquiatra, né, uma pessoa que saiba realmente identificar aquilo, vai dizer: "Olha, desse jeito não dá mais." É, as pessoas, muita gente tem e não sabe, Doutor Igor?
A maioria, na verdade, tem e não sabe, porque é um acúmulo de sintomas e situações que a pessoa vai vivendo e quando ela se percebe, na maioria dos casos, infelizmente, já tá dentro de um colapso, né, Isa?
Eu costumo dizer, Olga, que só tem burnout quem ama o que faz.
É excesso de trabalho? Seria isso?
Tá muito intimamente relacionado ao excesso de trabalho.
Depressão?
Duas coisas. Só tem burnout quem ama o que faz. Por quê? Porque a pessoa, ela gosta tanto daquilo que ela faz, e ela faz tanto que ela esquece de si mesma.
Se entrega total.
O burnout é a ausência de si mesmo. Isso.
E aí ela perde a referência do limite e fica resolvendo situações diversas no trabalho e sem uma palavrinha mágica que a gente não tá sabendo usar. O não.
Ah!
O não é a nossa referência.
Eu tenho uma dificuldade de dizer não, minha filha.
Total, total.
Quem não tem, né? O não, ele tá muito relacionado à nossa referência de limite. Eu sei o meu limite, a Isa sabe o dela, você sabe o seu. Se a gente não estabelece isso socialmente, a gente perde o parâmetro.
Eu tenho falado sobre isso, inclusive, nas palestras. Como encontrar limite no mundo sem limites.
E como é que a gente encontra, Isa, o não?
É fazer uma mudança. De comportamento. Claro que informação não muda comportamento de uma hora para outra. Você vai ter que realmente pensar se aquilo faz sentido para você. Agora, o não, por exemplo, como o doutor está falando, ele nos é colocado na infância como uma coisa negativa, mas o não também é muito positivo. Você fala não para alguém, é sim para você, certo? Agora, outra coisa que eu acho muito importante a gente aproveitar, o seu público que está nos acompanhando, "Só tem burnout quem ama o que faz." Ao mesmo tempo, vai acontecer uma coisa, sabe aquela história do copo d'água que cai um pingo e aí transborda? Um momento de muita infelicidade e aí o corpo vai dizer: "Pera, desse jeito não dá mais." Então, só tem burnout quem ama o que faz e segundo, aconteceu alguma coisa que deixou ela completamente triste, desvalorizada e aí o corpo fala: "Desse jeito não dá mais." Olha, eu tô aqui recebendo muitas mensagens de fãs seus. Opa, um beijo!
Que bom rever Isabela, para mim a melhor jornalista.
Beijos!
Que lindo carinho aqui. Se você quiser se manifestar também, pode mandar aqui que a gente aproveita até a vinda do Doutor Igor aqui para responder alguma pergunta. E as pessoas também estão te perguntando o seguinte: tá fora da TV?
Por enquanto tá longe de tudo? Por enquanto sim. É curioso quando algumas pessoas me perguntam: Isabela, onde você tá? E aí eu digo: eu tô livre. Eu tô livre pra vir aqui, eu tô livre pra ir onde me chamam e justamente, por enquanto, pra poder transmitir essa mensagem de saúde da mente, o bem-estar da mente. Até porque por muitos anos, Olga, a gente ouve falar coisas tão equivocadas sobre pessoas que têm algumas patologias relacionadas à saúde mental. Então estou aqui como jornalista pesquisando muito o assunto, tem 2 mil pessoas em contato comigo. Contando suas histórias. Agora, curioso é que em maio a Organização Mundial da Saúde incluiu finalmente a síndrome de burnout dentro do ambiente profissional. Até maio, o diagnóstico era muito abstrato, sabe?
Inclusive as próprias empresas... Como é recente isso, né?
O termo, sim. O termo é recente, porque a gente estava conversando, né, Isa, lá atrás. O termo é bem recente, mas assim, o que a gente está vivendo muito é a possibilidade de falar mais sobre o tema. Esse mesmo fenômeno ganhou em outras décadas, em outros momentos, outros nomes.
Por exemplo?
Por exemplo, como "staff", como "cansaço".
E já era. O que é burnout? Traduz.
Burnout é um... Eu acho que a forma mais simples da gente falar pras pessoas...
É o nome de um médico?
Não, burnout é um termo em inglês onde a pessoa se queima, ela tá queimando, ela tá pra explodir. Tá em ponto de explosão. Isso, explosão do ponto de vista psíquico, emocional e físico também. Então são essas 3 unidades, elas entram em colapso.
As pessoas estão perguntando também se tem profissões mais suscetíveis ao burnout.
Especialmente aquelas que não podem errar. Por exemplo, em 1980, uma médica americana chamada Christina Maslach, ela lançou um livro chamado The Cost of Caring, que é o custo de cuidar. Então, naquela época eram médicos, enfermeiros, policiais e professores. Hoje você inclui pilotos de avião, jornalistas e todas aquelas pessoas que não podem cometer um erro porque vão influenciar a vida de muitas.
Jornalista não pode cometer erro?
Não, sai um meme na hora, né? Se a gente gagueja, sai um meme na hora. Então pessoas que não podem errar de jeito nenhum, ou seja, estão sob pressão constante, têm mais risco de desenvolver burnout. Outra coisa que eu já cruzei aí de informações: a nossa crise social e econômica, ela provoca uma insegurança na pessoa e ela tem mais dificuldade de dizer não. Por exemplo, hoje também falam nas empresas, existe armadilha da competência. Olga, parabéns, você fez um excelente trabalho, então agora eu vou te dar mais um trabalho. E aí, para você dar conta desse trabalho, você vai ter que abrir mão de alguma coisa. E geralmente vai ser suas horas de sono, a sua alimentação, o seu lazer. Porque hoje as empresas não remuneram, algumas delas, tá, gente? Claro que tem exceção, com retorno financeiro ou emocional. Retribuem com mais trabalho e aí a pessoa se sente valorizada e ela não vai conseguir dizer não, Doutor, sabe por quê? Porque ela vai ter medo de perder o emprego. Porque tem 13 milhões de desempregados e as pessoas têm responsabilidades financeiras. Então é muito melhor você pensar uma maneira de quando esse chefe seu te dá um trabalho extra, dizer: "Chefe, obrigada, eu sei que você confia em mim, mas você tá me dando mais um trabalho, só que se eu fizer isso eu posso ter uma consequência e aí você não vai me ter mais." E você perguntou sobre o burnout. Outro dia eu achei tão curioso, porque burnout é uma palavra inglesa. Burn significa queimar e out significa fora. Olha que curioso! Então quando você tem o diagnóstico da síndrome de burnout, significa saia fora.
Olha que curioso!
Você já tá queimando.
Não é bonito isso?
É bem significativo. O Leandro tá dizendo o seguinte: tem tratamento? Se sim, Quanto tempo dura? A vida inteira?
Não, não é a vida inteira, mas assim, é o manejo da vida da pessoa. Então, a gente estava conversando, por exemplo, a maioria dos pacientes, as pessoas que passam por esse problema, voltam a exercer a mesma função antes? Muitos sim, outros não.
Você vai voltar, com certeza. É verdade que você teve um branco num ao vivo? Você esqueceu o que ia dizer?
É, na verdade é o seguinte, quando eu tive, né, o diagnóstico do burnout, eu fazia muitos jornais e falava de improviso em todos todos eles, tá? Então quando você tem algum branco no improviso, o que que acontece? Mas ninguém sabe o que você vai falar na sequência, ninguém percebe. Neste caso específico, né, antes desse apagão maior, eu tive micro apagões que ninguém percebeu. Mas nesse dia específico, foi dia 14 de agosto de 2018, ou seja, faz um ano, eu esqueci a capital do meu estado. E aí o apresentador que tava comigo maravilhosamente me disse: Curitiba.
Te salvou.
Me salvou, só que naquele momento eu pensei: tem alguma coisa muito errada, porque eu não sabia onde eu estava, quem eu era, o que eu estava fazendo. Dali eu fui ao psiquiatra direto e aí ele me diz: "Isabela, você está com síndrome de burnout." É curioso as pessoas perguntarem sobre o tratamento e eu só quero complementar o doutor pelo seguinte: estou com dúvida se eu tenho burnout ou não, primeiro um psicólogo. E aí se você precisar de remédio, porque não é, né, em todos os casos, aí o psicólogo Vai encaminhar para um psiquiatra. Tem cura o burnout? Não, assim como diabetes.
Tem controle.
Tem controle, tem manejo, tem mudança de escolhas, né? Saber escolher o quê que... Cada momento da vida é uma fase diferente e a gente precisa estar adaptado naquele momento. Então, por exemplo, a Isa já esteve super conectada naquela rotina que ela exercia antes. Passou um momento, aquilo não fazia mais sentido algum para ela. E aí ela precisou parar um pouco, né? O tal do freio. Para falar: "Gente, o que eu vou fazer da minha vida de agora em diante?
Porque aquilo não faz mais sentido para mim." Adriana, aqui ela está dizendo o seguinte: "Trabalho com vendas, realmente amo o que faço e tenho síndrome também. Claro, bato minhas metas, me pedem sempre mais." Imagina, área de vendas. "Só que eu descobri a doença quando me deu branco." Pronto. Pronto, aquilo que você acabou de falar.
Na verdade, o burnout, gente, é um freio, não é o fim. Eu estou aqui para provar isso. Aliás, eu tenho investido as minhas horas justamente para explicar e para prevenir isso dentro das empresas ou para quem me procura pelas redes sociais. E quando você tem o diagnóstico precoce, ou seja, quando você não ignora os sinais que seu corpo está te dando, você vai procurar ajuda mais cedo, como todas as outras patologias, gente. As pessoas, algumas me encontram e elas acham que aquilo é contagioso e tudo mais, eu falo: não, é uma patologia como qualquer outra. Então muitas pessoas perguntam: "Você tá bem?" Aí eu falo: "Você vai dizer. Vamos ver se vai cair algum parafuso." E é claro que não. Então é como toda patologia. Agora, vai ser importante você diagnosticar cedo. O que seria pior que um burnout, Olga? Um AVC, um infarto ou karoshi. Karoshi é uma palavra...
O que é karoshi?
Karoshi é morte súbita por excesso de trabalho, que no Japão o governo já paga indenização para vítimas de karoshi desde a década de 80. Então, ah, que eu tava te falando da OMS, né? Antes da Organização Mundial da Saúde ter incluído a síndrome de burnout no ambiente profissional, eu tinha que gastar meia hora só pras pessoas entenderem que não é frescura, que não é mimimi, que não é fresqueza. E aí depois que a OMS incluiu o burnout no CID, que vai sair agora na próxima publicação em 2021, minha vida mudou. E mesmo assim ainda tem pessoas que falam: "Isso é falta de tanque pra lavar roupa." Ah, falam.
Sempre tem, né?
Tem que lidar com um monte de preconceito.
Tem umas bobagens. Aqui tem uma pessoa falando que já durante 15 anos ela tem esse problema e tal, percebeu que era síndrome e hoje ela diz que tem sequelas, não disse que sequelas, que sequelas ficam?
Olha, uma questão assim, dificuldade da pessoa ter memória, então pode ter um prejuízo cognitivo.
Pode.
Por quê? Porque aquele cérebro, aquela pessoa ficou por muitos anos sendo consumida de forma negativa, então com prejuízo das horas de sono, prejuízo ali sem estabelecer uma mínima atividade física. Então isso pode gerar uma dificuldade, por exemplo, de se conectar de novo do ponto de vista social. Pessoas que perdem o prazer, ficam apáticas.
Eu tô observando aqui as pessoas se manifestando, exaustão, estresse, esgotamento físico. Essa pessoa diz o seguinte: quando o chefe percebe que os trabalhadores têm esses sintomas, somente concede férias. É, normalmente as pessoas saem de férias e não tratam, e aí as consequências são piores. Parabéns por você explicar, minha querida. É o Pedro, é o Pedro que tá mandando esse recado para gente. Ele é lá de Minas Gerais.
Gratidão.
É bom porque você, Isabela, a partir do momento— hoje você se transformou numa palestrante sobre o assunto. Quantas pessoas você tá ajudando, né, vindo aqui hoje? Quantas pessoas está dizendo, ajudando a dizer: vai para o médico, você tá precisando ir ao psiquiatra.
Na verdade, você está precisando não só psiquiatra, mas psicólogo, mas antes de tudo, você está precisando olhar pra você, você está precisando ouvir o que seu corpo está dizendo, porque senão ele vai parar num branco ou numa outra situação. Sequela, por exemplo, eu não dirijo mais. Por quê? Não dirijo mais porque a condição de apenas dirigir eu não consigo, porque meu cérebro está tão acostumado em dirigir e ver mensagem e ficar pensando, então assim, eu não consigo mais fazer duas coisas ao mesmo tempo. Eu fiz isso por muito tempo, hoje eu não consigo mais. Agora, Olga, eu quero aproveitar ainda o tempo que nós temos para dizer o seguinte: nem tudo é burnout, gente. Um cansaço de final de semana, uma exaustão mensal não é burnout. Inclusive, eu tenho recebido muitos pedidos de empresas me dizendo: Isabela, vem aqui na minha empresa porque agora todo mundo tem burnout. Não. Um cansaço eventual, para quem está fazendo um cursinho, para quem está estudando, aquilo é um estresse momentâneo. No meu caso, e eu falo isso em negrito, grifado, caixa alta, foram muitos anos na madrugada, então meu corpo se adaptou até um determinado momento, além de acumular funções. Então o meu burnout teve um caminho. Tem pessoas que me procuram e que dizem que começaram a acumular sintomas durante 10 anos, 4 anos, então você não tem uma regra para ter um tempo médio para adquirir o burnout e nem para o tratamento dele, porque cada pessoa é uma pessoa.
Cada pessoa é uma pessoa. Existe uma idade que a pessoa é mais propensa? Em qualquer idade, sexo, não importa?
Qualquer idade.
Qualquer idade.
Isso pode ter desde pessoas mais no nível da adolescência até a terceira idade. Só que o adulto jovem para frente é que são os mais acometidos, né?
Quem está acumulando funções?
Até pela sobrecarga de acúmulo de funções, né? É a casa, é a família, é o trabalho, são os amigos, é o curso novo que ele quer fazer. A gente também não quer ficar para trás em nenhum momento, a gente quer sempre aumentar a nossa bagagem de repertório, a nossa bagagem de informações.
A gente quer sempre aprender. Jovens podem ter estresse de pressão com relação a estudo, com relação a faculdade? Não, isso não?
Desculpa, Doutor, um estresse eventual por alguém que está estudando não é burnout?
Não é burnout, a gente não considera.
O burnout é só dentro do ambiente profissional. Agora, é muito importante a gente dizer o seguinte, Olga e Doutor e quem está nos assistindo: não tem vilão e não tem vítima nessa história, porque senão a gente fala de uma maneira que só a empresa é a responsável por aquele burnout. Dois fatores: existe uma carga que vem da empresa e existe uma responsabilidade também do funcionário. Então não tem vítima e não tem vilão, porque senão também a Isabela se tornou uma inimiga. Não, pelo contrário, eu quero que as pessoas olhem para si, entendam se aquele contexto está fazendo sentido, aquele contexto profissional, e não esqueçam que a vida é um sopro. A gente acabou de ver um caso, né, da Fernanda Young. Então a vida é um sopro, Você não precisa parar com uma doença. Você pode parar voluntariamente para fazer uma pausa e reavaliar se aquilo que está fazendo faz sentido. Aliás, esse é o tema do livro que eu estou terminando essa semana. Vai até que sai esse livro? Olha, termina essa semana, vai depender da editora. Que eu comecei em 2016, Olga. Só que eu comecei em 2016 para mostrar o que está acontecendo com o nosso tempo, esse tempo de tecnologia, excesso de acessos. Depois de 150 pessoas que eu entrevistei, Pai do céu me deu a síndrome de burnout para que eu realmente soubesse falar sobre isso.
Olha só que interessante aqui o que essa pessoa está escrevendo. Eu era a parte, essa não, essa era a parte mais triste. Vou ler o texto dela. Já me disseram que eu precisava ir à igreja e procurar Deus. Aí eu digo, povo sem sensibilidade. Isabela Camargo, obrigada por cada explicação. Eu precisei dizer no trabalho "Olha, a repórter Isabela Camargo está passando a mesma coisa que eu, para que as pessoas entendessem e se importassem por isso." Arrepiei. Forte isso, né?
Uma personalidade, uma pessoa respeitadíssima, conhecida, quantas pessoas está ajudando nesse momento, né, Doutor Igor?
Sim, e usando esse momento agora para a gente falar mais sobre o assunto, porque de fato é um tema que ainda está no submundo, né? Tava na clandestinidade Setembro do ano passado.
O médico disse, vamos lá, o que que estão falando aqui? O médico: meu sobrinho está no terceiro ano de odonto, trabalha dentro da faculdade, foi diagnosticado com burnout.
O médico disse que é normal, estudo e muito trabalho. Olha, que é normal, não normal não é, porque o que eu entendo, que a gente entende dentro de saúde mental, é a gente funcionar em equilíbrio. Fato que é difícil a gente viver e manejar todos os estímulos que a gente tem no dia a dia, o trânsito, a cobrança, as contas que chegam no fim do mês, tudo isso é difícil de manejar. Agora, a pessoa entrar em colapso, ela não conseguir sair da cama dela, eu tive pacientes que não conseguiam tomar banho sozinhos, que não conseguiam. É sério? É uma questão que é diferente de um estresse pontual.
Importante.
Normal isso, fato, não é.
Buscar mais informação, ler mais, ouvir o que essa maravilhosa fala. @isabelacamargoreal, Instagram dela. Quer divulgar o seu Instagram, Doutor?
É @clinicamaya.
@clinicamaya é a do Doutor Igor. Logo vamos ter um livro e a gente torce para que você volte logo para telinha.
Gratidão, Olga. Posso só falar mais uma coisa? Fale. A gente tem que ter mais acolhimento partindo dessa mensagem que nós recebemos. A gente tem que ter mais acolhimento para as pessoas com dores invisíveis, porque é muito mais fácil a gente acolher alguém que está sangrando, alguém que tá com uma perna quebrada, porque quando alguém tem fibromialgia, por exemplo, dor na coluna, ninguém tá vendo, sempre a pessoa fala assim: ah, será que não é frescura? Depressão, ansiedade, a síndrome de burnout é só mais uma dor invisível que eu tô aqui com muito carinho, respeito e responsabilidade para tirar esse assunto da clandestinidade. Então temos que ter mais acolhimento para aquela pessoa que está do nosso lado, você tá vendo algo que a pessoa tá diferente, você tá vendo que ela tá tendo crises nervosas.
Prestar mais atenção no paciente.
Exatamente. Então, gratidão, conte comigo.
Gratidão você ter vindo. Gratidão, muitíssimo obrigada, sucesso.
Abriu um pouco a história, né? Obrigada, eu que agradeço, meu amor.
Obrigadíssimo, meu amor.
Um prazer.
Quando é que tu volta pra TV?
Acabei de saber que tem um grande amigo meu aqui que está na direção, quem sabe?
Opa, já pensou Isabela aqui com a gente na RedeTV? A gente já foi colega de trabalho, sabia?
A gente já foi, foi muito legal. Aliás, quando o Fabinho, Celso, aliás, obrigada pelo convite, Celso Tavares, trabalhamos todos juntos, né, na mesma emissora. Eu fiquei muito feliz porque eu sempre te admirei. Você é uma luz que precisa iluminar outras.
Você também, meu amor. E se Isabela vier para RedeTV, nossa, vou ficar muito feliz! Agora eu vou tentar descobrir quem é esse chefe, esse nosso poderoso, que é conhecido dela também. Competente, maravilhosa, tia do meu querido amigo.
Tudo bem?
Como vai, meu amor?
Melhor do que nunca.
Tudo bom? Como é que tá o astral para hoje?
Estamos numa semana boa, só
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








