Quanto tempo temos?

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Para a gente falar sobre o nosso tempo, para a gente conversar sobre o que estamos fazendo com o nosso tempo. Essa transmissão está acontecendo aqui pelo Resiliência Humana e também pelos meus canais no YouTube e Facebook Isabela Camargo Real. Para quem ainda não me conhece, meu nome é Isabela Camargo, eu sou jornalista, trabalho com comunicação há 23 anos e o que eu quero comunicar aqui para vocês está no livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Um livro em que eu pesquisei por quatro anos e entrevistei mais de 150 pessoas que admiramos, 150 especialistas. Diane, lá do YouTube, bom dia, querida, obrigada pela presença. Thomas aqui também, Ricardo, Eric, sejam todos muito bem-vindos. Alguém me perguntou aqui se nós vamos falar sobre gestão do tempo. Antes de falar sobre gestão do tempo, considerando que a palavra gestão sempre vai levar para um tom de produtividade, para trabalho, eu estou propondo sempre um passo antes. Eu estou propondo para que vocês pensem sobre o tempo de vocês antes de qualquer comprometimento. Antes de qualquer... Diana, linda, obrigada. Tá aí no Lima. A gente tem muita ambição, muito desejo em querer fazer sempre mais, estudar mais, buscar mais, não é, Erika? Bom dia, seja bem-vinda. Mas antes da gente buscar cursos, especializações, metas e tudo mais, é muito importante a gente considerar que tempo que eu estou hoje. Aonde eu estou? Então, pra vocês que estão chegando agora, antes da gente continuar, eu quero pedir pra vocês chegarem. Corpo, cérebro e alma. Porque a gente tá indo muito rápido de tela em tela. E às vezes a gente chega de frente, diante de uma tela, mas o cérebro ainda tá chegando. A alma ainda tá chegando. Então, pra quem já chegou, pelo menos com os olhos aqui, eu vou pedir pra que vocês façam uma respiração profunda. Tá, Márcio, querido? Respirando pelo abdômen. Mais uma vez. Eu espero que, com esta respiração, vocês consigam, Jerusa, trazer a alma de vocês pra cá. Osmar Santos, direto do Pantanal, lá no meu Facebook. Bem-vindo, Osmar. Deve estar quente aí, né? Aqui em São Paulo, aliás, hoje, previsão de 34 graus. Bom, então vamos lá. Dai tá dizendo, né, o ego é muito antagônico, é a nossa essência. É verdade, Dai. A gente vive com muitas contradições o tempo inteiro e isso também tem a ver com o tempo. Mas vamos lá. Vamos começar aqui a nossa conversa e eu espero que vocês saiam daqui melhor do que vocês estão chegando. Porque o que eu falarei aqui serve pra todos que estão vivos. E pra todos que querem preservar o tempo de cada um. Aliás, hoje é dia 10 de setembro, dia mundial de prevenção ao suicídio. E é muito interessante quando eu coloquei o tema, quanto tempo temos? Só tem uma maneira da gente prevenir o suicídio? Promovendo a vida. Viu, Tatiane? Obrigada. Só tem uma maneira da gente prevenir o suicídio. promovendo a vida. Quem pensa, quem tenta o suicídio, não está querendo tirar a própria vida, está querendo eliminar uma dor. Quem tenta, como os bombeiros dizem, o tentante, quem pensa, não está pensando, não está tentando tirar a própria vida, está querendo está fazendo um pedido aflito para que seja tirada uma dor. Então, perdão. Nesse dia 10 de setembro, eu fico muito feliz de vocês estarem aqui pra gente falar sobre quanto tempo temos. Se eu perguntar para vocês, que estão aqui, Cleidiane, Luciano, lá no meu Facebook, Isabela Camargo Real, você, R Santos, Isabela, me achará. Se eu perguntar para vocês quanto tempo temos, o que vocês vão me dizer? Parem para pensar alguns segundos. Quanto tempo nós temos? Baseado em quê? Na expectativa de vida? Roberlene, bem-vinda. Na expectativa de vida que nunca esteve tão alta? Quanto tempo será? Só temos o agora, Frank Lima está dizendo. nós não temos a mínima consciência que a qualquer instante pode acontecer tudo e a qualquer instante também pode acontecer nada. A gente só para para pensar no tempo, Susana, quando acontece uma pausa violenta, uma pausa involuntária. Quem está comigo aqui há algum tempo no Resiliência e também lá na minha página, Isabela Camargo Real, vou ficar muito feliz se vocês passarem por lá, sabe que eu tenho um mantra, pausa voluntária para evitar uma pausa involuntária. E nós paramos para pensar no nosso tempo, infelizmente, só quando acontece uma pausa involuntária, não é, Patrícia? Quando acontece um acidente de carro, quando morre alguém muito próximo a nós, quando nós somos dispensados, demitidos de um emprego. Nessas pausas involuntárias, nesses momentos muito involuntários, é que a gente vai parar pra pensar, nossa, como a vida é breve, né? Nossa, o que eu tô fazendo com a minha vida? Nossa, o que tá acontecendo com o tempo? Então, quando eu trago pra vocês essas reflexões, que podem parecer pra alguém algo muito subjetivo, eu tô falando de algo muito objetivo. De algo que está aqui, ó, no nosso pulso o tempo inteiro, Estamos falando do tempo dos calendários, dos quadradinhos. Será que eles estão passando mais rápido? Será que os ponteiros... Olha que reloginho bonito que eu comprei para mostrar para vocês. Bem clássico, né? Será que esses ponteiros estão correndo e não passando no tempo deles? Tudo isso faz parte do nosso dia a dia. Então, Suzana, que bom. Quero que você precisasse ouvir hoje. Fico muito feliz. Eu tento responder, entrar aqui em sintonia com vocês, porque isso faz toda a diferença. Então... Eu preciso parar para pensar no assunto antes que seja tarde. Então, pra quem acha que o assunto é desnecessário, não tem problema, tá? Tudo tem seu tempo. Mas aí, vocês também terão que admitir que o tempo não é importante pra nós. E esse assunto não é subjetivo. Como eu disse, ele é muito objetivo. A gente fala de tempo o tempo inteiro. mas dificilmente estão para pensar no que estamos fazendo com o nosso tempo. Então vamos lá. Giano, Lucena, mandem um salve para o Rio Grande do Norte. Gente, como eu queria estar aí no Rio Grande do Norte, numa praia com água bem quentinha. Querer, a gente quer um monte de coisa, né, gente? Será que nós teremos tempo para realizar tudo o que a gente quer? Por isso que temos que escolher muito bem o que vamos fazer com o nosso tempo. Então vamos lá. Quando eu perguntei para vocês quanto tempo temos... Essa pergunta pode ser interpretada de diversas maneiras. Eu vou trazer aqui para vocês alguns aprendizados, que estão aqui no meu livro, Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Para quem me perguntou agora, esse livro está à venda no resilienciaumana.com.br. E é o único portal que eu consigo encaminhar um livro para cada um de vocês com uma dedicatória. Se vocês dedicaram tempo lendo o que eu pesquisei por quatro anos, pra gente viver um tempo de qualidade, o mínimo que eu posso fazer é dedicar um tempo, pra colocar uma dedicatória pra cada um, tá certo? Então está à venda em todas as plataformas digitais, de Magazine Luiza até Amazon, mas só no resiliênciahumana.com.br eu consigo colocar uma dedicatória pra vocês, tá bom? Então, tem um capítulo aqui que eu começo dizendo sobre obrigada pela informação que você não me deu. Olha que curioso. Obrigada pela informação que você não me deu significa respeitar o tempo do outro. Eu posso entrar aqui na live e falar um monte de abobrinha. Essas abobrinhas até podem encontrar pessoas que querem ouvir abobrinhas, mas elas não serão úteis para quem não quer ouvir abobrinha. Então, eu preciso ser responsável pelo que eu falo para vocês e preciso ser muito sintética com as palavras, para não ficar enchendo o cérebro de vocês. Então, quando eu pergunto quanto tempo temos, antes da gente se aprofundar no tempo devida, médio e longo prazo, eu quero falar aqui. Quanto tempo nós temos de live? Uma hora? Quanto tempo nós temos para uma reunião? Temos 30 minutos. Vamos marcar o almoço com alguém? Quanto tempo nós temos, Vanessa, Marcos Batista? Quanto tempo nós temos? Marcos Batista, inclusive, diz de qual tempo você está falando. Tem o tempo cronológico, emocional. Sim, Marcos, tudo isso eu trato no livro Dá um Tempo. Cronos, Kairós, o tempo das emoções, se o tempo da alegria é diferente do tempo da tristeza, o tempo das doenças, o tempo dos diagnósticos, o tempo da espera, o tempo do movimento. Tudo isso eu trago neste livro chamado Dá um Tempo, como encontrar limite em um mundo sem limites. Por que eu trago todas essas reflexões? Já volto para quanto tempo temos. Porque em 2017, eu estava na reportagem da TV Globo e eu ouvia de muitas pessoas, Isabela, o tempo está passando muito rápido, está acontecendo alguma coisa com o tempo. E aí eu encontrei muitas teorias, confusas na internet. E aí, né, um repórter adora, para os que adoram o que fazem, pegar uma dúvida e, pera lá, deixa eu ver o que está acontecendo aqui. E aí, é até interessante eu contar brevemente essa história, para quem ainda não me conhece, para quem ainda não teve acesso ao conteúdo do livro, que eu fui buscar, então, lá em 2017, as respostas para entender se o tempo estava passando mais rápido ou se o tempo estava no tempo certo, né? O que eu descobri? O tempo da natureza continua igual. O sol continua nascendo e se pondo no mesmo ritmo. As fases da lua e as estações do ano. Inclusive, inverno já tá dando tchau, primavera já tá chegando com toda a sua exuberância. Isso tudo, tudo que eu estou falando são medidores do tempo. Antes do nosso relógio mecânico, do nosso relógio de ponteiros, A sociedade se baseava no tempo do sol, no tempo da lua, até os relógios e calendários chegarem como conhecemos hoje. Então vamos lá. Em 2017, Marcos, eu fui atrás dessas respostas. Entendi que o tempo da natureza continua igual. Então o que será que está acontecendo conosco? Será que nós estamos passando mais rápido pelo tempo? Alguns sim, outros não. Alguns sim, outros não. Cajuína, aqui no Ceará só tem verão. Pois é, né? Então, mas a gente sabe que o verão, o inverno, o outono e a primavera seguem ciclos da Terra, seguem angulações. Então, vamos lá. Adoro o Ceará, tá? Também se eu pudesse, opa, gente, pegaria um avião agora ali em Guarulhos e seguiria pra aí. Mas vamos lá. Então, nós precisamos compreender o nosso tempo cronológico para observar o tempo chamado cronos, que é o tempo de Deus, o tempo das oportunidades, os instantes que mudam tudo. Para que eu consiga compreender o tempo das emoções. Para que eu consiga compreender como eu estou evoluindo ou não com o passar do tempo. Então, todos os tempos estão relacionados a um só. A consciência que a qualquer instante tudo pode mudar ou não. vai depender das minhas escolhas. Tá certo? Vocês que estão aqui me acompanhando no Resiliência Humana, no Instagram, YouTube e Facebook, no Isabela Camargo Real, vocês estão escolhendo compartilhar, dividir a hora de vocês comigo. Ao mesmo tempo em que vocês estão escolhendo não estar em outros locais. Vocês estão fazendo uma escolha. E só existem duas maneiras de viver um tempo de qualidade. Querem saber? se conhecendo para fazer boas escolhas. Pronto. Você precisa se conhecer hoje. E não me venham com aquele papo de que isso é desnecessário. Isso é esotérico. Tudo bem, como eu disse, tem gente que não se afina com essas informações e tem muitas pessoas, inclusive aqui eu encontro muito no Resiliência e nas minhas páginas, só me segue, que realmente está a fim de viver um tempo de qualidade, uma vida que vale a pena ser vivida, para quem quer trabalhar e manter sua saúde, com uma produtividade sustentável. Então, Vamos lá. Nesse dia 10 de setembro, dia mundial de prevenção ao suicídio. Perdão. Nós precisamos promover a vida e para promover a vida nós precisamos ter consciência do tempo. Uma outra maneira que eu posso explicar pra vocês é pedindo que vocês inspirem profundamente, mais uma vez, com o abdômen Então, barriga lá pra frente. Mais uma vez. Inspirando esperança, inspirando movimento e expirando tudo aquilo que não serve mais. sem culpa, sem julgamento. O intervalo entre a inspiração e a expiração, quem me acompanha aqui já há algum tempo sabe o que eu vou dizer. É o que nós chamamos de vida. Quando nós inspirarmos e não expirarmos mais, significa morte. E para falar de vida, eu preciso lembrar que nós temos um tempo finito dentro de um tempo que sabemos que é infinito. E para prevenir o suicídio eu preciso promover a vida? E aí eu pergunto pra vocês, quanto tempo nós temos? De live, de reuniões. Então eu quero passar agora pra vocês uma das maiores descobertas que estão aqui no livro Dá um Tempo. Isso não invalida a leitura, pelo contrário. Talvez isso dê até mais vontade em vocês. Eu aprendi que nós precisamos conquistar o tempo do outro. Seja para amizades, seja para reuniões de negócio, seja para almoços de negócio. Porque se você não souber quanto tempo nós temos para uma determinada situação, você pode perder tempo com bobagens e na hora que você precisa falar coisa séria, acabou seu tempo. Eu aprendi, inclusive para as entrevistas desse livro, e olha que eu entrevistei 150 pessoas, desde o filósofo Cortella, que faz o prefácio do livro, até Fernanda Montenegro, por exemplo, em que eu falo o tempo da longevidade. Para todas essas pessoas, eu perguntava, quanto tempo de entrevista nós teremos? 30 minutos? Ah, ok, 30 minutos. E muitas vezes, em muitas entrevistas, graças a Deus, graças à verdade estabelecida entre nós, eu ganhava mais tempo. A Fernanda Montenegro foi um caso desse. Eu tinha combinado 40 minutos, acabei ficando diante dela uma hora e meia. O astronauta Marcos Pontes, inclusive amanhã vou fazer uma entrevista com ele lá no meu canal, Isabela Camargo Real, também combinei 40 minutos, foram duas horas. Já outras pessoas me surpreenderam. Eu combinei 30 minutos e em 26 me disseram tudo o que eu precisava ouvir. Percebem? Então, quando você combina o tempo de uma reunião, de uma entrevista, de um almoço, vocês estão alinhando, vocês estão respeitando o tempo de quem vocês estão se apresentando. Toda vez que eu vou almoçar com alguém, com algum amigo ou alguma amiga, eu pergunto quanto tempo nós teremos para almoçar. Ah, eu vou ter uma hora e meia. Beleza. Então eu vou ter que escolher muito bem quais são os assuntos que eu vou colocar ali na roda naquela conversa. Vai marcar uma reunião com o chefe? Alô, chefes. Alô, pessoal que fala com chefes, líderes e liderados. Ao entrar na sala, Tá? Prestem atenção. Ao entrar na sala de um líder de um chefe, pergunte. Fulano, fulana, quanto tempo nós temos? Ah, cinco minutos? Ótimo, eu serei breve. Aí você fala já, pá, vai direto ao assunto. Se este chefe, ou se este líder, ou se esta pessoa que vocês estão vendendo uma ideia, lidera mais tempo? Yes. Nós conquistamos a atenção e o tempo dessa pessoa. Não é interessante isso? Então, a pergunta, quanto tempo temos, ela é transformadora. E não se assustem quando as pessoas não souberem responder. Para muitas pessoas, Débora, Érica, Jane, quando eu perguntava quanto tempo nós temos, ficavam-se meio constrangidas. Ah, o tempo que precisar. Não. Não porque tá todo mundo correndo, né, Clóvis? Tá todo mundo com muitas coisas para fazer. Então, se eu não quero que aluguem o meu tempo, se eu não querem que usem o meu tempo com abobrinhas, eu preciso também saber usar o tempo do outro, da outra, com muito respeito. Lembra aquilo? Eu não vou fazer pra alguém aquilo que eu não quero que façam comigo? Então, eu, quando não me perguntam, eu já digo. Olha, eu tenho mais algumas coisas. Já me comprometi com outras pessoas. Então, eu vou ter aqui 30 minutos para a nossa conversa. Então, não se assustem quando não souberem. Não se assustem quando perguntarem isso e as pessoas não souberem responder. Não tem problema. Vivemos uma cultura também em que parece que o tempo de todos nós Não tem importância, inclusive, pela própria burocracia em que a nossa cultura estabelece. Aí a história, aí já é outra live. E falta objetividade. E aí nessa falta de objetividade, a gente vai perdendo tempo. E aí depois fica angustiado, fica desesperado, fica correndo contra o tempo. Aliás, meus amores... Alguém aqui já disse que está correndo contra o tempo? Lins, o que você me diz? Vera? A gente não está correndo contra o tempo. Nós estamos correndo contra a nossa agenda. Gente, eu preciso dizer uma coisa para vocês. O tempo não está contra ninguém, tá? Quem nós achamos que somos para pensar que o tempo está correndo contra nós? Existem mais de 7 bilhões no mundo. Será que o tempo vai agir de uma maneira para mim e de uma outra maneira para o Thomas? Né, Suzana? Então, sim, eu já me peguei dizendo, estou correndo contra o tempo. Até que eu entendi, né? Inclusive, coloquei aqui no livro, dá um tempo. Como encontrar limite em um mundo sem limites. Então, depois que eu me dei conta, né, que o tempo não está contra mim, não está contra ninguém, eu comecei a fazer uma agenda muito mais aceitável aos padrões da minha saúde, do meu ritmo. Tem dias que, sim, a gente corre um pouquinho mais com os nossos compromissos. Na verdade, pra mim, terça, quarta e quinta são os dias mais intensos. Impressionante. Mas aí, sabendo disso, na sexta-feira eu já... Não que eu não tenha compromissos, mas aí eu vou olhar para a minha agenda, para aquela listinha bonitinha, com... mais leveza, assim do tipo pega-leve, porque nós já estamos sobrecarregados. E lembra que eu falei quando eu disse sobre... Espera lá que eu vi aqui um comentário, eu tento... Thomas, não estou fazendo propaganda não, estou aqui para compartilhar as informações, até porque o livro está sendo vendido em todas as plataformas digitais. Só aqui que eu consigo trocar essa ideia com vocês e enviar o livro com uma dedicatória. Vamos lá. Estão dizendo aqui, Liz Mendes. Um, aprendi a dar prioridade aos compromissos. Então, com o tempo, a gente vai separando realmente aquilo que é importante para nós. O que é interessante também para nós. Só que antes da gente entender o que é importante para a agenda, eu preciso lembrar o que é essencial para dar conta da agenda. Para dar conta da minha agenda, eu preciso reconhecer, aceitar que eu preciso de intervalos entre uma atividade e outra, que eu preciso de micropausas. Eu preciso de uma pausa voluntária para evitar uma pausa involuntária. Esse é o mantra da Isa. Pausa voluntária para uma pausa involuntária. Evitar uma pausa involuntária. É como um carro, né? Quem me ouve também já sabe que esse exemplo do carro é fundamental. Numa autoestrada que tem velocidade de 120 km por hora, por que existe radar? Por que eu preciso frear em alguns momentos? Se tem um carro com a velocidade inferior à minha na minha frente, eu preciso. frear para poder continuar. Então, para aqueles que acham que não podem fazer uma pausinha no meio do dia ou uma respiração profunda entre um conteúdo e outro, eu preciso dizer que se a gente não souber determinar o que é essencial para nós, não adianta buscar a meta, não adianta buscar o emprego dos sonhos, não adianta comprar passagem para ir para a lua, Porque nós precisamos encontrar dentro de nós as condições para poder seguir. Então quando eu proponho como encontrar a limite em um mundo sem limites, por que será? Porque vivemos num mundo ilimitado. Mas para viver um tempo de qualidade eu preciso ter humildade. para identificar que eu preciso ter minhas horas de sono, que é fundamental. Eu preciso perceber se a minha respiração está coerente com o meu corpo. Nós estamos respirando muito mal, por isso que nós estamos pensando também muito mal. Eu não controlo os pensamentos, mas eu controlo a minha respiração. Pensamentos acelerados, respiração acelerada. Então se eu quero viver um tempo de qualidade, se eu quero colocar em prática o viva o agora, eu preciso respirar conscientemente. Não vou entrar nem na vibe da meditação, do mindfulness, que são técnicas que eu nem domino. A única coisa que eu domino aqui é a minha respiração. O resto vai acontecendo aqui com os comentários de vocês, além do conhecimento que eu adquiri para compartilhar para vocês com o livro Dá um Tempo. Então veja, o Alô está dizendo, eu sofro muito por não conseguir esperar o tempo do outro, principalmente quando diz respeito a algo para mim. Sou muito acelerada e isso me faz muito mal. Vamos respirar então antes de eu responder essa pergunta. Mais uma vez respirando com o abdômen. Terceira vez. Será que nós perdemos tempo fazendo isso ou ganhamos tempo? Ganhamos vida? Eu acho que ganhamos vida. Bom, Waluz, quando você disse que você não consegue acompanhar o tempo do outro, geralmente quando nós somos mais acelerados, e eu sou uma pessoa acelerada, nós temos dificuldade em acompanhar o tempo de quem tem o ritmo próprio. Nesse caso, um ritmo mais lento. Assim como pessoas mais rápidas ainda que nós não têm paciência conosco. Então como é que nós vamos agir neste mundo em que cada um tem o seu ritmo? Humildade? em reconhecer que o outro é o outro e ele tem uma característica, ele tem o próprio ritmo. Todas as vezes em que nós queremos acelerar um ritmo natural, dá ruim. Tenta acelerar um bolo assando no forno, o que acontece? Ele queima por fora e fica cru por dentro. Será que nós estamos cru por dentro? Será que nós estamos acelerando processos demais que têm o seu tempo? Hein, Sônia? Me conta. Então, respeitar o tempo do outro é como estar numa pista de dança em que tá tocando uma música... Tá tocando My Way, do Frank Sinatra. Vamos lá. Uma música linda. Tá tocando Frank Sinatra e eu tô querendo dançar um funk. Não vai dar. São ritmos distintos. Percebem? Se eu estiver numa rádio ouvindo, vou dar dois exemplos aqui de São Paulo, tá? Tô aqui na Alfa FM. Uma frequência de classe, músicas mais tranquilas. Querendo ouvir as 7 melhores da Jovem Pan, eu vou ter que mudar de frequência. Eu vou ter que mudar de dial. E na vida, eu preciso mudar o meu modo de ver. Percebem? Então, Waluz, eu concordo com você que nós estamos muito acelerados. Sabe por quê? Porque o mundo está mais acelerado. Nós vivemos em um mundo express. Até ontem, e eu trago no livro, a comunicação, as informações, elas eram transportadas pelas pernas de um soldado, pelas pernas de um cavalo. Depois vieram outros meios de transporte, depois vieram outros meios de comunicação. Então, meus amores, nós saímos de uma comunicação que demorava dias, semanas, meses, para uma comunicação instantânea. Então, eu estou entendendo porque eu estou tão cansada durante o dia. Será que eu não estou consumindo informação demais? Será que eu estou intolerante ao download de um arquivo sem me lembrar que até ontem a gente precisava do correio. E não adiantava bater pezinho querendo que a carta chegasse mais rápido. Então, nesse mundo express, nesse mundo miojo, instantâneo, nós estamos muito intolerantes a qualquer tipo de demora. Estamos intolerantes a qualquer tipo de silêncio. Tudo é urgente, mas nem tudo é importante. Então pensem nisso. Quando nós mudamos a forma de ver, né, Wendell, mudamos o mundo, mudamos a nossa volta de uma forma simples. Pois é. Então vejam, nós vamos para a farmácia, mas não vamos para dentro. Nós queremos as respostas prontas. Queremos um manual, faça assim, faça assado, tal. Mas não paramos para pensar se esse manual que foi feito por uma outra pessoa serve pra mim. Nós vivemos com muitos recortes, né? Nós vivemos com recortes que são divulgados aqui na internet. Mas esses recortes sempre aconteceram, nas revistas, na televisão. Não é? Então, eu preciso ter essa consciência que talvez o caminho mais curto pra eu saber escolher não é indo à farmácia, tá? É aceitando o meu silêncio pra ouvir as respostas que eu tanto busco. Eu preciso aceitar que eu preciso descansar. Eu preciso aceitar que o meu autocuidado é essencial pra dar conta das prioridades. E autocuidado, é aquilo que só você pode fazer por você. Waluz, eu me vejo muito em você, tá? Eu estou tentando ser menos acelerada, mas quando vejo, estou a 220 de novo. Então, eu também sou assim, mas em alguns dias. Então, eu posso dizer que eu estou, em alguns dias, mais acelerada. Eu procuro não ser mais uma pessoa acelerada. Quando eu trabalhava na Globo e na Band, como repórter e apresentadora, a gente tem tempos muito rápidos, deadlines, em que o jornal não vai te esperar para começar. Então, eu fui treinada a fazer tudo muito rápido. E agora, depois de 23 anos na TV e no rádio, eu estou me acostumando a essa comunicação mais pausada com vocês, porque agora eu tenho tempo para falar. Então vamos voltar para o início aqui da nossa prosa? Quanto tempo temos? Com vocês, eu tenho uma hora. Depois, eu vou ter uma consulta. E quando eu chegar na consulta, eu preciso perguntar para a secretária, para o secretário que está antes do médico, quanto tempo eu tenho de consulta? Ah, o doutor faz as consultas em média em 20 minutos. Beleza, então quando eu chegar lá não vou ficar de conversinha fiada. Isso serve, tá? Para quem quer viver um tempo de qualidade e para quem respeita o tempo do outro. Isso serve para consultas médicas, isso serve para lives, isso serve para entrevistas de emprego. Para quem já está empregado, isso serve para conversas com chefes. Para quem é vendedor, isso serve para você vender uma ideia a alguém. Porque eu garanto, tá? Garanto assim, separado por sílabas, eu garanto que se você começar a colocar isso em prática, como eu comecei a fazer, a coisa muda. E as pessoas passam até a te respeitar mais. E com isso, você pode conquistar mais tempo. Eu me lembro, numa entrevista de emprego, eu soube que aquele empregador fazia reuniões em média 15 minutos. Então, quando eu cheguei, Fiz uma conexão com algo assim. Ah, você tem lápis de cor na sua mesa? Eu também tenho. Muito bom, né? Em alguns momentos a gente pintar alguma coisa. Um exemplo. E já ia direto ao assunto. Depois dos 15 minutos, eu já olhava no relógio, né? Eu falava, bom, nós estamos partindo para a conclusão. E aí? Eu ganhei mais meia hora. Por quê? Porque eu soube conquistar o tempo de quem estava me ouvindo. que é como eu tento aqui com vocês também, conquistar o tempo de vocês. Nós temos aqui um público muito flutuante. A live fica salva no IGTV do Resiliência Humana e também vai para o meu canal no YouTube, Isabela Camargo Real. Aliás, um beijo para vocês que estão aqui no meu YouTube e também no Facebook, Gustavo e Dijane. Então, nós estamos conquistando a atenção e o tempo de todos o tempo todo. Percebam isso. Falamos de tempo o tempo todo, mas dificilmente paramos para pensar no que estamos fazendo com o nosso tempo. E eu de verdade não quero que vocês só pensem no tempo de vocês quando algo ruim acontecer. Quando uma pausa violenta acontecer. Tá bom, Carla? Seja bem-vinda sempre. Então, quanto tempo nós temos? Primeiro eu preciso estabelecer essa relação aqui direta, hoje. E depois? Quanto tempo nós temos? Vivemos num mundo que ainda se sabe que o tempo é infinito, mas o nosso tempo é finito. Então como é que eu vou fazer? Ah, então eu tenho que ter consciência das consequências do que eu faço, com a minha agenda, com o outro, sobre as minhas escolhas? Eu só terei um futuro desejável se eu considerar quem eu sou hoje. sem ficar agarrada às minhas características do passado. Lembra que eu falei, para ter um tempo de qualidade, eu preciso ter humildade. E essa humildade, gente, passa por reconhecer quem é você hoje. E não aquela pessoa, aquele ser humano de dez, cinco anos, ou até dois, um ano atrás. Porque as nossas células vão mudando. E conforme os aniversários vão passando, conforme os calendários vão passando, toda a nossa vida muda. Por que será que a gente tem que renovar alguns documentos? Será que só mudamos fora ou também mudamos dentro? Por que é tão difícil assumir que a gente muda de ideia? Por que é tão difícil dizer pra alguém que aquilo que eu não gostava eu não gosto mais? Porque a gente tem medo. de desapegar das ideias. A gente tem tanta ganância em fazer tudo, querer tudo, dar conta de tudo, que até pra desapegar de uma ideia do passado, a gente não quer. Então eu preciso me desapegar do passado para ter um presente consciente. E veja só, vou até tomar um gole d'água. Vou pedir uma respiração profunda pra vocês. Vocês sabem que quando eu peço isso é que vem um conceito que pode ajudar muita gente. Então vamos lá. Respirem fundo. Façam som na respiração. Mais uma vez, levando o abdômen lá pra frente. Alguém aqui conhece quem tem depressão? Vamos lá, deixa eu ver se o que eu vou falar realmente vai ser útil pra alguém. Alguém conhece? Alguém que tem depressão? Alguém já viveu um episódio com depressão? Geralmente a depressão ou esses pensamentos que nos deixam agarrados ao passado, na maior parte das vezes ele é negativo. Ele é ruim, né? Inclusive, a doutorana Beatriz, uma psiquiatra muito top das galáxias, ela diz, depressão é excesso de passado, ansiedade é excesso de futuro e estresse é excesso de presente. Então, se eu quero um passado, olha isso, se eu quero ter um passado do qual eu me orgulhe, um passado que não me deixe agarrada de forma melancólica, insatisfeita com o passado? Eu preciso pensar no meu futuro desejável, mas considerando as características que eu tenho hoje. Eu também garanto que se vocês pararem um pouquinho, hoje, amanhã, quando vocês quiserem, né? Aí a vida é de cada um. Para reconhecer quais são as características de vocês hoje, nisso que eu chamo de atualização de identidade, vocês terão condições de pensar em um futuro mais realista, mais condizente, mais coerente com o ritmo de vocês atual. Só assim eu terei um passado do qual eu me orgulhe. Nesse processo de atualização de identidade, nós também vamos considerar, vamos precisar ler a nossa biografia. Por que ela é importante? Para você validar as suas características. Eu não estou falando de defeito nem qualidade, porque o que é defeito para mim pode ser qualidade para uma outra pessoa e assim por diante. Então, estou falando de características. Preciso considerar minhas características atuais para pensar em um futuro coerente e assim, e assim, garantir um passado do qual eu me orgulho. Pensem nisso, tá bom? Então, Valéria aqui no YouTube, seja bem-vinda, tá? Neila, Rocha, Oliveira. Antes eu gostava de comemorar aniversário, mas já faz alguns anos que não gosto mais. O tempo realmente muda o nosso interior. Mas Neila... Tem mais alguém que não gosta de comemorar aniversário? Eu vou falar uma coisa pra vocês. A Eliane também tá aqui. Eu me deprimo quando penso em estar mais velha no futuro. Posso falar uma coisa pra vocês com muito respeito e muito carinho? Hein, Catiely? O que eu vou falar geralmente provoca uns cinco pontos de tremor na escalarístria. Para quem não quer comemorar os aniversários, para quem não quer envelhecer, só existe uma maneira. A morte. Para quem não quer envelhecer, a única maneira é morrer. Este benefício do envelhecimento não é concedido a todos. O benefício do envelhecimento, das rugas na pele, do passar dos calendários, não é concedido a todos. Eu estive lá no Incor, na fila dos transplantes, para entrevistar um paciente, que eu trago aqui no livro Dá um Tempo, é uma das partes mais emocionantes do livro. E eu vi pessoas que o tempo está parado. o tempo está se arrastando. Por quê? Porque elas estão na expectativa da chegada de um órgão para ser transplantado. Sabe? A Erika está dizendo que eu jogo as verdades na cara. Erika, é porque assim, a gente está indo de tela em tela, sabe? Sem parar realmente para pensar no que está fazendo sentido. Então, eu quero dizer para vocês com muito carinho, Neila, inclusive, minha amiga querida, é com muito carinho que eu vou dizer pra vocês isso. Valorizem as rugas de vocês, os cabelos brancos, porque esse benefício não é concedido a todos nós. Essa história que eu trago no livro do Cristiano, ela é muito emocionante e nos dá realmente a consciência de que a qualquer momento eu posso não envelhecer mais. se eu tiver uma pausa involuntária muito violenta chamada morte, de um momento para o outro. Então, de novo, hoje é dia 10 de setembro, dia mundial do combate ao suicídio, da prevenção ao suicídio. E como é que eu posso prevenir o suicídio? Promovendo a vida, promovendo essas verdades, compartilhando com vocês informações que podem podem mudar alguma coisa na vida de vocês. Então, partindo aqui para a conclusão, Conceição está dizendo, eu quero pelo menos chegar aos 90 anos com lucidez. Conceição, você precisa ver o que a atriz Fernanda Montenegro fala aqui no livro Dá um Tempo. Ela, o Maurício de Souza e o maestro João Carlos Martins. Acho que todos conhecem essas três figuras maravilhosas da nossa sociedade. Os três já passaram dos 70 anos. Os três já poderiam, de acordo com a nossa regra social, parar de trabalhar. Por que eles não param? Porque eles têm libido pela vida. Eles têm paixão pelo que eles fazem. Todos desenvolvem sua vocação com muita paixão. E a Fernanda Montenegro, Conceição, Ela me disse que ela já viu muitos dos amigos partirem. E ela tem consciência que, com o tempo, as nossas características vão se alterando. Então, o sonho dela também é continuar envelhecendo, produzindo, com as condições que ela tem hoje. Ela não quer parar. É curioso isso, não é? Então, nós vamos encontrar quem quer viver um tempo de qualidade, e quem? Né? Não tá nem aí. E é normal. Se você tá perguntando onde você consegue o livro, a venda em todas as plataformas digitais. É só colocar Daum Tempo ou Isabela Camargo. Mas só aqui no site do resiliencia humana.com.br eu consigo enviar pra cada um de vocês um livro com uma dedicatória. Tá bom? Só entra lá resiliencia humana.com.br. Inclusive, acaba essa live eu vou lá pro Resiliência, que é aqui em São Paulo, para colocar essas dedicatórias. Então, geralmente, eu faço na quinta-feira e aí já vou pra lá. Carla, obrigada, viu, Carla? Se fizer sentido pra você, depois... Compartilhe, porque as palavras são sementes. E, gente, eu vou dizer pra vocês, tá? Mais uma vez, eu estou falando sobre vida, estou falando sobre o nosso tempo. Ninguém nos ensina isso na infância, na adolescência, né? Até porque a gente é muito jovem, né? Pra que eu vou querer saber como é que eu vou usar o meu tempo? Eu não tenho tanto tempo pela frente. Aí depois que alguns aniversários passam, a gente vai tendo realmente mais consciência que, com o tempo, para aquelas pessoas que estão produzindo, para aquelas pessoas que estão dedicando o seu dom a favor do mundo, colocando o seu talento em curso, o nosso tempo vai reduzindo, as oportunidades vão aumentando. Então eu preciso ter consciência do que eu faço com este tempo mais curto e maiores oportunidades. Porque senão eu posso escolher de forma equivocada. Percebem? E aí, não vai adiantar dizer, nossa, que tempo perdido com tal pessoa. Ninguém gosta de ir numa festa ruim, né? Aquela sensação de tempo perdido não é péssima. Relacionamento então é, nossa, que perda de tempo. Só que aí vem o aprendizado também. Então a gente tem que equilibrar sempre as informações, porque nós precisamos dessa consciência e caminho do meio. Quem me segue aqui também já sabe. Caminho do meio sempre. Inclusive, ó, Por que nós colocamos mãos em prece aqui no meio do nosso corpo? Porque é o caminho do meio. Então eu venho alma, cérebro e coração. Isso vai fazer muito sentido se vocês quiserem pensar neste caminho do meio, tá? Sem extremos, porque extremos sempre são muito ruins. Então veja, cada um vai ter o seu momento. Rafael, seja bem-vindo, tá? Essa live vai ficar salva, a Meire está perguntando, aqui no IGTV, do Resiliência Humana, e também lá na minha página do YouTube, Isabela Camargo Real. Também coloco um trechinho lá no meu Instagram, Isabela Camargo Real. Vou ficar muito feliz se vocês também passarem por lá. Eu procuro, né, a cada dia, compartilhar aquilo que eu acredito. E se pode ser bom pra mim, também pode ser bom pra vocês. Tá certo? Vamos fazer então uma reflexão de tudo que nós trouxemos até aqui? Se o tempo está maior ou menor, significa que o seu tempo pode estar maior ou menor. Porque o tempo da natureza continua igual. O nascer e o pôr do sol seguem o próprio ritmo. As fases da lua também. Ou alguém aqui ouviu alguma notícia esses dias que a lua nova chegou antes? Ou que a lua chega e chegou depois? Então, quando vocês disserem, nossa Isabela, mas o tempo tá passando mais rápido, Vamos colocar uma outra palavrinha no meio. Nós, Isabela, o meu tempo está passando muito rápido, tá? Porque isso e isso vai depender das escolhas que vocês fizerem, tá bom? Partindo disso, o que eu preciso dizer pra vocês? Quanto tempo nós temos, lembra, pode mudar a vida, a postura, a reputação de vocês. Vocês vão começar a botar ordem na bagunça, a botar ordem na cultura que temos de que o tempo do outro é o tempo do outro. Então, o que me importa? Importa tudo, gente. Você está estabelecendo o limite, você está estabelecendo o respeito. Então, duas situações. Você estar vendendo uma ideia e se apresentando para alguém, pergunte. Quanto tempo nós temos, chefe? Quanto tempo nós temos, fulano? Médico, quanto tempo nós temos? E se alguém... Se vocês perceberem que alguém está alugando o tempo de vocês, que você tem coisa para fazer, a pessoa não desembucha, não se resolve, aí você vai precisar dizer com muita elegância e delicadeza que você tem um compromisso adiante. Porque senão a pessoa vai continuar te alugando e quem vai perder o compromisso é você. Mas Isabela, o que vão pensar? O que vão pensar? O que vão pensar? Eu prefiro que você pense em você. Absolutamente. Isso não é egoísmo. Isso é preservação da vida. Isso é garantia de tempo de qualidade. Tá certo? Então, neste dia 10 de setembro, dia de prevenção ao suicídio, precisamos promover a vida e lembrar que quem tenta o suicídio não está querendo tirar a morte. Está querendo tirar uma dor. E não me venham com aquele papo de que a pessoa tá querendo chamar atenção, que a pessoa tá querendo isso, a pessoa tá querendo aquilo. A pessoa tá querendo é eliminar uma dor. E nem sempre ela encontra a compreensão do lado de lá. Então, o que é que a gente pode fazer, Isabela, quando eu estou percebendo que alguém está pensando em suicídio ou está com pensamentos suicidas? Eu, quando desenvolvi o burnout, eu tive, sim, pensamentos suicidas, como todos. Os 20 milhões de brasileiros provavelmente também têm. Os que tiveram uma experiência diagnóstica da síndrome de burnout. Mas ainda bem que eu aprendi tudo isso pra poder estar aqui e falar pra vocês. Quando vocês perceberem qualquer situação dessa, não julguem. Não compliquem a cabeça da pessoa. Não desorganizem mais o que já está incoerente. Só perguntem, o que eu posso fazer por você? Ou como eu posso te ajudar? Só isso. Tá bom? Então, mais uma vez, muito obrigada pelo tempo de vocês. Muito obrigada pela confiança de vocês. Pensem por hoje quais são as situações que vocês já podem perguntar quanto tempo temos. Veja se vocês não estão alugando tempo de alguém ou sendo alugados por alguém. E a pergunta quanto tempo temos vai ajudar vocês a viverem o tempo que cada um terá nesta passagem chamada vida. Tá bom? Então, meu nome é Isabela Camargo. No Instagram, eu estou como Isabela Camargo Real. Uma estrela no céu para cada um de vocês que passar por lá. Eu vou ficar muito feliz. E tudo o que eu falei aqui está aqui no livro Dá um Tempo. Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Que está à venda no resilienciaumana.com.br. O único canal em que eu posso, gente, colocar uma dedicatória para vocês. Tá certo? Eu volto nos próximos dias, espero que com o sorteio de um livro, isso não depende de mim, também depende da editora, e desejo que cada um tenha tempo para colocar mais vida no tempo de vocês. Se fez sentido o que eu disse, me ajudem a compartilhar essas sementes. Eu desejo que cada um tenha humildade para ter um tempo de qualidade. Um beijo grande, fiquem bem e saibam escolher bem o que fazer com o tempo de vocês. Tchau, tchau. O pessoal aqui do YouTube e Facebook, também obrigada por todos vocês. Benhur, Renata, Dijane, querida, sejam sempre muito bem-vindos. E nos próximos dias eu estarei de volta, mas eu também vou compartilhando lá no meu Instagram. Bom dia pra vocês, boa quinta-feira.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








