“Quanto mais forte a casca, mais frágil é o ser que a habita.”

Isabela, Cíntia Bedim, and Anne Lotterman discuss femininity and masculine-feminine balance in Portuguese. They explore how societal expectations shape gender roles and why self-awareness matters in understanding these dynamics within yourself.
Chapters
Oi, boa noite. Bem-vindo, bem-vinda a mais um Caindo a Ficha. Neste dia 6 de dezembro. Sabe que dia é hoje? Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Interessante, não é? Então, hoje eu e a terapeuta Cintia Bedim, nós vamos falar sobre o resgate do feminino. Eu vou tentar colocar aqui e conseguir o nosso tema, para que todos que vão entrando já sabem onde estão chegando. Não é, minha querida Carla? Bem-vinda! Então, hoje é um dia muito especial e aí, provavelmente, você que está chegando agora, fala... Ih, onde será que nós vamos com esse papo? Respeito! Vamos falar de respeito, vamos falar de resgate do feminino. Então a gente pode tanto falar de respeito conosco ou das pessoas que estão conosco. Provavelmente esse assunto deve ser chato, né? Pra alguém. Pode ter certeza que essa pessoa não está se respeitando ou respeitando o feminino de quem está do lado. Então quem vai conversar... comigo no Caindo a Ficha. Todos os comentários que vocês fizerem são muito bem-vindos, tá? O telefone clássico... Ô, Delmari, tá aqui atrás, depois eu pego, viu, Cíntia?
Olá, boa noite, Isa, boa noite, gente.
Estão perguntando sobre o telefone. Pra quem não sabe, a gente usa um orelhão, né? Às vezes pra... Falar mesmo, é. Tá caindo a ficha aqui, é isso mesmo que eu entendi, Cíntia Bedim?
Caindo a ficha. E quantas fichas caem aqui, né? As pessoas dizem que estão caindo. A conexão tá boa aí? Como é que tá? Tá movindo?
A conexão tá, tá, tá.
Não tem nada a ver muito com essa conclusão, né?
Sim. Fiquei muito feliz quando você me lembrou que hoje é o dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres.
Interessante, né? Bastante. Bem simbólico, inclusive, né? Porque, na verdade, quando a gente fala de feminino, a gente entende que corresponde... E é um grande equívoco, porque o feminino mora dentro de todos nós, homens e mulheres, assim como o masculino também. E hoje a gente vai desmistificar um pouco sobre o feminino pra conseguir entender que conversa é essa de resgate, né? Se a gente não olha praquilo que é força do ser humano, masculino e feminino são forças, são potências, então a gente acaba Muito provavelmente se identificando com uma forma ou com outra E é disso que a gente vai falar aqui Eu coloquei até, ó Não sei se vocês conseguem ver Tem dois vasinhos aqui, dois recipientes E eu quero perguntar pra vocês Se vocês sabem me dizer Qual seria o feminino e qual seria o masculino Vou melhorar a imagem dele aqui pra vocês, pera aí Até que eu tire os comentários Se você achar que precisa, eu vou só fazer uma movimentação Então, ó, vou melhorar aqui a qualidade visual do nosso recipiente Nossa, mas ela tá demais, hein? Eu quero que vocês aí tenham que dizer quem é o feminino e quem é o masculino desses recipientes aqui Olha.
Lá Vou voltar aos comentários então Pode voltar Eu posso falar ou não?
Melhor não Pode falar.
Ah, eu não tenho medo de errar mesmo, então vamos nessa. Pra mim o feminino é o maior e o masculino é o menor.
Ok. Eu vou considerar, tá? Porque você tá puxando sardinha pra nós.
Errei, é. Não tem problema. A Patrícia tá dizendo que o grande... Ó, a Luísa, a Patrícia tá dizendo que o maior é o masculino.
Tá. Muito bem. Alguém arrisca mais? Olha lá, o masculino é o grande. A galera tá animou, né?
Animou.
Então, a gente tem dois vasinhos lindos aqui, dois recipientes lindos, de roxinho, né? E aí, gente, o que eu vou explicar pra vocês?
Posso responder?
Eu vou explicar pra vocês que... Travadinhas, me ouvindo?
Travou. Bem na hora da resposta. A minha mãe está aqui, Luzia Espargiari. Feminino é o grande. Olha que presença ilustre. A Sussu Aromas está dizendo, acho que os dois são masculino e feminino. Repete, por favor.
Então vamos lá, que a minha resposta travou e eu vou repetir. Olha só. O feminino é a água. O externo é o masculino. Então, o que eu vou explicar para vocês aqui? Que o feminino, gente, ele é uma força da natureza. Vamos olhar lá para o taoísmo. O taoísmo, ele entende que existe uma grande energia abundante, universal, que quando essa energia chega na Terra, ela fica dual. O que é isso? Duas partes. Por quê? Porque nós precisamos do contraste para compreender as diferenças. A gente precisa do contraste para identificar as coisas. Então essa grande essência, quando manifestada na Terra, ela é manifestada em feminino e masculino como yin e yang, como polaridades. E elas não são polaridades que se combatem, muito pelo contrário, são opostos que se complementam e um precisa do outro para ser equilibrado. Então, feminino e masculino são duas energias que existem dentro de cada um de nós. Só que o feminino, quando a gente olha a essência do feminino, feminino é justamente essência. É a essência. O feminino se modela, o feminino é a conexão com o profundo, com a transformação, com a criação, com a geração, com a gestação, com a transformação, com as curas, com o sagrado, com a espiritualidade. Esse é o feminino apresentado aqui pra vocês. Então, homens e mulheres, nós temos sim o feminino. E aí Jung, ele vai dizer, ele vai fazer essa explicação. O termo que ele usa é ânimo e ânimo. Ânimos e ânima. Ânima e ânimo seria um feminino e masculino na psique humana. E aí o que acontece? O que ele diz? Que as mulheres estão identificadas com o gênero feminino, mas que o contraponto inconsciente é masculino. Os homens têm gênero na psique masculino e a psique, o contraponto inconsciente é feminino. Então nós temos em graus diferentes essa força, mas todos temos feminino e masculino, todos temos condição de criar de solucionar, de expandir consciência, de elevar a frequência interna, de melhorar a condição humana e quem faz esse movimento é o masculino, porque ele vai e realiza o planejamento que o feminino apontou. Então, o feminino, ele é toda a elaboração, senão nós diríamos o terra, não a terra, é a mãe terra. A terra que gera tudo, que faz tudo nascer, tudo brotar, tudo criar, é a grande mãe. Então, eu tô reduzindo assim pra nossa compreensão, porque são forças muito grandes. E aí, o que acontece? Bom, acho que bastante gente acertou aí, ou pelo menos entendeu mais ou menos o que a imagem vai ficar.
Pode perguntar já?
Claro, fica à vontade.
O que você tá trazendo aqui, pelo que eu entendi, é assim Todos nós temos feminino e masculino em nós, ponto Eu conheço muitas mulheres masculinas e muitos homens Inclusive eu tenho um tio muito próximo, muito espiritualizado que tem o lado feminino e ele é super masculino O que é isso?
O que é isso? Eu fiz a mesma pergunta na outra live. Eu não sei o que as pessoas fazem que aparecem fogos. É um negócio novo do Instagram.
Eu achei...
O que é isso que eu fiz? Alguém mandou palavras pra você?
Nossa senhora, é muita energia aqui nessa live. A Susu Aromas tá dizendo, mas existem mulheres que têm energia masculina e homem mais feminino. Então, Su, vou chegar ali. Então, eu, Isabela, conheço, vocês que estão nos acompanhando conhecem mulheres que precisaram se masculinizar ou homens, não sei, porque eu conheço pessoas muito masculinas que têm o seu feminino Tem quei, que são pessoas sensíveis, são pessoas sensatas Não tô dizendo que o homem não seja...
Não tem nada a ver com sexualidade, gente Não tem a ver com sexualidade, tá? Mas vamos lá Força interna Qual é.
O BO quando as suas forças estão desequilibradas?
Pronto, chegamos na live agora Ah bom, pronto Então assim, o que que acontece? Hoje, olha, nós aqui, eu e Isabela, nós somos mulheres na faixa dos 40. O que aconteceu, vamos pegar na história, o que aconteceu com as nossas mães? São mães que elas vêm de um período onde estava começando aquele movimento Aliás, se fortalecendo aquele movimento da mulher indo pra vida, assumindo tudo, assumindo trabalho, carreira, responsabilidades domésticas, fazendo tudo ao mesmo tempo. São mulheres dessa transição. Isso já aconteceu muitas vezes na história, inclusive na Idade Média nós fomos perseguidas por isso, né? Porque o feminino estava em transformação. E os homens ali, o poder da época que era a igreja, com muito medo disso, iniciou uma caça às bruxas, mas na verdade eles casavam com as mulheres. As mulheres que estavam querendo transformar. Era a época das mesinhas, e as mesinhas eram aquelas com ervas, onde as mulheres estavam descobrindo o potencial das plantas, a fitoterapia.
E eu tô aqui cheirando uma menta.
Ai, que bruxona.
Eu tenho certeza, eu tenho certeza que eu e você, nós trabalhamos na mesma escola de bruxa.
Sem dúvida, mesma escola de sacerdócio.
Olha, eu nem sabia que você ia levar pra esse lado e eu tô aqui cheirando a menta.
Pois é, estamos na mesma sintonia.
Então vamos lá, vamos lá, foca lá. Já tivemos muitos momentos da história em que as mulheres precisaram ser mais masculinas.
Ser mais masculinas para poder realizar a própria força. Na verdade, média, elas não estavam tentando ser masculinas, elas estavam tentando trazer uma transformação para os moldes do feminino. Porque, gente, o que acontece? O feminino, a essência do feminino, Jung fala que ela é projetada em cima das mulheres. Como a essência do feminino é a busca pela profundidade, pelo sagrado, pela espiritualidade, Todos nós, homens e mulheres, ficamos com medo desse feminino e a gente tenta modelar ele, tenta encaixotar. Por quê? Porque o feminino é sentir. E aí, se eu olho, feminino e masculino, e eu tenho o fazer à minha disposição, eu vou entender em algum momento, uma mulher forte entende o quê? Fazer é mais fácil do que sentir. E aí essa mulherada se masculiniza.
Senhora, para tudo. Atenção, mundo. Eu tô vendo algumas pessoas aqui, eu não sei se eu posso falar delas na página. Quem sabe, quem está me ouvindo quando eu estou falando isso, me diga se eu posso manifestar, já sabe, né? Eu sou Bruna Santos, tá dizendo, ser feminina é tão elegante, já já nós vamos falar sobre isso, né? O Ferreira, a Sebastiana tá dizendo, eu acho que eu sou meio a meio E o Ibrahim, olha que interessante Eu precisei diminuir meu lado feminino por ser simpático e empático demais com as mulheres.
Ai, quantos preconceitos por não... Olha lá.
Sabia, sabia que ela ia se manifestar Anne Lotterman, minha irmã A Anny é uma irmã que nasceu na barriga de uma outra mamãe Também provavelmente foi bruxo aqui na mesma escola que nós Ela tá dizendo que o dela, o feminino e o masculino estão desequilibrados O meu também A questão é... Nós somos filhas.
Das guerreiras Nós aprendemos isso em casa Aquelas mulheres que foram pra vida e pra realizar Porque estavam no processo de libertar o feminino Só que foi, né, a gente tem uma tendência a exageros. Então, o que aconteceu com essas mulheres? Elas acabaram entendendo que elas tinham a força, e nós temos mesmo. Muitos homens também têm, mas nós entendemos, naquela época, essas mulheres entenderam que elas precisavam fortalecer o lugar delas na sociedade. Elas conseguiram, só que esse movimento não parou. Porque nós, como filhas dessas mulheres, que Escolheram, por favor não me interpretem mal, mas elas escolheram fazer a sentir Então nós entendemos que o feminino era dessa forma, nós da nossa geração E nós reproduzimos as histórias, lembra? Porque a gente, pra pertencer ao nosso grupo, ao nosso sistema, ao nosso clã A gente repete história pra não se sentir excluída Então nós somos filhas dessas mulheres fortes e nós nos fortalecemos também muito no masculino, ainda mais hoje. Hoje parece que a sociedade ela declinou para um materialismo. Em que sentido? Nós fomos nos desconectando da essência. Essa história começa na nossa desconexão da essência. Por quê? Porque lá no antigo Egito, deusas e deuses faraós e faraonas ocupavam o mesmo lugar, a mesma condição, porque as divindades eram complementares. Olha ela aí!
Com o chapéu lindo que eu ganhei, hein?
Nossa, mas ela tá muito bruxa, tá muito bruxona com esse chapéu roxo. Senhoras e senhores, conosco, Anny Lothar.
Ah, eu vi um convite aqui, eu entrei, hein? O convite era pra eu entrar. O Anny.
Linda!
Porque você escreveu aqui, sou bem macho. Aí o Ibrahim perguntou, o que é ser bem macho? Ô Cíntia, a Anny pode ficar com a gente aqui pra gente trocar essa bola?
Mas olha, pelo amor de Deus, eu vou só assistir o bate-bola aqui.
Ô Anny, quando você diz eu sou bem macho, o que você quer dizer com isso?
Ah, eu acho que na verdade assim, eu tô num processo realmente de buscar o meu lado feminino Eu acho que durante muito tempo eu tive que ser muito forte, tive que aguentar muita coisa sozinha E você vai acessando essa força masculina e você não deixa ninguém te ajudar Então acho que você dividir, você pedir ajuda e muitas mulheres também vão se identificar nesse sentido A gente não pede ajuda, mesmo quando a gente precisa. A gente vai carregando e vai fazendo E aí vai ficando bem pesado, né? Então assim... Ah, isso é coisa de mulher. Não é questão de ser coisa de mulher Mas a gente pode fazer tudo. Fato que a gente pode fazer tudo. A gente aprovou que a gente consegue fazer tudo Mas fica pesado, fica duro, né? Então assim, poder dividir algumas coisas é muito bom Poder pedir ajuda e ter alguém pra quem você possa pedir ajuda Facilita muito, deixa a coisa mais leve no dia a dia, não, Cíntia?
Com certeza. Bom, posso falar com propriedade aqui, né? Que eu atendo mulheres fortes E eu sou uma delas, claro, né? Os iguais se atraem Então, o que acontece quando a gente se perde da existência do feminino? A gente tem que iniciar uma jornada de alma, um retorno pra essa existência E aí, onde que começa isso? Lá na nossa infância, geralmente são meninas que têm uma condição de terem mães muito fortes e elas não sentem que elas têm aquele coração pequenininho Elas precisam ser igual a mãe, elas precisam ser fortes igual a mãe Então o que elas fazem? Elas precisam romper com essa mãe Porque assim, é melhor romper do que sofrer por não ter o que eu gostaria É a criança perdida. Começa lá!
Nossa! Repete, Cintia, bem devagarzinho, que tem muita gente agora nessa live que eu vou anotar Isso é tão profundo que você está querendo dizer que... Às vezes não pedimos ou aprendemos a não pedir porque se eu pedir e não ter, eu vou ficar triste Então é melhor eu nem pedir, eu vou fazer sozinha, é isso?
Exatamente! Eu queria tanto aquele colinho quentinho, mas a minha mãe é forte Eu preciso ser também, não posso ser fraca, não posso ser vulnerável Então a gente confunde o feminino com fraqueza Gente, pelo amor de Deus, eu pensei no homem parindo, isso não acontece O feminino é uma das maiores forças da natureza. Eu diria que é a maior. Só tem o amor acima do feminino.
Oane, o engraçado é que o Ibrahim tá trazendo aqui uma coisa super interessante também. Vou discordar um pouco porque homem não sabe pedir ajuda também e macho não chora.
É, fica pesado também, inclusive, pro homem. Eu imagino que sim. Eu realmente imagino. Eu concordo com ele. Porque talvez, né? Não sei, eu não sou homem, então assim, quer dizer, eu sou bem macho, mas não sou homem Eu tento ser, mas não sou, né? E aí você vê que os dois lados estão perdidos, né? E aí não sei quantos anos o Ibrahim tem, mas chega nos 40 anos Isso vem com tudo, né? Assim, você vai buscando E aí você fala, cara, eu sou adulto forte, sou adulto suficiente, sou adulto capaz Mas aí de repente vem uma criança, que desperta uma criança ali mimizenta, que vem E que você... Eu tô nessa fase, tem situações que eu falo, eita, peraí, mas essa aí é a Anny adulta ou é a Anny criança? Eu tô respondendo, essa não é a Anny adulta, essa aí é a Anny mimizenta Criança ferida que precisa se curar de coisas do passado Mas não é mimizenta, minha querida. Vamos lá.
Essa nossa criança que surge, ela está querendo nos chamar porque ainda há tempo. Percebe? E eu só aprendi isso com a doutora Cintia Bedim. Eu também via como mimizenta. Agora chegou a criança ferida. E essa é uma palavra que eu gosto de eliminar, inclusive. Criança ferida não é criança.
Crença inséria.
É igual crença limitante. Não existe. É crença.
Ela deixa de ser querida quando a gente descobre o que a gente tá falando aqui hoje. E aí, de vez em quando, ela vai manifestar. Ela vai manifestar assim. Poxa, eu queria tanto. E se você sentiu eu queria tanto, vamos pedir. Vamos aprender a pedir. Olha só que incrível. Pois, a gente pode até fazer uns coraçõezinhos escondidos. Tô adorando esses negócios novos aqui do Instagram. A gente pode até fazer uma segunda conversa sobre isso, porque obviamente não vai dar tempo de eu falar tudo o que eu tenho pra falar. Mas tem um livro, eu aconselho mulherada forte, um Alan Murdock, chama A Jornada da Heroína. Eu aconselho este livro pra vocês, leitura, né? Fundamental na tela, porque aqui é uma mulher que ela descreve Como que é esse retorno pra alma? Onde que a gente se perdeu no feminino? E tem até um filme, uma animação, tem uma mãe que assistiu aqui, chama Valente E a Valente é uma princesa, que ela chega aos 16 anos, ela é uma ótima arteira Ela não quer se casar, mas a mãe dela diz que ela precisa, tá na idade de escolher um marido pra continuar a paz no mundo, então seguindo as tradições. E ela rejeita isso, então ela procura uma bruxa na floresta e passa um feitiço pra ela resolver essa história, essa pendência com a mãe. Olha aí, o feminino ferido, filha e mãe. Mãe e filha. A mãe pensa de uma forma e a filha quer se liberar daquela tendência. E aí ela vai até a bruxa, a bruxa prepara um bolinho Ela leva o bolinho pra mãe, a mãe toma o bolinho e vira um urso. E aí a mãe se transformando nesse urso, o pai já tinha tido uma briga com os ursos no passado e tinha ódio dos ursos, então começa aquela caça e elas ficam fugidas, duas juntas. E essa fuga conta uma história de transformação de relação. Então o que a Valente faz? Ela leva a mãe dela que está em formato de urso, leva até a cabana da bruxa, Chegando lá, a bruxa não está, mas a bruxa deixa um recado pra ela. E aí o recado é o seguinte. Inalterada, olhe sua alma. Remende a união por orgulho separada.
Repete, por favor.
Inalterada, olhe sua alma. Remende a união por orgulho separada. Que união é essa que estava separada? O feminino da mãe dentro dela, porque era um feminino que ela não queria. Ela se identificava muito mais pelo masculino do pai, aqueira, no dia do combado ela ragou pra ter vestido. Assim também, essa animação é valente.
Valente é o nome?
É o nome. É uma animação valente. Isso, e ela me conta a jornada de retorno para a alma, de uma forma muito simples Porque onde que a gente começa a retornar para o feminino? Recuperando a mãe dentro de nós Recuperando a nossa relação dentro de nós com essa mãe Não importa o que acontece do lado de fora É aqui entendendo que essa mãe gerou a vida, essa mãe trouxe até a gente o feminino por completo Então, iniciar o caminho de retorno ao feminino é um caminho de busca em direção à sua alma.
Pronto, aí ó, dica pra essa noite. Anny López, vai com os meninos.
Já tô pesquisando aqui, é um filme... Valente. Valente.
Vocês nunca assistiram, gente?
Não.
Eu acho que não, eu acho que não. É de 2012 esse filme.
É, eu não seguia já, mas é sensacional.
Ó, dizem.
Ô, Cíntia, deixa eu te fazer uma pergunta aqui Quando você propôs esse nosso encontro, só lembrando que hoje é dia 6 de dezembro Dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres Não vai dar nem tempo da gente falar porque há tanta violência contra as mulheres Não vai dar nem tempo de chegar, elas vão ter que ter parte 2, por quê? Quando não há equilíbrio, alguém vai querer sobrepor alguém E se isso tá acontecendo, fala, e se isso tá acontecendo é porque tem alguma coisa equivocada E eu vejo muitas mulheres tão masculinas, e por isso que eu te perguntei, aonde foi que a gente se perdeu? Dá tempo de se resgatar? Tem alguma idade que isso vem com mais força?
Dá sim, dá tempo de se resgatar, dá tempo de olhar. Por exemplo, quem aqui está em processo de terapia? Então, somos três, estamos em processo de terapia, eu tenho a honra de acompanhar essas mulheres lindas e fortes. E aí, o que acontece, gente? Quem olha em terapia, quem se propõe a olhar para os nossos processos internos em terapia? é o feminino. Por quê? Porque é ele que olha, que analisa, que acolhe, que dá lugar, que busca as curas, percebem? Então, tudo acontece. Nosso processo interno, dentro de buscas, dentro da terapia, ele já é uma cura. Então, pra quem está nesse processo de busca, já está em condição de dizer, eu estou resgatando meu feminino. Porque inclusive essas mulheres que acabam com a confiança doméstica e tudo mais, o que que acontece? São mulheres fortes que trazem o yang, trazem o masculino pra cima e o homem, o encontro com ele, pra não ficar diminuído, ele precisa ter, colocar, ele não sabe usar essa força do masculino de uma forma mais ordenada, então ele sobrepõe o masculino da mulher e é como se fossem dois homens batalhando. Então, eu não estou dizendo que isso é aceitável, tá gente? Pelo amor de Deus, não é. Mas é muito importante que as mulheres comecem a olhar o que elas estão levando pros relacionamentos delas. Porque hoje, a mulher tá tão masculina, eu vou confessar aqui pra vocês que eu escuto do meu filho, de 18 anos, quando ele vai pras baladinhas e tal, ele diz uma coisa assim, mãe, não preciso me mexer Todas vêm até mim Tá fácil, né? A gente se masculinizou tanto E eu não tô dizendo que a mulher não pode ter iniciativa, tá gente? Não me interpretem mal, mas é... O que que tá acontecendo? Que os homens estão perdendo o lugar porque as mulheres estão tomando esse masculino pra si Será que não tá na hora da gente se rever? E quando a gente olha pra dentro e se reconecta com a nossa essência É essa admiração que os homens têm pelas mulheres. Porque a mulher é profundidade, é mistério. É uma sabedoria que vai amadurecendo e que eles também desejam ter. Esse livro aqui foi escrito... Vou contar um pouco da história desse livro.
A jornada...
A jornada da heroína. Eu vou contar, mas é modó. Eu vou contar um pouquinho da história. Essa escritora, ela foi aluna do José Tâmpido. E Tâmpido, quando escreveu O Homem de Mil Passos, que conta a jornada do herói. Por quê? Porque ele estava falando sobre o masculino buscar a essência junto de si. O masculino se temotar com a alma dele. Existem muitos filmes, por exemplo, a gente pegar O Senhor dos Anéis. É um jovenzinho que tem uma missão, né? E essa missão, o que que acontece? Ele fica em busca dessa missão e quando ele passa por tudo que ele tentou passar, ele retorna amadurecido em contato com a sua alma. Então, tanto deu um dia que os homens precisavam sair em busca da própria alma. Mas aí Mari Madoka era uma aluna douradezinha de mulheres. Olha onde elas ficam. A jornada do herói, eu digo, mas e a jornada da heroína? Então, ele responde, a mulher é completa, o feminino é completo, ela não precisa executar a jornada Só que essa escritora, ela já era uma mulher que entendia que ela era terapeuta e ela era uma mulher masculina Então ela disse, as mulheres precisam sim, eu vou escrever sobre isso e aí nasceu esse livro A jornada da heroína, que são os passos como acontece a separação do feminino e aí os passos pra se reconectar ao feminino ferido. É assim que nasce esse livro. Então quando a gente olha pra condição de resgate do feminino, tanto homens como mulheres precisam fazer isso, porque esse homem que também não sabe usar o masculino e fica violento, fica agressivo, se ele tiver uma condição de conexão consigo mesmo, a consciência dele, a parte feminina, vai dizer pra ele, opa, Aqui é o seu limite. Eu parei de te ouvir, Vela. Vocês estão ouvindo?
Eu tirei aqui.
Cíntia, mulheres que precisaram se masculinizar, seja por questões familiares, por questões profissionais, elas tendem a evitar a presença de homens na vida delas?
Talvez elas até queiram muito um homem ao lado. Mas quando esse homem chega e ela tá masculina, masculinizada, ele vira um competidor e não um companheiro. Então elas acabam entrando em uma competição sem perceber que o fazem, mas acabam fazendo. E eles que são, porque tem uma coisa que a gente criou pra esse tempo que é assim, a mulher empoderada. Gente, pelo amor de Deus, poder Poder é uma palavra masculina, o poder ela vem do âmbito de essência masculina Então, significa que a mulher não pode ter poder? Pode e deve dentro da essência feminina O que é o poder dentro da essência feminina? É o todo, é a realização, é a conexão, é a solução É a gente compreender que assim, quando eu preciso de uma resposta eu faço silêncio E eu escuto essa resposta dentro do meu silêncio. Então esse retorno à alma é o feminino. E é o masculino quem precisa do feminino.
Volta, Cintia. Repete essa última frase.
É o masculino quem precisa do feminino. Porque o feminino tem tudo. Ele é completo. Ele gera uma vida. Ele cria soluções, ele transforma a energia E aí o masculino fala, gostei dessa ideia, vamos realizar E aí entra o masculino com a força, com o poder.
Com a realização Ane, você pode comentar? A Sol tá dizendo assim, esse papo tá parecendo machista Sol, é absolutamente o.
Contrário Então deixa eu ver em cima desse papo machista, já que ela tá sendo machista Vou pegar um comentário que eu não sei qual foi o tom da pessoa, que ela falou assim, enquanto a gente tava falando de terapia Aí eu tenho uma pia de louça pra lavar todo dia Eu não sei qual foi o tom do comentário, mas gente, não vamos desdenhar de uma pia de louça não, tá? Porque uma decisão tomada enquanto você tá lavando a louça é uma decisão, acabou Pensa aí, quantas vezes você tá ali lavando a louça e pensando na vida e você toma decisões importantes lavando a louça Então assim, pode ser machista colocar a mulher assim, ah, vai lavar uma pia de louça Mas assim, cuidado com uma mulher que lava louça porque a mulher que lava louça, ela tá pensando na vida dela E a decisão que ela tomar enquanto ela tá lavando a pia de louça, meu amigo, já era, ela não vai voltar atrás Então assim, melhor você tomar conta da cozinha também de vez em quando e lavar a louça pra não deixar a sua mulher pensando demais ali naquelas situações da vida porque senão... Você pode dançar também, né?
Você sabe que eu sempre gostei de lavar louça, né? Eu quero só dar uma resgatada aqui pra quem tá chegando agora Hoje é dia 6 de dezembro, dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres Sou da quarta-feira, eu tô aqui com a Cíntia Bedim, terapeuta Nesse quadro chamado Caindo a Ficha, porque a gente vai conversando e várias fichas vão caindo E temos a presença ilustre hoje da Anny Lotterman que, ao se manifestar aqui, eu fiz um convite e ela pôde entrar e estar com a gente. E nós estamos falando de resgate do feminino. Isso não é um papo machista nem feminista. Nós estamos falando sobre resgate do feminino. E a Cíntia, desde o início, está dizendo como nós fomos nos perdendo e por quê. Está claro?
Exatamente. Até, gente, eu sei que isso vai gerar polêmicas, mas aqui é papo de adulto, né? Papo de gente grande, gente que busca, gente que é inteligente, então vamos lá. Quando a gente percebe, por exemplo, o que que é o movimento... Por que que... Outros dias me perguntaram assim, por que que o movimento feminino é diferente do movimento feminista? E aí eu diria que As mulheres feministas, elas foram com tanta agressividade em cima do feminino, de defender o feminino, que se masculinizaram. E brigam com os homens, brigam. Repudiam o masculino na vida delas. Por quê? Porque o que aconteceu nessa psique? Ela se masculinizou a ponto de não querer homens na vida dela. Então gente, eu não tô aqui dizendo o que é certo e o que é errado, não tô ditando regras, mas estou dizendo que o feminino e o masculino são energias que andam juntas, a gente não consegue separar São polaridades que se complementam, tudo que tem frente tem verso Se você tem o braço direito, você vai ter o esquerdo também Jung diz quando a gente se identifica com algo, a gente já reduziu o que a gente é Porque se eu estou identificada como lado A, lado B, religiosa, não religiosa Se eu estou identificada, eu já parei de aprender, eu já me reduzi Quando que eu continuo aprendendo? Quando eu me permito ficar aberta a todas as opiniões Quando eu consigo escutar pra entender e não pra reagir E aí que a gente se perdeu desse feminino, o feminino acolhe Ele pode até discordar, mas ele consegue compreender Ele é empático. Entendem? Então esse feminino, ele tem uma empatia, ele tem uma amorosidade, ele tem uma escuta, e ele tem uma condição tão acolhedora que o masculino olha e fala, eu quero aprender a ser assim. Eu não tô falando de homens e mulheres, eu tô falando de essência. Então quando a gente busca essa essência dentro de nós, e sabemos executá-la, só a gente ganha com isso. Isso é o equilíbrio, isso é a busca pelo que o ser humano tá fazendo aqui a vida inteira, buscando equilíbrio. Então a primeira coisa é parar de ligar, né gente? Pra conseguir olhar em volta Cíntia, antes.
De passar a palavra pra Anne, a Marcia Lima traz aqui uma questão muito interessante Por que acontece esse comportamento da mulher que não quer a presença do homem? Você pode trazer de novo essa resposta?
Porque ela se masculinizou a ponto de ser o próprio homem da vida dela Então não cabe outro Ela já assumiu esse posto, não cabe mais ninguém Inclusive, eu tenho casos que eu atendo que a mulher se masculiniza tanto e começa a ter tanta raiva dos homens que ela mesmo não tendo uma condição homossexual ou bissexual, ela começa a se relacionar com mulheres. Entendem como a gente muitas vezes vai se perdendo tanto? E se a gente não olha pro que tá acontecendo dentro, a gente é arrastado pelas emoções E o comportamento é só manifestação do que tá rolando aqui dentro Tá ficando claro?
Tá muito difícil Ane, quer perguntar? Quer falar alguma coisa?
Nossa, nem sei. Eu tô aqui aprendendo com a Cintia.
Agora Eu tenho mais uma pergunta Tem alguma idade, Cintia, que isso fica mais latente em nós ou após alguma situação da vida que a mulher fala, pera, eu não preciso ser assim, eu posso mudar, eu posso usar a cor de rosa. Eu tô falando isso, gente, porque eu tô azul hoje, mas assim, eu e a minha irmã loira aqui nesse vídeo, a gente evitou muito usar rosa e hoje eu tô amando usar rosa. Coincidentemente, hoje eu tô de azul, mas não tem nada a ver. Mas eu quero saber o seguinte, existe alguma idade, Cintia, alguma situação na vida que faz a gente despertar e pensar, poxa, não precisa ser assim, posso ser diferente.
Então, para as mulheres fortes, idade, para todos nós, idade não é referência e não é confirmação de maturidade.
Não é.
Maturidade é escolha. A gente escolhe crescer, evoluir, expandir consciência, amadurecer. Então o que acontece? Pode ter uma idade? A idade pode ajudar se a gente usar as experiências a nosso favor Eu diria que entre 35 e 45 anos é um momento que aquela fúria feminina lá da adolescência, de corrida pela profissão, isso tá acalmando um pouco dentro de nós Então é um momento propício, mas geralmente quando essa mulher imparável, incansável Não para e não respeita esse feminino, ela vai ser parada Porque em algum momento vai ter um movimento dentro dela que ela vai começar a se sentir abusada Porque ela tem que fazer tudo, porque ela não sabe dizer não, porque todo mundo quer a força dela Porque ela não consegue se posicionar e ela fica cansada e exausta e depressão e burnout e explodiu, pronto E aí a vida faz com que ela pare pra ela poder olhar pra si, pra ela poder fazer um movimento de auto-acolhimento, de cura interna, entendendo por que ela fez esse movimento e que agora é o momento de se transformar, de sair da guerra.
A Sussu Aromas e a Denise Souza estão dizendo, decepção é um ponto forte. Após decepções amorosas, decepções com homens, você acredita que a mulher fica mais refratária às relações?
A gente fica refratário a qualquer relação que nos decepciona Mas aonde vem a decepção? Da expectativa E se eu espero algo de alguém num conto que eu tô esperando Eu já vi se eu sou vizinha, viu, Anny? Conta, conta, Anny Traz aqui a experiência, porque não é? Mulher forte consegue pedir?
Fala pra mim É porque a gente tem muita expectativa sempre, né? Você cresce, você nasce e já tem expectativa de tudo Então assim, é uma coisa que você imagina que você gostaria, outra coisa que a outra pessoa tem pra oferecer Então se a comunicação não for clara e direta A confusão só aumenta e fica todo mundo cada vez mais perdido, mais confuso e mais frustrado, né? Que eu acho que é o que tá acontecendo. Então também tem a coisa do autoconhecimento Mas existe uma situação também de você falar, caramba, chega, cansei de ser trouxa, você tá se conhecendo Falar, bom, a minha comunicação também pode estar errada, eu preciso ser mais direta, mais efetiva nisso.
Sim, porque a mulher forte, como ela não sabe dizer não Ela acolhe tudo e todos, mas ela não sabe dizer não e aí ela também não sabe expressar a necessidade Então é muito difícil pra uma mulher forte, uma mulher mais masculina dizer, olha, eu preciso de você agora E quando o outro faz um movimento que não reconhece muitas vezes Nosso cansaço, nosso estresse, nossa estafa, o que a gente faz? Joga toda raiva em cima da criatura que tá do nosso lado, o dó Então, esse movimento de começar a dizer, olha, eu preciso de você agora, esse é um aprendizado que o feminino precisa olhar, porque aprender a pedir é fundamental, aprender a dizer a necessidade tira a gente desse movimento lobo que a gente se coloca na super-herói, assim, na Mulher Maravilha. A gente fica na Atena, vocês conhecem a mitologia? Tem a história da Atena. A Atena é a filha de Zeus. Ela nasce já adulta, mas ela é gerada na cabeça de Zeus. E ela nasce já guerreira gritando. Vou voltar um pouquinho. Posso contar? Dá tempo, né? Rapidinho. Zeus era apaixonado por uma deusa chamada Métis. E ela era uma deusa da sabedoria, da metamorfose. E ele se aconselhava com Métis. Ele ia buscar os conselhos dela, porque ela era uma deusa muito sábia. Então ela aconselhava Zeus. E ele era apaixonado por ela, bom, chavequeiro pra caramba, conseguiu ficar com ela. Só que Zeus tem uma história de que o pai dele acabou matando o próprio pai por conta de uma situação, não vou entrar muito na mitologia, mas enfim. E ele teve medo por uma previsão que ele teria dois filhos, uma seria uma mulher e outro seria um homem que iria destroná-lo e para isso iria matá-lo. Então ele fica com muito medo e ele faz uma brincadeira lá com a esposa dele, que se transforma, ela vai se transformando e vão brincar de transformar em coisinhas pequenas, transformar ela numa gotinha de água. Então ele engole ela, só que ela estava grávida e a filha era Atena. Então ela impulsiona a filha para a cabeça de Zeus. O que eu estou falando é um conto, tá, gente? Uma mitologia que faz referência a essas mulheres fortes. E passava algum tempo ele tem fortes dores de cabeça, então ele chama um filho dele que é um ferreiro E fala, abre a minha cabeça e tira isso que tá me incomodando que eu não sei o que é E quando ele faz isso, nasce a Atena A Atena é uma mulher adulta, com vestes de guerra e pronta pra luta Ela nasce gritando, gritos de guerra Então a gente costuma dizer que a mulher guerreira, ela está identificada no inconsciente com Atena Com a mulher que nasce adulta, ou seja, não tem... Alô?
Travou Então?
Travou? Voltando Então apenas tem a filha adulta e preferida do pai Ou seja, o que acontece com a mulher, a criança que começa a se masculinizar lá na infância, a menina Ela começa a ter por referência o pai e exclui internamente a mãe. Fica clara essa ideia? Então as mulheres masculinas elas se conectam com o masculino, elas tentam entrar em ambientes mais masculinos, elas tentam ter a aprovação dos homens em volta. Então tem todo um caminho que a gente percebe que a essência do feminino não é que ela tá zerada, ela recolhe, ela recolhe pro masculino poder ter Eu não sei se está muito, né? Estou indo muito longe, mas estou trazendo.
Assim, referência Posso dar um exemplo bem bobo, mas que eu acho que passou do sentido nessa coisa de você buscar a aprovação do masculino? Por exemplo, quando você vai pra academia, né? Você vê muitas mulheres que vão pra academia e te chamam muita atenção na academia porque elas estão fortes, saradas, bombadas, enfim, tão lindas E elas... Elas querem ser paqueradas. Isso não significa que elas querem um relacionamento com aqueles homens Elas querem só chamar atenção dos homens. Elas não querem ir para o segundo passo que seria, sei lá, um encontro, um jantar ou qualquer coisa do tipo Não. Elas só querem ser percebidas. E aí eu usei a academia porque me veio isso na cabeça e talvez hoje eu tenha visto isso na academia e aí me chamou atenção Mas pode ser em qualquer lugar, né? Então assim, eu acho que é um pouco isso A mulher quer chamar atenção, ela quer ser percebida, ela quer ser notada E ponto. Às vezes é só isso É a.
Mulher masculina É isso É a mulher masculina, porque ela precisa, é como se fosse uma validação dos homens Entende? Mas quando a gente começa a perceber que isso está acontecendo, quando a mulher começa a perceber Ela se fere, ela se sente, ela começa a ter raiva de si mesma Sabe por quê? Porque a essência dela não é aquela Então ela pode ter um corpão, ela pode gostar de malhar, não tem problema nenhum Mas qual que é o limite, né? Porque daí entra aquela coisa dos hormônios, a caraca quadrada, a voz engrossa Ela realmente fica masculinizada, ela toma uma forma.
Corporal masculina Pra gente encerrar Amores da minha vida? A Cíntia tem uma frase, Anny, que eu amo E todo dia eu uso ela em algum contexto É, quanto mais forte o ser, mais frágil o ser que a habita Então assim, quanto mais forte a casca, mais frágil o ser que a habita Vou repetir, quanto mais forte a casca, mais frágil o ser que a habita Chegou até um gatinho.
Agora pra dar uma... Uma acalmada nos ânimos. E é um menininho.
É um coração.
Viu?
É um gatito.
Quanto mais forte a armadura, mais frágil o ser que a habita. Então, quando a gente deixa... Lembra, o feminino é o sentir. Quando a gente se afasta do nosso sentir, a gente começa a realizar, realizar, fazer, fazer, fazer, fazer. A gente vira tarefeira, a gente vira a mulher maravilha. Então, o convite ao retorno do feminino, tanto homens quanto mulheres, olhem pra si, voltem pro sentir. Sabe aquela resposta que você pede, pede pra Deus, pede na terapia, pede... Faça um silêncio pra ouvir a resposta que já está dentro de você. É nesse silêncio, é nessa reconexão com você que você vai começar a reconectar com o feminino, que você vai começar a entender que a gente não tá aqui falando de gênero, que a gente não tá aqui julgando ninguém. A gente tá contando nossa história e colocando nosso coração na mesa, nós três aqui, temos muita história sobre isso, né? Colocando nosso coração na mesa pra dizer, nós vivemos isso. Então nós estamos atendendo esse retorno à essência. A terapia me deu isso. Eu sou filha de um pai caminhoneiro, eu cresci embaixo do caminhão, Meus domingos era pra engraxar a caminhão, eu colava o andivinho na caçamba Eu amo ser filha desse pai, ele representa muita força pra mim Ele me deu tudo que eu tenho, minha mãe me deu tudo que eu tenho Então, o que que acontece? Eu precisei fazer esse caminho de retorno Porque nos grupos mais íntimos eu era chamada de caminhoneira, pela delicadeza Entendem? Então, assim, quem me vê hoje Não sabe o capim que eu comi pra chegar aqui Pra poder aceitar essa transformação Quem aceita a transformação dentro de nós é o feminino Então é isso, é parar de brigar consigo mesma e aceitar.
A nossa natureza Aceitar a nossa natureza.
Repete a última frase?
Paremos de brigar conosco e aceitemos a nossa natureza.
Que a nossa natureza nada mais é do que a nossa essência, né? É o que a gente traz da nossa infância e, de novo, a coisa da criança A coisa da criança de abraçar a criança, porque a gente carrega isso pro resto da vida, né? A gente não vem à toa na família que a gente vem, a gente não viveu as coisas que a gente viveu com a nossa família na infância E por mais forte que nós somos, existe essa natureza Da onde a gente veio essa coisa que é natural nossa, que é a nossa essência Que não tem como a gente fugir, quanto mais a gente foge, mais tomba a gente leva Então assim, tem que se conectar com o capim da roça, né? Eu também veio da roça, então a gente tem que se conectar cada vez mais Nós três, a gente tem que se conectar com esse capim da roça pra poder... Deslanchar, né? Pra poder seguir em frente sabendo de onde a gente veio e aonde a gente quer chegar Mas você sabe que o meu canal, o da Annecy, vem muito nesse sentido de me conectar com o meu feminino? Porque no da Annecy eu só entrevisto mulheres E eu encontrei ali uma forma de falar com mulheres, entender mais as mulheres e também me conectar com as mulheres E hoje, inclusive, nesse momento O YouTube, lá no YouTube da Anne, se tá rolando agora já, gente Uma entrevista muito legal com a Kel Smith, que é a cantora Com uma psicóloga E elas estão falando, a gente tá falando hoje Isso porque a gente enlouquece nessa época de dezembro Nesse período de fim de ano Que todas as questões mentais vêm, a ansiedade fica bombando Eu não sei se vocês que estão aí assistindo a gente estão assim também Mas vale a pena você assistir Porque inclusive a Kel, que é uma cantora incrível, as letras dela, quem não conhece, são letras muito maravilhosas E ela escreveu uma música chamada Seja Gentil justamente numa crise de pânico, de ansiedade, ela escreveu essa música Então vale super a pena e já agradeço, Isa, obrigada por ter me chamado e ouvir assim é sempre muito bom Te ouvir também é sempre muito bom e ver os comentários da galera também é muito bom, obrigada, viu gente Espera.
Que nós vamos sair daqui e nós vamos lá para a sua página do YouTube Repete para quem está aqui, Anne Dane-se, né?
É o Dane-se no YouTube, gente Se tiver na minha página no Instagram, tá lá na bio, tem o link lá do YouTube É só você entrar, seguir e já salvar lá pra sempre ter as novidades do canal Mas esse papo de hoje eu super recomendo, que tá aqui um negócio incrível E sabe de uma coisa, já dando um spoiler, gente Essa época do ano a gente se sente solitário muitas vezes, né? Ansioso Mas quem mais se sente solitário nessa época do ano São os nossos pais, são os nossos avós, porque chega janeiro a gente aqui, os jovens, viajam e largam os pais Largam os avós, largam todo mundo e é um período que eles sofrem muito Então, além disso, a gente fala sobre muitas outras coisas.
Tá bem legal Sensacional Manda o link, Anny, pra eu compartilhar Coloca aqui no.
Comentário, Anny Deixa eu contar uma coisa muito interessante nesse encontro aqui Durante todo o ano de 2023 eu tenho feito interioriza Eu e a Anne estamos empreendendo nos veículos próprios E Anne, adivinha qual foi o episódio mais visto do interioriza deste ano? Adivinha com quem foi?
Tá comigo.
Teve Joel Jota, teve cantor, teve ator, teve um monte, um monte de gente E o episódio da Cintia foi o mais ouvido que a gente fala sobre autoconhecimento, ponto De forma leve, né?
De forma leve, de forma gentil, de forma amorosa E de forma gentil De.
Forma gentil é essa entrevistada também da Anne hoje no Dance, a Kel Smith. Eu, inclusive, uma vez eu cantei a música dela. Seja gentil com você. Não adianta você querer ser gentil, fazer caridade, ajudar milhares de pessoas se você não se inclui na própria agenda.
Exato. Se incluir na própria agenda é um movimento o quê? Feminino. Se acolher e se permitir sentar um pouquinho pra assistir um filme sozinha Ou acompanhada, ou comer uma coisinha que você gosta, fazer um carinho em si mesma É o que? Auto-acolhimento É o que? O retorno pro feminino Então mulherada forte, que tenha mãe forte Nesse Natal aproveita, vai lá, agarra essa mãe Diz que você ama ela, que ela deu tudo que você precisava Mas que você pode ir até lá e dizer, eu posso dizer que eu te amo Porque muitas vezes elas não puderam dizer, porque elas também não receberam, mas elas deram tudo que a gente precisava pra gente ser quem a gente é e chegar até aqui. E hoje a gente pode contar pra elas que a gente é quem a gente é por conta deles, pai e mãe, mas que a gente pode também ensiná-los um pouquinho do que a gente aprendeu. Quer ser mais calma, mais gentil, mais amorosa. Eu brinco com a minha mãe e falo pro Nacida, calma! Relaxa, italiana!
Claudia, amo você, vocês se tiver ainda, amo você, obrigada por tudo É isso.
Manda beijo pra sua mãe, cadê sua mãe, Anny?
A minha mãe não tá aqui não, mas ela sabe que eu amo, eu.
Amo muito ela É isso, a gente tem que levar, entregar pra eles, eu digo, eu não tive aqueles... Meus pais eram firmes, eram fortes, não eram aqueles que receberam um abraço, eu te amo e beijo Mas os meus filhos me ensinaram isso. Eles me abraçam, me beijam e dizem que me amam. E eu aprendi a responder que também os amo. E eu ensinei isso para os meus pais. E hoje os meus pais dizem que me amam. Meu pai, que é aquela pessoa bem simples, da roça, hoje ele tem essa condição mais conectada ao feminino. Não é bonito? Porque essa transformação, gente, ela é possível com qualquer pessoa e com qualquer consciência. Por isso que a gente não pode julgar. A gente tem só que observar e nem tentar mudar ninguém Tudo que a gente consegue é mudar dentro E assim começa a mudança que a gente deseja pro mundo Eu.
Não posso bater palma com as duas porque eu tô segurando o meu telefone Mas palmas, palmas Anny.
Amei que você pôde participar com a gente, contribuiu demais.
Me chama, eu vou começar a entrar aqui pra atrapalhar a.
Live de vocês Vamos fazer, nós três, o papo dois disso?
Semana que vem, já três Semana que vem.
Ah, gente, deixa eu só avisar o pessoal que tava na live semana passada Ou semana retrasada, eu comentei que nós faríamos um papo com uma solidariedade especialíssima Professora Lúcia Helena Galvão, que sensacional, meu Deus Vai ser dia 20 Dia 20, gente. Remarcamos a data, dia 20. Depois a gente divulga, né, Bela? Mas pra quem me ouviu falar em dia 13, mudamos para dia 20 Dia 13, então, a Anny, nossa convidada super.
Especial Não, calma, calma, que eu acabei de lembrar que dia 13, 14 e 15 eu tô mega enrolada com coisas da escola dos meus filhos Eu não consigo dia 13, gente. Não consigo Tudo bem?
Depois a gente comi. O que que foi? Eu fiz jogo Eu e a Tatiana fomos assim, né? A gente foi assim, vamos fazer? Vamos! Vem, gente, vamos fazer!
Meninas, tchau pra todo mundo!
Olha quem tá aí!
Oi, Fofura!
O Leleco na área! E aí, gatão? Com a medalha dele que ele ganhou hoje na natação, que tá nadando super bem. Muito bom, muito bom.
Parabéns, Anny, pela mãe que você é, pela mulher maravilhosa que você é, por você estar resgatando seu feminino Cíntia, parabéns pela profissional que você é, pela amiga maravilhosa que você é, por você estar resgatando seu feminino E ajudando tanto as mulheres como eu e a Anny a resgatar o nosso também, obrigada, tá? Todos vocês que estiveram conosco, ó, essa live ficará gravada Pra você ouvir novamente e encaminhar pra quem você quer bem Então, bom descanso pra nós.
Beijo, gente. Obrigada, viu?
Eu não sei quem você é, esse canal lindo de luz. Obrigada, Anny.
Beijo.
Beijo, gente.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








