Tecnologia pode resolver muitas mazelas do mundo - Mario Mendes Jr. - EP13 Ïnterior iza

Mario Mendes Jr. talks about using technology to solve healthcare problems for Brazilian expatriates. He discusses his work with the Viver Bem project, his experiences in Angola, and how AI is changing healthcare delivery for immigrants in the U.S.
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Olá, bem-vindo, bem-vinda a mais um Interioriza. A partir de agora, a gente vai trazer um assunto que já passou do tempo da gente interiorizar. Durante 30 minutos, eu farei o meu melhor para trazer ideias aqui para você inovar. Ah, Isabela, mas eu não sou criativo. E a gente cresce ouvindo uma velha frase assim, não inventa moda, faz o que todo mundo está fazendo. Será que isso nos ajuda? Ou não? Antes de apresentar o meu entrevistado, eu quero te fazer uma outra pergunta. Conhece lâmpada, né? Lâmpada. Lâmpada. Sabe que quem inventou a lâmpada, como a gente conhece hoje, foi um senhor chamado Thomas Edison. Ninguém de nós que está assistindo aqui esse podcast conheceu o Thomas Edison, mas então eu quero te apresentar aqui no interioriza, pra mim, o Thomas Edison brasileiro. Um grande inventor que nós temos aqui, Mário Mendes Júnior, que não inventou a lâmpada, mas inventou outras coisas que permitem uma vida com mais saúde. Mário!
Maravilha!
Obrigada!
Eu que agradeço!
Adorei ter você comigo, até porque, gente, Mário mora em Fort Lauderdale, pertinho de Miami. Ali ó, Miami, não é?
Exato.
Aí perguntei, Mário, quando que você vai estar no Brasil? Preciso levar você pro interioriza, por quê? Porque precisamos saber das suas invenções e precisamos entender o quanto um brasileiro está trabalhando lá nos Estados Unidos pra saúde de milhares de brasileiros. O que você começou inventando que mudou a sua vida?
Olha, Isa, estão tantas histórias.
A primeira. Vamos lá. Primeira invenção.
Olha, a primeira invenção que, de fato, eu senti que teve impacto na sociedade foi em Angola. Como já te contei, eu fui para Angola muito jovem. Angola estava passando por um processo de pós-guerra. A guerra tinha acabado, os acordos de paz haviam acabado de serem assinados. E Angola precisava construir um hospital para atender a elite, para que ela pudesse realmente atrair e ser interessante para os investidores internacionais. E fui pra lá trabalhar na construção do Hospital Girassol, até hoje o mais moderno do continente. Chegando por lá, me deparei com alguns itens, com algumas necessidades do país e alguns itens que eu não havia conhecido no mundo inteiro. Em especial, adeglas climatizadas. Eu falei, uma adegla? Dentro de um hospital? Eu não conhecia isso nem no Brasil, no início dos anos 2000 não tinha essa cultura. E lá eu já cheguei e vi essa adega climatizada ali no armazém. E um dos diretores médicos, e essa é uma inovação que até hoje ainda é líder de mercado, essa patente que nós registramos naquela ocasião, Ele trouxe um grande desafio, que o país precisava fazer campanhas de vacinação e mais ainda, ele tinha uma necessidade de transportar hemocomponentes. O que é isso? Sangue, plasma e por aí vai. E para você entender, Angola é quente. A logística é muitas vezes inviável, porque você ainda tinha pequenos conflitos, em virtude da guerra civil que o país passou, e as estradas ainda danificadas também, em virtude da guerra. E essa adega, né, ela teve na minha cabeça. Eu falei, olha, peraí, a adega climatizada não é uma geladeira, então ela não faz barulho. Decidi desmontar aquilo ali. Vou desmontar essa adega, vou ver o que tem aqui dentro e ver se a gente consegue melhorar essa eficiência de transporte de hemocomponentes. Assim. A hora que eu desmontei a adega, vi um equipamentozinho, uma plaquinha, falei, isso aqui gela? Eu falei, não, isso não congela, isso refrigera. Desmontei aquilo e descobri que aquele equipamento chamava-se peltier. Hoje está presente em tudo, desde daqueles refrigeradores para gelar água, dos filtros de água, mas naquela época não. E vi que aquilo era uma patente canadense, um equipamento até caro, mas eu tinha ali na minha frente. Desmontei essa adega. Coloquei ela dentro de uma caixa da Invicta, aquelas caixas antigas, né?
Térmicas.
Que a gente utiliza pra levar na praia, com uma bateria de moto, um termômetrozinho pra controlar máximo e mínimo, né? Temperatura pra cima, temperatura pra baixo. E fizemos um teste, colocamos essa caixa com alguns sangues dentro, com bolsas de sangue. E é bem interessante isso, né? Porque uma bolsa de sangue processada naquela época, em Angola, custava em torno de 450 dólares.
Uau!
E você deve saber também que o sangue não poderia ser muitas vezes coletado em África, porque naquela época também 30% da população tinha HIV. Então era um sangue importado.
Nossa!
Então, extremamente caro. E aí, se você não tivesse uma logística eficiente, como não tinha, perdia-se, ó, de 95% pra tudo. Perdia. E deu super certo. A gente colocou a caixa, foi de Luanda a Ruambo, que é uma outra província, perdeu um grau por hora, o sangue não coagulou. E ali nasceu a primeira inovação, a primeira caixa para transporte de hemocomponentes com controle de máximo e mínimo no mundo. Qual foi o efeito disso? Criar uma certificação. de que transporte pré-hemocomponente precisava ter um padrão de controle, principalmente de temperatura. Porque até então, muitas vezes, se injetava sangue que não estava apropriado para as pessoas. Então isso foi a inovação que mais impacta a minha vida até hoje, que foi com base nessa que eu construí tantas outras. Porque a partir deste projeto também, eu tive a possibilidade de conhecer quase a totalidade dos hospitais, pelo menos os hospitais de referência na África Subsaariana. E aí já dá pra imaginar o quanto de inovação isso também não foi possível que eu pudesse construir depois.
Parabéns.
Obrigado.
Quer dizer, então, que quando eu vou tomar a vacina ou quando alguém vai dar uma vacina na Angelina, aquela caixa térmica que chega com o termômetro para mostrar a temperatura, foi você que inventou?
O modelo foi desenvolvido por nós, né? Ninguém faz nada sozinho, por eu e pela equipe que me apoiou naquele momento, sim. A primeira certificação para transporte de imunocomponentes do mundo foi criada a partir deste projeto em Luanda, em 2003.
2003. Ô Mário, você sempre inventou moda, como eu brinquei aqui no início do programa, sempre quis desmontar as coisas, porque foi a partir então de um incômodo, né, você observou, você percebeu a deficiência de um objeto. Aí aquilo te leva a curiosidade em desmontar o que tem aqui perto de mim. Você sempre foi assim? Quis desmontar as coisas?
Eu sempre. Eu sempre... É um olhar diferente. Eu olho os problemas, não como problemas mesmo, olho como oportunidade.
Ótimo.
Acho que a minha vida, grande parte, eu conheço mais de 40 países, seguramente 80% deles são os mais pobres do mundo. E não tem ambiente mais propício para produção de inovação do que países pobres. Primeiro, porque eles precisam de tudo. E segundo, porque a curva de inovação mudou, porque eles não têm tempo de criar infraestrutura, de criar processos, então muitas vezes você precisa desrupturar. Você precisa enxergar longe como a tecnologia pode ser a sua aliada para resolver mazelas de populações negligenciadas. As pessoas falam muito, os médicos, e eu não sou médico de formação, eu sou engenheiro de computação, mas a minha vida inteira fui trabalhando em cima de engenharia clínica. E o termo médico é muito utilizado em doença negligenciada. Só que pra mim não, é população negligenciada. Porque a doença negligenciada só existe porque aquela população, muitas vezes, não está tendo acesso ao básico. Então, eu olho pra populações negligenciadas, das diversas formas, seja ele de atenção primária da saúde e outra, e também de acesso a soluções diversas. A minha vida não é só tecnologia da saúde. Eu tenho outras inovações também no setor bancário, o setor de saúde, o setor de seguros. Mas você olhar Esse tipo de população e tentar resolver diminuir a dor dele é o que me faz, é o que me move.
Nossa, olha aqui, eu já entrevistei gente. Esse meu repertório de entrevistas me deixa muito feliz, mas eu nunca me senti assim tão feliz em estar diante de alguém como estou de você.
Obrigado.
De verdade. Porque você é um brasileiro, como você falou, engenheiro, e vê oportunidade nos problemas.
Sim.
E nós precisamos de mais pessoas assim. Quando você me disse que você mora nos Estados Unidos já há quatro anos e é um com um visto, gente, não sei se você tem visto americano, Mas o nosso convidado tem o Einstein Visa. Sabe o que é isso? É um visto para quem tem habilidades extraordinárias.
Exato.
Não é para qualquer pessoa, mas ao mesmo tempo abre também a visão aqui de muitos que estão nos acompanhando que se você quiser resolver algo, se dedique e vai.
Exato. Acho que a questão do Einstein Visa Muitas pessoas me desacreditaram e eu mesmo confesso, quando eu tive acesso ao que era o Item Visa, antes de fazer essas aplicações, que eu não tinha know-how para isso. Porque a gente pensa essa questão de vistos baseados em inovação e esses vistos por habilidade extraordinária. A gente sabe que os Estados Unidos é o país do desejo para quem quer ter projetos com impacto global. E eu, quando tive acesso ao conjunto comprobatório que era de exigência do Einstein Vida, eu falei, ah, isso não é pra mim. E muito pelo contrário, eu decidi mais uma vez arriscar, enxergar nesse problema que poderia ali sair uma grande oportunidade. E foi o que aconteceu. É todo esse conjunto comporbatório de inovações que eu criei ao longo da minha vida, dos negócios bem-sucedidos, da postura, e mais ainda, das relações que eu fui construindo ao longo desses anos. Porque, para você entender, para você aplicar para esse vírus, você precisa também construir uma série de documentos, e passam por referências de professores que você teve há 25, 30 anos atrás, de pessoas que você se relacionou, de negócios que você impactou. Então, tudo isso foi possível e foi aprovado com o mérito máximo dos dez itens exigidos. Eu aprovei em oito. Não aprovei como atleta olímpico e músico, embora eu arranhe um pouquinho também no piano. Então, isso foi muito importante para este novo momento que eu estou, que é de desenvolver projetos globais. Estar lá é fundamental para isso.
Perfeito. Dito isso, então você já explicou que a caixa térmica para transporte de hemocomponentes foi a primeira invenção? Posso chamar de invenção? Invenção mais transformadora da sua vida. Depois vieram outros projetos, e você sabe que aqui, o período que nós estamos gravando esse podcast, gente, é um período que o assunto chat GPT tá bombando. Será que vai substituir? Será que não vai? Bom, mas o Mário é pioneiro no desenvolvimento e aplicabilidade de inteligência artificial na América Latina. Você começou a aplicar inteligência artificial há quanto Quanto tempo? tempo na indústria, Mário?
Há 10 anos. A gente ouve, claro, o chat de APT, ele tem um grau de inovação e, obviamente, ele mostra a tendência para onde as coisas vão caminhar do ponto de vista de automação. Mas a gente também não pode esquecer de que nós temos iniciativas em diversas partes do mundo de automatizações voltadas a setores específicos. Vou te dar um exemplo. Nós fundamos o Dr. Wilson, que é o primeiro robomédico do mundo. com quase 13 milhões de frases conversadas, mais de 790 doenças com protocolos de saúde. Ele é também uma plataforma com inteligência artificial que trabalha com características do GPT. Então, o GPT, claro, ele tem sim os seus méritos e é um grau de inovação muito avançado, mas nós aqui no Brasil não estamos atrás, porque a gente já começou isso há uma década atrás. E hoje o Dr. Wilson, pra você entender, ele é um robô que se nós déssemos essa autonomia pra ele, ele poderia até indicar medicamentos com base em prontuários, informações e dados variáveis que a gente alimenta. Mas claro que por uma questão de legislação, a gente não pode fazer isso. Porque sim, um médico com CRM que tem essa, digamos assim, essa autorização pra poder fazer. Não é novidade. O Brasil produz muita inovação que as pessoas desconhecem.
Por isso que você tá aqui, né? Por isso, então, que Mário Mendes Júnior está aqui no Interioriza. Mário, vamos lá. Quando você fala que o Dr. Wilson não pode receitar remédios, mas um Dr. Wilson da vida real, ele recomenda um remédio baseado em repertório. em estudo, na prática clínica e no repertório. Quando você me diz que uma máquina com inteligência artificial vai cruzando dados, eu posso inclusive trazer muito mais assertividade no diagnóstico até do que numa consulta presencial.
Não há dúvida.
É importante a gente entender... Estou machucando alguém falando isso?
Não, de forma nenhuma, muito pelo contrário, você está corretíssima. A inteligência artificial, a gente fala os machine learning, eles trabalham com amostras de dados, com metadados de milhões de consultas, de milhões. E o ser humano, ele tem a sua capacidade física de locomoção e também de absorção de coisas. Então, não dá para comparar. Mas é claro que a gente entende de quando a gente fala de atendimento a humanos, A gente tem, obviamente, a questão da empatia, e isso é muito importante também, porque nem tudo há uma necessidade de medicamento, nem tudo.
Perfeito. Isso é importante a gente colocar, ninguém está fazendo apologia aqui a ter ou não consultas presenciais. Perdão. O que eu estou dizendo é que a inteligência artificial pode acumular um repertório com muito mais informação e, dependendo do caso, trazer mais assertividade para o diagnóstico. E aí, Mário, então, falando sobre isso, antes da gente falar agora sobre o que você, a população que você está assistindo, que está negligenciada pelo mundo, Como você vê o CHET, o GPT, o Dr. Wilson e toda a inteligência artificial complementando os humanos e não excluindo?
Não há dúvida. A triagem é um fator muito importante de saúde pública. A gente fala, as pessoas morrem por pequenos problemas que vão se tornando situações, se agravando ao longo dos anos. Então, a triagem, e o que a gente fala no termo médico, a anamnese, ela é muito importante para a gente poder qualificar e entender as populações e as suas reais necessidades. Então, se a gente atende o angolano de um jeito, Eu tenho que atender, obviamente, o moçambicano com outra cultura, como o brasileiro com outra cultura. Então, a importância de uma plataforma, que a gente fala de plataformas massivas, é que ela consegue chegar num alcance onde, muitas vezes, o humano não chega, e aonde ele não chega. E ali, prover uma assistência inicialmente primária, prevenir muitas doenças aonde o humano não consegue chegar. Então, muito da minha vida foi realmente trabalhando em populações remotas, onde o humano não chega, mas a internet chega. Mas isso quer dizer, a telecomunicação e a tecnologia, ela é o meio para que um humano possa entrar ali e também agir.
Perfeito. Você sabe que eu sou totalmente contra extremismos, né? E quando falam assim, agora o chat EPT vai acabar com... Não, gente. Assim como... Vocês já ouviram essa história, né? Quando a televisão chegou, vai acabar o rádio. Aí o jornal, vai acabar a internet, vai acabar a televisão. Não. A gente pode trabalhar com complementaridades, como você disse. Tem lugares que humanos chegam, internet não. E tem lugares que só a internet chega, só a tecnologia. Exato. Pode acessar. Falando nisso, hoje o trabalho que você faz nos Estados Unidos atende uma população negligenciada. Quando você fala doenças negligenciadas, e eu adoro quando você fala população negligenciada. Se existe uma população negligenciada, haverá doenças. E se eu posso prevenir, porque é muito mais barato, muito mais coerente, né? O que você tem feito com o viver bem nos Estados Unidos?
O Viver Bem é o ápice de tudo isso que eu construí ao longo desses anos. Eu, por ser um viajante profissional, eu acabei me deparando com necessidades que eu mesmo muitas vezes precisei e não tive. A gente não consegue ter fluência em todos os países do mundo. A gente não consegue se comunicar com o médico e também ter acesso a medicamentos em qualquer parte do mundo. Agora, você imagina as populações que muitas vezes estão expatriadas, estão sem status migratório, não conseguem ter acesso a uma medicina do seu país, primeiro porque ela é cara, segundo, às vezes, pela ausência de um documento, ele não consegue ter regularidade, até continuidade no tratamento. as pessoas, em especial os brasileiros, quando vão para fora, vão para trabalhar e muitas vezes também longe da sua família. Então, ao longo desses anos, eu consegui construir um conjunto de plataformas que vão desde atendimento, que a gente fala de omnicanalidade, de multicanalidade, de atender a pessoa de qualquer lugar que ele esteja. Se ele quer fazer uma consulta a partir do Facebook, a partir do WhatsApp, através da videoconferência, através de qualquer outra plataforma, qualquer outro canal digital, ele possa fazer. Às vezes, nos 15 minutos que você tem, no intervalo do seu trabalho, porque o brasileiro também, em especial nos Estados Unidos, ele não tem folga. E às vezes, ele tem 15 minutos pra comer, porque ele trabalha vendendo a hora. Então, e essas pessoas... tem medo de ir para os hospitais norte-americanos, porque sabe que se ele for lá, se ele não pagar, ele nunca mais pode voltar naquele hospital. E se ele pagar, muitas vezes um atendimento básico vai custar 3, 4, 5, 6 mil dólares, e às vezes por uma amidalite. Uma doença extremamente cara, porque ela é feita para atender as pessoas que estão seguradas. Os Estados Unidos vivem de seguro, na verdade. A matriz da economia dos Estados Unidos é baseada em tecnologia. e serviços de saúde agregados. Então, a seguradora é algo extremamente rendável. Então, o acesso à saúde nos Estados Unidos é extremamente caro. E o Viver Bem, ele partiu desta premissa de que o brasileiro que está fora do seu país, em especial nos Estados Unidos, mas também em outras regiões, hoje a gente apoia o mundo inteiro, onde tem brasileiro, tem o Viver Bem, Ele quer ter atendido, em português, a nossa saúde. As pessoas também desconhecem. Nós temos uma medicina de excelência no Brasil, talvez igual ou só perca pra Suíça, mas muito superior, quando a gente fala em atenção primária e secundária, do que a norte-americana. Então, o brasileiro, ele tem a cultura do acolhimento na consulta. E ele quer falar português. Às vezes, ele até tem uma fluência em outro idioma, embora isso não seja uma verdade pra quase... pra totalidade das pessoas. Então o fato dele ser atendido em português e ele ter a certeza de que se ele tiver uma necessidade de prescrição de medicamento, ele vai conseguir isso em solo americano e mais ainda, se ele precisar um apoio, um concierge para também ir na farmácia e ter acesso àquele medicamento, ele vai ter. E aí, um outro ponto que nós agregamos no Viver Bem, que é um ponto, e aí a inovação, não uma inovação tecnológica, mas uma inovação em serviços. Pra você entender, as populações de brasileiros que estão fora do país, em especial nos Estados Unidos, se você tem um falecimento, Essas pessoas não conseguem um sepultamento fácil nos Estados Unidos, porque também é caro, 3, 4, 5, até 15 mil dólares. O que acontece? Vaquinhas são feitas para poder enterrar aquela pessoa. E muitas vezes, qual o desejo desse brasileiro? É ter o corpo com repatriação sanitária para o Brasil, que também é em torno de 15 a 30 mil dólares. E o que nós fizemos? Nós criamos também o primeiro serviço de assistência funerária para brasileiro em qualquer lugar do mundo, pagando reais, poucos valores, na casa de 89 dólares ou 300 e poucos reais. justamente para que ele possa ter esse conforto de quando ele vai sair do Brasil, ele vai trabalhar, ele vai ter uma telesaúde, uma telemedicina, com prescrição de medicamento naquele país, e mais ainda, se alguma coisa acontecer, você não vai se humilhar e não vai precisar, nesse momento mais difícil, também é buscar outras alternativas. Não, você tem ali um seguro que vai te apoiar nessa repatriação com dignidade de toda essa cadeia. Então, assim, esse conjunto de soluções que nós desenvolvemos ao longo dos anos, que é o que me move como ser humano, é dar tranquilidade para as pessoas. E a tecnologia é essa parceira. Não é para nos atarefar demais, para carregar a gente demais, para fazer que a gente trabalhe demais. Não, é para fazer que a gente trabalhe tranquilo. sabendo de que a gente tem um respaldo de saúde se precisar, mas também se a gente precisar de uma situação de maior infortúnio, também ter essa tranquilidade, entendeu?
Nossa Mara, eu não sabia desse auxílio, essa repatriação sanitária. Uau! Tempo bom passa rápido, mas no seu caso passou voando. Passou muito rápido, né? De que universo nós estamos falando dessa população negligenciada? Quantos brasileiros estão fora do país?
Aproximadamente 5 milhões de brasileiros.
Então você consegue atender quem está fora do país. É o quê? É um site? É uma rede social? Como quem está nos acompanhando pode acessar o Viver Bem?
Acessa multiUSA.com. Você tem acesso ali ao pacote de soluções do Viver Bem, e a partir dali você consegue contratar. E nós temos um projeto também, que é um projeto global para atender refugiados. Nós doamos aproximadamente 1.200 consultas gratuitas para brasileiros em situações de vulnerabilidade pelo mundo. Então essas pessoas podem entrar no site, pode se consultar, pode mandar mensagem e saber como que pode ter acesso a esse tipo de atendimento, que a gente faz a triagem, qualifica e a gente disponibiliza acesso pra eles.
Excelente. Gente, isso aqui não é propaganda não, tá? É uma entrevista, mas é uma entrevista que pode salvar vidas. Então repete, qual é o canal?
MultiUSA.com.br Multicontemudo.
MultiUSA.com.br.
.Com.
.Com. MultiUSA.com. Mário, pra gente encerrar, de tudo que nós conversamos ou daquilo que ainda não falamos, eu sou uma entusiasta pela educação em saúde, pela prevenção, pra gente levar a informação correta, especialmente pra essa população negligenciada. Você comentou que nos Estados Unidos as pessoas trabalham por hora, né? E é uma realidade diferente daqui do Brasil. E trabalhar por hora, para mim, traz pontos positivos e negativos. Vai depender de como você vai lidar. Como é que está a saúde mental dos brasileiros que vivem fora, diante deste cenário, que é bem diferente daqui do Brasil?
É muito difícil, em especial a população que está trabalhando na região de Nova York, Connecticut, Boston. O inverno também, extremamente rigoroso, ele faz com que as pessoas tenham que trabalhar mais no verão, mais no outono, para que no inverno, muitas vezes, ele não tenha trabalho. Então, essas pessoas não têm tempo para nada. Então, a saúde mental é extremamente prejudicada e, mais ainda, essas pessoas, muitas vezes, estão sozinhas sem as suas famílias. diferente, um pouco diferente da Flórida, onde você tem uma regularidade basicamente da questão climática, onde você tem, digamos assim, um bem-estar social maior, com uma renda menor em comparado a dessas outras regiões, mas as pessoas, o brasileiro, quando ele sai, ele sai para trabalhar. e é só trabalho. A gente sabe que muitos não têm documentos nos Estados Unidos. Então, ele precisa trabalhar o máximo que ele puder até o momento que ele precisar sair. Então, aí já dá pra imaginar o tamanho do impacto que ele tem na questão da saúde mental. Então, por isso que nós incluímos no Viver Bem oito sessões de telepsicologia em português, porque ele precisa conversar, desabafar com alguém, e mais ainda, tem uma orientação clínica.
Nossa! Mário, pra quem tá nos acompanhando, Qual a mensagem que você quer deixar sobre inovação, sobre oportunidades diante dos problemas?
Eu gosto de deixar duas dicas. Primeiro, inclua também roteiros não óbvios quando você for viajar. Vá ao Marrocos, vá para Angola, vá para a África do Sul. Viaje para a América Latina. Se você é aquela pessoa que é empresário e consegue enxergar oportunidades, esses países vão te abrir os olhos para você ver muitos outros mercados que muitas vezes também estão negligenciados. E também persistir de que a inovação não é algo complexo. A gente não precisa inventar a lâmpada, como você disse do Thomas Edison. Às vezes a gente inova num processo. Criar um processo para diminuir a dor de alguém. É isso que eu sempre busco quando eu vou construir inovação. Eu estou gerando valor na vida das pessoas com isso? Se sim, eu quero fazer. E é o que me move, viu, Isa?
Nossa. Pensa na alegria que eu tô sentindo aqui, gente. Mário, foram 30 minutos espetaculares aqui pra mim. Extraordinários. Lembrando que Mário Mendes Júnior é um brasileiro que mora há quatro anos nos Estados Unidos e tem Einstein Visa. Você tem Einstein Visa? Eu não tenho, mas Mário tem. E é por isso, então, que o Mário tá aqui. Muito obrigada por ter compartilhado conosco tudo o que você fez e está fazendo em prol da saúde da humanidade. Eu espero em breve ter mais novidades das suas inovações.
Conte comigo sempre. Muito obrigado.
Obrigada. Brindamos a quê?
A inovação e as pessoas.
Pronto. Inovação e as pessoas. Obrigada. Até o próximo interioriza.
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