Rindo para não chorar: Os bastidores do ambiente corporativo com Bruno Romano - EP 33 Ïnterioriza

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a Portuguese-language YouTube episode titled "Rindo para não chorar: Os bastidores do ambiente corporativo com Bruno Romano - EP 33 Ïnterioriza" (created 2024-09-24). It is an interview-style episode in which host Isabela Camargo talks with comedian Bruno Romano about his career, his show "Sincero Demais Pra Ter Emprego," writing comedy from everyday corporate life, differences between club/theatre and corporate gigs, creative process (including a Michelangelo/Davi anecdote about time and craft), audience connection, use of humor to address workplace tensions, and comedy's relation to mental health and workplace culture.
Chapters
Oi, bem-vindo, bem-vinda a mais um Interioriza. Antes de eu te apresentar meu convidado, eu quero assistir um vídeo com você. Vamos lá. Primeiro eu vou achar o vídeo, tá?
Tipos de chef que todo mundo odeia. Então eu queria testar com vocês aqui se vocês já tiveram algum desse tipo de chef. Pra saber se você teve ou não, eu queria que você batesse uma palminha só pra dizer se já teve ou não. Espero que ninguém esteja com o chefe aqui hoje pra ficar um clima estranho. Porque se tiver sábado meia-noite com o chefe, que vai ficar estranho já. Não precisa estar eu aqui falando. O primeiro tipo é o chefe UFC, aquele que bota a galera do time pra brigar. Eu já tive, eu vou bater uma palminha aqui. Comum. Tem o chefe copiloto, ele finge que trabalha, mas só voa. Dá raiva, né? Já tive. Ter o chefe telefone fixo. É completamente inútil, mas faz parte do pacote. O chefe nuvem. Quando ele vai embora, o dia fica lindo. E pra fechar, o último, que é o que eu mais gosto, que é o chefe vaca em cima da árvore. Aquele que você olha e fala: "Como é que essa porra chegou aí?" É comum também isso.
Temos aqui no interiorista Bruno Romano!
E aí, muito obrigado! Melhor intro de podcast que eu já fiz, que eu não preciso ficar fazendo texto aqui sem plateia. Mostra o vídeo com risos de plateia. Não, e eu quero saber o seguinte: no YouTube você é conhecido como Sincero Demais Pra Ter Emprego? É o nome do meu show solo, Sincero Demais Pra Ter Emprego. Depois que comecei a criar umas piadas sobre o mundo corporativo, eu comecei a receber muito esse feedback assim: "Ah, eu gosto de você porque você fala as coisas que a gente tem vontade de falar e não tem coragem." Aí eu: "Ah, entendi." O que pegou a galera foi a sinceridade, assim. Tipo, é falar as verdades que as pessoas não podem falar, porque elas prezam por aquele salário, entendeu?
Então... E como é que você faz pra ter salário, então?
Aí é que tá. Porque como eu tô fazendo muitas piadas sobre trabalho, quem me contrata? As empresas para fazer show lá nas empresas. Então meu salário vem das empresas me chamando para ir para dentro da empresa falar mal da empresa. Olha que complexo e genial ao mesmo tempo.
Você sempre falou sobre o universo corporativo ou não?
Eu fui fazendo isso aos poucos. Antes eu falava— todo comediante assim, começo de carreira, você vai, o beabá da comédia vai te provocando a pegar coisas em você mesmo, na tua vida. Me conta o beabá da comédia Porque eu nunca entrevistei um comediante. Então, existia um livro antigamente, assim, de... A comédia é um negócio que, apesar de ser estudável, não é... Não existe a didática definida, né? Não tem a metodologia de como estudar comédia. Mas existia antigamente um livro que no Brasil era um PDF, assim, que alguém traduziu de um livro gringo, assim, que era...
Como ser um comediante.
The Comedy Bible, era uma coisa meio assim. E o que ela falava, a Judy Carter, essa autora, ela falava que existem algumas formas de fazer comédia, mas a mais comum é a reversão de expectativa. Então tinha um exercício simples que era: lista coisas que você gosta, lista coisas que você odeia, lista coisas que as pessoas reparam em você, lista coisas que você repara nas pessoas, vai fazendo um monte de lista de coisas e depois sai cruzando isso. Então, por exemplo, como trabalhar a ironia ou sarcasmo? Você pega a lista de coisas que você gosta ou coisa que você odeia e tenta criar uma frase ou alguma coisa como se você fosse falar que ama, porque aí você tá treinando a sua ironia, sabe? Amo fila. Nossa, fila é ótimo, adoro fila. Dá tempo da gente ver várias coisas no feed do Instagram. Então você começa a criar motivos pelo qual você ama algo que você odeia, e aí você começa a trabalhar ironia. Então no começo, o natural é você ir para o teu relacionamento para falar de casamento, para falar da tua mãe, para falar da tua infância, Você vai falar da tua escola, são as coisas que estão perto de você. E aí, ao longo da carreira, você começa a ser chamado pra fazer alguns jobs. Eu comecei a ir pros eventos corporativos. Comediante geralmente detesta fazer evento corporativo.
Sério?
É, porque tem tudo pra dar errado, assim.
Por exemplo?
As pessoas não pagarem ingresso pra te ver, você começa a falar: "Serve o jantar?" É comédia com obstáculos, assim. Você tem que ir. Não é o teatrinho, o comedy club, que tá todo bonitinho. Às vezes é aquele salão que ecoa pra caralho, ninguém te ouve. Então tem um monte de dificuldade. Geralmente você vai pra se dar mal.
Tá. Mesmo assim?
Pagam. E aí você tem contas pra pagar. Então você... beleza. Mais um job que eu vou fazer. Quem é você que só quer ter os jobinhos aqui, ó? Entendeu? Melzinho na chupeta.
Mas qual que é esse jobinho Melzinho na chupeta?
Ah, eu ia ali no meu... num comedy club ou no teatro que todo mundo tá louco pra me ver. Que aí a plateia, pô, comprou o ingresso, tomou banho falando: "Hoje eu vou me divertir". Hoje vai ser um dia maravilhoso. Sentou na cadeira e falou: vai, meu amigo, me ajuda, entendeu? Então, seu trabalho tá mais, menos desafiador, vamos dizer assim.
Eu sempre desconfiei, eu sempre desconfiei que os comediantes são pessoas muito inteligentes, né? E eu já saquei porque ele chegou aqui, eu já vejo uma tatuagem do David Michelangelo, uma tatuagem maravilhosa.
É boa, né?
Isso, isso. Isso, essa daí é a câmera 8. 8, câmera 8. Muitas, estamos 3 aqui, né?
A pessoa de televisão, a pessoa que já tá acostumada com essas coisas.
Ô Bruno, você falou que você gostou dessa escultura?
Sim.
Por quê?
Ai, é meio profundo, mas é bom no final, porque assim, primeiro que impressiona, né, o tamanho assim, a beleza e tal, é lindo mesmo.
Você viu lá o Davi lá em Firenze?
Lá em loco, lá mesmo onde ele tá, não foi a réplica, né? Sério, sem exagero, deve ter ficado uma hora parado assim no banquinho que fica na frente assim, só olhando e pensando: "Cara, como esse negócio é incrível." Porque você vai passando pelo museu, você vai vendo várias estátuas e você já vai achando elas todas fodidas assim. Mas quando você chega no Davi, você fala: "Não, aqui o cara conseguiu levar pra outro nível a parada." E aí eu botei no Wikipedia, né, que você vai ver a história desse negócio. A pessoa burrona de museu, não sabe nada das coisas. Vou lá, vou... Cada coisa que você vai parando na frente, você vai abrindo a história e vendo. Inclusive, percebi que os artistas lá da época renascentista, ele também tinha uns corporativos deles, né? Ah, é isso, total. Porque ou era família real ou era igreja. Eles faziam as artes para deixar no meio da rua, tipo, você queima o portfólio, vou falar só para mostrar minhas coisas. Mas quem pagava mesmo era igreja ou rei. Era sempre as obras, era a obra feita para o rei, não sei o quê.
Inclusive, ó, isso eu tô falando, gente, como é que a gente é muito inteligente. Isso porque Família Médici, por exemplo, lá de Firenze, foi a grande promotora dos artistas.
Contratante.
Exato. Agora você imagina o desespero que era para um pintor ter que pintar uma pessoa.
Isso era um retrato, né?
Fazer um retrato.
Minha filha nasceu, aí puta, ela vai pintar o bebê.
Não, mas eu tô dizendo assim, imagina, imagina você ter que pintar.
Foi o primeiro newborn da história.
Total, total. Não, e outra, imagina a responsabilidade de você ter que pintar, passar um tempão pintando uma pessoa e ficar feia.
Já pensou? Sacanagem! A pessoa fala: minha filha tá horrível, faz outro.
Nem vou te pagar, né?
Bom, isso gastou tinta.
Mas vamos voltar aqui para o Davi.
Aí fui ler a história do Davi, vi que ele levou, sei lá, 5 anos para fazer o negócio.
Eu só quero entrevistar comediante agora, gente.
5 anos que ele levou, um negócio desse, né? Eu não lembro o número exato assim, mas era tipo 5 anos, tá bom? E eu fiquei pensando: o cara fez uma única coisa. E levou 5 anos para fazer. E tipo, tem vários exemplos assim, os artistas hoje, né? Tipo, corta, tamo no mundo hoje que tipo a Anitta faz uma música e daqui a 3 semanas tá aí. Aí, Anitta, vai fazer mais nada não, sabe? Tipo, acabou assim, não tem uma coisa que toda hora você tem que estar fazendo tudo, tudo, tudo. E tipo, aí, aí eu me veio essa brisa de olha o que o cara faz quando ele tem tempo para fazer um negócio, além dele ser genial, para várias pessoas que tivesse 14 anos, não ia chegar nem na metade do nível que ele tinha.
Deixa eu traduzir o que o Bruno falou. Essa brisa, esse insight.
Aí eu pensei, vou, depois de ter ido lá e tal, quando eu voltei, eu vi um cara que faz esse tipo de tatuagem, tipo estátua. E aí eu falei, caralho, fiquei tão abismado com o Davi que talvez valha ter isso assim registrado e tal. E depois fiquei pensando que assim, pô, é uma Uma lembrança de como às vezes você precisa ter tempo mesmo para fazer as coisas e tal. Então daqui a 5 anos eu vou estar com uma piada top sobre essa tatuagem aqui, que eu também quero ter tempo, né? Maravilhoso, maravilhoso!
Depois deixa eu te contar.
As piadas são assim também hoje em dia, você faz e amanhã tem que fazer o demais. Tudo tem que fazer tudo muito rápido.
Você sabe que em 2017, quando eu fui, eu comecei a escrever o meu livro que é sobre as percepções do tempo. E eu falo justamente sobre isso, como é que a gente ficou tão acelerado para as coisas, porque que antes nós poderíamos, podíamos ter mais tempo, e como que nós vamos fazer diante da velocidade ser sinônimo de progresso. Mas não é para tudo também, né? Não dá. Então encontrar esse limite, que é o que tá no meu livro, para quem fazer as Pazes com o Tempo. Depois eu quero te presentear com ele. Presentear, né?
Se você quiser o livro, eu com certeza vou querer. Imagina se eu vou falar na frente da câmera que eu falo.
Obrigado. Se eu vou ler outra coisa Ô Bruno, agora vamos lá, tem muita coisa para conversar com você, mas eu entendi que você é bom demais nas conexões. E a hora que eu vi o Davi, eu falei, aí eu tô seguindo aqui meu insight, tá? Falei, não, pergunta agora. Porque o que me chamou atenção nessa estátua foi uma, e não foi na estátua, foi na frase que o Michelangelo, quando alguém questionou lá ele se ele sabia que a obra seria daquela maneira, e é quando ele diz, eu só tirei o Davi da pedra.
Ele já tava lá, eu tirei o excesso, né? Não tem um negócio desse assim, né?
Genial, né? A hora que eu te vejo aqui, me vem isso. Você começou como comediante em 2009.
Sim.
Mas, ou seja, você sempre esteve, ou seja, o Bruno Romano sempre existiu como Bruno Romano, ou até 2009 você tava seguindo por um outro caminho?
Não, eu já tive umas 4, 5 vidas diferentes nessa vida de comediante assim, porque como qualquer outra carreira, tipo, se você começa como estagiário numa empresa, você tá lá, tá lá pela bagunça, está lá, tudo é legal, tudo é novidade, você tá lá, qualquer coisa que te chamam você vai, porque você tá conhecendo as pessoas, tá querendo mostrar serviço.
Então você se adapta a tudo que vão pedindo para você, aceita, né, aceita, se adapta, enfim.
Isso, tipo, se alguém falar, eu queria que você fizesse uma coisa assim, assim, bora, eu vou lá e faço. Não sei o que você não fica 'Não, mas isso não é muito o que eu gosto de fazer, as coisas, não sei o quê, tal, tal, tal.' Então, começo da carreira de um comediante é fazer o máximo de shows que ele conseguir, porque você percebe rápido quando você começa a fazer comédia que na comédia pesa muito essa parada da rodagem. Quanto mais horas você tá em cima do palco, mais você se sente à vontade, mais você percebe o que que é engraçado em você, mais você entende.
Mas isso não é só na comédia, isso é na vida. Quanto maior o repertório, melhor.
Exato, mas é que essa coisa da estrada mesmo, né, de tipo ir pegar shows com 3 pessoas e pegar shows com 1000 pessoas e pegar shows em bar ruim que com barulho de liquidificador e pegar show num teatro que você ouve uma agulha que cai no negócio. Então você vai pegando tudo, tudo, tudo, tudo, tudo e vai deixando você com mais repertório, segurança, mais conhecimento de quem é você mesmo e tal. Depois tem essa fase de você, assim, chega um momento de qualquer carreira, principalmente artística, que ou você para porque você precisa sobreviver disso, ou você profissionaliza, ou você fala: "Beleza, então é assim que eu vou viver, ganhar dinheiro, pagar minhas contas com isso e tal." E aí você precisa também ter outra mudança, de tipo assim: "Beleza." Se você não explodiu até chegar nesse momento assim, que às vezes tem um sucesso meteórico assim, você é obrigado a pensar: "Tá, mas quem sou eu nesse mercado da comédia? O que eu agrego? Como é que eu vou conseguir meus shows?" Às vezes tem uma produção, um agente, não sei o quê. A terceira etapa, eu acho, eu chutaria que foi essa que eu tô vivendo agora, que é depois de eu já ter conseguido vencer essas duas, que muita gente fica no caminho já nessas duas, eu falar realmente assim, tipo, pô, beleza, eu acredito que isso aqui que eu faço, que é falar das coisas do mundo corporativo, como eu passei muito tempo dividindo a minha vida de comediante com a vida de funcionário e minha cabeça ficava funcionando isso durante o período expediente e tal, pra premissas mais engraçadas em cima daquilo, Depois de ter sido chamado a fazer vários eventos, eu comecei a perceber que se eu falasse a língua da galera, a galera me dava mais atenção. Então eu queria entregar um evento legal, queria ter uma plateia boa, comecei a puxar uns assuntos. Não chegava no evento pra falar de casamento, chegava no evento pra falar: "Cadê o povo financeiro? Cadê o povo não sei o quê?" Pra trazer um pouco mais de identificação pra eles. Aí sim eu falei: "Pô, acho que tem um espaço de fazer esse tipo de comédia, que não é um tipo tão comum." Não tem vários comediantes que fazem, tem vários influenciadores, tem muita gente de Instagram. Mas de stand-up não tem muita gente assim que fala sobre trabalho. E aí eu curti essa ideia de fazer isso assim, comecei a testar coisa no bar, né, no comedy club, no teatro sobre isso, que também é um desafio. Como entrar numa noite que você é o quinto comediante da noite, todos falaram de casamento e o Neymar e não sei o quê, os temas que estão mais na cabeça da galera, eu chego para falar de trabalho, às vezes dá aquele que era esfriado, eu ficava, pô, como é que eu entro nesse assunto, não sei o quê. Então, você vai tentando se equilibrar nessa corda bamba lá que é o palco. E aí depois eu construí meu show solo, que é esse show que tá no YouTube, Sincero Demais Pra Ter Emprego, né? Você vai acumulando vários textos, depois você junta eles num arco assim, né? Começo, meio e fim, uma coisa legal pra ser um show solo, um especial. E depois teve esse momento que eu também tô fazendo agora de vídeos para internet, assim, que já é uma coisa diferente de stand-up, é mais sketch, é mais encenando, um negócio que eu me sentia extremamente desconfortável de fazer. Tá aqui minha produtora para provar, coitada, teve que praticamente me obrigar a fazer vídeo porque eu falava: não sou ator, não vou fazer isso, tá ruim, não quero, não sei o quê. Ela: mas essa é a linguagem, a gente vai fazendo, você vai encontrando, vai falando e tal. E fui fazendo. E aí abriu esse outro lugar na carreira, assim, de influenciador ou de sketch cómico, essas coisas assim.
Eu adoro isso, tipo, vamos no que no caminho nós vamos conversando.
Exatamente.
Vamos no que no caminho nós vamos conversando. Claro que existe um planejamento, uma diretriz, mas assim, gente, vai fazendo, você vai construindo o repertório.
Total.
E eu tenho insistido muito na palavra repertório, porque já que você falou do tempo, Davi, 5 anos, Impossível ter uma carreira duradoura querendo fazer sucesso em 15 segundos.
Exato.
Primeira coisa. Segundo, aprenda.
Alô, geração Z. Ah, opa!
Não, sei lá, não, mas tem um monte, né?
E também tem uns vídeos falando da galera mais nova que entra e fala: que hora que eu viro gerente? Quando é que eu?
Que horas, né? Exato, exato.
Em 3 semanas de trabalho.
Me conta qual, nesse seu repertório então, Tendo já derrubado algumas barreiras nas empresas, sim, qual é a parte que você sente que assim, você sente a galera assim tipo, nossa, tá falando o que eu queria falar? Tem algum assim muito específico? A gente mostrou do chefe aqui.
Isso, o do chefe, ele cumpre um papel clássico do comediante, que do do bobo da corte de ter autorização de zoar o rei e todo mundo adora, porque o chefe na empresa ele é o intocável, ele é o que não erra, ele é o perfeito, bem-sucedido, maravilhoso. Então eu fazer uma piada com ele, mesmo que, nossa, longe de mim, nossa, humanizei a imagem, não, mas é que naquela fração de segundo Ele foi a chacota, ele foi tipo, as pessoas puderam rir dele, sabe? E isso traz uma parada diferente para essa galera que eles não estão acostumados a fazer no mundo corporativo. Então isso, vários comediantes usam isso. O que eu fui percebendo depois, que além desse caminho, é que a galera adora quando eu trago para o palco as tretas do dia a dia deles. Então, tipo assim, sempre na reunião de briefing eu pergunto: "Quais são as tretas aí?" Exato. "Qual o sistema que dá bosta e todo mundo xinga o sistema?" "Qual é a maior treta entre área?" "Não, comercial e logística aqui é guerra." Pronto. Então, beleza. Então, quais são os argumentos do comercial contra a logística? Quais são os argumentos da logística contra o comercial?
E aí, no humor você ensina.
E aí eu tento trazer isso pro palco de um jeito às vezes imparcial, às vezes quando eu tô só com uma galera, tipo, meu show é só para galera da logística, eu só vou zoar o comercial, entendeu? Porque eu tô com o grupo, você vai reforçando os inimigos que queria falar as coisas do comercial, entendeu? Então eu vou falar as coisas que eles queriam falar, entendeu? Não vou, não no sentido de agora a gente pode falar isso, não no sentido de tipo 'vocês têm que acabar com eles', mas assim, olha que ridículo que eles fazem, que não sei o quê, não sei o quê. Ela é uma zoeira de que todo mundo já faz, mas ninguém fala dela no palco, ninguém fala dela em voz alta, ninguém fala dela.
Mas isso é um perigo, isso é um perigo, né? Quando você, quando você fala, quando você dá voz àquilo que ninguém tem coragem de falar.
Eles adoram. Não, veja bem, a reação da plateia mostra que eles estavam bem querendo falar isso.
O que eu quero dizer é o seguinte: você lembrou muito bem, né? Hoje o comediante ocupa um espaço que já foi ocupado em todo o tempo da história. Nós precisamos fazer piada, isso eu quero dizer.
É, a gente precisa rir das desgraças da gente.
Então vamos lá, precisamos rir. Algumas coisas que nós dávamos risada dando no passado, não damos mais, porque descobrimos que por trás dessa imagem tem muita dor, não tem muita ferida, tem muita, como é que eu posso dizer, quando escravização, tem uma série de questões no ambiente corporativo, ideias ruins. Isso, pronto.
No ambiente corporativo tem alguma que tipo, pautas de diversidade no geral, mas isso eu não faço nem no meu show normal, assim, fora da empresa. É, né? Inclusive, eu gosto da coisa do cotidiano, é o que eu tô falando. É tipo a nossa vida, é o cotidiano, é o que todo mundo passa. Tem um show do Seinfeld, até na Netflix, eu não vou lembrar o nome do show agora, que os primeiros 5, 7, 10 minutos do show é ele falando sobre sair de casa, que é super difícil conseguir combinar. É você, aí vai ser o marido, aí vai não sei o quê. Aí, cadê os ingressos? 'Ah, meu carro tá sem gasolina, vai não sei aonde lá.' Aí você sai de casa e fala: 'Puta, queria estar em casa.' Aí quer voltar pra casa, aí você tá em casa e fala: 'Nossa, queria sair, não sei o quê.' Sendo que aquelas pessoas, pra ir pro show dele, acabaram de passar por aquilo. Então a abertura do show é isso. Então olha quão fresco tá na cabeça da galera as piadas que ele tá fazendo. Pra mim, eu gosto disso assim, da comédia retratando o suco do dia a dia mesmo assim, o que todo mundo tá passando.
Adorei o Bruno, gente.
Então nesse caminho de pegar as tretas do comercial com a logística. Na real, as coisas que eu falo, elas já existem. As ideias que eu trago, muitas vezes elas já existem. E o principal, eu falar isso não vai mudar essa rotina, mas além de fazer a galera se estressar com essa rotina, que é o que eles já fazem, vai fazer a galera rir com essa rotina, que é rir das merda da gente. A gente sabe que o sistema Então, em vez de ficar: "Ai, não posso falar do sistema que a empresa acabou de trocar." Não, durante meia hora do meu show ali, eles vão rir pra caramba do sistema e a empresa não vai cancelar a assinatura do sistema, porque ela já decidiu que aquele sistema é bom. Só que ela vai saber que tem gente reclamando das coisas do sistema. Tipo, a verdade ou o fato não foi criado por mim. Eu só trouxe luz para aquele negócio, entendeu? E que todo mundo já fala e não Não verbaliza, exato, não tem coragem de externar assim, todo mundo já pensa, mas não tem coragem de externar. Então eu não vejo muito como o lugar tipo causador da discórdia, eu vejo pelo contrário, tipo vamos autorizar a gente rir disso aqui durante esse período, entendeu? E aí óbvio, né, protegido desse lugar de eu nunca vou expor uma pessoa, de tipo nossa, quero que a partir do dia do meu show essa pessoa ganha um apelido e dali para frente 'Gente, ela ganhou, recebe bullying por causa da brincadeira que eu fiz com ela', qualquer coisa do tipo. Nunca é muito por esse caminho. Geralmente quando a zoeira é em cima de uma pessoa, no fundo, no fundo, a piada é um elogio à pessoa. Por exemplo, fiz um negócio lá que era do financeiro da empresa e aí tinha o sistema lá onde todo mundo lançava os pedidos, né, de compras, os pedidos, que os requisitos requisições ao financeiro. E tem uma pessoa que fica só analisando os pedidos, se tá tudo preenchido, se tá com não sei o quê, e ela nega alguns pedidos porque não tá de acordo com o que manda a regra. E toda semana, ou não lembro qual o período, ela publicava uma lista dos pedidos negados ali, que era porque tava faltando alguma coisa, não atendeu os requisitos. E eu fiz a piada sobre tipo a lista da fulana, entendeu? Tipo, ninguém queria estar na lista da fulana, não sei o quê, não sei o que lá. Na piada, para quem tá do lado de quem lança a solicitação para fulana, ela tá achando que a piada vai para o caminho do: essa fulana é muito chata mesmo, ela fica negando as coisas nada a ver, ela negar as coisas. Só que quando você vai entendendo aonde a piada vai levando, no fim eu tô deixando claro para todo mundo que se não tiver com as coisas que tem que ter, vai 'Você é reprovado mesmo, e você que se foda. Não tem porque, não tem como eu autorizar esse pedido se ele não tem os requisitos mínimos que todo mundo combinou que ele teria, entendeu?' Então eu tô defendendo ela.
Aí nós estamos falando, sabe do quê? Saúde mental.
Exato.
Ué, se existem critérios, eu já sei que eles existem. Eu não preencho os critérios, aí depois eu vou achar ruim da pessoa que Ou vai achar que ela te persegue, que ela pega no seu pé, que não sei o quê.
Meu amigo, manda a ficha certinha que não vai ser reprovada. É só isso que você tem que fazer. Então, como poder falar sobre esse assunto que gera polêmica numa reunião, por exemplo? Você acha que a mulher tem capacidade nessa reunião de falar: "Quer saber? Vocês manda as fichas certinha que eu não vou reprovar." Não, vai ficar meio grosseiro da parte dela fazer isso. Ela não vai se sentir confortável de fazer, mas ali na brincadeira, no meio de várias outras piadas sobre financeiro, ter colocado esse lugar, talvez de repente possa ter gerado na galera essa sensação de: é, ela só tá fazendo o trabalho dela, coitada, tá tipo sacaneando com ninguém, a função dela é essa, entendeu?
Já foram 25 minutos, 28 minutos, a gente nem começou.
Você sabe que Se liga, você sabe que tempo bom passa mais rápido.
Isso tá no meu livro, inclusive. 30 minutos.
Ai, obrigado.
Um beijo.
Os podcasters, vamos seguir o exemplo aqui, tá? Vilela, beijo, Vilela. Olha só, amigo meu que faz o podcast de 6 horas e meia cada um episódio.
Ai, eu vou. Nossa, uai, depende, depende do que é para falar, do que é para fazer. O Bruno Romano, depois eu vou te dar meu livro de verdade. Quero, porque eu falo que tempo bom passa rápido. Sim, cara, foram 28 minutos mais rápidos que, né? Não é, Brasil? Uma salva de palmas!
Faltou muita coisa?
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8. Temos 8 câmeras, mas temos 8 pessoas. Não, pera, agora que eu vou começar a entrevista. No seu Instagram você fala assim: meu trabalho é fazer você rir do seu.
Isso.
Então vamos por partes, Jack. Tenho 2 minutos. Qual o problema do trabalho?
Eu acho que as pessoas levam a sério demais. Todo mundo finge que é mais sério do que é. E aí deixa de também se divertir com essa parte que teoricamente não é tão divertida, mas pode ser.
Com quantos anos você descobriu isso?
Ai, eu acho que muitos. Queria ter descoberto com menos.
Gente, eu amei o Bruno, amei o Bruno! Pera lá que nós vamos passar esse programa aqui hoje, vai ter mais tempo. Só que no ambiente corporativo cobra-se muita seriedade. Eu tô falando ambiente corporativo, rapaz. Eu como jornalista, por muito tempo eu trabalhei em algumas emissoras em que eu não podia expressar não tinha nenhum tipo de emoção, mesmo quando a coisa era emocionante.
Sofre com isso, né, de ter essa neutralidade da coisa.
Então eu tô te falando assim, essa seriedade que é exigida em muitos ambientes não é só no corporativo, não. Tem N áreas, né? É como um médico. Nossa, o médico que sorri— outro dia uma jornalista amiga minha ouviu do chefe: você precisa ser menos solar. Não, você precisa ser menos solar. Que que ela quer? Que que esse chefe quer dizer com ela? Tipo, Tipo, menos. Então às vezes o bom humor—
feedback difícil de receber, né?
Então o que eu quero dizer é que o bom humor é mal visto em alguns lugares.
Sim. E aí? Mas eu acho que a comédia é mal vista em muitos lugares, não só o bom humor.
Só lembrando, atenção, falta de saúde mental. Quanto mais você entende que o mundo tá contra você ou que você não pode ver graça Nas situações, menos saúde mental.
Eu sempre dou essa militadinha no final do show assim de: galera, a gente pode rir aqui de algumas coisas que vocês passam no dia a dia de vocês. Espero que ninguém tenha achado ruim nada que eu falei. Minha intenção era só divertir vocês. E assim, consuma um pouco mais de comédia na vida. Teve um dia estressante? Vai na Netflix, assiste um especial de comédia. Sempre tem uma série boa de comédia te acompanhando assim, sabe? The Office é a melhor de todas da história. É, The Office é perfeita. The Office é comédia impecável. É que The Office tem um tipo de humor que não é 100% das pessoas que gosta, porque ele é muito sarcástico, muito, é muito, às vezes você, principalmente a galera do mundo corporativo, porque ele é um deboche sobre o ambiente de trabalho. Então tem gente que está no ambiente tão tóxico, tão quadrado, tão ruim que assiste The Office sem o distanciamento que você precisa para achar aquilo engraçado. Parece que filmaram o teu escritório, e aí você vai achar meio, você vai ficar meio puto. Mas se você conseguir se distanciar um pouquinho daquilo, entender que aquilo é um roteiro criado por um roteirista com a intenção de fazer você dar risada e tal, dá uma distância, você vai conseguir rir com certeza, porque é perfeito. Mas tem várias coisas muito boas de comédia assim para ser assistido, mas que seja um vídeo do Porta dos Fundos, que seja um vídeo de Instagram do seu comediante que você se refere. Tem um comediante que você gosta? A gente que odeia, gente que fala: 'Ai, não gosto muito de stand-up.' Cara, tem que— eu conheço, deve ter uns 1500 comediantes atuando assim, postando vídeo toda hora. Não é possível que você não vai gostar de nenhum. Você não gosta? Não é que você não gosta de stand-up, você não gosta dos vídeos que você viu de stand-up até agora. Vai ter algum comediante que vai falar alguma coisa que você vai achar engraçado. Tem essa pessoa. Siga perfis de coisas engraçadas para você poder rir um pouco mais, para você se divertir um pouco mais. Então você Concordo plenamente com você disso, mas ao mesmo tempo eu acho que tem muita gente que não gosta mesmo, não entende a piada como desrespeito, uma ofensa, como uma chacota, como qualquer coisa do tipo. Tem qualquer fato que acontece no mundo, uma guerra, tem o nascimento de uma pessoa, tem qualquer coisa relevante que acontece no mundo, O cantor faz uma música sobre aquilo, o pintor pinta um quadro sobre aquilo, o comediante fazer uma piada sobre aquilo, ele jamais ele tá trazendo aquele tema para a arte dele, ele tá desrespeitando aquilo. Então, sabe, tipo, é uma coisa meio, a galera tem uma outra leitura disso, entendeu? Então eu entendo que tem muito lugar, mundo corporativo, muitos chefes com as cabeças mais fechadas e acham que vai perder a credibilidade. Imagina, quer perder o respeito completamente, alguém ficar de palhaçada aqui com a gente, não sei o quê, sabe? Pejorativo, entendeu?
Hoje você é um comediante profissional?
É, eu só faço isso da vida, né? Emito minhas notas. Profissional no sentido de profissão, sim. É isso.
Entendo que justamente essa falta de querer olhar para o lado do humor, da leveza, da possibilidade de ver de um outro ângulo— olha só, possibilidade de ver por um outro esse ângulo faz com que também exista muito preconceito em torno dos comediantes. E se você já assistiu alguma coisa que não bateu bem, tá tudo bem, mas não generalize.
Sim, o comediante quando faz uma piada, quando faz um vídeo, é uma tentativa dele de fazer um grupo de pessoas darem risada. Se você não concorda com o que ele tá falando, se você não acha graça no que ele tá fazendo, Você não é o grupo de pessoas que ele tentou atingir, que ele quis que desse risada dessa piada dele. Então não ache que é você quem diz o que é engraçado e o que não é engraçado, porque tem gente que acha uma pessoa caindo na rua engraçado, tem gente que fica com dó e vai ajudar. São duas pessoas diferentes que têm gatilhos diferentes nas mentes delas. E tem gente que tem crise de riso em velório, tem gente que A comédia é um, é uma, tipo, um negócio que você não controla assim, o que você ri, o que você vai rir. Então você vai ter coisas que você vai consumir, vai achar super engraçado, vai ter coisas que você não vai ver graça nenhuma. Tem gente que adora piada de quinta série, tem gente que acha babaca, tem gente que acha coisa de tiozão. Então assim, não é você que diz o que é engraçado, que não é engraçado. Você diz: eu não achei graça nisso, unfollow nesse comediante e segue a tua vida.
E segue o baile.
Exatamente. Deixa a pessoa lá fazendo o trabalho dela, só isso.
Agora entendi porque que o Murilo conectou com você. Você é inteligente demais.
Você achou? Eu disfarço bem.
Disfarça bem. Mas é assim, Bruno, você é, você faz, porque, por exemplo, qual é a sua característica mais positiva? Vamos lá.
Comunicação.
Pronto, eu sou comunicadora. A minha característica positiva é conectar. Então eu tô conectando o tempo inteiro, sim, sim, sim, o tempo inteiro eu tô conectando pessoas, coisas, histórias.
Nossa, também consigo fazer isso bem.
E você fica nesse modo operante o tempo inteiro?
100%. Às vezes minha esposa, que às vezes me entra em várias enrascadas, total. Eu fiz um negócio lá que era para fazer só porque eu achei que ia ser legal, me deu um trabalho depois. Pessoa falando comigo porque queria que eu conectasse de novo a outra pessoa com não sei quem, sabe? Mas eu não paro, não consigo, não tem como. Eu já me aceitei assim, beleza. Mas quando eu digo comunicação, é por isso. Depois que eu comecei a ir muito para o lado dos eventos corporativos, eu atuo como mediador de conteúdo, mestre de cerimônias, como mediador de bate-papo, de debate, de coisa, como uma pessoa que vai lá durante um evento de várias horas e dá aquela meia hora de diversão para aquele evento, como uma pessoa que às vezes abre mão de fazer piada porque aquele momento, quando eu tô apresentando o evento, é um momento para deixar mais calmo, para tipo baixar euforia, porque vai acontecer alguma coisa. Então eu já entro num outro. Então tem um pouco dessa que você falou, de meio que uma sensibilidade ao ambiente assim, ao que tá pedindo. E sempre trazendo assim, me comunicando de alguma forma, fazendo um vídeo, fazendo um show, falando aqui contigo. Eu trabalho falando, comunicando, jogando as ideias na mesa. É meio isso assim.
Excelente, excelente. Adorei te conhecer pessoalmente. Para continuar então te acompanhando, YouTube.
YouTube tem meu especial de comédia completo, uma hora e pouquinho de stand-up, gratuito. Ah, juro, sério? Vai lá assistir.
Tudo de graça, porque que eu vou te contratar?
É, na verdade assim, eu até queria que fosse pago, né? Netflix pagasse alguma coisa.
Alô, Netflix, tá perdendo tempo.
Não chegou a rolar, mas ainda não, Bruno. É, mas, mas a ideia do especial, vários comediantes fazem isso também de jogar no YouTube porque alcança mais pessoas e no fim tem mais gente para pagar seu ingresso, te contratar mais. Então vai ganhando dinheiro ao longo da vida aí, sei lá como, uma hora uma hora vai chegar. Mas é mais pessoas terem contato com a parada, eu acho que é interessante. TikTok eu tenho, obrigado, nem abro assim, não consumo muito, mas tá lá meu perfil lá. Eu não sou muito dessa rede, eu sou mais do Instagram.
Mentira, você tem mais o TikTok do que o Instagram?
Exato.
Aham, viu? Fez piada, dá, pronto.
Por isso que eu tenho lá. Então é tudo o Bruno Romano e nem Acho, ô Bruno, eu queria só botar Bruno Romano mesmo, aí já tinha Bruno Romano.
É igual eu, Isabela Camargo real. Você acha que eu botei real porque sou da realeza?
É real porque é real.
Então olha só, o Bruno, ah, e você não tá em nenhum teatro em cartaz?
Ainda não, estarei no segundo semestre com, porque aí é como eu desovei esse show agora, o Sincero Demais Pra Ter Emprego. Eu fiz a turnê dele no Brasil inteiro.
Gente, faz turnê, é, parece umas coisas que eu tô lotando estádios, né?
Mas era Comédia Club, pequenininho, mas era uma tour. E aí fiz lá, e agora vou entrar em cartaz para escrever meu próximo show. Legal, que eu não sei ainda exatamente o que que vai ser, mas tem umas ideias aí. Tem que ir testando isso hoje para você ir lá ver.
Eu tenho alguns elementos para contribuir com seu repertório.
Eu mais gosto. Menino, bora!
Então agora nós vamos continuar aqui o podcast em off, tá?
Vou encerrar essas coisas impublicáveis desse podcast.
Ei, Isabela, vou fazer uma collab.
Bora! Eu tô nesse momento de gravar com a galera também.
Gente, acho que eu tô precisando ir para sua, né?
Porque não postar no teu também uns vídeos de humor no meio dos vídeos de conteúdo? Sai jogando!
Demorou, fechado. Obrigada. Eu espero muito que você tenha compreendido essa mensagem, que você esteja aberto, aberta a olhar as situações com outros ângulos e E perceber, além de se perceber, que sim, é possível falar de coisas sérias com uma maneira mais leve, trazendo leveza, trazendo alegria. Porque afinal de contas, né, nós estamos aqui para ser feliz.
É isso.
Que música que a gente poderia falar para encerrar?
Felicidade é estar na sua companhia, seu Jorge. Quero ficar contigo todo dia. Seu Jorge tem aquela música que envelheceu mal, né, que ele fala da amiga, da mulher. Essa música ficou ruim, né? Se fosse Mulher Feia, tava tudo certo, mas gata é foda, né? Em cima de mim, você é gata, aí me quebra. É muito ruim, né, o cara assumir isso na música.
Um beijo, olha só, Ó, sensa—
gente, uma salva de palmas!
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