Terapia é pra quem?

Isabela interviews psychologist Dani Nazari about therapy types, when to start, and how to know if it's working. They cover psychoanalysis, CBT, and systemic approaches, plus online therapy's effectiveness and the difference between psychologists and psychiatrists.
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Olá, olá, muito boa noite para você que está escolhendo compartilhar da sua hora comigo. Hoje nós vamos falar sobre terapia. Você tem alguma dúvida? Acha que terapia é tudo igual? Será que terapia é para todo mundo? São tantas dúvidas em torno das terapias. Para quem é recomendado uma terapia? Qual terapeuta? Que tipo? Que profissional procurar primeiro? É por isso que hoje eu farei uma live com a Dani Nazari, psicóloga do Zen Club. Vocês sabem que toda terça-feira eu faço um podcast para o Zen Club. Então toda terça-feira a gente tem um episódio inédito com pessoas que com certeza vão inspirar a vida de vocês. Tem um monte de gente muito bacana. Eu já recomendo para você que ainda não segue o Zen Club no Instagram ou ainda não teve a curiosidade de entrar no site zenclub.com.br, não tem erro, para você marcar uma consulta online, para você entender melhor como o digital, como a tecnologia pode contribuir para você organizar as suas ideias. Quem vai explicar melhor sobre Nazaré, uma das psicólogas mais requisitadas do Zen Club, e que vai explicar para a gente certinho Tipos e pra quem, Dani? Boa tarde, boa noite.
É um prazer estar aqui, Isabela. Obrigada.
Eu que agradeço. Dani, você tá me ouvindo e vendo bem?
Tô.
Tá. A sua imagem às vezes congela para mim. Não sei se você tá no 4G ou no Wi-Fi. Mas se você tá me ouvindo, tá ótimo.
Sim, estou.
Perfeito. Dani, tô sabendo que você é uma das psicólogas mais requisitadas do Zen Club e muitas pessoas enviaram dúvidas nesses últimos dias via stories pelo Zen Club sobre terapia, sobre terapeutas. Então a gente vai ter uma conversa muito bacana aqui porque, olha, eu vou dizer por mim, Terapia é essencial para você organizar as ideias, não é, Dani?
Com certeza, e a gente vai falar um pouquinho sobre isso porque é super importante a gente enfatizar quanto a bem-estar, saúde, né, e não só no vínculo com doenças que às vezes a terapia está.
Olha, agora você já tocou num ponto muito importante. Você não precisa procurar terapia só quando deu ruim. É muito importante antes de algum problema você já estar acompanhado de um profissional, não é, Dani?
Exatamente.
Pronto, vou fazer o seguinte: antes da gente continuar, eu vou pedir duas coisas para você que está nos acompanhando. Coraçõezinhos aqui para nós, porque assim o Instagram entende que esse assunto é relevante, e eu tenho certeza que é. E você sabe que pode confiar no que eu falo. Outra coisa, se você entende Se o seu coração sinalizar que tem alguém que vai gostar desse conteúdo, envia aqui, olha, nessa setinha, como se fosse um aviãozinho de papel, para 2, 3 pessoas que você sabe que vai gostar desse assunto. Eu vou tirar os comentários aqui para que você possa não só ouvir a Dani, mas vê-la também. Qualquer dúvida que você tiver, envie para a caixinha de perguntas, tá? E aí, no decorrer da nossa prova, da nossa prosa, perdão, eu vou incluindo as dúvidas de quem está conosco, tá? Eu agradeço profundamente o seu tempo e a sua confiança. Tenho certeza que estes próximos 56 minutos vão mudar a sua perspectiva sobre terapias, sobretudo terapias online, né, Dani? O que que você percebeu nesses últimos meses em que o contato físico foi impossível e aí as consultas online ganharam outra proporção?
Bom, na verdade o Zen Club já existe há 4 anos, né, em que as terapias online são realizadas, mas realmente esse ano ele teve uma diferença muito significativa nesse viés do olhar a eficiência da terapia online. Então todo mundo precisou se adaptar e isso foi muito rico Justamente por trazer essa efetividade e essa positividade que uma terapia presencial pode proporcionar. Então, as pessoas sentiram esse impacto de serem acolhidas, de receber essa atenção, esse cuidado, e isso trouxe muitas vantagens justamente pela facilidade de poder fazer em qualquer lugar, fazer no conforto de casa e principalmente trânsito, né, não demandar tanto tempo de deslocamento. Também facilitou nesse recurso. Então, esse ano veio uma valorização enorme, algo que já estava sendo construído, já estava sendo realizado, e é muito bom ver o quanto as pessoas se sentem acolhidas, né, mesmo dessa forma, apesar da pandemia ser uma situação difícil, ela ocorreu de uma forma positiva, o nosso abraço, o nosso acolhimento quanto terapeutas.
Perfeito. É porque estamos isolados fisicamente, mas mentalmente não. A nossa mente é livre, ainda bem. Dani, você sentiu, como você é uma das psicólogas mais procuradas, até eu quero saber o que que você faz para essa turma que não te larga, você percebeu talvez uma facilidade para quem tinha resistência à terapia se deslocar? O ambiente digital dá mais segurança, promove mais privacidade, você acha?
Sim, não pela privacidade do consultório em si, porque o consultório presencial ele também traz esse sigilo, mas a questão do online é você estar no conforto de onde você acha que fica melhor para você. Então a pessoa se sente mais tranquila, mais confortável, seja no quarto, seja dentro de casa ou às vezes na rua que você não conhece ninguém que está ao seu redor, já aconteceu também. Então essa A facilidade do online vem nesse processo de oferecer saúde e bem-estar e a pessoa se sentir acolhida desse formato, né? Onde ela desejar, como ela preferir.
Perfeito. Gente, nessas últimas semanas mais de 200 pessoas responderam uma pequena pesquisa feita pela Rede Dozem Club. E aí dessas 200 pessoas, mais de 60 disseram ter dúvidas sobre terapia. E pediram uma live com a psicóloga Dani para a gente tirar então algumas dúvidas. Dani, primeira coisa: toda terapia é igual ou quais são os tipos de terapia?
Bom, existem diferentes abordagens terapêuticas, tanto terapia psicológica quanto outras abordagens mais holísticas, que envolvem alguns outros direcionamentos. Mas elas são efetivas de qualquer forma. Às vezes as pessoas ficam muito preocupadas: "Ah, qual abordagem que eu vou escolher? Como que eu poderia realizar?" E isso, na verdade, eu até deixo enfatizado aqui que eu não quero que esse seja o foco, sobre qual abordagem eu devo escolher, justamente porque a terapia ela vem num processo muito de escuta a esse indivíduo Independente do método que for utilizado. Então, é super importante que a pessoa se sinta confortável e por isso que existem diferentes métodos para ver como que ela se adapta, né? Nesse sentido de proporcionar o maior crescimento possível. Mas existem algumas abordagens que inclusive são importantes trazer que podem ser feitas tanto presencial quanto online e hoje no Zen Club a gente tem especialistas de diferentes abordagens. que é justamente para tratar um pouquinho sobre isso. Então nós temos a terapia psicanalítica, que é a relacionada à nossa clássica, né, que veio do autor do Freud. Então a psicanálise ela vem muito nessa associação livre do que o indivíduo traz e com isso eles vão construindo um material. Então essa associação vem muito de deixar as coisas fluírem e ao mesmo tempo vai proporcionando autoconhecimento. Ela segue muito nesse quesito e ela é uma abordagem clássica, então ela é muito de escuta do terapeuta também, assim como abordagem lacaniana, que também vem dessa origem da psicanálise, mas o Lacan ele já traz um pouco mais sobre a representatividade, algumas questões que podem ser abordadas ao redor, né, numa profundidade imensa de autoconhecimento. Temos também já algumas mais práticas, que é a cognitivo-comportamental, a terapia sistêmica, então que trabalha bastante sobre o movimento, sobre o comportamento do indivíduo mediante ao que ele sente. Então ela deixa de ser talvez um processo só de autoconhecimento quanto reflexão e faz a gente se mover para resolucionar aquilo que a gente vem sentindo, né, para elaboração. Então essas diferentes abordagens, elas vão justamente para você se encontrar numa identificação, mas não que uma seja mais efetiva que a outra, né? Assim como também tem o coach que ajuda no processo de um objetivo, de um planejamento, e as terapias holísticas também.
Dani, eu posso dizer que terapia é como esporte? Tem gente que vai se adequar mais com o tipo de esporte. Ou seja, natação não é para todo mundo, basquete não é para todo mundo, você tem que experimentar. Podemos chamar assim?
Claro, o esporte todo mundo pode fazer, né? Mas claro que vai ter um ou outro que vai ter uma preferência, uma adaptabilidade, e isso é super importante. Mas uma coisa que eu quero destacar, Isabela, sobre enfatizar que não é a questão da abordagem em si, Mas sim que também tem que ter essa identificação com o terapeuta. Então, ao se conectar com uma pessoa, você tem que se sentir à vontade para conseguir falar sobre o que você sente e deixar isso exposto para si mesmo, né, ter esse espaço de confiança. Então, ter um terapeuta com o qual você consegue construir esse vínculo é o mais significativo para terapia ter efetividade.
Perfeito. A Tainá tá trazendo aqui uma pergunta: é bom fazer terapia desde quando? Eu entendo aqui, né? Desde quando? Quando é o momento em que a pessoa fala assim: tô precisando de terapia?
Bom, isso depende muito se tem alguma situação mais emergencial a ser resolvida. Então, se você não está se sentindo muito bem, aconteceu algo, alguma situação familiar, relacionamento, você pode procurar terapia. Agora, para o processo talvez de autoconhecimento, eu acho que seria interessante mais próximo assim mais da adultez, que você começa a entender toda a sua evolução, o seu histórico, para que isso seja efetivo. Mas na verdade não tem idade específica, vai muito da necessidade, do desejo de querer se aprofundar mais sobre si mesmo.
Eu tenho ouvido cada vez mais de mães falando sobre a terapia com seus filhos E é muito importante, então, como você disse, não tem idade mínima, não tem idade máxima, mas para quem está, por exemplo, entre os 20 para cima, que aí tem mais autonomia sobre o que pode fazer ou não, não é uma criança, o que que precisa acontecer, considerando que essa pessoa não está buscando um processo de autoconhecimento? É como dentista, né? Ou você deixa para ir na hora que o dente está doendo, ou você pode ir um pouquinho antes. Eu gosto de fazer essas comparações, né? Então, considerando que a pessoa não queira ir ao dentista antes da dor, ou seja, não queira ir ao terapeuta antes de um processo de autoconhecimento, o que que precisa acontecer?
Na verdade, acho que começa a vir esse desejo da terapia Muito também, que nem você falou dos 20 anos, acho que é uma fase que começa as tomadas de decisões mais efetivas. Então, é a questão do vestibular, é a saída, né, do ensino médio, trabalho. Então, isso já exige da gente um certo fortalecimento, um certo conhecimento sobre si mesmo para dar um direcionamento. Então, começam a surgir dúvidas também quanto a escolhas, e não só profissionais, mas escolhas de relacionamento, segurança pessoal, entender quem eu sou, o que eu quero, o que eu gosto. Então a terapia aborda tudo isso justamente no processo, que nem você falou, de prevenção, de cuidado para o não adoecimento, para não deixar talvez as coisas lá na frente ficarem difíceis de resolução, para tomar uma atitude, né? Ela vem mais nesse sentido de saúde, bem-estar.
Adoro a palavra prevenção, Dani. Tem mais uma pergunta.
Psicologia é muito rico porque geralmente é visto como doença, né, o atendimento. Então que bom que a gente tá conseguindo reformular isso e as pessoas estão procurando por prevenção.
Você acha, Dani— eu já vou abrir aqui, tem mais uma pergunta muito interessante— você acha que a terapia pode prevenir doenças? Especialmente mentais, problemas mentais.
E eu não diria prevenir, porque tem toda uma disposição que pode contribuir para isso, mas ela ajuda a talvez amenizar muito dos sintomas que você sente. Então, por exemplo, casos de ansiedade, de depressão, entender como que isso se manifesta em mim. O que que tá acontecendo, da onde que isso pode ter vindo, ajuda a trabalhar a depressão, mas não quer dizer que nessa prevenção seja o suficiente. Então, quanto mais conseguirmos trabalhar isso, vai ser melhor. Assim como a gente fala que prevenir doenças físicas é você se alimentar bem, fazer exercícios, né, acho que aqui tem um viés também sobre a saúde mental de você cuidar de si, se proporcionar Ações que te façam bem, autoconhecimento, para não deixar agravar os sintomas. Então a gente consegue talvez através desse autocuidado já antecipar algumas coisas para elas não ficarem mais intensas depois.
Perfeito. Posso dizer, gente, que se eu não estivesse fazendo terapia quando vivi a experiência com a síndrome de burnout, que é causada pelo excesso de trabalho e estresse por longos períodos, Acho que teria sido bem pior, viu, Dani? Acho que o estrago teria sido muito maior, porque a terapia inclusive me ajudou a entender por que que eu estava trabalhando tanto, do que que eu estava fugindo, por que que eu estava fugindo de mim, né? E então eu assino embaixo, recomendo e sempre estimulo. Tem uma parte da viagem que você precisa fazer acompanhado, né? Você vai uma parte da viagem sozinha, que é como você falou, você vai tendo que tomar cada vez mais decisões. E é curioso, né, Dani, porque você passa da infância para adolescência e você quase não tem chance de decidir. Aí, em um determinado momento, você tem que decidir um monte de coisa, tudo. Então assim, que habilidade que você tem? Como é que você vai escolher aquilo que vai ser coerente e saudável para você? Então sou super a favor, super, super a favor.
E a gente tá falando aqui também, Isabela, isso que nós estamos só no contexto do eu, né? A gente tá esquecendo que tem toda uma sociedade que pressiona, como se cada idade que a gente tem é uma tarefa que a gente tem que executar. Então isso tudo vem também com uma cobrança externa que a gente acaba trazendo auto julgamento. Então é bem significativo isso, quando a gente trabalha o autoconhecimento, alivia muito do que é essa carga externa que a gente absorve. É bem significativo.
Interessante, Dani. Vira e mexe eu tenho ouvido pessoas dizendo, e eu também vou absorvendo isso cada vez mais como rotina para falar, nós somos estimulados a aprender várias coisas. Várias matérias na escola, na faculdade. E é engraçado que com o passar do tempo, quando você fala em autoconhecimento, parece que tá falando grego. E as pessoas fogem do autoconhecimento. Por que que existe esse medo da terapia, do autoconhecimento?
Porque exige o nosso movimento, exige a gente tomar uma atitude diferente àquilo que a gente tá vendo. Então, muitas vezes há bloqueios de acesso porque nós cobramos o lado de fora de resolução do que algo que é nosso. Então, o nosso estímulo, justamente no papel de terapeuta, é fazer a pessoa ver o seu potencial e ver que esse movimento de melhora pode também vir dela, né? Às vezes as nossas queixas, elas são muito direcionadas às pessoas ao nosso redor, a situação que não tá sendo conveniente, mas a gente também tem a opção de sair, de tomar essa decisão. Então são coisas bem intensas que é bem importante a gente dar esse empoderamento para fazer essa avaliação do que que é meu de fato, até onde que eu tô contribuindo para que o meu desenvolvimento não aconteça, né? Uma coisa é a diversidade, uma coisa sou eu talvez me sabotando nesse processo.
Perfeito, perfeito. Aliás, Dani, já vou abrir aqui a pergunta. Quando falam, né, eu procuro quem, um psicólogo, um psiquiatra? E aí eu digo, não sei, só sei que você vai precisar dos dois. Se você precisar de um psiquiatra, ou seja, no caso, quando ele receita um remédio, não é só remédio, você tem que passar por um acompanhamento terapêutico com uma psicóloga, porque você tem, se você tem responsabilidade por aquilo que você está colhendo, você também terá responsabilidade para resolver aquilo. E não só atribuir a um remédio, né, Dani?
É o exemplo perfeito essa questão da responsabilidade que às vezes o remédio tem de resolução de situações, que é o nosso movimento também na contribuição. Hoje o psiquiatra tem o papel realmente de trabalhar esse tratamento medicamentoso, mas o remédio vem para aliviar os sintomas, ele não proporciona exatamente a cura daquilo, porque eu preciso entender também como que é o meu funcionamento "e como que eu posso lidar com todos esses sintomas e essas situações que provocam isso?" Então, o nosso papel também na psicoterapia às vezes é necessário fazer essa orientação medicamentosa para aliviar os sintomas, porque a gente precisa mover o paciente para ação, a gente precisa que ele consiga trabalhar isso, e por isso que vem concomitante muitas vezes os dois tratamentos.
E aí, Dani, para quem tá confuso, para quem tá perdido, para quem não sabe por onde começar, para quem não sabe se comprar uma bicicleta? Se sai do emprego, se continua doente? Procura quem primeiro?
Bom, procura um psicólogo para tomar uma decisão. Essas dúvidas que nós temos, elas são bem pertinentes, só que elas são dúvidas muito pessoais. Eu não tenho como dizer: ah, eu acho que você tem que comprar uma bicicleta, né? Então, ao mesmo tempo, a pessoa vem muito às vezes procurando a terapia achando que nós somos mais mentores, pessoas que decidem por eles. Então a gente devolve essa pergunta justamente numa construção de entender o que é melhor para mim, qual é a minha escolha, o que que eu prefiro, o que que eu gosto, o que que a minha intuição me diz. É muito bom falar sobre isso porque às vezes até essa questão de intuição, as pessoas não escutam muito o seu eu interior e isso é bem estimulado Porque é a nossa voz mais crua, eu diria, que não tem tanto impacto externo, no sentido que é nosso, é o nosso eu verbalizando. E eu acho que é importante a gente se escutar também. Às vezes medos e ansiedades bloqueiam isso.
A comunicação consigo é fundamental. Ô Dani, outro dia eu ouvi uma pessoa dizer assim: "Ah, eu não quero fazer terapia porque eu não quero ninguém mandando na minha vida." Ai, que horror! Ou para quem tem medo de encarar um psicólogo porque acha que ele vai dar ordens, eu sempre falo: olha, psicólogo para mim, pela experiência que eu tenho, é um bom perguntador, porque é uma pergunta que vocês fazem, pronto, né?
Não, gente, nós não somos nenhum carrasco, nenhum chefão. O nosso papel é muito de moderador. Então eu até em algumas sessões eu falo muito que eu sou um espelho. "Eu estou aqui para você falar o que você tá sentindo, você ouvir o que tá saindo de dentro de você e a gente elabora juntos esse processo." Então é de a pessoa entender que o meu papel é enxergar ele também e ver como que eu posso ajudar ele a resolver essa situação. Mas não que a gente dá dicas e orientações diretas sobre isso, porque é um poder de escolha que nós não podemos tirar de ninguém, é algo que cada um tem o seu e ninguém melhor que nós mesmos para decidir o que é da nossa vida. Então é um processo de fortalecimento para esse movimento acontecer. Claro que esse movimento ele pode acontecer com tentativas, pode dar certo, pode dar errado, mas é uma construção de segurança de que eu tô fazendo as possibilidades que eu vejo ao meu alcance.
Perfeito, Dani. Olha o que que o Dado Fontes pergunta: terapia para sempre com o mesmo terapeuta?
Não necessariamente, Dado. Essa questão também acho que é um tabu que existe, que a terapia é algo muito de longo prazo, que as pessoas passam anos fazendo terapia, e isso vai muito do teu desejo e da tua necessidade. Então geralmente você pode procurar para assuntos específicos, para demandas que você quer elaborar, e aos poucos a gente vai trabalhando isso. Na psicoterapia a gente dá alta também para os pacientes, Você ia falar algo?
Não, não, não. Eu só vou colocar depois aqui uma outra pergunta.
Ah, tá. Não, que a gente dá alta para os pacientes justamente para a gente também fazer essa construção de: olha, acho que você pode caminhar sozinho, vê o que você sente, qualquer coisa a gente volta a conversar. Mas principalmente que a questão do autoconhecimento, esse sim é um processo que ele é contínuo, tá? Não necessariamente a terapia. Então o que eu tenho na minha fase de 20 anos é diferente do que eu vou sentir na minha fase de 30 anos, de 40 anos. E ali o meu autoconhecimento vai se aprimorando. Então esse é um processo contínuo, a terapia não.
É o que a Eliane pergunta: quando saber que não preciso mais de terapia? Tem a ver com o insight que você falou? A intuição?
Tem, tem a ver com a intuição, com essa segurança pessoal. De fazer essas possibilidades de movimento, de eu me sentir mais segura, logo eu posso tentar seguir a minha jornada. E às vezes o alívio de sintomas passa e a pessoa quer seguir a sua caminhada. Então, a terapia é um processo que ela pode ir, pode voltar, depende muito do como você se sente. É um processo muito de autonomia também, de escolha, de estar fazendo ou não.
Exatamente. Agora, Dani, muitas pessoas dizem assim: não tenho dinheiro para terapia. Mas tem dinheiro...
deixa eu ver... Para Black Friday.
Pois é, então que bom que você falou. Eu não queria dar nenhum exemplo assim de algo material, mas é isso, né? Teve até aqui um rapaz que escreveu: ah, eu não tenho um centavo para fazer terapia. Pense que você não está fazendo investimento na Dani, está fazendo investimento para você. A Dani é um facilitador desse autoconhecimento, não é? E no Zen Club, quando eu comecei a fazer os podcasts para plataforma— aliás, para quem tá chegando agora, eu recomendo de coração que você entre em zenclub.com.br ou no Instagram Zen Club também. Porque além dos podcasts que eu acabo gravando toda semana, de muitos conteúdos fantásticos, e você sabe que eu não minto, você também pode marcar uma consulta gratuita. É como se fosse um, é uma consulta inteira.
Sim, é uma consulta de 50 minutos e a pessoa pode agendar com qualquer especialista da plataforma E inclusive durante esse período da terapia a gente também fez muito isso, né? Essa promoção de saúde ela vem muito num processo também de consideração a tudo isso que nós estamos passando. Então a gente consegue até por diferentes valores na plataforma essa continuidade do processo depois. Então tem especialistas de diferentes valores que pode daqui a pouco atender essa necessidade financeira. Nesse momento, mas não deixa de procurar. A gente ali na plataforma consegue fazer esse processo de escuta, tem o chat que você pode tirar dúvidas, querer saber como funciona. Então, às vezes é um bloqueio inicial, mas a pessoa não chegou a visualizar, não chegou a ir atrás. Então não deixe de ver essas possibilidades.
Perfeito. Tô vendo aqui as perguntas. O Firmejo diz assim: fazia, parei, estou muito ruim. Tem casos também, né, porque você vai para terapia num contexto, aquele contexto foi resolvido e aí vão acontecer outros. A vida não vai parar, não é porque você fez uma vez que nunca mais vai acontecer nada que te tire do eixo, Dani.
Exato, essas adversidades elas podem acontecer e podem ser diferentes uma da outra. Então, pode ser situações que eu tenha resolvido, mas pode ter aparecido como outros gatilhos ali na frente, né, que acaba transferindo para outras áreas. Isso pode acontecer. Se você tá se sentindo ruim, eu sugiro realmente procurar um terapeuta, fazer essa escuta, nem que seja para aliviar essa sensação que você tá sentindo, se deve ou não voltar para terapia. Às vezes, em uma escuta, a gente consegue avaliar se há necessidade, se não há, justamente para ser confortável para você. Então é algo que se você tá se sentindo angustiado, a gente não precisa ficar com essa sensação. Às vezes as pessoas acham que é normal sentir ansiedade, sentir sintomas depressivos, e na verdade não é. O normal é nós estarmos bem conos mesmos. A gente tem que quebrar um pouco isso da normalidade desses sintomas. Enfim, porque a gente pode resolver e ficar bem.
Exatamente. Inclusive, eu já tinha procurado muita ajuda antes de ter o burnout. Eu preciso falar sobre isso até porque a gente só se reconhece na dor, né, Dani? Então, para quem tá me ouvindo, mas eu também já procurava terapia. Mas eu conheci muita gente que não buscava terapia porque o que que os outros vão pensar? 'Eu sou fraco.' Existe resistência, Dani, pelas pessoas acharem que quem procura ajuda é uma pessoa fraca?
Existe, existe muita resistência. Às vezes fica no viés mais do orgulho, da negação, de não querer elaborar aquilo ali. Na verdade, ela vem às vezes até como um fator sabotador. Porque você não quer trabalhar aquilo ali, mas aquilo ali tá presente dentro de você o tempo todo. Então você tá escondendo, na verdade, só de si mesmo algo que tá ali presente. Então é super importante sim quebrar esse tabu. É que nem eu falei, às vezes só no fato de uma primeira conversa a gente consegue verificar se há necessidade, se não há. Então as pessoas têm que permitir falar sobre. Acho que esses receios acabam trazendo bloqueadores só para si mesmo, e não é pelos outros verem ou não, é eu mesmo que não estou me ajudando.
Olha que lindo, gente, essa frase! Olha, tem que marcar hashtag Dani Nazari, arroba Zen Club, porque eu só conheci pessoas fortes que buscaram ajuda. Se escondiam, e especialmente numa figura de autoritarismo, né, de assediadores, porque existe a insegurança. O Dani, tem tanto caminho aqui para a gente seguir, tô de olho no horário, mas quero agradecer aqui você que está nos acompanhando, de verdade, os corações que estão subindo aqui, que eu tô de olho. Isso vai levar o nosso assunto a mais pessoas, porque estamos falando de um assunto que é de utilidade pública. Terapia é tão necessário quanto um dentista. Sabe o que que eu falo, ô Dani? Você vê como eu sou tarada, né, por terapias. Outro dia meu marido falou assim: nossa, mas você faz uma terapia aqui, um curso lá. Falei assim: olha, eu sou apaixonada pelo autoconhecimento. E hoje mesmo eu fiz uma sessão com a minha terapeuta, que já tá comigo há muito tempo, e eu sempre saio da consulta dizendo: estou saindo melhor do que eu cheguei.
Ai, que lindo! É uma sensação de alívio, né, de bem-estar. As pessoas não veem a grandiosidade de como é você dar esse espaço a si mesmo e conversar sobre o que você sente. Então você sai tendo uma visão diferente às vezes até de si mesmo nas angústias que você tava sentindo. Elas podem não ter sido diretamente resolvidas na terapia, Mas a tua perspectiva já facilita nessa resolução e traz esse alívio pós-assessão.
É isso aí. A Bel Castro tá falando que não acha o endereço. Bel, @zenclub. Tá escrito aqui também no título da nossa live. Até eu vou pedir para o nosso William, querido, que é o responsável, coordenador por boa parte do conteúdo. William, confirma para mim se tá escrito ali mesmo @zenclub. Se não, gente, na internet, www.zenclub.com.br, a área para você marcar uma consulta e se informar melhor é fácil de achar. É só entrar realmente e dedique um tempo para você, né? Dá uma pausa aí nas promoções da Black Friday, como a Dani mesmo lembrou, e invista tempo para você. O Dani, você sabe que eu não dou moleza, né, gente? Não dou moleza não. Ah, o Will tá dizendo sim, Zen Club, ótimo. É uma pergunta aqui, muito boa aliás, porque a gente tem ouvido cada vez mais falar sobre saúde emocional. Terapia deverá ser matéria de escola no primeiro ciclo, saúde emocional. O Dani, o que que terapia tem a ver com Inteligência emocional.
A terapia, ela tem o papel de ajudar nesse desenvolvimento. Então, inteligência emocional é algo que é nosso, é algo que faz parte das nossas propriedades, do que vem do nosso eu, da nossa saúde, mas a terapia ela auxilia nesse processo de talvez estruturação, de clarificação, de entendimento de como é o meu funcionamento emocional. Então, quando a gente fala esse termo inteligência inteligência, ele se refere a talvez esse conhecimento que eu tenho do meu funcionamento. Então, inteligência emocional ela não quer dizer só questões positivas, assim, eu sou um ser supremo de entendimento e de bem-estar. Na verdade, inteligência emocional é saber o que que me deixa inseguro, com o que que eu fico ansioso, como que eu posso lidar com isso para poder lidar com as situações do dia a dia. Então, eu ser inteligente é estar de escuta e de voz ativa comigo mesmo sobre como que eu tenho que me desenvolver nessas situações da minha vida. Isso é inteligência emocional, não é só o positivismo, é a gente entender os nossos próprios receios para nossa construção ser melhor ainda.
Perfeito. A Biju tá dizendo: amo terapia. Eu também, Biju.
Eu também.
Não, esse comentário que o meu marido fez, tipo assim: "Nossa, mas você faz um monte de terapia assim?" É uma viagem sem volta. O processo de autoconhecimento é uma viagem sem volta, porque nós somos camadas, né? Eu sempre digo: você chega na terapeuta com um problema, uma situação, não é um problema, uma situação, aí você sai de lá com outras caixinhas abertas que você nem sabia do problema ali, né, Daniel? É uma delícia, porque somos camadas, então você vai indo uma por uma, né?
Não tem como descer as camadas mais, é só de ida, tudo vai agregando, vai reformulando, é experiência, entendimento. Então ao longo da nossa vida nós vamos passando por esse crescimento, por esse amadurecimento, e é super importante isso. A gente tem, vai agregando na nossa carga emocional.
Isso, exatamente. Espaço Kadima, espaço kadima.petrópolis: amo o ZenCast. Eu então amo ver que você ama o ZenCast. O psicólogo Denir: terapia está muito acessível, né? Amo a plataforma. Que bom. A Ana: amo fazer terapia pelo ZenClub, essencial. Caixinhas e caixinhas, né? A Elenice: agora que estou começando a Entender a terapia é lento, mas funciona. Excelente comentário, Elenice. Dani, não chegamos como estamos de um dia para o outro, mas buscamos soluções de um dia para o outro, né? Como é que a gente então acalma, leva calma na alma de quem acha que uma sessão vai resolver o problema que às vezes são de décadas.
Sim, isso é uma sensação que ela é bem comum sobre o imediatismo, né? Então a gente está com algo, então quer tomar um remédio, quer tomar uma, fazer uma solução que elimine isso. Então muitas vezes as pessoas chegam com sintomas e é justamente essa sensação que elas querem, eliminar o que elas estão sentindo. Então acaba querendo talvez uma busca mais mágica de como resolver. Até na clínica as pessoas falam: "Mas Dani, como que eu faço isso? Tá, mas como que eu aplico? O que que eu resolvo?" Então a nossa necessidade muito isso da praticidade, da rapidez, muitas vezes ela acaba não favorecendo o nosso processo terapêutico. Nós não somos diretos, né? A nossa mente, a nossa personalidade, ela é toda uma resolução de uma construção que a gente a gente tem desde o nosso nascimento. Então é um processo que precisa estar muito bem compreensível para nós, para essas reformulações acontecerem. Na terapia, até estamos mais assim, o psicólogo está ativo nesse processo de ajudar a talvez elaborar algumas coisas no dia a dia, trazer talvez as reflexões das sessões mais para rotina, para que a pessoa sinta fazendo isso parte, mas é um processo que ele não quer dizer que ele seja longo, Mas ele depende muito do tempo de cada um para resolução, e a gente tem que ter paciência com nós mesmos, né? Como que não temos paciência com nós? Acho que é o maior segredo aqui.
A natureza pode ensinar muito, claro, para aqueles que despertam para isso, né, Dely? Porque tudo é um ciclo. Imagina que você vai plantar uma semente lá de milho e de um dia para o outro você acha que você vai ter lá a espiga pronta. Não. São meses no caso de uma semente, né, gente? Agora imagina uma vida. Então eu, como uma pessoa muito terapeutizada há muitos anos e não abro mão, posso abrir mão de outras coisas, mas terapia não. Então eu posso dizer: calma na alma, um problema de saúde, uma desorganização da vida ou mental não chega de um dia para o outro. Então não existe mágica. É um processo de humildade, inclusive, né, Dani? Você tem que aceitar as suas sombras, a sua responsabilidade.
Isso aí, nossos pontos positivos, as nossas sombras, o que é negativo, a gente tem que encontrar esse equilíbrio. Mas é exatamente isso, é regar a plantinha, esperar crescer, ver as flores, colher os frutos, adubar se for necessário, todo esse processo de crescimento e de continuidade.
Isso, Dani, eu já vou entrar no assunto pandemia, eu só vou deixar aqui um pouquinho as mensagens fluírem aqui na frente, porque tá chegando muito comentário interessante. Lídia Gouveia diz: toma Doril que a dor sumiu, terapia não é isso. Essa propaganda que muitos de nós ouvimos ajuda isso, ah não, qualquer dor, toma lá um remedinho que passa.
Não, gente, o processo psicológico ele demanda mais atenção nossa, não é diretamente medicamentoso. Que tem essa solução rápida.
Pronto, antes de eu passar agora para o quesito pandemia, Ana perguntou, Tijo pergunta: como saber se a terapia está funcionando?
Ah, boa pergunta. Isso tem que cuidar para não vir o viés da ansiedade que a gente falou antes sobre você querer ver resultados imediatos. Então geralmente, pelo menos na minha parte quanto terapeuta, a gente a gente sempre vai fazendo uma retrospectiva do nosso processo. Então, ai, fulano, você lembra quando você entrou, as dificuldades que você tinha de resolver isso? Hoje a gente já conseguiu elaborar, nós estamos trazendo outras situações. Então é um processo de valorização que ele é muito mais fácil a gente deixar fluir e talvez ir voltando e vendo os pontos de conquista do que eu sempre achar que o ponto da frente tem que me trazer alguma sensação de prazer. Então essa questão do imediatismo, ela é muito forte das pessoas quererem sentir na pele resoluções que são muito subjetivas, né? A nossa mente é subjetiva. Então eu gosto de fazer sempre essa clarificação, de mostrar a evolução para a gente fazer esse reforço de crescimento, mas não que cada passo que eu dou vai dar a sensação de prazer que às vezes esperamos que aconteça.
Perfeito. Inclusive, gente, já vou fazer uma outra comparação: ir ao terapeuta ou fazer uma consulta online é a mesma coisa que fazer um exercício físico, né? Às vezes você vai assim com uma resistência: "Ai, não quero falar, não quero falar." É aí que você precisa falar, é aí que você precisa de ajuda, né, Dani? Minha flor, preciso aqui usar os nossos próximos minutos para a gente falar sobre pandemia, O que você percebeu nos últimos meses em relação a queixas sobre o medo? Medo de adoecer, medo do futuro, medo do desemprego, aumentou?
Aumentou bastante. Agora, de certa forma, essas sensações elas acalmaram, mas no início em que nós tivemos as notícias muito rápidas, muito intensas, esse medo ele realmente começou a fazer mais parte das nossas vidas. E assim, a gente está falando de uma situação que é a pandemia, mas há uma série de medos que vai depender muito da vida de cada um o que vai repercutir mais, né? A questão do medo mais difícil é que o medo geralmente vem de uma coisa específica, mas a gente acaba generalizando para tudo na nossa vida, então ocasionando ansiedade. Por exemplo, eu posso ter medo de ficar contaminado, de alguma situação acontecer, Mas geralmente essas sensações, esses pensamentos, eles não estão acontecendo numa situação de risco. Às vezes eles estão acontecendo aqui sentado de frente para o computador, eu tô trabalhando e vem aquela trava que é o medo. Então o mais difícil aqui é a gente trabalhar isso de se voltar para o aqui e agora, para o presente, entender o que que é real, o que que é algo que tá vindo no meu pensamento, mas não tá fazendo parte no agora. Para ir controlando essas sensações. Não podemos negar que esse momento ocasiona medo. Ok, é compreensível nós termos, mas como o medo fica espalhado dentro da gente, aí é nossa responsabilidade de ir se cuidando e contornando isso, sempre voltar para o aqui e agora, para o presente, que muitas vezes ele não tá fazendo parte.
Fantástico, Dani! O medo de uma coisa, se você generaliza para todas as áreas, aí paralisa total.
Paralisa, exatamente.
Eu preciso trazer aqui uma informação que na semana passada eu ouvi de um congresso, o maior congresso da América Latina, Dani, de hospitais privados. E foi unânime, desde o Hospital Johns Hopkins, Universidade da Pensilvânia, Washington, a todos os hospitais que são os mais, são os mais bem colocados no ranking de melhores hospitais. E tinha gente bem brava lá dizendo assim: "Gente, vocês estão falando em pós-pandemia? Que pós-pandemia?" Nós estamos vivendo a pandemia, estamos vivendo uma segunda onda que pode ser muito pior. Então assim, a gente já sabe o que tem que fazer. Então dá para reduzir esse medo. Como lidar então com essa ansiedade? Será que vem uma segunda onda ou não? Será que é verdade o que esses sábios estão falando?
Esse é o desafio, porque essa informação a gente não tem. Então nós estamos lidando com algo que é incerto, não tem um prazo, não tem um espaço de zona de conforto, de dizer tá tudo bem. Então o mais difícil é a nossa flexibilidade, adaptabilidade de uma situação que ela pode permanecer, não sabemos por quanto tempo. Então isso é um dado real, que é uma situação externa. Isso tudo está acontecendo e está mexendo com as nossas vidas. Mas a questão aqui é justamente como que eu absorvo e como que eu consigo conduzir o meu dia, a minha vida, a minha família mediante a esse cenário. Se eu ficar com medo, eu não consigo resolver nada também. A vida não flui mesmo que nessas circunstâncias. Então, na terapia, nós temos trabalhado muito sobre não olhar esse momento como emergencial e sim entender que isso já vem acontecendo há meses, isso já tá fazendo parte da rotina, e isso tem que ser qualitativo para nós nesse momento, dentro das circunstâncias. Então, é super interessante isso de prestar atenção no que que eu tô inseguro, quais que são meus medos, O que que tá me causando ansiedade? Fazer meditação, momentos de mindfulness, né, de aplicar mais atenção concentrada, fazer atividades que aliviam as minhas sensações para conseguir conduzir. Eu não tenho como resolver o que tá lá fora, mas a gente consegue conduzir e contornar o que tá aqui dentro. E é esse o desafio na terapia.
Foca no que você pode controlar e não no que não pode controlar. O Dani, para fechar o assunto pandemia, mesmo com todas essas notícias que eu te falei, né, que é chefe da UTI do Hospital das Clínicas, então são pessoas que estão atuando mesmo ali na chegada desses pacientes. Muitas pessoas estão voltando a trabalhar. Pessoas que estavam trabalhando dentro de casa. Essa volta ao trabalho, essa ressocialização, pode ter ajuda de um terapeuta, né?
Pode. É uma ressocialização que ela tem que ter muita cautela frente às minhas preocupações, frente ao que eu posso fazer e ao que talvez eu devo fazer, que é, por exemplo, obrigação com o trabalho. Então, são cuidados que a gente tem que ter pessoais, né, tirando os cuidados em relação à pandemia, higiene, álcool gel, mas é um cuidado muito sobre como que eu estou me sentindo, né, se tá confortável, se não tá, como que eu posso me sentir bem. Então, se por exemplo está havendo socialização e eu não tô confortável, É algo que eu posso maneirar, é uma escolha minha frente ao entender o que que eu me sinto mais protegido. Então isso é muito trabalhado na terapia para entender essa mediação do que que é meu, até onde eu posso ir para me sentir bem e até onde talvez eu devo respeitar o meu tempo em função que pode gerar ansiedade, maiores preocupações e daqui a pouco eu vou colocar o meu emocional em risco por não estar sabendo conduzir com essa situação.
Perfeito. Ana Paula me faz uma provocação que eu adorei, Ana, muito obrigada. Você é capaz de saber isso? Acho que não. Acho que ela tá dizendo aqui, Dani, sobre a minha— não sei se em relação ao CONAP, que é o maior congresso de hospitais privados, que eu fiquei 5 dias, em que eu ouvi 2 médicos Posso até passar os nomes se vocês quiserem, sobre a continuidade da pandemia ou se é em relação ao incentivo da terapia. Mas como eu vivi uma experiência com a síndrome de burnout e escrevi esse livro, não é sobre burnout, mas é para que você viva um tempo de qualidade com menos ansiedade. Inclusive, eu tenho certeza que para você falar sobre o assunto Você precisa pesquisar e viver. Então, por eu saber na pele o resultado da nossa resistência, da nossa ganância em querer fazer tudo, sim, Ana, eu posso falar e trazer aqui a Dani, inclusive em nome do Zen Club, muito obrigada pela confiança, pra gente estimular que mais pessoas busquem ajuda. E aí, Ana, deixa eu te contar aqui uma coisa. Como muitas pessoas estão convivendo mais, estão algumas buscando mais terapia, a Esther pergunta: o mesmo terapeuta para marido e mulher é aconselhável?
É aconselhável em casos de terapia de casal. Então, se é terapia de casal, vai ter momentos em que vocês vão fazer sessões juntos e sessões separadas para entender como que cada um está se sentindo. Isso faz parte do formato terapêutico, né, acho que mais na terapia sistêmica sobre relações, situações familiares. Se é para resolver situações do casal, casamento, Sim, é aconselhável. Agora, vocês tendo situações individuais e não tá tendo problema na relação, não é motivo de busca de atendimento de vocês, então tem que ser separado.
Muito, muito bom. Olha, o Murilo traz, né, a terapia pode nos ajudar a lidar melhor com os medos, incertezas da pandemia. Veja, Dani, como essas dúvidas são muito recorrentes, não é?
Exatamente, pode sim, Murilo. É trazer esse entendimento, é de entender de onde que vem esse medo e essas incertezas, porque muitas vezes o nosso maior desafio é olhar só a situação ali de fora. Geralmente esses medos, ele traz toda uma conotação pessoal. Então esse medo veio de um gatilho que você já existia, não é só da pandemia, e a gente tem que associar o que que é meu, o que que é ali de fora, conseguir construir essa separação. E tudo isso é um processo de autoconhecimento, de segurança, construção de segurança pessoal, para eu saber lidar com essas adversidades externas.
Perfeito! Olha que mensagem bonita da Di Giorgio: "Nunca fiz terapia, mas estou cada vez mais convencida de que é necessário para todo mundo." Beijos da Suíça, beijo para você, obrigada pelo seu tempo e confiança.
Legal que é da Suíça, né? Então atendimento online a gente também faz para brasileiros que estão morando no exterior.
Olha que boa dica! E aí eu vou fazer aqui mais um agradecimento, Dani, que eu tenho a certeza, né, por ter pesquisado tanto sobre o assunto, que as escolhas que fazemos são fundamentais para termos uma vida satisfatória ou não. E escolher estar aqui nessa live, você está escolhendo não estar em outros lugares ou em outras telas. E escolher tomar a decisão, partindo agora para uma conclusão, Dani, tomar essa decisão, escolher fazer uma terapia, pode ser, por exemplo, quem está nos acompanhando, mas que não sente ainda necessidade, mas quer sugerir para alguém Como que você indicaria essa abordagem para que não seja também invasivo, né?
Eu diria para a pessoa experimentar. Se coloca em teste, experimenta, vê como você se sente. Essa dúvida se o meu tratamento vai ser longo, não vai ser, são coisas que a gente não tem como responder. Então permita falar um pouquinho sobre o que você sente, Permita ouvir a opinião de um profissional e aí então você decide se isso te fez bem, se não te fez. Acho que a primeira sessão ela é muito significativa isso. Então eu convido a todos, também faço esse convite para que vocês experimentem e tragam essa opinião mais pessoal do que vocês acharam do processo terapêutico.
Perfeito. Ô Dani, para quem está começando a tirar os preconceitos, né, da frente e agora quer marcar uma consulta online contigo ou com os outros 499, né, que são mais de 500, né, são mais 500 profissionais na plataforma, como faz?
Bom, para vocês acessarem a plataforma, vocês podem fazer pelo site ou pelo aplicativo. Lá tem um filtro, vocês podem escolher a área que vocês desejam trabalhar, seja ansiedade, depressão, autoconhecimento, inteligência emocional. Então ali já vai ter uma série de especialistas direcionados para cada uma dessas áreas. Então tem todos os filtros, vocês têm que se sentir à vontade, tem o perfil dos especialistas, né, o nosso currículo, nossas avaliações. Então é um espaço para vocês realmente fazerem um direcionamento conforme vocês se sintam confortáveis. Qualquer dúvida que vocês tiverem, tem, a gente tem acesso ao chat, vocês podem nos perguntar como funciona e fico à disposição para maiores dúvidas também.
Perfeito. Então, Dani, dá para te encontrar Naturalmente, a Mara tá perguntando qual o endereço. Tá escrito aqui em cima, Mara, se você quiser entrar pelo Instagram, Zen Club, Club com K, ou na internet, www.zenclub.com.br. Vou soletrar, se for o caso. Z-E-N-K-L-U-B, Zen Club. Tá? Então, Mara, seja sempre muito bem-vinda. Toda semana também o Zen Club traz o ZenCast, que é um podcast em que eu acabo entrevistando pessoas incríveis que marcam o nosso tempo e que trazem conhecimentos incríveis. Olha, o William está aqui já colocando: www.zenclub.com.br. Ana Laura: comecei minha terapia pelo Zen. Muito bom! Né, a Piju: iniciei com essa dúvida de se seria longo e depois de 2 anos eu não quero alta, terapia para vida toda. É isso, gente. Ah, o Dani, já vou passar para você as considerações finais, mas você sabe que todo dia, de verdade, dezenas de pessoas me procuram pedindo ajuda. Sobre o burnout ou sobre limites, né, até por conta do tema do livro. E eu digo o seguinte: você não tem um bom dentista? Você não tem uma boa ginecologista? E cadê a sua psicóloga ou psicólogo de confiança? Então, Dani, para passar as palavras finais para você, para suas considerações finais, para quem quer ter uma relação duradoura e positiva com a terapia. Passo então agora a palavra para você.
A terapia ela pode trazer muitas surpresas, muitas coisas boas, muita consideração, mas o mais interessante é o amor consigo mesmo, tá? Então a gente aprende a se autovalorizar, a se amar, a se entender, e por isso que eu gosto muito de estar fazendo meu trabalho, porque eu vejo isso Fica muito evidente para quem faz e sente o prazer de estar conseguindo fazer essas identificações. Então eu tô muito feliz de estar aqui porque eu acho que é bem importante a gente falar nesse viés do autocuidado, que é prevenção, é bem-estar, é saúde. E qualquer dúvida que vocês têm, eu fico à disposição. O meu Instagram é @danielinazari, pode me perguntar por ali também, tiro as dúvidas de vocês. Justamente para que vocês se sintam à vontade com esse momento que a gente está proporcionando aqui, que é para entender que é autocuidado e é a nossa vida. A gente merece se amar também, é um ato de amor próprio, não é?
E a Diana tá dizendo aqui, né, que hoje a Maju, realmente minha colega de trabalho, recebeu um desenho, fiz um comentário e ela chegou até aqui. Diana, tem uma frase que eu gosto muito: quando o ouvido está pronto, a mensagem chega. Então veja, os caminhos que vão te levar até a mensagem pode ser muito variados, mas se você chegou até aqui é porque essas palavras então da Dani Nazari eram para estar agora no seu sistema. Bem, Dani, muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança, e vamos juntas então nesse caminho das boas informações junto com o Zen Club.
Eu que agradeço, muito obrigada.
Tchau, tchau, lindeza, boa noite.
Boa noite.
Então, para você que está aqui, mais uma vez, muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Sonhadora Adri, por que que eu não almoço mais lá com Resiliência? Eu volto dia 7, tá? Por enquanto eu tive que dar uma pausa, mas eu estou sempre disponível para vocês lá no meu direct, respondo sempre dentro dentro das minhas possibilidades. Mas eu vou repetir uma frase muito importante: quando o ouvido está pronto, a mensagem chega. A Dani Nazari do Zen Club trouxe aqui uma aula para gente. Então eu espero que essas palavras tenham feito sentido para você. Palavras são sementes e se elas fizeram sentido para você, nos ajude a semeá-las com quem você quer bem. Terapia é um ato de amor próprio. Bom descanso e até breve.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








