Ser Fitness não ter o corpo bonito, sabia? Ronan Diego - EP 41 - ÏnteriorIza

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Ser Fitness não ter o corpo bonito, sabia? Ronan Diego - EP 41 - ÏnteriorIza" created on October 25, 2023. It features a conversation between Isabela and Ronan Diego, discussing the concept of fitness beyond aesthetics, focusing on health, resilience, and personal expression. Ronan Diego, a health and fitness director at Mindvalley, shares insights on how fitness should be about the body's ability to recover from challenges rather than just physical appearance. The discussion also touches on personal experiences, societal perceptions of fitness, and practical advice for maintaining health as one ages.
Chapters
Oi, muito obrigada pelo seu tempo. Que bom saber que você tá afim de interiorizar, assimilar assuntos que já passaram do tempo da gente compreender, não é? Então, seja bem-vindo, bem-vinda. Você que me conhece há um tempo sabe que eu gosto de me comunicar antes de falar. Então, por que que eu estou com esta camiseta? Dream. Por que que hoje nós vamos falar de sonho? Por que a gente não faz o que sabe que tem que fazer para conquistar o sonho? Tem gente que tem... Nós temos todos os tipos de sonho. Materiais, emocionais, espirituais. Mas eu vou compartilhar aqui com vocês um sonho que hoje eu tenho. Eu preciso eliminar peso. Ah, Isabela, mas isso não é um sonho. A gente não pode questionar o sonho de ninguém. porque cada um sabe o quanto a realização daquele sonho vai significar na vida dela e das pessoas ao redor. Então, para falar de realização de sonho, porque a gente não faz o que sabe que tem que fazer, eu tenho o privilégio de receber aqui nos estúdios do Interioriza, em São Paulo, ele que é um cara do mundo. O nome dele, vou pronunciar como se fala aqui no Brasil, mas é o Ronan, o Ronan Diego. Bem-vindo, meu querido.
Muito obrigado, Isa.
Sofá do interior, Isa. Obrigada. O Ronan é diretor de saúde e fitness da Mindvalley, que é a maior plataforma de desenvolvimento pessoal do mundo. Aqui no Brasil, a gente ainda não tem a clareza da grandiosidade da Mindvalley, mas você faz um trabalho tremendo, não é? Para levar o desenvolvimento para todos os cantos do mundo, literalmente.
É uma plataforma internacional. Primeiro, Isa, eu entro aqui com muita gratidão, com muito respeito e com muita honra. Obrigado pra você e pra toda a audiência que tá aqui acompanhando a gente.
Maravilha.
A Mindvalley é uma plataforma, é tipo assim, a escola da humanidade. A ideia é a seguinte, quais são as coisas que são importantes pra você na sua vida? que você aprendeu na escola e na faculdade? Não muitas. E se a gente tivesse uma escola da humanidade, o que ela ensinaria? Pode ensinar como nutrir e tratar do corpo, pode ensinar relacionamentos, pode ensinar espiritualidade, pode ensinar liderança, pode ensinar como criar uma família. Se a gente fosse formar uma escola da humanidade que ensinem os professores, qual seria o currículo? Essa é a pergunta que a Mindvalley responde. Então, uma plataforma internacional que tem cursos de desenvolvimento pessoal em todas as áreas que fazem a diferença na vida do ser humano.
Escola da humanidade. Você assistiu o filme Soul?
E eu assisti, tipo, ah, bom.
O que você achou? Bom.
Eu achei... Fazia tempo que eu não assistia uma animação.
É.
Aí, quando eu assisti, esses caras entendem alguma coisa. Eles entendem ou... É, eu gostei muito.
E esse bar? Vem de que cidade do Rio Grande do Sul?
Esse bar vem de Joinville e Santa Catarina. Ele é emprestado, né? Ela é emprestado dos... Quando geralmente o pessoal no Instagram fala, de que cidade do Rio Grande do Sul você é? Eu sou de Joinville e Santa Catarina, mas o bar tá ali, né? Acho que é o caso dos amigos, eu acho.
O Ronan... Ai, eu gostando de chamar de Ronan.
Vamos então.
Vou ficar pronunciando inglês. Ronan Diego. Mas aí quando fala o Diego, né.
Aí... Aí o Diego é... Ronan Diego. É.
Bom, Ronan Diego, gente, tem um trabalho fantástico. especialmente numa área que eu amo, que é a educação e saúde. Vamos começar, Ronan, com a questão da saúde e fitness. Quando eu falo hoje, um dos meus sonhos é eliminar peso. Por quê? Minha família tem questões hereditárias que o sobrepeso que eu estou pode contribuir para antecipar esses problemas. Diabetes, pressão alta. Então, eu já sei disso. Não é uma questão estética. Então, a gordurinha que se acumulou aqui depois da gestação da minha filha e que, com os 42 anos, está bem difícil de perder, Ela não me incomoda apenas porque as roupas estão apertadas e isso vai me dar um problema de circulação, mas porque eu sei que o sobrepeso é um perigo. E é curioso porque a gente mora num contexto que ou a gente ignora ou banaliza um problema. Então, e sei que o sonho de muitas pessoas é conquistar um corpo mais leve, mais saudável. Só que aí, ó a provocação, o fitness traz uma ideia de rigidez. A pessoa é fitness, significa que ela nem olha pro açúcar, né? Vamos começar por aí? Vamos colocar cada coisa no seu lugar?
Sim. Essa é a ideia, assim, ó. Quando a gente olha na mídia social o que é saúde e fitness, a gente tem uma ideia distorcida. Se hoje você for no Instagram e colocar hashtag fitness, o que você vê É estética. Não tem nada de errado com a estética, mas estética não é fitness. Fitness é assim ó, é a capacidade que o teu corpo tem de passar por desafios e se recuperar rápido. Exemplo, você sobe seis andares de escada, quase morreu lá em cima, fitness baixo. Você sobe seis andares de escada, passou 30 segundos, tá que nem nova, auto fitness. É assim.
Repete.
É a capacidade do teu corpo de passar por desafios e se recuperar rápido.
Isso é ser fitness?
Isso é fitness. Fitness não é a barriga do tanquinho, sabe? A veia, a definição muscular. Isso aí é estética, mas a mídia social vende essa ideia. Ela coloca assim, ó, foto da... Jennifer Lopez, né? Hugh Jackman, Wolverine e hashtag fitness. E mostra que a ideia vendida é se o teu corpo não tá ali.
Você não é fitness.
Então, você tem que trabalhar mais duro. Mas cada corpo tem uma construção diferente. Você tem carros de esporte, você tem caminhonetes. Eles têm construções diferentes e a expressão máxima de cada um vai ser diferente. Então, não adianta você querer construir aquele corpo se o teu é construído de uma forma diferente.
Cara, o que você explicou sobre fitness, eu nunca tinha ouvido. E me lembrou muito o significado da resiliência.
É conseguir recuperar rápido depois de passar por um desafio.
Exato. E rápido, eu não sei se na resiliência não seria rápido, mas se recuperar... E hoje, eu luto muito por isso, sem anestésicos, sem ilusão.
Sim, sim, sim.
Ou seja, você passar pelos desafios, aprendendo com eles, saindo mais forte, mas sem tomar remédio, anfetaminas e tudo mais.
Sim, de uma forma natural. O teu sistema tem essa reserva. Ele não quebra quando você passa por um estresse um pouquinho maior. Aí a fitness é essa ideia física. Se eu precisar, vamos dizer, vou precisar arrumar esse lugar, vou precisar arrastar o sofá, se eu fiquei com dor nas costas, difícil, tô perdendo a respiração, fitness baixo. Se eu consigo fazer isso, mal sinto, fitness alto. Então, que tipo de desafios você consegue passar e se recuperar e continuar, sabe, pro próximo momento da tua vida. Esse é o papel de fitness.
Você que tá nos acompanhando, me conta, como é que tá o seu fitness? É assim que eu faço a pergunta? Como é que tá o seu fitness? Alto ou baixo?
É. Alto e baixo. E o fitness, ele tem capacidades diferentes. Por isso que ele é expressado através de esporte. Você pode ser força, você pode ter velocidade, você pode ter resistência, fazer coisas por uma grande quantidade de tempo. Aí, o fitness te dá uma coisa muito legal, que é uma capacidade de expressão criativa. que é como você expressa o teu corpo, você expressa com explosão, você expressa com resistência, você expressa com movimento, a fitness te dá aquela capacidade de... Ah, se eu posso desenvolver mais a minha força, eu posso criar uma forma de expressão criativa, um esporte ou várias pessoas competem em levantamento de peso, não é? Então, eu consigo expressar quem eu sou através da capacidade do meu corpo. Se eu gosto de velocidade, se eu gosto de mobilidade, eu vou pra uma área de dança, vou pra uma área de movimento artístico. Então, o fitness não apenas deixa a tua vida com mais possibilidades, mas ele também aumenta a tua expressão criativa.
Total.
Porque ele usa o teu corpo não apenas pra ser funcional, mas pra expressar a beleza.
Gente, eu tô chocada. Eu nunca tinha ouvido essa definição do fitness. E é, eu não sei como é que é fora, tá, do país, mas aqui, quando você tá com uma restrição alimentar, ou você não vai comer tal coisa, e aí você fala, não, eu tô tentando, né, eliminar peso e tal, tá fitness, é como se fosse ruim. É curioso, né, as pessoas que não são desse rolê... Tem um estigma.
Então! Tem um estigma. Porque justamente o fitness tá muito conectado com, ah, o que você quer? Colocar o biquíni e passear na praia, tirar a foto e colocar no Instagram, porque hoje, Fitness é... Tem uma imagem forte de fitness que é vendida. Então, se você fala, estou dedicando pra melhorar o fitness. Ah, então você quer tirar foto e colocar no Instagram? É isso que você quer? A gente não tá tomando a consciência de que é a expressão do teu corpo melhorando a capacidade da tua saúde e expressando beleza com o teu potencial físico.
Sensacional. Quando é que você se abriu para esse universo?
Essa foi uma coisa que... Eu sempre... A minha jornada com fitness, ela veio de uma área de compensação. Quando eu era criança, eu recebia bullying na escola porque eu era o menorzinho, o mais fraquinho, o mais devagarinho. E teve uma hora que eu queria me transformar em um homem forte. Aí eu assistia televisão, aí você vê os filmes com super-heróis, e quem é o homem forte é o cara com... Musculoso. Musculoso, né? Com um corpo impressionante. Então, essa pra mim era a identidade, era eu comprando essa... indústria fitness, essa mídia de massa da indústria fitness.
Ilusória.
Ilusória, né? O que eu preciso é criar uma... um corpo impressionante. Eu vi o Conan O'Barrabor, Arnold Schwarzenegger, falando muito, transformar naquele cara.
Conan, Ronan.
Eu tinha, Ronan, Conan, só faltava mudar, já tava meio do caminho.
Tipo, sou eu, só erraram a letra. Isso, é consoante.
Erraram a letra e o tamanho do corpo. E aí, eu passei anos dedicando pra desenvolver o físico.
Pra ter aquela massa total.
É, e pra mim o meu corpo não é desenhado. O Arnold Schwarzenegger, o corpo dele é um caminhão. O meu corpo, ele tem resistência, ele faz coisas por uma grande quantidade, mas ele não tem aquele volume enorme. Então, pra eu chegar num volume grande, eu tive que transformar o corpo num emprego de tempo completo. Tinha faculdade, tinha o meu trabalho, não sei o quê. E eu tinha o trabalho de tempo completo, que era fazer o corpo crescer. Treinar duas vezes por dia na academia, sair pra correr uma vez. Domingo, eu fazia todas as 21 refeições, contava os grãos de arroz, sabe? Aquela coisa por anos. E aí, eu cheguei lá. E fiz, assim, ensaio fotográfico e tudo mais, que é aquela ideia que as pessoas têm. Ah, esse é o corpo fit, né? O corpo dos sonhos, do fisiculturismo. E quando eu cheguei lá, eu tava ainda mais inseguro do que o começo. A saúde tava caindo aos pedaços, era uma coisa insustentável, e era uma coisa que eu vi que nenhum dos problemas da minha vida mudaram. Eu era o mesmo menino inseguro em relação à masculinidade, mas com um monte de músculo em cima.
Uau!
Eu estava me escondendo naquele escudo. E aí eu vi que, poxa, toda essa questão de saúde e fitness, a gente tem ela inversa. Não é para a gente tentar forçar o corpo para que ele seja o que a gente quer que ele seja, mas a gente pode usar o corpo para que ele expresse, tenha essa expressão máxima da sua própria forma. Sabe? Você usar saúde e fitness para transformar o corpo no que o meu corpo quer ser. Se ele é um carro de corrida, Eu uso ele pra corrida. Se ele é um caminhão, eu uso ele, sabe, no off-road.
E como é que eu vou saber se o meu corpo é pra corrida leve, se é pra estrada de terra, se é uma caminhonete? Como é que eu sei?
Eu não tenho um filho, eu não tenho uma filha, mas eu vejo pessoas educando os filhos, né? E tem sempre o pai que fala, você vai ser engenheiro, e tem o pai que fala, e aí, o que você quer? Você quer tocar violão? Você quer estudar alguma coisa? Você dá oportunidades e vê onde tá a resposta que tem menos resistência. O corpo tem a mesma coisa, sabe? O teu corpo vai ter tipos de alimentos que ele vai digerir, você vai se sentir bem. Aí você vai ter outros tipos de alimentos que ele vai te dar gases e tal. Opa, aquele tipo de combustível não funciona pro meu corpo. Por exemplo, o fisiculturismo exige bastante um consumo alto de carboidratos pra aumentar bastante a intensidade do treino. O meu corpo tem síndrome da...
Intolerância.
Intolerância.
Intestino irritável.
Intestino irritável, IBS. Irritable Bowel Syndrome. comer aquela quantidade de batata doce, é tipo assim, ameaça pra vida das outras pessoas que estão perto de mim. Então, é o corpo que não tá desenhado de forma nutritiva pra aquele tipo de esporte. Movir tipos de movimento. Vai ter tipos de movimento que o teu corpo tem mais facilidade de se recuperar, que ele tem mais facilidade de fazer, que você tem mais vontade de fazer também. Quando você junta o que eu gosto, que o meu corpo tem facilidade, você encontra, ah, esse é o caminho do meu corpo expressar a sua potencialidade máxima, porque ele tem a facilidade daquele movimento, ele se recupera bem e eu gosto de fazer, eu gosto de praticar isso.
Deixa eu olhar para as pessoas que estão aqui no estúdio, se vocês estão captando a mensagem que o Ronan está dizendo, porque você que está nos acompanhando aqui no Interioriza está recebendo uma informação que são poucas pessoas que sabem, porque senão nós não viveríamos em um contexto com tantas pessoas querendo algo, como você falou, não adianta eu buscar um corpo que não é para mim. A força não está aí. Tá certa essa configuração?
Tá certíssimo. E o problema é que quando você busca o corpo que não é pra você, ele não te deixa com aquela autoestima que você acha que teria quando você chega no resultado final. Você cria uma jaula, sabe? Você diminui as suas possibilidades de vida. Você cria um sistema rígido. Você força o corpo a ser o que ele não tem que ser. Meu pai... Então, eu já trabalhei com muita gente, Isa, que transforma o corpo mas a vida fica mais difícil como resultado. Porque é que ela tem a obsessão com a forma do corpo. Então, eu faço coisas que eu não quero fazer. Eu faço dietas recetivas, eu faço tipos de exercícios que não são desenhados pro meu corpo, ele tá sempre exausto. Aí o meu corpo transforma, ele tá lá que nem a capa da revista, mas a vida, como resultado, ficou pior. Então, o que do corpo é sempre alinhado com o como. O corpo é uma manifestação física do teu estilo de vida. Então, pra você chegar naquele corpo, ele vai ser resultado de um estilo de vida. Então, se você foca apenas naquele corpo que eu quero que ele seja, o estilo de vida, às vezes, ele vai pra direção oposta de onde você quer que ele vá. O que a gente quer fazer é o contrário, é qual que é o estilo de vida que eu quero ter que nutre corpo, alma e mente, e eu deixo o corpo tomar a forma que ele vai tomar quando o meu estilo de vida é saudável, quando o meu estilo de vida tem plenitude. Essa é a ideia.
Isso é lindo. Replay, gente. Ouve de novo, tá? Esse pedaço. Ouve de novo, ouve de novo. Isso evitaria muitos problemas, inclusive, relacionados à saúde mental. Ainda estou dando esse recorte, tá, Rona? Porque aqui no Brasil, assim como todo mundo, a medicina nos fatiou. Parece que a saúde mental é uma coisa, a saúde física é outra. Nós estamos falando de saúde. Mas eu tenho um trabalho muito grande aqui no Brasil, de educação e saúde, para conscientizar que a saúde mental afeta tudo e tudo afeta a saúde mental. Mas quando estou falando de saúde mental, estou falando de saúde. Agora, focando aqui na saúde mental, eu estou falando das emoções, porque a frustração de um menino que se esforça tanto para ter músculos e, ao ter músculos, não fica feliz, deve ser muito grande.
Era aterrador, sabe? Porque eu tinha colocado... Eu tinha treinado a minha mente a entender que aquele estado significa eu ser um homem forte. Eu não queria ter músculo, eu queria me sentir um homem forte. Eu só tinha treinado a minha mente a interpretar que aquilo seria ser um homem forte. E aí, se eu não consigo manter aquele corpo, significa eu não consigo ser um homem forte, eu estou fadado a ser um menino fraco. Essa é a jogada da mente, sabe? E aí você vê que, poxa, a questão de eu ser uma pessoa forte, uma pessoa fraca, não é a forma externa do meu corpo, mas a atitude que eu tenho em relação a ele.
Rapaz, e aí que o bicho pega, porque assim, ó, eu comecei a me treinar, eu me vejo no espelho super magra. Eu só me dou conta que eu estou com 7 quilos acima do meu peso. Que peso? O peso normal em que a massa de gordura está em equilíbrio e não superior. Eu só me dou conta disso quando eu vou vestir uma roupa e ela não serve.
Sim.
A roupa que eu sempre usei. Tô falando de manequim 42, tá gente? Tô falando de 36, não. E aí eu me dou conta. Então, eu tenho o inverso. Eu me sinto super magra.
Esse é um ponto bom. Esse é um ponto bom dessa relação. Porque, assim, a transformação do corpo vai depender da relação que você tem com o teu corpo. O estado que você não quer estar é ter um estado de tabu ou um estado de... Uma relação abusiva com o corpo, que é assim... Eu odeio o que eu vejo, você tem que mudar. Eu pago qualquer preço. Se eu amo o que eu vejo, eu posso tomar cuidado. Eu não tenho que forçar o corpo e punir o corpo para que ele seja o que ele... Eu amo você e eu consigo me conectar contigo, como que eu posso tomar mais cuidado? Que tipo de necessidades você tem que eu posso agora me dedicar para suprir? É isso que a gente faz com pessoas que a gente ama. Se a gente usa essa mesma reverência em relação ao corpo, e eu preciso gostar, eu preciso ter formas de apreciar, pra criar aquela reverência. Agora, eu posso buscar, eu busco informação, eu busco conhecimento. Que necessidades que o meu corpo tem, que talvez eu ainda não tô atendendo, que eu possa atender, que ele entre pro seu estado mais, sabe, maxima, mais desenvolvido.
Perfeito. Então, vamos tratar aqui de um tema prático, eu sei que vai atingir muitas pessoas. Eu disse, quando é que eu me dou conta que o meu peso não está normal? Quando as minhas roupas estão muito apertadas. E quando eu vou olhar essa gravação, eu vou ver que aqui tem a famosa pochete. Que as mães, as mulheres que foram mães depois dos 30 e pouco, sabem que o metabolismo é muito diferente. Eu não uso isso como uma muleta de... Não, porque é. Porque depois dos 30 anos, os hormônios mudam demais. E tudo que você fazia antes dos 30 e pouco, pra depois dos 40, a consequência é outra. Então, hoje eu tô vivendo um desafio que eu sei que muitas mulheres que nos acompanham também estão vivendo. Eu queria, então, que você falasse pra nós. Homens e mulheres que já perceberam que o metabolismo é outro. Por onde a gente começa, não só a mudança, mas a praticar a mudança?
O primeiro passo... Primeiro, a gente tem várias áreas que o corpo vai... Que a gente pode interagir com o corpo, né? Como se você tivesse a semente de uma... De um pé de maçã. Ela vai precisar de solo, vai precisar de água, vai precisar de muro solar. Tem diferentes pilares pra suprir aquelas necessidades. O corpo tem dois pilares que são os pilares que dirigem a transformação, que é o sono, Desculpa, que é a alimentação e o exercício. Esses são os pilares que dirigem a transformação. Se eu não tô trabalhando neles, o corpo não vai ter uma transformação duradoura, mas eles não são os únicos. Aí eu tenho os pilares que suportam a transformação, que é o sono e a resiliência ao estresse. Eu chamo de inner stillness, que é tipo a tua paz interior.
Aham. É o gerenciamento do estresse.
O gerenciamento do estresse.
Ok.
E aí você tem três outros pilares de base que fazem com que as pessoas tomem atitude pra melhorar a sua saúde ou fitness, que é as relações com outras pessoas. As pessoas que estão isoladas e sozinhas, elas têm menos chance de querer cuidar do corpo. o teu senso de propósito, as pessoas que acreditam em algum senso de propósito, seja no seu trabalho, inclusive uma questão espiritual, elas têm uma remissão de metade do tempo do hospital, se elas estão no acidente, se elas estão em algum tipo de doença. E o terceiro dele é a conexão com o teu ambiente e com a natureza. Então tem esses três de base. Por onde a gente começa? A gente começa com aqueles que fazem a mais diferença. Exercício e alimentação. Desses dois, se eu ainda não tenho nenhuma prática de cuidado com o corpo, alimentação é o primeiro. Por quê? Porque é um hábito que todo mundo tem, todo mundo come. Nem todo mundo faz exercício. Então, pra eu começar a pensar em exercício, é um hábito novo, tem um pouco mais de resistência.
Captei.
Mas eu como todos os dias. Então, pra eu melhorar a minha alimentação, tenho menos resistência, porque é um pouco mais fácil. Dali, coisas bem, bem práticas, bem básicas. Antes, o problema da alimentação é as pessoas tem aquele medo de, poxa, mas eu gosto tanto do meu café da manhã. Será que eu vou ter que cortar o pão? Será que o leite, o café, não sei o quê? Ao invés de eu mudar o que eu como, eu posso começar a melhorar o quando eu como.
Quando.
O quando eu como. Então assim... Estudos da Universidade de Illinois, 2018. Eles trabalharam com pessoas no estado de obesidade. A gente sabe que vocês não têm aquela rotina de alimentação que é mais saudável, mas a gente não precisa remover nada do que a gente come. Só vamos fazer assim, ó. Café da manhã, três horas mais tarde. A janta, três horas mais cedo. Mudou o quando. E só com essa mudança, o metabolismo se transforma. Essas pessoas perderam 3% do peso do corpo em forma de gordura depois de 8 semanas. Meu Deus!
Eu não vou precisar deixar de comer nada, então.
Esse é o primeiro passo. Aí tem o seguinte, beleza, eu faço essa mudança. Eu mudo o quando o corpo já começa a melhorar a saúde, já começa a melhorar o seu metabolismo. As coisas já começam... Dali pra frente, você vai perguntar assim, como que eu melhoro o que eu como? Como é o melhor. O que eu como tem relação ao que eu realmente quero comer. Você fala, ah, Ronan, se eu posso comer tudo o que eu quiser, eu vou comer pizza e eu vou comer... Tomar um sorvete, fazer isso, tomar uma Coca-Cola, né? Porque é aquela coisa que não dá prazer. Mas aí quando você vai pra pergunta, é realmente o que eu quero? Quando a gente consome um alimento, a consciência que a gente precisa ter é que a experiência daquele alimento é o antes, o durante e o depois. A experiência que você tem depois do alimento ou do que você toma, ela é inseparável do consumo. Você comer alguma coisa que você... Vamos dizer que você tem intolerância ao glúten. Você come pão. Pão é tão gostoso. Mas depois de meia hora, sabe, você não tá se sentindo bem. O teu estômago tá desse tamanho, tem gases, tem isso e aquilo. Aquilo lá faz parte da alimentação, faz parte da ingestão. A gente não consegue separar uma coisa.
Então, quando eu penso... Não ser pode só bom antes, vai ter que ser bom depois.
Tem que ser bom depois, porque o que é bom depois me traz bem-estar no momento presente. E o que eu quero é conquistar o bem-estar no momento presente. E conforme eu cultivo o bem-estar no momento presente, o corpo se transforma pra sua melhor versão. E aí eu penso, pô, quais são os alimentos que são bons antes, durante e depois? Porque esses são aqueles que vão me dar mais felicidade por maior quantidade de tempo.
Gente do céu!
E aí eu começo a mudar a qualidade das refeições. Aí, claro, você tem algumas coisas técnicas. Beleza, a gente vai garantir que o corpo tem uma quantidade mínima de fibras e mínima de proteínas, especialmente... Trabalho bastante com mulheres e a questão de consumo de proteínas geralmente é uma coisa mais difícil para as mulheres e também é uma necessidade ainda maior, especialmente daqui. 5, 10 anos. Quando chega ali perto dos 50, as mulheres começam a passar pela perimenopausa. E quando elas estão na perimenopausa, tem uma mudança brusca de hormônios. É tipo uma transformação que aconteceu com a mulher quando ela estava na puberdade. A puberdade é uma transformação do corpo. A menopausa é outro. Você ganha um corpo novo de presente. Esse corpo novo, ele tem necessidades novas.
Exato.
O problema acontece quando eu tenho um corpo novo, mas eu uso a mesma rotina de antes, a mesma alimentação de antes, o mesmo exercício ou falta de exercício de antes, quando eu tenho essa incompatibilidade. Quando as pessoas, as mulheres entram na menopausa, que elas conversam comigo assim, poxa, eu não mudei nada. E eu comecei a ganhar peso. E é justamente porque eu não mudei nada que eu ganhei peso. Porque agora eu tenho um corpo diferente, com necessidades diferentes. Uma dessas necessidades é... Aquele estrogênio, que era um hormônio que tava forte, mantendo a minha massa muscular, não tá mais ali. Não quer dizer que eu vou perder a minha massa muscular, quer dizer que eu preciso de hábitos que a mantém. Aumentar a injeção de proteínas é uma delas, e começar a alterar de força é outra.
Eu sabia que o nosso papo ia ser bom, mas eu não fazia ideia que seria bom demais. Se a gente estivesse na CNN, por exemplo, que é um dos meus sonhos, estaria aqui a tarde de breaking news para tudo. Para tudo, breaking news. E aí, eu pediria assim... Rolando, você pode repetir isso que você falou? Mas como não vai dar tempo? Então eu vou pedir para que você, que está nos acompanhando, assista novamente esses 30 minutos de interioriza. Porque eu sei que você tem muito mais pra compartilhar conosco. Mas o nosso combinado aqui é que a conversa fica em torno de 30 minutos. E esses combinados são muito importantes. Como você tá falando sobre combinados de alimentação, de horário. Essa informação, pra mim, foi chocante. Você não precisa parar de comer o que você já sabe que vai te fazer bem, mas, de repente, num horário diferente... E ali, tu começa a transformar. Pronto.
Você tá trabalhando num primeiro pilar da saúde do corpo.
Os outros pilares... Quem está apaixonado, apaixonada por você e quer continuar agora consumindo os seus conteúdos? Pra onde vamos?
A maior parte, o canal onde eu mais trabalho e converso sobre isso é o Instagram. Todos os dias eu respondo perguntas do pessoal, todas as semanas eu faço uma live pra falar sobre diferentes pilares da saúde e fitness. Arroba ronandiegobr, lá é a central de tudo.
Lá você fala português com a turma, né?
Lá eu falo português. Tem o inglês também, arroba ronandiego insta, que é onde eu coloco todo o meu conteúdo em inglês, os programas em inglês, que tem mais, o conteúdo lá é mais aprofundado, mas eu tô aos pouquinhos trazendo essas coisas pra português, que eu comecei a trabalhar com conteúdo em português faz seis meses por aí, então as coisas aos pouquinhos, tá? Toda aquela profundidade tá vindo pro Brasil também.
Claro, excelente. E é por isso que você tá aqui. Os nossos astros se cruzaram e você tá aqui compartilhando tanta informação bacana no Interioriza. Fico feliz demais por tudo que você aprendeu. Sinto muito por todas as dores que você sentiu com o bullying. Só quem vive bullying sabe o quanto isso é dolorido. Mas fico, ao mesmo tempo, feliz em saber que você encontrou a sua força dentro de você, não nos músculos, e hoje usa a sua força para transformar outras pessoas. Parabéns.
Muito obrigado.
Obrigada, meu querido. E você que nos acompanha até aqui, passou rápido demais, gente. Se passou rápido pra você, se você curtiu, se você aprendeu como eu aprendi, compartilhe com quem você quer bem. Combinado? A gente se encontra no próximo Interioriza. Até mais.
Tchau. Saúde. Êêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê.
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