Seja potência!

Isabela entrevista Dani Junco, CEO da B2Mami e mãe do Lucas, sobre maternidade e retorno ao trabalho. Elas discutem vieses que mães enfrentam na carreira, saúde mental pós-parto e como a B2Mami capacita mulheres empreendedoras.
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Olá, olá, muito boa noite, seja bem-vindo, bem-vinda. Segunda-feira, 24 de maio, 19h03, e eu tenho o privilégio de começar mais uma entrevista hoje com a Dani Junco. Eu vou deixar aqui o título dessa nossa conversa como Seja Potência, porque ela não é só para mães, ela não é só para mulheres que estão pensando em engravidar, não, ela Serve para todos que querem se desenvolver pessoalmente, empreender. Então nós precisamos de repente de alguma orientação para descobrir a potência que há em nós. E eu conheci a minha entrevistada numa live para grande gente. Eu fiquei impressionada com a energia dela, com a experiência dela, com a força que ela trouxe com a maternidade e com tudo que ela falou, porque eu não vi em livro nenhum uma autenticidade genuína. E aí, claro que eu tive que insistir, não é, para a gente fazer uma, uma live aqui no meu canal para compartilhar com vocês esse conteúdo que para mim é muito essencial para as mulheres que, assim como eu, sempre trabalharam muito e que são, quando surpreendidas pela maternidade, por um universo que se abre. Mas é mais um que se abre. Nenhum precisa ser fechado. Então, a potência que eu quero propor nessa noite, a partir da Dani Junco, ela vai então explicar pra gente. Dani, se você já pediu, eu não tô te vendo, mas eu vou te procurar aqui. A Dani Junco, gente, ela é— deixa eu só colocar aqui certinho. Aqui, agora sim. Ela é mãe do Lucas e CEO da B2Mami, então tem muita experiência para compartilhar conosco sobre— Oiê, tudo bem? Sobre a potência que há em nós, não é, Dani? Boa noite, boa noite!
Tô feliz de estar aqui mostrar de novo, toda organizada, e eu tô aqui, ó, no caos da nação.
Vamos embora! Não se preocupe, não. Eu tenho certeza que essa nossa conversa vai ser muito, muito especial, né? E quero te agradecer pelo seu tempo, que eu sei que é raríssimo, para a gente poder compartilhar e aproveitar essa nossa próxima hora com quem tá aqui conosco. Dani, para quem não conhece a Bitumami, para quem não conhece você, como eu também não conhecia, conta pra nós um pouquinho como é que nasceu a mãe do Lucas, como é que nasceu a Dani Jungkook Seoda de Tifany.
Eu costumo dizer que o Lucas me deu à luz, né, o Lucas me submergiu, sabe. Eu acredito que muito antes da maternidade eu olhava o mundo e como ele se organizava de uma maneira simplista, né. Depois você vai perceber, daqui a pouquinho tá chegando sua hora aí. De uma maneira simplista, né? Porque eu ia trabalhar, eu ganhava dinheiro e gastava o dinheiro para comprar as coisas, adquiria, ia trabalhar e ganhava mais dinheiro. E para mim era essa roda que bastava, né? E eu sempre olhei as mulheres também, acho que por conta da estrutura que a gente estava vivendo, e eu trabalhava na área de vendas, eu trabalhava nas empresas gigantes multinacionais, eu também me organizava de um jeito muito masculino na hora de tomar decisão, de liderar as equipes ou de participar de coisas. A maternidade me reconectou com o meu feminino também, com o que era importante como mulher. E não só como mulher só eu, né, como mulher toda aldeia que tava conectada. Então tudo isso para dizer que a Bitu Mami nasceu de um chamado que meu filho fez ainda na minha barriga, de uma noite lá no 7º mês, 7º, 8º mês, eu tive uma epifania assim, né, e eu senti que ele me fez uma pergunta Que não sei se você sentiu essa pergunta, mas você deve ter sentido que alguma coisa aconteceu, que é: "Mãe, por que que você trabalha?" E aí essa pergunta ficou reverberando em mim. Cara, por que que eu trabalho? Por que que eu trabalho? Porque o que ele queria dizer, na verdade, depois se confirmou, era: "O que que é tão incrível, importante, relevante para você que você vai me deixar para ir trabalhar?" Então, porque eu vou chegar E aí quando eu chegar as coisas vão ser diferentes e você vai ter que tomar decisões entre ir e ficar, muitas vezes. Como é que você vai fazer essa opção? E aí, Isai, eu coloquei na internet assim: "Gente, tá doendo demais em mim pensar como eu vou equilibrar a maternidade e a vida profissional, eu queria saber se dói mais alguém." Eu queria tomar um café porque eu não tenho amigas mães e os grupos de Facebook não me... Porque ou eles estavam falando só de maternidade ou eles estavam falando só de carreiras inabaláveis. E eu sabia que eu não ia nem atuar num lugar nem no outro. E aí eu falei: "Vamos tomar um café?" Eu esperava você lá pra tomar um café, eu e você, mais duas pessoas. E vieram 80 mulheres nesse dia, lá em 2015.
Então a Bitfarm me... Que história!
É, e aí eu perguntei: "O que que tá acontecendo?" Tá acontecendo a mesma coisa, a gente está sofrendo uma transição de carreira. Então a primeira coisa que eu acho que a Bitfarm faz é entender essa trilha da transição de carreira Que o grande objetivo é que elas sejam líderes livres economicamente para tomar decisões conscientes sobre si e sobre sua família, né? Então é bem desse lugar que parte a Bitumami. E aí, para, vou tocar com você aí, mas a gente é uma empresa de educação muito focada em dar skills de tecnologia, de inovação, de liderança, para que as mulheres consigam performar e ganhar sua grana e liderar sua vida, né? E ser quem tem que ser.
Era lá que agora, antes de continuar, quero te fazer várias perguntas dentro dessa resposta que você já deu para nós. Quando você fala na trilha da transição de carreira, porque mesmo a mulher não mudando de emprego, você vê a maternidade como uma transição?
Eu tenho certeza. E assim, o que me dá isso são os números. Vou te dar alguns números. Por exemplo, a FGV saiu uma pesquisa de 48% das mulheres não retornam para o mesmo trabalho que estavam depois da licença-maternidade. Então, mais da metade delas, na verdade. Com certeza esse número tem um viés aí, mas eu tenho certeza absoluta que muito mais da metade não retorna. Aí existem 3 movimentos compilados, por assim dizer, né? O primeiro movimento compilado é a demissão mesmo, sumária. Então logo a mulher retornando ao mercado de trabalho— não sei quem tá assistindo a gente se foi demitido ou não no mercado de trabalho, mas tem isso. Você retorna— uma colega sua de profissão inclusive postou no LinkedIn esses dias, né?
Marcela Mesquita trabalhava numa emissora da Globo e ela retornou, Dani, eu pensei muito em você, é para a gente tratar sobre isso. Ela retornou depois do Dia das Mães, né, na segunda-feira, e ela foi dispensada. A gente sabe que qualquer momento a gente pode ser dispensado, claro, é estranho, né?
Bom, só que foi E foi por causa disso, tá? Não tem outra janela de coisa. Ela tá tantos anos na empresa, que era o caso, né? Então, um monte de gente me marcou, eu falei: "Cara, ainda quero bater um papo com ela um dia para ver se eu posso ajudar em alguma coisa." Porque essa fase é muito confusa, né? Por mais que a gente seja forte, né, essa fase ela é uma fase de preterimento em relação à coisa mais importante da nossa vida, né? Então você se sente preterida colocada de lado, na geladeira, demitida ou fora do jogo por amar algo que é uma das coisas mais relevantes da sua vida. É muito difícil para nós, né? É muito incompreensível, quase.
Mas, Dani, por que que você acha que isso acontece? Porque pelo que eu ouço das mulheres, a própria querida Junqueira, que é a CEO do Nubank, ela tá no livro dá um tempo, ela falou para mim: Isabela, se que é focado, eficiente, é a mulher que acaba de se tornar mãe, que ela fica muito mais focada, né, e tudo mais. Queria compartilhar dessa ideia, mas então assim, se a mulher ela fica mais focada, mais produtiva, mesmo sendo mãe, por que que as empresas demitem?
É um viés, é um viés de percepção, porque teoricamente na cabeça de todas essas grandes empresas, as coisas que trabalha, quando uma mãe vira mãe Primeiro que só quem tem que cuidar dela, da criança, é a mulher. Primeiro tem um primeiro viés que isso fisiologicamente não se explica, né? Você minimamente tem que amamentar. Qualquer outra atividade senão essa pode ser feita por um homem, qualquer uma. "Ah, mas eles sabem." "Ah, mas eles podem." Nasce uma criança, nasce uma mãe, não tem essa. Fora o peito na boca da criança, o resto qualquer atividade. Ir no médico, marcar o plano de saúde, ir na... Tirar cocô, dar banho, qualquer uma, qualquer ser que aprenda isso pode fazer. Isso não é de gênero, não existe isso, esqueçam. "Ah, mas os homens são mais cuidadosos." Não são, contaram isso pra gente, tá? E a gente vai deixando as coisas se acumularem, tá? Ah, não, tá? Então assim, tem um artigo que mostra que as mulheres são multitarefas. Não somos, fisiologicamente isso não existe. Ok, contar essa outra mentira aí, aí a gente ficou mais sobrecarregada ainda do que a gente é. Não só, mas a gente faz meia-boca tudo.
Você alterna a atenção rapidamente entre uma atividade e outra, mas duas coisas ao mesmo tempo, impossível.
Tá no seu livro isso, inclusive. Eu li lá um pedaço, né, que fala justamente sobre isso, sobre não dá para fazer as duas coisas. Isso mentiram para nós, a gente acreditou. Então isso é muito, muito importante. Então, por isso, então, primeiro motivo é uma demissão, por viés mesmo de entender que Tem política pública, né, sobre licença-maternidade, tinha CLT, que é muito confusa, então tem coisas ruins aí acontecendo nesse caminho. A segunda coisa que acontece em transição de carreira é porque na hora que ela faz a conta entre o salário que ela ganha e a rede de apoio que ela vai ter que montar para retornar depois dos 6 meses, a conta não fecha. Então ela ganha lá R$3.000 de salário, aí ela não tem a família para cuidar, o marido também não vai cuidar, não tem marido, São 14 milhões de mães solo no país, né? A gente chegar nesse lugar também. Então, ok, não desiste, não tem identidade, simplesmente essa pessoa não existe, certo? Então essa pessoa não existe. Então se essa pessoa não existe, eu tenho que pagar, tem uma rede de apoio paga, concorda? E aí, como é que eu faço com essa rede de apoio? Aí eu faço a conta. Ah, tá bom, então vou deixar na escola meio período, na creche meio período, paga, porque não tem creche na minha cidade. Você acredita, Isabela, outra coisa, tem 70% das cidades do Brasil não tem creche para todas as crianças que tem na cidade.
Acredito, Dani, porque metade da população não tem privada para ir no banheiro.
Pois é, então por aí você já tá, né? Então tem muito desse lugar aí. Então nesse movimento, na hora que ela faz a conta, ela fala: cara, é melhor eu sair, porque eu ir e voltar, deslocar, comer e colocar na minha escola, colocar um período integral de escola, essa conta não vai fechar. É melhor eu ficar com meu filho, porque, né? Então aí ela começa a empreender se ela não tivesse a rede de apoio por necessidade, que a gente chama. Porque ela queria voltar. Ela não volta porque essa conta não fecha, porque ela precisa de flexibilidade, e ela fala: "Cara, vou fazer o seguinte, vou embolar um brigadeiro aqui, porque a conta de eu ficar em casa versus eu ir versus a rede de apoio, se eu faturar R$2.000 de brigadeiro, tá faturado. R$1.000, a conta continua sendo a mesma e assim eu tô em casa com meu filho, então vou ficar." Então esse segundo grande movimento de transição de carreira que as mulheres passam a fazer.
Então são dois perfis esse número que você falou da GV?
Vai ter um terceiro agora.
Esse número da GV são dois perfis: um, aquela que tem rede de apoio, tem condições de pagar uma pessoa para cuidar depois da licença-maternidade, mas a empresa demite independentemente se mostrou mais ou menos produtividade por conta desse viés.
Nesse bolo aí que você falou tem as duas pessoas, tá ferrada, e aqui tem grana. Então tá tudo bom, meu amor.
Exato. E aquela que a conta aí não fecha, e aí vai ter que realmente, tá? Oi, e qual é o terceiro?
Ah, tem uma terceira. Vou te dar a terceira. A terceira é boa, vai. A terceira é mais legal. A terceira é: ela tem um dinheiro guardado Ela tem rede de apoio e ela tem uma ideia para empreender. Ela fala: "Cara, isso aqui eu queria fazer." E aí, como a maternidade é muito produtividade, você se organiza muito, empreender vem muito, é muito potente, né? Porque me disseram um dia assim: "Ai, Dani, a mãe quando ela vira mãe, ela não se encaixa mais nos meios do corporativo, né?" Eu falei: "Não é que ela não se encaixa mais, não é um quadrado num triângulo." ela não cabe mais. A gente se expandiu, a gente tá maior, a gente fez um cérebro, meu camarada.
Exato.
Tá entendendo? Pô, né, tô criando o próximo. Essa pessoa não existia no mundo, ela passa a existir. Isso é muito poderoso, concorda? Não tinha, não tinha. Como é o nome dessa filha mesmo? Angelina, pensa assim, Angelina não tava lá, concorda? Ela não tava aí, apareceu Angelina, né? E aí as mães que não são, que não tiveram seus filhos e adotaram, por exemplo, olha que movimento difícil, que não tem nem nada que ampare na lei, entendeu? Então assim, ela tem que retomar a vida dela olhando para essa criança e esquecem disso. Ah, mas a criança já tem 6 anos, por que eu tenho que ter licença-maternidade? Porque tem uma criança nova chegando numa Oi? Travou, travou, voltou. Não tem ninguém olhando para essa mulher e para essa família, né? Os pais também não, os homens também não têm nenhum tipo de decência na hora que chega a paternidade que você adota, né? E aí tem a terceira pessoa, para fechar esse número da FGV, que aí sim é a mulher que se organizou financeiramente, a família tá lá, Tem rede de apoio e ela tem uma ideia para empreender. Ela fala: "Cara, sabe o que eu sempre pensei? Carrinho de bebê, um negócio que a gente usa pouco, entendeu? Eu tenho que viajar, não tenho. Será que não tem lugar para alugar carrinho de bebê?" Tô chutando, tá? E ela fala: "Eu queria ver se isso é possível fazer ou se não é possível fazer." E aí ela passa a buscar empreender não mais por necessidade, mas porque ela tem uma ideia que pode ganhar dinheiro, uma ideia de negócio que pode melhorar o mundo, enfim.
Planejamento, ela tem dinheiro, tem rede de apoio e tem uma ideia.
Exato, tem uma ideia que possa ser desenvolvida.
Mas aí se ela não tiver um procedimento, ela também, nada disso pode ser suficiente. Aí entra a B2Mami para poder organizar essa história, certo?
Muitas vezes a gente, as mulheres da nossa idade, né, tava vendo hoje os millennials, um artigo muito legal sobre os millennials geriátricos. Somos nós, que somos pessoas nascidas na década de 80, mas que pegaram a transição digital, né? Que a gente, nós somos os últimos, a última, eu tô escura para você agora ou só para mim?
Não, tá bem, tá bem.
Porque tá pouco a bateria aqui, ele tá escurecendo. Nós somos a última geração analógica do mundo, pensa nisso, nós aqui, última, né? Todo mundo que vê, as gerações que vieram depois de nós, todas elas são nativas digitais. Então a gente não sabe empreender nesse momento, a gente não sabe, a gente não tem o repertório necessário para treinar rápido, para errar barato, para usar tecnologia, para vender na internet, para ser digital, a gente não sabe. A gente pensa igual Ford, faz primeiro uma coisa, depois faz a segunda outra, depois não dá certo, depois faz um plano de um ano, aí vai pegar dinheiro daqui a um ano. E a gente não sabe fazer. E aí que é a hora que a gente entra, né? Como é que eu consigo ajudar elas a empreender nesse movimento digital, nesse momento?
Tá, no movimento digital. O Dani, antes de continuar, Os comentários aqui te atrapalham?
Não, se você quiser fechar pode fechar, mas do meu lado não.
É porque assim, às vezes entram aqui comentários interessantes e eu quero deixar aqui uma recomendação, estímulo para quem quiser enviar alguma pergunta na caixinha. Aproveita esse momento em que eu tô conversando com a Dani, que é CEO da B2Mami. Quantas mães você já orientou, Dani?
Contando presencial e digital, quase 30 mil mães. 30, por exemplo. Ela colocou aqui, ó, nasceu a Back to Basics, tá vendo ali, ó? Então eu falo assim, quando nasce uma mãe, nascem duas coisas. Nasce uma ativista, você vai se movimentar para algum lugar maior que si, sim, é um fato. E nasce uma empreendedora. Pode ser que ela já entra empreendedora e ela vai querer liderar movimentos dentro das corporações. Ou que ela tenha ideia dela própria. Mas nasceu back to basics, isso é a cara da maternidade.
Show! A Sandra Garcia TV é uma querida amiga que trabalhamos juntas na TV, tá aqui, ela é uma empreendedora. Se você que tá aqui é empreendedora, escreve pra gente. A Mãe Star também, escreve pra gente. Quanto mais corações aqui na lateral, mais o Instagram entende que esse assunto é relevante. E como eu disse, esse assunto ele é. Para mulheres que têm filhos, para aquelas que querem ter, para aquelas que não têm. Ou seja, a gente tá falando sobre você pode ser se você se incluir na agenda. Dani, queria trazer aqui com você mais um ponto ainda da sua primeira fala para a gente poder continuar. Quando eu falo a potência que você pode ser quando você se inclui na agenda, porque eu acredito que muitas mulheres também, por falta de horizonte, vão abrindo mão de si e vão cuidando. Claro que a criança vai exigir cuidados 24 horas nos primeiros meses, mas depois a mulher ela precisa se reincluir, né, na agenda dela.
É, tem coisas muito relevantes. Sabe aquele negócio da máscara de oxigênio cair da mão e você tem que pôr primeiro em você para depois pôr no outro, né? A minha mãe, ela fala que as redes sociais e a tecnologia tiraram uma coisa muito importante da maternidade, que é o instinto. Que é o quê? Que é o instinto, ela fala. Cara, vocês ficam lendo esse monte de negócio? Os filhos vieram depois, eles têm que se adequar ao que a família é.' Aí ela falou uma coisa bonita assim, que ela é evangélica, ela fala: 'E outra coisa, filha, ele que te escolheu, você é a mãe dele, vai dar tudo certo.' É, sabe assim, ela escolheu, vai dar tudo certo, se organiza. E é poderoso pensar nisso, né?
Agora, você falou mais cedo, né, que você quando estava grávida, você, né, o Lucas de alguma maneira se comunicou contigo, né? Ou seja, mãe, por que que você trabalha? O que que você faz de fãs? E aí você disse que desde começou a perceber que você tomava decisões de um jeito masculino e começou a tomar de um jeito feminino. Você pode me dar um exemplo disso?
Claro. A gente chama de nova economia, que essa economia que a gente tá vivendo agora, que a economia do compartilhamento, que você entra num carro de um estranho, que você não fazia isso na velha economia, certo? Que você dorme no apartamento de uma pessoa que te deixou a chave na portaria, que isso não acontecia na velha economia. Que você compartilha uma bicicleta, que não acontecia na velha economia. Então, a nova economia, ela é muito passada pela confiança, tá? E confiar é esperar que o outro vá fazer a parte dele na hora certa.
Perfeito.
Confiança é esperança. E para que você consiga confiar, você precisa criar uma comunidade. Você precisa se organizar em grupos. E não tem nada mais feminino que se organizar em grupos, que compartilhar coisas, que cocriar, que colaborar. Não é fisiológico a briga, a luta. A gente tem o poder da retórica, a gente tem o poder da maternidade, de maternar, de cuidar, de entender, De olhar para esse lugar do outro, do timing, da empatia. Então a nova economia é feminina, não é homem, mulher, gênero. Ela só é calcada no processo de confiança e de entendimento. Então quando eu falo que eu deixei de tomar decisões masculinas e tive mais femininas, tem um livro muito legal que chama Dar e Receber. Ele é um livro que ele fala que tem 3 tipos de pessoas no mundo. Tudo bem que eu não gosto muito de coisa que coloca a gente em caixinha, mas ajuda a pensar, ajuda a organizar as ideias, tá? As pessoas são cíclicas, né? Mas vamos lá. E aí ele separa em 3 tipos de pessoa que eu adoro: as takers, as givers e as matchers, ok? E aí os doadores, tomadores, né, e os compensadores. Como é que ele classifica essas três pessoas? O que tem a ver isso com feminino? Os takers acordam todos os dias pensando assim: "O que você, Isa, pode fazer por mim hoje?" Quando eu estou numa mesa com alguém, negociando com alguém, falando com alguém, ele fica o tempo inteiro, ele pode usar outro discurso, mas ali ele tá: "O que será que eu posso tirar daqui para mim? O que pode ser melhor para mim? Como vai ser melhor para mim a negociação?" pro meu contrato, pro meu jeito de pensar.
Pro meu umbigo.
Pro meu umbigo, ok? Eu posso fingir que eu tô ali interagindo, mas não tô. No fim do dia eu estou pensando o que pode ser melhor pra mim. Os compensadores ou os matchers, eles querem olho por olho, dente por dente. Tá bom, então faz o seguinte: se você vai me dar isso aqui, eu acho que isso aqui é um valor de volta. Então a gente tenta ficar o tempo inteiro compensando as nossas entregas, tá? Os givers, eles não pensam muito nenhuma coisa, ele tá sempre pensando: o que eu posso fazer por você? 'Como é que eu posso te ajudar hoje?' De uma maneira irrestrita. Ele não tá pensando: 'Eu vou ajudar a Isabela porque ela é jornalista, aí ela vai me conectar.' Eu não tô pensando em nada, nem vou te perguntar nada. Eu simplesmente faço. Mas aí vem a grande sacada do feminino. E o feminino tá muito nesse lugar, né? A gente vai lá, se ajuda, tal. Só que aí, no livro, ele fala que existem dois tipos de givers. E aí que ele pega um grupo de pessoas, homens e mulheres, de vendas, e aí faz um experimento. E ele pergunta assim, de vendas: "Aí eu vou te perguntar para vocês, quem teve a melhor entrega, a melhor venda, a melhor efetividade de entrega? Os givers, os takers e os matchers. Quem você acha que teve o melhor resultado?" Os givers. Os givers. E quem teve o pior resultado?
Os takers. Os givers.
Os givers também. O mais legal é que mostraram dois tipos de givers.
Ah, tá.
O giver de base de pirâmide e o giver de topo de pirâmide. O de base de pirâmide é aquela pessoa que ela precisa entregar uma coisa e a pessoa fala: "Você pode trocar o telhado pra mim?" Não tem nada a ver com o que ele tá fazendo, ele vai parar e não vai entregar. Tem essa pessoa que ela é totalmente focada e tem, né? Alguém deve estar se reconhecendo aí. Luz de ponta de pirâmide são essa pessoa que minimamente elas vão doar, mas minimamente tem a ver com o trabalho que elas estão fazendo, tá conectado a uma comunidade que ela tem que doar mesmo, minimamente tem um raciocínio mínimo lógico, tá? Então quando eu falo que eu mudei do feminino para masculino, e o livro Aliança Chakra te mostra muito isso, é quando eu consigo organizar minha cabeça na hora de entregar, o tempo inteiro olhando para essa empatia. E não é O Obama, ele é extremamente feminino. Não tem nada a ver com sexo isso, nem com gênero. Tem a ver com forma de lidar e compartilhar as coisas e fazer as coisas, tá? E eu me conectei de novo com essa fase de falar: "Uau, eu achava as mulheres muito frágeis." Sabe? Falava: "Mulher demais..." Aqui tá todos os Vs. "Mulher demais só vai ter fofoca, mulher demais só vai ter problema, muito frágil, qualquer coisinha eu vou chorar." "Não vamos conseguir bater as metas só com mulheres." Eu tinha esse lugar horroroso, horroroso, que me colocaram na cabeça e eu competia nesse lugar duro, sabe? A maternidade me salvou.
Só um segundo, Dani. Eu queria só fazer aqui uma coisa para poder ter um pouco mais de— Pronto, agora sim. Você queria entregar com mais empatia nesse ambiente que era muito masculino, mas você também alimentava esse sistema de crença de feminino vai ser assim ou assado. E como é que você fez então para se colocar de forma diferente para ter resultado diferente?
Eu resolvi ouvir de maneira aberta e vulnerável. Ouvi, sabe? Primeiro eu fiz um resgate na minha vida, assim, e eu percebi que todas as vezes que eu tive um desafio muito grande Foi uma mulher que me ajudou. 100% das vezes. Eu olhei e falei: "Uau, essa mulher que me trouxe nesse trabalho aqui, essa chefe que me deu a mão aqui, minha mãe que me ajudou aqui, minha família, minha irmã." E eu percebi que o feminino perto de mim era tão poderoso e sempre ele tava presente. E eu não tava entendendo, eu tava onde que eu tava. E pareceu um resgate de falar: "Cara, agora é minha vez, eu sou tão feliz, tão abençoada, agora é minha vez." de entregar, sabe, de devolver. Porque olha isso, onde eu tava?
Esse mundo também foi meu filho, assim, foi o Lucas aceitar e tudo que veio com ela.
Porque eu falei, primeiro que eu não posso sozinha, segundo, tá na hora de pedir ajuda, tá na hora de ser vulnerável. Só maternidade me trouxe isso, só, tipo, um tapa na cara, sabe.
E eu não amei o Lucas de cara não, viu, Isabela, tipo assim, Ai, mãe, você acha que essa sensação veio de você ter que abrir mão do que você fazia?
Ah, eu não tenho dúvida nenhuma, eu culpava, né? É óbvio, tinha uma continha ali que na minha cabeça eu tava entregando para aquilo que eu tava vivendo, muito. Agora eu consigo enxergar, né? Mas sim, cara, não era mais eu, meu corpo disforme, eu não me reconhecia. O casamento, né, os homens não entendem direito. Sexo atrapalhado, ou a empresa atrapalhada sem mim. Eu já empreendia, todo mundo. E aí aquela criança lá sem me entregar nada também, concorda? Porque ele não te olha no começo, ele não ri para você, ele não segura sua mão, ele não te ama também, ele quer mamar. E aí ficava aquele ser unilateral sugando absolutamente tudo que eu tinha, me desconstruindo inteira. Cara, é um processo tanto que as mulheres, cara, 80% das mulheres ou passam pelo baby blues ou passam por uma depressão pós-parto.
Sim, sim. Ah, eu quero entrar contigo inclusive numa outra informação que você trouxe, já que você tocou agora aqui nesse blues, né, que chama baby blues. 2 ou 3 semanas depois, outro dia eu entrevistei um médico, ele me disse que assim, Essa é uma fase normal de melancolia em que seu corpo passou 9 meses se preparando, e aí você, ou seja, expeliu aquilo que o corpo passou 9 meses preparando. Então vão ter 2 ou 3 semanas mais melancólicas, e depois disso, dependendo de como você lidar com essas semanas, pode vir a depressão pós-parto. Então não é assim: pariu, depressão. Não, você vai Todo mundo vai passar por essas semanas melancólicas, umas um pouco mais intensas e outras menos, uma com mais, outra menos intensidade. E a história da depressão, Dani, isso é um assunto tão polêmico porque eu tive que entrar com antidepressivo nos primeiros meses da minha gestação. Sou saudável, tenho 40 anos, eu quero, meu marido quer, tá tudo certo. Mas a depressão é um processo químico e que não começou então você pode desencadear. Quero já deixar claro isso para quem está nos ouvindo, porque se conhece alguém que está com comportamentos frequentes, né, não é um fim de semana, não é um mês, não, e é um diagnóstico clínico. Minha psicóloga, minha psiquiatra, Daniela, falou assim: Isa, o bebê sente o que a mãe sente. Se existe uma medicação que a mãe toma e que o bebê não é prejudicado, Por que é que você vai ficar nesse sofrimento, né, correndo risco de prejudicar bebê? Aí sim. Então quero só trazer aqui, quando a gente fala de depressão ou de sentimentos verdadeiros, né, como você falou agora, tanto na maternidade quanto no pós-parto, isso é muito normal. É que a verdade ela incomoda, mas isso é muito normal. E assim, Feliz da mulher que deixa de pensar no que os outros vão pensar e busca a sua cura.
Porque no final do dia, meninas, vou falar uma frase agora para vocês. No final do dia, ó, ninguém se importa, ok? No final do dia, todo mundo vai para suas casas, verem as suas vidas. Elas só vão até você, jogam aquela opinião que não serve para nada, e no final ninguém se importa.
Exato, né?
Então você tem que sentar com essa família. Eu lembro de uma frase que me machucou demais, que foi: mas, Dani, você não queria tanto esse menino? O que que tá rolando?
Como é que é?
Você não queria tanto esse menino?
Então, isso que tá rolando?
Eu não tinha nem— eu não podia ficar triste.
Isso.
Eu não tinha. O que que eu fiz? Como toda boa mãe, fingi. "Está tudo ótimo, sabe?" E aí meu estado de melancolia inicial foi para uma depressão, claramente, porque eu realmente não tinha. Mas Dani, ah, sabe assim, era esse lugar de falar: "Uau, é normal." E muito vindo do meu marido, de pessoas muito próximas: "Peraí, Dani, você queria tanto esse menino e tal." Então assim, procurem ajuda, se abram, não finjam. Falem a verdade, porque sério, hoje a minha relação com o Lucas é de muito, ele é meu amigo assim, sabe? A gente criou uma relação de amizade, ele é meu brother, né? Ontem fui jantar com meu filho, vamos jantar comigo, mamãe? Vamos jantar, ele jantou, pediu. Então assim, e eu tomei algumas decisões depois dessa depressão, né? Principalmente em relação ao trabalho. É impressionante, a gente tá falando disso agora, né? Impressionante, você vai perceber isso. Como os homens não precisam pedir desculpa por estarem trabalhando demais. Eu até ganhei uma estrelinha por causa disso. Uau, tanto trabalho! A gente tem que pedir desculpa o tempo inteiro. Ai, desculpa que passei uma hora a mais. Ai, desculpa, fiquei aqui na live. Puts, o tempo inteiro pedindo desculpa por fazer o trabalho que a gente quer fazer.
É, não, isso é muito, muito polêmico, Dani. Você sabe que que a gente falou agora da demissão pós-retorno à maternidade. A gente tá falando sobre um julgamento, né, para a mulher que está se adaptando. Sim, senhor, né, sim, senhora. Imagina se a mulher parasse de trabalhar. Vamos imaginar o contexto. Então tá bom, então a mulher não tem direitos na maternidade. Então imagina que vai parar de trabalhar. Será que os homens vão conseguir fazer todos os trabalhos femininos? Ou outra coisa, imagina se a mulher decidir então não engravidar mais. Ah, então tá bom, então se eu engravidar coloca a minha competência sob júdice, se meu trabalho tá em risco, então tá bom, eu não vou engravidar. Ou seja, a gente vive num mundo novo, mas as ideias são muito conservadoras.
Como nossos pais. Assim, esse cenário que você pintou, ele economicamente é inviável, porque hoje a gente é metade da população do mundo, e falando de Brasil, são 69 milhões de mães. Ele é inviável se as mulheres pararem de trabalhar. Quer dizer, inviável não dá, Brasil quebra, já tá quebrado, né?
Mas se ferra mais ainda, mais ainda.
Mas aí, então assim, primeiro, não dá. Inviável. Segundo, que a gente tá falando de mundo, Né, vocês parar de beber, dá um mundo também viável. Eu assisti aquele, né, o The Handmaid's Tale. Eu assisti até a última temporada agora, a 4, já lançou, né? E ele chama O Conto da Aya, né? E ele conta exatamente esse cenário distópico que você acabou de montar, exatamente esse cenário aí, tá? É muito difícil assim. Você grávida, melhor não assistir. Ele é um cenário bem, bem pesado, distópico, que ele coloca esses dois lugares. As mulheres pararam de engravidar, estão inférteis, e elas não trabalham mais.
Nossa!
É, chama O Conto da Aya. Não assiste porque ele é— pra essa sua fase não é legal. Ele é duro, né? Mas ele descreve exatamente o que você acabou de falar. Exatamente. Acontece isso no mundo e aí coisas acontecem a partir daí. Né, então eu tenho o clube do livro, né, o Lê Com Ela, e esse segundo semestre agora, segunda, terceira edição, a gente vai fazer só de vídeos e filmes. A ideia é pegar pedaços desses filmes e trazer para discussão. E se o mundo tivesse assim, né? A gente mostra uma cena e aí discute. E foi exatamente o que você acabou de fazer.
Não, eu não assisti. Aline é a da Mãe aos 40, ela tem essa página maravilhosa. Aliás, se vocês não se conhecem, Vou conectar vocês. Ela falou que é punk, ficou muito mexida com a série. Bom, a gente tá falando de modelos insustentáveis, mas será que o jeito que a gente tá vivendo é sustentável? Até quando as mulheres conseguirão ficar caladas ou sofrendo as suas dores e sendo chamadas de frescas, ou terem que engolir ainda mais sofrimento, né? Porque já existe uma série de de adaptação e sofrimento. Mas eu quero dizer o seguinte, Dani, só essa história da depressão, porque eu vivi na maternidade, você tá dizendo que viveu pós-maternidade, e as mulheres elas sentem muita culpa. Mas eu quero dizer o seguinte: a mulher, quando ela fica grávida, a vida dela não para, não vive em estado pleno com a usininha aqui funcionando, né, e as células produzindo, né, se organizando um bebê. Não, ela tem que fazer tudo que ela já faz, mas essa mudança radical na vida. Então, para algumas, para algumas mulheres, geneticamente já há uma predisposição para depressão, e aí depende do ambiente, depende do seu repertório, do seu histórico, do que aconteceu. A depressão ela vai se instalar. Então não se culpem se importarem em buscar ajuda de um antidepressivo se você não está conseguindo, com as suas próprias forças e habilidades, dar conta de tudo.
E lembre-se: ninguém se importa. Faz o que tem que fazer, gente. Não tira assim.
A escritora Yara Fonseca, uma querida, tá aqui. Ela tá dizendo que nunca sentiu tanta culpa como quando o filho dela começou a dizer: "Não é fazer birra." Foi muito difícil para mim ver que educar era mais complicado do que eu imaginava. Nunca senti tanta culpa quando meu filho começou a fazer birra. Acho que entendi isso, Yara. Me corrija se eu estiver errada. Antes ela tinha falado aqui para usar bastante chá de alecrim, travesseiro de alecrim, que ela é poderosa para despertar a felicidade genuína. Sim, eu sou inclusive adepta de todos os recursos naturais, mas tem uma hora que só isso não adianta.
Ah, e também, na verdade, não tem fórmula mágica não. Minha mãe, eu escuto muito ela, ela fala: gente, o filho veio depois. Mãe feliz, filho feliz.
Exatamente, exatamente.
A gente não é maluca assim, né, depressiva, né, maluca, né? A gente não é nem depressiva nem psicopata, né? Porque tem as pessoas psicopatas no mundo, a gente não é, né? Porque isso realmente você tem que tratar de um outro lugar. Também não tá. Depressão é uma doença, tem que entender isso. É um estado fisiológico, é só entendendo, né? Putz, o que tá acontecendo agora? Chamando para consciência. E se alguém tiver drenando a sua energia e te questionando, te levando para esse lugar escuro, faz com que você faz com qualquer outro assunto. Exato, exato.
Ladrões de tempo. O Dani, a Yara diz assim, culpa quando o filho então começou a dizer não e a fazer birra. Eu vou tirar aqui um pouquinho dos comentários.
Eu não tô vendo mais, aí tá travado mesmo.
Só pergunta para a gente nesses últimos 20 minutos. Eu queria trazer com você um assunto que falamos da outra vez, fundamental para a gente trazer agora. Faz de conta que eu não sei a resposta, tá? Descobriu com a maternidade que você não viu em livro nenhum e que é fundamental para as mães começarem a pensar já?
Faça conta. A primeira coisa que você tem que pensar— Oi? A primeira coisa que você tem que pensar é na matemática. Você vai fazer conta. Você vai chamar todo mundo da sua casa, sentar todo mundo aqui e fazer uma reunião. De empresa. Vocês vão botar todos os salários na mesa, todos os custos, toda a rede de apoio que tem, que não tem, qualquer tipo de infraestrutura que tem que mudar. Você vai fazer isso. Você não vai pensar que cor vai ser o quarto, você não vai pensar nada disso. Quanto vai custar o plano de saúde? Quanto vai custar o parto? Quanto que vai custar a casa que a gente vai ter que mudar porque essa aqui não cabe, ou eu tenho que mudar para perto da minha família, Quanto que é o dinheiro? E se é autônomo? Eu sou CLT? Quem tá mais seguro? Na hora de que vier, é isso. Então, antes de qualquer— ai, que fofo! Eu tô falando das pessoas igual nós, né? Os milionários faz lá o que quiser. Quem não é milionário, não está nisso ainda, passa uns passos com o dinheiro. Quem não é milionário ainda tem que fazer conta. Então, a primeira coisa que você tem que fazer: engravidei, tá ótimo, chamar uma reunião de chegar na cúpula e falar: gente, tô grávida, precisamos fazer conta. Primeira coisa que não me falaram: planilha de Excel, finanças sem tabu, sabe? É a primeira coisa que tem que pensar. Dinheiro é liberdade para tomar decisão consciente. Decisão consciente se toma assim, ó. Com dinheiro se toma decisões mais conscientes, concorda? A gente não fica louca. Você fala: tá, mas como é que a gente tá de dinheiro, meu bem? Plano de saúde tá pago, não sei o que tá pago, você vai demorar tanto tempo, nosso plano de saúde paga aquele hospital X, o médico tá incluído, médico não tá incluído, aí eu vou ser uma parteira linda que eu quero, tá bom, então vamos fazer a parteira linda que você quer, aqui, ó, o dinheiro resolve, ó. Ai, mas eu não tenho rede de apoio, tá bom, a gente contrata uma babá primeiro período, primeiro período vai para creche, também é paga, aqui, R$5.000 por um lado, R$5.000 por outro, você vai resolvendo com dinheiro, concorda? Você vai Você vai resolvendo. Quando ele não existe, você toma qualquer outra decisão. Você começa: "E agora? Agora a gente..." Tudo fica no pânico. Então, a primeira coisa que uma mulher tem que saber fazer quando tá grávida é contar. Olha que legal, são dois tipos de conta: a financeira, vou até fazer um post depois disso, e depois com quem você vai contar. São duas, né? A conta e com quem você vai contar.
Com quem você vai contar. Perfeito. Quando você me falou isso, eu fiquei realmente impressionada, porque eu nunca estive tão envolvida com tantas informações e ao mesmo tempo tão perdida, justamente porque é muita gente falando muita coisa. E você foi a única que veio com essa verdade absolutamente incontestável. Ou seja, você falou: dinheiro é liberdade para tomar decisões. E a mulher, ela precisa tomar muita decisão, né? E quando você não tem a mínima ideia dos custos, você fica mais estressado. De novo, se a mãe tá bem, o bebê tá bem, se eu sou uma mãe estressada, criança, né?
Então, para essa decisão, cara, meu trabalho, que eu trabalho, trabalho abusivo, É um trabalho moralmente abusivo, ele já me destrói, mesmo sem eu ser mãe, só que eu tô ganhando um dinheiro lá. Só que se eu fizer conta e falar: cara, não, pera aí, vamos fazer conta, eu vou ter que sair de lá, eu não consigo continuar nesse lugar grávida, ou depois que eu voltar isso vai acabar com meu filho, para tomar decisões. Você não tem consciência da grana, você não toma essa decisão, você continua lá, você não consegue tomar essa decisão, é impossível.
Para tomar decisão, fazer conta para tomar decisão. O Dani, caminhando aqui já para uma pré-conclusão, é para mulher ser empreendedora, para ela procurar a Bitumami, para ela se conectar a você e entender que, como você fala, o mundo ele é digital, ou você aprende a lidar no digital, ou então você tá morta. Ela vai precisar pedir ajuda, porque senão ela não vai ter tempo. Como que você lidou com isso? Como você lida com isso no dia a dia, mesmo com o Lucas maiorzinho?
Tá, primeiro é parar de ver post motivador de que você pode tudo que você quiser. Você não pode.
Adoro!
Você não pode.
É ilusão.
Uma ilusão. A gente não tem, não estamos tão mais novas, não temos tanto dinheiro assim. Aí você vai começar a contabilizar, você tem que entender quais ativos você tem. "Ah, tá, eu tenho minha mãe", que é o meu caso, né? "Tenho minha mãe que pode me ajudar, o meu marido ele não pode ficar com o Lucas porque ele trabalha, mas ele contribuiu financeiramente até aqui, eu contribuo financeiramente até aqui". Então a primeira coisa que você tem que fazer: quais são os ativos que eu tenho? Então tá, se eu sair do trabalho e for empreender, eu vou empreender no quê? Essa é uma boa dica. "Ai, já sei, eu quero fazer o próximo Nubank, eu quero ter um banco". Ok, você entende tecnologia muito? "Não, não tem tempo, não dá para você ter um Nubank agora. Você não tem tempo, você não tem dinheiro, ninguém nessa casa tem dinheiro, você está grávida. Não dá. Você não pode tudo que você quiser, ok?" O que dá para fazer? Dá para procurar alguém que já tenha algo como você imagina e pedir para ser financeiro dessa empresa, começar a se conectar com ela, começar daí. Mais fácil. "Ah, já sei, vou abrir uma loja." Você sempre sonhou em ter roupa? 'Eu posso tudo que eu quiser.' 'Não pode.' Aí você vai abrir uma loja. Loja de quê? De roupa, tá.
Onde?
'Ah, na rua tal, porque minha tia tem uma portinha, e aí nessa rua aí ela não vai pagar aluguel.' 'Ó, que jeito tão legal de empreender.' Eu falo: 'Tá, que rua que é? Beleza, vamos lá olhar.' Eu não falo que não dá não, faço perguntas. Aí eu olho: 'Amor, quantas pessoas passam por aí por dia nessa rua?' "Não, ninguém, Dani, mas não tem aluguel, né?" Ok, mas tá, e quanto você imagina que você vai investir de marketing por mês para levar a venda virtual? "Não, não tem para investir." Então peraí, calma. Aí você começa a fazer várias perguntas. Então a primeira consciência que você tem que ter para empreender ou para tomar atenção consciente em qualquer coisa: o que que você tem hoje para começar agora? "Dani, eu sei fazer tal coisa." "Isso eu sei fazer, eu sei fazer isso, eu não preciso de muito investimento nisso porque eu tenho a forma e eu tenho aqui o granulado. Cara, aqui eu sei começar." Então, o que eu sei fazer, o que eu amo fazer. Se você conseguir conectar as duas coisas, é incrível.
Ah, sim.
São duas coisas diferentes. Eu amo cantar, mas não sei cantar, não adianta. Aí a terceira coisa: o que o mundo precisa. Cara, o mundo precisa de muita coisa. Não que o mundo precisa da cura do câncer, não, não precisa também, mas assim, não é algo que o mundo precisa.
Qual seria a solução que eu posso oferecer?
É, o que que você olha? Isso é um exercício bom. Você já acordou hoje, fez um monte de coisa. Deve ter alguma coisa que você falou: "Cara, isso aqui tinha que ser mais rápido." Coisa ruim, que atende muito ruim. Ou você fala: "Isso aqui tinha que ser mais barato, cara. Não é possível que todo mundo tem que pagar esse valor." Ou: "Isso aqui tem que ser melhor. Essa experiência tem que ser melhor." É esse lugar que você tem que atinar o olho. Falar: "Uau!" "É mesmo, cara, não achei esse lugar em lugar nenhum." Aí você pega mais 30 amigas igual a sua, você fala: "Vem cá, vocês acharam isso aqui?" "Não, a gente também não achou, não tinha, tem que comprar lá nos Estados Unidos." "Não achei." "Então, putz, fiz, mas foi caro." Então assim, essa primeira fase é isso que você tem que fazer: entender um problema, ver se ele é só seu ou se ele é de mais gente, e ver quem já tá fazendo ele. "Ah, mas quem que já tá?" "Ah, eu tenho uma menininha lá que faz." estudar ela, como é que ela faz. De repente você liga para ela, fala: e aí, como é que estão as coisas aí? Eu tô pensando numa coisa muito parecida com a sua. Então esse é o primeiro movimento ágil de você começar. O resto é sonho, sem meta, sem nada. Não adianta parar.
É porque você, aquilo, né, você pode sonhar, mas pode organizar decentemente, vira uma ilusão muito mais rápido que você pode imaginar. Aí frustra e adoece.
Frustração, aí não vem mesmo dinheiro. Aí a segunda coisa é: o quanto você suporta risco?
Isso é importante.
Então assim, o quanto que você suporta risco, né? Porque é um pouco— o resto dá para ensinar, tá? Mas assim, qualquer outra coisa você aprende, é tudo hard skill que a gente chama, é um skill de aprendizado. Agora, o quanto você suporta risco? O quanto que essa montanha russa acaba com você como ser humano? Então essa é uma pergunta que eu faço. Eu suporto bem o risco, eu recomeço quantas vezes for necessário, levanto, desço, levanto, começo, acho outra coisa, dou tapa lá, volto. Eu tenho essa velocidade, essa resiliência de entender, ok? Não é teimosia. É entendimento, tudo tá errado. Aí vocês vão arriscar um pouquinho mais, vão arriscar. É muito importante saber quem se é antes de querer entender, sabe? O mundo não te confunde. Isso que eu falo, devo ter para você, né? Se você sabe quem é, o mundo não te confunde. Ah, você é uma arrogante. Eu sou mesmo. Às vezes eu falo: caceta, fui muito arrogante. Eu sou. Às vezes eu tenho que pensar, tem que parar, tem que ser mais empática. Ah, Dani, você é injusta. Não, injusta eu não sou. "Ah, mas não sou mesmo." Então, o mundo não me confunde, eu não fico numa relação abusiva. Você pode falar o que você quiser, vai ficar por aqui, vai sair por aqui. "Eu acho que você é uma péssima mãe, você terceiriza o Lucas." Não sou uma péssima mãe, sou uma mãe incrível. Você não vai me confundir.
Sempre foi assim ou você ficou assim depois de algumas—
Eu tenho uma família nordestina muito matriarcal e muito forte nesse lugar de falar "Espera aí", né? Então vem muito da minha família esse lugar. Mas empreender me deu muitos skills para me entender como ser humano. E maternar foi a cereja no bolo, assim, sabe? Eu lembro que foi pra você que eu falei que o Lucas, quando foi Dia das Mães— não, mentira, Dia das Mulheres— perguntaram na escola assim: "Qual é a mulher que você mais admira?" Aí o Lucas falou: "Minha Dinda." Ele não falou "Creu." E aí todo mundo fez essa cara aí que você tá fazendo, né? E eu fiquei muito feliz porque é exatamente como eu crio meu filho. Eu falo: "Filho, eu não sou a pessoa mais importante da sua vida. Eu não sou o amor da sua vida. Você é muito importante para mim e a mamãe também é, mas papai também é, vovó também é, Dinda também é." Entendeu? Eu quero que você estique o braço e ache amor. Você esticou o braço, tem amor. Estica o outro braço, tem amor. Tem amor. Você não vê você dançar? A minha sorte é viver, que te ama, que viu você crescer. Bianca, você pode ir lá no lugar do Lucas? Nesse lugar de competência eu aprendi com a maternidade. Por que que ele é a Dinda? A resposta dele, você fala: quem é o amor da sua vida, filho? Ele fala: mamãe. Mas quem é a pessoa que você admira? A Dinda. Por quê? Eu detesto videogame. Eu não gosto de nada de robótica, eu não compro coisa de geek, eu não assisto Star Wars. Ele ama a Dinda dele, cara, nesse lugar. Ele admira ela, ele quer ser CTO igual ela, ele quer programar igual ela. Ele não olha para minha profissão e fala: "Que profissão incrível da minha mãe". Ele olha a Dinda dele, que é o que ele quer ser. E lindo isso, né? Então isso me ajuda muito. Essa foi a segunda coisa que eu me desenvolvi muito aqui, sabe?
Muita generosidade, meu Deus do céu, gente, me surpreende a cada entrevista.
O Dani é libertador, sabia?
Libertador, exatamente, libertador.
Você não vai ver, um dia você não vai conseguir ir lá dançar todas as vezes, tá? Porque ele dança 2 minutos, chora os outros 40. Então assim, você não vai conseguir, você vai ter uma coisa no seu trabalho, aí você se rasga inteira por causa disso. Não, quem ama ele, viu ele dançar, aplaudiu ele, tirou foto dele, "Ah, tudo bem, gente. Manda o vídeo aqui pra mim. Tá lindo, filho." "Ah, outra eu vou. Agora eu vou. Mãe, que foi?" Então isso é muito legal pra manter a nossa sanidade mental.
Totalmente. Saúde mental da criança é fundamental ser estimulada pelos pais com esses comportamentos flexíveis. Não é rigidez.
Não tem rigidez. Mesmo porque não tem mesmo, né?
Ô Dani, antes de encerrar com aquela frase maravilhosa que você me inspirou até pra sair nua aqui no meu Instagram, Aquilo me deu tanta energia e me fez tanto sentido. Mas você comentou agora, né, o que que eu vivo, que se não tem, que eu posso criar. Outro dia entrevistei uma escritora chamada Silvia Beatriz. Ela engravidou, o livro dela chama Gestação aos 40, e ela disse que ao procurar um livro sobre gestação aos 40 ela não encontrou. E aí uma amiga disse para ela: quando você não encontra um livro, tá na hora de você escrevê-lo. É isso que você falou. Se eu tenho atenção e reconheço um problema, uma situação que pode ser melhorada, de repente eu mesmo posso ser a força para mudança dessa situação.
Eu tenho uma amiga da Plena Pausa que fala sobre menopausa, que tem matéria muito interessante também. Ela falou: mas eu não acho os dados. "Eu não acho os números", porque as pessoas não fizeram isso aí na parede. Se você não acha os números, lidera os números.
Vamos pesquisar, exatamente.
Não, lidere você os números, faça você os números. Não existe número, faça você a pesquisa.
Então, faz a pesquisa, exatamente. Perfeito. Dani, você colocou a sua frase, mas eu gostaria que você trouxesse aqui.
Não, só mexeu. Peraí, mãe. Vai, termina.
Quer falar com ela?
Não, não, não, pode falar, já volto. Pode falar, não, pode falar.
Só pra gente encerrar, aquela frase que me emocionou demais e que pode inspirar mais pessoas a fazerem o mesmo.
A que eu falo sempre, que é pra nunca subestimar, é essa? Eu falo que— Você sabe quem é. Ah, quando você sabe quem é, o mundo não pode te confundir. Ele não pode te confundir. Ninguém abusivo vai te confundir, mesmo quem te ame, tá? Tem a ver muito com o amor também. Mas você vai olhar para aquilo, você fala: uau, eu não sou essa pessoa, né? Então autoconhecimento é fundamental. E é muito difícil para mim falar isso, que eu sou muito cética, muito da ciência, muito, sabe assim? Então, e aí eu preciso estudar isso para conseguir entender. Se o mundo, se você sabe quem é o mundo, não vai te me confundir como mãe, como mulher, como profissional. Então essa menina que foi demitida, né, sua colega, sua amiga, né, ela escreveu um texto daquelas que sabe que o mundo não confundiu ela. Ela escreveu: me demitiram, mas eu sei a profissional que eu fui 15 anos, vocês não vão me confundir. E eu achei, e aquilo, né, é isso, tipo, ela escreveu aquilo, eu falei: ela não tá confusa não, ela tá chateada, ela tá magoada, doeu. Que foi injusto, mas ela não tá confusa, ela sabe o que que ela fez, o que ela foi. Então não deixe o mundo confundir vocês, tá? Não deixa. Ai, se eu tivesse conhecido há 2 anos e meio atrás, agora vai chegar, fofa! Nome lindo, nome de benção, né? Nome de luz.
Angelina significa mensageira. Mas isso que você falou é muito importante então para todas as mulheres que, assim como eu, foram demitidas. Você não é uma profissional ruim, às vezes é só um momento ruim, né? Isso que a Dani falou é fundamental, né? Você precisa se conhecer, e para você se conhecer você precisa se colocar na agenda. Não adianta terceirizar essa responsabilidade, né, da sua felicidade. Dani, então, para a gente encerrar nesses últimos 2 minutos para quem está encantada, encantado por você, como que te encontra. E a minha última pergunta: empreender é para todas as mulheres que—
pode falar— empreender é para todas as mulheres que acordam todos os dias querendo resolver um problema. Se você olha o mundo e tem um problema aqui para resolver, empreender para você, você vai achar um problema para você resolver. Empreender é resolver problemas reais. E agora assim, uma coisa para terminar: o que você aprende, o que você lê, as experiências que você vive não te subjuga, não te demite, não acorda no dia seguinte e fala que não te ama mais. Se eu puder dar uma sugestão: conheça gente, aprenda, leia, escreva. O que você aprendeu não vai te demitir, vai estar aí na hora que você precisar se vai pensar. Então acho que é muito importante isso para finalizar. Estudem, gente, estudem, que eu acho muito legal. E acho que vocês sabem, é @denijungo, @bichomami, só mandar as mensagens, a bichomami responde também. E tem um evento quarta-feira gratuito com a Bayer sobre organização de carreira e maternidade no trabalho, assim, como é que eu me preparo financeiramente, como é que me preparo com meus médicos, É tipo uma organização mesmo, vai ser bem legal. Quem quiser assistir, é gratuito também, só colar.
Faz inscrição como?
Tem no meu, no Instagram da Bitumami, tá lá, @bitumami, tem lá o link para se inscrever. E é sobre planejamento familiar. Então vou ter um segundo, vou ter um primeiro, eu já tô grávida, o que que eu faço agora, né? Planejamento familiar para conseguir não enlouquecer aí.
Pronto, então @dani_junko ou 2.
Vou te chamar também um dia para você vir falar aqui, assim que acabar sua procura aí.
Dani, sou sua fã, muito obrigada pelo tempo, e a gente se vê em breve.
Tá aqui, ó, tô com ele, tô lendo, viu, gente? Tá aqui, eu olhei, maravilhoso.
Tomara que faça sentido.
Eu tô escrevendo um, logo logo a gente troca também sobre transição de carreira, porque Não achei. Então eu vou falar sobre transição de carreira e maternidade, né? Como faz transição da hora que eu parto, para onde que eu vou, como é que eu começo, aonde que eu vou. Então logo logo te dou o meu de presente.
Show, lindeza! Um beijo, gente, boa noite, obrigada, tchau! Foi excelente esse papo, tô vendo aqui, né, os comentários Para todos vocês que estiveram conosco nessa última hora, muito obrigada pelo seu tempo e pela sua confiança. A live ficará gravada. Eu entrevistei a Dani Junco, ela é mãe do Lucas e CEO da B2Mami, uma empresa que conecta mulheres que querem empreender. Como ela disse, empreender é para aquela mulher que acorda querendo resolver um problema e está precisando organizar as ideias, está precisando de skills, de habilidades novas. E a Dani faz perguntas que mudam tudo. Eu sempre gosto, né, Aline, Mãe aos 40, uma pergunta muda tudo. E pelo que a Dani falou, realmente não adianta só você ter um sonho, é você querer. Não, você tem que ter um sonho, você tem que querer com consciência das consequências do que você pode fazer, senão é uma ilusão. Gente, um beijo grande. Amanhã eu tô de volta. E já já vou compartilhar todas as informações da entrevista de amanhã. Desejo que vocês tenham um bom descanso. Obrigada mais uma vez pelo seu tempo e confiança. Até mais.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








