Sempre há uma necessidade afetiva por trás das crenças!

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a Portuguese YouTube live titled "Sempre há uma necessidade afetiva por trás das crenças!" (uploaded Aug 3, 2023) — an episode of the weekly program "Caindo a Ficha" hosted by Isabela Camargo with guest therapist Cíntia Bedim. The episode is an interactive live conversation with viewers (chat comments and calls) about beliefs that help or limit personal evolution: origins of family beliefs, central beliefs, the emotional needs that sustain them, seven affective/neuroaffective bases (reference to Jack Panksepp), links to habits, compulsions, chakras, and practical guidance on transforming — not simply erasing — limiting beliefs. Content_type: YOUTUBE; format: live/web radio-style discussion in Portuguese.
Chapters
Oi, boa noite! Bem-vindo, bem-vinda a mais um Caindo a Ficha. Toda quarta-feira, 19:19, eu e a terapeuta Cíntia Bedim sempre trazemos algum conteúdo que pode te ajudar a tomar melhores decisões. E aí, você que tá chegando, eu vou ficar muito feliz em saber de onde você é e se tem alguma crença que você já quer que eu comece perguntando para a terapeuta Cíntia Bedim. O nosso tema de hoje então são crenças que nos ajudam a evoluir. Será que você está vivendo baseado, baseada em crenças que estão te ajudando a evoluir? Por que será que a gente tem tanto medo, não é? Sílvia de Goiânia, Patrícia da Austrália, bem-vindo, bem-vinda. Rio de Janeiro, Breno, bem-vindo, querido, meu parceiro. De aventuras para descobrimos como está a região amazônica. Que bom que você tá aqui. Então me contem, tem alguma crença que você tá apegado, apegada? Ou por que será que é tão difícil abrirmos mão de algumas crenças que a gente sente, já sabe que lá no fundo não tá nos levando a lugar nenhum, não tá nos levando para um lugar de evolução? De diálogo, de respeito com o próximo. Porque se nós queremos respeito, nós também precisamos respeitar. E aí, essa crença, como é que tá em você? Então eu vou trazer aqui. Olha, Glaucia de Cambira, minha cidade lá do interior do Paraná, bem-vinda! Minas Gerais, Niterói, que bom!
Não é?
E ó, quem vai me acompanhar aqui vai receber algumas ligações porque várias fichas vão caindo, tá? Inclusive, ó, tem aqui algumas, não é, Cíntia?
Boa noite a todos!
Bem-vinda, minha querida!
Obrigada! Olha ela com as fichas!
Vocês que estão nos acompanhando de todo o Brasil, inclusive da Austrália, Sabe o que que é isso? Já viram uma dessa? Isso aqui, gente, é uma ficha telefônica. E que antes do celular nós utilizávamos muito esses aparelhos telefônicos. Então tem o orelhão, né, tem esses aparelhos que a gente, para fazer uma chamada, pegava a ficha e colocava aqui. E aí Quando cai a ficha: ah, entendi! Não é assim, tia Verdim? Vamos começar então nessa noite, minha querida, explicando o que é uma crença.
Vamos lá, até vou compartilhar, né, a escolha do tema que a gente conversou um pouquinho antes, porque assim, é muito normal a gente achar 1.999.000 vídeos sobre crença limitante. Mas por que que eu não gosto muito, né? Até falei para a Bela, acho que seria legal a gente falar sobre crenças que nos ajudam a evoluir.
Por quê?
Porque justamente a crença limitante todos nós temos, né? Indiscutível. Mas sabe aquelas coisas assim de vamos transformar uma crença limitante em 2 minutos? Gente, não caiam nessa armadilha, ok? Então a gente vai entender O que que é uma crença? Crenças começam na nossa família, né? Então a gente diz que quando você tem uma, todos temos a necessidade de pertencer, e por essa necessidade de pertencer nós chegamos numa família onde nós começamos a nos conectar com o que eles acreditam e fazer igual para poder pertencer. Então, o que acontece quando a gente chega direto ali numa família que já tem uma crença instaurada, instalada? A gente vai começar a olhar a partir do movimento de: será que eu posso questionar essa crença? Porque geralmente ela já está no automático para essa família e ela se tornou uma crença central. Então não existem os questionamentos. O que é uma crença central? Uma crença central É uma ideia daquela família que todos participam e que ninguém questiona mais. Então aquilo é natural dentro da família. Então a lente com que se vê a realidade, ela é uma lente específica de cada grupo, de cada clã. E mesmo que você não concorde com as crenças da sua família, você vai procurar um grupo ao qual você possa pertencer Porém, essa crença central você leva junto com você. Então é um engano achar que a gente vai participar de um grupo que é completamente diferente da nossa família, porque a minha família não me aceitou, isso, aquilo. A gente vai se identificar do lado de fora com um grupo semelhante para passar pelos mesmos desafios. Até como eu brinco, o karma não erra endereço. Nossa mãe!
Bom, para você que está chegando agora, bem-vindo ao Caindo a Ficha dessa quarta-feira. Está comigo aqui a terapeuta Cíntia Bedim. Cíntia maravilhosa Bedim, caindo a ficha, porque como Rádio Conexão Web, eu até fixei aqui, quando eu perguntei, né, você que está nos acompanhando, já usou uma ficha, sabe como funcionou o equipamento telefônico antes do celular? E Rádio Conexão disse assim, quando ela ia caindo dava um desespero. Então vamos lá, por que que nós estamos fazendo toda quarta-feira esse encontro aqui? E eu espero que você que está nos acompanhando tenha Saiba que esse compromisso meu e da Cíntia é a nossa parcela de contribuição com assuntos que podem contribuir para você viver melhor, se você quiser. E a questão da ficha, quando ela ia caindo, dava um desespero. É quando a gente vai ouvindo assim algumas palavras e aí, dependendo da idade que você tem, você fala: "Agora caiu uma ficha", ou seja, agora eu entendi. Então, Cíntia Bedim, agora caiu uma ficha. Quando você diz crenças, especialmente familiares, eu não questiono por medo de ser excluído, é isso?
É isso, até porque conforme você vai crescendo no seu meio familiar, você não percebe que aquilo é para sua família algo central. Você não percebe, você vai vivendo, depois ali na frente, por comparação com outras pessoas, com outros grupos, Você percebe que tem alguma diferença, ou você percebe uma rigidez no comportamento, ou você pensa: por que que o outro faz dessa forma? Nunca pensei em fazer assim. Então a gente começa por comparação nos avaliar, mas isso ainda tá distante de você buscar entender ali a crença central. Sabe por quê? Porque toda crença, que nem as pessoas falam assim: vamos mudar uma crença em 3 minutos. Por que que eu falo: não olhe para essa história de Vamos resolver as crenças limitantes aqui agora. Porque uma crença, ela tá sempre muito embasada numa necessidade emocional. Então uma necessidade afetiva faz com que se constitua uma crença. E aí, na verdade, a gente olha para a crença como a ponta do iceberg. Porque depois que você começa a pesquisar a crença, você vai chegar na necessidade que levou você a validar aquela crença, acreditar como verdade, e vivenciar aquela crença repetidas vezes. E aí quando a gente entende, desculpa, Bela, só pra fechar o raciocínio, quando a gente entende que tem uma crença acontecendo ali, a gente começa a olhar, ué, mas por que que eu sei que eu vivo isso, não quero viver, mas isso se repete? Porque justamente ela faz parte de uma crença central que está lá na sua família. E aí a gente precisa identificar antes de falar da crença Aliás, a crença traz a possibilidade da gente identificar a necessidade afetiva que vai funcionar como uma base para sustentar essa crença, uma matriz. Caiu?
Carlos tá dizendo: caiu a ficha, fui. Fica, Carlos, fica, porque são muitas que vão caindo e eu gostaria muito de saber se você que está nos acompanhando tá conseguindo acompanhar o raciocínio da Cintia. Que nós estamos explicando sobre crenças. Será que as que você está nutrindo estão te ajudando a evoluir? Porque, Cintia, o que eu vejo? O Ibrahim tá dizendo assim, ó: efeito Gabriela, eu nasci assim, vou ser sempre assim. Vamos lá, Cintia, então por trás de toda a crença, crença é uma ideia que me leva a comportamentos, certo? Essa ideia que me leva a comportamentos, ela está amparada numa necessidade afetiva, uma necessidade emocional. É isso?
É isso. Exatamente isso. Então entenda assim, vou dar um exemplo para ficar mais fácil. Existe uma família que vem de um meio onde a escassez ou ausência do dinheiro era tônica ali para aquela família, né? Então começa aquelas coisas quando a criança começa a crescer Dinheiro não nasce em árvore, né? Ah, você não sabe quanto custa para comprar, né? Então aquelas coisas, dinheiro é sujo, lembra quando a gente era criança? Pegou no dinheiro, lava a mão, dinheiro é sujo. Então esse tipo de coisa, ele tem uma base no desmerecimento, tá? Então matriz emocional: não mereço. E aí eu tenho um limite para receber, então eu vou viver daquela forma porque os meus antepassados viveram dessa forma e essa é a forma correta, por quê? Aí vem outras, outro dia uma pessoa falou para mim assim: "Mas na minha época estudar era coisa de gente rica." Então olha a quantidade de crenças que elas vão se fortalecendo. Então a gente tem uma crença central que é o desmerecimento e a escassez, e aí isso vai se fortalecendo pela fala desses pais com essa criança, e essa criança vai repetindo, vai ouvindo e vai repetindo, vai repetindo, vai internalizando E aí sim, é um processo pedagógico. De tantas vezes que se repetiu, ela constrói em cima dessa crença, ela constrói outras crenças, e aí ela transforma isso em uma crença individual, mas que veio da família, que tem uma base.
Sim, quando você diz que é impossível, ou que é pra gente tomar muito cuidado quando alguém nos promete, né, a desconstruir uma crença em 3 horas, ou 3 dias, ou 3 minutos que seja, a Patrícia Eu fixei aqui o comentário dela. Eu vou fazer assim, gente, comentários que vocês estão trazendo, que eu vou usar depois como etapas de perguntas para Cintia, eu vou fixando, tá? É muito importante a participação de vocês, até para saber se a gente está falando uma língua compreensível. A Patrícia diz assim: tem sempre uma intenção positiva enraizada nas crenças, incluindo as limitantes. É um trabalho delicado alterar crenças. Se toda Crença é limitante?
Não, de jeito nenhum. Até porque, imagine assim, né, aqui tudo é dual. A gente vive num lugar, né, num plano, numa esfera onde tudo é dual. Então, se eu tenho sempre cara e coroa na moeda, eu vou ter as polaridades. E é por isso que eu falo em autoconhecimento e equilíbrio. Sempre. Por quê? Porque quando uma pessoa ela tem uma crença, por exemplo, de um medo extremo, quando a gente começa a trabalhar o autoconhecimento, uma imersão com ela, buscar entender, reconhecer as crenças e a base afetiva, ela vai construindo muito corajosamente até conseguir chegar no polo oposto que é a coragem. Então eu falo que é o meio do caminho sempre, sempre é o equilíbrio. Por quê? Porque o medo é uma condição, então a criança que vai crescer entendendo assim: "Ah, o mundo é perigoso, minha mãe dizia que o mundo é perigoso, vou tomar cuidado com as pessoas, para não falar com estranho e tudo mais." Então ela cresce entendendo que ela precisa se proteger, mas quando ela começa a perceber que essa crença é parte da família, que o desejo por trás dessa crença é buscar conhecer outras pessoas, buscar grupos, socializar, se integrar, ela começa um trabalho, né, não tem como fugir conhecimento. E esse trabalho vai dar para ela condição de usar a polaridade oposta dessa crença. Ela não vai desfazer essa crença, ela vai usar a cara ou a coroa da moeda.
Olha, eu não sei se esse é o caso, Ibrahim escreve assim: quando fui à Disney a primeira vez, quebrei a crença da infância que só ricos viajam.
Perfeito!
Então você descobrir uma crença é fazer o oposto dela.
Não precisa brigar com ninguém. Só que assim, isso é um comportamento que precisa ser validado todos os dias.
Por quê?
Porque você tem um hábito, lembra, ganglios basais, o hábito está instaurado para que o comportamento se repita e que você caia no mesmo lugar. A criança ela vai agir no automático para economizar energia cerebral.
Então, né, tem isso.
Alô, caiu uma ficha aí, ó.
Vou botar aqui, hein. Cadê o seu telefone?
Alô, caiu uma ficha para mim.
A gente vai repetindo crença. Até agora entendi por duas razões: primeiro, para não questionar aquilo que a minha família ou aquelas pessoas que têm alto poder pessoal sobre mim acreditam, por medo de ser excluído. E segundo, porque o cérebro vai poupar energia e pensar diferente, questionar, gasta energia.
Gasta muita. E assim, na verdade, quando as pessoas não vão para terapia, elas nem sabem que elas podem questionar, elas nem sabem que elas deveriam questionar. Elas levam a vida com o coraçãozinho delas ali, compartilhando essas crenças com o cérebro e acreditando que aquela é a verdade absoluta do mundo. Aqui é o planeta das diferenças, né? Porque cada um se apega numa crença diferente e as trocas— por que que os relacionamentos nos fazem evoluir? Porque um lapida o outro, né? Um esbarra com a limitação do outro, e aí você começa a questionar: ué, mas pera aí, tem alguma coisa aqui que eu preciso entender. E quando que a gente começa a questionar as crenças? Quando vem a dor, quando vem o sofrimento, porque antes disso a pessoa age com aquela lente que vai ver a sua tela de realidade. E aí eu falo: você quer saber como tá sua mundo interno? No que você acredita? Começa a perceber como é que tá em volta, o que que você tá atraindo, o que que você tá repetindo que te faz sofrer, Por falar nisso, a compulsão, a AP, a compulsão pode ter relação com essas crenças?
Quando prevaleceu a escassez na infância, existe a possibilidade de outro extremo prevalecer na fase adulta?
Pode, sabe por quê? Porque, por exemplo, uma crença de escassez vai levar a pessoa a fazer o quê? Quando ela tiver numa mesa com bastante alimento, O cérebro dela: "Opa, não pode faltar nesse corpo, consome tudo." E hoje nós temos facilidade, né? Antigamente você queria um bolo, você tinha que fazer, esperar, não sei o quê, botar no forno, fazer o recheio. Hoje você quer um bolo, você atravessa a rua e compra um, não é? Então hoje tá fácil a questão do alimento. Então você pede lá um iFood, tá tudo certo. Mas a escassez assim, ela é uma base muito importante pro teu corpo ficar assim segura tudo que tá entrando, segura tudo que tá entrando, né? Lembrando que tem N motivos, tá, para que aconteça a compulsão alimentar, a compulsão sexual, compulsão, por quê? Porque isso tá lá na sobrevivência. Então as compulsões elas estão muito relacionadas com chakra básico, por isso que eu falo, gente, você tem que se buscar para entender qual que é o tipo de trabalho que vai funcionar para você. Eu não sou psicanalista, eu trabalho análise dentro da leitura inconsciente, mas trabalho com técnicas energéticas. Por quê? Porque você tem que entender que tudo tá no mesmo lugar. Não adianta a gente ficar aqui só— tem gente que fala assim: ah, já entendi. Entende na razão, mas entender não é igual resolver. Então eu preciso compreender que eu tô completamente alinhada, vou pelo energético agora, então As crenças pelos chakras, o que são chakras? A gente tem degraus de aprendizado, então vamos entender, são 7 degraus de aprendizado e aí eu vou subindo, eu saio da parte da sobrevivência, vou para os relacionamentos, vou para o meu poder pessoal, vou aqui para o sentir, chego aqui nas minhas crenças. A cada 7 anos você sobe um degrauzinho. Se aprendeu, ótimo, se não aprendeu vai ficar repetindo o que não aprendeu lá para baixo. E quando chega aqui, O chakra laríngeo, o que que ele é? Ele é a ressonância da glândula tireoide. Glândula tireoide está relacionada com os hormônios que vão gerar motivação, a disposição. Quem tem problema de tireoide sabe disso, acaba a energia, tá morto lá na cama, né? Então, por que essa disposição? Porque aquilo que eu acredito eu vou comunicar ao mundo e eu estou consolidando algumas crenças, eu estou contando, cada vez que eu conto, eu reforço essa crença em mim. Porém, eu tenho que saber que elas vão sofrer ajuste, porque nós somos seres em construção, né? Então assim, quando a pessoa chega aqui com problemas na garganta, eu sei que as crenças estão muito enraizadas, tá muito profundo.
Perfeito. A Atelier Dona Flor diz: cresci ouvindo minha mãe dizer que na vida não se perde por ser humilde, porém aos 50 anos percebi que não me posiciono por achar que estarei sendo arrogante. Cíntia, o que você diz sobre esse comportamento de não posicionamento por medo do que vão pensar, mas ao mesmo tempo quem se prejudica é quem não se posiciona? Exato.
Então, a gente confunde muito, né? A questão da humildade é uma condição onde a gente se coloca para ser aprendiz da vida. A nossa sociedade esvazia tanto as palavras que a gente entende humilde como pobreza, como não direito, não merecimento. Então, ao invés das pessoas falarem assim: "Ah, meu pai, por exemplo, meu pai é da roça." Eu não uso o termo "são pessoas humildes". Não, são pessoas simples. Humildade é outra coisa. Então assim, humildade, do meu ponto de vista, ela Não te inibir de fazer posicionamentos, mas existe, eu vou agora entrar num outro aspecto, existem algumas bases afetivas que eu até anotei aqui, 7 bases afetivas que tem um estudo chamado neurociência afetiva. Então tem um autor chamado Jack Panksepp e ele vai falar sobre essas bases afetivas e ele fala que isso acontece com todos os mamíferos. É mamífero, precisa mamar, precisa de vínculo. Então assim, eu vou começar a elencar aqui. Primeiro a gente tem a necessidade de buscar. Isso é bem legal, bem positivo. Por quê? Porque tudo que a gente entende como preciso de uma solução, eu vou buscar. Eu acho que é legal eu fazer uma outra compreensão aqui antes de seguir nessas bases. Nosso cérebro tem um reloginho no nosso cérebro, a tal da homeostase, que acontece o equilíbrio, né? Então Freud explica isso como prazer-desprazer. Cada vez que eu tenho muito prazer, ele tenta equilibrar puxando para o outro lado, faz uma tensão até que eu volte para o equilíbrio. Quando eu tenho muita dor, ele tenta equilibrar fazendo uma tensão até que eu volte para o equilíbrio. Então o nosso cérebro já entende que nenhum, como eu posso colocar essa palavra, nenhuma força radical é aceita. Não, a gente sempre precisa estar no equilíbrio. Nenhum extremo é tolerável pelo nosso cérebro, nenhum. Então a gente já tem que começar a aprender com ele desde já. E aí ele vai ficar tentando regular essas emoções, ele vai ficar tentando regular essas necessidades. Agora eu vou entrar nas necessidades. Então a gente tem a necessidade de buscar, que é fundamental, porque quando eu tenho um problema eu vou buscar solucionar, quando eu tenho uma dificuldade eu vou buscar um direcionamento. Então assim, a busca é um alerta. Quando isso tá no extremo, eu tô muito ansiosa, eu tô em alerta constante, eu não consigo dormir pensando o que que eu vou fazer amanhã, o trabalho, a planilha, e aí isso vira um pandemônio. Então, o que que o organismo vai tentar fazer? O cérebro vai tentar trazer para o outro lado para diminuir esse alerta. Então, ele pode tirar um pouco da tua energia para organizar tudo. A gente tem a segunda necessidade, que é de fugir das ameaças. Então assim, vai aumentar o medo ali, a tensão, e fugir da ameaça, você pode entender que eu não dou conta de enfrentar e eu saio correndo. Então essa também pode vir como uma base bem importante que vire crença. Então tem gente que chega para mim e fala assim: eu não consigo me posicionar, eu não consigo ter força de enfrentar o outro. Mas quem disse que enfrentar É brigar, é conflitar. Enfrentar às vezes pode dizer assim: "Eu não admito que você fale assim comigo, me desculpa, eu não vou continuar essa conversa." E aí, outro dia uma pessoa falou assim para mim: "Ah, uma pessoa disse assim: 'Você sabe quem eu sou?'" E ela brincou e disse, respondeu: "Deve ser um idiota, porque nem você sabe quem você é." E aí saiu andando e dando risada. E eu disse para ela: "Olha, você podia ter criado uma briga enorme com isso, né?" Então é assim, às vezes no impulso a gente já entra no conflito. A ideia principal é perceber o que que me leva a ficar, o que que me leva a fugir, o que que me leva a não posicionar, por que que eu tenho medo das pessoas, por que que eu tenho medo de não pertencer. Então tudo isso tá muito relacionado àquela primeira identidade, necessidade básica que é O motivo principal da vinculação e do pertencimento. Todo mundo quer ser acolhido, todo mundo quer ser amado, todo mundo quer ser visto. Então a gente tem duas necessidades aqui. Vamos ver quem já se identificou. Vai falando aí, ó. Tem alguém falando sobre por que que é tão dolorido se liberar, né, de uma crença.
É, eu até coloquei esse comentário aqui da Helô. Eu me reconheci muito nesse comentário. E aí, Helô, espero que você ainda esteja aí. Olha a camiseta que eu tô aqui, não dá para ver, ó, capaz. Sim, você é capaz. Todos nós somos capazes, e acredito que somos capazes principalmente daquilo que nós precisamos passar e viver para evoluir. Aí, se eu vou continuar aqui na pergunta, né, o Toninho tá pedindo boa noite. Boa noite para todos. Adri diz assim: então não devemos excluir a crença, mas sim transformá-la, Cíntia?
Exatamente, é nesse lugar que eu ia chegar com vocês. Partindo da necessidade afetiva, não tem como a gente arrancar essa crença, tem como a gente transformar, porque a crença é uma energia. Se você for olhar como é que acontece, A conexão cérebro, comando para o corpo, não é um impulso elétrico? Então vamos entender que tudo é energia, tem uma crença ali, então ela é uma informação. Aí você começa a olhar para ela assim: como que eu posso fazer um comportamento que conte para essa informação que eu tô usando essa energia para fazer diferente? Então a ideia principal é assim: tudo bem da gente entender que a gente tem as nossas necessidades, mas quando a gente começa a criar uma relação íntima, um romance conosco, em que sentido? Romance não é as flores todos os dias, né? Romance tem altos e baixos, não é assim? Quando você se relaciona com uma pessoa, você não tem os movimentos que oscilam? Com a gente é a mesma coisa. Então quando você começa a perceber, porque é um trabalho que vai exigir paciência, auto-amor, amor próprio, né, a autoestima. Então quando a gente começa a perceber onde que eu tô errando, a gente chega assim se culpando, errando de novo. Não é errando de novo, você está em aprendizagem. Quando você tem um bebê, esse bebê tá aprendendo a andar, você não briga com ele quando ele cai. E por que que você briga com você quando você caiu?
Por falar em cair, Caiu uma ficha aqui absurda. Caiu aí, Cíntia?
Ah, caiu. Aqui sempre cai, Libélula.
Então, Cíntia, quando nós repetimos um padrão, é aprendizado. Não aprendi, vem outro.
Nosso processo é construção a vida toda. Então nós estamos como aprendizes da vida. Nós temos um processo pedagógico constante. Então, quando a criança tá lá na escola e ela erra 1, 2, 3, 4 vezes, a mãe fica até meio desconcertada, procura um professor particular, mas ela não vai dizer ali para criança: "Pelo amor de Deus, você é burra, não." E por que que a gente não faz isso com a gente? Por que que a gente não consegue acolher a nossa criança interna que está em constante processo de aprendizagem? Então levar, entender a coisa que assim, putz, eu fiz de novo isso, paciência, eu tô aprendendo, né? Então vou pedir desculpa para mim? Desculpa sim, tia, da próxima você não vai esquecer. Levar isso de uma forma lúdica é maravilhoso porque o cérebro aprende com o lúdico, muito.
O Ibrahim então pergunta: por que a criança está tão relacionada à religião? Antes de você responder, para você tomar sua água, Tranquila. Você falou sobre 7 necessidades afetivas. Dessas 7, você falou 2. Então eu gostaria que a gente retomasse essas 7 necessidades afetivas que podem estar nos mantendo nas crenças. Mas antes disso, o Ibrahim é um querido amigo parceiro que me acompanha há muito tempo aqui. Porque a crença está tão relacionada à religião, Cíntia?
Então, não só religião, né, a crença está relacionada aos grupos. Então assim, quando eu me conecto, o que eu acredito como crença central, próximo ao que aquele grupo acredita, eu entendo assim: nossa, eles me entendem, então quero fazer parte. E o querer fazer parte, ele às vezes pode ser tão forte que ele fecha aquele grupo, ninguém mais pode entrar. Só pessoas que pensem igual. Então a gente tem muitas marcas ao longo do tempo de verdades absolutas, né? Então isso foi segregando as pessoas, foi segregando os grupos, né? Aquela situação de meu Deus é melhor que o seu e as guerras em nome de Deus. Então eu digo que Deus tá bem longe disso, né? Mas de qualquer maneira, quando a gente se conecta com um grupo, é muito importante entender que eu estou ali para agregar, para aprender e para levar também para outros lugares, para trocar, para compartilhar. Se a gente entender pelas filosofias espiritualistas, a gente tem 20 tipos de consciência diferentes aqui, 20 tipos de consciência diferentes. Então a gente pensa que no mesmo planeta onde passou um Buda, passou um Mestre Jesus, A gente tem uma consciência inferior lá de um assassino. Então estamos aqui todos aprendendo, não nos cabe nem julgamento nosso, nem do outro, nem moralidades, porque o que eu vou falar agora vai entrar em algumas coisas assim: "Nossa, então eu realmente sou uma pessoa ruim porque eu pratico isso." Então a gente não vai falar de moralidade aqui. Terceira necessidade, posso continuar? Então a gente tem lá a necessidade de brigar. Brigar, de conflitar, exatamente. Algumas pessoas têm a necessidade, porque imagina assim, isso foi feita uma investigação dentro de uma família de ratinhos, tá? Então, eu preciso disputar o leite da mamãe, e aí o mais forte entende que é mais forte, entende que pode empurrar todo mundo para fora, e ficar com leite pelo menos uns segundinhos a mais para ele. Então algumas pessoas que entendem assim: como é que se resolve as coisas na minha família? Peitando, enfrentando, gritando. Então todos se relacionam dessa forma, quando você vai para a vida você leva isso com você. Isso é uma matriz emocional.
Ui, eu não vim com esse item de fábrica não.
Mas que bom, graças a Deus.
Mas veja que briga conflito, oposicionamento, né? Tem níveis aí. Só que a aversão total à briga também faz com que a gente se encolha muito. Eu posso falar isso por experiência.
Olha, Bela, todos nós temos, todos nós passamos por todas as necessidades emocionais, mas o que que pode ser essa necessidade de conflitar? Ela pode virar um bom enfrentamento. Então eu começo a olhar para a vida com uma coragem e aí eu começo a entender que se eu me limitar, eu não estou enfrentando para chegar onde eu preciso. Não precisa ser briga, briga de conflito entre as pessoas, mas eu posso usar essa energia como enfrentamento para a vida. Então quando eu consigo entender que eu— Por quê? Porque olha só, no extremo eu fico parada gritando com alguém que não tá fazendo o que eu quero, ou da forma que eu gostaria e não sei o quê, e eu tô gastando tanta energia com aquilo que não é pra mim, não direciona aquela força pro meu enfrentamento de vida e pra minha realização. Entende que tudo faz parte, aqui não dá pra gente separar, né? Todos nós temos tudo isso e aí a gente vai aprendendo a lidar com tudo isso. Aí a gente entra na quarta necessidade, que é a necessidade do prazer. E é aí que mora também a liberação, né? Então aqui entra prazer, sexualidade, aí já acabasse comida, alimento e dinheiro e tal. Então assim, a necessidade do prazer é assim, descarreguei, né? E aí eu falo que tem gente que entra na síndrome da Jaque. Conhece a síndrome da Jaque? Não, qual? Ah, eu tô em dieta, mas já que eu comi um brigadeiro, eu vou comer 15.
Já que, ó, antes de continuar Quero mandar um beijo para Marita. Amo vocês, Isabela. Amo você, Marita. Na verdade, todos nós que vamos nos cruzando, né, seja aqui na, no online, no presencial. Eu tenho duas tatuagens, sim, que não dá para ver. Nossa, gente, cadê essa tatuagem? Bom, nesse ângulo que não dá para ver, mas eu tenho uma tatuagem, Marita, que diz assim: Onde quer que você esteja, o meu coração estará com você. Eu só consigo vibrar nessa frequência, sabe? Rádio, né? Não adianta você querer ouvir uma rádio, uma música sintonizando uma rádio que não toca aquele tipo de música que você gosta. Então eu só vibro nessa energia. De vez em quando eu encontro umas interferências no rádio, como todos os rádios têm, né? Mas sempre me ajudam a fica mais firme na missão. Então obrigada pelo seu carinho, Marita. Aí, ô Cíntia, a Pepe Coelho tá dizendo assim, ó: fichas estão caindo sem parar, uma atrás da outra. Que bom, porque assim, se é todas as quartas-feiras estamos aqui neste evento chamado Caindo a Ficha, por isso que tem este aparelho, né, aqui do meu lado, para a gente poder trazer aqui assuntos que estão na hora já da gente Organizar e seguir. Sente a bedim. 7 necessidades afetivas que mantêm uma crença. 1, necessidade de buscar. 2, fugir das ameaças, ao mesmo tempo em que a 3 é necessidade de briga. 4, prazer. E agora, quinta?
A quinta é a necessidade de ser amado. Todos nós temos necessidade de ser amados, cuidados, acolhidos, vistos, validados, reconhecidos. Todos nós temos. Por quê? Porque é mamífero, sistema de vínculo, a gente precisa, né? A gente precisa das trocas. Só que lembra, o que que é amor? Porque quando eu cresço numa família que as crenças são: você não consegue, ele não é mais a sua obrigação. Então, às vezes as pessoas confundem amor com algum tipo de abuso. Então, observem isso, tá, gente? Quando a gente fala de amor, é um amor puro, é um amor no sentido de eu consigo trocar, dar e receber, eu consigo sentir que o outro me entende ou me vê do jeito que eu sou, né? Então amor é algo mais sutil, a gente tem que ampliar bastante aí para entender a compreensão de amor. Mas todo mundo quer ser amado, acolhido, visto, né? Cuidado. Aí a sexta necessidade está relacionada com isso, porque a sexta necessidade, olha só, necessidade que a gente tem também de cuidar. Então se a gente Prestar atenção, né, isso tá lá na figura parental, mas aparece muito assim na nossa sociedade em profissões que cuidam, né. Eu vou tirar a parte comercial do caminho, né, que eu escuto de algumas pessoas assim: "Não, mas tem médicos que se formam só pelo dinheiro." Esquece isso, tô falando quando a pessoa tem um chamado de: eu preciso estar cuidando, eu preciso colocar este acolhimento em execução. Então tem pessoas que trazem muito alta essa necessidade de cuidar, né? Tá relacionado com a necessidade de ser amada. Eu cuido, recebo amor. Muitas vezes eu cuido, recebo amor de fora, de pessoas que eu nem conheço, quando eu não recebi de dentro da minha casa.
Então todo mundo, todo mundo, todo mundo vem com esses 7 itens de fábrica, uns mais fortes, outros menos fortes.
Sim, são matrizes emocionais, porque tudo que a gente sente está amparado, eu gosto muito desse autor, ele não é muito conhecido, mas ele vai falar de neurociência afetiva, por quê? Porque não tem como separar cérebro e emoção, a gente age a partir de afetações, a gente não age se não for por uma vontade, uma emoção, ai, olha que lindo isso, eu vou fazer também, "Ah, eu tenho aquele chamado para um curso de enfermagem, um curso de comunicação." Então assim, quando você reconhecer onde que você tem afinidades, é sempre emocional. Se não for emoção, você não reage, você não age, você não tá na vida, né? Você não passeia pela vida. A vida é emoção o tempo inteiro. Então não dá pra gente inferiorizar as emoções, que isso foi feito por muito tempo, né? Inferiorizar emoção para deixar o racional Bonitão, só existe o racional, só que a inteligência racional não é nada sem a emoção, né? Tem até um, eu não sei se você já assistiu, Bela, faz muitos anos que eu vi no History a história de Einstein, um seriado da vida de Einstein, e foi bem interessante porque assim, gente, afetivamente ele era, tadinho, um desastre. Era um desastre. Então assim, ele conseguiu ter uma vida afetiva, mas enfim, casos, etc., etc. Por quê? Porque a razão, ela precisa vir acompanhada do acoplado emocional. Eu preciso conversar com essa emoção. Não adianta você só razão. Tudo bem, a gente te ama, obrigado por você ter existido, mas assim, é interessante você observar esse tipo de situação.
Sensacional! Sim, olha só, a gente tá virando aqui o relógio, ainda tem 20 minutos para a gente encerrar. Essa live ficará gravada, mas como vira o relógio, muita gente pode ir para outros compromissos. Eu já quero agradecer quem ficou conosco até aqui. E se o que nós estamos falando te parece importante, se você está vivendo crenças que te levam à prosperidade, ou crenças que você já sacou que não estão te ajudando a evoluir, encaminhe esta live Aqui pelo, como é que chama isso aqui, gente? Esse, vocês já sabem, né? Encaminha essa live para quem você quer bem, porque nós estamos falando sobre crenças e todos, todos, todos tem crenças, umas mais limitantes que outras, mas temos crenças. E a Cintia está falando das 7 matrizes emocionais, das 7 necessidades afetivas que nós temos para manter uma crença ou não. Falta a sétima, minha querida.
Falta a sétima. Segurem, segura aí, hein? Banca, banca, sustenta, vai, vamos lá, respira. Necessidade de dominar. Necessidade de dominar. De novo, lembra lá, né, nos ratinhos brigando pela identidade? Aqui a gente não tá olhando moralidade, o que é certo, o que é errado. Mas vamos supor assim, quando a gente não entende que a gente tem uma força de execução, a gente precisa validar, sabe aquela coisa que vem assim, ó, de: "Quanto você tirou, filho, na prova?" "Tirei 8." "Ah, mas seu primo tirou 10." Então essa comparação pode fazer com que exista uma necessidade de estar sempre à frente, e aí gera-se uma crença em cima disso, que é a necessidade de dominar. Eu preciso ser sempre o melhor, eu preciso ser sempre o maior, Isso, ele não necessariamente é um aspecto ruim, tá, gente? Vamos entender que assim, bom e mal a gente não vai colocar aqui para ser julgado. A gente vai entender que assim, a disputa, nossa sociedade nos convida a isso, né? Nós somos muito mais competitivos do que cooperativos, mas nós temos na genética o senso do cooperativismo, então nós temos que usar, né?
Dica: e precisa treinar. Saber não significa fazer. Então, ó, eu quero repetir as 7 bases emocionais que nós temos. A Dani Tamaroz é uma grande amiga minha que tá aqui. Ela disse que é o aviãozinho. Isso, então, aviãozinho que tá aqui, né, no fim, aqui no cantinho. Fiquei tanto tempo sem fazer live que eu até esqueci os nomes aqui dos botões.
Então, aviãozinho Sabia!
Tem um aviãozinho aqui, Cíntia. A gente que é da época de cair a ficha, usar esse telefone aqui, Dani Tamarozzo usou também lá em Jandaiá do Sul. A gente estudou juntas lá no interior do Paraná. Então olha só, caiu agora, viu?
Caiu.
Vamos lá, muito importante. 7 necessidades afetivas: 1, busca; 2, fugir das ameaças; 3, necessidade de briga; 4, de prazer; 5, ser amado, visto, validado. 6, de cuidar. 7, de dominar. Essas então são matrizes emocionais, necessidades afetivas que podem estar nos mantendo em uma crença que o seu coraçãozinho já entendeu que não precisa mais continuar nesse rolê, né? Mas como é que eu vou mudar? E entendi sim que— vamos ver se a ficha caiu aqui direitinho. Que todos nós viemos de fábrica com essas 7 matrizes. Umas estarão mais enfatizadas do que outras. E aí eu te pergunto: e a necessidade de reconhecimento? Não tá aí, não? É outra coisa?
Não, tudo tá aqui dentro, né? A necessidade de reconhecimento, ela tá lá na necessidade de ser amado. Por quê? Porque Eu preciso ser vista, eu preciso contar para as pessoas que eu tenho valor. Só que eu vou contar uma coisa aqui para você: se você entra num grupo que tem crenças rígidas, fechadas, e que se sentem excluídos, quando você chegar com a sua necessidade humilde de reconhecimento, vão excluir você.
Repete que eu não entendi.
Não, ó, imagine assim, alguém fez uma pergunta aqui sobre as crenças religiosas, né? Então vamos pegar assim, crenças que são de grupos talvez fanáticos, tá? Então um grupo fanático, o que que ele faz? Ele enrijece aquela crença e todo mundo tá ali, ó, fechadinho com o outro. Se você chega com algo diferente Então tá todo mundo assim, ó, um grupo de excluídos, tá? Vamos colocar um grupo de excluídos. Eu me senti excluída, encontrei outro excluído, outro excluído, então todo mundo se junta para chorar. Vamos colocar assim. Eu costumo dizer assim: tem pessoas que se unem a grupos para lamber feridas. Desculpa a força das palavras. Então as pessoas ficam ali lambendo as próprias feridas. Quando chega alguém e fala assim: "Oi, eu trouxe uma gotinha de amor." "Não, você não tem dor, você sai daqui porque você não pertence." Então, os que se sentem profundamente excluídos e fazem amizade e colocam o sofrimento na coleira, dificilmente vão aceitar os diferentes e as diferenças. Isso é importante que a gente saiba. É chocante, né? Mas é assim que funciona o inconsciente. Gente, inconsciente é 95% da nossa constituição. A gente tem uma vida para aprender sobre isso. E é importante que a gente se interesse, porque assim como a gente entende, a gente delegou, olha, olha aqui a que ponto chegamos, a gente delegou nosso corpo físico aos médicos. É o seu veículo que te leva do nascimento até a morte, como é que você não vai entender do seu corpo físico, pelo amor de Deus?
Cíntia, excelente. A Helô, ela tá dizendo: essa ficha funcionou como um tapa na minha cara. Ela tinha colocado aqui comentários, eu vou repeti-lo de tanto que eu gostei de como ela coloca aqui. Eu vim com esse item, ela tá falando, gente, dos itens de fábrica que todos nós viemos ao mundo, que são as 7 matrizes emocionais que podem nos manter em certas crenças, mesmo quando já tem uma parte do seu corpo que já diz: não é por aqui, ou não é por ali. Aí ela diz assim: eu vim com esse item Pode ser o da briga, né? Necessidade de brigar, mas percebi que mudei, libertei. Não achava necessário sempre o caos da discussão, transformei em enfrentamento. Eu passei a maior parte da minha vida até hoje não enfrentando, e justamente por isso hoje eu tenho dificuldade de me posicionar. Isso é um desafio diário. É algo que nós precisamos ter vigilância constante. Então, se você disse, né, para quem tá chegando agora, importante que vocês saibam: a crença, a gente não arranca uma crença da nossa vida, a gente transforma. A frase mais linda que eu ouvi sua hoje. E gostaria que você então falasse nesses nossos últimos minutos, a Charlene traz aqui, ó, no trabalho convivo com essas crenças. Ela deve estar se referindo a alguma que nós falamos até aqui. Então vamos lá, na prática, se eu estou convivendo com alguém que tem uma crença muito distinta da minha, como eu posso agir para não magoar e também exercer o meu direito de expressão?
Existe uma frase de um livro que chama As Meditações de Marco Aurélio. Marco Aurélio, o general, você tá pensando aí. Ele, enquanto estava na guerra, ele também filosofava. E ele dizia assim: a maior vingança contra o teu inimigo é ser diferente dele. Então, quando você perceber que tem algo exagerado do outro lado, faça o movimento contrário. Vou te dar uma dica: às vezes a pessoa vem com uma fúria, né, aqui, redes sociais, acontece muito que atrás do celular todo mundo fica muito corajoso, né. Então, às vezes a pessoa vem com muita fúria e aí você vai lá, ao invés de você alimentar aquele conflito, você convida aquela pessoa para a tua realidade, você joga uma gotinha de luz, Outro dia passou, eu postei um vídeo rapidamente assim e eu começo às vezes falando: passando aqui para te lembrar. E aí veio uma pessoa e escreveu assim: sou chata, passa ontem. E aí o tema era perdão, perdão para os pais. E aí eu escrevi assim: alguém precisando perdoar os pais aí? "Se precisar, tem bastante material disponível, sinta-se à vontade, você é bem-vindo." A pessoa foi lá, curtiu o comentário e começou a me seguir. Ou seja, às vezes a forma de pedir ajuda, a forma de dizer "eu estou aqui" é gerando um conflito, um confronto, cutucando, infernizando, e nem sempre é o que parece. Então, se a gente não julgar, a gente tem chance de resolver. Isso não significa ficar apanhando e ficar parado lá, tá? Isso significa reconhecer o meio e isso aqui me ajuda ou me atrapalha? Me atrapalha, então eu me afasto. Porque às vezes você não foi reconhecido por um, você vai tentar de novo, uma pessoa igual ou pior. Aí não foi reconhecido por outro, vai tentar de novo, uma pessoa igual ou pior. Isso não vai te ajudar, isso vai só reforçar a crença de não tô sendo visto, de rejeição, de abandono, de tristeza. Então a melhor coisa é reconhecer ali o que a pessoa está apresentando é dela, não é meu. Ela está só transferindo para mim, é dela, não é meu. O que é meu eu preservo, alimento, e o que não tá bom em mim eu mudo ou me trabalho para mudar.
Uma salva de palmas, senhoras e senhores! Olha, caíram já algumas fichas aqui. Primeiro, não tem como arrancar uma crença da vida, mas transformá-la. Crenças são para pertencimento, são 7 bases afetivas que a Titi Isabela vai colocar no story, tá, com as 7 bases para quem perdeu, quem chegou agora não tem problema, depois a gente faz um resumo. Cíntia, toda engraçadinha, né? Olha essa frase aqui: hoje não dou a honra de qualquer um me enfrentar. Se eu tivesse, se a gente tivesse falado esse tema na semana passada, que nós falamos de caridade, e a Realia 69 tivesse colocado essa frase Quanta coisa, né? Poderia ter acontecido diferente ou não também. Enfim, vamos lá. Gostei muito dessa frase: hoje não dou a honra de qualquer um me enfrentar. Que coisa mais linda!
Exatamente, porque a gente nem tudo, né? Se eu tenho uma crença de conflito, eu vou ficar conflitando com todos. Mas eu tenho, se eu tenho compreensão de que isso é uma crença que tá mais forte para pessoa naquele momento, por que que eu vou alimentar isso se eu tô tentando resolver isso em mim? Então a cura começa por nós. E muitas vezes quando a pessoa vê, né, a gente tem que ser a mudança que a gente gostaria no mundo. Então quando a pessoa começa a ver a tua atitude, ela até se envergonha da própria.
Pronto. Ui, senti ar. Para finalizar, a Márcia Lima diz assim: como transformar crenças? Acho que todo mundo que tá aqui Se chegou depois, vai ficar gravado, fica tranquilo, mas já estamos na mesma página. Então, como transformar as crenças? Como é que eu começo?
A gente começa olhando para dentro, a gente começa— você pode pegar essas 7 necessidades básicas e perceber quais que atuam de forma mais intensa em você. Escreva numa caixa, pega essas 7 crenças básicas e perceba quais que atuam de maneira mais forte em você. Nós temos todas, tá, mas tem algumas que atuam de maneira mais importante. Então reconhecer aqui, então tem 3 lá que atuam de forma mais importante. Escreva, te conta para você mesmo, como se você estivesse escrevendo uma carta para si mesmo, contando como que foi, me dá exemplos na prática, o que que aconteceu que essas crenças estão claras para você e o que que você não gostou, o que que a gente pode fazer para mudar isso. O que que eu posso começar? Comece você um diálogo interno. Se você tiver uma terapeuta, um terapeuta, leva para sua terapia, abra esse livro da vida com essa pessoa que está aí disposta a te ajudar. "Ai, hoje eu não tenho ninguém." Compartilha aqui com a gente, você nunca vai ficar sozinho, a gente está aqui porque a gente tem um compromisso de ajudar vocês a entenderem como é o seu caminho evolutivo, que é diferente para cada um, mas é maravilhoso. E quando a gente aceita o processo, a gente só tem um caminho, um destino: o crescimento, a evolução, a compreensão, o amor e expansão.
Então, quando acabar a live, eu vou compartilhar nos stories essas 7 crenças. Quem está nos acompanhando vai reconhecer qual delas está atuando de maneira mais forte dentro dessas 7 bases, dessas 7 matrizes emocionais, e aí reconhecer qual é a necessidade afetiva para isso ainda estar sendo mantido, certo?
Isso, é assim, dá uma olhadinha, tantas crenças, olhei onde que isso atua em mim, onde que é mais forte, em que situações eu vivenciei isso, aí você vai começar a perceber uma repetição quase que como um fortalecimento mesmo, você fortalecendo aquilo, né? Eu vou te dar um exemplo, pessoas que têm a necessidade de brigar vão ficar encontrando relações afetivas de conflito, e daí elas falam: "Tá vendo? Todo homem é assim. Tá vendo? Todas as pessoas são assim." Por quê? Porque ela fica procurando pessoas com quem ela possa conflitar para fortalecer essa crença nela. É diferente quando você tá disposta a mudar. Aí você começa a evitar esse tipo de pessoa.
Então significa que aí eu posso procurar um outro caminho para não repetir?
Exatamente, reconheceu que aquela pessoa vai trazer do mesmo, não é aquilo que eu estou buscando, eu olho para o outro lado. E assim, pessoas que estão afinadas com sofrimento podem se sentir desinteressadas por pessoas que não sejam brigonas, briguentas. Tá certo? Só isso. Começar a perceber o que me atrai, como me atrai. Gente, conversem com vocês, o diálogo interno ele precisa existir. Aquela coisa do diário, ela é fundamental, sabe? Não precisa escrever tudo, mas escreva sobre você, como você sente, o que que você se atrai, para onde você tá olhando. Começa a desenvolver uma relação com você, uma relação de amor com você. Não se julga, não se pune, só observa, só observa. Ah, mas aqui eu me puni. Não tem problema, volta lá e fala: tá bom, eu te desculpo, não tem problema. Eu desculpo a minha versão atual e as minhas versões do passado. Também o canal do YouTube tem meditações sobre renovação de crença e criança interna. Quem precisar, faz parte do combo aqui para você continuar liberando e organizando as suas crenças, pelo menos 90 dias, tá? 90 dias a gente começa um novo comportamento.
Pera lá, você tá me dizendo que demora 90 dias para transformar uma crença?
Demora 90 dias para você aceitar um comportamento novo. Por exemplo, você vai para academia e se você sustentar 3, 4 vezes, né, as dores musculares, e 90 dias não dói mais nada. Você já tem um caminho neural novo aberto e trabalhado.
90 dias, senhoras e senhores. Então, olha, eu e Cíntia Bedim, toda quarta-feira, 19:19, sempre estaremos aqui. Cíntia Bedim, várias pessoas agradecendo pelos seus ensinamentos, pelas suas explicações. Gratidão absoluta. Essa live ficará gravada para você que está nos acompanhando assistir novamente. Se fez sentido para você, encaminhar ali pelo aviãozinho, né, para quem você gosta. E eu sugiro com muita certeza que se você começar a seguir a Cíntia Dedim, você vai ter acesso a informações que só vão te levar para um lugar de compreensão, de bem-estar real, né? Porque a gente ouve muito bem-estar, bem-estar, bem-estar, mas assim, o que que é bem-estar real? Como que é o seu canal no YouTube, Cíntia?
Instagram tem ali no Linktree, mas é @eusoucamilhaconsciencia. Ai, gente, desculpa, minha memória é ótima.
Esse horário também, não é? Muito obrigada por todos que compartilharam, foi uma honra dividir esse tempo com vocês. E vou fazer então no story, tá, esse resuminho. E aí, se vocês gostarem Vocês compartilham também esse resumo. Elizabeth, vai ficar gravada na minha página, Isabela Camargo Real, e na página da Cíntia Bedim. Minha querida, até quarta, tá? Você já quer deixar algum tema aqui em aberto para quem tá nos acompanhando escolher ou não?
Ainda não, me pegou de surpresa, mas se as pessoas quiserem trazer sugestões, a gente aceita.
Gostei danada! Então, ó, podem enviar no meu direct ou no da Cíntia Bedim temas que vocês querem que a gente traga aqui no Caindo a Ficha, toda quarta-feira, 19:19. Um beijo, minha querida, até breve! Você tá pedindo sugestões, né? Aliás, falando de sugestões, sim, nós aceitamos, né? E, ó, vim com uma camiseta especial para todos: Somos Capazes. Sim, de transformar as nossas crenças. Se tiver faltando um pouquinho mais de informação, segue a Cíntia que ela vai te ajudar, tá? Até semana que vem, tchau tchau!
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








