Tempo para reciclar as ideias revisar as rotas!

In this live session, journalist Isabela Camargo (Isabela Camargo Real) guides listeners through a comprehensive exploration of how modern society’s perception of time fuels chronic overwork, burnout, and health deterioration. Drawing on four years of research, 150 interviews with public figures (e.g., Fernanda Montenegro, Gilberto Gil, Padre Fábio de Mello) and specialists in medicine, psychology, and palliative care, she explains why we feel we have "all the time" yet constantly run out of it. She links the mechanization of natural time to the pressure to cram endless tasks into a 24‑hour day, describing the physiological and psychological costs: burnout, karoshi, gastritis, cardiovascular disease, and impaired cognition. The talk emphasizes the necessity of setting limits, practicing autocuidado, and learning to say “no.” Practical tools include auditing one’s agenda, prioritising sleep (highlighting data that <6 h/night quadruples mortality risk), creating intentional gaps for rest, and communicating boundaries without over‑justifying. Throughout, Isabela promotes her book “Dá um Tempo: Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites,” offering it as a concrete guide for readers to re‑evaluate work, sleep, and personal time. The session ends with a call to reflect on one’s weekly schedule, a promise of future topics (greed, multitasking), and an invitation to purchase the book with a personalized dedication.
Chapters
Não tenho mais o tempo que passou. Temos todo o tempo do mundo ou não temos? Bom dia, bom dia para vocês que estão chegando aqui no Resiliência Humana, em mais uma troca fantástica que teremos, em mais uma hora incrível que vamos compartilhar para aprender um pouquinho mais sobre como podemos viver o nosso tempo de forma saudável, equilibrada, trabalhando, vivendo sem nenhum outro problema de saúde, se já tivermos desenvolvido algum. Então vamos juntos! Obrigada pelo tempo de vocês, pela escolha, por estarem aqui comigo. Eu farei o melhor que eu puder para que vocês tenham um tempo muito proveitoso. Vou abaixar aqui a música do Legião Urbana, mas quero fazer um convite para vocês. Vamos ouvir esse trechinho especial. Pronto. Temos todo o tempo do mundo. Será que temos? Será que estamos aproveitando o nosso tempo? Quero ouvir a opinião de vocês. Primeiro me digam aqui, né, de onde vocês estão me ouvindo, de onde vocês estão vindo, e se vocês concordam se temos todo o tempo do mundo. Eu venho trabalhando nesse tema há mais de 4 anos. Para quem não me conhece, meu nome é Isabela Camargo. Eu sou jornalista e há 4 anos eu venho pesquisando o assunto percepções do tempo, o que resultou neste livro chamado Dá um Tempo: Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Por que que eu escrevi esse livro? Por que que eu estou apresentando para vocês um resumo com 150 entrevistas? Entrevistas com Fernanda Montenegro, Gilberto Gil, Padre Fábio de Mello, uma turma maravilhosa de médicos especialistas, para entender por que que estamos tão estressados, tão acelerados, por que corremos tanto e não chegamos a lugar nenhum, por que corremos tanto e estamos cada vez mais sedentários. São muitas controvérsias, são muitas ironias que nós estamos vivendo, e aí é fundamental pararmos para pensar no tempo. Eu não vou falar aqui de uma forma distante, subjetiva, confusa, não. Eu falarei de agenda, falarei de exames médicos, falarei de calendários, falarei do tempo de uma forma muito objetiva, porque a gente fala de tempo o tempo inteiro, mas dificilmente nós paramos para pensar no que estamos fazendo com o nosso tempo. E isso, gente, é fundamental para vivermos uma vida que vale a pena ser vivida. Isso é fundamental para a gente não chegar lá na frente e ouvir aquela outra música, não essa do Tempo Perdido do Legião Urbana, mas Epitáfio, né? Devia ter feito isso, devia ter feito aquilo. E quando a gente está falando de tempo, estamos falando de escolhas. Então vamos lá, para vocês que estão aqui, olha, Leia de Campo Grande, Deixa eu ver. Olha, Bia lá da Bahia, Eunápolis, seja bem-vinda! A Célia de Foz do Iguaçu, Recife. Uau! Então vamos, Pacira, Pernambuco, Alagoas, turma de norte a sul do Brasil, sejam todos muito bem-vindos. Vontade louca de estar numa praia aí do Nordeste, tá? Mesmo com distanciamento e tudo mais, porque o tempo da natureza Esse nos restaura. O tempo da natureza é fundamental pra gente voltar pro eixo, né? E nós, ao longo dos últimos séculos, milênios, vivemos a mecanização do tempo natural. O tempo do sol e da lua, o tempo da natureza, depois que eu entrevistei um monte de profissionais da área, ele continua o mesmo. A Terra não está girando mais rápida em torno do próprio eixo e nem mais rápido em torno do Sol. Então, os quadradinhos dos calendários, eles não estão ficando mais curtos, eles estão com dias de 24 horas. Só que nós estamos querendo bater o pezinho no final do dia e pedindo para o Sol ficar mais tempo, para a gente ter mais tempo para realizar todas as coisas que nós insistimos em colocar na agenda. Faz sentido o que eu tô dizendo? Então, para você, Seni, que tá em Porto Alegre dizendo que o dia tá lindo, observe então o sol. Veja se realmente é ele que está em desequilíbrio ou se nós é que estamos vivendo com muitas informações e em uma sociedade com excesso de acessos. Quanto mais informações eu tenho, quanto mais opções eu tenho para escolher, Atenção, primeira dica de ouro do dia: quanto mais opções, mais tempo eu tenho que dedicar para uma escolha que me seja satisfatória. E aí, lembrando que se eu tenho 3 canetas, vamos lá, tenho 3 canetas, tá? Se eu optar por escolher esta azul, eu já sei que eu estou deixando de escolher essas duas. Então, quando eu estou escolhendo o que eu quero, Eu estou escolhendo o que eu não quero. E para essa escolha ser satisfatória, como eu disse, eu preciso saber o que eu quero e para quê eu quero. Faz sentido o que eu estou dizendo? Tudo isso leva tempo, porque se eu escolher de forma impulsiva, pode ser que não seja esta opção que eu precise. Então eu preciso parar um pouquinho Pra entender qual é o caminho que nós estamos seguindo e saber: será que eu tô seguindo a rota certa ou eu preciso voltar um passo atrás? Será que eu preciso loucamente preencher minha agenda de compromissos pra fugir cada vez mais de mim? Ou tá na hora de parar um pouquinho, desacelerar um pouquinho, me colocar na agenda pra que aí sim eu tenha uma agenda que faça sentido, para que eu viva uma vida que vale a pena ser vivida. Então, quando nós estamos falando de tempo, meus amores, nós estamos falando de escolhas. E tudo o que vocês têm escolhido para preencher os quadradinhos do calendário ou as linhas da agenda são fundamentais para o viver a vida. E não sobreviver à vida. Eu espero que faça sentido, faça sentido o que eu estou falando, que vocês sintam realmente essas palavras, porque foram quase 4 anos para trazer informações científicas e práticas de tudo isso que eu estou falando. Então, se eu perguntasse para vocês, quero ver aqui algumas respostas, tá? Quanto tempo vocês dedicaram para vocês neste final de semana? Dormiram a quantidade necessária? Tiveram tempo para o almoço? Tiveram tempo para viver alguma amizade, algum relacionamento construtivo? Como vocês investiram o tempo de vocês nesse final de semana? Correram muito e não chegaram a lugar nenhum? Tem uma explicação, tá, para quem trabalha o dia inteiro, corre para lá e para cá e chega no final do dia e acha que não fez nada. Quando nós estamos indo de um compromisso para o outro sem um intervalo suficiente entre uma atividade e outra, o nosso cérebro não gera memória. Quando vocês chegam ao final do dia com aquela sensação que fizeram um monte de coisa, mas não fizeram nada, significa que vocês passaram por muitas informações, mas não se aprofundaram em nenhuma. Significa que vocês podem ter ido de tela em tela em várias reuniões online, já que muitos estão em home office, mas no fim não se aprofundaram em nada. É como aquela pessoa que sabe um pouquinho de tudo, mas no fundo não sabe nada. Então, se você não dedicar um tempo, né, um pouquinho maior que os outros, para algo que realmente lhes interesse, Esse dia pode passar como se não tivesse existido. Mais um dia, mais um dia. Mas não. Sabe por quê? Porque a gente tem uma falsa ideia que quando acordamos, nós vamos dormir à noite. E isso é uma ideia muito equivocada. Eu sei que muitas pessoas evitam falar da morte, evitam falar do fim. Mas não falar disso significa também não viver uma vida que vale a pena ser vivida. A Doutora Ana Cláudia Quintana Arantes, uma especialista brasileira em cuidados paliativos, são aqueles cuidados para os pacientes, né, que já sabem que têm poucos dias de vida. Ela fala muito sobre isso num livro lindo que chama "Um Dia Que Vale a Pena Viver". A morte é um dia que vale a pena viver. E ela diz que as pessoas, quando já sabem que têm poucos dias de vida, Elas não ficam aflitas por esses poucos dias de vida, elas ficam tristes por terem vivido uma vida que não valeu a pena ser vivida. Então é aquilo que eu disse, nós vamos escolher a música que queremos, ou vai ser Pitáfio de Viater, ou uma outra música como a do Lenine, né, que nós começamos a live de ontem, é Calma, Paciência. Então eu vou voltar aqui para o nosso raciocínio. Tudo isso que eu estou falando está no livro Dá um Tempo: Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites, à venda no Resiliência Humana. Eu lancei esse livro na semana passada, tá fresquinho, e com muito amor eu ofereço esse conteúdo para vocês no site do resilienciahumana.com.br. Será o único canal de vendas em que vocês vão receber esse livro em casa com uma dedicatória. Porque eu vou dedicar o meu tempo para cada um que comprar, com uma frase que possa pautar as próximas ações. Porque se vocês vão dedicar, dedicar um tempo para leitura, o mínimo que eu posso fazer é dedicar o meu tempo para esta demonstração genuína de carinho, tá? Então, gente, vamos lá. Tudo que eu estou falando foi baseado em falas, em experiências de físicos, astrônomos, médicos, especialistas de diversas áreas, além de artistas que admiramos. Então tem Gilberto Gil, Fernanda Montenegro, Padre Fábio de Mello e uma turma maravilhosa: Maestro João Carlos Martins, Maurício de Souza, Mariana Ferrão, Astrid Fontenelle. Também falo sobre o tempo da maternidade, o tempo do esporte, Todos esses tempos que nós convivemos, mas dificilmente paramos para pensar. Nos próximos dias eu vou falar sobre o tempo da maternidade, tá, e outros tempos, mas hoje sabe o que que eu quero falar? Sobre o tempo do trabalho. Topam falar sobre isso? Quem está sentindo que está trabalhando mais do que deveria? Contem aqui para mim. Quem está trabalhando mais do que deveria? Então quem está colocando o trabalho na agenda inteira, quem está fazendo isso, provavelmente— pausa. Pimenta, já te falo, tá, sobre o tempo do sono. Esse é um tema que dá para falar todos os dias. Vou falar isso para você já já, tá, Pimenta? Mas vamos lá, vamos começar pelo trabalho. Tá? Que aí o sono vai vir como consequência de como podemos fazer então para nos colocar na agenda. Vamos lá! Quem está sentindo que está trabalhando muito mais do que deveria, provavelmente vocês e eu no passado fizemos uma escolha baseada em crenças que se eu me dedicar integralmente ao trabalho eu terei uma reputação melhor, "Eu serei muito benquista, eu farei parte daquele grupinho das pessoas estressadas que trabalham até tarde, que batem no peito, que ficaram trabalhando até tarde." A gente glamouriza, e há muito tempo, certos comportamentos que a médio e longo prazo não serão legais. E aí eu digo pra vocês que a fatura vai chegar e só vocês vão pagar, infelizmente, tá? Dói ouvir isso, mas é isso. Não esperem que ao trabalhar demais, ao aceitar novos trabalhos, novas demandas, alguém vai pensar, você vai ter aquele retorno que todo mundo quer, né? Nossa, mas será que o fulano não tá vendo que eu tô trabalhando demais? Será que meu chefe não percebe que eu tô sobrecarregada? Não! Nesses últimos anos de muita pesquisa, eu ouvi mais de 4 mil pessoas que tiveram a síndrome de burnout, que foi uma experiência que eu vivi 2018. Todas tinham essa mesma ilusão, eu também tinha. Então eu digo pra vocês que se vocês não cuidarem da saúde do tempo de vocês, ninguém vai fazer isso por vocês. Isso se chama autocuidado. Se vocês considerarem que dizer sim para o chefe, para mais trabalho, é mais importante do que dizer sim pra vocês se colocarem na agenda, vocês estão entregando a vida de vocês para uma pessoa que vocês conhecem apenas parcialmente. As pessoas com quem trabalhamos, nós, por mais que estejamos juntas no mesmo esquema de trabalho há muitos anos, a gente só conhece uma parte delas. Então não caiam na ilusão, não esperem que alguém vá chamar você para o canto e falar assim: Fulano, você está se cuidando? Você tá se colocando na agenda? Se alguém viver algum exemplo positivo desse, me escreve lá no direct, @isabelacamargoreal, porque eu adoro compartilhar pautas positivas, né? E como elas são em número menor do que as outras, então eu adoro saber se tem alguma exceção aí neste mundo tão confuso e sobrecarregado que a gente tá vivendo. Tá? Então, para quem trabalhar, para quem se colocar, aliás, para quem colocar o trabalho na agenda inteira e esperar loucamente pelo final de semana, pelas férias, né, cuidado, porque vocês podem estar antecipando a morte. De novo, falei agora da Ana Cláudia Quintana Arantes, e esse também é um pensamento dela. Porque quando você espera muito não fazer nada por conta do trabalho, você está me dizendo, ou dizendo para você mesmo, né, que aquilo que você está fazendo não tá legal, aquilo que você tá fazendo não faz sentido. E que coisa pior do que você passar um tempo da sua vida e se arrepender, né, por ter feito demais alguma coisa ou deixado de fazer outra? Então, meus amores, o excesso de trabalho, ele pode trazer consequências bem graves para sua saúde. Eu tive burnout, que é um problema, um fenômeno ocupacional que atinge 20 milhões de brasileiros, e que agora com a COVID a gente vai ter um aumento exponencial, especialmente entre professores e profissionais de saúde. Mas quem trabalha mais do que o corpo aguenta Quem trabalha mais do que poderia ou deveria pode desenvolver N problemas de saúde, de gastrite, que a gente culpa o café, a um AVC, a um infarto ou ao karoshi. Sabe o que é karoshi, gente? Morte súbita por excesso de trabalho, que no Japão o governo Já mensura as famílias com vítimas de karoshi desde a década de 80. O governo japonês paga indenização para famílias que perderam algum ente por conta do excesso de trabalho. Aí vocês podem falar: nossa, Isabela, mas hoje você tá falando muito de morte. Eu tô falando de vida, porque nós precisamos falar de vida. Mas para falar de vida Eu preciso lembrar que a morte existe. Para falar de prevenção da saúde, eu preciso falar sobre os problemas de saúde. Para falar sobre um bom aproveitamento do tempo, eu preciso falar sobre os ladrões de tempo, os alugadores de tempo. Então, eu tô falando de vida para vocês. Esse tempo que nós estamos vivendo juntos, eu espero do fundo do meu coração e eu transmito este amor do meu coração para o coração de vocês, com muito respeito, para que vocês olhem para o tempo de hoje, dia 24 de agosto, agora 9 horas e 20 minutos. Tá fazendo sentido estar aqui? Tá fazendo sentido estar aqui neste planeta? Está fazendo sentido a vida que vocês estão levando? Se a resposta for sim, eu já fico muito feliz, já me dou por satisfeita. Que essa é a minha missão, esse é meu propósito. Lembrar vocês que esse tempo finito que nós temos dentro de um tempo infinito, pelo que sabemos até agora, só nós seremos responsáveis por ele. Então vamos lá, não esperem que alguém de fora vai chamar atenção de vocês ou vai pedir para vocês se cuidarem mais. Tirando a nossa mãe, que sempre nos lembra, dá um puxão de orelha, e alguns pais que fazem isso, eu conheci poucas pessoas que tiveram essa ajuda, essa mãozinha extra. Então vocês precisam se colocar na agenda, precisam marcar reunião com vocês. E aí eu vi aqui um comentário de uma moça dizendo que tá sem emprego. Eu entendo, nós estamos vivendo uma realidade com muitos desempregados, mas aí mesmo assim eu lhe peço: se coloque na agenda, para você que perdeu o trabalho ou está sem trabalhar já há algum tempo, se coloque na agenda para rever realmente se você continua feliz com uma escolha que você fez tempos atrás. Nesta profissão. Perceba se você precisa desenvolver mais alguma habilidade para fazer parte das seleções de trabalho de novos postos que demandam novas experiências, novas expertise. Então, é, esse tempo que vocês colocaram na agenda será exclusivamente para vocês, porque às vezes a gente quer tanto trabalhar em algum lugar, você quer tanto voltar a trabalhar, evidentemente todos temos responsabilidades financeiras, né, especialmente, mas a gente às vezes não quer estar conosco. E aí você preenche a agenda com um monte de coisa. E preencher a agenda é um excelente subterfúgio, é uma excelente desculpa para fugirmos daquilo que realmente precisamos olhar. Quando eu disse sobre a análise da carreira, é um tema que eu trago no livro Dá um Tempo sobre atualização de identidade. Atualização de identidade é algo essencial que precisamos fazer com frequência. O que que é isso? Hoje cada um tem uma idade. E se vocês viveram esse hoje considerando o que vocês tinham anos atrás, provavelmente esses pensamentos virão com uma leve tristeza ou decepção. Eu tô falando sobre o tempo da nossa recuperação para várias coisas, né? Quem aqui não foi para uma balada no passado e dormiu pouco, no dia seguinte tava lá raciocinando de forma genial e batia no peito e falava: não, porque eu sou "Porque eu durmo pouco e tô ótimo, posso fazer isso mais vezes e tal." A gente pôde fazer isso lá atrás, alguns puderam fazer isso lá atrás, mas agora com o avançar dos anos, com o avançar dos calendários, isso pode ficar um pouco mais difícil. E se você não parar para analisar esta mudança no seu corpo, a tristeza pode gerar inclusive uma frustração. Mais demorada. Eu falei agora sobre o exemplo da recuperação do sono, mas isso também serve para as suas ideias, as suas escolhas feitas no passado. Então essa dica que eu tô dando é para você que me escreveu aqui, é que tá sem emprego. Aproveite então esse momento, essa pausa que você tá vivendo, para entender se precisa fazer uma faxina de ideias, se precisa rever alguns conceitos, se você precisa buscar uma nova habilidade. Porque eu vou lhe dizer com muita sinceridade, respeito e amor: se a gente está insistindo em algo hoje baseado numa ideia do passado, tá na hora então de desapegar dessa ideia e entender que se tudo está mudando fora, eu também posso estar mudando dentro. Se tudo está mudando fora, eu também posso estar mudando dentro, ou talvez eu precise de uma mudança interna, eu precise rever as minhas crenças, porque o mundo é novo, os tempos são outros, mas insistimos em ideias equivocadas, em ideias do passado, e vejam, eu não estou aqui dizendo que uma coisa está certa ou errada, eu só estou dizendo que algumas crenças, alguns raciocínios que fizeram sentido no Faziam no passado, que o nosso mundo era outro. Hoje não fazem mais, para a maior parte das pessoas. Querem ver uma crença que tem feito muito sentido? Alguém já ouviu aquela frase: "Não leve trabalho para casa" ou "Deixe os seus problemas pessoais da porta do trabalho para fora"? Como é que faz agora para quem tá em home office? Se o office entrou pro home. Percebam que trazendo aqui essas duas crenças fica claro, né, da gente mostrar que essas já não funcionam mais. Então quais outras também não funcionam mais? Será que aquela crença de que se eu vangloriar o meu estresse, se eu não tiver tempo pra nada, as pessoas vão me respeitar mais? Será que Se eu ouvir aquelas expressões, especialmente o pessoal de venda, é disponibilidade 24 horas, 7 dias por semana, 365 dias por ano, "eu tô disponível o tempo inteiro", tudo bem fazer isso por alguns dias, em alguns projetos especiais, mas eu vou dizer uma outra coisa para vocês que pode doer. O cliente ou o chefe ou o líder que te elogia por responder um e-mail fora do horário combinado, um e-mail no avançar da noite ou até da madrugada, como eu já ouvi de altos executivos, esta pessoa que te elogia por essa resposta não vai te visitar no hospital. Não vai. Você pode até lembrar dela. Você? Ela pode até lembrar, ela pode até estar sensibilizada com a sua situação, mas ela não vai te visitar no hospital. E de novo, quem vai pagar a fatura é só você. Compreendem o que eu quero dizer? Que tudo aquilo que a gente faz por amor, que a gente ama, Isso é lindo, isso é maravilhoso, isso é o que todos nós queremos. Mesmo assim, mesmo assim, você precisa encontrar limite. Por isso que o livro "Dá um Tempo" traz o subtítulo "Como encontrar limite em um mundo sem limites". Sabe por quê, Kelly? Porque é o seguinte: Depois que eu vivi a síndrome de burnout, muitas pessoas me disseram: "Ah, mas o burnout..." Foram 4 mil pessoas que eu ouvi, tá, gente? "Ah, mas o burnout é porque a pessoa não gosta do que faz." Pelo contrário. Foram poucas pessoas que eu ouvi que me disseram que não gostavam do que faziam. Porque aí sim tiveram que assumir o trabalho de alguém que foi dispensado, ou quando uma pessoa sai de férias você acaba Sim, assumindo mais responsabilidades por um certo período. Pessoas que precisam manter dois empregos, né, muitos enfermeiros eu ouço falando isso, que o salário é tão baixo que ele precisa cumprir horários em dois trabalhos, trabalhos distintos. Então esse é um grupo de pessoas que pode ter burnout. Agora o outro grupo que tem burnout, né, tô até deixando aqui a mãozinha aberta porque é bem maior, É porque ama muito o que faz, gosta muito do que faz. E aí não vê problema em não dormir, não vê problema em comer ali em cima da mesa, não vê problema em abrir mão das suas atividades familiares, das suas atividades sociais, do seu lazer. Esse é o perigo. Sabe, alguém que já se apaixonou loucamente Sabe aquelas paixões assim arrebatadoras que tiram a gente do eixo? O que acontece quando você vive muito uma relação como essa? A longo prazo ela se mostra insustentável, porque todos os excessos são ruins. Talvez agora tenha ficado um pouco mais claro. Então, por mais que você goste, por mais que você esteja a fim, Por mais que a paixão virou amor e você está lá dedicado, cuidado, porque isso também tem limite. E aí algumas pessoas podem falar assim: "Nossa, mas Isabela, você está falando então que eu não posso trabalhar, não posso me dedicar?" Pelo contrário, o que eu estou dizendo é para que vocês realmente tenham condições de transformarem a paixão em amor. Transformar o seu talento em algo valioso, que faça sentido não só para a empresa, mas para você. Agora, o que eu estou dizendo e pedindo é para que vocês se coloquem na agenda, para que vocês também se cuidem, para que vocês também coloquem limite nisso tudo, porque senão a médio e longo prazo vai dar ruim. Vai dar ruim. Ou seja, a Pimenta me perguntou sobre o sono. E o sono é a primeira coisa que nós subtraímos para dar conta de uma agenda que fica cada vez maior. Não as linhas da agenda, não o número de horas, mas o número de compromissos. Perceberam? Então eu preciso olhar para minha agenda com muita honestidade e identificar os espaços que eu tenho para mim. E o primeiro espaço que eu vou pedir para vocês nesta semana, né, aliás, já faço convite: todas as manhãs eu estarei aqui às 9 horas com Robson Hamouchi. Hoje ele não pôde participar, mas eu espero que ele participe nos próximos dias. Nós vamos falar sobre um assunto para que você olhe para sua agenda e pense com carinho sobre este assunto. Hoje então eu vou pedir para vocês olharem para a agenda de vocês com foco no sono. Se vocês estão dormindo o suficiente para viver o dia seguinte sem ficar se entupindo de café, de energético e de anfetaminas, que foi o meu caso, né, para dar conta dessa agenda que fica cada vez maior. E o sono vai ficando, as horas de sono cada vez menores. Eu entrevistei muita gente especialista no assunto, do Instituto do Sono e da Associação Brasileira do Sono, e muitos me disseram: "Isabela, é um grande erro quando as pessoas dizem que dormir é perda de tempo." E sabe por que dormir não é perda de tempo? Porque quando você acha que dormir menos para produzir mais pode ser a saída para você dar conta, você está alimentando uma ilusão, a ilusão da produtividade sob qualquer custo. E aí, de novo, equilíbrio, meus amores. Às vezes eu olho aqui uns comentários que eu preferia não ver, mas vamos lá. Então vamos lá. É, por que que é muito importante você identificar o número de horas que você precisa? Porque só dormindo o número de horas suficientes o seu corpo vai se regenerar do dia que você viveu. Se regenerar significa recuperar a sua bateria. Quando a gente coloca o telefone, o computador para carregar, quando nós tiramos esse equipamento da tomada, a bateria tá lá em cima, né? E aí, conforme a gente vai usando os equipamentos, a bateria vai reduzindo. A mesma coisa é com a gente. Você acorda com a bateria lá em cima e ao longo do dia a bateria vai reduzindo. Se na hora de colocar o equipamento para carregar vocês não deixarem o tempo suficiente, a bateria ela não vai subir para carga total, ela vai ficar com meia carga. E aí, de novo, você vai precisar recarregar. Com a gente é a mesma coisa. O problema é que nós estamos acordando com a bateria talvez um pouco mais reduzida e indo com ela até o fim, a trancos e barrancos. Aí no dia seguinte de novo. Então equilíbrio. Um dia ou outro dormindo menos do que o seu corpo, do que você precisa, tudo bem. O problema é fazer disso uma rotina. É fazer desta exceção uma rotina. Que aí vai ter um custo muito alto. Eu tô vendo aqui, Rejung: "Acordo 4 ou 5 vezes para dar de mamar, vontade de dormir durante o dia." Rejung, quantos meses tem o seu, a sua bebê? Porque realmente as mães que têm bebês novinhos, né, que demandam de muita atenção, Dormem menos. E aí, Rejung, você sabe que essa é a base de alguns estudos sobre a depressão pós-parto? Porque a falta de sono, gente, ela causa milhares de problemas. Quem dorme menos do que deveria sai na frente com 84 doenças a mais do que uma outra pessoa que dorme o suficiente. Vou repetir: se você pegar duas pessoas, tirando a genética, né, duas pessoas, uma que dorme menos e uma que dorme mais, tá, esta pessoa que dorme menos tem 84, 84 doenças mais propícias do que quem dorme o suficiente. E aí tem uma outra informação que choca muito, mas eu também apurei com os especialistas: quem dorme menos de 6 horas por noite tem 4 vezes mais chances de morte. Então eu vou repetir: quem dorme menos de 6 horas por noite tem 4 vezes mais chances de morte. Por que, Isabela? Porque o corpo não se regenera. Foi essa comparação que eu dei dos equipamentos eletrônicos. É uma ilusão achar que se você dormir menos você vai produzir mais. Não, a única coisa que você vai fazer mais é buscar alimentos mais calóricos, porque seu corpo precisa de energia, por isso que quem dorme pouco engorda. Você vai buscar café e aí depois você vai dizer que é esse café que vai causar gastrite. Que muitos sentem. Aí você vai buscar outros estimulantes energéticos ou até anfetaminas, que eu fiz isso, então eu posso dizer que não é legal, tá? Então tudo isso é decorrência do sono. Discussões ficam muito mais inflamadas quando você dorme menos, você fica mais impulsivo, você reage de uma forma muito mais equivocada se você dormisse melhor. Então, para encerrar aqui este assunto sobre o sono, eu posso trazer também um pouquinho a cada dia. Eu quero já que vocês então olhem com muito carinho para agenda de vocês dessa próxima semana e percebam se vocês estão com uma agenda razoável ou se tá faltando um pouquinho mais de tempo para vocês. E aí que vem a grande sacada desta segunda-feira: se eu identificar que estou dormindo menos, o que que eu vou precisar fazer? Tirar alguma coisa da agenda. Tirar alguma coisa da agenda. Mas Isabela, isso é totalmente contraditório, porque a gente vive num mundo em que nós Temos que fazer mais, trabalhar mais, ganhar mais. Só que nem sempre a gente está vivendo mais com tantos compromissos a mais. E aí, segundo passo: eliminar agenda, eliminar alguma coisa. Só que veja, nós não vamos conseguir, eu conheci poucas pessoas que conseguiram fazer isso de um dia para o outro. Porque nós não estamos como estamos de um dia para o outro. Nós estamos vindo por décadas tendo tecnologias que deixam a nossa vida cada vez mais prática, mais velozes, mas com isso vamos trabalhando mais no tempo que sobraria. Nós estamos vivendo numa sociedade em que a velocidade é sinônimo de progresso. Nós temos updates muito mais velozes de todos os equipamentos. Então não adianta ter aquela visão romântica de que, ai, no passado era assim, eu queria que voltasse. Não, você pode até pensar, né, no passado era assim, era, mas agora é diferente. Isso chama inclusive de Roseville, aquela visão rosa do passado em que tudo era melhor comparado a quê? Comparado a hoje. Mas hoje as condições são outras. Então se você ficar agarrado no passado em como eram as coisas no passado, só tem um problema nisso: quem vai perder é você, tempo. Lembra que eu falei sobre essa revisão de coisas do passado, sobre carreira, sobre trabalho? Também se aplica aqui. Então hoje eu preciso considerar todas as evoluções que nós tivemos para que eu aproveite o meu tempo com sabedoria, sem mimimi, sem tristeza, porque não vai adiantar. A internet não vai parar. Que bom, porque nós poderemos continuar com esses encontros matinais. O problema, mais uma vez, é o excesso, como a gente começou a conversar às 9 da manhã. Tudo que eu estou dizendo aqui para vocês não é para levarmos para os extremos. Ah, então tá bom, então se eu trabalho muito eu não vou trabalhar mais. Ah, então se eu uso a internet eu não vou usar mais. Nada disso. Eu tô falando aqui, ó, caminho do meio. Por que será, né, que nós colocamos o mouse impresso bem aqui no meio, que é o nosso eixo, que deveria ser o nosso equilíbrio, que é o caminho do meio, pra gente evitar os extremos? Até água demais causa problema. Percebam lá naquelas cidades do Nordeste, eu fiz muita previsão do tempo nos últimos anos lá na Globo, e vira e mexe eu via essas situações. Lugares de seca extrema, vinha uma chuvona, arrebentava açude, dava um problema danado. Nossa, mas não era água que eles precisavam? Era, mas não com essa quantidade. Perceberam quando eu estou dizendo sobre equilíbrio? Então, trabalho, tempo na agenda, tempo para vocês, tudo isso é fundamental para que vocês consigam encontrar o equilíbrio. É a mesma coisa da alimentação, né? Esse final de semana eu dei uma exagerada, confesso para vocês, comi muita massa, eu e meu marido abusamos. Essa semana eu preciso pelo menos pensar em reduzir a quantidade de carboidrato, ou não, A escolha é minha, mas depois não vai adiantar reclamar. Faz sentido? Então vou voltar aqui à história do trabalho, né, como muitas pessoas têm mencionado aqui. Por mais que vocês amem o que façam, não caiam na cilada que eu caí. Por isso que eu tô dizendo isso com muito carinho e respeito. Isso também tem limite. Então no momento daquela paixão de um emprego novo, de um projeto novo, ok, mas não façam desse excesso de amor, desse excesso de trabalho, uma rotina, porque isso vai ter um custo muito alto lá na frente. E como eu disse, dificilmente alguém que trabalha com vocês vai chamar atenção e dizer: "Edivane, Gomes, Renato, "Vai descansar, você está precisando descansar, estou vendo que você está trabalhando muito." Eles não vão dizer isso não é porque eles não gostam de você, porque eles também estão tentando equilibrar todos os pratinhos da vida, tá bom? Então nós falamos sobre o tempo do trabalho, sobre o tempo da carreira, quando é a hora de você parar para pensar se está na hora de mudar. Vai depender de cada um. E esta pausa voluntária vai evitar muitas pausas involuntárias. Eu vou investir os nossos próximos minutos falando sobre isso. Vou só beber uma aguinha. E para quem chegou agora, me apresentar: meu nome é Isabela Camargo, sou jornalista, tô muito feliz com a presença de vocês. Veja, estamos aqui com mais de 750 corações. Que querem entender o que está acontecendo com o tempo. Tudo o que eu estou dizendo para vocês está neste livro, Dá um Tempo: Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites, à venda no resilienciahumana.com.br, o único canal de vendas em que este presente vai chegar para vocês com uma dedicatória, tá bom? Então, como eu disse, quando é hora de Dá um tempo para pensar na carreira ou reavaliar os caminhos profissionais. Vai depender de cada um, de cada processo evolutivo, de cada vontade realmente de avançar de forma saudável. Porque eu vejo muita gente avançando, mas de forma muito insustentável. E aí esse é um outro tema, que é a produtividade sustentável. Meus amores, não adianta nada atingir as metas de hoje adoecendo amanhã. O pior, ou o melhor, é que o nosso corpo ele não para de uma hora para outra. Ele sempre vai dando pequenos sinais, mas a gente teima em não ouvir, porque a gente vai lidando como normal o que é anormal. Quantas pessoas aqui trabalham com enxaquecas frequentes? Ou trabalho com mal-estar e aí vão segurando, né, com uma máxima dificuldade. Isso não tá certo. Aí sim eu posso falar sobre o que é certo e errado. Sabe o que é certo? É você acordar de manhã com entusiasmo e feliz pelo que você pode desenvolver durante o dia. O que é normal é você trabalhar desenvolvendo seu talento sem dores constantes e frequentes, sem ter uma nécessaire cheia de remédios, né, caso dê um problema no estômago, caso dê um problema aqui, caso dê um problema ali. E eu vejo um monte de gente, eu já fui essa pessoa, eu já ofereci a minha nécessaire para vários colegas de redação que estavam com enxaquecas e tudo mais. Isso é muito bom, você poder contribuir para que o outro alivie a dor é muito bom. Mas eu tô aqui não para aliviar a dor de vocês, né, com recursos que estão na farmácia. Não, eu tô aqui para aliviar a dor de vocês com recursos que estão dentro de vocês. Não há remédio nenhum na farmácia, não há receita médica nenhuma que substitua o autocuidado, que é essa pausa voluntária para evitar uma pausa involuntária. O que é o autocuidado? Muitas pessoas me perguntam. É fazer por você aquilo que só você pode fazer por você. Como assim, Isabela? Todo mundo aqui escova o dente? Acho que sim, né? Então, como é que vocês escovam o dente? Voando? Tchac tchac tchac tchac tchac tchac? Ou como os dentistas sugerem, né? Devagar, massageando a gengiva e tudo mais. Isso é autocuidado, não é simples? Por quê? Porque se você não tiver este pequeno cuidado com você na hora da escovação dos dentes, depois você vai ter que fazer uma pausa involuntária, né? E aí vai dizer: "Nossa, mas o dente que agora tá doendo e tal..." Mas o que que você fez, né? Como é que você contribuiu para essa pausa involuntária? Percebem o que eu quero dizer? Olha que numa live sobre o tempo, Isabela está dizendo sobre escovar os dentes. Sim, porque assim todos nós estamos falando a mesma língua. Todo mundo aqui escova o dente, todo mundo aqui toma banho, né? Pelo menos espero, mesmo que nesse frio. É isso que eu estou dizendo para vocês: autocuidado é fundamental para que vocês façam uma pausa voluntária para evitar uma involuntária. Quer ver uma outra pausa voluntária fundamental? O sono, como nós falamos até agora. Se você não fizer essa pausa consciente, depois você pode fazer uma pausa inconsciente, ou, perdão, involuntária. Se você não colocar limites no seu trabalho, você pode desenvolver uma doença ocupacional. E aí virá a pausa involuntária, que será o do afastamento do trabalho. Quando eu tive esta pausa involuntária, mesmo com um pedido médico para me afastar por 15 dias, eu não queria, porque eu amava tanto o que eu fazia, eu dizia: "Não, eu tô bem, um dia que eu descansar eu tô bem." Essa é uma cilada que muitos caímos por amar o que fazemos. Só que a longo prazo, como eu disse, isso não vai ser legal. Então, autocuidado é a melhor forma de vocês terem consciência, aí sim, para que vocês decidam e façam escolhas mais conscientes. Quer ver um outro exemplo de pausa voluntária? Vocês estão numa estrada, a velocidade é de 120 km/h, Quando vem o radar, se vocês não fizerem uma pausa voluntária, um freio voluntário, pode dar ruim lá na frente, não pode? Aí de uma forma talvez só financeira, com uma multa. Agora, se vocês estão numa autoestrada, 120 km/h, e vocês excedem a velocidade, vocês se colocam em risco e colocam em risco outra pessoa. É por isso que quando eu digo como encontrar limite no mundo sem limites, Eu não estou dizendo para que ninguém deixe de acelerar em alguns momentos, que é preciso acelerar. Eu só estou dizendo que para manter o ritmo vocês precisam fazer uma pausa. É só com uma pausa que vocês mantêm o ritmo. E muitas pessoas pensam que não, né, que esse ritmo vai acontecer a qualquer custo, o tempo inteiro. Que eu tenho que estar acelerado o tempo inteiro. Eu estou dizendo isso para vocês, mas com a consciência que para mim também é difícil. É por isso que eu disse agora há pouco que não se cobrem ou não se culpem por não conseguir fazer essa mudança de agenda de um dia para o outro, porque eu aprendi por N situações e crenças e necessidades a preencher a minha agenda com muitas tarefas. Então nós que estamos preenchendo a nossa agenda com muitas tarefas há muitos anos podemos ter mais dificuldade para nos colocarmos nela, para termos buracos de agenda para os imprevistos, porque eles sempre acontecem. E o problema é que quando a gente abre mão do essencial, que é o nosso autocuidado, as outras divisões, né, com as tarefas que são importantes urgentes, elas podem se tornar emergências. E eu não gostaria que ninguém aqui transformasse um pedido de exame em uma emergência. E ele pode se tornar uma emergência especialmente quando vocês negligenciam esses exames. É porque, ah, eu tô bem, pra que que eu vou fazer esse exame? Só que lá na frente vocês vão se lembrar que, poxa vida, eu devia ter feito aquele exame e não fiz. Por quê? Porque eu não me coloquei na agenda. E depois vocês precisarão dedicar tempo, mas não para prevenir, para tratar algo. Faz sentido o que eu tô dizendo? Tudo isso que eu estou falando está baseado em números que o nosso país apresenta com os diagnósticos de ansiosos, depressivos e profissionais que desenvolveram a síndrome de burnout. Se eu pudesse somar os profissionais que desenvolvem problemas na coluna, fibromialgia e outras consequências do excesso de trabalho, esses números seriam muito maiores. Então vejam, o que eu estou dizendo é que por mais que vocês precisem ou sejam obrigados a trabalhar demais, Pensem em se colocar na agenda e pensem em encontrar limite nesse mundo sem limites. Para isso, como é que vocês vão encontrar limite? Estabelecendo, aceitando, reconhecendo os seus limites para que vocês comuniquem isso para os outros. Isabela, como é que eu vou comunicar isso? Depende. Às vezes essa comunicação vem com um belo dum não. Só que nós vivemos, reconheço, numa cultura em que nós não somos estimulados a dizer não. Nós somos estimulados a aceitar tudo, a fazer tudo, até porque queremos ser aceitos, queremos ser reconhecidos. Mas o custo de um sim é muito variável e cada um aqui sabe o custo de um sim a mais. E com o tempo, se vocês seguirem o que eu estou dizendo aqui no livro Dá um Tempo: Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites, com o tempo vocês vão compreendendo o custo de um sim e vão treinando o não. Como que é treinar o não? Ouvir o que estão lhe pedindo com atenção, e se vocês não puderem, não puderem aceitar, aí nós vamos dizer um não. Então pensem comigo: "Silvia, agora eu não consigo. Por enquanto eu não tenho como aceitar. Que convite maravilhoso, me sinto lisonjeada, privilegiada, mas esta semana eu não tenho mais espaço na agenda, eu já me comprometi com outras pessoas, com outras coisas." Você já se comprometeu com você, e eu entendo que dizer isso pode causar ali uma dificuldade maior. Então diga: esta semana eu não consigo. Não precisa ficar dando muita justificativa. Eu sei que nós fomos criados para ficar justificando, argumentando porque sim, porque não. Não! Só você sabe o custo de um compromisso a mais. O Padre Fábio de Mello disse isso no livro. Quando ele desenvolveu a síndrome do pânico, ele teve alguns episódios da síndrome do pânico, Ele só conseguiu ter uma vida mais tranquila, né, só conseguiu ter menos episódios da síndrome do pânico quando ele começou a dizer não para oportunidades que eram muito legais. Então é mais fácil dizer não para aquilo que a gente não quer. Agora, o treino, o grande desafio é a gente dizer não para aquilo que a gente quer. Mas é dizer não para algo que vai permitir que você viva uma vida que vale a pena ser vivida, porque não adianta dizer sim para tudo e depois ficar desesperado arrancando os cabelos porque não dá conta de assumir aquilo tudo. Então vejam, treinar o não é fundamental. Por enquanto não, agora não, hoje não, esse mês eu não consigo. Percebe? E esse treino, sabe como é que ele fica gostoso? Sabe quando que a gente consegue ter segurança para dizer não? Quando a gente dorme bem. Olha que loucura! Quem ia imaginar, né, que eu aqui, Isabela Camargo, jornalista, iria dizer para vocês que para dizer não precisa dormir? É uma loucura? Mas eu vou dizer que sim, eu vivi isso, eu tenho ouvido histórias assim diariamente. Você dormindo melhor, você vai pensar melhor no dia seguinte e você vai se sentir mais seguro porque você estará funcionando bem e vai ser muito mais fácil você compreender aquele pedido. Para tomar uma decisão consciente. Entenderam o que eu quis dizer até aqui, Ana Paula? Treinar, treinar e treinar o não. Sim, de novo, não é de um dia para o outro. O Bernardinho, lembram? Lembram? O Bernardinho, ex-técnico de vôlei, ele diz aqui no livro também, Dá um Tempo: Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites: Isabela, se algo está difícil é porque precisa de treino. Então se dizer o não parece impossível para vocês, eu vou dizer que é possível, porque se algumas pessoas conseguem dizer não, eu também posso. Ah, mas eu não sei. Eu posso aprender. Ah, mas eu tenho medo do que vão pensar. Bom, se eu tiver medo do que vão pensar, eu vou ter que ter medo da opinião de mais de 7 bilhões de pessoas que existem no mundo. E aí vai ser uma perda de tempo tremenda. Vamos lembrar que estamos aqui falando sobre o tempo, que o nosso tempo finito dentro deste tempo infinito. Então, muito cuidado para todos os sims que vocês estão dando e muita paciência consigo, muito amor próprio para ter segurança para dizer um não. Agora não consigo. "Não, agora eu não posso. Agora não tenho condições de fazer o que você está me pedindo com excelência. Pode ser que eu comprometa outros resultados. Olha, eu tô sendo muito franca com você, eu adorei esse convite, mas agora não vou conseguir." Isso serve, gente, para que contexto? Profissional, pessoal, para qual vocês precisarem, tá? Isso é muito importante. Pra gente poder viver uma vida que vale a pena ser vivida. Então, pra encerrar, eu vou reforçar o pedido, o convite pra que vocês olhem a agenda de vocês dessa semana, percebam se vocês terão alguma janela, algum espaço vazio pra respirar, né, pra prestar atenção na respiração. Se vocês terão algum espaço para algum imprevisto, se vocês terão espaço para dormir o suficiente, se vocês marcaram na agenda um horário de almoço mesmo, né, e não almoçando e fazendo outras coisas. E amanhã eu vou falar sobre a ganância que nós temos, né, a ganância para aceitar tudo, consumir tudo, e com isso achando que estamos ganhando, só estamos perdendo tempo. Vamos falar também sobre a ilusão que nós temos que podemos fazer várias coisas ao mesmo tempo, tá? Então vai ser uma troca muito bacana. Eu tento ler aqui os comentários, me perdoem então para quem eu não consigo, né, responder e tudo mais, mas eu farei o melhor que eu puder para responder perguntas ou colocar comentários que sirvam para o maior número de pessoas. Então eu quero dizer que foi um tempo muito bom para mim, eu espero que tenha feito sentido para vocês, dizer que amanhã estarei de volta e sempre para falarmos sobre o que eu pesquisei durante 4 anos, que está nesse livro chamado Dá um Tempo: Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. Aqui tem pesquisa, tem vivência, tem a experiência de centenas de pessoas que compartilharam comigo, para que você pense no seu tempo de forma mais coerente, de forma mais amorosa, tá certo? A gente fala de tempo o tempo inteiro, mas não para para pensar nele. Então é por isso que eu estou aqui. Este livro está à venda no resilienciahumana.com.br, ele vai chegar na casa de vocês vocês com uma dedicatória. E eu então fiquei muito feliz em dedicar esse tempo para viver junto com vocês. Bom dia, aproveitem as próximas horas e amanhã a gente se encontra. Essa live ficará salva, vai lá para o meu canal do YouTube, Isabela Camargo Real, além de ficar aqui no IGTV do Resiliência Humana. Um beijo grande, até amanhã!
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








