Superação: Para lidar com os desafios da vida é preciso mudar - Marcos Rossi - RECAP 2023

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Superação: Para lidar com os desafios da vida é preciso mudar - Marcos Rossi - RECAP 2023" featuring a conversation in Portuguese between Isabela and Marcos Rossi. The video, created on January 12, 2024, discusses personal growth, gratitude, and overcoming challenges. Marcos Rossi shares his life experiences, including his journey with a disability, his achievements, and his philosophy on gratitude and positivity. The conversation also touches on his relationship with Tony Robbins and his upcoming event, Super Experience.
Chapters
Oi, bem-vindo, bem-vinda ao Interioriza. A partir de agora, você sabe, 30 minutos que podem nos ajudar a tomar melhores decisões, porque a gente sempre se aprofunda em um assunto que já passou do tempo, né? Da gente assimilar. Eu vou começar a edição de hoje contando uma história. Era um domingo. Naqueles dias em que a gente começa a pensar só mais no que não deu certo do que no deu certo, sabe? E aí, eu fui pra Paulista. Era uma passeada, era um dia bonito, tinha um sol gostoso, a Paulista estava lotada de gente. E eu andava procurando alguma coisa, mas não sabia o quê. E aí eu escuto Frank Sinatra. Falei, nossa, o Frank Sinatra? Como assim? Como alguém tá cantando Frank Sinatra aqui na Paulista nesse domingo? E aí fui me aproximando daquela música, me aproximando, e aí quando eu chego diante do cantor que estava expressando o Frank Sinatra naquele domingo, me chamou muita atenção porque A esposa dele, com tanto carinho, levou a água para ele. Eu falei, gente, que momento lindo que eu pude presenciar. E aí, desde então, eu me aproximei deste cantor e trago aqui para o interioriza, para que você conheça Marcos Rossi. Vou pedir pra você cantar, tá?
Vamos lá, tudo bem, pessoal?
Pode ser... Fly Me to the Moon?
Fly me to the moon Let me play among the stars Cara, além de.
Tudo, ele ainda canta! O Marcos surfa, toca bateria, faz academia e faz mesmo... Cara, quando eu vejo os seus vídeos no Instagram, você fazendo.
Atividade física, eu falo... Quinze quilos já em três meses. Perdi.
Tô vendo que você tá todo fitness, não é?
Saúde é vida.
Saúde é vida. Marcos, eu nem sei por onde começar a fazer perguntas pra você. Mas você tinha uma frase, naquele domingo que a gente se conheceu, que me chamou muita atenção. Pare de reclamar. Você ainda leva essa mensagem?
Com certeza. Esse aqui é o meu carro-chefe. Porque todo mundo tem... As pessoas têm tudo. Tem tudo e acordam reclamando. Então, eu costumo dizer que você não tem problema. Você levanta de manhã, você pisa no chão, você vê o sol nascer, você não precisa de ninguém pra te dar água quando você tá morrendo de sede no podcast. Quer dizer, eu tenho. Obrigado. Você não precisa de ninguém pra te ajudar quando você precisa ir ao banheiro. O que você tem na sua vida são situações. Toda situação pode ser resolvida. E a galera fica exclamando porque tá chovendo, porque tá frio, porque tá calor, porque não sei o quê. E eu entendi isso muito cedo, que quando eu mudava o meu foco pro que eu amava, pro que eu gostava, pro que tinha de bom, Eu entrava no que eu chamo de estado de graça. E a melhor maneira de você alcançar o estado de graça é parando de reclamar. É um exercício.
É treino.
É um exercício diário. Diário. Então, assim, você que tá vendo a gente aqui, quando você acordar, coloca no papel três coisas que você é muito grato na sua vida. Pega no celular, se não tiver papel, você é muito high-tech, vai, bota lá. Abre um rascunho. E no outro dia, mais três. Não pode repetir. Se não, vai ficar ponto de ser a mesma atriz, né? Isso vai te dar.
Vai te dar?
Um acesso a esse estado de graça que te desbloqueia o extraordinário, como tá aqui hoje. Foi aquele domingo, a gente se conectou e pum.
Nós nos encontramos em várias situações e todas essas situações você sempre me emociona. Sabe? Eu sempre sinto um privilégio tremendo de ser uma pessoa próxima a você. Sabe? É... Hoje, a Lu tá aqui, tá? A Lu é a esposa do Marcos. E foi muito bonito, Lu, quando você tira o Marcos da cadeira e coloca aqui no sofá. Quando ele perdeu 15 quilos, melhorou, né, Lu? Como é que era, né? Isso...
Ela é o meu exemplo. Ela perdeu 25 em três meses.
Tá.
Ela é terapeuta ayurveda, a medicina é indiana, coisas naturais, então a alimentação mudou tudo em casa, agora você vai seguir aqui. E aí exercício mais alimentação.
Perfeito, perfeito. Queria só reconhecer aqui a sua presença, nós não vamos revelar a Lu, tá? Porque ela é tímida, pelo que eu entendi, não é? Mas eu só quero registrar aqui que eu fiquei muito feliz em ver você auxiliando E, no fundo, por que nós estamos com alguém? Por que você divide a sua vida com alguém, se não é para viver a harmonia? e treinar, como o Marco está dizendo, as situações que vão deixar vocês nesse estado de graça. Quando você fala sobre agradecer, outro dia eu participei de um congresso sobre cérebro, mente e emoções, e uma médica da USP disse assim, Isabela, todo mundo acha que essa história de 21 dias é... É bobagem? Porque não tem disciplina para fazer. Então, a preguiça em não fazer, eu já penso, isso não funciona. E ela disse que sim, depois do vigésimo dia, vigésimo primeiro, você já começa a fazer aquilo de forma automática. Então, assim, a gente já faz tanta coisa de forma automática, né? A gente já não reclama de forma automática? Por que, então, a gente não agradece de forma automática?
Yes. O que tem de bom e o que tem de ruim, Tá sempre ali, ó, à sua disposição, o tempo inteiro. O que tem de bom e de ruim. Agora, o que você vai decidir olhar... Você viu, na sua fala, no início, o dia, tava lá na Pauliça e tal. De repente, aí você virou. Olha, tá quente, tá gostoso, não sei o que. A voz, a música. Então, tá tudo aí. Só que o seu cérebro, ele só quer te proteger.
Exato.
Então, meu, ele vai vir o pensamento ruim. Vai vir aquela coisa que te para. Mas você tem que estar atento e... Opa!
É.
Isso não tá fazendo bem pra mim.
Exato, exato.
O que tem de bom aqui nessa situação? A vida acontece pra você, e não com você. Ah, por que comigo?
Tudo.
Não é não, é pra você. Você pode não entender no começo, mas lá na frente tudo se conecta. Eu sou muito grato, a Lua, minha esposa, a gente tá sempre junto. Esse fim de semana a gente foi pra um lugar que era natureza pura. E aí todo mundo lá, a galera, vamos na cachoeira? Tipo, eu falei, ixi. Agora é a hora que eu vou ficar e todo mundo vai, né? Teoricamente, o cérebro já dá essa, né? Vamos, vamos. Dá pra ir? Vambora. Vambora.
E você foi?
E nós fomos. E assim, era... Irado, assim, lá pra baixo. Não tinha cimentinho, nada. De pedra em pedra. Então, a Lu me pegou, foi me passando. Aí, tinha outros amigos lá embaixo. E um passava pro outro, enquanto o outro se posicionava com o pé entre uma pedra e outra. E aí passava, e aí ia passando até que chegou lá na cachoeira.
Que aventura! A cachoeira foi só um detalhe, né? A aventura foi o trajeto todo.
Pois, até nos meus stories, acho que ainda tá lá. Foi ontem que a gente pôs essa cena. Foi lindo, lindo, lindo. E o pessoal falou que força sobre-humana que a Lu tirou ali, né? E ela foi tranquila.
Nossa. Adorei essa história. Que bom que você compartilhou com a gente. E só voltando à questão do agradecer, muitas pessoas também me questionam, mas eu vou agradecer o quê? E eu sempre falo, se você está me vendo e ouvindo, você já tem duas coisas para agradecer. Se você está respirando, três. Então, assim, começa... por aquilo que você nem percebe. Como você falou, ir ao banheiro, beber água e assim por diante. Faz diferença, só que aí você vai ter que testar e treinar. TT. Testar e treinar. Testar e treinar.
O tempo todo. Eu falo pros meus mentorados, né? Quando a gente faz exercício de planejamento de metas, a primeira coisa, eu começo olhando pra trás. Eu peço pra eles olharem um ano que passou.
Exato.
E pra eles me darem três situações extraordinárias que aconteceu. Não coisa ruim que aconteceu, que você quer melhorar, não. O que aconteceu de bom, né? E eu lembro que a galera... Ah, veio o negócio de pandemia, não sei o que lá. Não consigo ver nada de bom. Aí eu falei... Você tá aqui. Você não morreu do Covid.
Exato.
Então já tem uma coisa boa. Tá vendo que tá tudo ali, mas a gente não vê? E quando você começa a abrir essa antena...
Exato.
Dá um clique na sua mente e... É assim, a única diferença entre a fé e o medo, você vê, as duas coisas são inventadas pela nossa cabeça. A fé é a certeza que vai dar certo, o medo é a certeza que vai dar errado. Então, a fé e o medo estão em direções opostas, mas nenhuma delas aconteceu. Então, é melhor você ter fé do que você seguir o medo. O medo sempre vai bater, mas a hashtag vai com o medo mesmo. Esse é o meu lema. Eu prefiro ter fé, dar voz à fé do que voz ao medo. E eu não tô falando fé aqui só numa questão religiosa, não. A fé tá no DNA do ser humano. Desde que a gente nasceu. Quantas milhões e milhões de pessoas morrem todo ano de acidente de carro? Você pega o seu carro e ainda dirige. E muito mais do que doenças e coisas. Acidente de carro mata muito. Mas você tem fé, porque você sabe que aquela linhazinha que divide as duas pistas, enquanto você estiver ali, nada vai acontecer. Não é louco isso?
É.
Então por que a gente não usa isso pros nossos sonhos? Os projetos? É isso. A gente tem poder. Quando eu falo assim, a gente é imagem e semelhança do Criador. Não quer dizer que o Criador não tem braço nem perna, não. Quer dizer que você tem poder de criar a sua realidade. Esse cara que tá aqui hoje, eu criei lá atrás. Ah, vou fazer aquilo. Vou fazer aquilo outro. E aí, coisas impossíveis. Os médicos me deram 30 anos de vida. Como que você vive cada aniversário contando um a menos, um a menos, um a menos? Eu não, eu falava uau.
Quando você nasceu, os médicos te deram?
30 anos de vida, por causa da síndrome que eu nasci. Síndrome de Reinhardt.
Tá. Então... E hoje você tá com quantos?
Quarenta e um. Uhul!
Mais um pouquinho de água?
Por favor.
Ô Marcos, você falou aqui de carro, você dirige também, não dirige?
Dirijo.
Tá.
Faz duas semanas que eu tirei a carta. É mesmo? É.
Adaptou volante, adaptou... Contra tudo e todos. É.
No Brasil não dá. Aí você vai naqueles lugares que fazem adaptações pra carro. Não existe pra você. Não tem como.
Vamos criar.
Vocês não sabem o que vocês estão falando. E aí, eu falei, ok, eu respeito. A gente tem que respeitar a realidade do outro. É a visão de mundo das outras pessoas. Então, aquela não era a minha visão de mundo. Eu falei, ok, saí. E eu fui pra Natal. Lá em Natal, eu fui, assim, por uma necessidade de uma almofada pra minha cadeira, fui num local que fazia adaptações e coisas e tal, e batendo papo com o dono, eu falei, cara, me disseram que eu não posso dirigir no Brasil. E ele disse, deixa eu te mostrar uma coisa. Ele pegou um vídeo de uma moça que tem menos braço que eu, só ombrinho assim, ó, e uma perninha um pouco atrofiada, pilotando um carro. Eu falei, como? Aí ele falou assim, eu faço a adaptação no carro. Pra pessoa, e não no carro. Qualquer carro que ela tiver, ela tira e põe. A gente precisa conversar. E começamos um trabalho. Eu nem carro tinha. E aí, a gente começou no carro dele. Eu falei, é bem corajoso ele. Fizemos no carro dele. Quando eu peguei o carro, eu já dirigia. Eu já dirigia. Quando a gente fez as adaptações. Como? Porque eu passava na minha cabeça simuladores. Eu jogo muito videogame desde pequeno, né? Simuladores o tempo todo. Eu peguei o carro e fui. Ele falou, como? Cara, tudo tá aqui antes. E a gente começou esse processo. E aí, fomos pra autoescola? E que autoescola queria receber? Imagina chegando o Marquinhos na sua autoescola. Oi, eu quero dirigir.
E aí?
Não, não dá. Não, não temos. Não, imagina. Aí eu falei, o sucesso, ele deixa provas, pistas no chão. Vou refazer o caminho que a moça fez. Ela conseguiu. Qual autoescola ela fez? Ah, tá lá longe pra Dedel. Vamos embora. Mas eu mudei a estratégia. Quando uma coisa não dá certo, você tem que mudar a estratégia em vez de desistir. Eu fui dirigindo o meu carro, parei na porta da autoescola e pedi pra falar com o dono. Aí o cara desceu. Eu não tenho horário com ninguém. Quando ele viu... Eu falei, oi, tudo bom? Eu queria tirar carta. Eu já dirijo, eu quero tirar carta. Aí ele... Vamos fazer. A gente faz no seu carro. E começamos todo esse processo. E aí, o Detran tinha que aceitar. Que também foi outro negócio. Aí fomos a uma junta médica. Três médicos numa sala, como um tribunal, Isa. E ele fala assim, qual é a sua história? Aí eu falei, minha história. A primeira vez que eu recebi um não de um médico foi quando eu nasci. Que disseram que eu ia viver só 30 anos. Aí eu fui crescendo e continuei recebendo não. De namorada, de trabalho, de um monte de coisa, mas eu nunca parei. Hoje eu sou um treinador internacional, surfista, skatista, mergulhador, DJ, toco em bateria de escola de samba, cantor, dois filhos casados. E joguei o celular na mesa. E falei, e dirijo o carro. E eu tava no vídeo dirigindo na BR, sem cárter, mas vou ler essa parte. E aí, os três olharam, uau, você é um exemplo, e me aprovaram. Começamos o processo, fiz a prova na semana passada, com quatro pessoas dentro do meu carro. Três médicos e um perito aqui na frente. E eu, bum, arrebentei, passei e tamo aí.
Saúde, palmas. Senhoras e senhores, muito bem.
Todo mundo pode.
Fantástico, fantástico. Isso me lembra uma frase que eu ouvi do Jojota, assim, se você não encontra a solução, você tem que criar a solução.
Tem que usar os recursos à sua volta. O grande lance é que todo mundo tá olhando porque tá faltando, e não porque ela tem. Se eu fosse olhar pro que tá faltando e olha que tá faltando bastante coisa aqui, hein? Eu não estaria aqui.
Ó, deixa eu pegar então essa piada que você fez. Você é um cara que eu vejo sempre de bom humor, sempre olhando o lado positivo. O que que te irrita? O que que te deixa pé da vida?
Reclamões. Sabe aquela pessoa que acorda reclamando de manhã e quando você vai falar à noite ela ainda tá reclamando? Esse é o negócio que mexe um pouquinho comigo. Mas já aprendi a lidar. Dá aquela coisa e, opa, peraí, aí eu volto praquilo que eu disse. Cada um tem uma visão de mundo e cada um tá numa evolução diferente. Não dá pra gente exigir que a outra pessoa tenha a mesma que você. Ou, às vezes, a pessoa tá bem mais evoluída que você. Então, assim, tudo tem um processo. Mas o autoconhecimento, já disse, né? Autoconhecimento é responsabilidade sua. Você tem que buscar. Você tem que estudar. E hoje não tem mais culpa, né, de... Ai, não dá. Não tenho condições. A internet tá aí. Tem conhecimento de graça pra você. De graça. Tudo que eu entrego, tudo que eu entrego em meus treinamentos, tudo, eu entrego de graça. Então, assim, é a lei da abundância. O grande lance é que ser feliz é decisão e não condição.
Repete.
Ser feliz é decisão e não condição. A minha... Eu não tenho. Eu não posso. Eu não dá. Decide primeiro. Sabe qual é o problema? A pessoa põe uma meta, um sonho, algo grande. Tem que sonhar grande. Se o seu sonho não dá friozinho na barriga, desencana. Não vai ser ele que vai rolar. Você tem que procurar um negócio que te dá um friozinho. Agora, quando você põe esse negócio na cabeça, a primeira pergunta, e o grande erro da maioria da sociedade e do ser humano é perguntar, Como que eu vou fazer? Se você perguntar como, seu cérebro nunca fez aquilo.
Ele já vai travar.
Já vai travar, porque ele... Como? Aí que tá. Você tem que perguntar por quê eu quero isso. Quem tem um porquê grande arruma o como. Então, eu sempre vivi isso. Eu quero, por quê? Porque isso me deixa feliz, isso me deixa com energia, me deixa apaixonado pela vida. Eu ia lá e fazia. Eu ia lá e fazia. Eu ia lá e fazia. E o como aparece. Claro, você tem que ser uma pessoa que as pessoas queiram estar com você. Se você for um mala sem alça, também não vai rolar, né?
O problema não está nas pessoas.
Você tem que ser alguém que as pessoas queiram estar com você.
Excelente.
E eu, pra chegar aqui, foi o ser humano. Foi as pessoas que estaram do meu lado. Eles compram o seu sonho.
Sim. Por falar em pessoas que estão do seu lado, antes da gente encerrar, eu queria só trazer uma pessoa que tem muita estima por você e que o mundo todo admira, que é o Tony Robbins. Bom, nós estávamos no evento em que ele estava e foram muitas situações em que eu tenho certeza que a sua presença também fez ele mudar alguns pontos de vista. Como é a sua relação hoje com ele?
O Tony é um cara que... Ele já veio fazendo parte da minha vida desde o papai, porque o papai mora nos Estados Unidos, o papai era mentorado por ele, então...
O pai não sabia disso?
Era. Que legal! Então, coisas em casa que o papai fazia, exercícios que eu não entendia nada, sabe? Tipo, me botar no espelho, ficar olhando, dizendo quem eu sou, quando eu tomei o primeiro fora, sabe? Coisas que eu falava, pra que ele tá fazendo isso? Essa questão de energia, tudo isso era trabalhado já sem eu saber, porque eu era criança. Até que um dia eu conheci. Naquele dia que você estava lá, foi o dia que a vida virou do avesso. Porque eu não ia naquele evento. Eu não ia. E um dia antes, me chamaram falando que precisava de uma bateria da escola de samba e um cantor pra abrir no palco pra ele entrar. E lá fui eu. E lá fui eu, toquei, cantei, conheci o gigante depois e ele me convidou pra ir ao Date with Destiny, o Encontro com o Destino. Daquele dia em diante, a vida virou do avesso de novo. Porque aí ele me chamou no palco, eu contribuí. Um aprendizado que eu tive muito grande lá e todo mundo se emocionou. E aí ele falou assim, eu quero te dar um presente. Eu quero que você aprenda o que a gente faz aqui e ajude as pessoas no Brasil. E aí ele me deu todos os treinamentos dele. A gente tá falando aqui de mais de 500 mil dólares em treinamento. E hoje eu faço parte do time dele também. Então, eu contribuo com essa missão de acabar com o sofrimento no mundo.
Salva de palmas. Hoje nós estamos com uma, duas, três, quatro, cinco, seis pessoas, sete, seis. Seis pessoas no estúdio, além de nós dois. Então, cara, eu gostaria aqui de reforçar a minha admiração por tudo que você faz, por tudo que você compartilha. E lembrar que uma vez, antes da gente encerrar, você tinha ficado muito bravo com uma companhia aérea porque a sua cadeira estragou. Não precisamos falar o nome da companhia, mas isso aconteceu com você e acontece com muitas pessoas. Então, agora, numa área mais de inclusão, qual o recado que você gostaria de dar para as empresas que ainda não acordaram para este modelo de locomoção? Nós estamos falando de uma cadeira motorizada. que o Marcos usa e outras pessoas usam. Toda vez que você voa, então, já que você está voando um monte, você tem que despachar a sua cadeira ou ela vai dentro?
Ela vai dentro. Ela vai no porão. Não, dentro no porão. Eu vou até a aeronave, eles me tiram e levam. Mas, assim, todo mundo tem medo do pouso, né? Não, eu tenho medo da hora que trazem a cadeira, porque a gente nunca sabe o estado que vai estar. E naquela época que a gente se conheceu, era muito, muito, muito, muito o índice de quebra de cadeira. de chegar a você ir descer num local e a cadeira tá retorcida, de você não conseguir sentar na cadeira e não ligar.
E a empresa não se responsabiliza?
Sim, mas demora meses.
E aí você faz o quê, né? Enquanto isso?
Só que o grande lance é que as pessoas têm que entender que a cadeira de rodas é parte do corpo da pessoa. Você já imaginou você descer do avião e alguém quebrar a sua perna?
É.
É isso que acontece. Então, hoje evoluiu bastante, mas falta muito esse olhar. Nós temos, tipo, uma companhia hoje que ainda faz o melhor trabalho. Assim, eu digo, quebra menos, vamos dizer assim. Uma... Tem umas que quando vem, tem palestra em um lugar que não vai, eu fico até em pânico.
Entendi.
Só vou ter que ir por ali.
Entendi.
Entendi. Mas inclusão é isso. Inclusão é realmente misturar. Não de te ficar separando e tal. Minha família nunca quis me pôr em escola pra pessoas com deficiência. Já era uma meta deles. Não tinha lei de cota, não tinha nada desse negócio.
Uhum.
Bum, de igual pra igual. E foi. E me tornei a pessoa que sou hoje. Porque você não é isso aqui. Você não é esse pedacinho de carne. Você é o que tá dentro. Na sua alma. É isso. Nenhum problema na sua vida, ele é permanente. Agora, sua alma é. É aí que você tem que focar.
Como é que você preserva a sua saúde mental?
Olha, estudando bastante e fazendo o que eu amo. Todo dia. E uma coisa que você me ensinou, acho que eu nunca te falei isso, que de tempo em tempo você tem que pisar no freio.
Desacelerar pra continuar em movimento.
Exato. E eu sou um cara muito dinâmico, eu tô aqui, tô lá, tô lá. Uma hora hoje eu tô lá no norte do país, amanhã eu já tô lá no sul e... E essa semana foi uma prova disso. Eu vim fazer um trabalho em São Paulo, e aí eu e minha esposa falamos, vamos esticar, vamos lá no vilarejo Núcleo Consciência, que é um lugar muito legal em São Paulo, no interior.
Tem que conhecer depois.
Ao ficar off, pum, foi mágico, magneto, pronto pra mais um período. Você precisa ter esse tempo.
Aí quando você fala isso, a turma já vai pensar assim, ah, mas eu vou ter que parar de fazer o que eu faço. Não, gente, é só descansar. O que eu estou falando é de descanso. Quando eu falo, você precisa desacelerar pra continuar em movimento, porque se você quiser só acelerar, vai chegar um momento em que você vai ser parado pela vida, E isso não é uma punição, isso é um freio impositivo para que coisas piores não aconteçam. A vida não é dura, a vida é a vida. Dura, ou fácil, ou suave, ou em estado de graça, é uma escolha de cada um. Ponto. E o desacelerar pra continuar em movimento causa muita dúvida na turma. Mas então eu tenho que parar de fazer? Não, gente. Ó, vamos... Ó, interpretação de texto. Desacelerar.
Diminuir a velocidade.
Descansar.
Ninguém falou puxar o freio de mão e parar tudo.
É, dá um cavalinho de pau, né? É, mas que bom que você tá praticando isso. É o treino que nós começamos a nossa conversa.
É, eu treino.
Adorei. Marcos, acabou o nosso tempo, mas quem quer continuar te acompanhando? Quem quer fazer os seus cursos? Quando vai ser o próximo? Conta tudo.
25 de agosto, em São Paulo, em Alphaville, eu vou fazer o Super Experience, que é o treinamento que eu fui...
Treinado para?
Treinado para fazer, vai lá e faz. E mesmo com medo que eu tinha de vir pra esse mundo de coisas, porque eu já treinava em empresas. Mas eu falei, não. Isso aqui é ouro e as pessoas precisam desses ferramentos. E eu vim, vambora, e um time gigante também veio comigo. A Isa acabou de falar que não vai poder estar comigo.
Não estarei presencialmente.
Mas ano que vem, ano que vem, já vim botar você. E vai estar eu, Flávio Augusto, quem mais vai estar? O Paulo Marçal, um monte de gente legal pra... botar pra você aí, mostrar pra você essas ferramentas pra você já sair de lá chacoalhando. 25 de agosto, Super Experience, no meu Instagram. Tá tudo lá, é Marcos Rossi Real, vai estar aqui no G100 em algum lugar. Rossi igual o Padre Marcelo Rossi, o Reginaldo Rossi. E Real que não é de mentirinha, é tudo que é real.
Marcos, muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Lu, obrigada por estar aqui, foi demais. E você que nos acompanhou até agora, tenho certeza que você tem muito aí pra agradecer. Então, marque aqui nos nossos comentários, porque isso inspira outras pessoas. Ah, eu agradeço. Então assim, acabou de assistir esse episódio, eu agradeço por tal, tal, tal. Aí quem chegar vai ver e vai falar, opa, Por que que tá rolando isso? Por que que eu vou agradecer? E aí a gente vai inspirando cada vez mais pessoas. Sempre contigo. Até o próximo episódio.
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








