Diógenes Munhoz, a suicidology expert, discusses suicide prevention and emotional literacy. He argues that awareness can't be limited to September, and that seeking help from organizations like CVV matters year-round when life is at stake.
Ele chegou, setembro amarelo, e com certeza você vai ler ou ouvir alguns números como em tantos segundos, em tantos minutos, em tantas horas, X pessoas tiraram a vida. As estatísticas não ajudam quem está tentando se livrar de uma dor que ninguém está vendo ou sabendo, tá? Então eu quero compartilhar contigo o raciocínio do idealizador do curso de abordagem e tentativas de suicídio do Brasil.
Olá, meu nome é Diógenes Munhoz e há 20 anos eu estudo suicidologia. E uma das coisas que eu pude aprender é que não existe proporção quando o objetivo final do estudo é a vida. Uma mãe, um pai, um amigo não perde uma pessoa querida na porcentagem. Uma mãe não perde 10%, 20% do filho. Uma mãe perde um filho. O que importa é a gente falar de uma forma consciente sobre a prevenção do suicídio. Não só em setembro. Afinal de contas, todos os meses são amarelos. Até mais.
Eu vou repetir. Quem tenta se livrar da vida, quer se livrar de uma dor. Promovendo a vida, o letramento emocional, aí sim nós conseguimos salvar vidas. Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, busque, aceite ajuda. O CVV, Centro de Valorização da Vida, está disponível 24 horas, oferecendo apoio de graça pelo número 188 ou no site cvv.org.br.