Seminário de Prevenção do Suicídio - Jornalista Izabella Camargo (Live)

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Chapters
Ok, continuamos com Fantasia, eu vejo esses meninos dançando, me dá vontade de dançar junto com vocês, vou contar uma coisa pra vocês. E aí de casa, tão gostando? O programa tá muito legal, muito animado. E vocês agora, você que mandou sua cartinha, tá atento, tá ligado na televisão, está aguardando a chamada da produção, parabéns, porque de repente eu posso estar ligando pra sua casa. Aliás, eu vou ligar agora pra alguém. Boa tarde, quem está na linha? Fala, Mesquitinha! Você tá bem? Tá em casa? E aí, meu querido, tudo bem? Rapaz, você tá ao vivo aqui com vocês. Se você duvida que nós estamos ao vivo... Calma, calma. Eu sei que você tá no ar ao vivo, mas peraí. Você tá ligando pro Mesquita de 2019. Você tá em 1998, cara. Rapaz, mas o que é isso? Tá magrinho, hein?
Menos.
Aliás, eu tô vendo aqui na televisão. Deixa eu ver, ó. Aí, trava aí. A imagem tá travada aqui. A calça tá um pouco comprida, tá meio larga. Você tá usando aqui, parecendo o Golias aqui em cima. Mas tá bom. Mas, ó. Parabéns por isso aí. Muito obrigado pela sua participação. Aliás, eu atendi o telefone num negócio chamado... É um telefone celular. É o seguinte, agora tá fácil. É. Você não sabe o que é isso. Tá bom. Mas fica tranquilo. Fica no passado aí que eu tô no futuro, tá? Um grande beijo pra você. Ah, outra coisa. Que meninas lindas que você trabalhou, hein? São todas lindas, maravilhosas. Bons tempos esses, né? Tá bom, querido. Um abraço. Então tá bom. Abraço pro maridão e pra filhinha aí, tá legal? Vai descatar, rapaz. Vê se aprende a fazer televisão. Um abraço pra vocês. Tchau. Ah, gente, esse é meu irmão mais novo, tá no passado, e eu vendo aqui essas imagens, fico pensando assim, meu Deus do céu, será que o Mesquita era um bom apresentador? Não! Pergunto número dois, será que ele é um cara legal?
Ah, eu não sei!
Mas quem que pode responder? Quem estava no passado e vive o futuro? Boa noite, Brasil! Com vocês... Ela! Querida! Beijo.
Tudo bem, Otávio?
Tudo em paz. Quando você vê essa musiquinha, como é.
Que ela é bonita? Fantasia no ar.
Você lembra disso? Eu lembro disso. Se você for errar, você me fala. 16 anos.
16 anos.
Linda, como sempre.
Seus olhos.
É verdade. E o primeiro trabalho é Trezão, certeza?
Sim.
Então como é que você foi parar lá?
Otávio, essa é uma história tão bacana porque eu tinha 16 anos. Na verdade, eu sou do Paraná, sou do interior do Paraná, no Paraná, Cambira. Cambira, norte do Paraná, 6 mil habitantes, tá? E aí, o que você tem pra fazer de final de semana em Cambira?
Ah, dar uma gambirada.
Você vai passear na praça, você vai tomar um sorvete, etc. E aí eu vi lá um cartaz escrito Miss Brotinho. Eu falei, nossa, eu tinha 14 anos. Eu falei, mãe, eu vou participar desse concurso. E isso isenta de vaidade, era exatamente Gambira. Aí eu fui do Miss Brotinho para o Miss Paraná e depois cheguei no Miss Brasil em segundo lugar. Em 1997, eu tinha 16 anos. Às vezes algumas pessoas me perguntam, mas podia, né, com 16 anos participar do Miss Brasil? Uai, eu tinha 13 anos, já tinha registro em carteira? Trabalhava numa locadora. Então, enfim...
Enfim, te chamaram para a SBT e você foi.
Aí eu fui para a SBT ainda quando era na... Vila Guilherme. Vila Guilherme, não era nem na Anguera.
Não, para fantaseira tinha... Já começou na.
Anguera, inclusive, na estreia daqueles estúdios maravilhosos. Porque antes, na Vila Guilherme, era uma estrutura muito pequena.
Você começou na Vila Guilherme.
Comecei na Vila Guilherme.
A gente mandou foi quem? O Sérgio Caligari? Não.
Depois de eu ter feito o Miss Brasil, eu fui para a SBT dar uma entrevista para o programa do Sérgio Portioli.
Eu não acredito.
Sim, eu fui bailarina, assim, por umas... Os dois mesmo, o Celso Portioli.
O Celso e o Zé Ruela...
Não fala assim.
Eles fizeram um aniversário semana retrasada, parabéns.
É mesmo?
Celso Sorvete, porque ele parece um picolé de...
Mas ele, assim como você, vocês estão mais bonitos agora. Mentira!
Palmas para ela, galera! Celso, vamos fazer uma dupla? Zé Ruela e Ruelinha. Vamos fazer. Mas e quem acabou indo?
Aí eu fui para o SBT fazer essa entrevista para o programa do Celso Portiola, que era o Tempo de Alegria.
E deu certo?
Eu fiquei lá, fiz a entrevista, voltei para o Paraná. Só que entre o término da entrevista e o meu ônibus na Barra Funda para voltar...
Chamaram.
Tava aquele fusoê de bailarinas, assim, porque, como eu disse, lá na Vila Guilherme era super pequeno e era a Joyce Kerman, aliás, que era coreógrafa, né, do SBT. E eu perguntei, eu falei assim, olha, eu sou bailarina.
Aí entrou.
Sou bailarina.
Claro, linda, 16 anos, resumindo.
Aí ela falou assim, olha, vamos preencher uma ficha, porque a gente sempre precisa de bailarinas. Voltei para o Paraná. Depois de alguns minutos.
Deu certo.
Depois de alguns dias. O SBT me ligou para ser bailarina do Santos Corte Olímpico.
E é linda, eu solteiro na época, dei três paqueradas na ela, ela me deu umas bicudas.
Que mentira! Mas que mentira!
A paquera, na época, a paquera era assim, tipo, mas você é linda. Nossa, puxa vida, a gente vai marcar um dia pra gente ir no shopping.
Os papinhos sem vergonha, sabe?
Era assim, ó, convida a sua mãe, a sua irmã.
Não, mentira, sabe por quê? Otávio sempre gostou de loira.
Oi?
Não pode falar?
Pode agora.
Mas por que você gostou de loira? Você não me achava eco não.
Nada, imagina. Mas o importante é o seguinte, é que foi uma época maravilhosa e as meninas eram muito certinhas, né? E naquela época, com todo o respeito, gente, 15, 16 anos de idade, elas eram todas virgens, o que eu acho legal também. Uhum, uhum.
Só que não, né, gente? Ô, meu Deus do céu.
Que legal falar pra você.
Agora, o mais curioso foi... Opa, caiu meu brinco. O mais curioso é que depois do Tempo de Alegria, quando começou a surgir a seleção por fantasia, o programa se chamava 50 Estrelas, sabia?
Eu lembro.
Porque tinha que ter 50 meninas que soubessem cantar, dançar, interpretar, que era um modelo lá dos Estados Unidos, que o Tivo trouxe pra cá. 12 mil meninas.
E você, na verdade, depois que fez faculdade, se formou, enfim, você tem uma história muito bacana na televisão e você sempre teve esse foco da seriedade, né? Do comportamental, sempre foi muito sério. Na verdade, porque eu te acompanho todo o tempo, né? Você ficou quanto tempo na SBT? Só por curiosidade.
SBT, no artístico, foram quatro anos.
Quatro anos. Aí depois você fez faculdade.
Aí depois eu fui para o rádio, aliás, foi no Fantasia com o Arnaldo Saccomani. Surge na hora de gravar um CD, logo nos primeiros meses do Fantasia, ele falou, quem sabe cantar? Eu tinha 16 anos, eu falei, eu não tenho nada a perder. Ele colocou o microfone como esse aqui. Aí eu pensei, eu falei, vou lá.
Então canta.
E aí sabe o que eu cantei? O que você cantou? Eu cantei assim, ó... Por quê? Porque era a música que tava rolando no rádio naquela época. Marisa Monte. Aí ele pegou e falou assim pra mim, menina, o que você vai ser quando crescer? Aí eu falei, ah, provavelmente... O Arnaldo Saccomani?
Tem o telefone dele aí?
Ele pegou e me disse assim, ó, o que você vai ser quando crescer? Eu falei, ah, eu devo voltar pro Paraná, né? Eu vou continuar a minha vida. Aquilo tudo era muito aventura, muito... não tinha um planejamento, nossa, eu quero trabalhar na TV. Eu nem sabia o que era São Paulo quando eu vim pra cá. Não sabia nem que tinha metrô, tá? Bom, aí o Sacomani falou, se eu fosse você eu procuraria o rádio, porque a sua voz transmite muita credibilidade. Não, tinha 16 anos. Aí eu disse o seguinte, eu falei, bom, ok. No dia seguinte, eu tava no Senac fazendo curso de radialista. Então foi através desse comentário do Saco Mônico que eu fui pro rádio.
Saco Mônico faz parte da tua história.
Total, ele sabe disso. Com rádio, depois... Aí sim, eu fui pro Hard News.
Na faculdade?
Faculdade, jornalismo, depois pós-graduação. E aí, aí entra aí no Band News TV, aí já como jornalista, como apresentadora.
Ah, Band News, é verdade.
Band News TV.
Quem te convidou pra isso, você lembra na época? Quem era jornalista lá?
Sim, Humberto Candil. Humberto Candil. E o curioso é que quando me chamaram para fazer o teste do Band News, aquilo era uma coisa muito high level. Até porque eu morava no Paraná e lá não tinha os negócios de TV a cabo.
Não, lá era maravilhoso. Não é? Muito.
Adoro. A Band foi um grupo maravilhoso. Na Band, seis anos.
E foi lá que eu te reencontrei, que a gente cruzava.
Exatamente, exatamente. Foi Band News TV e depois Band.
Depois Band.
Na Band, você fez o quê? Jornal da Band, Jornal da Noite, eu substituía o Boris, substituía o Boechat em algumas ocasiões.
Mas você sabe a única coisa que eu não gostava que você faria quando você substituía o Boris? Você não falava, boa noite, você falava, boa noite.
Boa noite. Boa noite.
Boa noite. Você prefere esse boa noite... Boa noite. Ou esse?
Boa noite e ótimo domingo pra você. Boa noite! Boa noite!
Querido, é o seguinte, Isabella Spaghiari.
Spaghiari.
Spaghiari, é esse o nome?
Spaghiari.
Italianíssima?
Italianíssima da gema.
Ele piace de carnaval brasileiro?
Não, não.
Mas você não fala italiano.
Eu sou uma brasileira, mas não falo.
Eu sei, por isso eu te olho bem. Bom, vamos falar em português mesmo, que é boa. Bom, é o seguinte, eu tenho aqui, rapidamente, umas fotos que são muito importantes, que as pessoas não sabem as fotos que eu mostro. Então, eu mostro primeiro pra quem? Pra você é isso ou não? Primeiro pra você, ó. Quem é ele?
Meu avô. Meu avô Antônio Spaggiari.
Spaggiari.
Exatamente. Ele nasceu no Brasil, mas o pai dele é que veio de Scandiano, do norte da Itália. Scandiano. Eu, inclusive, fui pra Itália pra ver minhas origens, uma cidade pequiditica. A cidade que a minha família saiu de lá.
Eu sou Zanetti Meschita, Zanetti italiano. E você sabe que o primeiro Meschita que veio pro Brasil, isso meu tio Milton Meschita, que tá com 90 e poucos anos, dói, mas tá bem. O primeiro Mesquita veio da Itália e simplesmente num navio que foi parar em São Sebastião.
Muitos.
Muitos pararam ali na época, eu não sabia disso, mil oitocentos e vinte e um. E ele pegou lá, no bom sentido, começou a namorar a filha de um dono fazendeiro lá e ali nasceu o primeiro Mesquita.
Viu?
E virou essa merda que vocês estão vendo aqui.
E vem cá, ele veio do norte ou do sul da Itália?
Ah, veio... Lucca, né? Que Lucca. Norte. Norte. Bom, é o seguinte. Olha que fofex! Que fofex!
Ai, gente.
Que linda!
Meu pai.
Teu pai vivo hoje.
Professor Brasil. Não, não. Ele partiu no ano que eu vim pra São Paulo, 1997.
O que ele teve?
Professor... É... Um grande... Um grande mestre, na verdade, de muitas pessoas.
Professor do quê na época?
Professor de economia.
Economia, que coisa. Ele faleceu há quantos anos?
Ah, uns 60 e alguns.
Olha aqui que bonitinha. Gente, que fofinha. Coisa mais meiga. Olha o que você tinha.
Uns dois anos. Você vê que é overdose de vermelho, né? Minha mãe adorava vermelho. Eu tô de roupa vermelha, mesa vermelha, meia vermelha, sapato vermelho. O símbolo vermelho comunista. Isso aqui é lá em Cambira. Ó, os azulejos, né? Do interior.
É, muito legal.
Adoro essa foto.
Deixa eu ver essa daqui, porque eu fico sabendo na hora, né? Essa aqui... Nossa, é ela, é ela.
Tem foto magra? Tem que ser foto magra, hein?
Não, você sempre foi magra.
Não, senhor.
Você tá linda, vai.
Olha, piquitica. Quantas fotos, né? De criança. Aí já devia ter uns seis anos.
Sítio do... Seis anos.
Escola, né? Chamada Pica-Pau. Lá é uma picarana. Dia do índio, era.
Que bacana, chama de Apucarana.
Apucarana era a cidade mais próxima de Cambira. Apucarana, você sabia que é a capital nacional do boné? Qualquer boné que você pegar, se você olhar a etiquetinha, vai estar Apucarana. Inclusive, porque se produz muito boné lá. E os pontos de ônibus tem o formatinho assim de boné.
Amiga, é o seguinte. Nós temos uma pessoa, um amigo comum, linda. que eu conheci na época também, trabalhou.
Junto, chamada... Do Fantasia, Rebeca.
Rebeca Han. Essa linda amiga, casada com o Marcelo Han, um grande empresário, uma figura muito querida. E teve uma festa que eu vou pedir a você que me ceda essas imagens.
Sim.
Se você quiser, autoriza.
Claro.
São os jurídicos da SBT.
Esse momento. Menino, Jussara Binotto, eu, Simone Bayer, Ana Lívia.
Todas?
Todas, né? Todas. Grande parte que fizeram fantasia, porque muitas daquelas meninas nós perdemos o contato e outras não, outras a gente tá sempre.
Todas na faixa de 40, né?
Agora na faixa de 40, exatamente. 38, 39, 40. É um tesão. Quando a gente se encontra, mas é aqueles negócios tipo, nossa... Tinha que ter.
Eu, o Celso Portioli, quem mais que fez?
Márcia Goldsmith.
Márcia Goldsmith.
Débora Goldsmith. Ah, Adriana Collin tava.
Adriana Collin.
Adriana Collin tava. Ela tá sempre. Adriana Collin, Amanda Françoso. Amanda tá grávida, né?
Amanda Françoso tá grávida?
Eu não sabia. Gente, já tá com 6, 7.
Não sabia não.
Tá linda. Uma gérma. Eu não sei como é que essas mulheres engravidas ficam magras.
Já que a gente tá falando desse assunto, falando nisso, você vai ter filho, pretende ter?
Ano que vem.
Ano que vem? Uhum. Onde é que chama teu marido?
Tiago.
Tiago! Tiago, presta atenção. Ano que vem, você, por favor, bola sete, caçapa dois.
Meu Deus do céu. Tiago trabalha com educação financeira. Olha que beleza.
Ah, então. Para de economizar e solta aí. Tem que abrir... Quando a gente põe dinheiro no saco, é pra guardar, é economia, né? Abre o saco e despeça o dinheiro. Piada sem graça, né? Querida, é o seguinte, agora vamos conversar, falando sério. Eu fico pensando, como é que pode as pessoas acordarem meia-noite, meia-uma hora? Acordarem, por quê? Eu lembro disso, se você me desse essa liberdade. Em um jantar, na casa dos amigos, os amigos falam, ah, eu tô indo embora. Mas como indo embora? São meia-noite, meia-uma agora. Ah, Otávio, eu tenho que ir embora porque eu tenho que ir pra Globo. Isso é direto trabalhar.
É isso, isso se eu... Se você.
Vive esse dia, né? Você acordava meia-noite?
Então, eu acordava meia-noite, uma ou duas da manhã. Quando tinha algum evento muito especial, um aniversário de alguém muito especial, o que eu fazia? Eu dormia durante o dia, aí eu fazia, então o inverso, aí eu saía, fazia esse social e depois ia trabalhar. Mas isso foram pouquíssimas vezes. Na maior parte delas, eu tinha que dizer não, obrigada. Porque dizer não pra uma coisa que você não quer é fácil. Agora dizer não pra uma coisa que você quer muito, aí...
Eu imagino que quem faz no Globo é Hora 1, como é que chama?
Hora 1.
Hora 1, né?
Sim, foi o jornal que eu trabalhei por 4 anos. Monalisa.
Las Monalisa Perrone, eu sou seu fã, simpaticíssima, adoro.
A gente tem uma troca incrível.
Monalisa, por favor, eu adoraria te entrevistar. Vou pedir pro Boni, não. Roberto Marinho também, não.
Ali Camel.
Ali Camel. Ali Camel. Ali Camel. Esse cara é bom, hein?
Ali Camel.
Ali Camel. Ali Camel. Olha Ali Camel, ó. Ela vai para o SBT, eu estou brincando. Bom, conta aqui uma coisa, essa crise chamada... Burnout. Sim, burnout. Curto e grosso. Por acerto que você já foi tudo quanto é canto, a gente tem um tempo ilimitado, mas é excesso de trabalho isso?
Excesso de trabalho é originado no ambiente em que a pessoa está sobrecarregada. Isso não significa que a pessoa... Por exemplo, isso está envolvido ao número de horas e o que a pessoa faz nessas horas. Então, por exemplo, no meu caso, eu e os médicos que me atenderam, e foram vários, atribuíram meu burnout a duas coisas principais. Uma. o horário que eu trabalhava, então eu acordava meia noite, uma ou duas da manhã, e isso interferia totalmente no meu ciclo circadiano, que é o ritmo do corpo.
Ciclo circadiano, o que que é isso?
Ciclo circadiano. É o seu relógio biológico. Assim como o sol, ele nasce em determinado momento e ele se põe... a gente também. O horário em que os seus hormônios são produzidos é igual a melatonina, por exemplo.
Mas você muda, o organismo não faz o seu tamanho, eu vou aceitar, não tem isso? Não. Ah, não?
Não. Você tem artifícios para sofrer menos.
A Peroni está há 4 anos.
Mas eu também fiquei 4 anos. Acontece que cada corpo reage de uma maneira. Sua esposa quando engravidou, não sei se ela teve enjoo ou não, aí se você compara ela com uma outra mulher que teve enjoo ou não, você fala, ai a outra teve enjoo, você também não pode ter enjoo.
Na época ela não enjoava, ela está enjoada de mim agora.
Ah, mas aí né gente.
Meus amigos, estou aqui em Águas de São Pedro. Uma cidade tranquila. Aliás, Águas de São Pedro é tranquilo, não é tranquilo, não? Sossegado. É, vida boa, filha, tá assim, ó. Ó, tá vendo onde é que é? Um abraço aí, querido. Quanto tempo tem a cidade aqui? Mais de 70 anos? 78. 78 anos. Aqui lá, meu sogro, tem 98. Eita! Tá 98 anos de idade? Rapaz, um abraço aí. Legal. Bom, gente, o que eu... Obrigado, abraço. O que eu gosto aqui no Bradesco, aliás, o que eu gosto no Bradesco, aqui na cidade, é o seguinte. Todos os lugares que a gente vai, eu vou até mostrar pra vocês. sempre tem uma agência. Olha isso aqui, ó. Gente, dá uma olhadinha só. Que coisa mais legal, né? É uma agência pequenininha, mas é muito perfeita. Tem o mesmo DNA do Bradesco do Brasil todo. E eu sempre digo pra vocês, o Bradesco está presente em todas... Toda a maioria das cidades brasileiras. Os lugares mais incríveis. Por isso que eu digo que o Bradesco faz parte da nossa história, do nosso coração. Combinado? Olha aí, ó. Uma agência bonitinha. E é pra lá que eu vou pegar uns din-din. Parabéns, Bradesco. Olha meus amigos, atenção, você que neste momento quer comprar ou vender um carro, claro que você vai anunciar onde você quiser, mas aí a história é o seguinte, o tempo que você vai perder em receber, mostrar o carro, negociar, discutir preço, isso realmente é um saquinho, né? Então é o seguinte, Carflix, anote aí, carflix.com.br, o jeito de comprar e vender o seu carro agora sim, seguro, fácil, sem incômodo, preço justo, você quer vender, você coloca o seu carro no nosso, na nossa ferramenta, no nosso site, nós vamos vender o seu carro, mas antes de vender o seu carro, eu quero saber se o seu carro é bom, se você é uma pessoa correta, se você tá com tudo certinho, se o carro não foi batido, pois bem. E você quando for comprar um carro, tenha certeza que esse carro passou pela nossa vistoria, se nós encontramos alguma coisa errada, a gente nem coloca na nossa plataforma. Então, preste atenção, é comprar e vender de uma maneira especial. E olha só, com preços e comissões mais baixos. carflix.com.br. Eu recomendo.
Como é que uma pessoa adoece e a outra não? Porque somos diferentes. Entende? Por mais que, por exemplo, você é homem. Nossa amiga aqui é homem. Vocês são homens. Vocês tentem a mesma... Mais ou menos? Mais ou menos, mais ou menos?
Ah, pai! Tem uma menina aqui.
Por exemplo, aí você... Você apontou o.
Cara errado, mas tudo bem, eu gosto dele também.
Eu falo, aí você... Vocês sentem a mesma dor?
Não, só pessoas diferentes.
Então, o ritmo biológico, ele vai ser impactado de alguma maneira, vai depender de várias funções. Tem a questão genética e tem o ambiente que você vive. No meu caso, então, como eu estava dizendo, o horário que eu trabalhava. Colocava totalmente meu organismo desregulado. E a segunda coisa era o que eu fazia nessas horas, que eram extremamente intensas. Eu acumulava função e fazia três jornais ao mesmo tempo.
E ela tinha que fazer... não lia teleprompter.
Não, era tudo improviso.
Boa noite, tudo bem com vocês. Ela falava, criava... Sim, bom dia, tudo era bom dia.
Só que você improvisar sobre assuntos aleatórios é fácil, se você tiver já repertório como você, que é um baita comunicador. A questão é você falar sobre a previsão do tempo. E por que eu levava isso tão a sério? Minha família de agricultores e a previsão, ela é fundamental para a tomada de decisão. Tomada de decisão que vai... Você também.
Não lia a TP para a previsão do tempo? Você lê a TP?
Não!
Você falava do tempo?
Mas hoje... É disso que eu estou falando.
Mas a...
Espera, o apresentador lê...
O apresentador não lê a TP?
Então, o apresentador lê a TP. O apresentador do jornal. Eu, quando substituí a Monalisa, eu lia o TP. Você improvisa muito quando você está interagindo com o repórter, igual aqui. Aí é outra coisa. Mas a maior parte do jornal você lê o teleprompter. Quando você está na previsão do tempo, eu... E outros colegas também, você improvisa mais, porque você tem propriedade do que você está falando.
A da Globo hoje, a... Maju? Maju, a Maju Coutinho.
Em alguns momentos ela consegue improvisar, em outros não.
Mas ela lê, ali ela lê, né?
Sim, porque depende do jornal, se ele é mais conservador, tem o seu tempo certinho. Aí, bom, eu fazia três jornais. Eu fazia o Hora 1, enquanto eu estava no Hora 1, eu produzia já o Bom Dia Brasil. E no final, o que me desencadeou o burnout, além de seis anos e meio colocando o meu ritmo biológico em paranoia. com esse ritmo intenso de dois jornais de segunda a sexta, fora os pantões de sábado, que ou eu apresentava o jornal, ou eu apresentava a previsão do tempo em cinco jornais. No final, teve mais um jornal da Globo News, que foi o Em Ponto, do Bournier. Então, o hora um acabava às seis, e eu só tinha uma hora pra finalizar o Bom Dia Brasil, porque mesmo a gente improvisando, você tem que colocar na lauda os códigos, os nomes para o diretor de TV soltar as artes, certo?
Não, não é fácil, gente.
E aí surgiu esse, e eu fazia dez minutos de improviso, eu e o Bournier. Então, o que acontece?
Não é nem bater papo.
Né? Você falar daquele assunto, mas com... Com convicção. Com naturalidade, porque a gente tá falando de um país com proporções gigantescas. Então, você fazer a previsão do tempo para um país do tamanho da Argentina é uma coisa. Do Brasil, é muita informação.
Deixa eu te fazer a última pergunta, porque a pergunta é a seguinte. Quando, aonde, como você sentiu assim...
Tive um apagão no ar.
Eu tô com síndrome de burnout.
É, eu não sabia, né? Tive um apagão no ar.
Mas se teve um apagão, você desmaiou?
Me aproxima. Tive um apagão. Não, eu devia ter desmaiado. Foi no jornal do Bolognese. Minutos, minutos, indo, indo, indo, indo, e aí uma coisa é eu improvisar e você não saber o que eu vou falar, e aí se eu esqueço, eu dou um sambarilógico. A outra coisa é quando você tá falando, eu tô dizendo uma coisa que você já sabe o que eu vou dizer, por exemplo, capitais. Então eu tava vindo das capitais aqui, norte, nordeste, centro-oeste, quando eu cheguei no sul, eu falava no Paraná, no Paraná, no Paraná, aí ele falou Curitiba, eu, Curitiba. Isso é uma desorientação. Aí eu falei assim, tem alguma coisa muito errada. Isso porque eu já estava acumulando há dois anos vários problemas. Gastrointestinal, cardiovascular, taquicardia. Você não tem vontade de transar nunca. Você perde a libido, mancha na pele, acne, um monte de coisa. É o seu corpo pedindo o quê? Socorro. Só que a gente não ouve, porque a gente vai lidando tudo como se fosse normal. Vai se automedicando, enxaqueca é normal, ter gastrite é normal, não é normal.
Quando eu estou estressado, eu tomo vinho.
Mas eu não podia tomar vinho porque eu tinha que dormir às 5 da tarde.
Resumindo, hoje você tá curado ou você está administrando?
O burnout não tem cura, ele tem tratamento. Mas o que eu costumo dizer é o seguinte, o burnout, gente, não é o fim. O burnout é um freio. Apenas o freio que vai te colocar numa rota certa. O que que acontece? Eu estava feliz trabalhando de madrugada, eu adorava o que eu fazia, mas já fazia dois anos que eu pedia pra mudar de horário pra manter minha saúde. Os talentos hoje, as empresas precisam entender que se você fizer pequenos ajustes, você mantém seus talentos. Isso é saúde financeira.
Olha gente, é um assunto muito... Já acabou? Não, não acabou.
Do mundo.
Está sentindo alguma coisa diferente, prestou atenção no que ela disse, ou seja, a pessoa tem que se cuidar, simplesmente procurar o que, como, aonde, dá um resuminho.
Primeiro, psicólogo ou psiquiatra? Acho muito curioso o preconceito que as pessoas têm, porque assim, se você tem um problema no dente, você vai aonde? No dentista. Se você tem um problema financeiro, você vai onde? No banco. Se você precisa organizar as ideias, as pessoas têm preconceito no médico especialista, que é o psicólogo ou o psiquiatra. O tratamento do burnout pode ser com medicamento. com terapia, mas principalmente com a mudança de estilo de vida. Então, quem está nos assistindo, perceba que o seguinte, a gente está lidando com um modelo de sociedade novo. Só há 150 anos a gente tem luz elétrica e não me venha falar que burnout é novo. Burnout é um nome novo para a síndrome velha. Nossas mães tiveram estafa, nossas bisavós tiveram neurastenia. Quando você vai pesquisando, que é o que eu estou fazendo desde então, você vai ligando todas as pontas, não fica uma solta.
Amiga... Eu quero dizer uma coisa pra você, de coração. Parabéns, você tá ótima, você tá linda, você tá especial. Vi agora, recentemente, você e o Silvio também ali comigo. Aí você fez uma brincadeira, o Silvio falou, mas eu vim aqui, trabalho, vou embora. É isso ou não? É.
Na verdade, ele perguntou, onde você tá? Eu falei, tô livre pra voltar. Porque quando eu disse pra ele, eu sou sua cria, Silvio. Ele, que cria? Parece uns filhos meus. Eu falei, não, não é esse o tipo, né? Porque sim, tudo que eu aprendi em termos de comunicação, Muita coisa foi lá no Fantasia, inclusive com você.
É verdade.
O Otávio, gente, é um comunicador maravilhoso. E todas as brincadeiras que ele faz, deixa tudo mais leve.
E você sabe que eu tenho esse perfil? Você vê? Como eu sou hoje, você conhece o Otávio de hoje, você conhece o Otávio de 20 anos.
Igual.
Eu não mudei. E eu digo pra vocês, eu quando fiz uma pequena terapia rápida, eu fiz 5 sessões e falei, gente, tô bem. Eu descobri que o bom humor a tranquilidade, você se divertir, você... Tudo bem, tem pessoas que te acham chato, dizem, ah, esse cara é babaca, brinca muito, mas isso te dá uma longevidade fora do comum. O que o meu terapeuta falou, meu ex-terapeuta hoje, meu amigo, falou assim, Otávio, a parte boa de você ser um cara muito alegre, muito extrovertido, muito bem-humorado, é que você vai... Perpetua mais, você vai passar dos 95, como o Silvio também vai passar, com certeza. A parte boa. A parte ruim é que você vai enterrar todos os seus amigos e você vai sofrer muito.
E isso você tá se prevenindo do burnout, do estresse, com certeza.
Olha, ela escreveu aqui pra mim, gente, mesquita, você sempre foi muito linda, maravilhosa... Ah, mentira!
Não, não, não, não.
Olha aqui, ó. Que o tempo sempre esteja a seu favor. Beijo com carinho, querida Isabela.
Que o tempo sempre esteja a seu favor. Que você saiba utilizar o seu tempo pra você, mas isso você sabe bastante, né?
Eu quero te ver no SBT, com certeza. Um abraço pra você. Sucesso. Parabéns.
Um privilégio. Volte sempre que você quiser. Fala de outras coisas.
E pra encerrar, eu vou agora, já que eu tô aqui, só um minutinho só. Pera um pouquinho, só. Pera um pouquinho, só que eu vou ligar agora pra 1990.
0800. 0800.
0800 na época, né? Mas eu tenho que contar direto aqui. Pera um pouquinho. Alô? Ô, Mesquita, eu vou soltar mais um trechinho aí do teu programa, tá bom? 1998. Rapaz, é.
21 anos atrás.
A Isabela tá aí atrás, né? Tá vendo? Tá bom. Vai te catar, rapaz. Vai lá, Mesquita. Segue com ele. Bom, eu estou aqui com a Bela Zé Terra. Você continua, Bela Zé Terra? Que coisa. Você tinha ido embora, assim. Ficasse tomando café. Seguinte. Quem está na linha? Alô? Rodô. Quem fala? Domênico. Domênico? Isso. Mas que nome bonito, Domênico. De onde você é, Domênico? Sou de São Paulo mesmo. De São Paulo? Isso. Descendente de italiano? Exatamente. Mava eco! Como é que vai? Você está bem então, né? Tudo bem. Então é o seguinte, você está sozinho ou está com a família? Como é que está aí? Estou com a minha família, com os moleques. Deixa eu ver a torcida. Alô, família!
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