Psicodélicos: Um processo de autocura? com Pollyanna Esteves no Ïnterioriza

Psychotherapist Pollyanna Esteves discusses psilocybin-assisted therapy: 4 to 5 hour guided sessions that work through neuroplasticity and serotonin receptors to treat depression, anxiety, and addiction. She covers microdosing, integration therapy afterward, practitioner certification from Oregon, and why cost and stigma still block access.
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Você já deve ter ouvido falar em psicodélicos, mas já ouviu falar sobre o poder dos psicodélicos para sua saúde? É isso que nós vamos falar hoje com a psicoterapeuta Poliana Esteves. Bem-vinda, Poliana, ao Interioriza.
Obrigada, prazer enorme estar aqui.
Conseguimos cruzar as agendas para você explicar pra gente que história é essa. E como os psicodélicos podem nos ajudar, especialmente no tratamento de problemas relacionados à saúde mental. Sim, pra gente começar do zero, de que psicodélico que nós estamos falando?
Então, o que eu mais trabalho, que eu mais gosto, é o cogumelo, né, que a gente fala que são aqueles cogumelos mágicos que tem, né, quando você ingere ele, a psilocibina, que é o composto que faz esse acesso, né, essa questão psicodélica ali. Eles já estudaram há muitos e muitos anos, inclusive tem vários artigos científicos agora comprovando que a nossa evolução humana vem dos cogumelos, vem do psicodélico, né? Tem vários artigos comprovando que, por exemplo, os macacos estavam andando pela floresta, comiam cogumelo, um dos efeitos que faz fisiológico são as novas conexões neuronais, ideias, criatividade, enfim. E aí eles foram evoluindo o cérebro, as coisas descobrir fogo, etc. e tal, através disso. Então diz que muito da nossa evolução deve-se aos cogumelos.
Tá, agora trazendo um pouco mais para os nossos tempos, né, os psicodélicos. Quando você fala os cogumelos, porque existem quantos?
Quais são os tipos de cogumelos? Assim, tipo, inúmeros. Você acha que não dá nem para identificar exatamente quantos existem. Tem os cogumelos que são medicinais. Que que seria isso? Quando você ingere cogumelo, você não tem nenhum efeito psicodélico, né? Que seria esse efeito psicodélico? Seria essa coisa mais de acessar mais a mente, de ampliar mais a mente, ser um pouco mais alucinógeno, digamos assim. Só que a gente usa obviamente uma dosagem terapêutica, então ninguém fica doidão, que é o medo das pessoas, ninguém perde a consciência, muito pelo contrário. Você sabe o tempo todo tudo que você tá acessando, tudo que você tá vivendo, você sabe aonde você tá, você levanta, você vai no banheiro, você conversa normalmente, você vai me contando tudo que você tá acessando. E tem os cogumelos medicinais, que é onde é o objetivo, por exemplo, juba-de-leão, que é um cogumelo que tá super famoso agora. Ele é também todo voltado para o cérebro, para a questão cerebral, de memória, atividade cerebral, enfim. Mas o próprio cogumelo também mágico, que a gente chama, né, que tem o efeito psicodélico, a gente também pode usar ele em micro doses, onde você também só tem o efeito fisiológico, você não tem nenhum efeito psicodélico, nenhuma percepção diferente do corpo, de nada, porque a gente usa só uma micro dose. Então tem essa questão também, que tem muita gente que tem muito medo às vezes, né, de fazer uma sessão, enfim. E aí começa com uma dosagem da microdose pra você ter ali mais os efeitos fisiológicos que o psicodélico traz.
Você é pioneira no Brasil com as técnicas então com o uso de psicodélicos?
Sim, tem algumas pessoas aqui no Brasil que estudam, mas que pratica mesmo no consultório, eu sou uma das primeiras. Eu fiz todas as formações, né, tem uma formação específica pra você poder trabalhar com psicodélico. As formações por enquanto são todas lá fora. Então eu tenho essa formação e aí eu tenho um certificado por Oregon, que já é um estado autorizado na questão de você poder aplicar. Então tem toda uma legislação, é todo um trâmite você conseguir ter essa autorização. Então eu sou autorizada para poder aplicar a terapia assistida com psicodélicos.
E aí é uma microdose, como é? Então me conta como é que seria uma consulta. Eu tenho uma queixa ou eu já faço um tratamento, por exemplo, para depressão ou para ansiedade? 'Ah, sim, aí eu já tentei de tudo, já tentei com vários antidepressivos, com vários remédios, não consegui resultado com nada, aí eu vou para o psicodélico.' Isso, exatamente.
Psicodélico, ele ressurgiu, né, porque ele já é estudado há muito tempo, mas ressurgiu essa onda justamente por isso, por questões de saúde mental que tá cada dia pior, né. E as pessoas, você vê cada vez mais novas com problemas de saúde mental, ansiedade, depressão, e não tem cura, né. Então eles falam: 'A gente precisa de alguma coisa que realmente faça efeito.' Então psicodélico vem nisso. Qual que é a vantagem do psicodélico? Então quando você você vier para o consultório, a sessão do psicodélico demora de 4 a 5 horas. A gente vai usar uma dosagem terapêutica, que é uma dosagem pequena, e como eu te falei, você tá consciente o tempo todo. Só que nessas 4 horas, você tem 4 horas acessando o seu inconsciente. Então você vai trazendo informações, você come mesmo o cogumelo, ingere uma fonte de vitamina C, geralmente uma laranja junto, para poder ajudar na absorção. Você vai deitar, a gente coloca um sonda neuroacústica, que é justamente também são ondas para ativar acessos assim cerebrais. E geralmente meia hora, 40 minutos, começa a vir o efeito. A gente ele não induz nada. Então, por exemplo, é diferente de uma sessão, vamos supor, de hipnose, que você fala assim: ah, eu tenho um problema financeiro, eu tenho uma depressão, e eu vou induzir para a gente tentar acessar aquilo. No psicodélico não, ele vai te trazer seu problema real. Eu falo que ele é tipo tirar a tampa do bueiro. Então o seu inconsciente vai trazendo tudo que você precisa acessar, tudo que você precisa resolver. Então nessas 4 horas você vai trazendo as questões, eu vou te ajudando a ressignificar. Embora é um processo muito de autocura, é muito interessante porque vem uma pergunta que já vem a resposta, vem uma questão, já vem a ressignificação. E a muita vantagem do psicodélico, além de você conseguir acessar camadas que antes você não conseguiria acessar, você acessa de uma forma, digamos, mais infantil, no sentido de você tá mais apto a ressignificar. Então assim, a gente consegue— o psicodélico, ele dá uma acalmada no ego. Então você consegue ver as situações de uma forma diferente. Tanto que uma das coisas que as pessoas falam, né, muito sobre o psicodélico famoso, é dissolução do ego, né? Que que seria essa dissolução do ego? Justamente aquele ego que me impede de conseguir ver uma situação, de ter empatia pelo outro, de conseguir perdoar o outro. Ele tá calmo. Então você consegue ver situações de uma forma muito diferente. Eu costumo— não sei se você já assistiu aquele filme A Cabana. Eu falo, aquele filme foi escrito por alguém que fez psicodélico, certeza. Porque quando você acessa, é justamente aquilo, você consegue tocar nas situações de uma forma muito mais tranquila. Você consegue olhar naquela conversa que ele tem com Deus. Uma das coisas que faz muito psicodélico são esses acessos. Então você vai conseguindo olhar as situações e resolver. E o que que eu acho mais incrível da terapia psicodélica para mim que não se compara a nenhuma outra. Além de você ter todos esses acessos e conseguir trazer suas questões, você ressignificar, você conseguir ver tudo mais com muito amor, empatia, são os efeitos fisiológicos que faz. Então limpa o receptor da serotonina, já é comprovado cientificamente também que o psicodélico tem a mesma forma química da serotonina, então se encaixa perfeitamente no receptor. Faz a neuroplasticidade, né, que são as novas conexões neuronais, faz a neurogênese, que é a formação de novos neurônios. Depois que você faz o psicodélico durante 20 dias, se abre janela capacidade de aprendizado, que o nosso cérebro voltar a ser igual um cérebro infantil, no sentido de apto a aprender, sabe? A questão da criança que consegue falar 3 idiomas ao mesmo tempo, consegue aprender tudo. Então nisso você consegue mudar comportamentos, colocar novos comportamentos. É, age muito aqui na frente, que a gente fala, é, e aqui no, a gente chama de default mode network, né, que é o modo de funcionamento padrão do nosso cérebro, que é onde pessoas que têm depressão tem isso aqui muito ativado. Então fica ali no pensamento ruminante, no comportamento ruminante. Então consegue dissolver isso, então você consegue mudar os pensamentos, os comportamentos. Então Então todos esses efeitos fisiológicos também ajudam muito. Essa é a grande diferença, né, de um tratamento, por exemplo, quando você faz só um remédio, você não tá indo na causa. No psicodélico você consegue ir na causa e reverter. E o medicamento você consegue também que você realmente tire os sentimentos negativos e amplie os sentimentos positivos.
Repete essa frase.
Você tira os sentimentos negativos e amplia os positivos, porque geralmente o medicamento ou ele te deixa neutro, né, meio zumbi, você não sente nada. Mas você também não consegue nunca ter um bem-estar, ele não consegue te trazer os sentimentos positivos. O psicodélico, ele tira o negativo e te traz os sentimentos positivos.
Eu consigo fazer uma interpretação de tudo isso que você explicou pra gente. Uma frase que você trouxe, eu vou resgatar: quando você toma o psicodélico, você acessa o seu inconsciente. Eu vou fazer um desenho aqui, você vai me dizer se está certo. Sim, tá, já. Eu vou fazer um desenho aqui pra te mostrar do que nós estamos falando, né? Muitas vezes a gente trata o inconsciente ou subconsciente como se fosse algo que não fizesse parte de você, né, e que você pudesse não acessá-lo. Tipo, não, eu sou absolutamente razão e nada que está no meu inconsciente me afeta. Vou te mostrar um desenho que eu aprendi. Então é como se fosse assim: 5% do nosso cérebro diário consciente, exatamente a famosa razão, que não, isso aqui é racional, e 95% 5% é inconsciente, tá certo esse desenho? Nós não combinamos, então vou mostrar aqui para você. Luana vai dar um close, tá vendo aí, né, Luana? 5% aqui, piquititico. Não precisa dar close não, amor, tô aqui no estúdio da MauriMaura. Agora, como assim vou dar close? Não, você tá vendo aqui, ó, 5%, tá? É o nosso consciente, é aquilo que a gente se gaba. Exatamente. E 95% do inconsciente, que é aquilo que a gente Subestima, estou certo, Doutora?
Exatamente, perfeito. E essa é uma das principais razões pela qual a gente não consegue mudar comportamento. Aí, por exemplo, essa questão, ah, eu quero emagrecer, quero tirar dinheiro, aí você está fazendo ali, quando vê você se sabota, porque você quer 5% consciente, mas e os 95% do seu inconsciente que é o motivo real para você não conseguir fazer isso, né?
E aí eu vou trazer aqui mais uma camadinha. Quando você fala desses do inconsciente, eu estou te mostrando então que é 95% do que tá na nossa mente, é ali que você vai reviver situações, infância, juventude, ou seja, do seu passado, em que houve alguma ruptura, em que acabou causando alguma ferida, alguma cicatriz. É isso?
Isso.
Ou seja, você chega na origem daquilo que tá te empacando.
Exatamente, você chega na origem daquilo que tá te empacando. Então várias pessoas perguntam para mim assim: mas ansiedade tem realmente cura? Depressão tem cura? Determinada coisa tem cura? Eu falo para pessoa assim: você nasceu com isso? Você criou, se você criou, a gente, você, você manifestou, você também tem poder de desfazer isso. Então alguma coisa aconteceu que obviamente a gente não tem consciência exata do que foi, que virou a chavinha e causou esse comportamento, esse problema, essa situação. Então a gente precisa voltar ali para entender essa origem e poder desfazer isso, né? Se não, eu falo que é igual você vai na academia, quando você contrair seu músculo e ficar com esse músculo contraído, por mais que passou o tempo, por mais que você cresceu, aquele registro ficou ali, você continua vivendo naquele momento, né, a consequência daquilo que aconteceu. Fala que agora aqueles filmes que a gente vê, que a pessoa acorda e quando vê ela tá sempre no mesmo dia, a gente vive isso inconscientemente, né, a pessoa não tem tanta consciência que ela tá presa naquela situação.
Por quê? Porque o medo de fazer diferente, o medo de aceitar que pode ter alguma crença vindo, nossa, ancestralidade infinita, né, do passado, que eu sempre gosto de dizer: a gente não herda só a cor dos olhos dos nossos papais, a gente herda tudo, né, nas nossas células. Mas 50% genética, 50% ambiente.
Exatamente, né?
Eu ouço isso de muitos médicos: 50% é ambiente. Então você tem sim capacidade de fazer diferente. Agora, Poliana, você vê as pessoas te procurando mais por questões alimentares, compulsões alimentares, ou por problemas relacionados à saúde mental, com os nomes de depressão e ansiedade?
Sim, geralmente mais pela questão compulsão. Até eu tenho muita procura pela questão depressão, ansiedade, enfim, mas ainda é maior a questão corpo, a questão compulsão. Só que é muito interessante isso também, né? Eu falo assim, a gente tem o famoso problema seguro. O que que é um problema seguro? Toda vez que tem um problema que já passou de 6 meses e você não resolve, é um problema seguro. Então é um peso, é uma compulsão, é um cigarro. O que que significa isso? Eu tenho um problema seguro aqui para tampar o meu problema real. Então até às vezes o que impede a pessoa de emagrecer, de largar um vício, é justamente ter que olhar o problema real. O problema seguro é uma desculpa. Então, por exemplo, vamos, né, um exemplo bem bobo aqui. A pessoa na verdade tem problema de relacionamento, mas ela fala que ela não consegue ninguém porque ela tá gorda. Ela fala que ela não consegue um trabalho melhor porque ela tá gorda, ela fala que ela não consegue tal coisa. Então ela vai usando um problema seguro para que ela não tenha que encarar o problema real.
O problema real seria qual?
O problema aí depende muito de cada pessoa, né? Então assim, vou dizer um exemplo. Eu tive pessoas, uma mulher que ela fez bariátrica e ela não emagreceu nem uma grama com bariátrica. É, achavam inclusive, tipo, chegaram a deixar ela trancada no hospital porque falaram: ela tá comendo escondido, ela tá enganando a gente, não existe uma pessoa tomando só líquido, não emagrecer, enfim. Quando a gente foi investigar, ela não emagrecia porque ela tinha uma filha que também era acima do peso. Enfim, tanto que tudo que ela fazia, ela falava assim: se der certo, você vai fazer também. Se der certo, você vai fazer também. Só que qual que era o medo dela no inconsciente? Vai que eu emagreço, dá certo para mim, e na hora que minha filha for fazer, não dá certo para ela, eu fico melhor do que ela. Então ela se sabotava de não emagrecer para não ficar melhor do que a filha.
Sabotagem, segunda vez que aparece neste dia de gravação a palavra sabotagem. Como a gente se sabota demais, né?
É impressionante, é impressionante.
Agora, está também na sabotagem a resistência a aceitar então que existe um novo tratamento para te ajudar a resolver problemas que até então são insolucionáveis. Insolucionáveis, tá certo, gente? Tá certo, tá falando insolucionável. Bom, sem solução, tá melhor. O quanto de preconceito a gente tem no uso de psicodélicos hoje aqui no Brasil?
Há muito, muito.
Muito. Isso também é sabotagem.
Também é sabotagem, porque existe hoje em dia muitos estudos, muitas comprovações, muito acesso, até mesmo documentários assim muito fáceis e gostosos de assistir.
Foto que a Terra é redonda, eu tenho foto. Aliás, atrás de você tem um globo, né, terrestre, e tem gente que fala que ela é plana. Então, sim, evidências, estudos, ciência. Então nós temos evidências, nós temos, mesmo assim tem preconceito. Então queria entender contigo, mesmo com tudo do que já há de comprovação. Você acredita que as pessoas não experimentam então pelo menos saber do que se trata? Porque medo, eu acho que medo.
E tem muita gente, por exemplo, que às vezes vai fazer essa ação e fala assim: mas e se eu acessar alguma coisa muito difícil? Que bom, é isso que é o objetivo, né? Tipo assim, você vai acessar e você vai resolver. Então sempre fala assim: o principal é você entender. Porque às vezes a pessoa ela acha que justamente porque tá aí nesses 95% numa caixinha que eu deixei ali, isso não me afeta. Afeta tudo que você tem no seu dia a dia que te incomoda, vem disso que você não encara, né? Então, assim, antes você encarar e você passar pela dor, mas é a última vez na sua vida, do que você ficar sofrendo todo dia conta-gotas, né? Então, assim, independente do que acessar, a gente vai resolver. Aí, se você sabe que eu fui abusada pelo meu pai, a gente vai resolver, sabe? Assim, você vai conseguir resolver, você não vai. Ah, mas como é que eu vou encarar meu pai depois? Eu juro que você vai resolver. Então tem essa questão e tem também aí, né, que faz parte da sabotagem, o ganho secundário. As pessoas têm muito ganho secundário. Então, por exemplo, há uma pessoa, ela começou a ter depressão, e quando ela começou a ter depressão, o marido começou a ajudar mais em casa, os filhos ficaram mais carinhosos, as pessoas perguntam dela. Então ela tem medo que se ela deixar a depressão, ela vai voltar a ser, entre aspas, insignificante, ou cobrada, ou explorada, como ela era antes. Então às vezes a pessoa prefere o problema por esse ganho secundário do que largar ele. Perfeito. O ganho secundário é um dos problemas que mais afeta a vida das pessoas.
E também por preconceito, você não quer nem ouvir falar sobre isso e não aceita. Ganho secundário da dor. Tem também a memória da dor, né? Quando você tá agarrado à memória daquilo. Você trouxe, me deu aqui um insight que é assim: melhor você sofrer à vista do que sofrer a prazo.
Ui, muito melhor, não é, gente? Porque já resolve isso. Para que ficar apegado a problema, sabe? Assim, eu falo, para que ficar apegado, né? Deixar de viver, deixar de de ter o seu potencial máximo, sabe, descobrir realmente quem você é. Eu falo que para mim psicodélica é muito uma volta para casa, porque igual você falou, a gente não é da sua cor dos olhos, né. Eu costumo dizer, tem um filme que eu gosto muito que é O Quarto de Jack. Adoro, né, que eu falo que quando a gente nasce é o nosso quarto de Jack. Eu não sei o que é bonito, que é feio, eu não sei o que é certo, que é errado, aquilo que estão me mostrando. Exatamente, o meu mundo é ali, né. Então dependendo do que os meus pais agem, do que eles falam, né, como é que a origem da sabotagem, sabotagem ela vem de 3 questões, que são os registros que a gente faz na nossa mente. Primeira questão: o que eu estou escutando? Então, por exemplo, o que meus pais falavam sobre o dinheiro? O que meus pais falavam sobre relacionamento? Principalmente, o que meus pais falavam sobre mim? Tipo: "Essa criança é terrível", "Não vai dar pra nada", "Mas é muito tímida", "Mas olha, é ansiosa". Então assim, do mesmo jeito que quando meu pai fala que o Pai Noel existe, eu acredito, é óbvio que eu acredito que quando ele fala se eu sou burra, se eu sou incapaz ou se eu sou inteligente. Então assim, o registro do que a gente escuta, do que a gente vê, Então qual que era o exemplo? Como é que meus pais lidavam? Como é que era o relacionamento deles? Como é que eles lidavam com emprego, com dinheiro, enfim. E aí é o que eu experiencio, né? Então essas três coisas vão formando no meu inconsciente o que eu acho das pessoas, do dinheiro, da vida. E aí isso vai sendo o que eu vou buscando lá na frente. Por isso que as pessoas às vezes falam assim: eu quero ser o oposto da minha mãe, eu quero ter um relacionamento com gente diferente dos meus pais, e caem na mesma situação.
É caro?
Não, não. Assim, eu não cobro caro porque justamente eu acho que todo mundo tem que ter acesso, né? Nos Estados Unidos é super caro porque a formação é muito cara. Você tem ideia? Nos Estados Unidos, uma sessão de psicodélica, $2.500.
Mas deixa eu te falar, eu tô falando se é caro ou não ao mesmo tempo em que eu preciso lhe dizer que você precisa saber qual é o valor da sua paz. Sim, tem gente que fala assim, ah, mas fazer terapia é caro, tá? Então você vai preferir gastar R$200, né, num jantar, numa roupa, numa bolsa, mas você não vai investir R$200 em você? Então depende do que você entende, tá? O valor, quando eu te falo assim, se é caro, ou seja, é acessível? Talvez seja melhor essa pergunta. É acessível?
É acessível, né? Até porque assim, igual você falou, é uma coisa que na verdade, se você for ver, não tem preço, né? Uma pessoa que ela é suicida, que ela é depressiva, ela ficar 100% curada nunca mais precisar tomar um remédio.
Tá, agora é muito importante você procurar isso com uma pessoa especializada, porque eu vejo aqui inclusive, né, no seu currículo, que você também agrega outras terapias junto com o psicodélico.
Sim.
Então se precisar, você usa hipnose, se precisar você usa TCC. TCC é terapia cognitivo-comportamental. Exatamente. Você vai associando outras terapias.
É super importante, porque assim, o psicodélico ele vai fazer acessos e vai te trazer vários, igual eu falei, né, efeitos fisiológicos, enfim, incríveis. Mas depois tem que ter um acompanhamento, tem que ter uma integração daquilo que você acessou. Então eu faço sessão de psicodélico, depois a pessoa vai fazer sessões individuais onde a gente vai integrar aquilo que ela acessou, a gente vai trabalhar outras questões, a gente vai lapidando ali, né, toda a questão. Então assim, não se deve fazer uma sessão de psicodélico, ai, nunca mais fez, nunca mais veio, nunca mais.
É porque eu ouço muitas pessoas dizendo que tiveram experiências com certos certas experiências, as pessoas que viveram certas experiências não tiveram acompanhamento e acessaram lugares bem ruins.
Sim, isso é super perigoso, né? É igual quem faz uso recreativo, que a pessoa fala, tem medo da bad vibe. Num consultório é tudo que a gente quer. Você vai trazer os seus monstros e a gente vai te libertar desses monstros, né? Agora é que o pessoal fala assim, aí você vai acessar coisas, né, ruins assim, tipo situações difíceis. É o que a gente quer, porque aonde você vai acessar e a gente vai resolver isso. Agora, se você acessa Num lugar sozinho ou com pessoas que não são terapeutas, aí realmente é super complicado, porque tá, trouxe toda essa informação, que que eu faço com isso, tá, né? Então não adianta eu saber do meu problema, eu tenho que solucionar o meu problema, né? Então esse é o principal. Então procure pessoas que são realmente formadas, que são certificadas, né? Igual eu falei, a terapia psicodélica, você precisa de uma formação específica para isso, tá lidando com estado alterado de consciência, né? Então você precisa de uma formação específica para isso. Então muito cuidado com quem você faz, tem que ser uma pessoa que tá apta a te ajudar, independente do que você traga, né? Igual eu falo, a minha confiança vem muito disso. Eu sei que, independente do que a pessoa trouxer, eu vou saber resolver, né? Eu tenho 6 formações só nessa área, né? Todas as formações existentes em psicodélico eu fiz. Eu uso cogumelo porque eu gosto mais dele, mas eu sou formada em todos os tipos de psicodélico que existem, né?
É como o canabidiol. Agora você falou assim, agora você trouxe a palavra uso recreativo. Então tem gente que faz o uso recreativo, aí é outra história. Agora, Poliana, eu fico imaginando a quantidade de piada que você não que você não ouve no dia a dia. Assim, por exemplo, te conheci, Poliana, que que você faz? Ah, eu trabalho com terapia com psicodélico. Ah, então você, que que você ouve assim de bobagem?
Muita coisa, tipo, a pessoa associar a droga mesmo, sabe assim, tipo, como se fosse assim, ai, tava mexendo com droga, mas leva tudo na brincadeira, fala, é, tô, não sei o quê, sabe, tipo, não, não me abala assim, mas, mas tem óbvio, né, fazendo piada, tem que lidar fazendo piada, tem que deixar para lá assim. O preconceito, ele existe sempre, né? Eu falo, eu comecei com preconceito quando eu fui fazer a terapia psicodélica. Preconceito começou dentro da minha casa. Meu pai é juiz, aquela coisa tipo: não use drogas, meu Deus do céu, o que que é isso? Sabe assim, aquele desespero. Até que ele foi entendendo. Meu pai, por exemplo, hoje ele faz o uso das microdoses, que é para prevenir Alzheimer e melhora a memória, um monte de coisa. Todo mundo na minha casa já fez psicodélico, menos meu pai, porque aí eu já vejo muito como figura de autoridade, não conseguiria lidar em ver ele talvez ali mais vulnerável. Mas fiz na minha mãe, fiz nas minhas irmãs, meus sobrinhos. Minha sobrinha, quando ela fez, ela tinha 12 anos. E aí meu pai também foi vendo a transformação. A minha irmã, quando fez, viu a transformação dela. E aí o preconceito foi. Então assim, para mim lidar com preconceito na rua tá tranquilo, né? Tive que lidar dentro da minha própria casa.
Totalmente. Tem aqui algumas questões, mas eu quero saber o que que a cantora Adele, o cantor Tiaguinho, a Cris Arcangeli que é uma empreendedora famosa daqui do Brasil, a Fernanda Souza, atriz, né, a Fabiana Justi, enfim, a Suzana Mion, que é esposa do Marcos Mion. O que essas pessoas têm em comum?
Todas passaram comigo.
É mesmo?
Todas passaram comigo por razões diferentes, motivos diferentes, mas todas passaram comigo. A Adele, o processo dela de emagrecimento foi todo comigo, foi o NeuroFit. Ela fez todo o processo comigo do emagrecimento porque Eu até, eu, uma das formações que eu fiz foi com um cara de Londres chamado Paul McKenna. E quando a Adele foi cantar no Oscar, ela fez hipnose para conseguir cantar no Oscar, porque ela tava muito nervosa, enfim. E aí ela fez com ele, que tinha sido meu professor. E depois, quando ela foi atrás dele para poder fazer um processo de hipnose para emagrecimento, ele falou: acho melhor você fazer com uma aluna minha, que é a Poliana, que ela tem algumas técnicas que eu não aplico, que eu acho que vai ser bom para você. Porque ela tinha algumas questões do peso, mas que vinha de questões familiares assim, né? Ele falou: então acho que seria ideal você fazer com ela. E ela entrou em contato comigo, e aí eu fiz o processo com ela do neurofit.
Tô chocada! Eu também fiquei.
Eu também fiquei. Eu achei que fosse pegadinha, óbvio, né? Enquanto eu não vi ela realmente ali pelo Skype, enfim, eu não acreditei, porque falei: imagina que vai passar comigo aqui.
Então a Adélia fez terapia com o uso de psicodélicos? Fez, ela fez também.
Ela fez uma sessão de psicodélico, outras sessões a gente foi fazendo as suas individuais, outras, outras técnicas, tá?
Para quem tá acompanhando aqui, interioriza, e aí quer saber mais sobre o tema, esse você falou, o nome do seu método é o NeuroFit. Sim, dura quanto tempo? O que que eu preciso fazer e por que que eu devo fazer?
Eu acho que todo mundo que quer se libertar, sabe, do seu potencial mesmo assim, tem o Príncipe Harry, ele fez psicodélico, não Mas ele fez e eu gosto muito que ele fala dele, fez porque ele já tem de outras pessoas famosas que eu não posso falar ainda, mas ele fala que é como se limpasse o para-brisa. Legal, sabe? E eu acho que o psicodélico é muito isso para mim, assim, ele é uma volta para casa da gente realmente se encontrar. É isso que a gente falou, você cresce com as pessoas falando quem você é, o que você pode, que, né, com muitas crenças assim. O psicodélico, ele vem te trazendo um contato realmente com seu eu interior. Então, além dele obviamente tirar, né, tudo de negativo que você possa ter, de questões, vem muito no autoconhecimento, uma integração maior com o universo, com Deus, seja lá com que a pessoa acredite, te traz um amor próprio muito maior. Tanto que ele também é muito comprovado e estudado para cura de vícios, né? E não é que no sentido de que, ah, ele tira o vício por causa de uma coisa química. Não, ele faz você entender, tipo assim, por que que eu tô me matando? Sabe, por que que eu tô indo contra mim? Então ele te traz um amor próprio, um respeito por você, que simplesmente aquele vício não te cabe mais, sabe? Assim, eu tô— o vício nada mais é do que você tá fugindo da sua vida, da sua realidade. E aí você, quando você faz psicoterapia, você consegue se encontrar. Eu não tenho mais por que fugir, eu sei quem eu sou, sabe? É por isso que uma volta para casa, você se sentir bem com você, com quem você é, assim. Então acho que todo mundo deveria fazer. Os meus pacientes que fazem, ele faz o que devia ser obrigatório, devia estar na cesta básica, porque é eu acho maravilhoso esse, essa reconexão com a gente, com nosso propósito, sabe? De você tá tranquilo mesmo, tá, tá em paz assim. Então acho que todo mundo deveria fazer, independente de tenho questões que quero, entre aspas, mais graves, quero resolver. Mas isso mesmo, de potencial, de melhora muito criatividade. Todos hoje em dia, né, no Vale do Silício, todas as pessoas fazem para esse objetivo de criatividade, de memória, e várias outras questões.
Grávidas podem?
Pode, já fiz em mulher grávida. Inclusive nos Estados Unidos tem uma comunidade só de mães que usam psicodélico, principalmente que no pós-parto, né, gente, para você poder, sabe, não ter aquele blues, não ter aquela depressão, para você conseguir estar bem. Até porque é aquilo que a gente fala, né, a gente só vai conseguir ser bom para o outro se eu sou para mim, né.
Muito bem. Se a gente ainda não te convenceu como esse assunto pode ser importante, né, ou para você ou para alguém que você conhece, a revista Newsweek, uma revista americana, traz na capa o uso dos psicodélicos, inclusive uma comparação dos benefícios dos psicodélicos e os remédios para depressão. Qual funciona mais? Então vale a pena depois você dar um Google, tá? A capa deve estar aparecendo agora para você. Depois vale a pena você se aprofundar mais nesse assunto, porque é mais uma terapia que vem nos ajudar nessa jornada, né, de autoconhecimento. Poliana Esteves, última mensagem para quem tá nos acompanhando.
Eu acho que o principal que eu sempre falo para as pessoas: não desista de você. Acho que você falou assim: não desista de você. Acho que todo mundo, né, a gente já tem o mundo contra a gente, todas as pessoas, enfim. A gente tem que ser o nosso melhor amigo. A gente não pode desistir da gente, do nosso potencial, da nossa felicidade, de estar realmente vivo, né? A maioria das pessoas estão muito sobrevivendo e não, a gente precisa viver.
Muito bem. Tem alguma coisa que eu não perguntei que você fala: puxa, precisava ter falado isso?
Acho que não, você é muito maravilhosa, acho que você perguntou tudo.
Que isso? Eu tenho um roteiro aqui incrível que foi feito pela Nossa, Alessandra Bruno, assessora da Quesa Interioriza. Mas é muito interessante poder ouvir de uma pessoa que está trazendo, né, uma nova forma de tratar problemas antigos, embora a forma não seja nova.
Sim, exatamente.
Nós estamos falando de algo ancestral.
Exatamente, que está ganhando agora, né, os holofotes, mas que realmente é algo super ancestral, super seguro, comprovado. Então acho que também uma outra mensagem para as pessoas é Permita conhecer, né? Permita abrir a mente. Tem tanto documentário legal para assistir, então outra coisa fácil para você poder ver, para você poder se informar, né? Então assim, deixa o preconceito um pouco de lado e vai olhar, vai estudar, abre a mente, porque realmente é incrível. Então a natureza aí para gente, né? Acho que nada estaria na natureza, acho que Deus colocou aí para poder justamente ajudar a gente.
Perfeito. As suas redes sociais, como é que a gente te encontra?
No Instagram é Poliana, mas meu Poliana ele é difícil, com dois eres, y, dois n's.
Estevam, devagar, devagar. Poliana com dois L's, Y, dois N's.
Isso, Esteves Oficial.
Oficial, tá. Você tinha que botar um Doutora Psicodélico, né?
Uma coisa assim. É verdade, gostei da ideia.
Vamos mudar isso alguma coisa assim, tipo, sabe, a terapeuta psicodélico. Por enquanto, Poliana com dois L's, Y, dois N's, Esteves Oficial. Muito obrigada, minha querida. Obrigada. Se você curtiu, entendeu aqui o nosso propósito com esse episódio, compartilhe com quem você quer bem. Quando o ouvido tá pronto, a mensagem chega. E pode ser que essa mensagem chegue para justamente quem você gosta muito e precise de ajuda. Até o próximo episódio.
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