Tá ouvindo bem? Então, escuta essa:

Isabela talks with otolaryngologist Dr. Tani Gans Sanches about tinnitus and why it hits women especially hard. They cover what causes it, how it affects you emotionally, and what actually works to treat it.
Chapters
Olá, olá, muito boa noite. Você tá se ouvindo? Essa é uma live especial, abrindo o mês das mulheres, em que eu terei o privilégio de falarmos sobre o zumbido no ouvido. Mas o que será que esse assunto tem a ver conosco? Muito mais do que você imagina. Eu fui procurada pela doutora Tani Gans Sanches. que é otorrinolaringologista, uma das principais vozes do Brasil que trata do problema. E ela me disse, Isabela, existem muitas mulheres sofrendo caladas, e aí nós sabemos disso, não é? Porque as dores invisíveis são muito mais difíceis de serem tratadas do que aquelas que todos podem perceber. E ela me disse que tem muitas mulheres sofrendo achando que é labirintite, ou até podendo ser labirintite, o zumbido como uma consequência disso, e que precisam de ajuda. E aí, eu abro então esse mês de março com esse assunto, que é tão importante, não é? Tô vendo aqui tantas pessoas queridas entrando, sejam muito bem-vindas. Eu já vou trazer a doutora Tani pra cá. Onde você pode se comunicar, que na primeira oportunidade eu trago você pra conversa.
Tudo, querida, já entro aqui agradecendo um monte e vendo a sintonia que a gente tá pra mesma cor, né? Adoro Pois é, muito legal, o sintonia é tudo, né? A gente não tem noção de onde isso chega, né?
Exato, eu acho muito importante, Tani, trazer aqui pra nossas audiências que Nessa noite de 6 de março, nós estamos compartilhando aqui do nosso tempo e das nossas informações para levar um conteúdo que deve trazer acolhimento para quem quer que seja. Estamos endereçando aqui as mulheres, mas muitos homens que eu estou vendo aqui entrando na live podem e devem compartilhar para as mulheres que vocês conhecem sobre o assunto que nós vamos tratar. zumbido, este barulho que pode começar do nada ou não, não é doutora? E eu gostaria então de lhe agradecer o seu contato, o seu tempo e o seu interesse de trazer esse assunto.
Ah, eu que agradeço. Quando a gente tem uma ideia, ela só se torna viável quando a outra parte entra no fluxo também. Então, eu tenho muito que agradecer também. E acho que a presença dos homens é muito bem-vinda, não só para eles encaminharem para as mulheres, mas para eles entenderem que mulheres com quem eles convivem podem ter esses problemas, Imaginação, isso é absolutamente real Então que eles fiquem aqui na live, que eles possam aproveitar para si também.
Adoro quando você já traz a palavra frescura para a conversa, porque tudo que a gente não vê, tudo que não sangra, é mais difícil de ter a empatia, de ter o acolhimento de quem está do nosso lado. Eu vou pedir para que quem tiver alguma dúvida para a doutora Tani, já coloque ali na caixinha de perguntas, já já eu tiro os comentários Eu sinto em tirar os comentários, porque aí eu deixo de ver quem entra, mas ao mesmo tempo a gente vai poder te ver, tá, doutora? O Rodrigo de Aquino, por exemplo, é um especialista que eu conheci há pouco tempo, que trata dignidade com felicidade. E veja, Nós vamos falar aqui, Rodrigo, obrigada pelo seu tempo e todos que estão aqui nos escolhendo essa noite, de um assunto que muitas pessoas podem estar sofrendo e não falam, porque acham que é frisfuro. Então, para começar, na largada, doutora Tani, barulho no ouvido é normal?
Não! Inclusive naquele pós-balada que as pessoas falam, não, mas é normal Você dorme e no dia seguinte ele vai embora. Não! O ouvido é um órgão super frágil, Isabela Ele até é ridicularizado perante outros órgãos da medicina porque ninguém morre do ouvido Mas justamente porque ele é frágil é que nem aquele sinal de fumaça que já mostrou que tem fogo Só que o povo não acredita porque precisa ver o fogo, precisa ver a coisa encortada, precisa ver a realidade e não pensa que o sinal de fumaça já é presença de fogo Então eu falo que os sintomas do ouvido são ignorados, mas pra quem lê miudeza, pra quem lê detalhe, a gente consegue fazer diagnósticos muito mais precocemente por causa dos problemas do ouvido Então eu sou apaixonada por ouvido, aprendi a ver a beleza das minúcias, das entrelinhas, muito antes de você ficar hipertensa, infartal ou ter um AVC. Então o ouvido nos leva a uma geral da nossa saúde física, da pelvis para cima, impressionante como o ouvido pode estar metido em tudo, além de ser também um alvo da nossa disfunção mental quando ela acontece O ouvido fala muito.
Com a gente Só por essa resposta eu já encerraria a live e pediria para todos aqui Ouça mais uma vez o que a doutora Tania acabou de trazer Vamos repetir? Ninguém morre Porque tive um zumbido no ouvido, mas o zumbido no ouvido está querendo te dizer, está trazendo mensagens muito importantes E aí, doutora Tani, eu gosto muito de trazer um exemplo, que inclusive está acontecendo aqui na minha frente Eu estou diante de uma janela e apesar de estar escuro, eu estou vendo raios E o vento está diferente, a pressão atmosférica está diferente, eu sei que vai chover Certo? Agora, muitos de nós observamos imagens, estamos vendo as mensagens e não fechamos a janela, trazendo então para o nosso corpo. O corpo está se manifestando de diversas maneiras, seja pelo estômago, seja pelo intestino, seja pelos hormônios, seja pelo ouvido. É curioso, Tani, que quando você me procurou eu fiquei muito feliz com a sua mensagem, E eu vou entendendo que o meu trabalho está realmente chegando onde precisa chegar Porque eu estava associando muito os sinais do burnout à visão A visão fica pior de um momento para o outro E a gente atribui à idade, ao excesso de tela E ao ouvido, quando você me trouxe os relatos das mulheres que você atende Que podem reclamar de labirintite e tal Sim, eu, Isabela, senti antes do meu apagão um negócio assim no ouvido, que é como aquilo, né? Você não sabe onde está e nem quem é porque você não ouve o que está ao seu redor O que você tem percebido na clínica, no instituto? Para quem está chegando agora, gente, nós estamos conversando com a doutora Tani Gans Sanches, médica otorrinolaringologista, pesquisadora do ouvido há 29 anos. É criadora e coordenadora do Gans, grupo de apoio nacional à pessoa com zumbido e também da campanha Novembro Laranja, que acompanha a campanha nacional de alerta ao zumbido.
Então, você sabe que eu trabalho com zumbido e hipersensibilidades auditivas porque eu sempre fui ligada nas minorias. E as minorias são o quê? Desvalorizadas, né? E os zumbidos e as hipersensibilidades são desvalorizadas dentro da otorrinolaringologia, que por sua vez é muito desvalorizada dentro da medicina. Como um todo, né? Então imagina que eu peguei aquela coisa que ninguém gosta para trabalhar Então eu estou muito acostumada com pessoas, homens ou mulheres, mas principalmente mulheres Que se sentem desvalorizadas, seja na vida pessoal, familiar, mas muito na vida profissional, muito Então quando elas chegam para mim A gente busca sempre as causas físicas, sempre, porque elas existem Mas a gente sempre dá abertura para quem quiser entrar no contexto emocional E o número de mulheres insatisfeitas com a questão profissional é surpreendente. Então se a gente pensar numa triangulação que é zumbido numa ponta e estresse crônico. Então estresse crônico pode vir de várias questões. Se a gente pensar que no estresse crônico tem muito vínculo com burnout, Falta a gente fazer a ponte aqui embaixo, do zumbido com o burnout Então existe essa associação, ela é descrita na literatura, ela é vista na prática Então quando a gente pega uma paciente que está no auge do incômodo, do desespero Com o zumbido, que é um som que não desliga, que não permite concentrar, que não permite dormir direito Que ela tá no auge do estresse profissional, porque seja pela condição de trabalho puramente Seja pela questão do zumbido a mais Enchendo a paciência e comprometendo sono, concentração emocional Isso é um turbilhão enorme, um ciclo vicioso sem fim Então é muito difícil a gente olhar para isso tudo se a gente não tiver preparo E as pessoas que se sentem desvalorizadas precisam sentir que elas têm valor Então é um conjunto de coisas que a gente tem que ver do ponto de vista físico e emocional, bastante complexo, mas é o que eu gosto de fazer, é olhar a pessoa como um todo.
Eu costumo dizer que tempos atrás a medicina nos fatiou, né doutora? Nos fatiou. Então você vai tratar o coração como eu fui tratar Não, você não tem nada Aí eu tratava estômago, não, você não tem nada E quando nós vamos nos tratando de forma isolada, uma hora vai dar ruim Eu quero entrar um pouquinho na medicina integrativa, mas eu vou tirar os comentários pra gente poder agora te ver e prestar bastante atenção no que você tá dizendo, trazendo aqui uma pergunta que a Renatinha colocou agora há pouco. Eu li outro dia que pela medicina ayurvédica, zumbido quer dizer problemas nos rins. Procede. Acho curiosa esta pergunta, por quê? Você mesmo trouxe, Tani, a questão do contexto emocional. Então, assim como a medicina nos fatiou, dá a impressão que aquilo que nós sentimos não afeta nosso corpo.
Nossa, corpo e mente são a maior estrada de mão dupla que a gente pode imaginar na face da Terra. Então, coisas físicas geram uma alteração das emoções de base e todos nós somos seres emocionais, mesmo quem se acha extremamente racional, E, de fato, questões puramente mentais podem se manifestar em várias partes do corpo. Por que alguns vão pra gastrite, outros vão pra enxaqueca, outros vão pra diarreia e outros vão pro zumbido? Talvez seja difícil da gente entender, mas eu imagino que cada um de nós tem o nosso ponto fraco, tem o nosso para-raio e provavelmente aquela energia extremamente forte do estresse que não dá para ser contida como se fosse a água que vai descer de uma montanha, ela vai descer. Você pode botar pedra, ela vai dar um jeito de chegar em algum lugar lá embaixo. Então talvez os órgãos que fiquem mais suscetíveis a manifestar a energia do estresse, sejam justamente aqueles que a gente mais precisa olhar, cuidar, abraçar, ao invés de simplesmente querer calar a boca do sintoma que tá aparecendo. Então esse olhar da medicina integrativa mudou tudo na minha vida, porque justamente como a gente é fatiado, Eu vou te dizer com toda a segurança que foi olhar para a minoria, que é o zumbido, que é aquela coisa, aquele sintoma rechaçado, me fez olhar o todo. Porque zumbido pode ter a ver com a cabeça, com o cérebro, com a mente, com a TN, com o pescoço, com o ouvido, com a tireoide, com o coração, com o pulmão, com os órgãos genitais. É muita coisa. Essa coisa, por causa do zumbido, a gente deu a volta no corpo. É muito bacana como o ouvido é um órgão de conectividade com o restante do corpo. É lindo, pra falar a verdade, é lindo.
Tem alguma... Esse comentário que a Renatinha trouxe, a metafísica da saúde me encanta muito, sabe? Pra quem tá ouvindo pela primeira vez, Eu vou trazer aqui de uma maneira muito simples, bem rasa A Metafísica da Saúde consegue trazer maturidade pra gente Mostrando que para cada dor, para cada doença, há um problema emocional Então você pode tratar os sintomas ou você pode chegar na causa E a causa, 99,9999% está relacionada a alguma situação vivida Como você disse, Tani é insatisfação, infelicidade, que por longos períodos vão afetar. Só pra fechar e passar a palavra pra você, numa especialização de gerenciamento de estresse, que eu comecei a fazer com a Isma BR no passado, eu aprendi que o estresse crônico afeta o órgão mais vulnerável de cada um. Então, por isso que umas pessoas podem ter dor de estômago, outras problemas na circulação, hormonais e outras, zumbido. Então, para começo de conversa, sentir um barulho, insistir... De modo algum.
E você falando, eu me senti sem responder à pergunta da Renatinha. Então ela comentou da Ayurveda, mas a própria medicina tradicional chinesa, pela acupuntura, por várias outras técnicas, ela fala realmente que o zumbido, o ouvido, pode ter a ver com o meridiano do rim, porque ele está conectado a medo, mas alguns acham que podem ter a ver com o meridiano do fígado, que muitas vezes está conectado à raiva. Então são visões diferentes, eu acho que tem espaço para tudo nessa vida, Me considero, graças a Deus, uma pessoa sem preconceitos Então essa é a ideia Tudo pode acrescentar se a gente tiver visões complementares Porque a medicina, que eu amo de paixão, é muito limitada Infelizmente. E a gente tem que abrir as portas para coisas que a medicina, coisas onde a medicina tradicional empaca, porque ela empaca. E se ela empacar e a gente puder continuar com alguma outra forma de pensamento, pra mim, perfeito.
Você é professora da USP, Tani. Como essa sua abordagem é vista no todo? O quanto o zumbido tem sido respeitado por outras especialidades?
Excelente pergunta Você sabe que fazendo um flashback desde que você aceitou fazer a live Hoje eu penso que no meu tempo de Hospital das Clínicas eu estive assim do burnout. Eu não entrei num burnout, mas assim, eu me senti assim hoje fazendo toda análise, entrando em contato, lendo, vendo todo o seu caso, lendo pesquisas, etc. Então eu vou te dizer que no Hospital das Clínicas, otorrinolaringologia é uma especialidade essencialmente cirúrgica. Eu mesma escolhi fazer otorrino porque eu amo cirurgia. E zumbido é uma subespecialização clínica, não tem cirurgia ali para os casos de zumbido Então isso já é algo que deixa a gente descanteio de minoria, deixa a gente de minoria No meu tempo de HC eu fiz parte da cúpula da otorrinolaringologia, eu e cinco homens Então eu já era a minoria por uma questão de sexo E era a minoria no estudo de algo que não é cirúrgico Ou seja, de fato eu me senti muito desvalorizada Então eu tive a minha fase aí Depois a gente entra nisso. Então, hoje, como eu vejo que isso é respeitado, como isso é visto pelos colegas. Se eu pensar na otorrinolaringologia, mesmo fora do Hospital das Clínicas, a ideia é que a maioria dos médicos gosta de coisa cirúrgica que seja assim, papum de resolver. Então, a amígdala tá ruim? Opera a amígdala. O nariz tem um desíduo septo? Opera o desvio de sexo e você resolve de uma maneira simples E nada que tenha um contexto emocional importante é simples de resolver E por isso o zumbido continua sendo menosprezado Por sorte, como são 29 anos, como você falou aí, trabalhando, a gente tem uma pequena legião de fãs, graças a Deus, de pessoas que se identificam com o nosso trabalho dessa medicina integrativa, de olhar a pessoa como um todo, e que vão, de fato, levando para frente a nossa linha de pensamento. Então existe um cenário mais positivo do que quando eu comecei, que eu me sentia muito sozinha, Mas ele ainda é minoria, com certeza. Agora, por outro lado, a gente tem a riqueza de trabalhar com diversidade de profissionais. Então, saindo da autorrinolaringologia, a gente tem contato com neurologistas, com psiquiatras, com endocrinologistas, com nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, dentistas. Então, o Zumbido propicia esse networking maravilhoso. E eu não teria nada disso se eu fosse que nem a maioria, né?
Bom, você que está nos acompanhando, está nos escolhendo, está entendendo onde a Dra. Deni quer chegar. Deni, o que pode causar o zumbido? Quais são os fatores que podem estar contribuindo para um barulho Perfeito, zumbido tem.
Várias causas, vamos dividir dentro do ouvido e fora do ouvido, na vizinhança Dentro do ouvido, um dos maiores vilões da vida moderna é o abuso de ambientes ruidosos Seja por trabalho, os músicos, os DJs, os garçons de barzinho, os metalúrgicos, os engenheiros de obra, etc. Ou seja, por lazer. É o povo que gosta da balada, das festas, das redes, dos shows, etc. O ruído é uma causa física muito comum, passível de prevenção, mas precisa de orientação. Assim como você falou, eu sei que tem condições aqui, o vento, a pressão mudou, vai chover, as pessoas têm que entender que se eu vou num lugar barulhento e estou perto da caixa de som, tem uma chance enorme de eu sair com uma lesão de ouvido. Essa consciência é muito importante. O envelhecimento também é outra forma física da gente ganhar um zumbido. A Covid, impressionante quanto o zumbido aumentou na pandemia como um todo Seja pelo lockdown, seja pela Covid propriamente dita Que aumentou o zumbido, aumentou o estresse, aumentou o burnout seja por efeito colateral de vacinas. Então, longe de mim usar esse espaço para qualquer coisa de criticar as vacinas, mas de fato é algo que a gente vê também fisicamente como efeito colateral das vacinas e da COVID. Então, questões puramente auditivas. Aí, conectividade com a vizinhança, coisas neurológicas, enxaqueca, meningite, Alguns tumores, dão zumbido, coisas emocionais que a mente tá aqui, né? Enfim, ansiedade, depressão, fobia, pânico, tudo isso Descendo aqui, ATM, o vizinho da frente, toda essa questão odontológica Onde o dentista é o rei do diagnóstico e da decisão Toda essa questão do pescoço, o vizinho de baixo, contraturas musculares, torcicolos, alterações vertebrais, a santa da tireoide. Eu vou usar o resto, se você deixar eu vou usar o resto do horário. Zumbido tem muitas causas. Menopausa, andropausa, é muita coisa que a gente precisa ver. E toda essa questão do nosso sistema digestivo. que também foi para o brejo com a vida moderna, também foi complicada com a Covid e com as vacinas, o nosso sistema digestivo. E para quem conhece toda essa teoria do intestino como segundo cérebro, essa conexão Nossa, incrível! Entre o que acontece aqui e o que acontece na nossa barriga, é o que eu falo, no meio desse tiroteio tem dois ouvidos no meio do caminho. Ou seja, o ouvido também sofre quando a gente muda a nossa química cerebral por causa das coisas que a gente come. Então, é um panorama enorme da parte física para a gente lidar também. Uau!
Na parte dos hormônios, na nossa prévia aqui do nosso encontro, você falou sobre as questões hormonais e por que o zumbido é mais para mulheres. Eu tenho aqui o comentário da Roberta, eu não consigo colocar o seu comentário da Roberta, mas eu vou ler. A Roberta, ela tá dizendo que ela teve burnout e aí junto vieram doenças como tontura em chaqueca e até hoje o medidor dela é assim, tô ficando tonta, sei que eu tenho que parar. Qual é a relação, doutora Tani, da tontura com a labirintite e Barulhos incessantes que não me deixam me ver bem.
O ouvido interno tem duas partes, vamos ver assim, a da frente e a de trás. A parte da frente é a da audição, então vários problemas de audição podem vir com o zumbido. E a de trás é o labirinto, é o órgão do equilíbrio, então várias desordens do labirinto vão causar pontura. Tontura é um nome genérico. A tontura do labirinto costuma ser aquela de rodar a vertigem, então roda o mundo ou rodo eu mesma. Essa costuma ser específica do labirinto. E tem outras tonturas, tipo instabilidade, balança mas não cai, que pode ou não ser do labirinto. A relação entre tontura e zumbido é absolutamente anatômica, são as duas partes representativas lá do ouvido interno. E como fonte de equilíbrio, como órgão do equilíbrio, é lógico que a gente tem que pensar que ele também representa o equilíbrio emocional. Então, com desordens emocionais, ela falou do Guarnaus, que é uma baita de uma desordem, é o cúmulo da desordem e quem alguém aguentou, aguentou, aguentou, até que alguma coisa estoura, ela pode estourar no ouvido com certeza, seja na tontura, seja no zumbido. E eu gostei que ela usou a palavra freio, porque você também usa essa palavra freio. E eu fiz uma figura mental na minha cabeça, que é assim, naquelas provas de hipismo, onde o cavalo tem que superar um obstáculo para dar certo, ele precisa ser freado. Primeiro freio e depois eu consigo superar. Então, quando a gente tem sintoma, muitas vezes ele está representando o freio que a gente precisa para olhar para o que está acontecendo. porque as pessoas não querem ver, Isabela. Elas querem engolir um remedinho, ficar livre de sintomas, livre, leve e solta para continuar fazendo tudo que está fazendo. Então, a freada é a resposta mais inteligente que o corpo pode te dar, porque para você superar o obstáculo que vem na frente, você tem que ir devagar.
Gente, vocês estão ouvindo o que a doutora Tani está falando? A live está gravada, tá? Várias pessoas no Instagram perguntaram se a live ficaria gravada. Sim, ficará gravada. Ficará depois do meu canal do YouTube. E é muito importante que vocês entendam com, agora, ouvidos de adultos. Nós estamos trazendo mais maturidade para a questão, porque enquanto nós atribuirmos o que está acontecendo conosco a eventos externos, a gente perde o time da nossa saúde e você tem que cuidar da saúde enquanto há saúde. Nem ela tá dizendo, é verdade, eu só parei o carro quando eu bati, só parei quando eu bati o carro, eu apaguei. Eu costumo dizer muito, o burnout, assim como qualquer outro problema de saúde, é um freio, é um convite que o seu corpo está fazendo para te devolver o equilíbrio. O equilíbrio que você perdeu em algum momento, por alguma razão. Então tá na hora da gente trazer a nossa responsabilidade com maturidade, porque a gente pode mudar ou não. Doutora Tani, você disse desordem no labirinto, eu vou voltar no assunto labirintite, que é um sintoma muito comum em muitas mulheres. E na metafísica da saúde, volto a falar da metafísica da saúde, Quando nós não queremos estar onde nós estamos, o corpo vai mandar vários sinais. Assim como... Vou trazer com outro exemplo. Quando eu tenho medo de falar algo, meu corpo vem com uma dor de garganta. Quando eu não quero ouvir algo... Crianças têm muita dor de ouvido, né, doutora Tani? Eu não quero ouvir os nãos que todos os adultos estão me dando porque querem me proteger. Vai fazendo essa associação pra trazer realmente a autoresponsabilidade naquilo que a gente sente A Tati Lucas também está dizendo, e sobre a misofonia, ela tem cura, veio da gestação, o que é misofonia?
Misofonia é ódia, fonia é som, então misofonia é uma síndrome também, um conjunto de sintomas onde a pessoa tem uma irritabilidade profunda, uma raiva absolutamente fora de controle com sons que são baixos, diferente dos sons que incomodam a maioria das pessoas, que são os sons altos, as pessoas com isofonia têm intolerância a sons baixos e repetitivos. Então mastigação, mascar chiclete, Tussir, pigarriar, afungar o nariz, andar de salto alto, arrastar o chinelo Tamborilar os dedos numa superfície, rodar um copo que tenha gelo Então sons baixinhos provocam ataques de raiva A melhor frase que eu já ouvi de uma pessoa com misofonia foi essa Você tem vontade de matar ou morrer, matar quem está fazendo som. E no ambiente de trabalho isso é extremamente estressor, porque o colega da mesa do lado funga, pigarreia, masca chiclete com a boca aberta, a pessoa não consegue se concentrar e ela, como todo mundo, tem que dar conta das tarefas. Então misofonia também é parzinho do zumbido, são daquelas coisas menos prezadas pela otorrinolaringologia, chegou no nosso colo há uns 15 anos atrás e a gente tenta abraçar isso também. Dentro da questão tem cura, ainda é cedo para falar, mas eu tive a oportunidade de entrevistar cinco pessoas que se curaram da misofonia. É muito pouco, mas não dá para dizer que não tem cura, se cinco pessoas já se curaram. E tudo que é grande começa pequeno, né? A gente tem que entender sempre essa realidade. Então eu daria essa resposta pra quem perguntou.
A Tati.
Isso.
Agora veja, o Sargento Trader tá dizendo, fico irritado com muito barulho, mas não a ponto de ira. Meu filho chorando já me irrita. Então vamos lá, doutora. Eu ouvir o choro do meu bebê, da minha bebê me irrita Eu estar trabalhando em um ambiente em que alguém está lá batendo o dedo ou batendo o pé me irrita O que eu posso fazer?
Primeira coisa, eu tenho altos problemas pessoais de achar que choro de filho e grito de filho representam um problema Porque um problema dos ouvidos, eu quero dizer. Porque choro e grito são sons agudos. A maioria das pessoas absolutamente normais do ouvido tem intolerância com sons agudos. Fora que do seu filho dói no coração. Então me incomoda essa ideia de rotular quem se incomoda com o choro ou grito do filho, tá? Mas enfim, o que dá pra fazer? Quando a pessoa é muito sensível dos ouvidos, existem técnicas pra dessensibilizar. Como quando a pessoa é muito sensível à luz do sol, à poeira, existem técnicas pra se dessensibilizar pessoas sensíveis. Sejam aquelas que têm intolerância com som alto, Que tem que abaixar o volume para elas ficarem bem Sejam as pessoas que têm essa misofonia, que a intolerância com o som que já é baixo Não adianta abaixar o que é baixo A gente precisa dessensibilizar expondo as pessoas a sons neutros que não significam nada irritante que não significam também uma coisa gostosa, coisas neutras que o cérebro sabe deixar para lá enquanto a pessoa faz as tarefas que precisam da concentração. Então, dessensibilização sonora é uma das formas de tratamento.
Ou seja, a gente não pode normalizar o anormal. E é impossível se concentrar, é impossível produzir, é impossível se sentir feliz quando qualquer coisa te incomoda, não tem dúvida Sendo aqui, que morou 40 anos, provavelmente em São Paulo, na capital, usava fones de ouvido desligados para abafar o som da Megalópolis, porque ela já insuportava. E eu estava aqui com o fone Qual é a sua opinião dessa moda agora de fone? Isso é bom ou ruim para as distrações ou para esse barulho que não... Perfeito.
Como todas as invenções tecnológicas, tem o.
Lado bom e o lado ruim.
Pelo que a Niela estava falando, A ideia é, os sons do mundo são insuportáveis, eu coloco um abaçador para diminuir essa poluição sonora. Show de bola. Excelente. Então, sempre que a gente está num ambiente onde você, para conversar, tem que aumentar a voz para ser ouvido, você está num ambiente de risco. Portanto, colocar um protetor para abaçar o som Perfeito! Outra coisa é colocar um fone para eu ouvir a vida, para eu botar música, joguinho, home office, fazer absolutamente todos os calls para usar para ouvir alguma coisa. Então quanto melhor o fone, quanto mais ele te permitir cancelamento de ruído externo, Mas você consegue ouvir num volume menor Porque se o seu fone não tem cancelamento de ruído, ele tem que estar superando o volume do seu ambiente E daí quando ele é barulhento, é complicado Porém, qual que é a desvantagem de fone? Quando você ouve um som no ambiente, ele está indo para todos os lugares e também para o seu ouvido. Ele dispersa. Quando você usa aqui no fone, ele só vai para o seu tímpano, tá? Então o controle do volume precisa ser algo muito mais respeitado. O que que a gente recomenda para quem usa fone? Tentar não passar, não ultrapassar a metade do volume que o aparelho te permite usar. Então, dependendo se é graduação assim, assim ou se é número, tente não passar da metade. E tente não passar de duas horas seguidas de uso. Então, duas horas e um intervalinho de 10, 15 minutos, como se fosse um respiro para o seu ouvido. Depois ele vai para o segundo round. Isso é muito importante.
Perfeito, Daniela, espero que a gente tenha respondido a sua pergunta. A doutora Tani vai tomar uma água e aí eu vou trazer aqui um comentário da Carlinha. A Carlinha Caroline disse que nasceu com o tímpano perfurado. Aos oito anos fez cirurgia e mesmo após 22 anos continua com o tímpano perfurado e escuta muitos zumbidos. Ela sempre pensou que era por causa disso e agora na live ficou na dúvida. Se os zumbidos são de tímpano perfurado ou realmente de alguma situação que está provocando estresse.
Perfeito, então o tímpano perfurado obrigatoriamente dá algum grau de perda auditiva. Pode ser pequeno ou pode ser mais importante. E o zumbido pode estar presente em todas as causas de perda auditiva. Pode, não é que vai, ele pode. Então, se o tímpano é perfurado de um lado só e o zumbido é de um lado só, existe mais chance de ter vínculo entre as duas coisas. Agora, se o ouvido é perfurado de um lado só e, por exemplo, ela tem zumbido nos dois lados, existe uma chance de ter uma outra causa porque está pegando o outro ouvido que não é perfurado. Então, essa é uma das maneiras da gente raciocinar. A outra questão é que se ela operou e o tímpano voltou a perfurar, ela deve ter um nariz ruim Porque o nariz tem uma comunicação com o ouvido, que é a tuba auditiva Que é o motivo da gente entupir o ouvido quando desce a serra, quando desce o avião, é a tal da tuba auditiva Então ela deve ter um nariz ruim, uma tuba ruim e a cirurgia não ajuda porque aquele ouvido precisa estar com ar e se a tuba que leva ar não funciona, o ar acaba entrando pela perfuração, tá? É aquele conserto, né? Então, eu imaginaria isso para um fracasso de cirurgia, tá? Mas, de qualquer jeito, vai ouvir uma outra opinião de alguém que te examine e veja isso direitinho, né? Acho que isso é importante. Agora, para saber se o seu zumbido é de estresse ou não, A ideia é fazer uma avaliação das questões físicas O estresse se manifesta de outras maneiras no corpo, não só consumido O estresse pode deixar marcas nos exames de sangue Então uma avaliação um pouco mais aprofundada é capaz de te dar essa resposta E eu não me surpreenderia se a gente visse uma questão física e uma emocional presentes Então vamos pensar assim, para ela que tem a perfuração que é uma coisa fixa Todo santo dia a perfuração é igual Então se o zumbido for só disso, Isabela, eu pensaria que o zumbido deve ser todo dia igual, fixo, estável, do jeitinho da perfuração. Agora se o zumbido dela é uma montanha-russa, cada hora está num volume diferente, é muito provável que tenha alguma outra coisa além da perfuração. Então são linhas de raciocínio para a gente tentar ajudar.
E tem que investigar. De novo, não dá para normalizar o anormal A Renata Alves está perguntando se zumbido no ouvido tem cura Ela disse que o padrasto foi ao médico, tratou labirintite Mas o médico disse que o zumbido não tem cura.
Pelo amor de Deus, tem. A gente fez a primeira pesquisa em 2020 com os primeiros 80 casos de cura de zumbido. Só que as pessoas têm dificuldades, Isabela, porque elas pensam em cura como se fosse uma vacina, um remédio mágico, alguma coisa assim. E como o zumbido tem essa baita diversidade que a gente está conversando desde o começo da live, também é importante entender que tem uma diversidade de jeitos de tratar E o encaixe-chave na fechadura vai ser o que vai determinar a cura do zumbido. O que é cura pra gente? 100% de melhora, sem recaída. Então cura ainda é um evento raro, mas do mesmo jeitinho que a gente respondeu lá pra misofonia, que eu já tinha entrevistado cinco casos de cura de misofonia, A gente entrevistou esses 80, que hoje já são 147, 149 E isso às custas dos nossos pacientes e de vários outros pacientes de outros profissionais do Brasil que sabem da minha pesquisa e me encaminham os casos de cura Então eu falo que nessa pesquisa eu não sou a médica, eu sou a jornalista que vai atrás da verdade de cada paciente Então perguntando como era o zumbido, o que ele acha que fez o zumbido curar E assim a gente vai desmistificando um pouquinho essa questão de cura Mas não é uma pílula mágica, nem uma vacina que cura zumbidos.
E eu arrisco aqui, inclusive, complementar, Tani, que quando a gente fala de burnout como já foi trazido aqui e outros problemas de saúde A gente sempre busca um remédio, como se tomar uma pírola, uma cápsula resolvesse tudo E se você não muda o estilo de vida o problema vai continuar. Então, desde o início, nós estamos trazendo aqui os temas vernal de mulher e zumbido, em que a doutora Tani, professora da USP, estuda ouvida há mais de 29 anos, está trazendo que sim, há uma relação de mais zumbido nas mulheres. Nós já sabemos que o excesso de estresse afeta o órgão mais vulnerável. E ficou claro até aqui, me corrija se eu estiver errada, doutora, que O zumbido no ouvido está querendo lhe dizer que tem algo naquele ambiente que você precisa gerenciar melhor O ouvido tá sendo apenas um mensageiro pra dizer que tem alguma coisa errada, certo?
Perfeito, perfeito. Essa ideia de zumbido como sinal de alerta, aliás, de todos os sintomas como sinal de alerta É muito importante, porque tem aquele ditado, quem avisa amigo é Então se a gente olha para o sintoma como, puxa, eu estou recebendo um aviso E é sempre melhor do que eu não ter aviso nenhum A ideia é que se eu prestar atenção, ao invés de eu calar a boca do corpo Eu vou ter um relacionamento muito melhor com o meu corpo Porque eu vou cuidar da parte que está frágil, que está vulnerável Quando você tem um filho que tá doente, você não cuida dele, né? Você não fica falando, vai, sai da cama Não, você vai cuidar do seu filho, supondo que você tem amor por ele Então é importante que a gente tenha amor pelo nosso corpo e pelas partes que estão vulneráveis naquele momento É muito importante.
Já que traz uma questão aqui que a gente precisa falar nesses últimos minutos. Se a causa do zumbido for por.
Conta de antidepressiva... Então, depressão causa zumbido e antidepressivo pode causar zumbido. Então, se por acaso for o caso dela, tomei o remédio, a coisa mais importante, liga para o médico que prescreveu o remédio e fala. e estou com zumbido. Quando que o zumbido vai surgir? Logo depois de começar, às vezes dias, no máximo semanas depois de começar o antidepressivo. Então liga para o médico. A gente tem casos de pessoas que fizeram isso e o psiquiatra não acredita. Fala, não, mas vai passar. e não passar. Então a ideia é a descontinuação do remédio, origem do zumbido, mas a pessoa não pode ficar solta. Se ela precisou de antidepressivo, ou uma troca de medicação, ou uma complementação com terapia, com formas de buscar apoio. Isso é muito importante, apoio de amigos, apoio de família, apoio do psicólogo. Isso tudo é muito importante para a gente também melhorar da depressão, tá?
Rejas, eu sempre achei que zumbido era coisa da minha cabeça e eu ignorava.
Zumbido é algo extremamente real. Ele só é individual. Ele não é coisa da sua cabeça no sentido de que é invenção ou imaginação. Ele é real, mas é uma experiência só sua. Se a gente pegar 10 pessoas com zumbido, cada um tem uma experiência sonora de zumbido e de incômodo particular.
Vamos lá. Deixa eu ver para que caminho que eu vou levar, porque nós temos agora só 10 minutos. Tem uma moça aqui que o nome dela é Balancris Ela disse que teve crise de vertigem, fez exame O médico falou que o meu labirinto não estava funcionando direito Falou que tem que dar no trampo, com fisioterapia Que tem zumbido no ouvido, pode ser emocional?
Pode ser emocional, e se a gente vincular O estresse crônico que eu falei no começo, o burnout, qualquer coisa emocional, seja profissional, familiar, pessoal. Eu queria ter olhos azuis e não tenho. E sei lá, qualquer coisa. A ideia é que, além das emoções que todo mundo conhece, hoje a gente precisa pensar na medicina integrativa no olhar da neuroinflamação. Então os nossos neurônios deixam de funcionar da melhor maneira que eles podem funcionar quando rola essa neuroinflamação. Da onde que vem neuroinflamação? Lógico, vem de toda essa podridão, toda essa coisa tóxica do ambiente de trabalho? Sim, mas antes disso, gente, vendo o que a gente come, né? Então, inflamação por alimentos gostosos podem causar inflamação no corpo inteiro, inclusive aqui na caixa preta. Então, doces. trigo, glúten, lembrar que a farinha de trigo é o principal representante, mas também a cevada da cerveja e do uísque, leite de vaca, esse trio parada dura que é muito ingerido com frequência porque tudo isso é gostoso e isso causa neuroinflamação. Tanto é que os psiquiatras, mas integrativos, além de medicar, eles vão no controle alimentar, porque isso facilita o gerenciamento das emoções e a resposta dos neurônios. Então isso é importante. Covid e vacina, dependendo do sistema imunológico da mulher, também são fatores de risco para neuroinflamação. Então, às vezes, a gente só olha o problema, o problema no trabalho, o problema na família, o problema pessoal E a gente não olha toda essa condição que a gente mesmo tá sofrendo em.
Paralelo com os problemas Os comportamentos... A Elaine... faxineira maravilhosa, que empodera outras mulheres faxineiras e eu me coloco como faxineira hoje com muito orgulho. Ela pergunta assim, o estresse também pode ser causador do zumbido?
Sim, todos os tipos de estresse causadores de zumbido. Quanto mais crônico, quanto Quanto mais intenso e duradouro... Eu sou uma pessoa que tive zumbido quando minha mãe morreu em 1999 Olha só, eu já estudava zumbido há cinco anos Era cética do caramba, do jeito que eu aprendi a ser no Hospital das Clínicas Sendo a única mulher com cinco homens ali trabalhando Eu tive meu lado cético Minha mãe morreu, eu na missa de sétimo dia fui ter o que? O meu objeto de estudo, quer dizer, eu tinha que olhar melhor para a coisa Então estou mostrando na prática um exemplo de estresse que foi abrupto, porque ela morreu, foi na missa de sétimo dia que meu zumbido apareceu Mas o estresse crônico do dia a dia também é altamente gerador de zumbido Bom, só para encurtar, eu fui para terapia para lidar com o luto, não com o zumbido Mas no meio de cinco meses de terapia, no segundo mês a minha psicóloga virou para mim e falou assim Tani, você não falou mais do zumbido, e aí como é que ele está? E na sessão eu puse a mão, prestei atenção e falei, estou sem zumbido Ou seja, à medida que eu fui administrando essa puta sensação de abandono e de vazio Que me veio por causa da morte da minha mãe, essa conexão umbilical, visceral Eu fui mudando alguma coisa. Muito importante o zumbido se foi De 99 para 2023, vai em julho, faz 24 anos e o meu zumbido não voltou Então eu me tornei a pessoa, por causa desse obstáculo que eu tive que superar Eu me tornei a médica que acredita na força emocional em cima do ouvido e acredita na cura Porque se aconteceu comigo, gente, pode acontecer com qualquer pessoa Então essa é a ideia da Elaine ter uma bela de uma resposta para ela entender que tudo é possível de causar e também de superar.
Tem aqui uma moça, Fernanda Elias da Silva, perguntando sobre a otosclerose.
Otosclerose é uma doença de calcificação da parte do ouvido médio. Então é bem mais comum em mulheres do que em homens. 60% das mulheres têm mais alguém na família com perda de audição e zumbido. São os dois sintomas principais, perda auditiva e zumbido. Só que não é qualquer perda auditiva. Na audiometria, Ela é chamada de perda condutiva ou perda mista E a otosclerose é uma das pouquíssimas causas de perda auditiva que podem ser operadas Diferente das outras que não podem ser operadas acabam tendo que ir só para aparelho auditivo. Então, como tudo que é ruim da doença, tem o lado bom de te permitir também uma opção de tratamento que é praticamente exclusiva da obsclerose.
Para encerrar, doutora Tani, eu queria contar brevemente o que aconteceu comigo e eu acabei de lembrar. Porque antes do burnout é uma avalanche de sinais e sintomas Muitas pessoas me perguntam, mas o que eu preciso sentir para ter o diagnóstico? Da cabeça aos pés, tudo o que estiver anormal Sabe o que aconteceu comigo? Que pena que eu não te conheci antes Eu tomava remédio para dormir e para acordar Eu tinha que tomar remédio para dormir e quando acordava tinha que tomar remédio para ficar acordado Houve um momento Eu morava num apartamento diferente do que eu moro, em que as paredes eram de drywall Vou contar aqui uma historinha que todo mundo pode se reconhecer Morava num apartamento de drywall. Eu me lembro... E ficar incomodada com a descarga que o meu vizinho dava no apartamento ao lado Eu conseguia ouvir a descarga, e eu com aquela tensão, com aquele estresse pra dormir Fora do horário que o nosso corpo estaria dormindo normalmente, sob muito remédio Aquilo me irritava profundamente Eu me lembro que minha mãe, uma vez, ela tava arrumando os talheres da gaveta da cozinha E aquilo me deixou muito irritada. Eu falei, pelo amor de Deus, fica imóvel, não faz nada. Porque eu estava com uma hipersensibilidade no ouvido. E agora você comentando na live que isso não é normal.
Isso não é normal. E aí, Isabela, você fala, meu pai é físico nuclear. Ele fala, na natureza, nada dá saltos. Tudo vem aos poucos. E quando culmina com o burnout, é a pura exaustão, esgotamento de tudo que o corpo tem de reserva para dar, para te sustentar no equilíbrio. É você estar no chão. mas porque as coisas vêm aos poucos. E tomara que você tenha melhorado dessa hipersensibilidade auditiva, né? Porque é exatamente isso. A intolerância a sons é o quê? Uma intolerância, né? É uma raiva, uma irritabilidade, é quando você não tá suportando. Você pode não tá suportando O trabalho, a família, o marido, a vida, sei lá o quê E isso vai se manifestar como não suportar determinadas outras coisas Então entra na metafísica também da gente fazer todo esse balanço O que é que eu não estou suportando? Enfim, e olha de pessoas da família, né?
Então, doutora Tenin Que sorte tive eu de ver a sua mensagem no meu Instagram, de ter percebido o seu interesse em trazer mais esclarecimento sobre esse problema que você tem há 29 anos E assim como eu também quero ouvir aqueles que não são ouvidos Recebi muitas mensagens pelo Instagram de pessoas dizendo que no meu trabalho falam que é frescura Nada pior que alguém que esteja sentindo alguma dor frequente ser julgado, por quem quer que seja, como frescura. Então, nesses nossos últimos minutos, quais são suas recomendações para quem está com hiper ou hipo, para quem não está ouvindo bem?
Nossa, sempre procure ajuda médica, tá? Se foi em um, não gostou, vai em outro. A ideia é procure o seu caminho na medicina de preferência na medicina integrativa porque existe essa tendência de olhar a pessoa como um todo. Procure sempre ajuda psicológica também. Vale muito a pena. E autoconhecimento, eu falo que é algo que não tem contraindicação. Tudo que seu corpo está te mostrando tem algo para você aprender. E como em qualquer escola, que todo mundo acaba passando, ou quase todo mundo acaba passando, a ideia é quanto antes a gente aprende a lição, mais a gente é promovido para um outro ano. E a vida é uma escola até o nosso último dia. E o corpo é uma fonte de aprendizado incessante. Então todo mundo que está lidando com a passagem do tempo e tenha hoje 20 anos, 30, 50, 80, Tem que aprender alguma coisa com os sinais que o corpo vai dando pra gente Então sempre procure ajuda. Lidar com as coisas sozinho, sozinha, é sempre mais difícil Agora.
Eu entendi o.
Que é que nós conectamos Conta, conta Não.
Precisa nem explicar Sabe, doutora Tani, eu venho investindo meu tempo com profissionais da área da saúde como você. É olhar integrativo, ou a gente não chega a lugar nenhum. Então, tiveram muitas perguntas aqui que não foram respondidas sobre o momento do dia, se tem alguma influência. Eu recomendo que todos vocês sigam a doutora Tani, porque tem conteúdos ali com frequência e nada melhor do que termos as informações corretas para tomarmos as decisões mais coerentes para o momento da nossa vida. A doutora falou sobre ambientes ruidosos, o envelhecimento, enfim, nosso corpo vai mudando e se você estiver lidando com essas mudanças de forma negligente, pode ser que depois seja pior. Então a gente precisa cuidar da saúde enquanto temos saúde. Qual o seu Instagram, doutora?
É doutora.tanigansanches. Isabela, deixa eu te falar, você tá vendo esses corações laranja? que estão passando aqui, esse é o nosso símbolo. Estou vendo aqui umas pessoas queridas que são nossas seguidoras, porque todo mundo manda um coração vermelho e tudo que a gente faz com o zumbido é laranja, inclusive os nossos corações. Então estou vendo aqui a demonstração de carinho das pessoas que já me seguiam, que estão aqui e gostando da live, da nossa live, da nossa interação, da nosso conteúdo. E eu particularmente quero mais uma vez te agradecer com a plaquinha laranja também, Porque é isso, né? Fluxo é algo que eu respeito muito Então você comprou a nossa ideia com uma facilidade e fez ela crescer Com a sua oratória, com esse jeito que você tem, com esse acesso que você permite Então eu tô de coração leve, laranja e leve Laranja e leve O médico especialista no problema do ouvido é o otorrinolambulogista, com certeza. Se puder, será que eu vou pra frente de posição?
E a gente se encontra em novembro, tá? Conte comigo pra mais dados.
Com certeza, querida. Muito obrigada. E obrigada a todo mundo que, como você falou, escolheu estar com a gente nesse momento.
Perfeito. Obrigada, doutora Tani. Boa noite pra você. Bom trabalho. Quero ouvi-la muito ainda este ano falando da prevenção, do zumbido, do tratamento e todos vocês que nos acompanharam, bom descanso. Até amanhã.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








